Os distritos da Guarda e Castelo Branco estarão sob aviso amarelo na madrugada de domingo e na segunda-feira devido à previsão de queda de neve, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Em ambos os distritos, o aviso amarelo vigora entre as 03h00 e as 06h00 de domingo e entre as 03h00 e as 12h00 de segunda-feira, alertando o IPMA para eventuais perturbações causadas pela queda de neve com acumulação e pela possível formação de gelo, como vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados.
Na madrugada de domingo, as previsões apontam para “queda de neve acima de 1.000 metros, com acumulação acima de 1.600 metros, que poderá ser de 2 centímetros na zona da Torre”.
Já na segunda-feira, entre as 03h00 e as 12h00, a queda de neve poderá ocorrer “acima de 1.200 metros, com acumulação acima de 1.600 metros, que poderá ser de 5 centímetros na zona da Torre”.
O aviso amarelo, o terceiro mais grave, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Objetivo político cimeiro é agora “virar a página e concentração nos desafios da governação”, salienta.
O secretário-geral socialista abre este sábado a Comissão Nacional do PS, em Coimbra, a primeira reunião após meses em que o Governo foi atingido por casos que geraram demissões, a mais significativa do ex-ministro Pedro Nuno Santos.
A reunião da Comissão Nacional do PS terá dois pontos: a análise da situação política, em que António Costa fará uma intervenção aberta à presença dos jornalistas e a apresentação das linhas gerais do programa de comemorações dos 50 anos da fundação PS, aniversário que se assinala em abril.
No PS e no Governo, após meses de turbulência com substituições sucessivas no executivo, o objetivo político cimeiro é agora “virar a página e concentração nos desafios da governação”.
Nesse sentido, na quinta-feira, o Governo fez aprovar uma resolução que institui um questionário de 36 perguntas a ser preenchido por quem estiver em vias de ser indigitado secretário de Estado ou ministro. Um questionário acompanhado da assinatura de um compromisso de honra que se destina (como salientou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva) a prevenir riscos, numa alusão a recentes nomeações de pessoas ou com casos judiciais, ou com um percurso profissional considerado incompatível com o exercício de funções governativas.
Em setembro, António Costa escolheu Miguel Alves para secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, mas o ex-presidente da Câmara de Caminha foi forçado a demitir-se em novembro, depois de confrontado publicamente com processos judiciais resultantes das suas atividades enquanto autarca.
Na última semana de dezembro, o Correio da Manhã noticiou que Alexandra Reis, então secretária de Estado do Tesouro, tinha recebido da TAP uma indemnização de meio milhão de euros para cessar as suas funções de administradora na empresa. Alexandra Reis demitiu-se e arrastou consigo o ministro Pedro Nuno Santos, que é considerado um dos potenciais candidatos à sucessão de António Costa na liderança do PS.
Várias vozes no Grupo Parlamentar do PS, como Alexandra Leitão, Marcos Perestrello ou Sérgio Sousa Pinto, criticaram a gestão que o Governo fez destes casos.
Este sábado, o líder da corrente minoritária nos órgãos nacionais do PS, Daniel Adrião, vai criticar o secretário-geral do PS por ter transportado para o seu Governo a luta entre os seus potenciais sucessores.
Daniel Adrião considera também que há uma divergência de fundo entre Pedro Nuno Santos e António Costa desde 2019, quando o PS não renovou a assinatura de um acordo escrito com o Bloco de Esquerda, e que se tem acentuado “a governamentalização do partido”.
A reunião da Comissão Nacional do PS vai realizar-se em Coimbra, num momento em que esta estrutura socialista atravessa uma crise de liderança, depois de esta semana o presidente da Federação, Nuno Moita, se ter demitido do cargo.
No passado dia 5, a revista Sábado avançou que Nuno Moita tinha sido condenado a quatro anos de cadeia (pena suspensa) por participação económica em negócio, mas não ficou impedido de continuar a exercer o cargo de presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova.
Já esta quarta-feira, Nuno Moita apresentou a demissão do lugar de líder da Federação de Coimbra do PS, alegando estar por esta via a “proteger, defender e salvaguardar a imagem do partido”, após uma condenação judicial.
O Executivo Municipal deliberou adjudicar a empreitada de manutenção e pequenos arranjos urbanísticos nas localidades de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz, pelo valor de 1.044.874,51€, à empresa Embeiral – Engenharia e Construção, S.A.
Trata-se de uma intervenção concertada, em 12 arruamentos, que vai contar com a requalificação da rede pública de drenagem de águas pluviais, repavimentação, recuperação de passeios, mobiliário urbano, sinalização vertical e horizontal, bem como a manutenção de alguns espaços verdes, promovendo mais conforto e segurança para peões e condutores.
Os arruamentos a qualificar vão ser na Travessa e Rua da Sobreirinha, Vessada, Travessa do Chão Velho, Travessa da Areosa, Carregal, Rua do Raso, Carregal, Rua do Chão Velho, Rua do Castelo, Rua Direita, Carregal, Rua da Areosa, Carregal, Rua Chão do Minhoto, Rua Central de Requeixo e Rua Baixa do Castelo.
O ex-presidente da Câmara de Espinho Miguel Reis, o chefe da divisão do Urbanismo desta autarquia do distrito de Aveiro, dois empresários e um arquiteto, detidos no âmbito da Operação Vórtex, conhecem hoje as medidas de coação.
Os cinco arguidos foram detidos na terça-feira por suspeitas de corrupção e de outros crimes económico-financeiros cometidos, alegadamente, “em projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”, segundo a Polícia Judiciária (PJ).
Os arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal do Porto (TIC), com o Ministério Público (MP) a promover, na sexta-feira, a aplicação da medida de coação de prisão preventiva a Miguel Reis e ao empresário José Pessegueiro.
Os outros três arguidos – o chefe da divisão do Urbanismo José Costa, dois outros empresários e um arquiteto — foram libertados na sexta-feira, disse à agência Lusa fonte policial, acrescentando que estes arguidos podem ficar sujeitos a medidas de coação como a suspensão de funções — no caso do funcionário da autarquia — ou ao pagamento de uma caução.
As medidas de coação a aplicar pelo TIC do Porto aos cinco arguidos são conhecidas pelas 12:00 de hoje.
Em comunicado divulgado na terça-feira, a Polícia Judiciária (PJ) explicou que estas cinco pessoas foram detidas na sequência de cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local, residências de funcionários desta e diversas empresas sediadas nos concelhos de Espinho e Porto.
Miguel Reis foi ouvido na quinta-feira, durante quase cinco horas, no TIC do Porto, por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências, revelou fonte judicial.
Nesse mesmo dia, o então autarca renunciou ao cargo de presidente da Câmara de Espinho, para o qual foi eleito pelo PS, em 2021, com 40,23% dos votos.
A operação da Polícia Judiciária, denominada de Vórtex, contou com a presença de magistrados do Departamento de Investigação e de Ação Penal (DIAP) Regional Porto, investigadores e peritos financeiros da Diretoria do Norte, bem como de peritos informáticos de várias estruturas daquela polícia.
Sete distritos de Portugal continental estarão esta segunda-feira sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com quatro a cinco metros.
Segundo um alerta do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) divulgado hoje, o aviso vai prolongar-se desde as 00h00 de segunda-feira nos distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga, desde as 03h00 em Coimbra e a partir das 06h00 em Lisboa e Leiria, até às 18h00 do mesmo dia.
O aviso amarelo, o terceiro menos grave, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Por causa da agitação marítima, as barras de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende e Douro estão fechadas à navegação.
De acordo com informação disponível na página da Autoridade Marítima Nacional, a barras da Figueira da Foz está fechada a embarcações de comprimento igual ou inferior a 35 metros, mantendo-se aberta à restante navegação.
O PSD de Condeixa-a-Nova defendeu hoje que o presidente da Câmara, Nuno Moita, deve renunciar ao cargo de presidência da Câmara Municipal.
Num comunicado enviado à redação da TVC o PSD de Condeixa a Nova pretende que;
“O Presidente da Câmara de Condeixa, Nuno Moita, demitiu-se esta semana da Federação Distrital do PS de Coimbra, na sequência da condenação pelo crime de participação económica em negócio, demonstrando assim não ter condições para continuar naquele cargo.
No entanto, Nuno Moita não manifestou até à data a intenção de proceder da mesma forma relativamente ao cargo que ocupa na Câmara Municipal de Condeixa, sendo certo que esta condenação terá mais implicações no exercício deste cargo e na vida dos seus munícipes.
Ora, esta decisão de demissão reforça a convicção do que já fora comunicado pela Comissão Política do PSD Condeixa, que Nuno Moita não reúne condições políticas para continuar a exercer o cargo público de Presidente da Câmara de Condeixa, estando numa situação política fragilizada e instável que prejudica sobretudo o município a que preside.
A Comissão Política do PSD Condeixa entende que, se o ainda presidente da Câmara considera ser a sua demissão da Federação Distrital do PS o melhor para os militantes do PS, os munícipes de Condeixa também merecem que seja tomada esta mesma atitude, não comprometendo o funcionamento e bom nome da instituição a que preside.
Impõe-se questionar o porquê de ainda não o ter feito.”
A TVC contactou Nuno Moita que por escrito esclareceu que;
TVC – Sente-se em condições para continuar no cargo?
Nuno Moita – Legalmente não há nada que me impeça. -No plano da ética estou seguro da minha inocência e irei recorrer de uma sentença de primeira instância baseada em convicções e não em provas.
TVC – Porque é que se demitiu da Federação Distrital do PS?
Nuno Moita – Há neste momento uma grande perseguição mediática sobre o PS e não queria contribuir para alimentar esse jogo mediático e por isso me decidi demitir para me dedicar em exclusivo à gestão do Município.
TVC – Os seus opositores dizem que também se deve demitir da Autarquia por falta de condições. Concorda?
Nuno Moita – Tenho o maior respeito pelos meus adversários políticos, mas tenho ainda maior consideração pelos condeixenses que me elegeram e pelo compromisso que assumi com eles. Como referi atrás a convicção da minha inocência aliado ao recurso da sentença fazem-me continuar a trabalhar em prol de Condeixa.
A Câmara Municipal (CM) de Coimbra inaugurou hoje, dia 13 de janeiro, pelas 18h00, nas ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges, o lettering alusivo ao centenário da Biblioteca Municipal (BM) de Coimbra. São 11 frases que remetem para a valorização da leitura, que a partir de hoje e até ao final do ano vão dar um novo brilho a estas duas ruas centrais da Baixa da cidade.
“A leitura é, provavelmente, uma outra maneira de estar em algum lugar”, escreveu o ‘nosso’ prémio Nobel da Literatura, José Saramago. Esse lugar será, neste caso, uma das principais artérias da cidade que, de janeiro a dezembro de 2023, se pretende dinamizar, juntamente com toda a Baixa, inspirando os transeuntes a refletir sobre o papel da leitura, como uma porta sempre aberta para um mundo de infinitas descobertas.
A abertura das luzes, iniciativa integrada no programa de comemorações do centenário da BM de Coimbra, foi assinalada hoje, dia 13 de janeiro, com a presença do presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, do vereador das Bibliotecas e Arquivos, Francisco Queirós, e da Chefe de Divisão de Bibliotecas e Arquivo Histórico, Dina Sousa. Esta ação contou, ainda, com a participação do Coletivo declAMAR Poesia e da Cooperativa Bonifrates, com leituras de Fernando Assis Pacheco, Eugénio de Castro, Eduardo Lourenço, Fernando Pessoa, João José Cochofel, Miguel Torga, Agustina Bessa-Luís, entre outros, no átrio do edifício da CM de Coimbra.
As luzes do lettering alusivo ao centenário da Biblioteca Municipal ao longo das ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges são led, de forma a corresponder ao Plano de Poupança Energética em vigor na CM de Coimbra, e vão estar ligadas até ao final do ano, das 18h00 às 23h00.
No dia 24 de dezembro de 2022 passaram 100 anos sobre o dia da inauguração da Biblioteca Municipal de Coimbra, efeméride que a CM Coimbra está a celebrar levando a cabo um vasto e diversificado conjunto de iniciativas culturais que se prolongam até final do ano de 2023. Além das dinâmicas de continuidade dos diferentes serviços afetos à Biblioteca Municipal, a programação comemorativa vai sair reforçada com a concretização de mais ações na área expositiva, do teatro, da música, da dança, da poesia, da filatelia, do cinema e da literatura.
Recorde-se que a intenção da CM de Coimbra é a de que a celebração do Centenário da Biblioteca Municipal de Coimbra deixe marcas que perdurem no tempo e que acrescentem valor à cidade, almejando que, no final de 2023, nenhum conimbricense desconheça que a Biblioteca Municipal de Coimbra se encontra “Desde 1922, No Coração da Cidade a Ler Consigo” – lema escolhido para que Coimbra comemore, coletivamente, os 100 anos da BMC.
Para além da exposição “Toma e Lê”, patente na Sala da Cidade e na Casa Municipal da Cultura, que inaugurou um diversificado e abrangente conjunto de iniciativas culturais relativas à efeméride, que decorrem até 16 de dezembro de 2023, o relevante papel que a Biblioteca Municipal de Coimbra tem prestado à comunidade, vai ser potenciado através da implementação de um programa comemorativo multifacetado, abrangente, inovador e ambicioso (que ainda não está totalmente fechado, pelo que, em permanente construção) que se vai desenrolar em diferentes espaços públicos e culturais da cidade.
A programação vai trazer ainda a Coimbra prestigiados nomes da criação literária portuguesa, como José Fanha, Valter Hugo Mãe ou Richard Zimler, entre outros, desdobrando-se em múltiplas iniciativas de poesia, de teatro, de música, de dança, de cinema e de outras vertentes culturais e artísticas que contam com a colaboração de algumas associações locais e/ou organismos que se associam ao evento.
O jogo de maior cartaz, entre Sp. Braga e Benfica, realiza-se a 9 de fevereiro pelas 20h30.
A Federação Portuguesa de Futebol revelou, esta sexta-feira, os horários dos quartos de final da Taça de Portugal.
Os quatro jogos realizam-se entre 8 e 9 de fevereiro, com o jogo de maior cartaz, entre Sp. Braga e Benfica, a realizar-se uma quinta-feira pelas 20h30.
O Tribunal de Coimbra condenou hoje um médico a uma pena de multa, com um valor total de seis mil euros, por passar atestados falsos para a renovação de cartas de condução em Coimbra.
O médico foi condenado por sete crimes de atestado falso, sendo-lhe aplicada, em cúmulo jurídico, uma pena de 500 dias de multa à taxa diária de 12 euros, totalizando seis mil euros.
Também a proprietária de uma agência de documentação, que trabalhava na representação de clientes na tramitação de processos de renovação de cartas de condução e de certificados de aptidão profissional de taxistas, foi condenada por sete crimes de atestado falso, sendo-lhe aplicada, em cúmulo jurídico, uma pena de 400 dias de multa à taxa diária de oito euros, num total de 3.200 euros.
O terceiro arguido, um motorista que beneficiou do atestado médico para a renovação da carta, foi condenado a uma pena de 60 dias de multa à taxa diária de 10 euros (600 euros).
Durante a leitura do acórdão, que decorreu ao início da tarde no Tribunal de Coimbra, o juiz evidenciou que, no essencial, foram dados como provados os factos que constavam da pronúncia e também assumidos pelos arguidos.
“Um médico de profissão atesta uma situação, por cada uma das pessoas, que na prática não sabe se é verdade ou mentira porque não as viu”, referiu.
No entender do Tribunal, “tudo foi engendrado pelos arguidos”.
“Não nos parece que foram empurrados por questões exteriores”, acrescentou.
Durante o julgamento, o médico tinha dito estar “profundamente arrependido” da prática dos sete crimes de atestado falso, que terão sido passados em 2016.
Questionado pelos jornalistas, o advogado de defesa do médico declarou que muito provavelmente será interposto recurso do acórdão.