Início Site Página 649

Marchas Populares desfilam em Anadia

As Marchas dos Santos Populares vão ter lugar no próximo sábado, dia 1 de julho, pelas 21h30, no Vale Santo, em Anadia.

Participam este ano no evento cinco marchas do concelho, designadamente de Óis do Bairro, Vilarinho do Bairro, Samel, São Lourenço do Bairro e Santa Casa da Misericórdia de Anadia e ainda uma marcha convidada de Santa Clara, Coimbra.

À semelhança de anos anteriores, o ponto de encontro das marchas tem lugar no Pavilhão Municipal de Anadia, desfilando em seguida pelas principais artérias da cidade até ao anfiteatro do Vale Santo, onde terá lugar a atuação das mesmas.

Depois de Anadia, as marchas atuarão na Curia, no dia 8 de julho, a partir das 21h30, no anfiteatro, junto ao Edificio Dr. Luís Navega.

De referir que o Município de Anadia apoia as marchas populares, tendo para o efeito deliberado atribuir uma verba de 6.000,00€ a cada associação, que desfile com uma marcha, para apoiar as despesas com trajos e ornamentos, entre outras.

Mau tempo: Foz Côa reclama apoios para compensar 6,8 ME de prejuízos na agricultura 

O presidente da Câmara de Foz Côa reclamou hoje apoios para os agricultores compensarem os prejuízos provocados pela intempérie que assolou o concelho este mês, estimando os estragos em várias culturas em 6,8 milhões de euros.

“Passados 15 dias da intempérie precisamos saber quais sãos os prazos para atribuição de compensações por parte do Ministério da Agricultura para fazer face aos estragos provocados, que estão estimados em 6,8 milhões de euros em culturas como a vinha, olival ou amendoal”, disse à Lusa João Paulo Sousa.

De acordo com o autarca social-democrata daquele concelho do distrito da Guarda, cerca de 150 produtores foram afetados, sendo que na vinha, que é principal produção agrícola no território, verificam-se prejuízos em 1.130 hectares.

A estes, disse, somam-se prejuízos no olival, com 165 hectares afetados, e no amendoal, com 175 hectares.

“Só na vinha os prejuízos rondam os 5,65 milhões de euros, previsões apenas para o corrente ano agrícola. No olival as perdas são de 394 mil euros e no amendoal de 258 mil euros”, indicou o autarca de Vila Nova de Foz Côa.

De acordo com João Paulo Sousa, não foram contabilizadas estruturas como muros de suporte de terras e socalcos, caminhos e acessos, pavilhões agrícolas e outros equipamentos de apoios às atividades agrícolas e vitivinícolas, nos quais a estimativa dos prejuízos anda na casa do meio milhão de euros.

O autarca acrescentou ainda que os levantamentos foram feitos ao longo das duas últimas semanas e envolveram técnicos do município, juntas de freguesia, adegas cooperativas e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

“Após os levantamentos dos prejuízos, apenas pretendemos que nos seja transmitida uma mensagem de esperança e que nos fosse dito até onde o Governo pode ir em matéria de apoios para fazer face a estes elevados prejuízos”, vincou.

Contactada pelo Lusa, fonte do Ministério da Agricultura avançou que “está a ser feita uma avaliação para perceber quais as medidas que podem ser acionadas”.

João Paulo Sousa disse ainda que passadas duas semanas da intempérie que causou elevados prejuízos em dois terços da área deste concelho, “parece que ficou tudo esquecido”.

“Precisamos de resposta por parte do Governo e que nos transmitam quais são as soluções para minimizar o impacto provocado pela chuva e pelo granizo nas culturas”, exigiu o autarca.

Em 14 de junho, os viticultores de Foz Côa mostraram-se “desolados e desanimados”, depois da intempérie que assolou este território do Douro Superior e que dizimou grande parte da cultura da vinha.

Ao longo das encostas desta região eram visíveis os estragos nas videiras, que, na sua maioria, ficaram completamente destruídas pela força da chuva e do granizo que caiu ao final da tarde do dia 13.

Foz Côa é um município que está integrado na Região Demarcada do Douro (RDD).

Arqueologia de Vila Velha de Ródão deve integrar Rota Europeia dos Neandertais

O futuro da arqueologia em Vila Velha de Ródão, passa pela integração na Rota Europeia dos Neandertais, projeto que está a ser desenvolvido por académicos e gestores culturais, defende o professor e investigador Telmo Pereira.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o município de Vila Velha de Ródão refere que a casa de Artes e Cultura do Tejo tem patente ao público, até ao final do mês de agosto, a exposição “Desenvolver Ródão, conhecer o passado, a chegada e a extinção do homem de Neandertal”, que pode ser visitada, de segunda a sexta-feira, entre as 09:00 e as 17:30.

A exposição resulta dos trabalhos de investigação do património arqueológico da região, que levaram à identificação de dezenas de sítios arqueológicos datados do Paleolítico e “dão a conhecer Vila Velha de Ródão como bom exemplo de colaboração entre entidades e a riqueza que daí adveio”.

Citado no documento, Telmo Pereira, professor e investigador da Universidade Autónoma de Lisboa, realça que o futuro da arqueologia em Vila Velha de Ródão passa pela integração na Rota Europeia dos Neandertais, que está a ser desenvolvida por académicos e gestores culturais no projeto “iNEAL: Integrando o legado Neandertal: do passado ao presente”, no qual foi convidado a participar.

“O objetivo é criar uma rota europeia com os sítios mais emblemáticos sobre os Neandertais e Vila Velha de Ródão é o melhor sítio em Portugal para se fazer este trabalho” sublinha o académico.

Telmo Pereira salienta ainda que Vila Velha de Ródão “é uma região riquíssima para compreender a ciência e a evolução da paisagem e da vida do ser humano, pelo que faz sentido que seja partilhada não só com os cientistas, mas com o público em geral, e possa contribuir para o desenvolvimento do turismo do interior”.

Tendo como ponto de partida os trabalhos de identificação e preservação do Sítio de Cobrinhos, identificado em 2014, durante a ampliação de uma fábrica, a exposição incide também sobre os trabalhos desenvolvidos no Monte da Revelada e no Alto da Revelada, durante os trabalhos obrigatórios de minimização de impacto ambiental na construção de outras duas unidades industriais.

A investigação desenvolvida permitiu a identificação e o estudo de um conjunto de artefactos que documentam o período fascinante e ainda pouco conhecido da história da humanidade, em que o homem de Neandertal habitou o território que é hoje o concelho de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.

Segundo Telmo Pereira, um dos responsáveis por esta investigação, estes trabalhos levaram à publicação da monografia “Cobrinhos e os primeiros Neandertais em Portugal”, que vai já na segunda edição, assim como à criação desta exposição itinerante, “que vai levar até às escolas, bibliotecas e universidades do país a história das descobertas arqueológicas em Vila Velha de Ródão”.

Greve dos farmacêuticos do SNS com adesão global de 90%

A greve de hoje dos farmacêuticos dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) registou uma adesão global de 90%, uma “forte mobilização” para exigir a revisão dos salários, adiantou fonte sindical à Lusa.

“Mantemos uma forte mobilização dos farmacêuticos nesta luta pela revisão salarial, pela contratação de mais farmacêuticos e pela garantia de cuidados de segurança e de qualidade aos utentes do SNS”, referiu o dirigente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF), Norberto Cardoso.

Este foi o segundo dia da greve destes profissionais dos hospitais públicos, com paralisações nos distritos de Beja, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

O protesto prossegue na quinta-feira, com os farmacêuticos em greve nos distritos de Bragança, Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Aveiro, Castelo Branco, Guarda, Coimbra, Leira e Viseu.

“Há hospitais que registaram 100% e outros com uma adesão menor, mas com valores de 90% a nível global nos distritos e nas regiões autónomas” onde se realizou a greve, assegurou Norberto Cardoso.

Sobre os efeitos da paralisação, o sindicalista adiantou que os serviços de ambulatório, que não estão incluídos nos serviços mínimos, “estiveram praticamente fechados” nos hospitais abrangidos pela greve, verificando-se ainda “atrasos na distribuição de medicação aos doentes internados”.

“Não temos conhecimento de nenhuma reclamação por parte de nenhum hospital, nem de nenhum incidente quanto ao cumprimento dos serviços mínimos”, avançou ainda Norberto Cardoso, ao salientar ser “apanágio em todas as greves dos farmacêuticos” o seu cumprimento integral.

O SNF reivindica soluções urgentes que adequem o número de farmacêuticos no SNS às necessidades das atividades farmacêuticas, a valorização da profissão, a atualização salarial e a regularização dos contratos precários.

O sindicato defende ainda o reconhecimento dos títulos de especialista atribuídos pela Ordem dos Farmacêuticos e a regulamentação de um processo especial e transitório à residência farmacêutica, por parte dos que foram contratados após março de 2020.

Fumo de fogos do Canadá deve intensificar-se (e dissipar-se na 5.ª-feira)

Segundo as previsões do serviço CAMS (programa Copernicus), a nuvem de partículas e gases deverá intensificar-se também na região dos Açores a partir de amanhã.

A nuvem de fumo resultante dos incêndios do Canadá que assolou todo o território continental deverá intensificar-se a partir desta terça-feira, dia 27 de junho, particularmente na região sul, de acordo com as informações reveladas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo as previsões do serviço CAMS (programa Copernicus), a nuvem de partículas e gases deverá intensificar-se também na região dos Açores a partir de amanhã, dia 28 de junho, e na Madeira, a partir do dia 29 de junho.

“A nuvem de fumo tem-se mantido em altitude (acima dos 1.000 metros) e deverá dissipar-se na região de Portugal continental a partir da manhã de dia 29, mantendo-se ainda na região dos Açores”, apontou ainda o IPMA, em comunicado.

De notar que, na segunda-feira, a entidade deu conta de que esta nuvem de fumo “é constituída por partículas muito pequenas (< 2.5 micrometros) e por gases (especialmente monóxido de Carbono)”, sendo esperada “uma redução de visibilidade e uma redução do brilho do Sol, bem como do tom azul do céu”.

O IPMA assegurou ainda que continua a acompanhar a situação, podendo emitir uma nova atualização, caso se justifique.

Recorde-se que milhares de bombeiros de vários países do mundo, incluindo de Portugal, combatem os fogos ativos no Canadá, sendo a região mais afetada a província do Quebeque.

Fósseis de trilhos de aves com milhares de anos encontrados na costa sudoeste

Trilhos de pegadas de aves fossilizados de há cerca de 187 e 43 mil anos foram encontrados na costa sudoeste de Portugal, entre Odemira e Vila do Bispo, anunciou hoje o Geopark Naturtejo em comunicado.

A descoberta foi publicada na revista científica Quaternary Science Reviews.

“Entre os vários registos paleontológicos encontrados de aves costeiras e de outras que são mais raras de ver atualmente por estas paragens, salientam-se os trilhos de gralha e de um enorme bufo-real que terá vivido na costa vicentina durante a última glaciação”, lê-se no comunicado.

Os dois novos fósseis foram relatados por uma equipa internacional de paleontólogos e geólogos portugueses do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO, Instituto D. Luiz da Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra e Instituto Politécnico de Tomar, com o apoio do Laboratório de Datação por Luminiscência de Risø, na Dinamarca.

Segundo o Geopark Naturtejo, o trilho de bufo-real destaca-se por exibir uma grande concentração de pegadas sobrepostas “numa superfície de arenito dunar”, com outras do que poderá ter sido uma potencial presa.

Considerada invulgar pelos especialistas, esta ocorrência poderá ser a “primeira evidência de predação por aves no mesmo registo fóssil”.

“Os nomes atribuídos a estes fósseis evidenciam o mais provável produtor e a sua localização geográfica, ‘Corvidichnus odemirensis’ por ter sido encontrado na costa do maior concelho português, e ‘Buboichnus vicentinus’, cujo achado remete para a já famosa Costa Vicentina”, sublinha.

Estes nomes científicos serão a partir de agora utilizados pelos paleontólogos que encontrem fósseis semelhantes em Portugal ou noutras regiões do mundo.

O Geopark Naturtejo refere que os “achados de pegadas de aves” no sudoeste de Portugal se inserem num “estudo comportamental e paleoecológico das formações costeiras que se desenvolveram nas últimas centenas de milhares de anos”, como os das do extinto elefante-europeu-de-presas-direitas encontradas pela primeira vez na Praia do Malhão.

“Na última década temos assistido a vários achados de sítios paleontológicos com registos da passagem de mamíferos e aves no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, onde anteriormente não se conheciam quaisquer registos paleontológicos deste tipo, sendo mesmo de extrema raridade em toda a Península Ibérica”, acrescenta.

MUNICÍPIO DE PENACOVA ASSEGURA TRANSPORTES PÚBLICOS DURANTE O VERÃO

O período de férias escolares implica, desde há muitos anos, uma diminuição da oferta de transportes públicos.


Num esforço em manter circuitos que ligam localidades do concelho a Coimbra, o Município de Penacova solicitou à Transdev, em articulação com a CIMRC – Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, a manutenção de algumas ligações, sobretudo no período da manhã.
Para o efeito, o município fez um levantamento das necessidades sentidas pela população e vão manter-se em operação, durante o verão, algumas linhas que ligam Penacova a Coimbra.


“O município lançou um edital a 9 de junho, no qual pedia à população que identificasse situações em que fosse necessário manter autocarros no período de verão. Após essa auscultação, foi comunicada à CIMRC e à Transdev a nossa vontade em garantir alguns circuitos. Percebemos que são, na esmagadora maioria, pessoas que trabalham em Coimbra e utilizam o transporte público para as suas deslocações”, afirmou o presidente da autarquia, Álvaro Coimbra, que sublinhou o esforço feito pelo município em acolher as necessidades da população – “sempre afirmámos que encontraríamos soluções e foi isso que aconteceu. Só não fomos mais além porque a Transdev não tinha condições logísticas para o fazer. Portanto, ao contrário do que foi dito, numa lamentável onda de boatos, alimentada por alguns partidos políticos, que sugeria uma redução de transporte público, foi possível manter algumas linhas, apesar do enorme esforço financeiro que isso significa para o município.”


Algumas das localidades que ficam com a ligação matinal a Coimbra assegurada são Penacova, Cheira, Rebordosa, Caneiro, Chelo, Chelinho, Paradela de Lorvão e Roxo.

Ministro da Saúde anuncia novo Hospital do Oeste no Bombarral

O novo hospital do Oeste vai ser construído na Quinta do Falcão, no Bombarral, num prazo estimado de cinco anos, anunciou hoje o ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

“Não há nenhuma dúvida de que a população do Oeste merece um hospital muito mais diferenciado e de muito maior dimensão”, disse Manuel Pizarro, nas Caldas da Rainha, onde anunciou a escolha da Quinta do Falcão, no Bombarral, distrito de Leiria, como a melhor localização para a nova unidade hospitalar.

Isto, acrescentou o ministro da Saúde, “só é possível transformando o atual centro hospitalar, com várias unidades dispersas em várias cidades, num único edifício que tenha um certa centralidade e que permita essa concentração [de serviços] que vai permitir a diferenciação técnica do hospital”.

A decisão, comunicada hoje aos 12 municípios do Oeste “não é unânime”, mas é aquela que o Ministério considerou a ideal dada a localização “no centro geográfico da região, com uma belíssima acessibilidade rodoviária, a dois minutos da autoestrada 8 e a menos de quatro minutos de uma estação de caminho-de-ferro”, explicou o governante.

No final de uma reunião com os autarcas, realizada na sede da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), nas Caldas da Rainha, o ministro adiantou que irá ser estudado o modelo de financiamento, admitindo poder “optar por um sistema de parceria público-privada para a construção e manutenção futura do hospital”, ou, em alternativa, “por um sistema de financiamento baseado no Orçamento do Estado”.

A previsão do ministro é de que o estudo esteja concluído até outubro, após o que será anunciado o lançamento do concurso para o projeto, de acordo com “o sistema de financiamento economicamente mais vantajoso”.

De acordo com o governante, o novo hospital “vai ter cerca de 480 camas (..) e praticamente todas as especialidades médicas em adição a todas que já existem” nos três hospitais do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), entre as quais, exemplificou, “urgência de psiquiatria e um laboratório de hemodinâmica para os exames de intervenção cardíaca urgentes”.

Manuel Pizarro deixou ainda a garantia de “investir, desde já, na melhoria das condições das duas unidades das Caldas da Rainha e de Torres Vedras”, bem como de constituir um grupo de trabalho, com a colaboração dos municípios, para dar uma utilização futura àqueles equipamentos”.

O governante pretende que aquelas unidades tenham “serviços de proximidade, meios complementares de diagnóstico e terapêutica, medicina física e de reabilitação”, bem como novas repostas ao nível de cuidados continuados.

Sem se comprometer com datas para a concretização do novo hospital, o ministro estimou que a construção possa demorar “sempre dois a três anos” após o arranque da obra, pelo que, “numa perspetiva muito otimista”, poderá ser uma realidade dentro de “cinco anos”, afirmou.

Em novembro de 2022, a OesteCim entregou um estudo encomendado à Universidade Nova de Lisboa para ajudar o Governo a decidir a localização, documento que apontava o Bombarral como o local ideal.

Em março, as câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos entregaram ao ministro um parecer técnico a contestar os critérios utilizados no estudo e a defender medidas de mitigação dos impactos se Caldas da Rainha deixar de ter hospital, assim como a localização do novo hospital na confluência daqueles dois concelhos.

O novo hospital irá substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Covilhã requalifica parques infantis num investimento de mais de 300 mil euros

A Câmara da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, vai requalificar parques infantis no concelho, num investimento global de mais de 300 mil euros, cujas obras devem estar concluídas até ao final do outono.

“O mais importante é de facto, no fundo, motivá-los [crianças e jovens] a suscitar o interesse deles para irem para a rua, para saírem de casa, para desfrutarem de atividades ao ar livre, para poderem contactar com o meio ambiente que os rodeia, estarem menos tempo ao computador, ‘tablet’ ou televisão, para brincarem, terem atividade física e desfrutarem mais ainda dos tempos livres”, disse hoje, à agência Lusa, o presidente do município da Covilhã, Vítor Pereira.

A autarquia vai avançar com as empreitadas de modo que as crianças e jovens possam desfrutar dos equipamentos com “segurança, conforto e comodidade”, sublinhou.

A requalificação destes espaços avançará em duas fases, sendo que os procedimentos de contratação para a primeira vão avançar “imediatamente”, refere a Câmara Municipal num comunicado hoje sivulgado.

Na primeira fase estarão os parques de Aldeia de São Francisco de Assis, de Sobral de São Miguel, de Casegas, de Aldeia do Souto, de Vale Formoso, de Vila do Carvalho e de Orjais.

Já para a segunda fase, está prevista a intervenção nos parques infantis das freguesias do Tortosendo, de Peso e de Peraboa, bem como, já na cidade, os espaços do Jardim do Lago, da Rua Alberto Rato, da Estação da Comboios de Portugal (CP), da zona do Primor e do Jardim Público.

“Eliminámos parques que estavam obsoletos, parcialmente destruídos ou vandalizados e em sítios poucos acessíveis e pouco frequentados e procurámos […] encontrar os melhores sítios, os mais estratégicos que abrangessem o maior número de crianças para o efeito”, sustenta.

Este investimento permitirá que os mais novos e as famílias possam voltar a utilizar espaços que se foram degradando com o tempo.

Nas empreitadas não serão usadas estruturas em madeira, mas em metal e outros tipos de materiais adaptados a estes equipamentos.

Na Covilhã há uma “grande amplitude térmica”, por isso a madeira deteriora-se “com muita facilidade” e isso implica uma “manutenção constante”.

A opção para resolver este problema vai ser utilizar o metal, já que não carece de manutenção contínua.

De acordo com o autarca, as obras devem estar concluídas até ao final do próximo outono.

“Esta é a minha praia” é mote para campanha de verão da CIM Viseu Dão Lafões

“Esta é a minha praia” é mote para uma campanha de atração turística para a região da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões que registou um aumento de 14% de dormidas neste ano.

“Este ano, e até ao momento, já registámos no nosso território um aumento de dormidas de 14%”, disse hoje o secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho.

O responsável adiantou que há “bons indicadores para que o verão seja o melhor de sempre da região, em termos de dormidas no território” dos 14 concelhos da CIM Viseu Dão Lafões.

Na apresentação da campanha da região para este verão, hoje, nas Termas de São Pedro do Sul (distrito de Viseu), Nuno Martinho recordou que, em 2022, os 14 municípios da CIM Viseu Dão Lafões, tinha registado “um crescimento de 34%”.

“Mais importante é que em 2022 a região atingiu um número de pré-pandemia, do ano de 2019”, destacou, dando a conhecer que, em 2021, ainda a decorrer a pandemia de covid-19, a região teve 352.456 dormidas e, no ano seguinte, 536.490.

“Esta é a minha praia” dá mote à campanha deste ano que vai começar a ser difundida a nível nacional, depois de, em 2021, a CIM ter apostado no ‘slogan’ “O verão é aqui” e, em 2022, “Um verão sem comparação” é na região de Viseu Dão Lafões.

Nuno Martinho realçou ainda, dirigindo-se aos participantes na sessão, designadamente autarcas dos 14 municípios que integram a CIM, durante a qual não faltaram referências à natureza, gastronomia, monumentos e “identidade de cada concelho” da região.

“Não tenho dúvida que nós vivemos melhor, quanto melhor viverem os nossos vizinhos e todos ganhamos com esta complementaridade da ação entre os municípios, ao divulgar os eventos de qualidade deste vasto território”, defendeu o presidente da Comunidade.

Fernando Ruas acrescentou que “um evento pode determinar que uma pessoa fique mais dias e acabe por visitar os concelhos vizinhos” e, nesse sentido, elogiou a iniciativa da campanha conjunta, que vai no terceiro ano.

Presente na apresentação da campanha, no balneário romano das Termas de São Pedro do Sul, esteve também o presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, que defendeu o “novo luxo” que os turistas procuram.

“As pessoas apostam no luxo, mas um novo luxo, já não é aquele hotel seis estrelas ou, em alguns casos, a caminhar para as sete estrelas. O novo luxo, aquilo que todos ambicionam, é espaço, tempo e segurança”, sustentou.

Pedro Machado acrescentou que “já não é o massificado e o dos grandes ‘resorts’, é o luxo da autenticidade e da singularidade” e é nisso que Viseu Dão Lafões “está a apostar”.

A CIM Viseu Dão Lafões integra os municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

Destaques