A deputada do PSD Regina Bastos defendeu esta quinta-feira no Parlamento que a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) é um “investimento” na estabilidade e na segurança do Continente.
Intervindo na Comissão de Assuntos Europeus, a parlamentar social democrata disse aplaudir o esforço ucraniano na implementação de reformas num período difícil que o país atravessa.
“Não será exagerado dizer que a resposta da União Europeia ao maior desafio estratégico que enfrenta desde a sua criação, que é a guerra na Ucrânia, entrou numa nova fase” – enfatizou Regina Bastos numa audição do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, referindo-se ao facto de o processo de adesão daquele país à UE avançar com a abertura do cluster de negociações relativo à política externa de segurança e defesa comum.
Para a deputada aveirense, esta fase do processo “significa que o alargamento é visto, para além de uma política de vizinhança, também como um investimento estratégico na segurança
e na estabilidade do Continente”, numa altura em que prosseguem as negociações entre os
estados-membros para a aprovação do 21º pacote de sanções à Rússia, com o objetivo de
reforçar a pressão económica sobre o regime russo.
Regina Bastos referiu-se, na ocasião, à reunião da Coalition of Willing [coligação de 35 países
empenhados em fornecer assistência à Ucrânia] e outros parceiros para coordenarem o
reforço do apoio e a refletir sobre futuras garantias de segurança, num contexto que a
deputada disse mostrar “uma união que procura atuar no apoio à Ucrânia, exercer mais
pressão sobre a Rússia e preparar o futuro da segurança europeia”.
“As negociações do 21º pacote de sanções à Rússia mostram, mais uma vez, como continua
a ser difícil, para usar uma expressão moderada, os estados-membros chegarem a posições
comuns em matéria de política externa” – vincou Regina Bastos, sublinhando que a Coalition
of Willing “mostra como, perante graves ameaças, a Europa consegue e deve agir mais
rapidamente, através de mecanismos de cooperação flexíveis, que complementam as
estruturas da União Europeia e da Nato”.
Para a parlamentar social democrata, “a guerra tornou a adesão da Ucrânia uma prioridade
estratégica”, aplaudindo “o esforço e o empenho” daquele país na implementação de
“reformas num contexto extraordinariamente difícil” e questionando o ministro sobre como
poderá a UE conciliar essa prioridade “com um processo de adesão rigoroso com base no
mérito e no cumprimento dos critérios que sempre se exigiu a países candidatos”.