A circulação no Itinerário Principal 3 (IP3) foi retomada esta quinta-feira no sentido Viseu-Coimbra, na zona de Penacova, depois de vários dias de interrupção provocados por um derrame de resina que comprometeu as condições de segurança do pavimento. A reabertura ocorreu cerca das 15h30, após a conclusão de trabalhos de limpeza e avaliações técnicas à infraestrutura.
Apesar da reposição da circulação neste sentido, o trânsito continua interdito no sentido Coimbra-Viseu, onde prosseguem as intervenções necessárias para reparar os danos causados pelo incidente ocorrido na passada segunda-feira. As autoridades e a Infraestruturas de Portugal consideram indispensável a continuação dos trabalhos para garantir a total reposição das condições de segurança e de aderência da via.
Segundo a Infraestruturas de Portugal, o derrame registado entre o nó de Miro e o nó de Penacova provocou uma contaminação significativa da camada superficial do pavimento, afetando a aderência dos veículos e tornando insegura a circulação naquele troço. As avaliações realizadas concluíram que a simples remoção da resina não seria suficiente para resolver o problema, sendo necessária a substituição da camada de desgaste nas áreas mais afetadas.
Os trabalhos em curso incluem a fresagem do pavimento danificado, a aplicação de uma nova camada de desgaste, a reabilitação das zonas intervencionadas, a execução de nova sinalização horizontal e a limpeza dos sistemas de drenagem, recorrendo a equipamentos especializados para recolha de águas.
A empresa proprietária do veículo responsável pelo derrame manifestou disponibilidade para assumir os custos associados à reposição das condições de circulação no troço afetado.
A Infraestruturas de Portugal já havia alertado que a reparação dos danos poderia prolongar-se por vários dias, dada a dimensão da intervenção necessária para devolver ao IP3 todas as condições de segurança exigidas para a circulação rodoviária.