A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, deteve no dia de ontem (11/08), com a colaboração da Guarda Nacional Republicana, através do Núcleo de Proteção e Ambiente e do Posto Territorial de Pinhel, um homem pela presumível autoria de seis crimes de incêndio florestal, cometidos entre os passados dias 16 de julho e 09 de agosto, em diferentes locais daquele concelho.
O detido, com 58 anos, justificou os seus atos com problemas de alcoolismo e do foro mental, adiantando que ateou os incêndios sempre com chama direta, utilizando um isqueiro e álcool etílico.
Será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.
O inquérito é titulado pelo Ministério Público da Guarda.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra deteve sete homens, com idades entre os 21 e os 55 anos, no âmbito de diversas operações realizadas entre sexta-feira, 8 de agosto, e a madrugada desta segunda-feira, 11 de agosto.
Seis detenções ocorreram em Coimbra e uma na Figueira da Foz.
Por suspeita de tráfico de estupefacientes, foram detidos, na Baixa de Coimbra, dois indivíduos. O primeiro, de 21 anos, foi intercetado na sexta-feira, às 16h30, durante uma ação de visibilidade e combate ao tráfico, tendo-lhe sido apreendidas 17 doses de haxixe. O segundo, de 55 anos, foi detido na madrugada de sábado, às 02h45, na posse de 20,5 doses de anfetaminas e cocaína e de uma arma proibida – uma matraca de fabrico artesanal.
Por condução em estado de embriaguez, a PSP deteve quatro homens, três em Coimbra e um na Figueira da Foz, com idades de 24, 34, 36 e 40 anos. As taxas de álcool no sangue variavam entre 1,36 e 2,10 g/l. As detenções ocorreram nas madrugadas de 8, 9 e 10 de agosto, durante ações de fiscalização rodoviária.
Na madrugada desta segunda-feira, na Rua Tenente Valadim, em Coimbra, um homem de 28 anos foi detido por furto de um motociclo. Após a queixa do proprietário, a PSP realizou diligências que permitiram intercetar o suspeito às 05h20, na posse do veículo, que foi devolvido ao legítimo dono.
A Polícia Judiciária (PJ), com o apoio da Marinha Portuguesa e da Força Aérea, realizou a operação “Albus” de combate ao tráfico internacional de estupefacientes por via marítima, que culminou na localização e interceção, em alto mar, de uma embarcação de recreio de 14 metros, proveniente da América Latina com destino à Europa.
A bordo encontravam-se cerca de 263 quilos de cocaína, dissimulados na estrutura da embarcação, que foi escoltada até ao porto de Ponta Delgada, nos Açores, onde chegou na manhã desta segunda-feira.
Durante as buscas, foram detidos em flagrante delito os dois tripulantes — um homem e uma mulher, ambos estrangeiros, com 58 e 66 anos de idade.
A operação foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, em articulação com o Departamento de Investigação Criminal dos Açores, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
A “Albus” contou ainda com a colaboração de várias autoridades internacionais, incluindo o Bundeskriminalamt (Alemanha), a Drugs Enforcement Administration (EUA), a Direction Nationale du Renseignement et des Enquêtes Douanières (França), a National Crime Agency (Reino Unido) e o Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (Lisboa).
Os detidos serão presentes à autoridade judicial para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.
De 26 de julho a 11 de agosto, a Ereira engalanou-se para os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora do Rosário.
No domingo, a procissão e a missa em louvor da padroeira levaram a fé e a devoção para as principais ruas da freguesia.
A par das celebrações religiosas, os momentos festivos contaram com um programa de animação para todas as idades, bem como convidaram a visitar as “Ruas Floridas”, uma iniciativa que dá um colorido especial e cheio de criatividade às as ruas e largos da Ereira.
Reportagem Especial Angola vive um momento de tensão que poderá definir o rumo político do país nas próximas décadas. Ao centro da tempestade está Alberto Catengue, antigo quadro da UNITA, ativista político e escritor, que lançou um ultimato de quinze dias ao Presidente João Lourenço e ao MPLA. A mensagem foi inequívoca: ou o regime aceita negociar ou enfrentará uma ofensiva popular sem precedentes, com greve geral, desobediência civil e até o risco de um conflito armado.
2002: o silêncio depois da guerra
O cessar-fogo de 2002, que pôs fim a quase três décadas de guerra civil, trouxe para muitos angolanos a esperança de uma nova era de estabilidade. Mas, para Catengue, a paz veio acompanhada de um outro fenómeno: um país politicamente paralisado, mergulhado no que descreve como “neocolonialismo interno”.
“A população estava traumatizada, desmobilizada, sem acreditar que fosse possível reformular ou derrubar o MPLA”, recorda. Ao mesmo tempo, via-se um crescimento acelerado da corrupção, da intolerância política, das prisões arbitrárias e da violência contra opositores.
2010: o nascimento do Grupo de Reflexão
Convencido de que apenas a UNITA tinha, à época, estrutura para enfrentar o MPLA, Catengue tentou alterar a sua linha política. Criou, dentro do partido, o Grupo de Reflexão (GR), para forçar uma postura mais combativa e revolucionária.
O movimento rapidamente chamou a atenção do poder. Segundo Catengue, o então Presidente José Eduardo dos Santos tentou cooptá-lo com “propostas milionárias” para integrar o Governo. Recusou.
Essa recusa, afirma, resultou numa ofensiva coordenada para destruir o GR, com a colaboração de figuras da própria UNITA. A repressão incluiu sanções severas contra ele e contra aliados como Abel Chivukuvuku.
2010-2016: da política formal à mobilização de rua
Expulso dos círculos de poder partidário, Catengue passou a apostar em redes mais amplas. Estabeleceu contactos com líderes religiosos, académicos, veteranos de guerra e figuras políticas de vários partidos, incluindo elementos do próprio MPLA.
Em paralelo, dedicou-se a formar jovens ativistas, incentivando-os a organizar manifestações e a desenvolver um pensamento político crítico. Foi nesse período que surgiram os primeiros núcleos do Movimento Revolucionário (MR), que descreve como “a semente que germinou bem, regada pela má governação”.
2017: um plano para travar eleições
A confiança do MR levou Catengue a preparar uma ação radical: impedir a realização das eleições gerais de 2017. O plano acabou por ser cancelado devido a falhas logísticas. O episódio, no entanto, consolidou a sua imagem junto de apoiantes como um líder disposto a ir além da retórica.
2022: a grande oportunidade falhada
Com o país novamente em eleições, Catengue acreditava que o momento para uma ação de grande escala tinha chegado. Mas, segundo conta, partidos da oposição, em especial a UNITA, recusaram alinhar, travando o avanço do plano.
Mesmo assim, as manifestações daquele ano mostraram um elevado grau de mobilização popular, algo que, para o ativista, confirmou a maturidade política dos jovens que vinha formando.
Exílio e o livro “A Mãe de Todas as Bombas”
Perseguido e alvo de investigação por parte do regime, Catengue optou pelo exílio, escolhendo Portugal como refúgio. Em noventa dias, escreveu “A Mãe de Todas as Bombas”, obra que apresenta um diagnóstico da crise angolana e um calendário para a sua resolução, seja por negociação, seja por via revolucionária.
Distribuiu exemplares a figuras de topo da política portuguesa, incluindo o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro e líderes de partidos parlamentares. Em Angola, o livro foi entregue a João Lourenço e a líderes religiosos e académicos.
O diagnóstico: “98% dos angolanos vivem como escravos”
Na sua visão, a realidade económica do país é a prova maior da injustiça: um salário mínimo de 37,6 dólares por mês, insuficiente para alimentar uma pessoa durante seis dias, confronta-se com rendimentos milionários da elite política.
Citando o exemplo que mais repete, Catengue afirma que a filha do Presidente recebe 201 mil dólares mensais como funcionária do Estado. A disparidade é, para si, “pior que no tempo colonial”.
“Os colonos pagavam-nos mais do que o MPLA paga hoje. Se o outro foi colono escravizador, este é neocolono e também escravizador”, acusa.
Além da economia, aponta a corrupção sistémica, um sistema judicial “ao serviço do regime” e a manipulação mediática como pilares de um sistema que, diz, “nunca deu boa vida aos angolanos em 50 anos de poder”.
O ultimato de agosto de 2025
A 10 de agosto de 2025, Catengue tornou público o seu plano de ação:
15 dias para negociar uma solução pacífica, segundo o modelo proposto no seu livro.
Caso não haja acordo, greve geral nacional de dez dias.
Seguir-se-á desobediência civil total e ilimitada, incluindo o saque de estabelecimentos para garantir a subsistência da população e dos grevistas.
“Todo povo que não reage à opressão morre escravo. Chegou a hora de dizer basta.”
Entre Mandela e a guerra
Catengue sublinha que prefere uma solução “à Mandela”, com reconciliação e transição negociada. No entanto, adverte que está preparado para um confronto armado se não houver alternativa:
“A guerra nunca foi desejo nem objetivo, mas para o escravo é e sempre foi uma necessidade existencial. Se não restar alternativa ao povo angolano, que remédio!”
Apelos e avisos
O ativista enviou recados claros: aos militares e polícias, pediu que não reprimam a população; à Igreja Católica, apelou a uma intervenção urgente; a Marcelo Rebelo de Sousa, pediu mediação direta com João Lourenço.
Também aconselhou estrangeiros e investidores a reduzirem a presença no país caso a crise evolua para o caos: “Num país em colapso, não há garantia de segurança.”
“Vitória ou morte”
Encerrando a declaração, Catengue foi taxativo:
“Todos angolanos devem e têm obrigação de participar agora, na reforma ou mudança de regime. O mundo da justiça e da liberdade estará connosco. Vitória ou morte, lutaremos até o último homem e a última gota do nosso sangue.”
Para os que optarem por não se envolver, o conselho é simples: “Fiquem em casa.”
Com o prazo a contar, Angola entra num período de expectativa tensa. Se o ultimato for ignorado, as próximas semanas poderão redefinir o destino político do país — e a figura de Alberto Catengue passará, inevitavelmente, para o centro da história angolana contemporânea.
A Polícia de Segurança Pública, hoje, pelas 04H35, em Espinho, deteve um homem, de 40 anos, por suspeita de roubo, com recurso a arma branca, contra um homem de 36 anos.
O suspeito terá abordado a vítima, na via pública, sob o pretexto de lhe pedir um cigarro, e, após o ter recebido, sacou de uma faca, encostou-a ao pescoço da vítima, e roubou-lhe o telemóvel e a carteira, com vários documentos e cartões de multibanco, obrigando-o, ainda, a fornecer os respetivos códigos pessoais, tendo-se, posteriormente, colocado em fuga.
Esta Polícia, solicitada no local pela vítima, encetou diligências imediatas, no sentido de identificar o autor do ilícito, tendo-o vindo a intercetar nas proximidades.
O telemóvel e alguns cartões, que se encontravam abandonados no solo, foram recuperados, bem como a faca.
O suspeito foi presente ao Tribunal Judicial de Espinho, hoje, pelas 10H00, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de apresentações trissemanais, proibição de permanecer a menos de 1 km da zona onde cometeu o ilícito e colocação de pulseira de monitorização geográfica.
Um homem, de nacionalidade estrangeira e com cerca de 30 anos, foi morto a tiro na madrugada deste domingo, na Póvoa de Varzim. O crime ocorreu junto ao Póvoa Arena, antigo edifício da praça de touros, e está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ).
O alerta foi dado às 05h13 para a rua Dr. Artur Aires, mobilizando de imediato os Bombeiros da Póvoa de Varzim, a Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Vila do Conde, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital Pedro Hispano e a Polícia de Segurança Pública (PSP).
A vítima foi atingida com uma arma de fogo e o óbito acabou por ser declarado no local pelas equipas médicas.
Até ao momento, não há registo de qualquer detenção, mantendo-se por esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime. A PJ prossegue as diligências para apurar os factos e identificar o autor dos disparos.
A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras e do Comando Territorial de Faro, resgatou, no dia 8 de agosto, 38 migrantes que seguiam a bordo de uma embarcação junto à Praia da Boca do Rio, em Budens, concelho de Vila do Bispo.
O alerta foi dado por um popular, cerca das 20h10, após detetar a aproximação da embarcação à costa portuguesa. No interior encontravam-se 38 pessoas, incluindo três menores, todas em estado debilitado e necessitando de cuidados médicos.
Foram de imediato acionados meios de socorro, com a intervenção de equipas do INEM, que procederam à avaliação clínica no local e, posteriormente, ao transporte dos migrantes para unidades hospitalares, para observação e tratamento.
As autoridades estão a realizar as diligências de triagem e a aplicar o Plano Nacional de Contingência de Fronteiras e Retorno.
A operação contou com o apoio do Comando Territorial de Beja, da Unidade de Intervenção e da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro, demonstrando, segundo a GNR, o compromisso da força na salvaguarda da vida humana e na resposta coordenada a situações de emergência.
Os distritos de Vila Real e Bragança estão sob aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) devido ao calor extremo, com temperaturas máximas que podem atingir os 40 graus e mínimas acima dos 19 graus. O alerta, o mais grave da escala, vigora desde as 09h00 deste sábado, 9 de agosto, até às 18h00 de domingo.
Viseu, Guarda e Castelo Branco encontram-se sob aviso laranja até às 00h00 de terça-feira, 12 de agosto, com máximas previstas acima dos 35 graus, podendo chegar aos 41 graus no caso de Castelo Branco.
O aviso amarelo foi emitido para Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja devido à persistência de temperaturas máximas elevadas. Apenas Faro escapa ao alerta este sábado, mas a partir das 10h00 de domingo também ficará sob aviso amarelo. Nesse dia, Portalegre, Évora e Beja verão o nível agravado para laranja, com o Alentejo a registar mínimas de 18 graus e máximas até 41 graus.
Na Madeira, as regiões montanhosas estão sob aviso laranja e a costa sul sob aviso amarelo até às 00h00 de terça-feira devido ao calor.
O Governo renovou na quinta-feira a situação de alerta em todo o território continental até quarta-feira, 13 de agosto, devido ao risco elevado de incêndio florestal, motivado pela continuação das temperaturas elevadas e pela redução de ignições com as proibições em vigor.
Entre as medidas aplicadas está a interdição de acesso, circulação e permanência em espaços florestais, a proibição de queimas e queimadas, bem como de trabalhos rurais com recurso a maquinaria. O uso de fogo de artifício e outros artefactos pirotécnicos também está suspenso durante este período.
O Navio-Museu Santo André volta a ser o anfitrião do Festival do Bacalhau, de 13 a 17 de agosto, com um programa que promete uma experiência enriquecedora para todos os visitantes, com duas exposições, um roteiro turístico, visitas especiais e um passeio de pasteleira.
Durante cinco dias, das 10h00 às 22h00, o Navio-Museu Santo André estará aberto a visitas por um preço especial, de 1,50€ por pessoa. No dia 13 de agosto estreiam duas novas exposições temporárias dedicadas ao papel do sexo feminino: “Virar o Bacalhau: as mulheres das secas” e “As mulheres e a pesca do bacalhau”.
Todos os dias do festival, pelas 19h00, haverá uma visita especial conduzida por antigos tripulantes de navios da pesca do bacalhau. Armando Graça Caçador (redeiro), Manuel Luís Santos (salgador), David Pequeno (maquinista), Rui Franco (capitão) e João Cândido Agra (ajudante de cozinheiro) irão partilhar histórias únicas e emocionantes da vida a bordo.
No dia 15 de agosto, realiza-se o roteiro turístico “Do Grande Banco à nossa mesa”. Entre as 15h00 e as 23h30, o programa inclui visitas guiadas ao Museu Marítimo de Ílhavo, Navio-Museu Santo André e Centro de Religiosidade Marítima, terminando no Festival do Bacalhau, com degustação e jantar.
A fechar o festival, no dia 17 de agosto, pelas 17h00, há encontro marcado no Cais Bacalhoeiro, junto à empresa Barents, para mais uma edição da “Volta aos Cais em Pasteleira”, com apoio da associação Quinto Palco.
A “Cabine da Memória da Pesca do Bacalhau” estará aberta diariamente no Navio, entre as 13h00 e as 20h00, para recolha de vivências e memórias de antigos tripulantes dos navios da pesca do bacalhau, das mulheres das secas do bacalhau e antigos trabalhadores dos armazéns e estaleiros.
Para inscrições ou informações, os interessados deverão contactar o Museu Marítimo de Ílhavo através do e-mail visitas.mmi@cm-ilhavo.pt. ou via telefone, pelo número 234 329 990.