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Município de Ílhavo reconhecido como “Destino Ativo e de Experiências”

O Município de Ílhavo foi reconhecido como “Destino Ativo e de Experiências” no Seminário dos Municípios Amigos do Desporto, que se realizou em Castro Daire no passado dia 12 de dezembro.

Trata-se de um galardão que reconhece não apenas a aptidão e qualidade da prática desportiva e dos seus equipamentos, mas toda a oferta desportiva e lúdica que pode ser usufruída pelos munícipes, mas também vocacionada para os visitantes.


Este reconhecimento está, em larga medida, ancorado na oferta da Estação Náutica do Município de Ílhavo, uma rede de quase cerca de cinco dezenas de parceiros, entre associações, escolas, empresas de animação turística, entidades da formação e alojamento, certificada como Estação Náutica de Portugal desde a primeira hora. A sua oferta inclui modalidades como o surf, o kitesurf, a vela, o mergulho, a pesca desportiva, a canoagem, o yatching, que nem aqui se esgota porque se cruza com a oferta cultural local, na qual se
destaca o Museu Marítimo de Ílhavo.


Ao longo dos últimos anos, a Câmara Municipal de Ílhavo tem vindo a desenvolver oferta turística de caráter desportivo, incluindo uma sólida agenda desportiva e náutica, além da oferta turística pela qual já é reconhecido, em torno da dinamização cultural e gastronómica, de forma a possibilitar a diversificação de mercados, temporal ao longo do ano, e também espacial.

Operação “Natal Branco” – Combate ao tráfico de estupefacientes

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro, deteve quatro homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 40 e os 50 anos, por suspeita da prática do crime de tráfico de estupefacientes.

As detenções ocorreram em cumprimento de mandados de detenção previamente emitidos pelas Autoridades Judiciárias competentes e na sequência de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas quais se apreendeu significativa quantidade de produto estupefaciente, duas viaturas ligeiras, dinheiro, telemóveis e instrumentos destinados à pesagem do estupefaciente.

A investigação permitiu desmantelar uma organização criminosa que se dedicava à introdução de estupefaciente na zona centro do País, sobretudo heroína e cocaína, desde há pelo menos dois anos.

Os detidos, três dos quais com antecedentes criminais, vão ser presentes às Autoridades Judiciárias competentes para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

As investigações prosseguem.

Anadia: Município entrega Cabazes de Natal a famílias carenciadas

O Município de Anadia está a proceder à entrega de 150 cabazes de Natal a famílias carenciadas do concelho, com o propósito de lhes proporcionar uma consoada mais condigna.


A seleção das famílias, a quem são atribuídos os cabazes, teve por base medidas de política social, de discriminação social positiva, que se encontram em vigor no concelho, promovidas pela Câmara Municipal e outras entidades parceiras da Rede Social de Anadia.

À semelhança dos anos anteriores foram contemplados os agregados familiares que estão a ser acompanhados pelas medidas: “Projeto Ser + em Anadia”, “Apoio na Medicação”, “Fundo Social”, “Apoio ao Arrendamento Urbano para fim habitacional”, “Apoio a estratos sociais desfavorecidos na construção, recuperação e ampliação das suas habitações”, “Serviço de Atendimento Local de Anadia”, “Rendimento Social de Inserção”, “Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Anadia”, “Resposta de Atendimento e Acompanhamento Social”, “Apoio a Famílias com Pessoas com Dificuldades Intelectual e Desenvolvimental” e “Apoio a Famílias acompanhados no âmbito da Unidade de Cuidados na Comunidade de Anadia” e ainda os indivíduos ou famílias sinalizados pelas Juntas de Freguesia.


Os cabazes de Natal são constituídos por géneros alimentares próprios desta época, pretendendo-se, assim proporcionar a estas famílias uma consoada mais digna e uma quadra natalícia mais feliz e alegre.


Às famílias, com crianças, é ainda entregue brinquedos ou livros.

Requalificação das instalações da PJ na Guarda foi o reparo de uma “desgraça”

A ministra da Justiça inaugurou hoje a requalificação das instalações da PJ na Guarda, uma intervenção que a governante disse pôr cobro a 20 anos de “resiliência” e que o diretor nacional da PJ considerou ter reparado “uma desgraça”.

“Este momento assume uma dimensão simbólica, porque encerra um ciclo de mais de 20 anos ao longo dos quais a Polícia Judiciária viu testada a sua resiliência e também a sua determinação”, sublinhou hoje de manhã a ministra Catarina Sarmento e Castro.

A governante considerou fundamental o investimento de mais de 1,5 milhões de euros para dar condições de trabalho aos seus profissionais e às pessoas que recebe.

A ministra da Justiça realçou que as obras na Guarda são as primeiras de um planeamento de investimentos para realizar em vários pontos do país.

“Temos obra em Faro, em Braga, Vila Real, Évora e a começar noutros locais”. A governante realçou que o investimento na PJ é fundamental para a “aposta deste governo no combate ao crime”.

“Isso só se consegue se houver mais meios humanos e também valorização dos espaços”, sustentou a ministra.

Inaugurado em 2004, o edifício da Polícia Judiciária – Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda apresentou desde sempre “defeitos de construção”, como foi assinalado nas várias intervenções na cerimónia de inauguração.

“Em 2004, foi uma desgraça. O que aconteceu aqui foi um crime. No dia da inauguração chovia tanto cá dentro, como lá fora. Erros gravíssimos, deficiências de construção”, apontou Luís Neves, diretor nacional da PJ.

O responsável diz que “ninguém quis saber do que aqui se passava e não foram acionadas as devidas responsabilidades e o Estado acabou por arcar com o prejuízo”.

Luís Neves sublinhou aos jornalistas que o que se passou na Guarda “não pode voltar a acontecer”.

“Garanto que connosco na instituição nenhum construtor fará o que aqui sucedeu”, disse, em forma de aviso, lembrando os investimentos planeados pela tutela.

O processo para as obras de requalificação e ampliação inauguradas hoje foi iniciado em 2019, como explicou José Monteiro, responsável pelo DIC da Guarda.

O primeiro objetivo da intervenção foi “estancar as infiltrações e impermeabilizar o edifício na sua globalidade”, descreveu José Monteiro. Procedeu-se ao isolamento térmico do imóvel e à recuperação integral dos danos e foram construídos mais 14 gabinetes, um auditório, um espaço para ginásio e mais cinco quartos para acolher funcionários. As instalações passaram ainda a dispor de um espaço multiusos para refeitório e convívio.

A equipa do DIC da Guarda é atualmente composta por 21 inspetores, com a perspetiva de em breve poderem ser 30 a 35 elementos, “o que seria um número excelente”, reconheceu José Monteiro.

Há nove funcionários de investigação do antigo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras em formação e em fevereiro deverão juntar-se mais elementos que estão a frequentar a formação interna.

Tribunal de Leiria condena ex-empresário a prisão efetiva por fraude qualificada

Um ex-empresário foi condenado a prisão efetiva pelo Tribunal Judicial de Leiria num processo de fraude qualificada de quase 1,8 milhões de euros.

O tribunal condenou ainda mais quatro arguidos, incluindo um técnico e um revisor oficial de contas.

O antigo empresário, que foi presidente do conselho de administração de uma empresa de comércio de máquinas e veículos sediada no concelho da Batalha, foi condenado por dois crimes de fraude qualificada na pena única de cinco anos e nove meses de prisão, revela o acórdão de segunda-feira e ao qual a agência Lusa teve hoje acesso.

Este arguido já tinha sido condenado noutros processos relativos a abuso de confiança fiscal ou fraude fiscal qualificada.

Por dois crimes de fraude qualificada foi também condenado o vice-presidente do conselho da administração da empresa na pena única de quatro anos e nove meses de prisão, suspensa por igual período e sujeita ao pagamento, no referido período, de 1.799.063,54 euros ao Estado.

Deste valor, 773.389,46 euros são de forma solidária com outros dois arguidos, um técnico oficial de contas e um revisor oficial de contas.

O técnico oficial de contas foi condenado por um crime de fraude qualificada a quatro anos de prisão, pena suspensa na sua execução por igual período, mas sujeita, durante esse tempo, ao pagamento solidário ao Estado de 773.389,46 euros e na pena acessória de proibição do exercício de profissão de contabilista certificado, igualmente por quatro anos.

O revisor oficial de contas foi condenado por um crime de fraude qualificada na pena de quatro anos e seis meses de prisão, suspensa por igual período e sujeita ao pagamento solidário de 773.389,46 euros naquele período com os outros dois arguidos, e na pena acessória de proibição do exercício de profissão por quatro anos.

A sociedade arguida, insolvente e em liquidação, foi condenada por dois crimes de fraude qualificada na pena única de 1.200 dias de multa, à razão diária de cinco euros, perfazendo seis mil euros.

No acórdão, lê-se que no início de 2008, os dois administradores, por si e em representação da empresa, “contabilizaram como custo do exercício, para efeitos fiscais, faturas duplicadas e triplicadas, assim reduzindo o lucro tributável” daquela.

Nesse ano e no seguinte, “ocorreu saída de dinheiro de uma conta da sociedade para outra conta da sociedade, o que foi refletido na contabilidade” como pagamento a fornecedores e dívida da sociedade aos sócios, que não ocorreram.

“Com esse dinheiro, (…) os sócios efetuaram aumento do capital social da empresa e subscreveram, em partes iguais, ações da sociedade correspondentes ao novo capital social”, referiu o documento.

Segundo o tribunal coletivo, “efetuaram-no sem que a sociedade arguida haja retido na fonte, como era seu dever, a taxa liberatória de IRS correspondente ao referido aumento de capital, do qual a sociedade arguida e os seus sócios se apropriaram”.

Já no ano de 2012, na sequência de uma ação inspetiva, todos os arguidos, “com o objetivo de se eximirem ao pagamento da quantia devida a título de IRS, adulteram documentos contabilísticos e societários, relativos aos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010”.

O tribunal sustentou que “as alterações em causa foram reportadas ao ano de 2007 de modo a obviar à tributação em falta, por caducidade”.

De acordo com o coletivo de juízes, com a alteração de documentos, os arguidos “lograram registar novo aumento de capital social da empresa, desta feita por ‘incorporação de reservas’, de modo a permitir a não tributação em sede de IRS”, sendo que o técnico oficial de contas, em 2012, entregou “declarações anuais de substituição, adulteradas”, referentes àqueles exercícios.

Já as contas de 2009 e 2010 da sociedade foram sujeitas a certificação legal de contas pelo revisor oficial de contas “sem reservas e sem ênfases”.

Para o Tribunal, os arguidos atuaram “com o objetivo de falsear os resultados da sociedade”, diminuir custos e sobreavaliar existências finais, para “permitir o aumento do capital social da empresa, desta feita em reservas, que vieram a efetuar (no papel) e de forma a isentar a sociedade do pagamento do IRS, o que não seria viável sem os ‘arranjos’ artificialmente conseguidos por via contabilística”.

Música, teatro e humor no Convento de São Francisco no arranque de 2024

Concertos de Mimicat, Moonspell e Pedro Abrunhosa, teatro com Ruy de Carvalho ou o musical Anastasia integram a programação do primeiro trimestre de 2024 do Convento de São Francisco (CSF), em Coimbra, hoje divulgada.

O programa de janeiro abre no dia 05, pelas 21:30, com um concerto da intérprete e compositora Mimicat, vencedora do Festival da Canção de 2023 e representante portuguesa no festival da Eurovisão. No dia seguinte, o grande auditório do CSF recebe o Concerto de Ano Novo e Reis, pela Orquestra Clássica do Centro, dirigida pelo maestro Sérgio Alapont e com a participação especial da soprano italiana Lavinia Bini.

Em 13 de janeiro é apresentado o musical Anastasia, estreado em 2017 na Broadway, em Nova Iorque, que conta a história da lenda criada em torno da filha mais nova do último czar da Rússia, Nicolau II.

Uma semana mais tarde, no dia 20, o equipamento cultural do município de Coimbra, que está integrado na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, recebe o artista brasileiro Tim Bernardes, cujo segundo álbum a solo, “Mil Coisas Invisíveis”, foi nomeado para o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.

A programação de janeiro inclui ainda, no dia 25, um monólogo de entretenimento protagonizado por Leandro Karnal, intitulado “Prazer, Karnal – Filosofia, História e Humor”.

No espetáculo a solo, mistura de aula, palestra e humor, agendado para as 20:30 no grande auditório, o artista brasileiro partilha com o público a sua história pessoal, inspirada em pensadores como Aristóteles, Santo Agostinho, Albert Camus, Schopenhauer, Nietzsche ou Kant, entre outros.

Já no dia 27, a sala D. Afonso Henriques recebe André Henriques, vocalista dos Linda Martini, que apresentará o seu segundo álbum a solo, intitulado “Leveza”.

Os dias 01 e 02 de fevereiro marcam o regresso de Pedro Abrunhosa ao palco principal do Convento de São Francisco e, no dia 10, a sala D. Afonso Henriques recebe o concerto de música clássica “Requiem de Mozart”, pelo coletivo Avres Sevra.

A peça de teatro “A Ratoeira”, definida como uma “história cheia de mistério” – um texto original de Agatha Christie, com encenação de Paulo Sousa Costa e Ruy de Carvalho num dos principais papéis – está agendada para 16 de fevereiro, de acordo com informação disponibilizada na agenda ‘online’ do CSF.

Dia 23 é a vez dos Moonspell apresentarem “Soombra”, um concerto acústico “num jogo poético, entre luz e escuridão”, definido pelos promotores como uma atuação que transforma os maiores hinos da banda de metal gótico “em peças semi-clássicas, sem esquecer a sua vocação em surpreender”.

Em março, uma das propostas do Convento de São Francisco é a homenagem a Octávio Sérgio (dia 03, no grande auditório), músico considerado pelo município como “um dos mais virtuosos e discretos guitarristas de Coimbra”. O espetáculo conta com a participação do próprio Octávio Sérgio, acompanhado à guitarra de Coimbra por Paulo Soares e por Rui Namora, na viola de sete cordas.

Ainda em março, outro dos destaques reside no espetáculo previsto para dia 17, intitulado “Canções de Roda, Lendas e outras que tais”, com Sérgio Godinho, Vitorino, Jorge BenVinda e Ana Bacalhau e a participação especial dos coros infantis Cantat e do Conservatório de Música de Coimbra.

Pão fica mais caro em 2024 devido aos custos de produção

O preço do pão vai voltar a subir no próximo ano face aos aumentos dos custos de produção, indicou à Lusa a Associação do Comércio e da Indústria da Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP).

“Terão que ser feitos ajustamentos aos preços de venda, de forma a mitigar os aumentos nos custos dos fatores de produção”, antecipou, em resposta à Lusa, o presidente do Conselho Fiscal da ACIP, Helder Pires, sem precisar valores.

Além do preço das matérias-primas, os custos com os salários têm penalizado o setor, que assinala também dificuldade em contratar mão-de-obra.

Apesar de salvaguardar que ainda não estão disponíveis dados agregados sobre o setor, a associação indicou que este ano se registou um “ligeiro crescimento” das vendas de panificação e pastelaria, justificado pelo aumento do preço.

Para este Natal a ACIP perspetiva vendas em quantidades semelhantes às de 2022, com uma faturação “equivalente ou até superior”.

Fundada em 1975, em Coimbra, a ACIP afirma-se como a mais representativa associação empresarial do país da área da panificação e pastelaria, apoiando projetos e iniciativas socioeconómicas.

Anadia: Municipio atribui apoios a associações culturais

A Câmara Municipal de Anadia aprovou, na sua última reunião de executivo, a atribuição de um apoio, no valor global de 26.000,00€, a oito associações culturais que apresentaram as candidaturas devidamente instruídas, de acordo com o PAMDC – Programa de Apoio Municipal ao Desenvolvimento Cultural, destinado a apoiar a atividade regular desenvolvida pelas associações.

A atribuição das verbas teve ainda em atenção a sua participação nas atividades promovidas pela autarquia.


Adabem-Núcleo Cultural, Associação O Coral da Bairrada, Associação de Jovens de Paredes do Bairro, Associação Desportiva e Cultural do Pereiro, Associação dos Artistas Plásticos da Bairrada, Associação Recuperar a Aldeia de Torres, Grupo Folclórico e Cultural de Paredes do Bairro e Orquestra Desigual da Bairrada foram as associações contempladas, nesta fase, com os apoios.


O Município reconhece assim o interesse público da atividade desenvolvida pelas associações culturais, a relevância das atividades realizadas em anos anteriores e a capacidade de estabelecer parcerias e de realizar receita própria.


De sublinhar que a atividade cultural constitui um fator de estímulo e desenvolvimento da criatividade individual e coletiva e, nesse sentido, exerce um papel estratégico no desenvolvimento social.


As restantes associações culturais do Município que, nesta fase, não foram contempladas com apoios, deve-se ao facto de não terem apresentado a candidatura ao PAMDC.

Albergaria com incentivos à criação do próprio emprego

Até 1 de março de 2024 decorre o período de candidaturas ao Programa de Incentivos à Criação do Próprio Emprego do Município de Albergaria-a-Velha. Pelo nono ano consecutivo, a Câmara Municipal vai apoiar a criação e fixação de novos negócios no Concelho, através da atribuição de incentivos financeiros e apoio técnico.


O programa prevê a atribuição de uma bolsa de incentivo, concretizada através de um
subsídio anual, não reembolsável, no montante de 3000 euros e de um apoio à contratação de serviços externos, no valor de 1000 euros.


São elegíveis ao Programa de Incentivos os candidatos com ideias de negócio, a constituir empresa, sediada no Município de Albergaria-a-Velha, nos 60 dias úteis seguintes à aprovação da candidatura, bem como empresas Albergarienses constituídas há menos de 180 dias úteis. As candidaturas podem ser entregues pessoalmente na Incubadora de Empresas, remetidas por correio registado com aviso de receção ou enviadas via correio eletrónico para incubadora.empresas@cm-albergaria.pt.

O Programa de Incentivos à Criação do Próprio Emprego tem como objetivo incitar empreendedores a investir e formalizar a sua ideia de negócio, promovendo, deste modo, o desenvolvimento da economia local e a criação de condições para a
empregabilidade.


Desde a sua criação em 2015, o Programa de Incentivos à Criação do Próprio
Emprego já recebeu 149 candidaturas, tendo apoiado 87 projetos. As empresas
criaram mais de 110 postos de trabalho e registam uma faturação superior a 5 milhões
de euros. A taxa de sobrevivência dos projetos apoiados é de 94, 5%.


O regulamento e documentação necessária para a candidatura estão disponíveis no
portal do Município, aqui. Os interessados poderão ainda contactar diretamente a
Incubadora de Empresas de Albergaria-a-Velha e obter todo o apoio necessário.

2024: Aveiro promete “cenário infinito” como primeira Capital Portuguesa da Cultura

Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024 tem início com a festa de passagem de ano e a estreia, nesse dia, de uma obra do compositor Pedro Lima, no Concerto de Ano Novo, pela Orquestra Filarmonia das Beiras.

Esta é a primeira etapa da Aveiro 2024 que tem por lema “O ano como palco. Um cenário infinito”, e que soma já cerca de uma centena de iniciativas para o primeiro trimestre, entre concertos, estreias e antestreias de cinema, espetáculos de teatro e de dança, exposições, encontros com autores, residências artísticas, programas para escolas e famílias, apostando em “descentralização de eventos, redes de colaboração, processos de participação, ações de mediação”, como escreve o coordenador da Capital Portuguesa da Cultura do próximo ano, José Pina, no programa divulgado para o primeiro trimestre.

Músicos como Jorge Palma, Mary Ocher, Rodrigo Amado e Ricardo Toscano, coreógrafos como Rui Horta, Monica Calle, Tânia Carvalho e Marlene Monteiro Freitas hão de passar por Aveiro, ao longo do ano, assim como espetáculos do Teatro Nacional São João, do Porto, do Nacional D. Maria II, de Lisboa, e da Companhia Nacional de Bailado, entre estruturas estrangeiras, portuguesas e de países de língua oficial portuguesa, como a guineense Circus Baobab, que vai fazer a estreia nacional de “Yé!”, em março.

Uma escultura de Rui Chafes, a inaugurar a 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, permanecerá no centro da cidade, na rotunda das Pontes, para lá da Capital da Cultura.

O evento foi dividido em quatro momentos, um por trimestre, que marcam a relação da cultura com identidade, democracia, sustentabilidade e tecnologia.

Para cada um dos temas foram encomendados conteúdos originais que incluem propostas para as artes performativas, exposições, cinema, literatura, espaço público, gastronomia e pensamento.

Embora Aveiro 2024 arranque com a festa da passagem de ano e o Concerto de Ano Novo, dirigido pelo maestro Martim Sousa Tavares, o início oficial está marcado para 26 de janeiro, data do testamento da condessa Mumadona Dias, do ano de 959, que inclui a primeira referência conhecida ao nome da cidade.

O testamento será exposto na mostra “Sal de Aveiro. Sal da Vida. Sal do Mundo”, que ficará patente no Museu da Cidade, a partir dessa data.

Para a sessão oficial de abertura, está marcada a atuação da compositora e guitarrista Marta Pereira da Costa, no Teatro Aveirense.

Até essa data, porém, a programação já inclui espetáculos como “Salomé”, de Monica Calle, sobre o poema de Oscar Wilde, a história encenada “A Manta”, de Cláudia Stattmiller, a dança de Martina Griewank Ambrózio, em “Galochas”, a estreia de “Under a Water Sky – Um Conto em Música”, de Helder Bruno, e os concertos de Rodrigo Leão, da banda de blues Peter Storm & The Blues Society, dos saxofonistas Rodrigo Amado e Ricardo Toscano, e de Carolina Deslandes, que atuará nas Festas de S. Gonçalinho.

Da programação do primeiro trimestre, destacam-se ainda, em fevereiro, os espetáculos “Pieris Napi”, dos Papillons d’Éternité (Tânia Carvalho e Matthieu Ehrlacher), com o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Cacia, a estreia de “Glimmer”, de Rui Horta e Micro Audio Waves, assim como os concertos de Jorge Palma e dos Capitão Fausto.

Em março, há o teatro de Susanne Kennedy, com “Angela (a strange loop)”, e a estreia do espetáculo multidisciplinar da Vortice Dance Company “Via Sacra: A Journey of Light”.

Na área do cinema, a primeira sessão acontece a 09 de janeiro, com duas produções do realizador Joaquim Pavão: a estreia da longa-metragem “Sonhos” e o filme-concerto “Dentre 3.28”.

Em fevereiro, haverá a antestreia de “O Vento Assobiando nas Gruas”, filme de Jeanne Waltz a partir do romance homónimo de Lídia Jorge. Em março, será a vez de de “Noites de Cinema”, de Luís Diogo, e de “As Aves”, de Pedro Magano, filme inspirado na obra de Mia Couto.

Para o segundo trimestre foram já anunciadas produções como “Idiota”, da coreógrafa e bailarina Marlene Monteiro Freitas, “Mercado das Madrugadas”, projeto multidisciplinar de Patricia Portela, “Fado Alexandrino”, com base em Lobo Antunes, pelo Teatro Nacional S. João, “Quis Saber Quem Sou”, a nova produção do Teatro Nacional D. Maria, e a abertura as exposições “O Exercício da Liberdade – Obras da Coleção de Serralves” e “Passado e futuro do azulejo em Portugal”, em colaboração com o Museu Nacional do Azulejo.

As comemorações oficiais do Dia da Marinha, em maio, também fazem parte da programação, assim como a Feira do Livro, em julho.

Aveiro é a primeira cidade com o título de Capital Portuguesa da Cultura, retomado por iniciativa do Ministério da Cultura, cerca de 20 anos depois de Coimbra e Faro terem sido capitais nacionais da Cultura, em 2003 e 2005, respetivamente.

As três primeiras edições da nova iniciativa cabem às finalistas vencidas da candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027 (Aveiro, Braga e Ponta Delgada), até que Évora assuma o seu título, daqui por três anos.

Aveiro tem um programa de oito milhões de euros e vai manter o plano de investimentos previsto na candidatura vencida, ainda que ajustando a programação, como disse o presidente do município, Ribau Esteves, no passado dia 11, quando da assinatura do protocolo com o Governo que define um apoio de dois milhões de euros à primeira edição da iniciativa.

Na altura, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, defendeu a continuidade do projeto para lá de 2027, pela sua importância para a democratização do acesso à Cultura, lembrando “que é um imperativo constitucional”.

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