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Presépio de Natal reúne mais de 1000 figurinos em Albergaria

Este domingo, dia 11, às 15h, apresenta-se em Albergaria um presépio único, produzido localmente, com mais de 1.000 figuras em barro, de 8 a 12 cm de altura, que, para além da representação do Presépio, mostra profissões e atividades do quotidiano. 

Os arraiais das festas populares, a procissão religiosa, a banda no coreto e o rancho folclórico. As castanhas assadas, os petiscos, os jogos e as feiras. A Aldeia e as ruas das profissões: os ferreiros, os sapateiros, as fiandeiras, os padeiros, os carpinteiros, as lavadeiras, a pesca e a bateira. O recinto da escola e os jogos populares: o pião, a roda, o baloiço, o papagaio, e a corda. A quinta: a matança do porco, o milho na eira, a vindima e o lagar. Pastores, pastoras e as ovelhas na serra. Os moleiros e os moinhos. A praia, as salinas, a seca do bacalhau, as dunas.

O Presépio está em exposição no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Vale Maior este domingo, dia 11, e no próximo domingo, dia 18, às 15h.

Paralelamente estará uma mostra de figurado variado de Barcelos e Estremoz, nomeadamente os conhecidos apitos de vários ceramistas.

Lisboa alerta para “chuva persistente” prevista para sábado à noite

A Câmara de Lisboa alertou hoje para a chuva “persistente e por vezes forte” que se espera no sábado à noite e pediu à população para tomar precauções.

“Considerando que o IPMA colocou o distrito de Lisboa sob aviso amarelo, com período mais crítico entre as 22:00 do dia 10 de dezembro e as 06:00 do dia 11, onde se espera precipitação persistente e por vezes forte, a Câmara Municipal de Lisboa apela à população para que tome precauções”, indicou a autarquia num comunicado.

Na mesma nota, a câmara disse que os agentes de Proteção Civil da cidade, os serviços operacionais municipais e elementos das Juntas de Freguesia “estão de prevenção para a mais pronta resposta à cidade”.

Este alerta da autarquia lisboeta surge depois de a cidade ter sido afetada por uma forte chuva e por inundações.

Desde a noite de quarta-feira, o mau tempo associado à chuva intensa provocou várias inundações no distrito de Lisboa, o que motivou o corte de estradas, túneis e acessos a estações de transporte, assim como danos em estabelecimentos comerciais, habitações e veículos, causando elevados prejuízos.

Há a registar a morte de uma mulher em Algés, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, e dezenas de pessoas desalojadas no distrito.

Atropelamento causa uma vítima mortal no concelho da Covilhã

Um homem de 38 anos morreu hoje na sequência de um atropelamento na Estrada Nacional 18-3, na freguesia de Teixoso e Sarzedo, concelho da Covilhã, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco, o acidente envolveu uma carrinha e ocorreu cerca das 19:00, ao quilómetro 5 da EN 18-3, entre as localidades de Teixoso e Caria (concelho de Belmonte).

O óbito foi declarado no local pelo médico da Viatura de Emergência e Reanimação (VMER) da Covilhã.

As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros Voluntários de Belmonte, a equipa da VMER da Covilhã e a GNR, num total de 12 operacionais e cinco veículos.

Ambulâncias retidas por falta de macas em Caldas da Rainha e Santarém

Os Bombeiros de Rio Maior denunciaram hoje que várias ambulâncias estão retidas nos hospitais de Santarém e Caldas da Rainha devido à falta de macas nestas unidades, situação que coloca em risco o socorro à população.

“Infelizmente está a acontecer a todos. São situações que dificultam a vida a doentes, profissionais de saúde e a nós também”, adiantou à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, Paulo Cardoso.

O comandante desta corporação do distrito de Santarém respondia à Lusa na sequência da publicação na página na rede social Facebook dos Bombeiros de Rio Maior, onde foi denunciada a falta de ambulâncias de socorro nas suas instalações “em virtude de estarem retidas em unidades de saúde por falta de macas ou por não conseguirem disponibilizar os equipamentos [da corporação]”.

Paulo Cardoso explicou que no hospital de Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, integrado no Centro Hospitalar do Oeste, encontravam-se às 19:30 três ambulâncias desta corporação sem previsão para os equipamentos serem libertados.

“Caldas [da Rainha] nem é o nosso hospital de referência, que é Santarém, mas como Santarém não tinha hoje serviços de ortopedia, todos os doentes com problemas ortopédicos tiveram que ir para Caldas da Rainha, o que nos dificulta mais, porque é outro distrito, embora a proximidade seja a mesma”, explicou.

Já no hospital de Santarém, encontrava-se pelas 19:30 uma ambulância retida, acrescentou.

Esta situação é causada pela “falta de macas para deixar os doentes, que efetivamente depois causa estes transtornos”, frisou.

“Ficamos com os meios parados, retidos quatro, cinco horas nas urgências dos vários hospitais”, lamentou ainda.

Contactado pela Lusa, fonte do Hospital de Santarém referiu, pelas 21:45, que aquela unidade não tinha macas retidas.

O comandante dos Bombeiros de Rio Maior alertou ainda que, com os equipamentos indisponíveis por estarem retidos em unidades hospitalares, outras corporações de bombeiros deslocaram-se a Rio Maior hoje à tarde para situações de “rotina do pré-hospitalar”, mas que, depois, também estas corporações vão ficando com ambulâncias retidas nos hospitais.

“Torna-se uma bola de neve em que o socorro fica completamente sob o risco de falhar”, concluiu.

A Lusa procurou contactar também o hospital de Caldas da Rainha, mas até ao momento não foi possível obter uma reação.

Portugueses e espanhóis lideram as reservas nas épocas de Natal e fim de ano na região Centro

Turistas portugueses e espanhóis lideram as reservas nas épocas de Natal e fim de ano na região Centro e as projeções da entidade regional de turismo apontam para volumes de reservas e valor superiores a 2019.

Dados de um barómetro permanente da Turismo Centro de Portugal (TCP), que reúne cerca de 1.100 empresas da região, hoje revelados à agência Lusa por Pedro Machado, presidente daquela entidade, apontam para uma “esmagadora” procura de turistas portugueses, seguida dos espanhóis.

“Neste momento, são as duas nacionalidades que dominam claramente a procura das reservas: mercado interno e espanhóis. Depois, brasileiros, também, seguido de americanos e de outras nacionalidades, mas já com percentagens menos relevantes”, esclareceu.

As projeções da Turismo Centro de Portugal apontam ainda para um fim de ano de 2022 a superar, em volume de procura e de rendimento, os números de 2019, ano com que compara, o último antes da pandemia de covid-19.

“Temos os fluxos [de turistas] a superarem 2019, mas essencialmente o rendimento. Primeiro, por força das circunstâncias do aumento dos custos operacionais, que aumentaram para toda a gente, a energia e outros, mas também porque o mercado está a fazer um ajustamento de preços, os operadores estão a vender com mais valor incorporado”, frisou Pedro Machado.

“Não é mais caro, é com mais valor. Mas dentro daquilo que o mercado pode suportar”, enfatizou.

Como exemplo, Pedro Machado apontou restaurantes e unidades hoteleiras com “pacotes mais qualificados”.

“Sobem o valor relativamente a 2021 ou 2019, mas também oferecem mais serviços. Parece-me estar a haver da parte dos empresários, e inteligentemente, um ajustamento do preço, mas também com mais serviços incorporados”, notou.

Quanto às regiões mais procuradas, destaca-se a Serra da Estrela, um ‘clássico” do fim de ano em Portugal, “por força da neve e das suas características naturais, com muitas unidades já a 100%, taxa de ocupação total”, afirmou o presidente da TCP.

Segue-se a Beira Baixa, “que é zona de ligação com a Serra da Estrela”, nomeadamente no Fundão e Castelo Branco, onde “existe também grande procura” da ordem dos 95%.

Pedro Machado notou, por outro lado, que a procura no fim de ano de 2022 “é também assinalada nos locais onde decorrerão festas” de rua, apontando os casos dos municípios de Mira, Figueira da Foz, Coimbra ou Nazaré.

“Onde existem programas de réveillon públicos, há também uma forte presença de reservas, acima dos 95%”, declarou.

Nova descarga de efluentes polui Ribeira dos Milagres em Leiria

A Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres alertou hoje para uma nova descarga de efluentes suinícolas e considerou que na quinta-feira foi uma “noite negra” para o afluente do rio Lis no concelho de Leiria.

“As descargas são anunciadas nos boletins meteorológicos. Ontem [quinta-feira] estavam criadas as condições para que se pudessem fazer descargas livremente, com pouca visibilidade, porque foi ao cair da noite, quando o caudal da ribeira era muito e a chuva intensa”, afirmou à agência Lusa o porta-voz da comissão, Rui Crespo.

Segundo Rui Crespo, a descarga foi “feita na Ribeira dos Milagres” e já foi apresentada queixa à Guarda Nacional Republicana (GNR).

“Foi a partir da Madalena até à Ponte da Pedra, na Estrada Nacional 109, e era visível em três locais”, esclareceu, adiantando que foi, “sem dúvida nenhuma”, uma descarga de efluentes suinícolas.

Rui Crespo apontou a existência de “espuma abundante e algum cheiro”, e, embora reconheça que existam outros agentes poluidores, as descargas “eram de suiniculturas claramente”.

A ribeira dos Milagres é um afluente do rio Lis e este desagua na Praia da Vieira, concelho da Marinha Grande.

De acordo com o porta-voz da Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres, esta “tem cerca de 30 pequenos afluentes, junto aos quais estão instaladas cerca de 180 suiniculturas ativas”.

“Já foram 250 no passado”, acrescentou.

Fonte da GNR esclareceu que na quinta-feira, cerca das 20:30, foi rececionada denúncia telefónica.

“O Núcleo de Proteção Ambiental do Comando Territorial de Leiria da GNR, órgão que tem competência para investigar este tipo de situações, está hoje no terreno a desenvolver diligências”, acrescentou a mesma fonte.

Em 2021, a GNR recebeu 41 denúncias de descargas de efluentes pecuários no distrito de Leiria e instruiu um processo-crime e 30 autos de contraordenação relativos a descargas ilegais, segundo informação do Comando Territorial enviada à Lusa.

A maioria das denúncias ocorreu nos concelhos do litoral, como Leiria, Alcobaça e Caldas da Rainha, e ainda Batalha e Porto de Mós.

Estarreja aprova orçamento de 28,5 milhões de euros para 2023

A Câmara de Estarreja, distrito de Aveiro, aprovou, com os votos da maioria PSD/CD-PPS e o voto contra dos vereadores do PS, as opções do plano e orçamento para 2023, no valor global de 28,5 milhões de euros.

O presidente da Câmara, Diamantino Sabina, defendeu o equilíbrio das propostas da maioria, apesar do contexto adverso de incerteza, aludindo à guerra na Ucrânia e à crise energética, bem como às dificuldades em executar obras e exemplificando com o facto de terem ficado desertos oito concursos públicos.

 “Estamos perante um documento equilibrado, com uma forte componente de investimento, sensível do ponto de vista das exigências sociais e claramente um impulsionador económica e socialmente”, sustentou.

Já os vereadores do PS, na oposição, defenderam mais apoio às famílias, aos estudantes e às associações do município.

O PS propunha o aumento do apoio às associações e IPSS “no mínimo, em valor igual ao da inflação”, a duplicação do número de bolsas de estudo atribuído a alunos do ensino superior oriundos do concelho e a atualização do seu valor pela inflação.

Quanto ao denominado “pacote fiscal”, o executivo municipal aprovou para o ano de 2023 a participação no IRS de 3% (o PS propunha a diminuição para metade) e decidiu manter a taxa do IMI em 0,35%, aplicando as reduções para as famílias em função do número de dependentes.

Ainda no que respeita ao IMI, foi aprovada uma majoração de 30% em prédios degradados e de 100% em prédios rústicos florestais abandonados.

De uma redução para metade do IMI vão beneficiar os prédios classificados de interesse público, valor municipal ou património cultural e ainda de 25% os prédios urbanos com eficiência energética.

No que respeita à derrama a lançar sobre o rendimento das empresas foi aprovada a derrama de 1,5%, que se fica pelos 0,01% nas empresas com um volume de negócios inferior a 150 mil euros.

O orçamento de Estarreja deste ano foi de 24 milhões de euros, menos 4,5 milhões do que o de 2023.

Estudante universitária violada na Covilhã. Suspeito tem 18 anos

Agressor já foi detido e aguarda agora julgamento em prisão preventiva.

Um jovem foi detido por suspeitas de ter violado uma estudante da Universidade da Beira Interior, no passado dia 12 de novembro, na Covilhã, revela esta sexta-feira, 9 de dezembro, a Polícia Judiciária (PJ) num comunicado enviado à TVC.

De acordo com a mesma nota, o crime aconteceu na residência do suspeito, para onde os jovens, ambos com 18 anos, se deslocaram depois se terem conhecido num bar da Covilhã.

O detido já foi presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial, onde lhe foi decretada a medida de coação de prisão preventiva.

Detido suspeito de abusar de enteado de cinco anos em Sever do Vouga

Abusos aconteciam “em contexto de violência doméstica com os restantes membros da família”, adianta a PJ.

Um homem foi detido por ser suspeito de ter abusado sexualmente do filho da companheira, com cinco anos de idade, por várias vezes, informou a Polícia Judiciária (PJ) esta sexta-feira em comunicado. O mandado de detenção foi emitido pelo DIAP de Águeda.

Os factos ocorreram numa localidade do concelho de Sever do Vouga e os indícios colhidos até ao momento pela investigação apontam no sentido de os abusos sexuais “terem acontecido em contexto de violência doméstica com os restantes membros da família, quando o detido coabitava com a vítima, tendo apenas agora sido revelados pela criança”.

O detido, com 33 anos de idade, foi presente às Autoridades Judiciárias competentes para interrogatório judicial. Foram-lhe aplicadas as medidas de coação de obrigação de apresentações trissemanais, proibição de contactos com todos os membros da família controlada por meios eletrónicos, bem como proibição de frequência de vários locais.

Defesa da Soares da Costa pede absolvição no caso de hotel na Tocha

Os advogados de defesa da construtora Soares da Costa e de dois ex-responsáveis do grupo pediram, esta sexta-feira, a absolvição dos seus clientes no caso de uma alegada fraude na construção de um hotel na Praia da Tocha, Cantanhede.

Na continuação das alegações finais do processo que decorreu no Tribunal de Coimbra, os advogados dos três arguidos (construtora, ex-administrador e ex-diretor financeiro da empresa) consideraram que não foi produzida qualquer prova em sede de julgamento que aponte para um crime por parte dos seus clientes, acusados de conluio com os promotores de um hotel na Praia da Tocha, concelho de Cantanhede, cuja construção nunca terminou.

No âmbito deste processo, é pedida a restituição de 1,2 milhões de euros obtidos através de um programa de apoio da Turismo de Portugal.

O advogado que representa a construtora criticou vários pontos associados à acusação, nomeadamente o próprio processo da Turismo de Portugal, que classificou de “manta de retalhos” e “caos documental”, com folhas em falta e outras inelegíveis.

A defesa da Soares da Costa criticou a acusação por pôr todos os arguidos — promotores e construtora — “no mesmo saco”, quando em sede de julgamento “não ficou provado nenhum facto contra” a sua cliente.

“A acusação ruiu como um castelo de areia”, notou, referindo que nem a construtora nem os ex-responsáveis da empresa tinham conhecimento de que o projeto teria apoio financeiro da Turismo de Portugal quando a obra foi consignada.

A defesa considerou ainda que não ficou provado qualquer esquema ou estratagema de libertação de fundos com a promotora do hotel, recordando que, no processo de insolvência dessa empresa, são reconhecidos créditos devidos à Soares da Costa no valor de cerca de um milhão de euros.

“Faz algum sentido haver conluio e depois a Soares da Costa ficar com um buraco de um milhão de euros”, questionou, antes de pedir a absolvição da sua cliente, bem como dos ex-responsáveis da construtora.

Os advogados que representam o ex-administrador e ex-diretor financeiro também indicaram a ausência de provas que aponte quer para o crime de fraude na obtenção de subsídio — realçaram também que os arguidos não sabiam que a empreitada teria financiamento público — ou para o crime de branqueamento.

A defesa desses dois arguidos, em momentos distintos, apontou também para a ausência de prova de algum tipo de benefício financeiro que teriam recebido com o alegado esquema.

O processo julga a Soares da Costa, dois ex-responsáveis daquele grupo, dois promotores de um hotel de cinco estrelas que nunca foi concluído na Praia da Tocha, assim como duas empresas que terão sido utilizadas para o negócio, sendo suspeitos de terem participado num crime de fraude na obtenção de subsídio, no valor de 1,2 milhões de euros obtidos através de um programa de apoio da Turismo de Portugal, com candidatura aprovada em 2010.

Na anterior sessão, quando começaram as alegações finais, a procuradora do Ministério Público defendeu a condenação de todos os arguidos, considerando que a prova produzida aponta para a prática dos crimes de que são acusados.

No entanto, a mesma procuradora considerou que os arguidos devem ser condenados “em modos necessariamente diferentes”, apontando para um dos promotores, um decorador de 61 anos, que se encontra fora do país, como o “arquiteto” de todo o esquema no qual os restantes terão acabado por participar.

Também a assistente que representa moradores junto ao local onde ficaram apenas as ruínas do hotel vincou a ideia de o promotor de 61 anos ser o principal “agente”, recordando que o mesmo era “bem-falante”, soube vender “o seu produto” e ludibriar “um conjunto de pessoas”.

“Este senhor merece uma pena bem mais pesada [do que os restantes]. Vemos fotos do senhor, que está sempre em festas e em boas companhias. Tem de haver uma penalização mais forte para que estas coisas não se repitam”, asseverou.

A leitura da sentença ficou marcada para 16 de janeiro de 2023, às 14h00.

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