A Polícia Judiciária deteve, na passada sexta-feira, um homem de 24 anos, suspeito da prática de homicídio na forma tentada que vitimou uma mulher, e que a levou a dar entrada em meio hospitalar com lesões na zona da face por agressões a murro e disparo com arma de fogo.
A investigação dos factos, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, apurou que as agressões ocorreram na residência da vítima, localizada no concelho de Águeda, na sequência de conflitos resultantes de um relacionamento íntimo entre o agressor e esta, do qual existe uma criança de tenra idade. Não será a primeira vez que a vítima é agredida, porém não com esta gravidade.
O detido foi presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para primeiro interrogatório judicial tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
O primeiro-ministro, António Costa, vai abrir os jardins da residência oficial no sábado, com um programa cultural que assinala o bicentenário da independência do Brasil, com curadoria da Casa do Brasil, divulgou hoje o seu gabinete.
“Reafirmando o seu empenho no estreitamento dos laços que unem brasileiros e portugueses, o primeiro-ministro associa-se às comemorações do bicentenário da independência do Brasil”, assinalou o gabinete de António Costa, que na quarta-feira, data dos 200 anos da independência do Brasil, estará na cerimónia de atribuição ao aeroporto de Faro da denominação oficial Aeroporto Gago Coutinho.
No sábado, o chefe de Governo estará na abertura ao público dos jardins da sua residência oficial para onde a Casa do Brasil de Lisboa, “a mais antiga e representativa associação da comunidade brasileira residente em Portugal, foi convidada a propor uma programação cultural”, com o “intuito de representar a riqueza e vitalidade da cultura brasileira”.
No âmbito dessa programação, “estarão presentes nos jardins de São Bento diversos artistas e entidades culturais brasileiras que irão apresentar espetáculos de música e dança, do carnaval de rua ao forró, do ‘funk’ à roda de samba”, incluindo ainda uma oficina de artes visuais para crianças, com Jaqueline Arashida.
Estão previstos momentos pela Colombina Clandestina, que se reclama um “coletivo sem fins lucrativos que acredita na construção coletiva do Carnaval de Lisboa”, um concerto de Leo Middea, uma aula e baile de Forró pelo Espaço Baião, Gira Coletivo de Mulheres no Samba, Baque Mulher, concerto de Puta da Silva e a exposição “É fixe o que as pessoas migrantes trazem na mala”
Porque as notícias não escolhem hora.
A residência oficial do primeiro-ministro estará aberta à população entre as 14:00 e as 19:00, num modelo de proximidade e curadoria cultural que António Costa adotou na chefia do Governo para assinalar as comemorações do 25 de Abril e o 5 de Outubro.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro participa na cerimónia de atribuição ao aeroporto de Faro da denominação oficial aeroporto Gago Coutinho, uma homenagem com a qual o Governo assinala o centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, em 1922, pelo Almirante Gago Coutinho, natural de São Brás de Alportel, distrito de Faro.
A decisão de assinalar a viagem, realizada entre Lisboa e o Rio de Janeiro, que ocorreu no âmbito do centenário da independência do Brasil e que “representa uma das maiores proezas militares e científicas da história da navegação aérea”, foi tomada em junho em Conselho de Ministros.
Na cerimónia estará presente, na placa do aeroporto, o novo avião militar C390 Millenium da EMBRAER, que em breve iniciará operações em Portugal para as Forças Armadas, destacou ainda a nota oficial do gabinete do primeiro-ministro.
O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, vão representar Portugal nas comemorações do bicentenário da independência do Brasil durante esta semana.
Marcelo Rebelo de Sousa desloca-se ao Brasil a convite do homólogo, Jair Bolsonaro, por quem será recebido hoje no Palácio Itamaraty, pouco depois da chegada a Brasília.
Augusto Santos Silva, a segunda figura do Estado português, estará em Brasília a convite do presidente do Senado Federal brasileiro, Rodrigo Pacheco.
Dois dias de aventura, partilha e descoberta transformaram as aldeias de Fajão e Ponte de Fajão no cenário de mais um momento especial da Eira da Brincadeira. Cerca de 70 crianças dos grupos de Pampilhosa da Serra e Dornelas do Zêzere participaram, nos dias 23 e 24 de julho, num acantonamento que reforçou o espírito de união que caracteriza este programa de férias promovido pelo Município de Pampilhosa da Serra.
A experiência começou em Ponte de Fajão, onde os participantes conheceram um antigo moinho, desfrutaram da zona fluvial da localidade, redescobriram jogos tradicionais e deram largas à criatividade numa oficina de pintura de pedras recolhidas junto ao rio.
Ao final do dia, a aventura prosseguiu na aldeia de Fajão, com uma visita ao Quiosque do projeto Geoscope e à Dome – ponto de observação localizado no alto da aldeia -, onde as crianças embarcaram numa viagem pelo céu noturno, numa sessão de observação orientada por Samuel Batista. A noite foi vivida em ambiente de convívio e entusiasmo, com algumas das crianças a pernoitarem na antiga escola da aldeia.
Já na manhã de hoje, a adrenalina tomou conta das ruas de Fajão com divertidas descidas de carrinhos de rolamentos, dinamizadas com o apoio de César Simão, seguindo-se momentos de descontração e muitos mergulhos na piscina da aldeia, que ajudaram a enfrentar as temperaturas típicas do verão.
Mais do que um conjunto de atividades, este acantonamento proporcionou experiências únicas, promoveu a convivência entre os dois grupos da Eira da Brincadeira e fortaleceu laços de amizade através do contacto com a natureza, da valorização das tradições locais e da vivência comunitária.
A iniciativa contou com a colaboração da Junta de Freguesia de Fajão-Vidual, do projeto CLDS 5G Pampilhosa da Serra e de participantes da Eira da Brincadeira Sénior da Ponte de Fajão, cujo contributo foi essencial para o sucesso de mais um acantonamento memorável
Uma criança de 18 meses morreu esta quinta-feira, em Almada, depois de ter permanecido durante várias horas no interior de uma carrinha associada à creche que frequentava. O caso está a causar grande consternação e está agora a ser investigado pelas autoridades.
O alerta foi dado pelas 15h55 para a Avenida do Cristo Rei, onde os meios de socorro encontraram a menina em estado considerado muito grave. No local estiveram os Bombeiros de Cacilhas, elementos da Polícia de Segurança Pública, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital Garcia de Orta e equipas do INEM.
Apesar das manobras de reanimação realizadas pelos profissionais de emergência, não foi possível reverter a situação, tendo o óbito sido declarado no local.
De acordo com as informações conhecidas até ao momento, a criança terá sido esquecida no interior da viatura utilizada para o transporte de crianças da creche. As circunstâncias exatas da ocorrência ainda estão por apurar, estando as autoridades a recolher elementos que permitam esclarecer o sucedido e determinar eventuais responsabilidades.
A morte da criança gerou forte comoção na comunidade local, enquanto prosseguem as diligências de investigação para compreender como foi possível que a menina permanecesse dentro da viatura sem que a sua ausência fosse detetada atempadamente.
A circulação no Itinerário Principal 3 (IP3) foi retomada esta quinta-feira no sentido Viseu-Coimbra, na zona de Penacova, depois de vários dias de interrupção provocados por um derrame de resina que comprometeu as condições de segurança do pavimento. A reabertura ocorreu cerca das 15h30, após a conclusão de trabalhos de limpeza e avaliações técnicas à infraestrutura.
Apesar da reposição da circulação neste sentido, o trânsito continua interdito no sentido Coimbra-Viseu, onde prosseguem as intervenções necessárias para reparar os danos causados pelo incidente ocorrido na passada segunda-feira. As autoridades e a Infraestruturas de Portugal consideram indispensável a continuação dos trabalhos para garantir a total reposição das condições de segurança e de aderência da via.
Segundo a Infraestruturas de Portugal, o derrame registado entre o nó de Miro e o nó de Penacova provocou uma contaminação significativa da camada superficial do pavimento, afetando a aderência dos veículos e tornando insegura a circulação naquele troço. As avaliações realizadas concluíram que a simples remoção da resina não seria suficiente para resolver o problema, sendo necessária a substituição da camada de desgaste nas áreas mais afetadas.
Os trabalhos em curso incluem a fresagem do pavimento danificado, a aplicação de uma nova camada de desgaste, a reabilitação das zonas intervencionadas, a execução de nova sinalização horizontal e a limpeza dos sistemas de drenagem, recorrendo a equipamentos especializados para recolha de águas.
A empresa proprietária do veículo responsável pelo derrame manifestou disponibilidade para assumir os custos associados à reposição das condições de circulação no troço afetado.
A Infraestruturas de Portugal já havia alertado que a reparação dos danos poderia prolongar-se por vários dias, dada a dimensão da intervenção necessária para devolver ao IP3 todas as condições de segurança exigidas para a circulação rodoviária.
O Município de Góis promoveu, no passado dia 22 de julho, a Sessão Pública de Apresentação dos Resultados do Projeto Radar Social de Góis, dando a conhecer o trabalho desenvolvido desde o inicio da sua implementação, em 24 de abril de 2024, os principais resultados alcançados, os desafios encontrados e o impacto desta intervenção no território. Os resultados apresentados dizem respeito ao trabalho desenvolvido até 30 de junho de 2026.
Integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Projeto Radar Social teve como principal objetivo reforçar a intervenção social de proximidade, promovendo um conhecimento mais aprofundado da realidade social do concelho e uma resposta mais articulada às situações de vulnerabilidade social identificadas.
No concelho de Góis, a implementação do projeto foi adaptada às especificidades do território, privilegiando uma metodologia de proximidade assente na realização de questionários porta a porta. Mais do que um instrumento de recolha de informação, esta metodologia permitiu estabelecer um contacto direto com a população, conhecer melhor a realidade vivida pelas pessoas e identificar situações de vulnerabilidade social que dificilmente chegariam ao conhecimento dos serviços por outras vias. A apresentação evidenciou ainda que esta abordagem constituiu a principal fonte de sinalização de situações acompanhadas no âmbito do projeto.
Foi igualmente destacado que o conhecimento produzido não se esgotou no diagnóstico da realidade social do concelho. Contribuiu, também, para fundamentar a operacionalização do Projeto Aproximar, atualmente desenvolvido em quatro localidades do concelho, promovendo atividades de convívio, participação e envelhecimento ativo, contribuindo para prevenir e atenuar situações de isolamento social.
Durante a sessão foi ainda salientado que a metodologia de proximidade desenvolvida pelo Município de Góis foi reconhecida pela ANGES – Associação Nacional de Gerontologia Social, através da atribuição da Bandeira de Mérito Social, distinguindo o trabalho desenvolvido na identificação precoce de situações de vulnerabilidade social.
A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, da Vereadora Paula Matos, da Vereadora Ana Paula Gonçalves e da Adjunta do Gabinete de Apoio à Presidência, Inês Bandeira. Em representação do Diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, esteve presente a Diretora do Núcleo de Respostas Sociais, Maria Emília Borges. Marcaram igualmente presença os/as Presidentes de Junta de Freguesia, representantes das entidades parceiras da Rede Social e elementos da comunidade.
A sessão constituiu um momento de partilha e reflexão sobre o trabalho desenvolvido, reforçando a importância da intervenção social de proximidade e do conhecimento aprofundado do território como base para a construção de respostas sociais cada vez mais próximas, mais humanas e mais ajustadas às necessidades da população.
O Município de Castanheira de Pera assinou, no passado dia 22 de julho, o contrato-programa relativo à empreitada “Acesso ao Polígono Industrial – Sarzedas de S. Pedro”, que representa um investimento de 500 mil euros.
A cerimónia decorreu na Covilhã e contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, e do Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Gonçalves Pereira Brandão de Brito, que acompanharam a formalização dos contratos-programa destinados a apoiar investimentos estruturantes em diversos territórios da região centro.
No caso de Castanheira de Pera, o contrato assinado prevê a criação de uma nova ligação rodoviária entre a Estrada Nacional 236-1 (Souto Fundeiro) e o Polígono Industrial de Sarzedas de S. Pedro, numa extensão aproximada de 1.200 metros, melhorando significativamente as condições de acessibilidade a esta zona de elevada importância industrial e económica.
A obra surge da necessidade de responder às limitações atualmente verificadas nos acessos à Fábrica Albano Morgado, S.A., uma das maiores empregadoras do concelho que atua na área da produção têxtil. Atualmente, os veículos pesados, incluindo camiões semi-trailers, que assumem o transporte dos materiais escoados pela unidade fabril são obrigados a passar por vias estreitas e pouco adequadas à circulação deste tipo de tráfego.
Esta realidade tem vindo a constituir um constrangimento à atividade da empresa, ao mesmo tempo que representa um fator de risco para a segurança da população residente, devido à circulação frequente de veículos de grande dimensão em arruamentos sem as condições necessárias.
Com a construção do novo acesso, será possível desviar o tráfego pesado das zonas habitacionais, aumentando a segurança rodoviária, melhorando a qualidade de vida dos residentes e criando melhores condições para a atividade empresarial em causa.
Este investimento reforça o compromisso do Município de Castanheira de Pera com a promoção do desenvolvimento económico local, através da melhoria das infraestruturas de apoio às empresas e da criação de condições que potenciem a competitividade, a atração de investimento e a fixação de emprego.
A intervenção enquadra-se nos objetivos de coesão económica, social e territorial definidos pelos instrumentos de planeamento e financiamento regional, contribuindo para a redução das assimetrias entre o litoral e o interior e afirmando Castanheira de Pera como um território mais competitivo, atrativo e preparado para o futuro.
A Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (RBCIRA) passou a disponibilizar um novo Agregador de Catálogos, uma ferramenta digital que permite aos utilizadores pesquisar, através de uma única plataforma, os acervos documentais das bibliotecas dos 11 municípios da região e das bibliotecas da Universidade de Aveiro.
A nova funcionalidade surge com o objetivo de simplificar o acesso à informação e aos recursos bibliográficos existentes na região, proporcionando uma experiência de pesquisa mais rápida, intuitiva e abrangente. Com apenas uma pesquisa, os cidadãos podem identificar em que biblioteca se encontra determinado documento, facilitando a consulta e o eventual empréstimo de obras disponíveis em diferentes concelhos.
Através desta solução tecnológica, a RBCIRA reforça a articulação entre as bibliotecas da região e promove uma utilização mais eficiente dos serviços já existentes. A plataforma permite reduzir o tempo necessário para localizar documentos, ao mesmo tempo que aumenta a visibilidade das coleções documentais de cada município, contribuindo para uma maior valorização do património bibliográfico regional.
Além de beneficiar diretamente os utilizadores, o agregador constitui também uma importante ferramenta de apoio aos serviços de empréstimo interbibliotecas, potenciando a partilha de recursos entre as diferentes instituições e otimizando os processos de trabalho associados à gestão documental.
A implementação desta solução representa ainda um passo relevante na cooperação entre a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro e a Universidade de Aveiro. O sistema foi concebido para garantir a interoperabilidade entre bibliotecas que utilizam diferentes plataformas de gestão bibliográfica, permitindo uma integração eficaz dos respetivos catálogos.
Paralelamente à entrada em funcionamento do agregador, os profissionais das bibliotecas municipais participaram em ações de formação na área do marketing digital. A iniciativa teve como finalidade reforçar as competências relacionadas com as tecnologias de informação e comunicação, contribuindo para uma maior proximidade com os utilizadores e para a captação de novos públicos.
Com esta aposta na modernização dos serviços bibliotecários, a Região de Aveiro procura tornar o acesso ao conhecimento mais simples e abrangente, promovendo uma rede de bibliotecas cada vez mais interligada, acessível e preparada para responder às necessidades da comunidade.
A deputada do PSD Carolina Marques saudou esta terça-feira no Parlamento as alterações introduzidas pelo Governo ao modelo dos cheques-psicólogo e dos cheques-nutricionista, aproximando-o mais dos jovens. Intervindo na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, a parlamentar social democrata vincou que a valorização da prática desportiva é uma forma eficaz de promover a saúde.
“A experiência da primeira fase [dos cheques-psicólogo e dos cheques-nutricionista] demonstrou que havia margem para melhorar o modelo, uma vez que a adesão não correspondeu ao pretendido. E o Governo, em vez de manter o modelo, optou por revê-lo e adaptá-lo, tornando-o mais abrangente e ajustado às necessidades dos jovens” – defendeu Carolina Marques, na audição regimental da ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
A deputada do PSD destacou que o apoio tenha sido alargado dos estudantes do ensino superior aos jovens dos 12 aos 35 anos, que o número máximo de cheques por beneficiário seja hoje definido em função da avaliação clínica, e que o valor do cheque tenha passado de 35 para 40 euros, “valorizando também os profissionais de saúde”. Para Carolina Marques, “estas alterações tornam a medida mais próxima das necessidades dos jovens”.
“Num contexto em que os desafios relacionados com a saúde mental dos jovens são cada vez mais evidentes, e em que a promoção de hábitos de vida saudáveis assume um papel determinante na prevenção da doença, esta é uma medida que merece ser valorizada” – enfatizou Carolina Marques, acrescentando que a promoção da saúde passa, também, por medidas como a valorização da prática desportiva e das condições para que mais portugueses possam praticar desporto.
Referindo-se à aprovação pelo Governo do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo com uma visão de longo prazo para o desporto em Portugal, Carolina Marques destacou a “articulação entre o Estado, os municípios e as federações desportivas” de modo a que haja “estratégias municipais alinhadas com a estratégia nacional e um modelo de governação multinível”, reforçando a “cooperação entre estes parceiros e promovendo um diálogo mais próximo na definição e concretização das políticas desportivas”.
A polémica em torno da final do Campeonato do Mundo de 2026 continua a gerar forte contestação entre adeptos argentinos. Uma petição lançada na plataforma Change.org, que pede à FIFA a repetição do encontro entre Argentina e Espanha com uma nova equipa de arbitragem, já ultrapassou as 80 mil assinaturas.
A iniciativa foi criada por uma utilizadora identificada como Gisela Sánchez e surgiu na sequência da vitória da seleção espanhola por 1-0 frente à Argentina, no passado domingo, no MetLife Stadium. O único golo da partida foi apontado por Ferrán Torres, já durante o prolongamento, garantindo à Espanha a conquista do título mundial.
No texto da petição, a autora acusa o árbitro esloveno Slavko Vincic de ter influenciado o resultado do encontro através de decisões consideradas tendenciosas. Alega ainda que existem vídeos a circular nas redes sociais que, na opinião dos signatários, demonstram erros de arbitragem que favoreceram uma das equipas e condicionaram o desenrolar da partida.
Os promotores da iniciativa defendem que a questão ultrapassa o resultado desportivo e está relacionada com a credibilidade do futebol internacional. Consideram que a FIFA deve analisar os incidentes de forma rigorosa e transparente, argumentando que a integridade da arbitragem é fundamental para preservar a confiança dos adeptos e garantir a justiça competitiva.
A petição solicita, por isso, que o organismo que tutela o futebol mundial reavalie o encontro e considere a realização de uma nova final, desta vez dirigida por uma equipa de arbitragem considerada imparcial. Até ao momento, a FIFA não reagiu publicamente ao pedido.
A final ficou igualmente marcada pela elevada tensão dentro das quatro linhas. A seleção argentina terminou o encontro com cinco cartões amarelos e uma expulsão, depois de Enzo Fernández ter visto o cartão vermelho já perto do final do tempo regulamentar. Em contraste, a equipa espanhola não recebeu qualquer sanção disciplinar durante os 120 minutos de jogo.
Os ânimos continuaram exaltados após o apito final, com vários jogadores das duas seleções envolvidos em confrontos físicos. As imagens das agressões protagonizadas por Nahuel Molina e Leandro Paredes tornaram-se rapidamente virais nas redes sociais e contribuíram para aumentar a polémica em torno de uma final que continua a dar que falar dias depois da consagração da Espanha como campeã do mundo.
A Associação Nacional de Cuidados Continuados (ANCC) alertou para os impactos das recentes alterações ao Registo Nacional de Utentes (RNU), denunciando que vários cidadãos estão a perder o acesso à comparticipação de medicamentos devido às novas regras em vigor desde abril.
Segundo a associação, a situação está a afetar tanto utentes da comunidade como pessoas internadas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). O problema surgiu após a implementação do projeto Ponto Parceiro SNS, que permite às unidades de cuidados continuados prescrever medicamentos para levantamento em farmácias comunitárias e requisitar exames diretamente através do sistema informático do Serviço Nacional de Saúde.
No entanto, de acordo com o presidente da ANCC, José Bourdain, as novas classificações introduzidas no RNU estão a bloquear a emissão de prescrições comparticipadas em diversos casos. A atualização do registo prevê que deixem de ser elegíveis para a atribuição de médico de família os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, os que não recorreram ao SNS nos últimos cinco anos ou aqueles que não tenham os seus dados atualizados.
A associação relata situações concretas em que os utentes apenas descobriram o problema quando tentaram levantar medicamentos na farmácia. Num dos casos, uma cidadã portuguesa, habitualmente acompanhada por uma médica no setor privado, teve de pagar a totalidade da medicação prescrita porque o seu número de utente surgia no sistema sem direito à comparticipação. Após contactar o centro de saúde, verificou-se que existiam problemas relacionados com o seu registo, situação que acabou por ser regularizada, permitindo-lhe recuperar posteriormente o valor correspondente à comparticipação.
Nos cuidados continuados, a situação é considerada particularmente preocupante. Muitos dos utentes encontram-se internados há vários anos, sem contacto regular com os centros de saúde e, em muitos casos, sem familiares que possam tratar da atualização dos seus dados. Segundo José Bourdain, quando as instituições tentam emitir receitas, o sistema bloqueia automaticamente, revelando que o registo do utente não cumpre os novos requisitos.
O responsável considera que esta realidade representa uma limitação injusta dos direitos dos cidadãos, sobretudo daqueles que optam por ser acompanhados no setor privado e que, por esse motivo, podem passar longos períodos sem recorrer ao SNS. Para a associação, a perda do acesso à comparticipação de medicamentos levanta dúvidas sobre a proteção dos direitos dos utentes e merece uma rápida clarificação por parte das entidades competentes.
As novas regras do Registo Nacional de Utentes criaram cinco categorias distintas. Entre elas estão o “registo atualizado”, que garante a elegibilidade para inscrição e atribuição de médico de família, e o “registo atualizado não residente”, destinado aos portugueses que vivem no estrangeiro. Existem ainda as classificações de “registo em curso”, “registo incompleto” e “registo em histórico”, esta última reservada aos registos de utentes falecidos.
Até ao momento, as entidades responsáveis pelo Serviço Nacional de Saúde e os ministérios envolvidos ainda não prestaram esclarecimentos públicos sobre as situações denunciadas pela Associação Nacional de Cuidados Continuados.
Portugal vai receber um adiantamento de 65,37 milhões de euros do Fundo de Solidariedade da União Europeia para apoiar os trabalhos de recuperação e reconstrução após a passagem de várias tempestades que afetaram o país no início de 2026. A verba foi aprovada pela Comissão Europeia na sequência de um pedido apresentado pelo Estado português e após uma avaliação técnica que confirmou o cumprimento dos critérios exigidos para o acesso ao mecanismo de apoio comunitário.
O financiamento surge na sequência dos danos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, que atingiram Portugal continental entre o final de janeiro e o início de março. O fenómeno, descrito pelas autoridades como um “comboio de tempestades”, teve um forte impacto em várias regiões do país, especialmente no Centro, em Lisboa e Vale do Tejo e no Alentejo.
Segundo os dados divulgados, os temporais causaram a morte de pelo menos 19 pessoas, além de centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das vítimas mortais perderam a vida durante operações de limpeza e recuperação realizadas após a passagem das tempestades.
Durante cerca de três semanas, as condições meteorológicas extremas provocaram estragos significativos em habitações, empresas e infraestruturas públicas. Milhares de edifícios sofreram danos totais ou parciais, enquanto a queda de árvores e estruturas, as inundações e os cortes de energia, água e comunicações afetaram diversas comunidades.
Os prejuízos económicos resultantes deste período de mau tempo ultrapassaram os cinco mil milhões de euros, tornando este um dos episódios meteorológicos mais severos registados em Portugal nos últimos anos. O apoio agora disponibilizado pela União Europeia pretende ajudar a financiar medidas urgentes de recuperação e reforçar a capacidade de resposta das zonas mais afetadas pelos fenómenos extremos.