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Acusou 2,16g/l no teste do balão em Viseu. Acabou detido pela PSP

Foi ainda detido outro indivíduo, de 41 anos, pelo mesmo motivo, após acusar uma taxa de 1,33g/l de álcool no sangue.

Um cidadão de 27 anos foi detido, por elementos do Comando Distrital de Viseu da Polícia de Segurança Pública (PSP), após acusar uma taxa de álcool no sangue de 2,16g/l durante a condução na madrugada desta terça-feira, informa um comunicado enviado às redações.

A detenção deu-se no âmbito da ação de “prevenção rodoviária, através do patrulhamento auto e apeado”, explica a mesma nota.

Foi ainda detido outro indivíduo, de 41 anos, pelo mesmo motivo, após acusar uma taxa de 1,33g/l de álcool no sangue na mesma madrugada.

As detenções deram-se na Avenida Cidade de São Filipe e no Largo Major Leite.

Os detidos foram notificados para comparecerem, esta terça-feira, no Tribunal Judicial de Viseu.

Remodelação no centro de saúde das Caldas da Rainha avança este ano

A remodelação do Centro de Saúde das Caldas da Rainha, num investimento de cerca de três milhões de euros, deverá ter início até ao final do ano, estimou hoje o presidente da autarquia, Vítor Marques.

A obra, candidatada ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), será “uma remodelação para criar condições” no Centro de Saúde, onde “os consultórios têm menos de 10 metros quadrados” e vão ser reconstruídos “ao abrigo do que são as normas regulamentares para estes equipamentos”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques (independente), no final de uma reunião com o ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

A remodelação do centro de Saúde é “uma das medidas a que o ministro se mostrou recetivo”, de entre um conjunto de “soluções para resolver o problema da falta de cuidados de saúde primários” neste concelho, do distrito de Leiria, onde “mais de 20 mil utentes não têm médico de família”, disse o autarca.

As soluções discutidas hoje com o governante passam ainda, segundo Vítor Marques, pela contratação de médicos estrangeiros e pela alteração das Unidades de Saúde Familiar (USf) e das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) “de modelo A para modelo B”.

“Neste momento, temos duas unidades de saúde a funcionar só com um médico, não há condições para avançar com esse processo, e o que o ministro irá, eventualmente, propor, é que possam passar para o modelo B e que depois tenham um determinado período para preencher as condições que possam ser atrativas para o recrutamento dos médicos”, explicou o presidente.

No que toca aos cuidados hospitalares, Vítor Marques disse ter encontrado no ministro “vontade de mitigar os problemas relativos aos investimentos necessários até que haja um novo hospital, principalmente, na medicina interna e na farmácia”.

De acordo com o autarca, Manuel Pizarro admitiu avançar com a construção da nova farmácia, cujo investimento estimado ronda os dois milhões de euros, mas “espera que possa ser um valor inferior, porque será uma obra para servir apenas até que seja construído o novo hospital”.

Quanto ao novo hospital do Oeste, que o ministro decidiu que deverá ser construído no Bombarral, o autarca das Caldas da Rainha reafirmou as criticas a esta decisão.

Em novembro de 2022, a OesteCim entregou um estudo encomendado à Universidade Nova de Lisboa para ajudar o Governo a decidir a localização, documento que apontava o Bombarral como a localização ideal, opção que veio a ser validada pelo Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Saúde.

Em março, as câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos entregaram ao ministro um parecer técnico a contestar os critérios utilizados no estudo, a defender que fossem tidos em conta outros critérios e que a localização do novo hospital deveria ser na confluência daqueles dois concelhos.

Na reunião realizada hoje, Vítor Marques fez saber ao governante que irá entregar um parecer técnico que contesta os argumentos do Grupo de Trabalho, documento que Manuel Pizarro se comprometeu a analisar.

Se a decisão não for revertida, o novo hospital será construído na Quinta do Falcão, no Bombarral, substituindo os três hospitais do Centro Hospitalar do Oeste, as unidades das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche.

Estas unidades têm uma área de influência constituída por estes concelhos e os de Óbidos, Bombarral (ambos no distrito de Leiria), Cadaval e Lourinhã (no distrito de Lisboa) e de parte dos concelhos de Alcobaça (Leiria) e de Mafra (Lisboa), abrangendo 298.390 habitantes.

GNR resgata mais de mil migrantes em quatro meses da missão da Frontex em Itália

Os militares da GNR que participaram numa missão de quatro meses da agência europeia Frontex em Itália regressaram hoje a Lisboa após resgatarem mais de mil migrantes e detetarem nove embarcações.

Os 20 militares da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da Guarda Nacional Republicana, que compõem a tripulação da lancha de patrulhamento costeiro Bojador, participaram em Crotone, Itália, numa missão da Agência Europeia de Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), no âmbito da coordenação operacional nas fronteiras externas da União Europeia, e regressaram às 15:00 de hoje a Lisboa.

Segundo a GNR, os militares navegaram, durante os 112 dias da missão, mais de 1.130 horas e percorreram cerca de 12.248 milhas náuticas, tendo detetado nove embarcações, das quais sete foram intercetadas.

A GNR indica que os militares participaram em diversas missões de busca e salvamento e resgataram 1.005 migrantes em conjunto com outras forças, nomeadamente a Guardia di Finanza e a Guarda Costeira de Itália, sendo que 387 migrantes (272 do sexo masculino, 38 feminino e 77 crianças) foram transportados na lancha de patrulhamento costeiro “Bojador”.

O objetivo principal desta missão, que decorreu de 22 de março a 12 de julho, foi a vigilância fronteiriça, controlo dos fluxos de imigração irregular, combate à criminalidade transfronteiriça, reforço da cooperação europeia ao nível de Guarda Costeira e apoiar operações de busca e salvamento.

PSD de Santa Comba Dão lamenta que intervenção no IP3 abranja 16% do trajeto no concelho

O PSD de Santa Comba Dão considerou hoje que qualquer intervenção que melhore o IP3 “só peca por tardia”, mas lamentou que o concurso lançado segunda-feira abranja 16% do total do trajeto neste concelho do distrito de Viseu.

Na segunda-feira, o Ministério das Infraestruturas anunciou que foi lançado o concurso público para a empreitada do troço Santa Comba Dão – Viseu do Itinerário Principal (IP) 3, um investimento de 130 milhões de euros.

Apesar de considerar que “qualquer intervenção no IP3 que melhore os índices de mobilidade e segurança só peca por tardia”, a Comissão Política de Secção do PSD de Santa Comba Dão exortou a Infraestruturas de Portugal a alterar a designação da empreitada para nó de Treixedo – Viseu, “por uma questão de transparência e verdade”.

“O IP3 cruza o nosso concelho numa extensão total de cerca de 16,7 quilómetros, entre o Chamadouro e Treixedo. Com o concurso agora lançado, a intervenção apenas vai incidir em cerca de 2,7 quilómetros, a partir do nó de Treixedo até ao limite da fronteira com o concelho de Tondela, ou seja, cerca de 16% do total do trajeto no nosso concelho”, explicou.

Para a estrutura partidária, “anunciar o concurso Santa Comba Dão – Viseu é manifestamente um embuste”, uma vez que a maior parte do percurso no concelho de Santa Comba Dão “não ficará, nesta fase, intervencionada, ao contrário dos concelhos de Tondela e Viseu”.

“Não entendemos, nem aceitamos, que o troço que mais constrangimento tem todo o trajeto do IP3, nomeadamente, a descida do Rojão e a ponte sobre o Dão, não seja contemplada como prioritária nesta intervenção”, frisou.

Segundo o PSD, “a ponte sobre o Dão, para além da circulação diária dos milhares de utilizadores do IP3, é também o acesso local entre as duas margens do concelho, o que eleva a pressão e perigosidade na sua utilização”.

“Com esta decisão, fica mais uma vez claro que o Governo do Partido Socialista esquece Santa Comba Dão e os santacombadenses ao não assumir como prioritários de intervenção estes pontos do IP3 no nosso concelho”, considerou.

A estrutura partidária acrescentou que também fica claro que a liderança socialista da Câmara de Santa Comba Dão, “a sua estrutura política local e distrital não têm qualquer peso nas decisões do governo central”.

O Ministério das Infraestruturas avançou, na segunda-feira, que esta será “a primeira de três intervenções no IP3, prevendo-se que o investimento total ronde os 300 milhões de euros”.

“Santa Comba Dão-Viseu é o troço que tem o maior registo de sinistralidade, pelo que esta obra representa um importante passo na melhoria da segurança rodoviária para os milhares de automobilistas que a cruzam diariamente”, justificou o ministério.

No que respeita aos troços entre Souselas e Penacova e entre Penacova e Santa Comba Dão, o ministério avançou que se encontram “em fase de projeto e de avaliação de impactes ambientais, sendo expectável que o lançamento do próximo troço ocorra no primeiro semestre de 2024”.

Nova empresa municipal vai gerir habitação social na Guarda

A Guarda prevê investir 40 milhões de euros, nos próximos três a quatro anos, na construção de 325 fogos, tendo aprovado a criação de uma empresa municipal para gerir o parque habitacional, anunciou hoje a Câmara Municipal.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a autarquia da mais alta cidade de Portugal, frisou que a construção dos 325 novos fogos habitacionais – mais de três vezes os 95 atualmente existentes – “conduzirá a um aumento muito significativo das competências municipais no domínio da habitação”.

Deste modo, “e por a Câmara não possuir meios técnicos e humanos suficientes para gerir este volume de investimento público em tão pouco tempo”, a Guarda avançou para a criação de uma empresa municipal de habitação “exclusivamente participada pelo município”, proposta já aprovada na reunião do executivo e na Assembleia Municipal.

“A habitação é um dos principais vetores na aposta social do executivo municipal e por isso a Câmara da Guarda vai avançar com uma série de medidas por forma a que o acesso à habitação acessível e social seja, cada vez mais, um direito de todos e, em especial, dos que mais a necessitam, nomeadamente os jovens”, sustenta o comunicado.

A nota explica que, atualmente, a Câmara gere 45 fogos em regime de renda apoiada, 12 em regime de renda condicionada, e 38 como arrendamento em regime geral e que, com a construção dos 352 novos fogos, cerca de 92% (325) serão para habitação acessível e social.

Dessas 325 habitações sociais, explana o comunicado, 225 “estão em fase de preparação de candidatura”, em articulação com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e a comunidade intermunicipal (CIM) das Beiras e Serra da Estrela e os outros 100 fogos estão também em fase de candidatura, mas ao programa governamental 1º Direito, 50 dos quais abrangendo “a resolução de problemas” no Bairro da Fraternidade.

Os restantes 50 abrangem “edifícios já adquiridos pela Câmara e outros que a autarquia pretende ainda vir a adquirir” no centro histórico da Guarda.

Sobre a nova empresa municipal, intitulada “Guarda Viva – Reabilitação Urbana e Gestão do Património Edificado”, a autarquia argumentou que “a eficiência e a eficácia obtidas com a criação dessa estrutura serão ampliadas porque a estrutura organizacional, os processos de trabalho e de comunicação, as competências técnicas e humanas e todos os recursos materiais e tecnológicos da nova entidade serão obtidos e organizados com o objetivo de exercer exclusivamente as atividades delegadas”.

A nova entidade pretende ainda “obter uma maior amplitude de ferramentas de gestão dos equipamentos e projetos que lhe estão afetos”, refere a nota de imprensa.

Associações propõem 150 mediadores nas escolas e história cigana nos manuais

A aprovação do estatuto de carreira do mediador, a colocação de 150 mediadores nas escolas e a inclusão da história e cultura ciganas nos manuais escolares são algumas das medidas sugeridas por associações ciganas para a próxima Estratégia Nacional.

No documento, a que a Lusa teve hoje acesso, as medidas propostas dividem-se pelos oito objetivos estratégicos e foram apresentadas à ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares em nome da Associação Letras Nómadas, Associação de Mulheres Ciganas (Amucip), Ribaltambição, Sendas e Pontes, Silaba Dinâmica, Raízes Tolerantes, Associação Cigana de Coimbra, Costume Colossal e Agarrar.

“É urgente a aprovação do estatuto de carreira do mediador intercultural devido à precariedade que [os mediadores] enfrentam, uma carreira que tem inerente uma função reconhecidamente social”, lê-se no documento.

Sobre esta medida, as associações sublinham que “não faz sentido a ANQEP [Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional] ter aprovado a formação para os mediadores interculturais e estar a ser implementado pelo IEFP [Instituto de Emprego e Formação Profissional] se o estatuto de carreira não existe”.

As associações sublinham que “existe um consenso institucional sobre o papel fundamental desempenhado pelos mediadores ciganos” e defendem que “a presença nas escolas deveria ser alargada”, propondo a colocação de 150 mediadores a nível social nas escolas primárias e secundárias entre 2022 e 2025.

Para a área da educação sugerem também a colocação de 30 auxiliares de educação ciganos em escolas de norte a sul do país, a criação de um projeto-piloto em Moura para a promoção da educação pré-escolar entre os pais ciganos, a inclusão da história e cultura ciganas nos manuais escolares, “não de uma forma folclórica, mas com factos”, e a necessária formação de docentes e não-docentes, além do alargamento do programa ROMA Educa a todos os estudantes ciganos que queiram prosseguir os estudos, em particular as raparigas ciganas.

Sugerem também a criação de programas de mentoria nas escolas para melhorar o desempenho dos alunos ciganos e sessões com ciganos que sirvam de modelo a outros alunos para “inspirar e desmistificar”.

A habitação tem igualmente destaque e as associações propõem, por exemplo, a criação de bolsas de habitação pública disponível em prédios públicos e privados para arrendamento em cada quarteirão, através de incentivos fiscais, compra e reabilitação de casas nos centros das cidades e vilas.

Querem que o realojamento seja feito em articulação estreita com as famílias, pretendem o fim “da perseguição, expulsão e das demolições sem alternativa definitiva”, a “promoção do acesso a bens essenciais em todos os acampamentos”, como seja água e luz, e que sejam identificadas as zonas de pobreza extrema para requalificação ou realojamento e que as famílias ciganas sejam retiradas de acampamentos para soluções com “condições mínimas de habitação”.

Para a saúde, propõem, entre outras, a contratação de cinco mediadores ciganos em centros hospitalares e centros de saúde até 2026, a formação de profissionais de saúde e a promoção de programas direcionados às comunidades ciganas.

Para a promoção de uma cidadania inclusiva sugerem uma campanha publicitária contra o racismo e xenofobia, sensibilizar as instituições de ensino superior para a realização de estudos sobre as comunidades ciganas ou a criação de delegações da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) em cidades ou bairros para um serviço de maior proximidade.

A questão da integração no mercado de trabalho não é esquecida e as associações propõem a promoção de cursos profissionais mais direcionados para os interesses da comunidade cigana, a criação de protocolos com o IEFP para estagiários ciganos e de outros protocolos com empresas com incentivos à contratação.

Sugerem ainda a criação do Gabinete de Inserção Profissional Social Intercultural (GIPSI), “que facilite e apoie a formação e o emprego” e que sejam implementados um a norte e outro na zona centro do país entre 2023 e 2025.

Inteligência artificial marca organização e programação do Avanca Film Festival 2023

A inteligência artificial vai dominar a 27.ª edição do Avanca Film Festival, revelou hoje o diretor do certame, António Costa Valente, do Cine Clube de Avanca, na apresentação do festival.

Costa Valente disse que a inteligência artificial vai marcar a edição deste ano do Avanca Film Festival, em aspetos organizativos, como recurso de som e imagem de vários filmes e como tema de debate.

“Corresponde à preocupação que temos tido ao longo dos anos de constante atualização e aproximação do que a tecnologia vai dando ao cinema”, justificou.

A própria escrita dos textos da organização é feita com recurso à inteligência artificial e é sobre a utilização dela na construção dos ‘storyboards’ que incide um dos cinco ‘workshops’ do festival, segundo revelou.

Valente referiu também que a inteligência artificial está igualmente presente na seleção dos filmes, que é transversal a várias obras e “em boa parte usada quer ao nível do som, quer da imagem”.

“Vamos tentar perceber os limites, se é que os tem, e a dinâmica de futuro da inteligência artificial, numa das noites de debate”, disse António Costa Valente, considerando que a edição de 2023 do Festival terá “um olhar diferente sobre a forma como o cinema se está a transformar”.

Após a pandemia está de volta ao Festival a dimensão formativa, quer como entretenimento para os mais novos, quer na ligação à escola para a formação de professores, a que serão dedicados três ‘workshops’.

“Vamos ter bons filmes, com as competições habituais”, comentou Costa Valente na apresentação, destacando ainda o vídeo experimental, o cinema acessível e, na área da TV, as séries e documentários.

Na quarta-feira, dia 26, abrem as competições no Auditório Paroquial de Avanca.

No dia 27 à noite, há cinema no Apeadeiro de Canelas e, na sexta-feira, o Cine Teatro de Estarreja recebe a exibição do filme vencedor do ano passado, num programa que, até dia 30, se reparte por diferentes momentos e espaços do concelho de Estarreja, para que o festival seja “um ponto de encontro entre os filmes e as pessoas”.

“É sempre um momento alto no concelho, sendo este um dos certames se não o certame mais internacional do país, já com milhares de filmes submetidos, de todos os cantos do mundo, de cujo sucesso não duvido e a que o Município presta a sua colaboração”, comentou o presidente da Câmara de Estarreja, Diamantino Sabina.

Sabina e Valente assinaram, no final da apresentação, um protocolo de colaboração entre o Município e o Cine Clube, para um apoio financeiro de 25 mil euros ao Festival, além do apoio logístico da autarquia.

A vereadora da Cultura, Isabel Simões Pinto, aproveitou a ocasião para anunciar que Estarreja vai apresentar a candidatura à rede de cidades criativas da UNESCO, como “cidade criativa do cinema” em 2025.

JMJ: Vinte mil peregrinos esperados no For God Shake Festival, em Coimbra

Mais de 20 mil peregrinos devem marcar presença no “For God Shake Festival”, um evento em Coimbra, no dia 29, que promete celebrar a união entre peregrinos, famílias de acolhimento e voluntários, revelou hoje o Comité Organizador Diocesano (COD).

De acordo com o coordenador do Comité Organizador Diocesano (COD) de Coimbra da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Hugo Monteiro, este evento realiza-se na Praça da Canção, um espaço que batizaram de “Parque Alma Mater” e que será aberto a toda a comunidade.

“Promete ser um verdadeiro encontro multicultural, de alegria, de partilhas e de experiências novas””, referiu.

Durante a conferência de imprensa de apresentação deste festival, que decorreu hoje de manhã no Auditório do Instituto Universitário Justiça e Paz, em Coimbra, Hugo Monteiro realçou que marcarão presença peregrinos de 60 nacionalidades diferentes, de todos os continentes.

“Vai ser uma experiência para todos: voluntários, peregrinos e famílias. Teremos um palco principal e um palco mundo, para além de ocorrer outro concerto no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha”, acrescentou.

O “For God Shake Festival”, cujo nome nasceu do trocadilho “for God sake” (que na tradução para português significa por amor de Deus), faz parte da programação que o COD de Coimbra preparou para os “Dias nas Dioceses”, em jeito de preparação para a JMJ.

Entre as 14:00 e as 00:30 do dia 29 terão lugar atividades de caráter cultural, religioso e de convívio com a comunidade que, para além da celebração da Eucaristia, integra outros momentos de oração e introspeção, bem como música e animação.

No palco principal, a partir das 20:30, atuarão a Banda da Paróquia, Anaquim, Coimbra Gospel Choir e o Padre João Vaz e Banda JM, enquanto o palco mundo acolherá dezenas de grupos de várias nacionalidades.

Os “Dias nas Dioceses” no concelho de Coimbra decorrem de 26 a 31 de julho, tendo por objetivo a integração dos jovens de todo o mundo nas comunidades paroquiais.

São organizados pelo Comité Organizador Diocesano de Coimbra e contam com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

O primeiro encontro aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado, nos moldes atuais, por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A edição deste ano, que contará com a presença do Papa Francisco, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJ Lisboa 2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano.

Rega de espaços verdes relvados reduzida em Viseu

A duração e a frequência das regas dos espaços verdes relvados de Viseu foram reduzidas com o objetivo de conseguir uma gestão sustentável dos consumos e de serem acauteladas eventuais situações de condicionamentos ao abastecimento público, informou hoje a Câmara Municipal.

“Esta é uma medida preventiva que faz com que os espaços verdes do concelho de Viseu fiquem com um aspeto mais seco, devido à desidratação, mas que não compromete a sua recuperação no próximo outono/inverno”.

A autarquia alertou que os dias quentes e secos continuam a afetar de forma particular a cidade de Viseu e, por isso, pediu aos munícipes que reportem aos serviços municipalizados alguma situação irregular que detetem, como, por exemplo, uma rutura/fuga na via pública ou um aspersor de jardim mal orientado.

No verão de 2022, atendendo à escassez de água, o município também tomou medidas preventivas, começando por reduzir a pressão da água na rede pública, no início de julho.

Foi também reduzido o tempo de rega dos espaços públicos, uma medida que tem sido tomada desde 2017 (ano em que a Barragem de Fagilde teve de ser abastecida por camiões-cisterna), e as populações sensibilizadas para a necessidade de implementarem hábitos para reduzirem o consumo de água.

Câmara de Coimbra quer aeródromo no domínio municipal

A Câmara de Coimbra quer que a dominialidade do Aeródromo Bissaya Barreto, da Comunidade Intermunicipal (CIM), passe para a autarquia, afirmou hoje o presidente do município, José Manuel Silva.

“Temos de conversar e procurar esse entendimento com a CIM [da Região de Coimbra] para que a dominialidade do aeródromo passe para a Câmara”, disse José Manuel Silva, que falava aos jornalistas no final de uma visita àquela infraestrutura, onde está instalado um dos centros de meios aéreos da região, que integra o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.

Questionado pela agência Lusa, o autarca afirmou que há abertura da CIM para passar a dominialidade do aeródromo para a Câmara de Coimbra e salientou que faz todo o sentido que aquela infraestrutura passe para o município.

“Temos de trabalhar para o aeródromo ter outra capacidade”, vincou, considerando que aquele espaço tem estado “estagnado”, sendo necessário um plano que assegure o crescimento da infraestrutura.

Para José Manuel Silva, é necessário rever os protocolos que existem no aeródromo, para permitir uma maior flexibilidade de gestão e mais de acordo com os interesses públicos e municipais.

Aquele centro conta com um helicóptero ligeiro de primeira resposta e dois aviões bombardeiros médios, que tanto podem assegurar o ataque inicial como ampliado às chamas, explicou o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil, Carlos Tavares.

A região de Coimbra conta ainda com outro centro de meios aéreos na Pampilhosa da Serra, com um helicóptero ligeiro de combate, e outro na Lousã, com um helicóptero ligeiro de combate e dois de avaliação e reconhecimento.

No aeródromo de Coimbra, para além dos meios aéreos, estão em permanência os seus pilotos e uma equipa da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR.

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