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Idolíadas 2026 celebram “Memórias que Ensinam” com cooperação entre Ílhavo e Águeda

A 12.ª edição das Idolíadas, o maior concurso artístico sénior do país, já tem data marcada e tema definido: “Memórias que Ensinam”.

A edição de 2026 foi apresentada aos Municípios da região e IPSS, na tarde de ontem, nos camarins da Casa da Cultura de Ílhavo, marcando o início da cooperação entre os Municípios de Ílhavo e de Águeda na produção do evento.


As primeiras provas das Idolíadas 2026 terão lugar no dia 18 de março, no Centro de Artes de Águeda, culminando com o evento final no dia 22 de maio, na Casa da Cultura de Ílhavo.


Esta edição reforça a dinâmica de cooperação intermunicipal, assente num propósito comum: estimular o envolvimento ativo da população sénior, especialmente dos utentes de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), através das práticas artísticas e culturais.


Sob o mote “Memórias que Ensinam”, as Idolíadas convidam os participantes a transformar vivências, histórias e saberes adquiridos ao longo da vida em expressão artística, valorizando a memória como instrumento de aprendizagem, partilha e criação cultural.


Promovidas pelo Município de Ílhavo, e contando nesta edição com a colaboração do Município de Águeda, as Idolíadas afirmam-se como um projeto de referência na promoção do envelhecimento ativo, da criatividade e da participação cultural, proporcionando benefícios ao nível do bem-estar, da expressão artística e da convivência social, num processo desenvolvido em articulação com os técnicos das instituições participantes.

A XII edição das Idolíadas contará com dois momentos distintos de participação.

As equipas poderão optar por participar apenas na primeira sessão, que integra as provas de Cultura Geral e Canto, ou participar na primeira e na segunda sessão, que inclui, além das provas iniciais, as provas de Palco, Artes Plásticas e Fotografia.


A participação é limitada a dez equipas. As dez equipas inscritas participarão na primeira sessão, sendo que apenas seis poderão participar na segunda sessão.

O Manual de Participação das Idolíadas 2026 está disponível para consulta em cm-ilhavo.pt.


As inscrições, dirigidas a municípios e instituições, estão abertas até 6 de fevereiro de 2026, através do e-mail maioridade@cm-ilhavo.pt.

Município de Ílhavo inaugura Sala de Investigação e Biblioteca Gerontológica

O Município de Ílhavo inaugura no próximo sábado, 31 de janeiro, pelas 11:30, a Sala de Investigação e a Biblioteca Gerontológica do Laboratório do Envelhecimento. Antes disso, às 10:30, decorre mais uma sessão de “Palavra de Investigador” sobre solidão.


Será uma manhã inteiramente dedicada à investigação, reforçando o compromisso do Município de Ílhavo com a produção e partilha de conhecimento científico junto da comunidade, através do Laboratório do Envelhecimento.


A sessão “Palavra de Investigador” contará com a participação dos investigadores João Tavares e Carolina Soares, sob a moderação da Presidente da Associação Nacional dos Gerontólogos, Flávia Machado.

Esta edição terá como tema central “A solidão na população portuguesa”, um fenómeno social cada vez mais presente na sociedade, com particular impacto na população sénior.


Durante a sessão, será apresentado o trabalho de investigação realizado, ao longo do último ano, sobre a solidão, no qual se desenvolveu uma nova escala de avaliação da solidão, com a participação de 50 pessoas mais velhas do Laboratório do Envelhecimento.

Os resultados serão apresentados nesta sessão, promovendo a reflexão e o debate em torno de uma problemática muitas vezes invisível.


A comunidade é convidada a participar, a tomar o pequeno-almoço e a conhecer este processo de investigação, num ambiente informal, aproximando ciência e comunidade.

Após este momento de conversa e partilha, será inaugurada a Biblioteca Gerontológica, um novo espaço integrado no Laboratório do Envelhecimento, que reunirá toda a documentação científica, publicações e livros produzidos no âmbito do trabalho desenvolvido pelo Laboratório.

Este espaço estará disponível para técnicos, estudantes e comunidade, permitindo a consulta de materiais e a replicação de boas práticas.


Será, ainda, inaugurado o Espaço de Investigação, concebido como um local dedicado a investigadores que desenvolvam projetos científicos na área do envelhecimento e longevidade, reforça o papel do Laboratório do Envelhecimento enquanto polo de inovação e produção científica.


Nos últimos quatro anos, o Laboratório do Envelhecimento desenvolveu e apoiou mais de 46 projetos de investigação e 656 pessoas participaram em processos de investigação, afirmando-se como um equipamento de referência e único, amplamente premiado e reconhecido a nível nacional.

Depressão Kristin provoca 200 ocorrências no concelho de Anadia

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Anadia contabilizou cerca de 200 ocorrências associadas à passagem da depressão Kristin pelo concelho de Anadia, entre as 5h20 e as 5h35 desta quarta-feira (28 de janeiro). Registaram-se quedas de árvores e estruturas metálicas, deslizamentos de terras, danos em redes de abastecimento de eletricidade e telecomunicações, inundações e vias obstruídas.

Não há vítimas a lamentar.


As operações de limpeza e socorro envolveram 40 operacionais que foram apoiados por 11 veículos (ligeiros e pesados), 3 retroescavadoras e 2 tratores com grua.

Além das equipas de Proteção Civil, estiveram envolvidos nas operações equipas
da Câmara Municipal de Anadia e dos Bombeiros Voluntários de Anadia, em
articulação com as juntas de freguesia que, com o apoio da Associação de Apoio
Florestal e Ambiental de Avelãs de Cima, da Associação de Voluntários de Ferreiros e
da Associação Cultural e Recreativa de Algeriz, trataram cerca de metade das
ocorrências registadas.


Cerca de 85% das ocorrências foram quedas de árvores que obstruíram estradas. Por questões de segurança, algumas vias continuam encerradas ao trânsito devido ao trabalho de remoção de árvores em risco de queda. Um número reduzido de árvores danificou habitações, veículos e vias públicas. O caudal dos rios, que chegou a ultrapassar as margens, já se encontra normalizado.

Algumas ocorrências ainda não foram tratadas uma vez que carecem de máquinas que estão a ser utilizadas em situações mais urgentes.


O Serviço Municipal de Proteção Civil de Anadia alerta para as fragilidades provocadas pela depressão que representam perigo enquanto os terrenos estiverem saturados, nomeadamente o risco de queda de árvores e estruturas.


A Câmara Municipal de Anadia apela à população para redobrar cuidados perante os avisos de mau tempo, evitar deslocações desnecessárias e seguir as indicações das autoridades.

Câmara Municipal da Lousã faz balanço da situação decorrente das condições meteorológicas adversas

Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil ativado para resposta coordenada no território

A Câmara Municipal da Lousã ativou, no dia 28 de janeiro de 2026, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil da Lousã, na sequência das condições meteorológicas adversas associadas à passagem da depressão KRISTIN, que afetaram o concelho, em particular através de precipitação intensa e vento forte que se registou.

Esta ativação permitiu reforçar os mecanismos de coordenação e resposta, assegurando uma atuação integrada entre os serviços municipais, a Proteção Civil Municipal da Lousã, os corpos de bombeiros, forças de segurança e restantes entidades envolvidas na gestão da emergência.

Desde o início do episódio meteorológico, as equipas municipais e de proteção civil têm desenvolvido um trabalho proativo e contínuo de monitorização do território, com especial atenção:


 à rede viária municipal e acessos à Serra da Lousã;
 às zonas mais vulneráveis a quedas de árvores, enxurradas ou acumulação de detritos;
 às condições de segurança da população e proteção de bens.


Estão igualmente a ser realizadas intervenções preventivas e corretivas sempre que necessário, com o objetivo de mitigar os impactos das condições meteorológicas, repor condições de normalidade e reduzir riscos adicionais.

No âmbito deste acompanhamento, registam-se neste momento os seguintes condicionamentos à circulação rodoviária:

 Estradas Cortadas: EN 236; Estrada das Hortas; Estrada de Cacilhas –
Vale Maceira
 Estradas Condicionadas: EN 342 – Vilarinho
 Entidades no teatro de operações em todo o Concelho: Serviços
Municipais de Proteção Civil; Bombeiros Municipais Lousã; Bombeiros
Voluntários de Serpins; GNR – Posto Territorial da Lousã; GNR –
Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS); Junta de
Freguesia da Lousã; Junta de Freguesia de Vilarinho; Junta de
Freguesia das Gândaras; Junta de Freguesia de Foz de Arouce e Casal
de Ermio; Junta de Freguesia de Serpins; Sapadores dos Baldios Lousã;
Sapadores dos Baldios Vilarinho; Sapadores da Aflopinhal; Sapadores
da CIM – Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra; APIN; E-
Redes; IP – Infraestruturas de Portugal; Empresas privadas contratadas

A situação encontra-se em permanente avaliação, sendo a informação atualizada à medida que se consolida o levantamento no terreno.

Paralelamente ao acompanhamento da situação, decorrem ações de mitigação de danos e reposição progressiva da normalidade, nomeadamente:


 remoção de obstáculos e limpeza de vias;
 sinalização e condicionamento de zonas de risco;
 apoio às populações sempre que necessário;
 articulação com entidades externas sempre que a natureza das ocorrências o justifique, nomeadamente na reposição de rede elétrica e de comunicações móveis.

A Câmara Municipal da Lousã apela à responsabilidade e prudência da população, recomendando que sejam evitadas deslocações desnecessárias, em especial para zonas de montanha, e que sejam respeitadas todas as indicações das autoridades e serviços de proteção civil.

O Município continuará a acompanhar de forma permanente a evolução da situação meteorológica e a intervir sempre que necessário, mantendo o compromisso de proximidade, segurança e proteção das pessoas e do
território.

Cantanhede: Exposição revela pinturas inspiradas nas aldeias gandaresas

Mostra retrospetiva de Maria Amélia Magalhães Carneiro é inaugurada no sábado.

“Maria Amélia Magalhães Carneiro – Pintora da Aldeia Portuguesa” é o título da exposição que vai ser inaugurada no próximo sábado, 31 de janeiro, pelas 16h30, na sala de exposições temporárias do Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede.


Esta mostra retrospetiva reúne cerca de 150 obras, revelando a sensibilidade naturalista da pintora e o seu olhar singular sobre as paisagens e vivências de várias regiões do país, com especial destaque para a Pocariça, Cadima e Varziela.

O conjunto constitui um notável retrato antropológico do concelho na primeira metade do
século XX.


Reconhecida como pintora da aldeia portuguesa, Maria Amélia Magalhães Carneiro (1883-1970) residiu no concelho de Cantanhede entre 1913 a 1941, onde retratou, com pintura ao ar livre, as aldeias gandaresas, focando-se nos rostos, trajes típicos, interiores das casas rústicas e seus pátios, paisagens, caminhos, campos, eiras e faina agrícola.

De resto, uma parte substancial das suas telas, pintadas a óleo ou desenhadas carvão e sanguínea, tiveram como inspiração vários locais de Cadima, Pocariça e Varziela.


O seu legado artístico e pedagógico e a forma marcante como contribuiu para a sensibilização cultural e a educação artística das camadas mais jovens do concelho de Cantanhede, levou o Município a atribuir o seu nome a uma rua da cidade em 2004, tendo sido ainda homenageada com uma exposição, no ano anterior.


A concretização desta antologia, que integra a programação da 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra”, só foi possível graças ao generoso contributo de colecionadores de todo o país e ao empenho da família da artista, que participou ativamente no comissariado da exposição.

Montemor – o – Velho: Verride celebrou as Festas em Honra de Mártir São Sebastião

A devoção ao Mártir São Sebastião voltou a marcar o calendário religioso e comunitário de Verride, com a realização das Festas este fim de semana, de 23 a 25 de janeiro.

Entre momentos religiosos, como a novena, a eucaristia solene e as procissões, e de animação popular, como arruadas, concertos e bailes, o programa proporcionou uma vivência intensa das tradições locais e promoveu a participação ativa da comunidade.

A majestosa procissão de sábado, um dos momentos mais marcantes destas festividades, partiu da Capela de São Sebastião e percorreu as ruas da vila de Verride até à Igreja Matriz. Este momento contou com a presença da vereadora da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Ana Maria Ribeiro, acompanhada pelo presidente da União das Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca, Carlos Alves, que sublinharam a importância destas celebrações no contexto cultural e social da freguesia, evidenciando o empenho da comissão organizadora e o envolvimento da população na preservação das tradições e na dinamização da vida comunitária de Verride.

Laboratório de Psicologia do Miguel Torga coloca alunos a investigar logo na licenciatura

O Instituto Superior Miguel Torga criou um Laboratório de Psicologia que integra muito cedo os estudantes nos projetos de investigação. “É um modelo inovador que integra os alunos
de licenciatura em atividades de investigação e produção científica em articulação com docentes e investigadores”.

O laboratório dispõe de tecnologias como sistemas de eletroencefalografia (EEG) e de medição da atividade eletrodérmica, bem como equipamentos de biofeedback.

Os psicólogos formados pelo Instituto Superior Miguel Torga (ISMT) participam em projetos de investigação científica logo nos primeiros anos de licenciatura, o que os coloca mais cedo em contacto com procedimentos de investigação aplicada e contextos de avaliação psicológica/psicofisiológica, preparando-os para o exercício profissional.

O novo Laboratório de Psicologia permite aos alunos de licenciatura ocuparem um lugar central na produção de conhecimento pela instituição, com acesso a equipamento especializado de avaliação psicofisiológica e neurofisiológica.


“Tradicionalmente, a investigação no ensino superior é reservada a estudantes de mestrado e de doutoramento”, afirma Helena Espírito Santo, professora e investigadora do ISMT e co-coordenadora do Laboratório de Psicologia.

“Neste laboratório, os alunos de licenciatura passam a ter uma participação ativa em todas as fases da produção de conhecimento, o que lhes permite desenvolver o seu pensamento crítico e adquirir competências práticas desde cedo”.

No laboratório os alunos têm a oportunidade de colocar em prática os seus conhecimentos lado a lado com docentes e investigadores que estão a desenvolver projetos ou a trabalhar nas suas teses.


“Ao integrar os alunos de licenciatura na produção e divulgação de projetos de investigação, o Instituto Superior Miguel Torga está a formar profissionais mais experientes e mais bem preparados para o exercício clínico”, afirmam Helena Espírito Santo e Laura Lemos.

Este Laboratório de Psicologia tem como objetivo apoiar atividades letivas e projetos de investigação desenvolvidos por alunos, docentes e investigadores.


“Trata-se de um espaço simultaneamente dedicado ao ensino e à investigação, onde estamos a implementar um modelo ainda pouco comum pela forma precoce como envolve alunos de licenciatura na produção científica”, explica Laura Lemos, também professora e investigadora do ISMT e co-coordenadora do Laboratório de Psicologia.

Foi criada uma bolsa de investigação dedicada exclusivamente a alunos de licenciatura do Miguel Torga, a qual promove um envolvimento mais estruturado e contínuo dos estudantes na investigação.

“Enriquecer a formação através da experiência empírica”


“O nosso objetivo é que os alunos não sejam meros observadores, mas que assumam desde o início da sua formação superior a posição de investigadores principais dos estudos”.

O laboratório dispõe de tecnologia especializada, como equipamento de eletroencefalografia (EEG), de biofeedback e sistemas de medição da atividade eletrodérmica.

O acesso a estes recursos permite aos alunos “enriquecer a sua formação através da experiência empírica, mais assente na produção efetiva de conhecimento científico”.


Os alunos de licenciatura participam nos estudos desenvolvidos no laboratório, ou como investigadores, ou como participantes. “Queremos introduzir uma dimensão inovadora à estrutura das nossas unidades curriculares”, afirma Helena Espírito Santo.

“Em alguns estudos, os nossos estudantes são coinvestigadores e noutros estudos são participantes, respeitando sempre os requisitos éticos e a supervisão docente, o que lhes permite adquirir uma formação de base mais rica e transversal, em particular nas áreas da psicologia clínica e neuropsicologia”.


Para além da vertente académica e científica, o novo laboratório do ISMT dá apoio ao gabinete de apoio psicológico da instituição, reforçando o alcance da sua intervenção através da disponibilização de instrumentos e tecnologias de avaliação e diagnóstico.

Segundo as investigadoras, o laboratório permite reforçar a integração da produção científica e dar uma dimensão prática e experimental às unidades curriculares da licenciatura em Psicologia, tal como ampliar a resposta do ISMT às necessidades da comunidade.

Anadia subscreve Pacto para a Economia Circular

O Município de Anadia é uma das 200 entidades subscritoras do Pacto para a Economia Circular no Centro, cuja assinatura de adesão decorreu no passado 22 de janeiro, em Condeixa-a-Nova.

Esta iniciativa da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional Centro (CCDRC) assenta no desenvolvimento de ações que contribuem e promovam a economia circular até 2028.


As diferentes áreas de trabalho estão organizadas em Comunidades de Prática, estando o município obrigado a concordar com a divulgação das ações, participar em campanhas de comunicação que de destaquem pelo seu mérito, impacto ou carácter inovador e a reportar o resultado das ações a implementar.

Das sete Comunidades de Prática propostas, o Município apresentou ações em quatro, tais como Compras Públicas Circulares; Consumo Responsável, Sensibilização e Envolvimento Social; Educação e Capacitação e Economia Urbana Circular, reforçando o seu compromisso com políticas públicas inovadoras e alinhadas com os objetivos de desenvolvimento sustentável e com as prioridades regionais e nacionais.

Um ciclo para celebrar William Shakespeare no Teatro Aveirense

Espetáculos, formação e vídeo reinventam Shakespeare para crianças, jovens e escolas.

William Shakespeare é celebrado em fevereiro no Teatro Aveirense de forma inovadora. No ano em que se assinalam 360 anos sobre o seu desaparecimento, o Teatro Praga apresenta a
Trilogia Shakespeare, entre 2 e 7 de fevereiro, com uma série de atividades desenvolvidas em
torno de três tragédias do autor: “Romeu & Julieta”, “Hamlet” e “Macbeth”.


A Trilogia Shakespeare é composta por três espetáculos de teatro, um workshop e uma sessão
de cinema, numa sequência de iniciativas pensadas para celebrar um dos mais notáveis
dramaturgos de sempre. Com especial incidência no público jovem, o ciclo inclui sessões
especiais para escolas e procura trazer William Shakespeare para os dias de hoje, de forma
criativa e original.


As atividades arrancam no dia 2 de fevereiro com “To Be or Not To Be – That’s The Question”,
com Cláudia Jardim e Diogo Bento, sendo uma formação para professores, educadores, artistas e outros interessados em novas abordagens de obras clássicas junto dos mais novos.

Para o dia 3 de fevereiro fica marcado o espetáculo “Hamlet, Sou Eu”, numa sessão exclusiva para escolas, que lança um desafio de descoberta e representação de possíveis cenários teatrais para a história da peça “Hamlet”, com subida dos participantes até ao palco no final.

No dia 5 de fevereiro haverá uma nova sessão para escolas, desta feita com “Romeu & Julieta”, que transpõe uma das histórias mais românticas e dramáticas de sempre para o ambiente divertido de uma cozinha.

Também para o dia 5 de fevereiro está confirmada “William ShakeskKkKKkk”, uma conferência performativa em formato de vídeo, de inspiração tiktokiana, realizada em torno da biografia do dramaturgo. Por fim, no dia 7 de fevereiro dá-se a apresentação de “MacBad”, que transforma o clássico “Macbeth” na história de um bully, convocando o universo dos videojogos.


Pensado para públicos diversos, desde crianças a partir dos 6 anos, jovens, professores e público em geral, o ciclo cruza teatro, pedagogia, humor e participação ativa, abrindo espaço para novas leituras das grandes tragédias e dilemas shakespeareanos.


Este ciclo Shakespeare no Teatro Aveirense afirma-se como uma proposta artística e pedagógica que cruza tradição e contemporaneidade, convidando o público a redescobrir
Shakespeare de forma crítica e participativa.

Mais informações sobre datas, horários e inscrições disponíveis em: www.teatroaveirense.pt
Imagens disponiveis: https://www.swisstransfer.com/d/b3b16d81-5a2b-4eb5-9775-9164c8fde560

Penela: Rabaçal e Sicó no Risco de João Pocinho: uma etnografia desenhada da memória rural

Até ao final de março de 2026, o Espaço-Museu Villa Romana do Rabaçal acolhe a exposição “Rabaçal e Sicó no Risco de João Pocinho – uma preciosa etnografia de urgência”, um conjunto de trabalhos desenvolvidos entre 1981 e 2012 que revelam, através do desenho, uma profunda leitura etnográfica do território e das suas gentes. Da autoria de João Pocinho, a exposição reúne desenhos a lápis e tinta sobre papel, nos quais o artista e etnógrafo registou, com sensibilidade e rigor, um modo de vida em acelerada transformação.

A mostra centra-se no Rabaçal e na região de Sicó, dando a conhecer práticas, paisagens e instrumentos associados ao sistema tradicional agro-pastoril. Para além dos desenhos, estão expostas peças museológicas tridimensionais que reforçam a dimensão material desta herança, como a relha e o arado, oferecidos pela comunidade local, bem como uma prensa de dois fusos proveniente de Fez, em Marrocos, que estabelece um diálogo mais amplo entre culturas rurais.

A exposição evidencia o legado transmitido de geração em geração, moldado pelo esforço diário de homens e mulheres e pelo uso contínuo dos instrumentos de trabalho que marcaram a vivência do campo. Nos desenhos de João Pocinho surgem, com atenção ao detalhe, figuras humanas em plena atividade agrícola, rebanhos nas planícies do Rabaçal, riachos, árvores, searas e pastagens, compondo uma paisagem viva onde se sente o ritmo e a cadência da vida rural.

Mais do que uma representação da paisagem, “Rabaçal e Sicó no Risco de João Pocinho” afirma-se como um testemunho visual da memória coletiva, revelando a paisagem enquanto fonte de recursos, património cultural e expressão estética. Trata-se de uma etnografia de urgência que preserva, no traço e no papel, um mundo que importa recordar, compreender e valorizar.

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