De 25 a 27 de setembro, o Centro Cultural de Milheirós de Poiares recebe mais uma edição do Festival Internacional de Marionetas Fora dos Eixos, que este ano homenageia o percurso de 25 anos de Rui Sousa, diretor artístico e figura incontornável da arte da marioneta em Portugal.
Criado com a ambição de dar palco à linguagem singular das marionetas e de aproximar companhias nacionais e internacionais, o Fora dos Eixos consolidou-se como um festival de referência, trazendo até Santa Maria da Feira artistas de diferentes geografias e linguagens.
A edição de 2025 será ainda mais especial: marca o reconhecimento público de uma vida dedicada à criação, experimentação e difusão desta arte por parte de Rui Sousa.
Ao longo de 25 anos, Rui Sousa construiu um percurso ímpar: desde as primeiras experiências com marionetas de papel e espuma, até à criação de espetáculos de fios, marionetas gigantes e reinvenções do tradicional Teatro Dom Roberto. A sua missão sempre foi clara — levar as marionetas a todos, dos palcos internacionais a escolas, hospitais, lares e centros de saúde mental.
O festival deste ano não é apenas uma mostra de espetáculos; é também um tributo a uma carreira que cruzou fronteiras, formou públicos e inspirou novas gerações. Durante três dias, Milheirós de Poiares será palco de apresentações, oficinas e encontros artísticos que celebram a magia por detrás dos fios e a universalidade desta arte.
O programa completo do festival está disponível em www.cm-feira.pt.
O deputado do PSD Almiro Moreira acusou esta quarta-feira o último governo do PS de ter governado à custa da inflação no ano de 2023. O parlamentar aveirense falava na Comissão de Orçamento numa audição do Tribunal de Contas (TC) sobre o parecer deste organismo quanto à conta geral do estado daquele ano, interrogando-se sobre se as finanças públicas eram mais sólidas ou se foram mascaradas por efeito conjuntural.
“Precisamos de escrutinar até onde vai o efeito conjuntural e onde começa, verdadeiramente, a sustentabilidade das nossas contas. O PSD estará sempre do lado da sustentabilidade, da boa gestão e de saldos positivos, mas nunca do lado do aproveitamento político de uma conjuntura que nada teve a ver com o mérito governativo” – vincou Almiro Moreira na sua intervenção na Comissão.
Recordando que o governo do PS à época “falhou nas suas previsões”, o deputado do PSD acusou os socialistas de terem beneficiado de uma receita inesperada sem traduzir “esse esforço [dos portugueses] em melhores serviços, maior investimento estrutural ou em reformas do estado, limitando-se a capitalizar um contexto económico inflacionista, que todos pagamos, sobretudo as famílias com menores rendimentos”.
Para Almiro Moreira, “mesmo com um saldo maior do que o previsto, o governo do PS deixou os portugueses a sofrer, com médicos, polícias, enfermeiros, professores a quererem melhores condições salariais, e com serviços públicos mínimos e degradados, o que, como viemos a verificar, estamos a corrigir desde 2024”.
O deputado aveirense saudou o relatório do TC ali em discussão, dando-o como “útil e relevante” para o escrutínio das contas públicas e em particular sobre a conta geral do estado de 2023.
Notou, depois, que aquele ano “foi marcado por algo anormalmente negativo para a economia, mas que no final foi muito vantajoso para as contas públicas – a inflação”, que, na sua ótica, gerou receitas extraordinárias para o estado, que o governo do PS não tinha previsto e que não soube gerir com responsabilidade”.
Almiro Moreira sublinhou que o governo previa um crescimento real de 1,3 por cento quando acabou por ser 2,3 e uma inflação de 4 por cento quando chegou aos 5,3, o que resultou num PIB nominal a crescer 9,4 por cento contra os 4,9 previstos, resultando em mais de sete mil milhões de euros de receita fiscal e contributiva com que o governo não contava.
“Os números mostram que o saldo positivo de 2023 não resulta de uma boa governação nem de uma gestão prudente das finanças públicas.
Resulta, sim, de uma inflação inesperada, que penalizou as famílias e as empresas, que o governo do PS aproveitou praticamente em exclusivo para arrecadar impostos, aliás, em valor recorde” – notou Almiro Moreira, concluindo que o cenário repetiu-se quanto à dívida pública, cuja queda de 13,3 pontos percentuais do rácio da dívida versus PIB “foi alimentada, em mais de metade, pela inflação”.
O Município de Montemor-o-Velho formalizou, esta quarta-feira, dia 10 de setembro, a consignação da empreitada de construção de 9 moradias bifamiliares para habitação a custos controlados, em Verride.
A obra, no valor de 2.319.711,21 euros (acrescido de IVA à taxa legal em vigor), é co-financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e integra a estratégia Local de Habitação (ELH) do concelho, com o objetivo de garantir soluções habitacionais acessíveis e de qualidade.
Com um prazo de 365 dias, a empreitada, a cargo da empresa InteriorÚnico, prevê a construção de nove moradias bifamiliares T2 na União de Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca, num total de 18 fogos habitacionais.
Cada habitação contará com um lugar de estacionamento. No rés do chão estarão localizadas as áreas comuns, como a cozinha, sala de estar e refeições, instalações sanitárias de serviço e lavandaria interior. No primeiro piso é dedicado à área privada, com dois quartos e uma instalação sanitária completa.
O documentário “O Diabo do Entrudo”, realizado por Diogo Varela Silva, conquistou o Gold Award para Melhor Documentário de Longa-Metragem no Florence Film Awards, em Itália.
A obra centra-se na tradição ancestral do Entrudo de Lazarim e na simbologia dos Caretos, figuras emblemáticas do património cultural imaterial do concelho de Lamego. Através de imagens e testemunhos, o filme mostra a força desta manifestação popular e o seu papel na preservação da identidade comunitária.
O prémio internacional representa um importante reconhecimento do valor cultural do Entrudo e da sua projeção além-fronteiras, reforçando o contributo das tradições locais para a diversidade do património europeu.
O filme contou com a colaboração de diversas entidades, nomeadamente do Município de Lamego.
O Cineteatro Messias encheu-se, esta terça-feira, para a receção à comunidade educativa da Mealhada. O encontro reuniu cerca de 300 professores, funcionários não docentes e pais, sob o mote “Vamos Continuar a Sonhar?”. A sessão destacou temas como cidadania e uso de smartphones nas escolas, além da apresentação do Prémio de Cidadania do Município da Mealhada.
O Agrupamento de Escolas da Mealhada inicia o novo ano letivo com 2010 alunos inscritos, mais 5% face a 2023/24 (1912). A este número somam-se os 350 alunos da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, situação igual ao ano anterior. Do número total de alunos do Agrupamento, 13,5 por cento (271 alunos) são oriundos de 22 nacionalidades diferentes, a maioria dos quais de nacionalidade brasileira, seguindo-se os naturais de Angola e Argentina.
Na habitual receção, que junta responsáveis locais e regionais do ensino, autarquia e a comunidade educativa, foram abordadas algumas questões que mereceram uma análise profunda dos presentes, para além da nota de boas-vindas às mais de três centenas de participantes neste encontro.
Ana Mónica Oliveira, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE), referiu a segurança interna nas escolas, muito em especial a questão do uso de smartphones. “Estamos a dar pequenos passos, estamos a restinguir o uso de smartphones e uso de redes sociais”, assim como “combater a desinformação e a incrementar o sentido crítico”, disse.
Já Fernando Trindade, diretor do Agrupamento de Escolas da Mealhada, alertou para uma “crise de valores” na escola. “Devemos olhar com algum sentido crítico para a temática da cidadania e valores e a verdade é que as coisas não estão tão bonitas como parecem. Tem-se reduzido a cidadania à questão de um programa de uma disciplina”. Sobre os smartphones, frisou que “não são um problema da escola, até porque não foi ela que os começou a usar”.
Também Carlos Sousa, diretor da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, reforçou a importância da cidadania, destacando projetos que envolvem alunos, pais e comunidade local.
“Vivemos vários temas do ponto de vista prático na comunidade, sob o mote de que a cidadania e a educação são responsabilidade de todos e não só da escola”, destacou.
O presidente da Câmara da Mealhada encerrou a sessão, elogiando os resultados da descentralização de competências da tutela para os municípios, onde o concelho foi pioneiro.
António Jorge Franco elencou as obras e projetos em curso e reconheceu o trabalho dos profissionais de educação, considerando que o Prémio de Cidadania pode ser um estímulo adicional para enfrentar os desafios escolares.
Prémio de Cidadania O Prémio de Cidadania da Mealhada, apresentado nesta sessão, visa distinguir alunos, grupos de alunos ou turmas do 1.º ao 12.º ano que se tenham destacado por ações, iniciativas ou projetos de manifesto interesse público para a comunidade.
Com duas dimensões – Mérito Académico e Mérito Cívico –, este último reconhece projetos que promovam o bem comum, nas áreas de Humanidade e Solidariedade, Empreendedorismo, Desporto, Saúde e Bem-estar, Arte e Cultura, Ambiente e Resiliência e Superação.
Na receção à comunidade educativa 2025/2026, professores, alunos, famílias e demais entidades foram convidados a valorizar projetos já realizados no último ano letivo e a inspirar novas iniciativas neste ano que agora começa.
As candidaturas ao Prémio de Mérito Cívico podem ser feitas até 26 de setembro de 2025.
A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, deteve uma mulher de 50 anos suspeita de ter provocado um incêndio florestal na freguesia de Segadães, em Águeda, na noite de segunda-feira, dia 8 de setembro. A operação contou com a colaboração do Núcleo de Proteção Ambiental da GNR de Águeda.
Segundo a PJ, o fogo foi ateado com recurso a chama direta numa zona de vasta mancha florestal, junto à qual existem várias habitações. A pronta intervenção de populares e bombeiros permitiu travar o avanço das chamas, evitando que o incêndio assumisse maiores proporções.
Na mesma área, têm sido registados, em tempos recentes, outros focos de incêndio de origem suspeita, situação que mantém as autoridades em alerta.
As investigações indicam que a suspeita atuou num quadro de desequilíbrio psiquiátrico grave, sem que tenha sido encontrada uma motivação racional para o crime. A mulher, que revela tendência para comportamentos incendiários, será presente ao tribunal da comarca de Aveiro para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.
Concertos, conversas, formações e residência artística: público volta a ser desafiado para uma experiência única que o transforma em protagonista
A canção continua a ganhar novas quadras. Está a chegar a sexta edição do OVAR EXPANDE, uma iniciativa do Município de Ovar que, este ano, tem como tema central os cantautores e se estende entre os dias 14 e 18 de outubro. O cartaz é a prova clara de que este conceito já conquistou raízes no panorama musical.
Manel Cruz, Afonso Cabral, The Legendary Tigerman, Mazela, Bia Maria, Ela Li, Lana Gasparøtti e IBSXJAUR serão os anfitriões da Escola de Artes e Ofícios, que, mais uma vez, se transforma em casa do festival. O Ovar Expande mantém o padrão de proximidade com o público, alicerçado em três pilares que o tornam único: concertos intimistas e sem barreiras, conversas e formações, num espaço que respira arte e criatividade.
Em destaque está também a aposta numa cultura participativa. Bia Maria será a mentora de uma residência artística com a comunidade ovarense, cujo resultado será apresentado no festival, num espetáculo irrepetível que prova que “qualquer um pode cantar”.
O Ovar Expande regressa para descobrir novas vozes e projetos, com a mesma missão de transformar espectadores em protagonistas de uma experiência cultural singular, que valoriza o talento local e celebra a força da canção enquanto arte viva.
“Quem já passou por cá, sabe que é uma experiência diferente. Porque o local inspira e desperta, porque há um ambiente criativo especial em que todos são parte, porque é um espaço de experimentação, de aprendizagem e de partilha, onde há espaço para novas canções e novos universos”, sublinha Domingos Silva, Presidente da Câmara Municipal, destacando “o crescimento sustentado que o Ovar Expande tem conseguido ano após ano, assim como a importante notoriedade alcançada no panorama musical”.
Concertos
16 de outubro (quinta-feira)
21h30 – Mazela, com a apresentação do seu EP de estreia “Desgostos em Canções de Colo”.
22h30 – Manel Cruz, figura incontornável do rock português, traz ao Expande um concerto intimista, explorando as suas canções de forma crua e despida, na busca da beleza escondida na fragilidade.
17 de outubro (sexta-feira)
21h30 – Bia Maria + Coro Local, com o álbum de estreia “Qualquer Um Pode Cantar” e a apresentação do resultado da residência artística comunitária.
22h30 – Ela Li, que apresenta o disco “Choradeira”, marcado pela autenticidade e maturidade artística.
23h30 – Afonso Cabral, com “Demorar”, segundo álbum aclamado pela crítica e pelo público.
18 de outubro (sábado)
21h30 – Lana Gasparøtti, com o álbum “Dimensions”, onde o jazz dançante se cruza com eletrónica.
22h30 – IBSXJAUR, dupla que estreia o álbum “Sanity”, fundindo pop crua com sonoridades techno e drum and bass.
23h30 – The Legendary Tigerman, que convida o público à (re)descoberta de um novo capítulo da sua carreira, algures entre a música de dança, o punk, os sintetizadores e as grandes orquestrações.
Conversas e Ações de Formação
O tema central “Cantautores” inspira também as conversas e formações do festival. De 14 a 18 de outubro, o público poderá mergulhar no universo da escrita e da composição musical, ouvir os artistas em discurso direto e conhecer os bastidores dos processos criativos.
As sessões incluirão masterclasses e debates que exploram as palavras, melodias e narrativas que transformam histórias pessoais em canções universais.
Bilhetes
Passe geral: 25 euros (acesso a todos os concertos)
O OVAR EXPANDE 2025 renova o compromisso com a criação artística, a participação local e a descoberta de novas linguagens. Este ano, propõe-se celebrar os Cantautores, transformando Ovar num espaço de partilha, experimentação e proximidade, onde cada espectador é parte ativa da experiência cultural.
Na terça-feira, dia 9 de setembro, uma estátua em bronze do aventureiro e autor da Peregrinação partiu da sede do concelho para aquele município nipónico, que continua a recordar a figura histórica nascida em Montemor-o-Velho.
Recorde-se que o Museu Municipal Peregrinações, em Montemor-o-Velho, tem em exposição a réplica da estátua que esteve presente, em maio, no pavilhão de Portugal na Expo Osaka.
Após a pausa de verão, Armando Carvalho e Ana Santos regressaram a Vouzela após 5 anos de ausência, para participarem no Rali Constálica Viseu Dão Lafões, sétima prova do Campeonato Centro de Ralis.
Este regresso a terras de Dão Lafões revelou-se num excelente resultado para a dupla de Vila Nova de Poiares que venceram entre os concorrentes do Campeonato Centro de Ralis, reforçando a sua liderança neste campeonato, faltando apenas um ponto para se sagrarem Campeões Centro de Ralis.
“Foi um rali bastante duro, mas foi extremamente positivo para nós e onde conquistámos os objetivos que pretendíamos nesta prova.”, começou por afirmar Armando Carvalho.
“Nos dois primeiros troços conseguimos bons tempos, forçámos o andamento e conseguimos alguma vantagem para os nossos mais diretos opositores.
Na especial de Viseu entramos demasiado cautelosos e depois tivemos que ir atrás do prejuízo, que se tornou uma tarefa difícil, onde não conseguimos acompanhar o ritmo.
A Super Especial era muito técnica, mas demos o nosso melhor e perdemos pouco tempo relativamente aos adversários”, disse o piloto.
“No domingo, com a chegada da chuva e do nevoeiro a tarefa revelava-se mais complicada, mas ainda assim arregaçámos as mangas e encaramos as adversidades como uma oportunidade de atacar e de lutarmos pela vitória entre os participantes do Campeonato Centro de Ralis.
Na parte da manhã atacamos forte recuperámos a liderança logo no primeiro troço do dia e, no troco seguinte voltamos a aumentara diferença para os nossos adversários.
Após o toque do nosso adversário, que seria forçado a desistir, foi apenas levar o carro até ao fim livre de qualquer problema, que era o nosso principal objetivo para esta prova, de forma a cimentarmos a liderança no campeonato.
Na parte da tarde de domingo gerimos o nosso andamento até final e o nosso Mitsubishi este impecável.
Foi um bom rali para nós e estamos bastante satisfeitos com o nosso desempenho e achamos que temos sido a equipa mais forte deste campeonato.
Este rali foi uma prova muito importante na nossa caminhada. Estamos a 1 ponto de nos sagramos campeões e agora vamos rumar até Cantanhede conquistarmos o máximo de pontos possíveis para conquistarmos os nossos intentos, para que depois possamos rumar até ao rali de Águeda mais tranquilamente. CONTAMOS CONVOSCO!!”, concluiu Armando Carvalho.
A próxima prova será o Rali de Cantanhede, que será disputado nos dias 15 e 16 de novembro, em pisos de asfalto e cuja organização estará sob a égide do Clube Automóvel do Centro.
No próximo dia 19 de setembro, às 18h00, a Casa das Artes de Penacova recebe a conversa “Os Portugueses (In)Felizes – Por que alguns portugueses são mais felizes do que outros?”, com Rui Brites, Doutor em Sociologia, professor universitário e investigador nas áreas da felicidade, bem-estar subjetivo, valores, classes sociais e educação.
A iniciativa, organizada pelo Instituto Superior Miguel Torga (ISMT) em parceria com a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e a Câmara Municipal de Penacova, tem entrada livre e convida toda a comunidade a refletir sobre felicidade e desigualdade em Portugal.