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Festival de Blues entre 10 e 13 de agosto no centro histórico da Guarda

O Festival de Blues da Guarda vai realizar-se entre 10 e 13 de agosto na Praça Luís de Camões, no centro histórico da cidade, com um concerto por noite.

O evento terá músicos nacionais e também artistas vindos da Noruega e dos Estados Unidos, refere a Câmara Municipal da Guarda, numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O Festival de Blues é organizado pelo município através do Teatro Municipal da Guarda “que volta a renovar a parceria com a mais antiga e experiente associação de blues nacional, a BB Blues Portugal”.

Os quatro concertos, de acesso gratuito, acontecem todos pelas 21:30.

No primeiro dia, 10 de agosto, quinta-feira, está previsto o concerto de Eric Slim Zahl & The South West Swingers, da Noruega, que vai trazer “um blues com muitas influências de ‘swing’ e ‘rockabilly’, num estilo altamente enérgico, entusiasta e contagiante”.

No dia seguinte, sobe ao palco El Pavoni & The Moonshine Tones, um projeto de Ruben El Pavoni, que conta com “mais de duas décadas enquanto músico profissional”.

De acordo com a autarquia, o artista português privilegia a “fusão dos blues e do ‘rockabilly’, e enquanto baixista já acompanhou alguns nomes internacionais como John Németh”.

Já no sábado, dia 12, é a vez de atuar José Ramirez Band, com projeto “radicado nos Estados Unidos da América que teve um ano de estreia fulgurante em 2021 com uma nomeação para Best Emerging Artist nos Blues Awards e um honroso segundo lugar no Internacional Blues Challenge, em Memphis”.

O último dia do evento, vai incluir o concerto do Budda Power Blues Collective, um grupo de Braga que se apresenta com uma formação em sexteto, com os contributos de João Martins, Rui Pedro Silva e João Andressen.

“Especializada na sonoridade de New Orleans e nos clássicos das editoras Stax e Chess Records, o grupo vem mantendo o poder sedutor nos seus concertos ao vivo, tornado cada concerto num momento único e eletrizante”, conclui.

Colisão provoca uma vítima mortal no IC2 em Soure

Uma pessoa morreu hoje de manhã num acidente rodoviário no Itinerário Complementar 2 (IC2), no concelho de Soure, distrito de Coimbra, disse à agência Lusa fonte do Comando Sub-regional de Coimbra da Proteção Civil.

A mesma fonte adiantou que se tratou de uma colisão entre uma viatura pesada e uma ligeira, na localidade de Presa, às 07:00, no sentido sul-norte.

A vítima mortal é o condutor do veículo ligeiro.

O óbito foi declarado por uma equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) que se deslocou ao local, juntamente com os Bombeiros Voluntários de Soure e a GNR.

Pena agravada para mulher que esfaqueou companheiro em Santa Maria da Feira

O Tribunal da Relação do Porto (TRP) agravou a pena aplicada a uma mulher que esfaqueou o companheiro em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, indica um acórdão daquele tribunal hoje consultado pela Lusa.

Apesar de ter sido acusada de homicídio qualificado na forma tentada, a arguida foi condenada na primeira instância por um crime de violência doméstica agravado na pena de dois anos e nove meses de prisão, a cumprir em casa, com pulseira eletrónica.

Inconformado com a decisão, o Ministério Público (MP) recorreu para o TRP, considerando que a prova produzida durante o julgamento era “bastante” para condenar a arguida pelo crime inicialmente imputado.

Analisada a questão, os juízes desembargadores concluíram que os factos objetivos provados em conjunto com a atuação da arguida configuram tentativa de homicídio, argumentando que ao desferir aquele golpe, a mulher “admitiu como possível que ele viesse a causar a morte do ofendido, conformando-se com tal resultado”.

“É certo que a vida do ofendido não esteve em perigo. Mas, como resulta da perícia ao dano corporal que lhe foi efetuada e do testemunho do médico que o acompanhou não esteve em perigo por ter sido prontamente assistido”, refere o acórdão.

O TRP condenou, assim, a arguida a três anos e meio de prisão, em regime de permanência na habitação, pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada.

Os factos remontam a 15 de abrir de 2022, quando a mulher esfaqueou o companheiro na residência onde os dois viviam em Nogueira da Regedoura, Santa Maria da Feira, na sequência de uma discussão porque o homem se recusou a dar-lhe dinheiro para comprar umas alianças.

Após a discussão, a arguida saiu de casa, mas regressou alguns minutos depois para ir buscar a medicação para a depressão, tendo ainda colocado duas garrafas de vinho branco num saco.

Temendo que a arguida ingerisse o vinho com a medicação, o ofendido retirou o saco com as garrafas à arguida, que ficou aborrecida com a situação e pegou numa faca de cozinha para atingir o companheiro, desferindo-lhe um golpe que perfurou a zona abdominal, e saiu de casa sem prestar auxílio ao ofendido.

A vítima conseguiu pedir ajuda a um vizinho que tinha conhecimentos de socorrismo por ter sido bombeiro voluntário e técnico do INEM, e utilizou diversas toalhas com vista a estancar a hemorragia até à chegada dos Bombeiros.

Depois de ter esfaqueado o companheiro, a agressora ligou para a ex-mulher do homem, dando conta do sucedido, pedindo-lhe para ela chamar uma ambulância e ir a casa dele, desligando de seguida a chamada.

A mulher viria a ser detida pela PJ alguns dias depois, encontrando-se desde então em prisão preventiva.

Mais 2 casos de toxinfeção alimentar em Leiria. Todos comeram “broa”

Das 14 pessoas que deram entrada no Centro Hospitalar de Leiria, 12 já tiveram alta.

Foram identificados mais dois casos suspeitos de toxinfeção alimentar entre pessoas que deram entrada no Centro Hospitalar de Leiria nas últimas 24 horas, segundo informou Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Centro, este domingo.

Num total de 14 doentes, 12 já tiveram alta clínica, e dois continuam internados “com evolução favorável”, adiantou a entidade, em comunicado a que a TVC teve acesso.

“A investigação prossegue, com vistorias aos locais de confeção, distribuição e venda dos alimentos suspeitos”, assegurou a mesma nota, apontando que “o denominador alimentar comum a todos os doentes foi broa, sem prejuízo de virem a ser identificados outros alimentos suspeitos no decurso da investigação epidemiológica”.

De notar que, no sábado, a mesma entidade deu conta de que tinham sido observados no Centro Hospitalar de Leiria “13 casos [suspeitos], com idades compreendidas entre os 30 e os 77 anos”, sete dos quais do sexo feminino e seis do sexo masculino, “desde as 11 horas do dia 28 de julho de 2023 até às 20 horas” de ontem. Sete famílias foram afetadas, de acordo com o comunicado a que a TVC teve acesso.

“A sintomatologia observada foi predominantemente neurológica, nomeadamente os seguintes sintomas: secura das mucosas da cavidade oral; dilatação pupilar; visão desfocada; tonturas; quadros de confusão mental e diminuição da força muscular”, lia-se na nota, que indicou também terem sido registados “ainda 12 casos com sintomatologia ligeira que não recorreram aos serviços de saúde”.

A situação está a ser acompanhada pelo Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Centro e as Unidades de Saúde Pública dos Agrupamentos de Centros de Saúde Pinhal Litoral e Pinhal Interior Norte, em colaboração com o Centro Hospitalar de Leiria e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Apresentação pública do “Raízes Folk Fest”

O Auditório da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, acolhe no próximo dia 31 de julho, às 18 horas, a apresentação pública da iniciativa “Raízes Folk Fest – Festival de Folclore do Mundo”. Promovida pelo Rancho Folclórico e Recreativo Clube Bonjardim do Nesperal e de Cernache do Bonjardim, a iniciativa decorrerá de 14 a 19 de agosto no território dos municípios parceiros: Sertã, Mação, Oleiros, Pedrógão Grande, Proença-a-Nova e Vila de Rei.

O “Raízes Folk Fest” conta com o apoio institucional do Conselho Internacional de Festivais Folclóricos e Artes Tradicionais (CIOFF) e pretende ser uma grande celebração dos povos e das tradições de um mundo que tem no folclore uma das máximas expressões da sua identidade e cultura, trazendo aos palcos desta região grupos folclóricos oriundos de oito países da Europa, América Central e América do Sul.

A apresentação pública realiza-se no dia 31 de julho, às 18 horas no auditório da sede da União de Freguesias, em Cernache do Bonjardim, e contará com a presença da direcção do Rancho Folclórico e Recreativo Clube Bonjardim do Nesperal e de Cernache do Bonjardim e Presidentes dos Municípios parceiros do Raízes Folk Fest.

PRR: Mais de 230 beneficiários vão receber entre um e 554 ME

Mais de 230 beneficiários diretos e finais do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vão receber pagamentos que ultrapassam um milhão de euros e podem atingir até 554 milhões de euros, segundo o último relatório de monitorização.

Desta lista, cujos dados são reportados a 26 de julho, fazem parte o Metropolitano de Lisboa, com 554 milhões de euros aprovados e 73.881.890 pagos, a Infraestruturas de Portugal (IP), com 394.813.875 euros aprovados e 67.507.935 euros pagos, ou o Metro do Porto, com 365 milhões de euros aprovados e 52.129.434 euros pagos.

Seguem-se o IEFP- Instituto do Emprego e Formação Profissional (194,6 milhões de euros aprovados), o Instituto de Informática (181,5 milhões de euros), o Instituto da Gestão Financeira da Educação (172,2 milhões de euros), a Entidade dos Serviços Partilhados da Administração Pública (161,6 milhões de euros), a Águas do Algarve (143 milhões de euros), o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos de Justiça (139,9 milhões de euros), o Município de Lisboa (112,7 milhões de euros), entre outros.

Abaixo da barreira dos 100 milhões de euros em pagamentos aprovados, surgem, por exemplo, a Força Aérea Portuguesa (73,9 milhões de euros), a Direção Regional de Obras Públicas (66 milhões de euros), a Universidade de Lisboa (58,4 milhões de euros) a Petrogal (49,5 milhões de euros), a Autoridade Tributária e Aduaneira (48,2 milhões de euros), a Direção Regional da Administração Pública e Modernização Administrativa (35,2 milhões de euros), o Município do Seixal (22,5 milhões de euros), a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (17,9 milhões de euros), a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema (11 milhões de euros) e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (10,5 milhões de euros).

Com montantes mais baixos encontram-se o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (quase nove milhões de euros), a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (8,9 milhões de euros), a Sumol+Compal (7,7 milhões de euros), o FIBERNAMICS – Instituto de Inovação em Materiais Fibrosos e Compósitos (6,7 milhões de euros), a Cruz Vermelha Portuguesa (5,5 milhões de euros), a Sebol (4,9 milhões de euros), a Vision Box (4,8 milhões de euros), o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (4,1 milhões de euros), o Arsenal do Alfeite (2,2 milhões de euros), o Hospital da Horta (um milhão de euros), entre outros.

Os beneficiários diretos e finais do PRR receberam 2.177 milhões de euros até quarta-feira, mais 23 milhões de euros em comparação com a semana anterior.

Os pagamentos aos beneficiários representam, até agora, 13% do total do plano.

A execução do PRR permanece em 17% dos marcos e metas acordados com a União Europeia.

Por sua vez, as aprovações ascendem a 14.196 milhões de euros (85%), quando na semana anterior estavam em 13.599 milhões de euros.

Até 26 de julho, foram submetidas 198.064 candidaturas ao PRR, sendo que 139.598 foram aprovadas.

No final de maio, Portugal submeteu uma proposta de reprogramação do PRR a Bruxelas, cuja dotação ultrapassa os 22.000 milhões de euros.

Com a reprogramação, Portugal passará a contar com mais 41 medidas, 11 reformas e 30 investimentos.

O montante total do PRR (16.644 milhões de euros – valor inicial), gerido pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal, está dividido pelas suas três dimensões estruturantes – resiliência (11.125 milhões de euros), transição climática (3.059 milhões de euros) e transição digital (2.460 milhões de euros).

Da dotação total, cerca de 13.900 milhões de euros correspondem a subvenções e 2.700 milhões de euros a empréstimos.

Este plano, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem ainda o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.

JMJ: GNR preparada para uma das maiores operações de sempre 

O ministro da Administração Interna afirmou hoje que a Guarda Nacional Republicana (GNR) está preparada para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), “uma das maiores operações de sempre”, que pode mobilizar até três mil militares.

“A Guarda Nacional Republicana e o seu efetivo humano está pronto, está preparada para aquela que vai ser uma das maiores operações de sempre”, declarou José Luís Carneiro, em Fátima (Santarém), onde visitou o dispositivo desta força de segurança.

Mais de um milhão de pessoas são esperadas em Lisboa para a JMJ, com o Papa Francisco, de 01 a 06 de agosto.

O Papa, primeiro a inscrever-se na JMJ, chega a Lisboa no dia 02 de agosto, tendo prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima no dia 05 para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

Acompanhado pelo comandante-geral da GNR, tenente-general Santos Correia, e o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Paulo Vizeu Pinheiro, o governante salientou tratar-se de “uma operação de grande envergadura que mobiliza sobretudo quatro grandes linhas operacionais”, as fronteiras, a operação em Fátima, a segurança e ordem públicas, e os fluxos e deslocações de pessoas, que, no global, pode mobilizar até três mil militares da GNR “no seu máximo empenhamento”.

Aos jornalistas, José Luís Carneiro rejeitou a possibilidade de o empenhamento de meios para a JMJ comprometer outras responsabilidades da GNR.

“A Guarda Republicana tem um planeamento do seu trabalho, da sua dimensão operacional, que permite, nomeadamente aqui, onde estamos hoje, ter 14 planos de contingência preparados, organizados e devidamente estudados, e ter depois todas as suas outras responsabilidades assumidas em todo o território nacional”, garantiu.

Considerado o maior acontecimento da Igreja Católica, a jornada nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II (1920-2005), após o sucesso de um encontro com jovens em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures, e no Parque Eduardo VII, no centro da capital.

Oeste Norte é “caso de estudo” para reduzir hepatites no país 

Um projeto que aposta no rastreio e acompanhamento das hepatites virais está a ser implementado em Peniche até final de 2023 e nos centros de saúde do Oeste Norte em 2024 para testar a redução da doença no país.

“Na região não há consulta descentralizada e estas pessoas têm de esperar entre os seis meses e um ano por uma consulta e pelo tratamento num hospital em Lisboa e acabam por desistir, porque são, na sua maioria, pessoas pertencentes a grupos de risco e não têm essa preocupação”, apontou Madalena Malheiros, presidente e diretora técnica da Acompanha, à agência Lusa.

“Os trabalhadores do sexo deslocam-se por Portugal e não estão sempre na mesma região. O mesmo acontece com os homens que têm sexo com homens. Para a população sem-abrigo, a preocupação não é ter uma hepatite, mas sim comer e ter um abrigo e, portanto, rastreamos, detetamos a infeção, mas depois não há sequência”, explicou a responsável.

Esta instituição de Peniche, que tem outros projetos de acompanhamento de grupos de risco, está, desde março e até ao final do ano, a avançar naquele concelho, rastreando esses grupos, desde pessoas que utilizam drogas não injetáveis e injetáveis, dadores de sangue, dadores de órgãos, hemodialisados, população em situação de reclusão, homens que fazem sexo com homens, trabalhadores do sexo e seus clientes, população sem-abrigo e migrantes.

A responsável alertou que existe uma maior prevalência das hepatites B e C em portadores de HIV, porque “os comportamentos de risco destas pessoas são muitos”.

Entre agosto de 2015 e junho deste ano, a Acompanha realizou 5052 testes ao HIV, 4184 à sífilis, 3010 à hepatite C e 2765 à hepatite B e rastreou 60 pessoas com hepatite C, 50 com HIV, cinco com a hepatite B e quatro com sífilis.

O problema detetado na falta de rastreio e de acompanhamento das hepatites virais no Serviço Nacional de Saúde (SNS) serviu de tema para o trabalho de internato da médica de saúde pública Patrícia Pita Ferreira e para o desenvolvimento do projeto “Hep-ØN – Micro-eliminação das Hepatites Virais” no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Norte, que abrange os centros de saúde de Caldas da Rainha, Alcobaça, Bombarral, Óbidos, Nazaré e Peniche, no distrito de Leiria.

O projeto é apresentado hoje, Dia Mundial contra as Hepatites.

A equipa técnica pretende sensibilizar os médicos de família e os cidadãos para a doença e melhorar a resposta a dar pelo SNS.

“As doenças do fígado são doenças que passam um bocadinho ao lado, mas a verdade é que são uma causa importante de mortalidade e, portanto, queremos alertar que são doenças que têm teste, têm tratamento e, no caso da hepatite C, têm cura”, disse a médica.

A prioridade passa por prescrever o teste para a deteção da hepatite B e C “pelo menos uma vez na vida a todos os utentes do ACES Oeste Norte quando forem a uma consulta do médico de família, por outro motivo qualquer, e aproveitar uma análise sanguínea para também fazer o teste”.

Depois, quer acompanhar o tratamento destes doentes, através da criação da consulta descentralizada de hepatites virais nos centros de saúde da região.

A equipa técnica pretende aumentar em 33% o rastreio até 2024, encaminhar e acompanhar 50% dos utentes com rastreio positivo e iniciar o tratamento a 75% dos doentes.

O projeto tem em conta as metas da Organização Mundial da Saúde até 2030: reduzir as novas infeções por hepatites virais em 90% e reduzir as mortes atribuídas a estas hepatites virais crónicas em 65%, o que permitiria reduzir por ano de um milhão para 500 mil as pessoas que morrem por ano com estas doenças e das 800.000 para as 100.000 novas pessoas infetadas.

Suspeito de sequestro agravado em Viseu fica em prisão preventiva

Um homem de 32 anos ficou em prisão preventiva por ser suspeito de um crime de sequestro agravado, em Viseu, onde foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP), anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

Segundo um comunicado de imprensa da PJ, a detenção ocorreu no “seguimento de diligências desenvolvidas no decurso da denominada operação “Paládio””, desencadeada em 12 de julho, numa operação conjunta com a PSP.

Neste sentido, elementos da PSP de Viseu, em articulação com a Diretoria do Centro da PJ, “procederam à abordagem e detenção de um homem com 32 anos de idade, em cumprimento de mandado de detenção emitido pelo DIAP de Viseu, pela presumível prática, em coautoria, de um crime de sequestro agravado”.

“O indivíduo agora detido, que se encontrava em paradeiro desconhecido, terá integrado o grupo que, no passado dia 25 de abril, sequestrou e torturou um homem com grande violência, na cidade de Viseu, com a finalidade de o obrigar a expelir produto estupefaciente que alegadamente transportava no interior do organismo”, esclareceu.

O detido, acrescenta o comunicado, “já referenciado pelas autoridades como tendo ligações a ilícitos relacionados com o consumo e tráfico de estupefacientes, foi presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório, ficando sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

Em 12 de julho, a PJ e a PSP anunciaram, em nota de imprensa, a detenção de quatro pessoas, entre os 24 e 60 anos, três homens e uma mulher, suspeitos de crimes de sequestro agravado, homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.

A “Operação Paládio” foi “o culminar de investigações relacionadas com fenómenos de criminalidade especialmente violenta na cidade de Viseu, associados sobretudo ao tráfico e consumo de estupefacientes e envolvendo a utilização de armas de fogo”, explicaram.

“No decurso da ação policial desencadeada, foram ainda realizadas buscas na cidade de Tarouca, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana, tendo sido ainda apreendidos elementos probatórios adicionais”, contaram.

Em articulação com a PJ, estiveram envolvidas nesta operação várias valências da PSP, nomeadamente Investigação Criminal, Equipas de Intervenção Rápida e equipas da Unidade Especial de Polícia, tais como o Corpo de Intervenção e o Grupo Operacional Cinotécnico.

PSD quer que Governo acelere remoção de amianto na PSP de São João da Madeira

Deputados do PSD eleitos pelo distrito de Aveiro alertaram hoje que o Governo ainda não removeu o amianto da cobertura da esquadra da PSP de São João da Madeira, adiando a reabilitação aguardada “há mais de 25 anos”.

Após uma visita ao imóvel, os sociais-democratas apontam a presença do referido material cancerígeno como a componente mais urgente da reabilitação que está “prometida há muito, mas tarda a sair do papel”.

A posição do PSD já foi remetida ao Ministério da Administração Interna, em documento que solicita divulgação da data de abertura do concurso para adjudicação da empreitada, à qual caberá corrigir outras “patologias graves, designadamente infiltrações, canalizações deficientes (…) e até uma sala encerrada por falta de condições mínimas”.

Tanto os parlamentares eleitos por Aveiro como os representantes das estruturas do PSD de São João da Madeira concordam que “as obras de requalificação são necessárias e urgentes, facto por todos reconhecidos e que levou os sindicatos [da polícia] a marcarem posição”.

Realçando que as obras estão “prometidas há mais de 25 anos”, o partido recorda: em novembro de 2022 a secretária de Estado da Administração Interna anunciou um investimento de cinco milhões de euros para obras nas esquadras da PSP de Ovar e São João da Madeira, ao abrigo da lei da programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança para o quadriénio de 2022 a 2026, e em fevereiro de 2023 o ministro da tutela reforçou esse compromisso, aquando da assinatura de contratos com os serviços sociais da GNR e da polícia.

“Os deputados do PSD querem agora saber quando pensa o Governo abrir o procedimento de contratação (…), qual é o orçamento previsto para a intervenção e se a execução da empreitada estará a cargo da Administração Central ou da autarquia”, concluem.

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