Início Site Página 617

Detido autor de crime de sequestro agravado

No seguimento de diligências desenvolvidas no decurso da denominada operação “Paládio”, desencadeada no passado dia 12 de julho, elementos do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Viseu, em articulação com a Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, procederam à abordagem e detenção de um homem com 32 anos de idade, em cumprimento de mandado de detenção emitido pelo DIAP de Viseu, pela presumível prática, em coautoria, de um crime de sequestro agravado.

O indivíduo agora detido, que se encontrava em paredeiro desconhecido, terá integrado o grupo que no passado dia 25 de abril sequestrou e torturou um homem com grande violência na cidade de Viseu, com a finalidade de o obrigar a expelir produto estupefaciente que alegadamente transportava no interior do organismo.

O detido, já referenciado pelas autoridades como tendo ligações a ilícitos relacionados com o consumo e tráfico de estupefacientes, foi presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório, ficando sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

Avioneta de sulfatar arrozais cai em Coimbra. Há um ferido ligeiro

Piloto sair do aparelho antes do embate.

Uma avioneta de sulfatar arrozais caiu, na manhã desta quinta-feira, em Brunhós, na vila de Soure, distrito de Coimbra, confirmou fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra à TVC.

De acordo com a mesma fonte, o acidente fez um ferido ligeiro, o piloto e único ocupante do aparelho, que foi prontamente transportado para o o centro de saúde de Montemor-o-Velho.

O piloto conseguiu escapar sem grandes ferimentos por ter saltado da avioneta antes do embate.

O alerta para o acidente foi dado às 10h28. No local estão 30 elementos e três veículos dos bombeiros e autoridades.

Ainda não se sabe o que levou o aparelho a despenhar-se.

Festival da Tigelada regressa a 11 de agosto a 19 restaurantes de Proença-a-Nova

O Festival Gastronómico da Tigelada regressa a Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, no dia 11 de agosto, em 19 restaurantes que apresentam diariamente esta sobremesa na sua ementa.

“A tigelada de Proença-a-Nova já é dos produtos de doçaria que melhor nos identifica, como região de gastronomia rica e variada, mas com uma forte ligação aos produtos com origem na pastorícia, nomeadamente na caprinocultura e é desta forma com a grande adesão da restauração que procuramos fazer uma divulgação deste doce de excelência”, afirmou hoje, em comunicado, o vice-presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Manso.

O Festival da Tigelada arranca no dia 11 de agosto e vai prolongar-se até ao dia 27, em 19 restaurantes aderentes do concelho de Proença-a-Nova, que se comprometem a apresentar diariamente esta sobremesa na sua ementa.

Para a realização deste evento, a autarquia oferece aos restaurantes aderentes “caçoulos personalizados para a venda e exibição deste doce típico do concelho e alguns brindes a distribuir pelos clientes”.

Segundo o município de Proença-a-Nova, a tigelada é hoje uma marca consolidada do concelho.

“A realização do festival vem também reforçar o aumento da aposta neste produto endógeno, que reforça o interesse do município em dar a conhecer este doce tão típico do concelho, produzido ao longo de todo o ano e com interesse acrescido nos meses de maior enchente”.

A Câmara Municipal de Proença-a-Nova tem apostado na promoção naquela que é considerada a rainha da doçaria do concelho e que promove igualmente o território e outras atividades económicas a ela associadas.

“Para além de promovermos a tigelada, estamos também a divulgar outros produtos que são fundamentais para a confeção daquele que é o doce mais típico do concelho, nomeadamente o mel e o leite de cabra, que lhe dá o seu sabor tão característico, e que são fileiras com peso crescente na economia municipal”, conclui João Manso.

Mira: Torneio de Futebol de Praia 2023

O Município de Mira e o Centro Cultural e Recreativo da Praia de Mira, promovem o Torneio de Futebol de Praia 2023.

Com o apoio do Grupo Desportivo da Praia de Mira Touring 1970, a Associação de Futebol de Coimbra, a Adamastor – Associação de Nadadores Salvadores de Mira, a Junta de Freguesia da Praia de Mira e o Mercado Velho da Praia de Mira, foi possível, depois de alguns anos, voltar a realizar o torneiro mais aguardado do Verão.

Entre os dias 5 e 15 de agosto, o areal da Praia de Mira, está pronto para receber jogos emocionantes e muitas novidades.

Até dia 30 de julho inscreve a tua equipa e junta-te a nós para um evento que promete muitas novidades!

Empresa da Covilhã que produz peças para marcas mundiais de luxo duplica vendas

A MepiSurfaces, empresa na Covilhã que produz peças em metal para algumas das mais conhecidas marcas de luxo no mundo, já atingiu o volume de negócios do ano passado e prevê duplicar as vendas este ano.

“Terminámos 2022 com cerca de 16 milhões de euros em termos de vendas e, neste momento, posso dizer que vamos passar de 16 milhões para 30 milhões de vendas”, disse, em declarações à agência Lusa, o diretor-geral da Mepisurfaces, Rogério Cruz. 

Marcas de renome como a Dior, Cartier, Louis Vuitton, Hermés, Montblan ou Tiffany têm sido apontadas como clientes da Mepisurfaces, localizada no distrito de Castelo Branco.

Rogério Cruz explicou que, devido aos acordos de confidencialidade, não revela quem são os clientes, mas acrescentou que “passará por aí” e sublinhou que o mercado do luxo não está em crise, tem, pelo contrário, registado “um crescimento enorme”, por serem marcas conhecidas mundialmente, terem um mercado global e, quando há menos procura num local, compensam com as vendas noutros países.

“Trabalhamos com as maiores marcas de luxo do mundo. Franceses, italianos, principalmente suíços, alemães também. É a pirâmide do luxo, nós estamos aí, somos fornecedores diretos deles”, sublinhou o diretor-geral da empresa que produz peças para joalharia, relojoaria, marroquinaria, canetas, fivelas, fechos para malas, braceletes ou brincos.

Em janeiro, a unidade do grupo franco-suíço FM Industries Sycrilor mudou-se para instalações construídas de raiz no Parque Industrial do Tortosendo, também no concelho da Covilhã, onde a empresa está instalada desde 2013, o que permitiu duplicar a área de capacidade de produção, num investimento de cerca de seis milhões de euros, e desde o início do ano contratou mais 150 pessoas, num total de 462 postos de trabalho.

O diretor-geral realçou que o investimento não parou desde então, numa perspetiva de otimizar processos, ganhar eficiência e dar uma resposta mais rápida às encomendas.  

“Continuamos a apostar. Este ano já fizemos um investimento de cerca de 400 mil euros e temos previsto até ao final do ano investir mais 900 mil euros”, informou Rogério Cruz, que enalteceu a “excelente recetividade por parte dos clientes” e anunciou ter fechado há dias um acordo com um dos principais parceiros para um aumento de 15% do volume de vendas.

O responsável acentuou, ainda em declarações à agência Lusa, a capacidade instalada para “fazer os processos de A a Z”, desde o trabalho de maquinação para trabalhar as barras de metal, o polimento de precisão, cada vez mais automatizado, a galvanoplastia, que é o banho das peças com metais preciosos, e a montagem final.

A Mepisurfaces começou em março a laborar 24 horas por dia, sete dias por semana, e passou a ter a capacidade de entregar as encomendas diretamente ao cliente final, sem que tenham de ser primeiro enviadas para as fábricas do grupo em França que tinham essa tarefa, o que permitiu “diminuir os tempos de entrega”.

“A aposta não se ficou pelo polimento. Industrializou-se, evoluiu, e permitiu-nos este crescimento. Aproveitamos o conhecimento existente aliado a uma forte industrialização, investigação e desenvolvimento, daí este salto que conseguimos dar”, enfatizou Rogério Cruz.

Santa Maria. Bebés infetados estão estáveis e a receber visitas dos pais

Bebés colonizados estão estáveis. Dois já tiveram alta.

O Diretor de Infecciologia do Hospital de Santa Maria, Álvaro Ayres Pereira, revelou esta sexta-feira, que os bebés infetados pela bactéria Klebsiella Pneumoniae, internados na neonatologia, estão estáveis e que dois deles até já tiveram alta.

Assim sendo, neste momento, o Santa Mar 11 bebés infetados internados. Todos continuam a receber a visita dos pais. Mas apenas estes os podem visitar.

A ala de neonatologia do Hospital de Santa Maria foi dividida em duas. Uma para os bebés infetados e outra para os dois que não estão colonizados e a quem são feitos testes de três em três dias.

De acordo com o profissional de saíde, a maior parte dos bebés colonizados são prematuros de tenra idade que, independentemente de estarem colonizados e terem infeções, têm de permanecer no hospital.

“São bebés que estão muito dependentes de cuidados médicos […]. Os bebés terão alta ou não independentemente da bactéria, se o desenvolvimento assim o permitir”, realçou Álvaro Ayres Pereira, lembrando que “muitos de nós temos essa bactéria e andamos na rua”.

Grávidas de bebés de risco serão desviadas

O serviço de neonatologia do Santa Maria não está a receber novas admissões. Assim, as grávidas cujos bebés apresentem “o mínimo risco de precisarem de cuidados neonatais”, como afiançou o responsável no briefing desta manhã, serão desviadas para outras unidades.

Contudo, se for necessário internar algum bebé que nasça no hospital, este irá para a ala dos bebés não colonizados. 

Questionado sobre a origem do surto, Álvaro Ayres Pereira explicou que “a bactéria provavelmente veio de outra criança ou de outro pai” e que foi detetado através de “uma ramela de uma criança”.

Já sobre a possibilidade da Klebsiella Pneumoniae passar para outros serviços do hospital, o médico salientou que, para já, o surto está “circunscrito” à neonatologia, mas que “esta é uma bactéria endógena”, não só no Santa Maria, como noutros hospitais, “principalmente nos hospitais do Mediterrâneo”.

“Esta bactéria não vai ser elminada, existe connosco”, reiterou.

Há uma morte a ser investigada

Álvaro Ayres Pereira não falou da morte de um dos bebés internados no serviço de neonatologia do Hospital de Santa Maria, durante o surto, o diretor clínico do Hospital de Santa Maria, Rui Tato Marinho, negou que este esteja a ser investigado, uma vez que a criança que morreu era “muito pequenina”, “com imensos outros problemas” e que a presença da bactéria nada teve a ver com a causa da morte.

Declarações que contrariam a informação dada pelo diretor de Neonatologia daquela unidade hospitalar, André Graça, na noite de ontem.

“Morreu colonizado com a bactéria, mas não sabemos ainda em concreto se a causa da descompensação teve a ver com a bactéria ou não. Ainda não há dados finais da autópsia, etc, que nos possam fazer tirar conclusões definitivas em relação a essa situação”, disse o profissional de saúde na altura.

Misericórdias endividadas. Já há salas do pré-escolar a fechar

Alguns funcionários não receberam o subsídio de Natal de 2022, nem o de férias de 2023. Algumas Santas Casas estão mesmo a vender o património para conseguir manter a ajuda que prestam a milhares de pessoas todos os dias.

Há várias misericórdias a debaterem-se com problemas graves de sustentabilidade, de tal forma que estão a vender património, a recorrer à banca e a fechar valências para conseguirem pagar as despesas e manterem a ajuda que prestam a milhares de pessoas.

 Há funcionários que ainda não receberam o subsídio de Natal de 2022 e o subsídio de férias e alguns só receberam metade. Há ainda salas do pré-escolar que fecharam portas e não vão voltar a abrir em setembro.

É o caso, por exemplo, da Santa Casa da Misericórdia de Sernancelhe, da Santa Casa da Misericórdia de Constância e da Santa Casa da Misericórdia da Lousã, de onde o provedor, João França, explicou que, atualmente, a instituição tem um prejuízo mensal de 20 mil euros e só conseguiu pagar metade do subsídio de férias aos funcionários.

Para além do “descalabro financeiro” e da “inflação”, o valor pago pelo Estado nos acordos de cooperação ficam, segundo João França, “muito aquém dos custos reais”, não chegando mesmo a 30% do que gastam com utentes ou crianças. A esperança reside no dinheiro de uma candidatura ao PRR, contudo, nem essa ajuda é certa.

Com problemas financeiros estão também várias misericórdias do Alentejo, nomeadamente, no distrito de Beja, como é o caso da Santa Casa da Misericórdia de Odemira, da Santa Casa da Misericórdia de Aljustrel e da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, onde nem os subsídios de Natal de 2022, nem os subsídios de férias de 2023 foram pagos.

Nos distritos de Aveiro e Faro as misericórdias também enfrentam dificuldades.

A União das Misericórdias Portuguesas garantiu que está a negociar com o Governo a “atualização da comparticipação pública ajustada à atual realidade”.

JMJ: 59 centros de saúde com horário alargado e meios no INEM no terreno

Quase 60 centros de saúde do país a funcionar com horário alargado, mais de 100 viaturas de emergência médica, quatro hospitais de campanha e 17 postos médicos avançados fazem parte do dispositivo montado para a Jornada Mundial da Juventude.

A escassos dias do início do evento religioso, que decorrerá entre os dias 01 e 06 de agosto, o médico António Marques, que preside a Comissão de Gestão do Plano do Ministério da Saúde para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) avançou, em entrevista à agência Lusa, o dispositivo montado no terreno para responder eficazmente a situações que possam ocorrer durante esta iniciativa, onde são esperados cerca de 1,5 milhões de peregrinos.

António Marques disse estarem tranquilos com o dispositivo criado, considerando que “é digno, estruturado e certamente será adequado às necessidades”.

Durante esta semana já há eventos relacionados com a JMJ que estão a acontecer em 17 dioceses ao longo do país em que foi feita “uma análise das necessidades caso a caso” em termos de prestação de cuidados de saúde que serviu também de preparação para a semana que irá acolher em Lisboa o maior evento da juventude católica, que conta com a presença do Papa Francisco.

Segundo o responsável, há 59 centros de saúde que alargaram especificamente o seu horário por causa da JMJ, sendo que no sábado (05 de agosto) vão estar 225 centros de saúde abertos e no domingo, 190, o que representa “um esforço no contexto dos cuidados de saúde primários e no seu atendimento não programado”.

No contexto hospitalar, entrou-se agora na última fase: a urgência e a resposta à emergência, em que há uma parte pré-hospitalar e uma parte hospitalar.

Na fase pré-hospitalar, António Marque revelou que houve um reforço de mais de 100 viaturas, como ambulâncias e motos de emergência, coordenadas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), envolvendo também entidades como os bombeiros e a Cruz Vermelha Portuguesa.

A nível hospitalar, vários hospitais atualizaram e testaram os seus planos de resposta a eventuais situações com múltiplas vítimas, denominados planos de catástrofe, nomeadamente o Hospital de Loures, porque há eventos a realizarem-se neste concelho.

Os centros hospitalares Lisboa Norte, Lisboa Central, Ocidental, Coimbra, Santo António e São João (ambos no Porto) também testaram e atualizaram os seus planos de emergência, o que o médico considerou ser “uma mais-valia para resposta a um eventual incidente inesperado e de exceção”, em que terá de haver “uma resposta em rede, sempre considerando os doentes mais graves”.

Relativamente ao dispositivo no terreno coordenado pelo INEM, que conta com a colaboração da Proteção civil, bombeiros, Cruz Vermelha Portuguesa e também do Comité Organizador Local da JMJ, há quatro hospitais de campanha certificados pela Organização Mundial da Saúde, mais dois dos que o inicialmente previstos, que ficarão localizados no Parque Tejo (em terrenos dos concelhos de Lisboa e de Loures), no parque Eduardo VII e em Fátima, e 17 postos médicos avançados, mais sete dos que inicialmente estavam previsto.

“Isto é relevante porque demonstra, por um lado, a capacidade dinâmica, ou seja, à medida que se avalia a situação, os riscos, e se tenta ter uma postura de precaução de gestão de risco, então mobilizamos mais meios”, explicou, sublinhando a importância de serem cautelosos.

Nos postos médicos avançados participam elementos dos bombeiros e da Cruz Vermelha, sendo que 10 estão instalados no Parque Tejo, cinco no parque Eduardo VII, um no Terreiro do Paço e um em Algés.

Há ainda 124 equipas apeadas constituídas por bombeiros e elementos da Cruz Vermelha Portuguesa, coordenadas também pelo INEM, “o que também significa um dispositivo interessante”, além de 76 postos de socorro de nível de suporte básico de vida, onde estão voluntários da JMJ, muitos dos quais são profissionais da saúde.

“Por isso, há aqui um dispositivo que é muito respeitável e robusto”, rematou António Marques.

Bactéria obriga a fechar neonatologia do Santa Maria. Há bebés infetados

Vários bebés estarão infetados por uma bactéria multirresistente.

A presença de uma bactéria multirresistente obrigou a encerrar o serviço de neonatologia do hospital Santa Maria, em Lisboa.

Segundo o mesmo semanário, dos 14 bebés internados, 12 estarão infetados. À agência Lusa, no entanto, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), garantiu que há 13 bebés infetados.

“Os bebés positivos estão clinicamente estáveis e o Grupo Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos do CHULN está a acompanhar a situação de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde”, adiantou à Lusa o centro hospitalar.

Segundo referiu, o serviço de neonatologia do hospital está encerrado para novas admissões e os bebés “não foram nem vão ser transferidos” para outros hospitais.

“A resposta nesta área é assegurada por meios internos do CHULN e através de articulação com a rede durante os procedimentos de boas práticas necessários para resolver a situação”, garantiu.

As grávidas que estejam em situação de risco de ter bebés prematuros estão a ser enviadas para o hospital São Francisco Xavier, bem como para outras unidades hospitalares.

Surf: Portugal é campeão europeu

Mafalda Lopes e Guilherme Ribeiro (surf) terminam no primeiro lugar do pódio do Eurosurf. António Dantas e Raquel Bento (longboard) fecharam a competição na vice-liderança. Em Santa Cruz, os quatro surfistas portugueses foram superiores nos duelos com o maior contingente espanhol (6). Garantiram título europeu de surf, o segundo do palmarés a nível internacional.

Portugal sagrou-se campeão europeu de surf. Nas finais do Eurosurf 2023, competição europeia de seleções que terminou hoje em Santa Cruz, Torres Vedras, Guilherme Ribeiro e Mafalda Lopes venceram a final na categoria de surf open, enquanto Raquel Bento e António Dantas, em longboard, concluíram a prova europeia de medalha de prata ao peito.

“É um orgulho enorme liderar esta equipa que soube ser um grupo forte, solidário e unido. É um dos momentos mais altos da minha carreira como treinador”, confidenciou David Raimundo, selecionador nacional, citado num comunicado da Federação Portuguesa de Surf. “Foi um campeonato difícil e por isso ainda mais saboroso. Sabíamos que Espanha era grande candidata, mas também estávamos conscientes do nosso potencial”, reconheceu.

Os quatro surfistas portugueses que atingiram as finais, num universo de oito que compuseram a comitiva (Érica Mendonça e Afonso Antunes, eliminados precocemente e Gabriela Dinis e Guilherme Fonseca, falharam a repescagem final que poderia colocá-los nas finais), superiorizaram-se ao forte contingente espanhol (vice-campeões) constituído por seis atletas. Recuperaram, desta forma, o título europeu que escapava desde 2017, troféu conquistado, nesse ano, com o bodyboard a servir de mão de apoio ao surf.

No desnivelado duelo ibérico reservado para o último dia da competição, Mafalda Lopes esteve em particular destaque na prova integrada no Santa Cruz Ocean Spirit, evento alargado ao bodysurfskimboard e música.

Vinda da repescagem final (2.ª classificada), a surfista da Costa da Caparica, bateu na final a três espanholas e terminou como “campeã” da competição europeia de seleções organizada pela Federação Europeia de Surf (ESF) que reuniu 111 surfistas em representação de 16 países.

“Não liguei à pressão (concorrência espanhola)”, assumiu em declarações ao site oficial da prova. “Estava lá para ganhar, consegui duas ondas seguidas (6,43 e 5,33 pontos) e controlei o heat a partir daí”, explicou.

Ainda antes de saber as contas oficiais do europeu de surf, Guilherme Ribeiro exaltava de alegria pelo feito conquistado. “Estou tão orgulhoso de ser português, adoro de onde venho e gosto de representar o meu país”.

Na entrevista à organização, para além de admitir que tinha “a vitória em mente” na bateria final, não se esqueceu de um agradecimento especial. “Queria agradecer à minha namorada que tirou o dia, como sempre, para me ver. Está sempre a apoiar-me em todo o lado e é uma pessoa especial para mim”, confessou o atual campeão da Liga MEO.

Para João Aranha este foi um “campeonato duríssimo” no qual Portugal teve de “lutar até ao fim”, tendo ganho “quase na última onda”, conseguindo “ultrapassar ‘na curva’ no último dia” a forte seleção espanhola, assinalou, citado no comunicado, o presidente da Federação Portuguesa de Surf. “Temos uma equipa fortíssima, tanto os atletas como os técnicos”, elogiou. “Vamos ter bolsas olímpicas para os vencedores”, garantiu o líder da FPS. 

Destaques