Centro de Artes e Espetáculos de Viseu será um dos pilares estratégicos no novo plano de reabilitação, regeneração e revitalização urbana do Norte da cidade. Reperfilamento da Avenida Capitão Homem Ribeiro, reabilitação do antigo edifício da CVR Dão, construção de novas Unidades de Saúde, requalificação do troço central da Avenida da Europa e outras intervenções ao nível das acessibilidades serão também contempladas.
“A zona Norte da cidade será agora o nosso foco de intervenção. Vamos revolucionar este eixo, com mudanças profundas ao nível das acessibilidades e da construção e reabilitação do edificado”, enalteceu o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, na tarde de ontem, dia 2 de abril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
O autarca viseense deu a conhecer um plano e estratégia mais amplos para a reabilitação, regeneração e revitalização da zona norte de Viseu, no qual a construção do Centro de Artes e Espetáculos de Viseu se integra.

Um dos primeiros passos foi dado ontem, mais concretamente com a assinatura do auto de consignação da obra de demolição do antigo edifício da PT, na Avenida Capitão Homem Ribeiro. Uma obra com um prazo de execução de 56 dias e um investimento de 80 mil euros.
Inclui-se aqui a construção das novas Unidades de Saúde: um novo edifício na Avenida Capitão Homem Ribeiro, no terreno onde estão instaladas as cubas de vinho da CVR Dão, que permitirá albergar a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados, a Unidade de Saúde Pública, a Unidade de Cuidados na Comunidade e o Centro de Aconselhamento e Deteção. Já na Avenida da Europa, junto à rotunda para Santo Estêvão, serão contruídos dois módulos simétricos, unidos por uma pala, cada um destinado a duas Unidades de Saúde Familiar, as quais sairão do atual edifício da Segurança Social (“Prédio Alto”). São elas as USF Infante D. Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade.
“Após a relocalização destas Unidades de Saúde Familiares, seguramente que irão resultar diversos espaços vazios no edifício da Segurança Social. Aquilo que já propusemos à Administração Central é que os espaços sobrantes sejam destinados ao acolhimento de serviços públicos que neste momento estão dispersos em outros prédios da cidade, alguns até arrendados”, avançou o Presidente. “Desta forma, poderia ser partilhado um secretariado comum, mas também haveriam vantagens na acessibilidade e centralidade dos serviços”.

Destaque também para a requalificação do troço central da Avenida da Europa, correspondente à via periférica em torno desta, que permitirá um acesso qualificado às futuras Unidades de Saúde Familiar. É um projeto cujo investimento é de cerca de 3,2 milhões de euros e que aguarda, à data, o visto do Tribunal de Contas para poder ser iniciado.
Deste plano de intervenção na zona Norte da cidade faz ainda parte a reabilitação do edifício da Comissão Vitivinícola da Regional do Dão, na Avenida Capitão Homem Ribeiro. O objetivo da Comissão é voltar a fazer deste o edifício-sede, relocalizando assim os serviços que atualmente funcionam no Solar do Vinho do Dão.
“Este é um projeto que muito nos apraz, pois atende ao interesse de ambas as partes. Por um lado, permitirá reabilitar um edifício histórico, atualmente muito degradado e até, por vezes, ocupado de forma ilegal. Por outro, possibilitará ao Município de Viseu “resgatar” o Solar do Vinho do Dão, atribuindo-lhe a designação de antigo Paço Episcopal de Viseu e fazer dele um novo centro dedicado à cultura”, sublinhou Fernando Ruas.
No âmbito das acessibilidades, está também previsto o reperfilamento da Avenida Capitão Homem Ribeiro, intimamente ligada à construção do CAEVIS, e a redefinição viária entre o antigo edifício da CVR Dão e o Rio Pavia, a qual possibilitará a abertura da Travessa da Avenida Capitão Homem Ribeiro, atualmente sem saída, criando um novo acesso inclusive de apoio às novas Unidade de Saúde.

Na sua intervenção, o autarca viseense fez ainda uma breve alusão ao terreno adjacente ao túnel de Viriato/Rotunda Cibernética, vendido em hasta pública e agora de teor particular, salientando o facto de este ter sido sempre reservado pelo Município como uma das “peças-chave para financiar o Centro de Artes”, garantindo a sua aptidão para espaço de construção.
Centro de Artes e Espetáculos de Viseu será uma nova e relevante âncora cultural na Região Centro
Uma das maiores salas de espetáculos da Região Centro do país vai nascer em Viseu. O anteprojeto do novo Centro de Artes e Espetáculos de Viseu (CAEVIS) foi apresentado Presidente da Câmara Municipal, Fernando Ruas. “Este é mais um passo na qualificação de Viseu enquanto destino cultural de excelência na Região Centro de Portugal. A construção do Centro de Artes e Espetáculos é uma resposta necessária ao crescente dinamismo cultural e um equipamento moderno e qualificado que vem complementar a rede de espaços culturais já existentes, promovendo a diversidade da oferta cultural e a atratividade do destino”, realçou.
O CAEVIS vai emergir na zona do parque de estacionamento junto à rotunda da Fonte Cibernética/Avenida da Europa e irá oferecer uma sala interior com capacidade para 1000 lugares sentados e um auditório exterior com 760 lugares sentados, em bancada.
O edifício será ainda constituído por outras valências, entre elas uma sala de ensaios e outra de exposições, um café-concerto, um restaurante panorâmico e salas para serviços administrativos/gabinetes de trabalho.
Um parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade para mais de uma centena de lugares, faz também parte do projeto de construção. Globalmente, serão 7 pisos e uma área bruta de construção de cerca de 13.500 metros quadrados.
“Com a construção deste novo edifício, reforçarmos a nossa rede municipal de equipamentos culturais. Teremos mais e melhores condições técnicas e logísticas para acolher espetáculos de maior dimensão, grandes exposições e até congressos, conferências e outras iniciativas de caráter corporativo”, afirmou o autarca viseense.
Na zona exterior do Centro de Artes irão nascer espaços verdes e zonas de lazer para usufruto da comunidade, numa interligação natural com outros já existentes como o Parque da Aguieira, as Ecopistas do Dão e do Vouga, a Cava de Viriato, o Parque Linear do Rio Pavia ou o Parque Urbano de Santigo.

“A componente paisagística é algo que também sobressai neste projeto. Sendo nós um concelho que prima pela qualidade de vida e se assume como “Cidade-Jardim”, não poderíamos excluir espaços e zonas verdes dedicadas à fruição de todos os que residem e visitam a cidade”, destacou o Presidente da Câmara. “Para além disso, há que realçar a acessibilidade do edifício e a sua centralidade, com acesso à EN16/A24, a uma distância de cerca de 5 minutos a pé do Terminal Rodoviário de Viseu e com ligação à ciclovia”.
Releve-se ainda o facto de o Centro de Artes e Espetáculos ser o primeiro equipamento cultural do país com Certificação LEED, uma certificação internacional que permite atestar a sustentabilidade dos edifícios.