A Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira recebe, entre os dias 25 e 27 de setembro, a primeira edição do Miolo – Festival da Literatura e do Pensamento, uma iniciativa que pretende criar espaço para a reflexão e o debate, cruzando a literatura com áreas como a filosofia, a política, a sociologia, a ciência e o design.
Ao longo de três dias, o festival propõe uma programação dedicada a temas da atualidade, entre os quais a inteligência artificial, a verdade, a memória, a autenticidade, a violência, a ciência e a democracia. O programa inclui três conferências e três conversas temáticas, complementadas por três momentos culturais: uma exposição de design e ilustração, uma apresentação de um livro e um concerto de poesia musicada.
A Biblioteca Municipal, espaço que ao longo dos anos recebeu algumas das principais figuras da cultura nacional e internacional, como José Saramago, Salman Rushdie e Eduardo Lourenço, volta a afirmar-se como ponto de encontro entre escritores, investigadores, artistas e cientistas de diferentes áreas e nacionalidades.
A primeira edição do Miolo conta com a participação da urbanista e promotora cultural norueguesa Anne Beate Hovind, da escritora espanhola Clara Usón e do designer e ilustrador espanhol Isidro Ferrer. Integram ainda o programa o advogado e antigo governante Adolfo Mesquita Nunes, os escritores Gonçalo M. Tavares, Joana Bértholo e Dulce Maria Cardoso, o filósofo francês Gilles Lipovetsky, o filósofo português Nuno Venturinha e o físico e ensaísta Carlos Fiolhais. A componente musical estará a cargo de Patrícia Relvas e Roberto Afonso, do projeto Lavoisier.
Todos os momentos da programação são de acesso gratuito, permitindo ao público participar nas diferentes iniciativas ao longo dos três dias. O programa completo pode ser consultado no site oficial do festival, em www.festivalmiolo.pt.
A identidade visual desta primeira edição parte de um objeto escultórico criado por Isidro Ferrer: um relógio despertador em pedra que não mede as horas, mas as retém. A peça, que não avança nem recua, foi concebida como um convite a interromper o ritmo quotidiano, parar, observar e pensar, refletindo a própria proposta do festival: criar tempo e espaço para a reflexão.