Início Site Página 547

Castelo de Paiva lança inquérito online para ouvir população sobre saúde

Castelo de Paiva lançou um questionário na Internet para recolher a opinião da população sobre questões da saúde no concelho, no âmbito da elaboração do Plano Estratégico Municipal de Saúde e Bem-Estar, informou hoje o município.

“Foi preparado um breve questionário ‘online’ com o objetivo de recolher informação sobre a perceção do ambiente, do estado de saúde ou problemas de saúde, do sistema e serviços de saúde e dos comportamentos e estilos de vida da população residente, com idade igual ou superior a 15 anos”, refere-se numa informação enviada à Lusa.

Assinala-se ainda que, “para a concretização tão objetiva quanto precisa do diagnóstico e caracterização do contexto atual” e “identificação de potenciais soluções a implementar na resposta às insuficiências existentes, considera-se essencial contar com o envolvimento e contributo da população”.

Para aquela autarquia do norte do distrito de Aveiro, o futuro Plano Estratégico Municipal de Saúde e Bem-Estar, que se encontra a ser preparado, constituirá “um instrumento estratégico local norteador da intervenção nas diferentes áreas que contribuem para a saúde e bem-estar da população”.

Refere-se, também, que o documento será “desenhado a partir do conhecimento das realidades e especificidades do concelho, com o objetivo de melhorar a saúde dos munícipes, por forma a que toda a população atinja o potencial de anos de vida com a máxima qualidade”.

Incêndios: Relação rejeita que movimento seja assistente no processo dos fogos de outubro 2017

A Relação de Coimbra recusou a possibilidade de o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) se constituir como assistente no processo dos incêndios de outubro de 2017 no distrito de Coimbra, que acabou arquivado.

O Tribunal da Relação de Coimbra, em acórdão assinado a 11 de outubro e consultado hoje pela agência Lusa, nega o recurso interposto pelo MAAVIM para se constituir como assistente do processo.

O MAAVIM procurava constituir-se assistente do processo dos grandes incêndios de outubro de 2017 que afetaram o distrito de Coimbra, por forma a requerer a abertura de instrução do dito processo, que tinha sido arquivado pelo Ministério Público, em 2022.

Após lhe ter sido negado constituir-se como assistente, por se considerar que a mesma não era vítima nem proprietária dos bens visados pelos incêndios, o MAAVIM recorreu para o Tribunal da Relação de Coimbra.

O movimento considerava que o crime de incêndio poderia ser passível do direito de ação popular, que poderia ser exercida pessoalmente ou por meio de uma associação.

“Face ao direito a um ambiente de vida humano o qual comporta, necessariamente, um equilíbrio ecológico, a violação deste com incidência criminal legitima que o MAAVIM, enquanto associação sem fins lucrativos que visa a defesa dos direitos dos lesados e vítimas de Midões [no concelho de Tábua] dos incêndios de outubro de 2017 não só apresente queixa, como se constitua assistente”, alegou a instituição.

“A requerente não configura a qualidade de ofendido com os contornos definidos pela lei e em face dos factos e crimes imputados, não dispõe de legitimidade para a constituição como assistente”, foi referido na sentença proferida em primeira instância.

Já a Relação de Coimbra, nota que a recorrente considera que o incêndio “atacou e fragilizou o equilíbrio ecológico e, portanto, o direito ao ambiente, sobre todos recaindo o dever de defesa da preservação ambiental”.

No entanto, os juízes constatam que o MAAVIM “não é uma associação de defesa ou preservação do ambiente”, razão pela qual não é uma entidade a quem a lei conferiu a faculdade de se constituir assistente no processo.

A Relação de Coimbra descarta também a possibilidade de ação popular, prevista quando está em causa uma “expressão do exercício do direito da cidadania”, não estando também associados crimes que possam abranger essa medida.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reação do MAAVIM.

O despacho em que o Ministério Público (MP) determina o arquivamento do processo diz respeito ao processo que junta vários inquéritos instaurados no distrito de Coimbra, associados às 24 mortes registadas na sequência dos grandes incêndios de 15 de outubro de 2017 naquela região.

No documento a que a agência Lusa teve acesso, a procuradora Cristina Santos classifica as mortes provocadas pelo incêndio como “uma consequência imprevista e atípica”, considerando que os responsáveis pela Proteção Civil agiram “como qualquer profissional agiria”.

Ao contrário da posição do MP em relação ao grande incêndio de Pedrógão Grande, neste processo aponta-se para a imprevisibilidade e inevitabilidade das mortes, face às características raras e excecionais dos incêndios que deflagraram a 15 de outubro de 2017.

Na análise à conduta do Governo, o Ministério Público admite que é apontada responsabilidade à forma como os dispositivos estão organizados, com um sistema que não estava “devidamente preparado para situações catastróficas”, mas sustenta que “nada indica que as decisões tomadas não foram orientadas para o bem comum”.

Acidente de trabalho faz um morto e um ferido na Guarda

Um acidente de trabalho provocou esta tarde um morto e um ferido ligeiro na zona do Parque Industrial da Guarda, confirmou à Lusa fonte da Proteção Civil.

A vítima mortal de 46 anos ficou soterrada, tendo o óbito sido confirmado no local.

De acordo com o adjunto de comando dos Bombeiros da Guarda, Augusto Falcão, o alerta para um movimento de massas com vítimas soterradas numa vala foi dado por volta das 15:00.

Os trabalhadores estariam a realizar uma empreitada particular relacionada com a instalação de uma estrutura de saneamento.

À chegada ao local, os bombeiros depararam-se com um ferido ligeiro e um trabalhador soterrado.

O adjunto de comando referiu à agência Lusa que os bombeiros tiveram de realizar trabalhos “com o maior cuidado, mas também rapidez para libertar o trabalhador nas melhores condições”.

Mas o óbito viria a ser confirmado no local.

O trabalhador com ferimentos ligeiros foi transportado ao Hospital da Guarda.

Houve ainda necessidade de prestar apoio psicológico a outros três trabalhadores. Os cuidados foram assegurados por uma psicóloga dos Bombeiros da Guarda.

De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela estiveram no local meios e operacionais dos bombeiros voluntários da Guarda, da Proteção Civil Municipal e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação.

Deslocaram-se ainda ao local elementos da Autoridade para as Condições do Trabalho.

Despiste de camião corta IP3 na zona do Botão, em Coimbra

O trânsito está cortado desde a 18:10 no IP3, na zona do Botão, concelho de Coimbra, devido ao despiste de um veículo pesado de mercadorias, disse à agência Lusa fonte do Comandando Territorial da GNR de Coimbra.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu na descida do Botão, no sentido Viseu-Coimbra, e não provocou feridos, registando-se apenas danos materiais.

O trânsito está a ser desviado no nó de Lorvão em direção a Botão/Souselas.

Albergaria-a-Velha – Apreensão de material de jogo ilegal

O Comando Territorial de Aveiro, através do Posto Territorial de Albergaria-a-Velha, no dia 21 de outubro, apreendeu material relacionado com jogos de fortuna ou azar, no concelho de Albergaria-a-Velha.

No decorrer de uma ação de fiscalização a estabelecimentos comerciais no concelho de Albergaria-a-Velha, os militares da Guarda verificaram que em determinado estabelecimento estavam expostos vários artigos relacionados com os jogos de fortuna ou azar, sem que o referido estabelecimento tivesse autorização para o efeito.

Da ação resultou a apreensão de diverso material relacionado com a prática do jogo ilegal. Foi constituído arguido o proprietário do estabelecimento, um homem de 27 anos e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Albergaria-a-Velha.

A GNR relembra que a dependência no jogo é reconhecido como uma patologia, sendo necessário estar alerta aos sinais que revelem a adição do jogador, pois é comum que aqueles que sofrem desta perturbação ponham em risco o seu trabalho, contraiam grandes dívidas, acabando por inviabilizar a sua interação com a sociedade e adotem um comportamento autodestrutivo. É por este motivo, fundamental, uma fiscalização contínua e presente neste âmbito, de forma a sinalizar as pessoas com esta dependência, e punir quem utiliza e explora, de forma descontrolada e dissimulada, este tipo de equipamentos ou promove jogos de fortuna ou azar.

Seis distritos do continente sob aviso amarelo devido à chuva e vento

Os distritos de Viseu, Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Leiria e Braga estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de chuva, por vezes fortes e persistente.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que o aviso amarelo vai estar em vigor até às 15:00 no Porto, Viana do Castelo, Aveiro e Braga, e até às 18:00 em Leiria e Coimbra.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga devido à previsão de vento forte, com rajadas até 80 quilómetros por hora, entre as 09:00 e as 12:00 de hoje.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Julgamento da morte da cantora Sara Carreira começa hoje em Santarém

O Tribunal de Santarém inicia hoje o julgamento do caso da morte da cantora Sara Carreira, estando acusados de homicídio por negligência três dos quatro arguidos, entre os quais o cantor Ivo Lucas e a fadista Cristina Branco.

Após a abertura da instrução, em março, o juiz de instrução criminal do Tribunal de Santarém decidiu levar a julgamento os quatro envolvidos no acidente que, ao fim da tarde de 05 de dezembro de 2020, na Autoestrada 1 (A1), junto a Santarém, vitimou Sara Carreira, que seguia na viatura conduzida por Ivo Lucas.

A decisão instrutória manteve a acusação da prática de um crime de homicídio por negligência, passível de pena de prisão até três anos, contra a fadista Cristina Branco, e agravou a acusação imputada a Ivo Lucas para homicídio negligente na forma grosseira, passível de pena de prisão até cinco anos.

O mesmo crime foi imputado a Paulo Neves, que conduzia a uma velocidade abaixo do permitido por lei em autoestrada (entre 28 e 32 quilómetros/hora), sem qualquer sinalização de perigo, e apresentando uma taxa de alcoolemia de 1,18 g/l quatro horas depois do acidente, conduta que aumentou o risco de colisão e contribuiu para a cadeia de acidentes que se sucederam.

Segundo o tribunal, a conduta daquele condutor e de Cristina Branco, ao não conseguir evitar o embate, foi causa direta para o embate que se seguiu, da viatura conduzida por Ivo Lucas, que, por sua vez, demonstrou, igualmente, uma condução descuidada, ao circular acima do limite máximo permitido e na faixa central da autoestrada.

O quarto arguido, Tiago Pacheco, vai a tribunal acusado de condução perigosa de veículo.

Em 05 de dezembro de 2020, já “noite escura” e com períodos de chuva fraca, a viatura de Cristina Branco embateu, cerca das 18:30, no veículo de Paulo Neves, que circulava na faixa da direita a entre 28,04 e 32,28 quilómetros/hora, velocidade inferior à mínima permitida por lei (50 Km/h), e depois de ter ingerido bebidas alcoólicas.

A viatura de Cristina Branco embateu, de seguida, na guarda lateral direita, rodando e imobilizando-se na faixa central da A1.

Cerca das 18:49, Ivo Lucas circulava pela faixa central a entre 131,18 e 139,01 Km/h, velocidade superior à máxima permitida por lei (120 Km/h), não tendo conseguido desviar-se do carro da fadista, no qual embateu com o lado esquerdo, seguindo desgovernado para o separador central e capotando por várias vezes até se imobilizar na faixa da esquerda, quase na perpendicular, com parte a ocupar a faixa central.

Pelas 18:51, Tiago Pacheco seguia pela via central a entre 146,35 e 155,08 Km/h, não conseguindo desviar-se da viatura de Ivo Lucas (que ocupava parcialmente aquela faixa).

Montemor – o – Velho: Rota das Capelas desvendou património de Santo Varão

A Liga de Amigos de Santo Varão (LASV) continua a promover a divulgação do património local e, no sábado, dia 21 de outubro, ofereceu uma tarde de cultural com a Rota das Capelas.

A vereadora da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Diana Andrade, na companhia do tesoureiro da Junta de Freguesia de Santo Varão, Bruno André, marcou presença na iniciativa desenvolvida pela associação santovaronense que levou os participantes a descobrir mais sobre as capelas dos Rangéis, de Nossa Senhora da Tocha e da Senhora do Amparo.

Recorda-se que a Rota das Capelas foi uma atividade que começou em formato digital durante a pandemia, tendo encerrado com a realização da visita presencial aos diversos espaços.

Mais de 1,7 milhões de cães e gatos registados em quatro anos

O Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC) tem identificados, desde que foi criado há quatro anos, 1.075.467 cães, 629.519 gatos e 1.907 furões, estando a ser preparada uma nova campanha de sensibilização.

De acordo com dados fornecidos à agência Lusa pelo SIAC, este ano e até à semana passada foram identificados 192.725 cães, 133.585 gatos e 392 furões.

Estes dados foram pedidos quando passa um ano sobre o fim do período transitório de 36 meses para a identificação de gatos e furões que tenham nascido antes da entrada em vigor do decreto-lei de outubro de 2019, que determina a obrigatoriedade de registo.

Partindo do princípio de que ainda há muitos animais por identificar, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) disse à Lusa que está “prevista uma campanha de sensibilização a lançar no início do próximo ano, com o objetivo de alertar para a posse responsável de animais de companhia, mas também para a sua identificação.

O ICNF adiantou que no final deste ano será conhecido o resultado do Programa Censo Nacional de Animais Errantes, para o qual foi estabelecido em 2021 um protocolo com a Universidade de Aveiro.

“Com este censo pretende-se conhecer os efetivos e o bem-estar dos animais errantes (cães e gatos) que deambulam pelo domínio público, além de determinar os possíveis impactos, à escala nacional”, indica a Universidade, no seu ‘site’

Com a identificação de animais de companhia, quer-se “contrariar o abandono e as suas consequências para a saúde e a segurança das pessoas e o bem-estar dos animais”.

O SIAC tem atualmente abertos 3.079 processos de animais encontrados e 27.050 processos de animais perdidos.

A fonte do SIAC alerta para a leitura cuidada destes números, uma vez que “sempre que é aberto um processo de animal perdido ou um processo de animal encontrado por terceiros é solicitado ao participante que, uma vez o animal devolvido ao seu titular, seja comunicado de forma a se poder encerrar o processo”, o que nem sempre acontece.

O Sistema de Informação de Animais de Companhia resulta da fusão do Sistema de Identificação e Recuperação Animal (SIRA), a funcionar desde 1992, e do Sistema de Identificação e Registo de Caninos e Felinos (SICAFE), criado em 2003.

Somando os dados dos dois sistemas com os do SIAC, estão identificados 3.277.275 cães e 761.296 gatos, contudo os ‘donos’ dos animais nem sempre comunicam a morte dos animais.

O ICNF alerta ainda que além da colocação de um ‘microchip’ no animal é necessário o registo no SIAC.

“Infelizmente há quem continue a colocar ‘microchips’ sem os registar [animais], o que no fundo ‘não serve para nada’ porque em caso de perda, furto, abandono não se consegue chegar ao titular do animal.

Morreu antigo diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Pedro Romano Martínez morreu aos 64 anos.

Morreu, esta terça-feira, o antigo diretor e professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), Pedro Romano Martínez, aos 64 anos. A notícia foi avançada pela instituição de Ensino Superior, numa nota de pesar no seu site.

Em comunicado, a direção da Faculdade de Direito informou “toda a comunidade académica do falecimento do Exmo. Senhor Professor Pedro Romano Martinez, Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e manifestar publicamente o mais profundo pesar e consternação”.

Através da rede social Twitter, agora X, o eurodeputado Paulo Rangel também lamentou a morte de Romano Martínez, considerando-o um “enorme jurista e pedagogo, homem de cultura, afável e justo”. “Triste e perplexo, tenho no coração e na mente a mulher e os filhos, a que me ligam laços de amizade e admiração. O seu sorriso elegante e tranquilo fará falta”, disse o social-democrata.

Pedro Romano Martínez obteve o seu doutoramento em 1994, e é “autor de uma vasta produção científica com destaque para obras nos domínios do Direito do Trabalho, Direito das Obrigações, Direito dos Seguros e Introdução ao Estudo do Direito”.

“Numa vida profissional de entrega e dedicação à docência e à gestão da Faculdade, lecionou diversas unidades curriculares na área do Direito civil e influenciou, com o seu magistério, diversas gerações de alunos. Desempenhou as mais relevantes funções de governo da escola tendo sido presidente do conselho científico (2008-2014), diretor da faculdade (2015-2020) e, na presente data, presidente do conselho de escola (desde 2020)”, acrescentou a FDUL.

Destaques