Câmara de Ílhavo abre concurso de ideias para nova ponte da Vista Alegre

A Câmara de Ílhavo vai abrir um concurso de ideias para uma nova ponte da Vista Alegre, por forma a substituir a atual cuja manutenção é “financeiramente inviável”, anunciou hoje a autarquia.

Os materiais que compõem a ponte atual, nomeadamente o tabuleiro, constituído por tábuas de madeira, “requerem uma vigilância e manutenção quase diárias, pelo que se torna financeiramente inviável protelar a situação no tempo”, justifica a câmara do distrito de Aveiro.

“O modelo de concurso de ideias valorizará a inovação, a integração paisagística, permitindo a criatividade e não restringido qualquer tipo de solução, nem a uma mera avaliação focada no custo de intervenção”, esclarece, em nota de imprensa.

A Câmara de Ílhavo procura que os candidatos “possam apresentar ideias arrojadas que venham, não apenas solucionar os problemas atualmente identificados, mas também garantir soluções estruturais esbeltas, devidamente integradas na paisagem e que contribuam para a melhoria da ligação entre as duas margens”.

“É ainda imperativo para o município que o projeto seja desenvolvido com um claro sentido de respeito pelo património, nomeadamente pela ponte atual, cuja construção muito se deveu à mobilização da população da Gafanha da Boavista”, acrescenta.

O vencedor terá a oportunidade, por contratualização, de desenvolver o respetivo projeto de execução que dará lugar à empreitada, enquanto os segundos e terceiros classificados receberão um prémio pecuniário no valor de três mil euros e dois mil euros, respetivamente. 

A intervenção na ponte da Vista Alegre encontra-se prevista nas Grandes Opções do Plano aprovadas para o ano 2023.

A construção da ponte da Vista Alegre, que liga a zona das Gafanhas à Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre, foi iniciada em 1978 e inaugurada no ano seguinte, na sequência de uma reivindicação da população, que logo após o 25 de Abril recolheu assinaturas para exigir a travessia.

Chegou a existir no local uma outra ponte, construída em 1835, que veio a desaparecer, e durante um longo período a travessia entre as duas margens era feita com uma barcaça, à vara, numa viagem curta, mas perigosa, em condições de tempo adversas, devido a fortes correntes.