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Anadia: Municipio atribui apoios a associações culturais

A Câmara Municipal de Anadia aprovou, na sua última reunião de executivo, a atribuição de um apoio, no valor global de 26.000,00€, a oito associações culturais que apresentaram as candidaturas devidamente instruídas, de acordo com o PAMDC – Programa de Apoio Municipal ao Desenvolvimento Cultural, destinado a apoiar a atividade regular desenvolvida pelas associações.

A atribuição das verbas teve ainda em atenção a sua participação nas atividades promovidas pela autarquia.


Adabem-Núcleo Cultural, Associação O Coral da Bairrada, Associação de Jovens de Paredes do Bairro, Associação Desportiva e Cultural do Pereiro, Associação dos Artistas Plásticos da Bairrada, Associação Recuperar a Aldeia de Torres, Grupo Folclórico e Cultural de Paredes do Bairro e Orquestra Desigual da Bairrada foram as associações contempladas, nesta fase, com os apoios.


O Município reconhece assim o interesse público da atividade desenvolvida pelas associações culturais, a relevância das atividades realizadas em anos anteriores e a capacidade de estabelecer parcerias e de realizar receita própria.


De sublinhar que a atividade cultural constitui um fator de estímulo e desenvolvimento da criatividade individual e coletiva e, nesse sentido, exerce um papel estratégico no desenvolvimento social.


As restantes associações culturais do Município que, nesta fase, não foram contempladas com apoios, deve-se ao facto de não terem apresentado a candidatura ao PAMDC.

Albergaria com incentivos à criação do próprio emprego

Até 1 de março de 2024 decorre o período de candidaturas ao Programa de Incentivos à Criação do Próprio Emprego do Município de Albergaria-a-Velha. Pelo nono ano consecutivo, a Câmara Municipal vai apoiar a criação e fixação de novos negócios no Concelho, através da atribuição de incentivos financeiros e apoio técnico.


O programa prevê a atribuição de uma bolsa de incentivo, concretizada através de um
subsídio anual, não reembolsável, no montante de 3000 euros e de um apoio à contratação de serviços externos, no valor de 1000 euros.


São elegíveis ao Programa de Incentivos os candidatos com ideias de negócio, a constituir empresa, sediada no Município de Albergaria-a-Velha, nos 60 dias úteis seguintes à aprovação da candidatura, bem como empresas Albergarienses constituídas há menos de 180 dias úteis. As candidaturas podem ser entregues pessoalmente na Incubadora de Empresas, remetidas por correio registado com aviso de receção ou enviadas via correio eletrónico para incubadora.empresas@cm-albergaria.pt.

O Programa de Incentivos à Criação do Próprio Emprego tem como objetivo incitar empreendedores a investir e formalizar a sua ideia de negócio, promovendo, deste modo, o desenvolvimento da economia local e a criação de condições para a
empregabilidade.


Desde a sua criação em 2015, o Programa de Incentivos à Criação do Próprio
Emprego já recebeu 149 candidaturas, tendo apoiado 87 projetos. As empresas
criaram mais de 110 postos de trabalho e registam uma faturação superior a 5 milhões
de euros. A taxa de sobrevivência dos projetos apoiados é de 94, 5%.


O regulamento e documentação necessária para a candidatura estão disponíveis no
portal do Município, aqui. Os interessados poderão ainda contactar diretamente a
Incubadora de Empresas de Albergaria-a-Velha e obter todo o apoio necessário.

2024: Aveiro promete “cenário infinito” como primeira Capital Portuguesa da Cultura

Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024 tem início com a festa de passagem de ano e a estreia, nesse dia, de uma obra do compositor Pedro Lima, no Concerto de Ano Novo, pela Orquestra Filarmonia das Beiras.

Esta é a primeira etapa da Aveiro 2024 que tem por lema “O ano como palco. Um cenário infinito”, e que soma já cerca de uma centena de iniciativas para o primeiro trimestre, entre concertos, estreias e antestreias de cinema, espetáculos de teatro e de dança, exposições, encontros com autores, residências artísticas, programas para escolas e famílias, apostando em “descentralização de eventos, redes de colaboração, processos de participação, ações de mediação”, como escreve o coordenador da Capital Portuguesa da Cultura do próximo ano, José Pina, no programa divulgado para o primeiro trimestre.

Músicos como Jorge Palma, Mary Ocher, Rodrigo Amado e Ricardo Toscano, coreógrafos como Rui Horta, Monica Calle, Tânia Carvalho e Marlene Monteiro Freitas hão de passar por Aveiro, ao longo do ano, assim como espetáculos do Teatro Nacional São João, do Porto, do Nacional D. Maria II, de Lisboa, e da Companhia Nacional de Bailado, entre estruturas estrangeiras, portuguesas e de países de língua oficial portuguesa, como a guineense Circus Baobab, que vai fazer a estreia nacional de “Yé!”, em março.

Uma escultura de Rui Chafes, a inaugurar a 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, permanecerá no centro da cidade, na rotunda das Pontes, para lá da Capital da Cultura.

O evento foi dividido em quatro momentos, um por trimestre, que marcam a relação da cultura com identidade, democracia, sustentabilidade e tecnologia.

Para cada um dos temas foram encomendados conteúdos originais que incluem propostas para as artes performativas, exposições, cinema, literatura, espaço público, gastronomia e pensamento.

Embora Aveiro 2024 arranque com a festa da passagem de ano e o Concerto de Ano Novo, dirigido pelo maestro Martim Sousa Tavares, o início oficial está marcado para 26 de janeiro, data do testamento da condessa Mumadona Dias, do ano de 959, que inclui a primeira referência conhecida ao nome da cidade.

O testamento será exposto na mostra “Sal de Aveiro. Sal da Vida. Sal do Mundo”, que ficará patente no Museu da Cidade, a partir dessa data.

Para a sessão oficial de abertura, está marcada a atuação da compositora e guitarrista Marta Pereira da Costa, no Teatro Aveirense.

Até essa data, porém, a programação já inclui espetáculos como “Salomé”, de Monica Calle, sobre o poema de Oscar Wilde, a história encenada “A Manta”, de Cláudia Stattmiller, a dança de Martina Griewank Ambrózio, em “Galochas”, a estreia de “Under a Water Sky – Um Conto em Música”, de Helder Bruno, e os concertos de Rodrigo Leão, da banda de blues Peter Storm & The Blues Society, dos saxofonistas Rodrigo Amado e Ricardo Toscano, e de Carolina Deslandes, que atuará nas Festas de S. Gonçalinho.

Da programação do primeiro trimestre, destacam-se ainda, em fevereiro, os espetáculos “Pieris Napi”, dos Papillons d’Éternité (Tânia Carvalho e Matthieu Ehrlacher), com o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Cacia, a estreia de “Glimmer”, de Rui Horta e Micro Audio Waves, assim como os concertos de Jorge Palma e dos Capitão Fausto.

Em março, há o teatro de Susanne Kennedy, com “Angela (a strange loop)”, e a estreia do espetáculo multidisciplinar da Vortice Dance Company “Via Sacra: A Journey of Light”.

Na área do cinema, a primeira sessão acontece a 09 de janeiro, com duas produções do realizador Joaquim Pavão: a estreia da longa-metragem “Sonhos” e o filme-concerto “Dentre 3.28”.

Em fevereiro, haverá a antestreia de “O Vento Assobiando nas Gruas”, filme de Jeanne Waltz a partir do romance homónimo de Lídia Jorge. Em março, será a vez de de “Noites de Cinema”, de Luís Diogo, e de “As Aves”, de Pedro Magano, filme inspirado na obra de Mia Couto.

Para o segundo trimestre foram já anunciadas produções como “Idiota”, da coreógrafa e bailarina Marlene Monteiro Freitas, “Mercado das Madrugadas”, projeto multidisciplinar de Patricia Portela, “Fado Alexandrino”, com base em Lobo Antunes, pelo Teatro Nacional S. João, “Quis Saber Quem Sou”, a nova produção do Teatro Nacional D. Maria, e a abertura as exposições “O Exercício da Liberdade – Obras da Coleção de Serralves” e “Passado e futuro do azulejo em Portugal”, em colaboração com o Museu Nacional do Azulejo.

As comemorações oficiais do Dia da Marinha, em maio, também fazem parte da programação, assim como a Feira do Livro, em julho.

Aveiro é a primeira cidade com o título de Capital Portuguesa da Cultura, retomado por iniciativa do Ministério da Cultura, cerca de 20 anos depois de Coimbra e Faro terem sido capitais nacionais da Cultura, em 2003 e 2005, respetivamente.

As três primeiras edições da nova iniciativa cabem às finalistas vencidas da candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027 (Aveiro, Braga e Ponta Delgada), até que Évora assuma o seu título, daqui por três anos.

Aveiro tem um programa de oito milhões de euros e vai manter o plano de investimentos previsto na candidatura vencida, ainda que ajustando a programação, como disse o presidente do município, Ribau Esteves, no passado dia 11, quando da assinatura do protocolo com o Governo que define um apoio de dois milhões de euros à primeira edição da iniciativa.

Na altura, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, defendeu a continuidade do projeto para lá de 2027, pela sua importância para a democratização do acesso à Cultura, lembrando “que é um imperativo constitucional”.

Concluída requalificação do IC2 entre Rio Maior e Alcobaça

A requalificação do Itinerário Complementar (IC) 2 nos concelhos de Rio Maior e Alcobaça, num investimento de 8,4 milhões de euros, foi dada como concluída na segunda-feira, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).

A obra destina-se a melhorar a fluidez do tráfego e a reforçar “as condições de segurança rodoviária dos milhares de automobilistas que diariamente utilizam o IC2 nas suas deslocações”, informou a IP em comunicado.

A empreitada de beneficiação incidiu num troço com cerca de 20,3 quilómetros de extensão, entre o nó da Asseiceira, no concelho de Rio Maior (distrito de Santarém), e a zona urbana de Freires, no concelho de Alcobaça (distrito de Leiria).

A intervenção envolveu a reabilitação integral do pavimento e a modelação do ambiente rodoviário ao longo do troço, bem como a criação de cinco novas rotundas que facilitam as acessibilidades à rede viária local, refere o comunicado.

A obra compreendeu também a adequação e melhoria da sinalização de código e de orientação, e o reforço do sistema de drenagem.

De acordo com a IP, “no desenvolvimento da obra foi implementada uma solução inovadora e sustentável de reabilitação funcional do pavimento, através da incorporação de material de obra reciclado proveniente das lajes retiradas, integrando-o na camada subjacente às camadas em misturas betuminosas, e da sua reutilização em outras estruturas de pavimentação”.

Já os resíduos não aproveitados das lajes “seguiram um processo de certificação de forma a contribuir para a circularidade na construção”.

A obra foi iniciada em janeiro de 2022, depois de vários anos a ser reclamada em protestos organizados pelo Movimento Marcha Lenta no IC2 e apoiados pelas autarquias de Alcobaça e Rio Maior.

A IP deliberou em outubro de 2015 lançar o procedimento pré-contratual necessário à contratação da empreitada, o que não se verificou.

O lançamento do concurso voltou a estar previsto até ao final de 2018, com previsão do início da empreitada no segundo semestre de 2019.

Em fevereiro de 2019, a IP anunciou para esse mesmo mês o lançamento do concurso público para a empreitada de requalificação do IC2/EN1, o qual voltou a ser adiado até outubro de 2020, quando finalmente se verificou a publicação.

Prisão preventiva para seis suspeitos de sequestro, roubo e furto em Castelo Branco

Seis dos sete detidos pela Polícia Judiciária (PJ) no dia 12, no distrito de Castelo Branco, suspeitos da autoria de crimes de sequestro, roubo agravado e furto, vão aguardar o desenrolar do inquérito em prisão preventiva.

A informação foi hoje revelada pelo Ministério Público (MP) de Castelo Branco, numa nota publicada na página oficial desta entidade na internet.

A detenção dos seis homens e de uma mulher de nacionalidades inglesa e brasileira, com idades entre os 37 e os 52 anos, suspeitos da autoria de crimes de roubo agravado e sequestro no distrito de Castelo Branco, foi realizada pela PJ, nos dias 11 e 12, no âmbito de um inquérito que corre termos no MP da 1.ª Secção de Inquéritos de Castelo Branco do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).

As detenções foram realizadas pela diretoria do Centro da PJ, no âmbito da operação “Miragem” e no cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo DIAP de Castelo Branco, tendo igualmente sido realizadas buscas domiciliárias.

Os arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial nos dias 13 e 14, “por se encontrarem fortemente indiciados da prática, em coautoria material e em concurso efetivo, de crimes de roubo agravado e sequestro, nos anos de 2020 e 2021”.

“Na sequência do interrogatório judicial, conforme promoção do Ministério Público, seis dos arguidos ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva e proibição de contactos, e um deles sujeito a obrigação de apresentações periódicas; proibição de se ausentar de território português e proibição de contactos”, esclareceu o MP.

A investigação prossegue os seus termos sob direção do Ministério Público de Castelo Branco, com a coadjuvação da Diretoria do Centro da PJ.

Pena suspensa para homem condenado em Leiria por 53 crimes de abuso sexual à filha

Um homem foi condenado no Tribunal Judicial de Leiria por 53 crimes de abuso sexual de criança agravados, de que foi vítima a filha, na pena única de cinco anos de prisão, suspensa na sua execução.

A suspensão, por cinco anos, é sujeita a regime de prova, tendo o arguido, de 37 anos, sido também condenado na pena acessória de proibição do exercício de profissão, emprego, funções ou atividades que envolvam contacto regular com menores por um período de seis anos, segundo o acórdão datado de segunda-feira e ao qual a agência Lusa teve hoje acesso.

O progenitor foi ainda proibido de assumir a confiança de menor, em especial a adoção, tutela, curatela, acolhimento familiar, apadrinhamento civil, entrega, guarda ou confiança de menores, por seis anos, igual período em que está inibido do exercício de responsabilidades parentais.

O arguido foi também condenado a indemnizar a filha, de 15 anos, em três mil euros, pelos danos não patrimoniais causados.

O Tribunal justificou a suspensão da pena face à situação pessoal atual do arguido e do seu passado criminal, acreditando que “a censura do facto e a ameaça da execução da pena de prisão serão ainda aptas a assegurar as finalidades da punição, afastando o arguido do cometimento futuro de factos semelhantes”.

O coletivo de juízes deu como provado que, entre outubro de 2018 e março de 2020, quando a menor passava fins de semana com o pai, “em datas não concretamente determinadas”, mas em 34 ocasiões distintas, antes ou depois de a filha tomar banho, apalpava-lhe os seios e a zona vaginal.

“Nessas ocasiões, o arguido dizia à menor que o fazia para ‘ver se estava tudo bem’”, lê-se no acórdão, adiantando que, “nessas mesmas circunstâncias, mas com uma regularidade mensal, e dizendo que visava a higienização da menor, o arguido, inicialmente com recurso a uma ‘gilete’ e depois com recurso a uma máquina de barbear, depilou a zona vaginal da menor, situações em que, com tal pretexto, tocava nessa mesma zona”.

Posteriormente, entre agosto de 2020 e maio de 2021, “em 19 ocasiões distintas, sempre nos fins de semana que a menor passava na residência do arguido”, ocorreram situações idênticas, referiu o acórdão, segundo o qual o homem disse várias vezes à filha que “o que lhe fazia era uma coisa deles e que não era para contar a ninguém”.

“O arguido quis e representou praticar os atos descritos com a menor (…), sua filha, aproveitando-se do fácil contacto com esta e do ascendente que mantinha sobre a mesma, com o propósito conseguido de satisfazer a sua lascívia, bem sabendo que a menor não tinha capacidade para querer e entender o significado social dos atos praticados e que, fruto da idade, a sua capacidade de reação e de defesa era menor”, sustentou o tribunal coletivo.

No acórdão, lê-se que o homem, em sede de audiência, negou a generalidade dos factos, “assumindo apenas ter feito, numa única situação, a depilação da menor na região vaginal”, a insistência desta, mas o tribunal considerou ter “falta de lógica” a explicação dada por aquele.

Quanto às declarações para memória futura prestadas pela menor, reproduzidas em julgamento, o coletivo de juízes destacou que narrou “com bastante pormenor, coerência, lógica, segurança e sem qualquer propósito de incriminação injustificada do arguido os factos praticados pelo mesmo”, assinalando que esta afirmou que o pai “nunca a magoou”.

Para o Tribunal, as declarações da menor “mereceram total credibilidade”, permitindo concluir, “sem margem para dúvidas, pela ocorrência dos factos do modo descrito pela mesma”, sendo que estas “mereceram ainda parcial corroboração nas demais provas circunstanciais produzidas em audiência”.

Tragédia na Ponte Santa Clara: Despiste Fatal deixa uma Vítima Mortal

Ao início da manhã desta sexta-feira, um trágico despiste de um veículo ligeiro de passageiros na Ponte Santa Clara, em Coimbra, resultou na perda de uma vida, conforme confirmado pela TVC junto do Comando Distrital de Coimbra da Polícia de Segurança Pública (PSP).

A vítima, um homem de 69 anos, perdeu a vida depois de se despistar e colidir com o gradeamento. O acidente ocorreu no sentido Portagem-Santa Clara, tendo o alerta sido dado por volta das 7h48.

Infelizmente, o óbito foi declarado no local pela equipa médica da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), que prontamente se deslocou até ao local do acidente.

Os Bombeiros Sapadores de Coimbra e duas equipas da PSP também estiveram presentes para prestar assistência e tomar as medidas necessárias no local do sinistro.

Este trágico incidente deixa a comunidade local em luto, reforçando a importância da prudência e responsabilidade ao volante. As autoridades continuarão a investigar as circunstâncias do acidente para determinar as causas exatas do despiste que resultou na fatalidade. As nossas condolências vão para a família enlutada neste momento difícil.

Câmara de Oliveira do Hospital cria pacote de incentivos para atrair médicos

A Câmara de Oliveira do Hospital criou um pacote de incentivos financeiros para atrair e fixar médicos, que prevê uma comparticipação de despesas com habitação até ao montante máximo de 400 euros por mês.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, esta é uma das medidas que faz parte do regulamento municipal aprovado no final de novembro para atrair e fixar médicos de medicina geral e familiar no Centro de Saúde da cidade.

“Apesar de o problema ser transversal a todo o país, o acesso das pessoas a um médico de família é a principal preocupação do executivo municipal. É uma luta diária e um alerta premente junto do Ministério da Saúde”, justificou.

Segundo o autarca, os benefícios previstos no regulamento abrangem médicos que exerçam funções no concelho há dois anos ou menos, bem como os que “tendo concorrido ao preenchimento de vagas tenham sido colocados ao abrigo de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado no Centro de Saúde”.

Para além de uma comparticipação de despesas com habitação, o pacote prevê também a comparticipação de despesas de deslocação ou a gratuitidade no acesso e utilização dos espaços e equipamentos municipais.

“Numa primeira fase, esta medida destinada à atração e fixação de médicos contará com uma verba inscrita no orçamento municipal [de 2024] de 25 mil euros”, destacou.

Os apoios previstos neste pacote são atribuídos pelo prazo de três anos, com possibilidade de prorrogação por períodos de um ano.

No início da semana, o Ministério da Saúde publicou, em Diário da República, um concurso público para a contratação de pessoal médico nas áreas de Medicina Geral e Familiar e Saúde Pública, no qual se encontram quatro vagas disponíveis para o concelho de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra.

Lousã lança iniciativa para ensinar programação informática às crianças

A Câmara da Lousã vai lançar em janeiro em 2024 um projeto que tem como objetivo ensinar às crianças do concelho programação informática e ferramentas de literacia digital.

A iniciativa, intitulada “Lousã a Programar”, é organizada pelo município em parceria com a empresa Happy Code, que se dedica ao ensino de tecnologia e programação, referiu a autarquia em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

As inscrições, que são gratuitas, estarão abertas até 31 de dezembro e podem inscrever-se os alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico do município da Lousã.

Segundo a Câmara Municipal, o projeto consiste no desenvolvimento de competências em crianças, através do ensino da programação informática e de ferramentas básicas de literacia digital.

Através do currículo da Happy Code e orientação de professores daquela empresa, os alunos irão aprender a programar, terminando o ano com a apresentação pública dos projetos realizados no âmbito da iniciativa.

As inscrições podem ser feitas através de https://bit.ly/happycode-lousa.

Cada turma do projeto terá um limite de 12 alunos, informou o município.

Homens acham que tarefas domésticas são repartidas mas nem todas as mulheres concordam

Cerca de 90% dos homens inquiridos num estudo sentem que partilham responsabilidades pelas tarefas de cuidado em casa, mas apenas 61% das mulheres sentem isso, concluiu um relatório sobre parentalidade do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

O relatório refere que 43% dos homens que responderam ao inquérito concordam e 38% concordam plenamente que se sentem tão responsáveis pelas tarefas de cuidado quanto a outra pessoa, mas apenas 61% das mulheres afirmou sentir o mesmo em relação à outra pessoa com quem partilha o cuidado.

“Pode haver uma sobrevalorização dos homens relativamente à corresponsabilidade e podem achar que estão a participar mais [nas tarefas de cuidado] do que na verdade o estão a fazer”, disse à agência Lusa a investigadora Tatiana Moura, uma das autoras do relatório “A Situação da Paternidade e do Cuidado em Portugal 2023”.

O relatório e as suas conclusões são apresentadas no sábado, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, durante o primeiro fórum “Masculinidades em Perspetiva”, organizado pela Men Talks, em parceria com o Observatório das Masculinidades (do CES) e os mestrados em relações internacionais e sociologia daquela faculdade.

O inquérito, realizado entre fevereiro e maio, é desenvolvido pela Equimundo – Center for Masculinities and Social Justice (dos Estados Unidos), que lança um relatório global de dois em dois anos, incluindo desta vez Portugal nos países analisados.

O inquérito foi aplicado a um total de 809 pessoas e, “apesar de não ser representativo da população nacional”, permite ter uma ideia da evolução da paternidade e do cuidado no país, realçou Tatiana Moura.

Apesar de parecer haver uma perceção errada por parte dos homens sobre a distribuição das tarefas em casa, a também coordenadora do Observatório das Masculinidades salientou que os dados apontam para “um avanço”, sinalizando que os resultados do inquérito podem demonstrar uma evolução na “vontade de fazer” e de participar por parte dos homens.

“Há uns anos, [os homens] não afirmariam sequer essa vontade de ter mais tempo. Há uma construção de masculinidades hoje em dia, na faixa dos 40 anos, que é diferente da anterior, com os homens a mostrarem vontade em cuidar mais e em terem direito a passar mais tempo com as suas crianças”, salientou.

Para além de haver um desfasamento entre o que as mulheres e os homens inquiridos sentem em torno da repartição das tarefas de cuidado, o estudo nota também que as mulheres acabam por dedicar mais horas diárias ao cuidado dos filhos e a tarefas de limpeza.

No caso do cuidado com os filhos, 21% das mulheres referem que dedicam mais de seis horas diárias nessas tarefas, contra 7% dos homens, com a maioria dos pais a referir que dedica entre uma a duas horas diárias a esse tipo de tarefas, contou a investigadora.

Tatiana Moura salientou que a grande maioria das mães e pais (73% e 79%, respetivamente) referem não ter tempo para o cuidado dos filhos ou filhas, justificando-o com o peso “muito grande das horas de trabalho” fora de casa.

O inquérito debruça-se também sobre o uso da licença parental no país, em que constata que continua “a haver uma percentagem que não usufrui da licença na totalidade”, o que acaba por se dever a questões de precariedade, receio de perder o emprego ou de não progredir na carreira, assim como o facto de a licença não ser paga a 100%, aclarou a investigadora.

“É muito interessante porque, quando perguntamos sobre a vontade e disposição para uma licença adicional, mais de 90% defenderiam essa questão”, notou, defendendo que as licenças deveriam ser pagas a 100% e obrigatórias.

Sobre cuidados a pessoas idosas ou com deficiência, 75% dos inquiridos referiu que não tem tempo para realizar esse cuidado.

O programa do fórum “Masculinidades em Perspetiva” pode ser consultado em: https://www.ces.uc.pt/pt/agenda-noticias/agenda-de-eventos/2023/forum-masculinidades-em-perspetiva/programa

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