O valor patrimonial do Regadio Tradicional e a intenção de o registar como Património Cultural Imaterial
foi o tema de uma reunião de trabalho no Instituto Público de Património Cultural, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
O Presidente e o Vice-Presidente da Câmara Municipal, bem como três elementos representantes de um Grupo de Trabalho, foram recebidos pelo presidente do Instituto Público e sua equipa técnica, neste importante encontro para o futuro da preservação das nossas memórias.
O registo do Regadio Tradicional no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, com vista à sua classificação como Património Cultural Imaterial da UNESCO, inclui quatro municípios: Arcos de Valdevez, Vila Pouca de Aguiar, Góis e Loulé.
Para que Portugal possa associar-se numa candidatura a esta classificação da UNESCO, juntamente com outros países europeus (França, Espanha, Grécia e Andorra), foi criado um Grupo de Trabalho informal, com elementos ligados ao Regadio, à Cultura e à História, de caráter pluridisciplinar e com representatividade no território nacional continental. O Município de Góis assume a liderança neste processo.
Note-se que, em 2023, a UNESCO reconheceu o valor do património cultural imaterial do regadio tradicional, ao inscrevê-lo na Lista Representativa do Património Imaterial da Humanidade, envolvendo países como Áustria, Bélgica, Itália, entre outros.