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Águeda tem 16 Eco-Escolas e dois eco-agrupamentos

Concelho está entre os Municípios com mais eco-escolas em todo o país e pretende aumentar o número no próximo ano

Todas as escolas do concelho de Águeda inscritas no programa Eco-Escolas 2023/2024 foram galardoadas com a Bandeira Verde Eco-Escolas. No total, são 16 Eco-Escolas e dois Eco-agrupamentos, que colocam Águeda entre os Municípios com mais eco-escolas em todo o país.

O galardão é atribuído anualmente pela ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, que premeia o trabalho desenvolvido pelas escolas no âmbito da educação e sensibilização ambiental, em parceria com o Município de Águeda que disponibiliza recursos humanos, materiais e financeiros para o projeto.

“Muitos parabéns às escolas que foram, uma vez mais, distinguidas com esta bandeira, que é reflexo de um trabalho intenso realizado ao longo do último ano letivo na dinamização de ações pedagógicas que sensibilizem as nossas crianças para a importância da preservação dos ecossistemas”, disse Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, que desafia as restantes escolas e agrupamentos escolares a aderirem a este “movimento de educação ambiental”.

Procurando motivar as escolas a se inscreverem no projeto, salientou que é determinante começar na infância a sensibilização para as questões ambientais, para a importância da biodiversidade e dos cuidados relacionados com as alterações climáticas. As inscrições para o presente ano letivo 2024/2025 estão abertas até final de outubro.

As escolas de Águeda premiadas com o galardão Bandeira Verde 2023/2024 são as seguintes: Escola Básica (EB) de Águeda, EB de Aguada de Cima; EB Assequins; EB da Borralha; EB Fernando Caldeira; EB da Trofa; EB de Macinhata do Vouga; EB de Recardães; EB de Valongo do Vouga; Escola Professor Artur Nunes Vidal; Patronato de Nossa Senhora das Dores; Jardim de infância (JI) da Castanheira; JI da Giesteira; Escola Secundária Marques de Castilho; Escola Secundária de Adolfo Portela; e Instituto Duarte Lemos. Águeda tem ainda dois Eco-Agrupamentos: Agrupamento de Escolas de Águeda e Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga.

Estas escolas podem exibir, a partir de agora, esta bandeira que simboliza o compromisso que cada estabelecimento de ensino assume em prol da educação para o desenvolvimento sustentável.

O Eco-Escolas é um programa internacional da Foundation for Environmental Education, que completa 30 anos e está presente em 82 países. Baseia-se numa metodologia designada de “7 passos”, que incentiva a participação ativa das crianças e jovens na tomada de decisões e na implementação das diversas ações, as quais este ano se enquadraram maioritariamente em cinco temas: Geodiversidade, Espaços Exteriores, Água, Resíduos e Energia.

O desafio lançado às escolas é para que seja abordado, no ano letivo 2024/2025, três áreas em concreto: “Espaços Exteriores”, “Biodiversidade: Preservar e Regenerar” ou “Ação Climática”.

Projeto CompostaME desvia 22 toneladas de resíduos de aterro sanitário no Município da Mealhada

O Município da Mealhada celebra o sucesso do projeto CompostaME, que ao longo do último ano conseguiu desviar cerca de 22 toneladas de resíduos de aterro sanitário, através do processo de compostagem. Esta iniciativa, que promove a valorização dos resíduos orgânicos, tem como principais benefícios a diminuição dos custos de tratamento, a produção de composto de alta qualidade e o incentivo à adoção de práticas ecológicas por parte da comunidade.

Implementado pela Câmara Municipal da Mealhada, com o apoio financeiro do Fundo Ambiental, o CompostaME representa um investimento de aproximadamente 67 mil euros e insere-se no âmbito do programa RecolhaBio – Apoio à Implementação de Projetos de Recolha Seletiva de Biorresíduos. A missão do projeto é clara: reduzir o volume de resíduos enviados para aterros e promover uma economia circular, através da sensibilização da população para a correta separação de biorresíduos.

Impactos Positivos e Adesão da Comunidade

Desde o seu lançamento em 2023, o projeto incluiu a distribuição de 200 compostores domésticos e 1.000 baldes residenciais, além da instalação de 12 ilhas de compostagem comunitária em várias zonas do concelho. Estas infraestruturas têm permitido uma maior adesão da população à compostagem, contribuindo para a redução de resíduos urbanos e a produção de composto orgânico de qualidade, que pode ser utilizado tanto em espaços públicos como privados.

O projeto também promoveu ações de educação ambiental e monitorização ao longo do ano, com destaque para a formação de 15 jovens “Embaixadores da Sustentabilidade”, que desempenharam um papel importante na promoção de práticas sustentáveis entre os moradores da Mealhada. Esta sensibilização foi essencial para o sucesso do CompostaME, permitindo que escolas e instituições locais também aderissem ao uso do composto gerado como fertilizante orgânico.

Expansão e Desafios do Projeto

Apesar dos resultados expressivos, com várias toneladas de composto de alta qualidade retiradas das ilhas de compostagem situadas na Urbanização dos Moinhos (Luso), Urbanização da Quinta dos Coutos, Urbanização de São Romão, Quinta da Nora (Mealhada) e noutras localidades como Antes, Barcouço, Casal Comba e Ventosa do Bairro, alguns desafios ainda persistem.

Os serviços municipais reportam que, embora as ações de sensibilização tenham tido impacto, algumas ilhas de compostagem comunitária apresentam uma adesão inferior à esperada. Além disso, continua a verificar-se a presença de contaminantes nos resíduos, como plásticos, beatas de cigarros e dejetos de animais, que comprometem a qualidade do composto final.

Caminho Sustentável e Futuro do Projeto

Face ao sucesso do primeiro ano, o projeto CompostaME foi expandido, com a aquisição de mais 150 compostores domésticos e a instalação de seis novas ilhas de compostagem comunitária em zonas como Várzeas, Vimieira, Cavaleiros, Ferraria, e nos Mercados Municipais da Pampilhosa e da Mealhada.

O presidente da Câmara Municipal da Mealhada, António Jorge Franco, destacou a importância de continuar a investir em práticas sustentáveis: “Este é o caminho que privilegiamos e queremos reforçar. Adotámos melhores práticas ambientais, sensibilizando a população para a importância da compostagem, reduzindo o impacto financeiro no nosso orçamento e nas nossas famílias.”

Com a continuidade do CompostaME e a expansão das infraestruturas de compostagem, o Município da Mealhada reafirma o seu compromisso em promover práticas mais ecológicas e contribuir para um futuro mais sustentável.

Município de Mira celebra o V Centenário do Nascimento de Luís de Camões com Ação de Formação para a Comunidade Educativa

No âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, figura maior da literatura portuguesa, o Município de Mira, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Mira e várias instituições académicas, irá promover, no próximo dia 26 de outubro, uma ação de formação intitulada “Camões na Escola e no Mundo no V Centenário do seu Nascimento”. O evento decorrerá no Atrium Mira e contará com um programa diversificado que visa aprofundar o conhecimento sobre a obra e a influência do poeta na cultura e na educação contemporânea.

Embora a iniciativa se destine especialmente a docentes, o evento estará aberto a toda a comunidade educativa, incluindo alunos, assistentes operacionais, pais, encarregados de educação e todos os interessados em descobrir mais sobre o legado camoniano. O principal objetivo desta ação é celebrar a obra e o contributo de Camões para a identidade cultural portuguesa, promovendo uma reflexão crítica sobre as representações do autor e da sua obra, nomeadamente Os Lusíadas, nos contextos educativos atuais.

Um Programa Rico e Abrangente

O evento terá início às 09h30 com o acolhimento dos participantes e a abertura oficial dos trabalhos. Em seguida, o Prof. Doutor José Carlos Seabra Pereira, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e investigador do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos (CIEC), irá proferir a primeira comunicação intitulada “Camões e as narrativas medievais de Tradição”, onde abordará a influência das tradições literárias medievais na obra do poeta.

Após uma pausa para café, pelas 11h00, será a vez do Doutor José Manuel Ventura, também investigador do CIEC, explorar a temática “Representações de Camões e d’Os Lusíadas nos atuais manuais escolares”, analisando de que forma o poeta é apresentado aos estudantes nas escolas portuguesas.

O período da tarde será inaugurado pela comunicação da Doutora Filipa Medeiros Araújo, marcada para as 14h30, intitulada “Como imaginamos as figuras femininas d’Os Lusíadas? As edições ilustradas como recurso didático”. A investigadora refletirá sobre a forma como as personagens femininas do épico camoniano são retratadas nas edições ilustradas da obra e como estas podem ser usadas como ferramentas pedagógicas.

A última intervenção do dia, com início às 15h45, ficará a cargo do Prof. Doutor Manuel Ferro, da FLUC e CIEC, que abordará o tema “S. Tomé n’Os Lusíadas e nos altares do Império”, focando-se na representação desta figura nos versos de Camões e nas práticas culturais do império português.

Parcerias e Apoios

A iniciativa é organizada pelo Município de Mira e pelo Agrupamento de Escolas de Mira, contando com a colaboração do Centro de Formação de Associação de Escolas Beira Mar, do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos da Universidade de Coimbra e da Rede de Bibliotecas Escolares de Mira. Esta ação de formação insere-se num esforço mais alargado de promover o estudo e a valorização da obra de Luís de Camões, tanto no meio académico como no seio da comunidade local.

Um Convite à Comunidade

O Município de Mira convida, assim, todos os interessados a participar nesta formação, que será uma oportunidade única para aprender, refletir e celebrar o legado de um dos maiores poetas da língua portuguesa. Luís de Camões, autor de Os Lusíadas e referência incontornável da literatura universal, continua a inspirar gerações de leitores e estudiosos, sendo importante revisitar e aprofundar a compreensão da sua obra no contexto do mundo contemporâneo.

Albergaria estreia práticas de meditação e mindfulness nas escolas do 1º ciclo

No âmbito do programa municipal de promoção do sucesso escolar “Encontros com a Educação – Todos pelo Sucesso”, o Município de Albergaria-a-Velha está a implementar, este ano letivo, o projeto “Be Your Mind” junto das crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

A metodologia “Be Your Mind” é uma ferramenta neuroeducativa, que congrega as melhores e mais eficazes práticas de meditação/mindfulness ativadoras das estruturas neurológicas, responsáveis pela aprendizagem escolar.

Cada sessão, dinamizada por uma psicóloga e com a duração aproximada de 45 minutos, integra um momento inicial de respiração e meditação, seguido da aprendizagem e consolidação de um conjunto de exercícios físicos, com impacto neurológico, pela prática repetitiva dos mesmos.

Com as práticas desenvolvidas nas sessões “Be Your Mind” são ativados os dois hemisférios cerebrais, aumentando a neuroplasticidade e melhorando a coordenação visuomotora. Estimula-se a criatividade e a ludicidade, promove-se o relaxamento e a tranquilidade, aumenta-se o foco, a concentração e a comunicação, com impacto positivo na produtividade e no multitasking. De um modo mais amplo, as sessões estimulam o autoconhecimento e o autocontrolo, melhoram a qualidade do sono, a autoestima e a autoconfiança, promovendo a saúde física e mental com hábitos saudáveis.

Pretende-se ainda capacitar os docentes para aplicarem a metodologia BYMd sempre que a considerarem pertinente nas suas aulas, como um instrumento que promove as capacidades de aprendizagem dos alunos.

Pampilhosa da Serra Reconhecida Novamente como “Autarquia Mais Familiarmente Responsável”

A Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra foi distinguida, pela segunda vez consecutiva, com a bandeira de “Autarquia Mais Familiarmente Responsável”, numa cerimónia que teve lugar ontem, 17 de outubro, no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

Este galardão, atribuído pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis (OAFR), reconhece os municípios que implementam políticas e medidas que facilitam a vida das famílias. A atribuição do prémio à Pampilhosa da Serra teve como base a análise de diversas iniciativas de apoio familiar, reportadas em 2023, em áreas como a maternidade e paternidade, assistência a famílias com necessidades especiais, conciliação entre trabalho e vida familiar, educação, habitação, transportes, saúde, cultura, desporto e participação social, entre outras.

Na 16.ª edição do OAFR, promovida pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), foram entregues 110 bandeiras a autarquias de todo o país, num número recorde de municípios distinguidos por políticas amigas das famílias.

A Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra esteve representada na cerimónia por Célia Nunes, chefe da Unidade Operacional de Intervenção Social, Saúde, Cidadania e Envelhecimento Ativo.

Criado em 2008, o OAFR tem como principal objetivo monitorizar, premiar e divulgar as melhores práticas das autarquias portuguesas no que toca à responsabilidade familiar, promovendo o bem-estar das famílias e a melhoria da sua qualidade de vida.

Este reconhecimento reafirma o compromisso do Município de Pampilhosa da Serra em continuar a desenvolver políticas de apoio às famílias, contribuindo para a criação de um ambiente favorável à conciliação entre vida pessoal, profissional e familiar.

PSP sensibiliza a população para a sinalização precoce de potenciais vítimas

Hoje, dia em que se assinala o Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos, a Polícia de Segurança Pública (PSP) alerta para a consciencialização deste crime e sensibiliza a população para a sinalização precoce de potenciais vítimas desta prática criminal.

Para além de constituir uma violação atroz dos Direitos Humanos, o tráfico de seres humanos, caracterizado como a forma de escravatura dos tempos modernos, consubstancia-se na 3.ª atividade ilegal mais lucrativa do mundo. Enquadrado pelo Código Penal Português como crime público, o tráfico de seres humanos pode traduzir-se na exploração sexual, laboral ou de outras atividades criminosas, na mendicidade forçada, na escravidão ou na extração de órgãos.

Estratificando este crime por etapas, em primeira instância dá-se a fase do recrutamento, em que as vítimas podem ser persuadidas a aceitar ofertas de emprego ou podem ser sequestradas e simplesmente forçadas a aceitar esses empregos ou a integrar determinada rede criminosa, sendo, para tal, utilizados métodos violentos, quer por via da ameaça e coação, como através do uso da força. Depois de utilizados os métodos necessários ao recrutamento das vítimas, as quais, normalmente, se encontram em circunstâncias de especial vulnerabilidade, segue-se a etapa do transporte das mesmas, que pode ocorrer por via terrestre, aérea ou marítima. A terceira e última etapa é a fase da exploração propriamente dita, na qual as vítimas podem:

·                   Ser obrigadas a prostituir-se ou ser agredidas sexualmente;

·                   Trabalhar em determinados locais como fábricas, explorações agrícolas, restaurantes, residências (empregadas domésticas), sem terem direito a período de descanso ou a poderem sair daquele local. É comum estas vítimas pernoitarem nos mesmos locais onde trabalham, dormindo muitas vezes no chão e confinadas a um espaço partilhado por várias outras pessoas nas mesmas condições desumanas. Por vezes, o local onde cozinham, dormem e fazem as suas necessidades é o mesmo;

·                   Sujeitar-se à remoção de órgãos para venda;

·                   Mendigar, vender drogas ilícitas ou combater em lutas armadas, como crianças-soldado.

Na fase de exploração, como forma de controlo das vítimas, os suspeitos, por norma, retêm os documentos das vítimas, impossibilitando-as de se deslocarem, recorrem à violência e intimidam-nas, ameaçando as suas famílias e controlando-as, assim, com base no medo. Os criminosos aproveitam-se ainda de situações de especial vulnerabilidade, como situações financeiras, emprestando dinheiro às vítimas e fazendo com que estas se tornem escravas como forma de pagamento dessas dívidas.

Estas vítimas podem ser crianças ou adultos, homens ou mulheres, pessoas analfabetas ou letradas, pessoas fisicamente aptas ou com algum tipo de deficiência.

Nesse sentido, e no âmbito da atribuição de prevenção da criminalidade em geral, cabe à PSP prevenir este tipo de criminalidade, bem como isolar e preservar o eventual local do crime e recolher o máximo de informação possível sobre as vítimas.

Numa perspetiva preventiva e proativa, a PSP, através dos polícias de proximidade, desenvolve ações de sensibilização, em todo o território nacional, acerca de diversas temáticas, sendo uma delas o tráfico de seres humanos. Estes polícias de proximidade, devido ao conhecimento que possuem sobre os territórios e comunidades locais, conseguem perceber se determinado tipo de comportamento é “normal” ou “anormal”. Em âmbito escolar, os polícias do Programa Escola Segura prestam especial atenção a situações como o absentismo escolar (que pode indiciar que as crianças visadas estão a ser utilizadas para trabalhar ou para a mendicidade) e indícios evidentes de violência, como marcas ou hematomas corporais.

Enquanto membros da sociedade civil, todos nós devemos estar atentos e sensibilizados para a deteção deste crime, auxiliando as vítimas, sinalizando-as e encaminhando-as para as entidades competentes, com o intuito de prestar ajuda e proteção. Neste sentido, como métodos de sinalização de vítimas de tráfico de seres humanos, a PSP aconselha:

“Metamórphosis”: Um Mergulho na História e Identidade das Aldeias do Xisto em Góis

No próximo dia 16 de novembro, pelas 16h00, a Casa da Cultura de Góis será palco da apresentação do projeto “Metamórphosis”, uma iniciativa que une as artes visuais à memória e identidade das Aldeias do Xisto. O evento conta com a colaboração do Presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, bem como dos autores do projeto, Carmen Serejo e António Luís Moreira.

“Metamórphosis” é composto por um livro e um documentário de longa-metragem que se debruçam sobre a vida e história de três aldeias serranas do concelho de Góis. O livro, escrito por Carmen Serejo, é uma reflexão íntima sobre a existência e a fragilidade da vida humana, explorando a resiliência face à incerteza e a importância de proteger o mundo natural. Já o documentário, realizado por António Luís Moreira, traça a história destas aldeias ao longo de quase um século, destacando a forma como a autoestima individual e a consciencialização histórica ajudam a enfrentar discursos fatalistas e a moldar o futuro destas comunidades.

Este evento promete não só ser uma celebração das tradições e do património cultural da região, como também uma oportunidade de reflexão sobre a preservação da memória e da natureza. A Câmara Municipal de Góis convida todos os interessados a participar e informa que o evento será registado em imagens e vídeos, que poderão ser divulgados nas plataformas habituais do município.

A entrada é gratuita, e todos os que desejarem conhecer mais sobre o projeto “Metamórphosis” são bem-vindos.

Cientistas revelam como o cérebro consegue antecipar cenários através da codificação de experiências temporais

Um estudo recentemente publicado na revista Nature revela informação inédita fundamental sobre a forma como o cérebro aprende com as experiências vivenciadas e antecipa potenciais acontecimentos futuros. A equipa de investigação estudou o hipocampo e o córtex entorrinal – regiões do cérebro cruciais para a memória e a aprendizagem – em indivíduos submetidos a procedimentos clínicos.

O primeiro autor do estudo e investigador do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, Pawel Tacikowski, refere que “a capacidade de reconhecer padrões e antecipar potenciais eventos futuros é uma parte essencial da aprendizagem humana”.

Estudos anteriores recorreram a técnicas de neuroimagem, como a ressonância magnética funcional (fMRI), para estudar a forma como estes processos ocorrem no cérebro. No entanto, este tipo de métodos não permite uma observação direta da atividade neuronal. Neste estudo inovador, os investigadores conseguiram registar a atividade neuronal de células individuais em tempo real, permitindo uma nova compreensão dos processos de codificação cerebral.

Os participantes no estudo visualizaram uma série de imagens numa sequência específica, sem que lhes tivesse sido dito para memorizarem ou preverem nada. Surpreendentemente, os neurónios do hipocampo e do córtex entorrinal ajustaram gradualmente a sua atividade para refletir o padrão subjacente, mostrando que o cérebro foi capaz de aprender implicitamente a estrutura da sequência e construir um mapa mental de ‘quando’ e ‘o quê’ se seguiria.

Os investigadores observaram também que os neurónios ativaram o mesmo padrão espontaneamente. Pensa-se que esta atividade de repetição é a forma como o cérebro consolida a aprendizagem.

Os resultados obtidos permitem-nos compreender melhor como o nosso cérebro codifica e memoriza a sequência das nossas experiências vivenciadas, combinando informação sobre “o que” acontece e “quando” acontece, permitindo assim antecipar comportamentos futuros.

“Estamos muito entusiasmados com este estudo. Poder compreender como é que o cérebro organiza temporalmente as nossas vivências pode ter aplicações clínicas importantes, com em futuras terapias para melhorar a memória, que poderão centrar-se no aumento da atividade neuronal específica que representa as memórias relevantes”, acrescenta o investigador.

Além do primeiro autor, Pawel Tacikowski, são coautores do estudo os investigadores Güldamla Kalender, Davide Ciliberti, e Itzhak Fried. A investigação decorreu na Universidade da Califórnia, Los Angeles (Departamento de Neurocirurgia), no Instituto Karolinska (Departamento de Neurociências) e na Universidade de Coimbra.

Estudo sugere que as ‘células velhas’ da pele podem acelerar o envelhecimento de outras partes do corpo

A partir do estudo dos efeitos das células senescentes – células que se acumulam à medida que os órgãos envelhecem – em outras partes do corpo humano, duas equipas de cientistas portugueses descobriram que a presença destas ‘células velhas’ na pele pode afetar negativamente outros órgãos do corpo humano, especialmente o cérebro, ao espalhar sinais de envelhecimento. Esta descoberta abre caminho ao estudo de futuras terapias que possam atrasar o processo de envelhecimento do corpo humano.

“Esta investigação constitui a primeira evidência direta que células senescentes na pele podem acelerar o envelhecimento noutras partes do corpo. Sugere, portanto, que a senescência de células da pele pode contribuir para efeitos generalizados de envelhecimento”, explica a equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC-UC/CiBB) da Universidade de Coimbra (UC) e da Faculdade de Farmácia da UC (FFUC) envolvida na investigação.

Para desenvolver este estudo, as equipas de cientistas investigaram os efeitos de células senescentes na pele de ratinhos jovens. Conseguiram perceber que a presença destas células envelhecidas na pele levou à diminuição da função musculo-esquelética, aumentou a fraqueza física e diminuiu a capacidade de memória dos ratinhos. Observaram ainda que o cérebro era afetado, nomeadamente o hipocampo, zona-chave para a memória e a função cognitiva, “condições frequentemente observadas no envelhecimento”, sublinha uma das coordenadoras do estudo, Cláudia Cavadas, líder do grupo de investigação em Neuroendocrinologia e Envelhecimento do CNC-UC/CiBB. “Estas reações indicam que houve uma ligação entre as células envelhecidas na pele e o cérebro”, avança.

Os resultados deste estudo contribuem, assim, para o conhecimento do envelhecimento do organismo, “podendo abrir caminho para investigar intervenções inovadoras que visem atrasar o processo de envelhecimento sistémico”, destaca a cientista. “Potencialmente, podem ainda explicar a ligação entre doenças cutâneas e outras doenças associadas ao envelhecimento”, acrescenta.

Novos dados sobre o envelhecimento do corpo humano são cruciais na atualidade, uma vez que “o envelhecimento da população é uma preocupação global e um dos maiores fatores de risco das principais doenças crónicas, como as doenças neurodegenerativas”, refere ainda a cientista.

A investigação abre, assim, caminho a novas possibilidades de investigação sobre o envelhecimento que podem focar-se, por exemplo, “em conhecer melhor as células senescentes na pele e explorar novas estratégias que visem eliminar ou neutralizar células senescentes na pele com o objetivo de reduzir os seus efeitos sistémicos no envelhecimento do organismo”, acrescenta o cocoordenador deste estudo, líder do Laboratório de Envelhecimento Celular e Molecular da Clínica Mayo, nos Estados Unidos da América, João Passos.

Ílhavo: “Tanto Mar!” de outubro recebe Miguel Cabral Moncada para uma Conversa de Mar 

O “Tanto Mar!”, iniciativa promovida pelo Museu Marítimo de Ílhavo, regressa nos dias 26 e 27 de outubro com duas oficinas e uma Conversa de Mar.

Miguel Cabral Moncada, fundador e atual sócio-gerente da prestigiada leiloeira nacional Cabral Moncada Leilões, será o convidado da próxima Conversa de Mar, a decorrer no dia 27 de outubro, domingo, às 17h, no Museu. No dia anterior, a sua leiloeira promoverá o Leilão Especial 200 Anos Vista Alegre.

A Conversa de Mar será inspirada pela exposição temporária “Alegorias do Mar na cerâmica da Vista Alegre”, que faz parte das comemorações do bicentenário da Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre. A exposição, que pode ser visitada até 17 de novembro, reúne peças produzidas desde 1869 até à atualidade, todas elas com o mar como tema central.

No sábado, 26 de outubro, entre as 10h e as 13h, realiza-se mais uma sessão de nautimodelismo sobre rill, organizada em parceria com a Associação de Modelismo Náutico TEAM e dirigida a participantes com mais de 12 anos.

Às 11h, terá lugar uma Oficina para Famílias, destinada a crianças dos 6 aos 10 anos, no contexto da exposição temporária “Entre a Ria e o Mar – Costa Nova do Prado”. As cores e as memórias desta praia ilhavense irão desafiar a criatividade de miúdos e graúdos, dando vida a telas em branco. A oficina será orientada por André Capote, da Academia de Belas Artes de Ílhavo.

As inscrições para ambas as oficinas podem ser feitas através do endereço de e-mail visitas.mmi@cm-ilhavo.pt.

Mais informações através do contacto telefónico do Museu Marítimo de Ílhavo 234 329 990.

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