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Montenegro visita o Hospital Compaixão e a Fundação ADFP 

Sexta feira, dia 20, pelas 17h30, o líder do PSD visita o Hospital Compaixão e valências sociais da Fundação ADFP. 

O Hospital Compaixão, construído e equipado para melhorar a saúde de proximidade no Pinhal Interior, tem sido ostracizado pelo Governo de António Costa. 

Ao contrário do que acontece noutros concelhos (Anadia, Ansião, Mealhada, Oliveira do Hospital) onde o Governo mantém acordos de cooperação com hospitais de Instituições Particulares de Solidariedade Social, Miranda do Corvo foi sempre descriminada negativamente prejudicando também os concelhos em redor principalmente Lousã e Penela. 

O Hospital de Miranda possui muita tecnologia para permitir cirurgias, com bloco com duas salas, ponde contribuir para combater as listas de espera. 

Possui ainda uma outra área de pequena cirurgia ou exames complementares de diagnóstico invasivos, com anestesia geral, como endoscopias digestivas gastroduodenais e colonoscopias.  

O Hospital está equipado com equipamento de diagnóstico com Imagiologia (TAC, RX, mamografia, ecografia) e ainda de cardiologia e outras especialidades. 

A Fundação também pretende poder colaborar com o SNS com internamentos de cuidados continuados de Convalescença e de Paliativos, serviços que não existem em toda a região do Pinhal Interior. 

O Ministério da Saúde, para não dialogar com a Fundação ADFP, está a enviar doentes dos CHUC, residentes em Coimbra, Condeixa, Penela, Lousã e Miranda para internamentos em Albergaria a Velha, o que constitui um escândalo económico e uma forte desumanização impedindo, pela distância, que os familiares possam visitar os doentes. 

Montenegro visitará também outras áreas dedicadas a pessoas idosas, crianças, jovens, mulheres grávidas, pessoas com deficiência ou doença mental. 

A Fundação ADFP assume-se como a mais eclética e inclusiva organização a nível nacional, apostando ainda na Intergeracionalidade. Na Fundação “nascem “bebés filhos de mulheres em situação de pobreza e morrem os muitos idosos ou doentes a necessitarem de cuidados de fim-de-vida.  

Detido homem de 26 anos procurado pelo crime de violência doméstica

O indivíduo, detido em Vila Franca de Xira, ficou sujeito à continuidade da medida de coação de obrigação de permanência na habitação.

O Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, na quarta-feira, em Alhandra, Vila Franca de Xira, um homem de 26 anos de idade sobre quem pendia um mandado de detenção, informa um comunicado a que a TVC teve acesso.

A detenção a este homem, que era procurado pela prática do crime de violência doméstica, ocorreu pelas 10h.

O detido recolheu, depois, às salas de detenção do Comando Metropolitano de Lisboa, tendo sido conduzido ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte – M.P. de Loures, para ser sujeito a um primeiro interrogatório judicial.

O indivíduo ficou sujeito à continuidade da medida de coação de obrigação de permanência na habitação.

Maria Melo apresenta livro e exibe trabalhos artísticos em Valongo do Vouga

Artista natural da freguesia de Valongo do Vouga apresentou livro no dia do seu aniversário

O livro “Cruzes Canhoto”, da artista aguedense Maria Melo, foi apresentado no sábado, na Casa dos Rios, em Valongo do Vouga, num espaço onde estiveram também expostos alguns dos trabalhos artísticos da autora.

“Estas pinturas e os trabalhos que aqui estão lembram-me as raízes e quando falamos de Maria Melo Sereno e de Valongo do Vouga estamos a falar precisamente de raízes, das que se traduzem na ligação à nossa terra”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, aproveitando o momento para agradecer, mais uma vez, a Maria Melo por ter doado o seu espólio ao Município.

O Edil enalteceu esta “ligação bonita” que a artista tem com a terra onde nasceu, disponibilizando a Casa dos Rios e outros espaços do Município – que é “herdeiro da sua arte” – para que possa continuar a expor.

Maria Melo, natural de Valongo do Vouga, escolheu o dia do seu aniversário (celebrou no sábado 75 anos) e a Casa dos Rios, que tem um espaço com o nome de sua mãe, Sala Maria do Carmo, para apresentar este livro que representa a superação e o ultrapassar de dificuldades. O título do livro de desenhos e palavra é o resultado dos trabalhos que Maria Melo realizou com a mão esquerda, por ter o braço direito imobilizado durante um ano na sequência de um acidente.

“Ao trabalhar com a mão esquerda, começo a associar o meu traço ao da minha mãe. Ela fez-me oito desenhos, dos quais três estão neste livro, que tem este nome precisamente por pintar com a mão esquerda”, sublinhou Maria Melo, convidando os interessados a olharem para as páginas do livro e a “lerem os desenhos”.

Sobre mais este momento de apresentação do livro e de exposição dos seus trabalhos neste espaço “lindo” da freguesia de Valongo do Vouga e concelho de Águeda, onde tem sido “tão bem acolhida, com imenso carinho e amor”, declarou a sua “imensa gratidão”, agradecendo ainda a disponibilidade demonstrada em poder expor em outros espaços. “Sempre que me derem oportunidade, tenho sempre muito para apresentar”, disse, acrescentando que por detrás de uma exposição – como a criada propositadamente para este evento – “há um divertimento enorme”.

O sentir irrequieto, o auto desafio constante e o estar a pensar sempre em novos projetos são características de Maria Melo que foram enaltecidas nesta cerimónia.

Filipe Falcão, Presidente da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, aproveitou o momento para agradecer a disponibilidade e sentido de entrega de Maria Melo à arte e à freguesia, bem como para apontar este como um exemplo de atividades que podem decorrer na Casa dos Rios, neste “espaço nobre de Valongo do Vouga”.

Nesta ocasião, foi ainda prestada uma homenagem póstuma a Manuel Borges de Oliveira, pelo seu particular contributo para a aquisição dos terrenos do Parque da Boiça.

De referir ainda que a sessão foi iniciada com um momento musical com a atuação do guitarrista Vasco Grãos.

Greve foi insuficiente para fechar Escola Mário Sacramento em Aveiro

A adesão à greve nacional de professores por distritos foi insuficiente para paralisar a Escola Secundária Mário Sacramento, em Aveiro, que abriu, embora com algumas dezenas de professores grevistas com cartazes à porta.

Os docentes mantiveram-se, apesar da chuva e vento, na entrada da escola a marcar a posição que asseguram não ser apenas dos presentes, empunhando cartazes com dizeres como “temos dignidade”, “escola pública para todos” e “por um ensino de qualidade”.

Fernanda, professora de Filosofia há décadas, explica a fraca adesão dos colegas pelo “medo de fazer greve” e pelo baixo rendimento.

“Com o baixo salário que temos é difícil aguentar uma greve por tempo indeterminado”, diz.

Sobre as razões da greve, que junta sindicatos de diferentes matizes, diz que “são reivindicações que se arrastam há muitos anos” e também não tem muitas expectativas quanto às negociações com o Governo.

“Olhe, vou esperar sentada como de costume, porque não tenho grandes esperanças nestas negociações. O atual Governo já lá está há quantos anos?”, questiona.

Fernanda explica que está à porta da Escola onde leciona para defender a dignidade da carreira.

“Ao nível dos contratados, os mais novos, que já não são assim tão novos, continuam sem saber o que é que os espera amanhã, e os mais velhos andam aqui a arrastar-se sem saber também qual é a sua situação”.

Desencantada com as condições da profissão, afirma que o seu encantamento são os alunos: “Por isso é que estamos cá, apesar de tudo”.

Diferente é a situação de Pedro Carlos, que não é professor de carreira, mas sim técnico especializado e dá aulas de manutenção industrial.

“Estou aqui a dar aulas como qualquer professor, só que quando chega a hora dos meus direitos, eu não tenho direitos, porque não tenho escalão, não pertenço a nenhum grupo e o vencimento é inferior ao dos professores”, diz.

Por isso faz greve e se junta aos outros professores à porta da escola.

Atualmente, estão a decorrer três greves distintas convocadas por várias organizações sindicais. A primeira foi uma iniciativa do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), que em dezembro convocou uma paralisação por tempo indeterminado, que os professores têm cumprido de forma parcial, a apenas um tempo de aulas, e para a qual já foram entregues pré-avisos até 31 de janeiro.

No início do 2.º período, o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) iniciou uma outra greve parcial, esta ao primeiro tempo de aulas de cada docente, que se deverá prolongar até fevereiro e na segunda-feira arrancou uma greve total que se realiza por distritos durante 18 dias, convocada por uma plataforma de sindicatos que incluiu a Federação Nacional de Professores (Fenprof).

Os professores exigem melhores condições de trabalho e salariais, o fim da precariedade, a progressão mais rápida na carreira, e protestam contra propostas do Governo para a revisão do regime de recrutamento e colocação, que está a ser negociada com os sindicatos do setor.

Incêndio que deflagrou em prédio em Lisboa deixa 26 desalojados

Fogo na Calçada Nova do Colégio levou à mobilização de 60 operacionais e 20 viaturas. Não havia, às 22h30, registo de feridos.

Deflagrou, esta segunda-feira, um incêndio num prédio residencial na Calçada Nova do Colégio, no centro de Lisboa, nas proximidades do hospital de São José. No local estiveram vários meios a combater o fogo, entre eles, principalmente, elementos dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, conforme a TVC apurou.

O alerta foi dado às 20h55 e acudiram ao local 60 operacionais e 20 viaturas desse mesmo corpo lisboeta de bombeiros, bem como da Polícia de Segurança Pública (PSP), Proteção Civil, Bombeiros Voluntários do Beato e o INEM.

O edifício foi entretanto evacuado e 26 pessoas foram retiradas, revelou o Tenente-Coronel dos Bombeiros Sapadores aos meios de comunicação no local. Não há feridos a registar.

“Enquanto não houver condições de segurança”, no entanto, nem os moradores desse edifício poderão voltar ao mesmo, nem os moradores dessa mesma rua lisboeta poderão circular na mesma, por perigo de serem atingidos com telhas ou outras partes do telhado do edifício que ardeu.

Apesar de não apontar, para já, possíveis origens para este incêndio, o Tenente-Coronel dos Sapadores lisboetas admitiu que há registo de várias explosões, que poderão ter originado em botijas de gás. “É muito prematuro avançar com alguma causa”, assegurou, no entanto.

Fonte da PSP avançou à TVC que a Polícia Judiciária foi acionada.

O incêndio – que terá deflagrado com grande velocidade – foi avistado por vários vizinhos e pessoas próximas deste edifício no centro de Lisboa, que rapidamente publicaram nas redes sociais imagens do mesmo.

“Conhecido” assaltante da Figueira da Foz furta 2 espaços na mesma noite

PSP deteve suspeito, de 32 anos, que se encontrava já com termo de identidade e residência.

Um homem de 32 anos foi detido, no sábado, dia 14 de janeiro, na cidade da Figueira da Foz, por suspeitas de assaltar um café, na rua dos Bombeiros Voluntários, revelou a Polícia de Segurança Pública (PSP) num comunicado enviado, esta segunda-feira, à TVC.

Na mesma nota, as autoridades contam que, por volta das 4h30, a PSP recebeu uma denúncia sobre um alegado furto. Quando chegaram ao local, os agentes repararam que um dos vidros do estabelecimento estava partido.

Poucos minutos depois, o suspeito foi intercetado pela polícia nas imediações do café. 

Segundo a PSP, trata-se de um homem “já bastante conhecido pelas suas ligações ao crime de furto a estabelecimentos comerciais”. Ao ser abordado pelos polícias e sujeito a revista de segurança, o suspeito reagiu “com agressividade”, tendo sido encontrada na sua roupa interior “uma quantia monetária de 304 euros”.

No decorrer das diligências, as autoridades apuraram que o mesmo homem, que se encontra com termo de identidade e residência, tinha arrombado, na mesma noite, um restaurante da Figueira da Foz.

Corticeira condenada a pagar nova indemnização a trabalhadora assediada

A corticeira Fernando Couto, com sede em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, foi condenada a pagar uma indemnização de cinco mil euros à operária Cristina Tavares que foi vítima de assédio laboral, foi hoje anunciado.

Durante uma conferência de imprensa realizada esta manhã, na sede do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, Cristina Tavares disse que “valeu a pena esta luta”.

“O meu objetivo nunca foi dinheiro, foi mesmo a empresa pagar pelo assédio moral que me fez. O mais importante foi provar o que eu passei lá dentro”, afirmou a trabalhadora, que continua atualmente a desempenhar as suas funções na empresa.

Contactada pela Lusa, a empresa remeteu uma reação para o seu advogado que esclareceu que estão a analisar a sentença do Tribunal de Trabalho da Feira que este mês fixou em cinco mil euros o valor da indemnização a pagar pela corticeira por assédio moral.

“A empresa ainda está a ponderar se vai recorrer ou não desta decisão”, referiu o causídico, lembrando que a corticeira chegou a acordo com Cristina Tavares em 2019, quando a operária foi reintegrada no seu posto de trabalho e, desde então, “nunca mais houve nenhum problema”.

Em causa está um processo que a trabalhadora interpôs contra a empresa Fernando Couto Cortiças a reclamar uma indemnização de 80 mil euros a título de danos não patrimoniais decorrentes do assédio moral que a mesma diz ter sofrido, no período de maio de 2018 a 01 de julho de 2019.

O caso começou a ser julgado no Tribunal de Trabalho na Feira, em maio de 2021, mas antes de ser proferida uma sentença, a Relação do Porto absolveu a empresa, após recurso interposto pela corticeira.

Inconformada com a decisão, Cristina Tavares recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça que, em outubro de 2022, deu-lhe razão e determinou que o processo voltasse à primeira instância para que fosse fixado o valor da indemnização, mas apenas quanto ao período do segundo despedimento, de 10 de janeiro de 2019 a 01 de julho do mesmo ano, quando a trabalhadora foi reintegrada.

“Fez-se justiça”, disse a coordenadora da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM), Fátima Messias, sobre a decisão do Tribunal de Trabalho da Feira que este mês fixou em cinco mil euros o valor da indemnização a pagar pela corticeira por assédio moral à trabalhadora.

A coordenadora da FEVICCOM alertou ainda que o problema do assédio laboral continua a afetar “milhares de trabalhadores”, na sua maioria mulheres, reivindicando alterações legislativas “céleres e eficazes”.

“É tempo de o Governo assumir as suas responsabilidades e passar da constatação à ação. É necessário que a prática de assédio laboral seja considerada crime e integrada no código penal, pois estamos perante situações de efetiva violência e agressão à integridade física e psicológica das vítimas”, defendeu.

A dirigente sindical considerou ainda “imperioso” que se proceda à inversão do ónus da prova para todo e qualquer tipo de assédio e não apenas quando ele é fundado em motivos e fatores de discriminação.

Defendeu também a criação de um sistema eficaz de proteção das testemunhas que contribua para facilitar os meios de prova nos casos de assédio laboral, a regulamentação das doenças profissionais derivadas do assédio laboral e a ratificação da convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho sobre a eliminação da violência e do assédio no mundo trabalho, aprovada em 2019.

Cristina Tavares foi despedida uma primeira vez em janeiro de 2017, alegadamente por ter exercido os seus direitos de maternidade e de assistência à família, mas o Tribunal considerou o despedimento ilegal e determinou a sua reintegração na empresa.

Dois anos depois, a empresa voltou a despedi-la, acusando-a de difamação, depois de ter sido multada pela Autoridade das Condições do Trabalho (ACT), que verificou que tinham sido atribuídas à trabalhadora tarefas improdutivas, carregando e descarregando os mesmos sacos de rolhas de cortiça, durante vários meses.

Já em junho de 2019, a empresa aceitou voltar a reintegrar a trabalhadora antes do início do julgamento que visava impugnar o segundo despedimento.

Além da reintegração da trabalhadora, a empresa aceitou pagar uma indemnização de 11.250 euros por danos não patrimoniais sofridos, bem como os salários que a trabalhadora deixou de receber durante o período em que não esteve a trabalhar.

A situação de Cristina Tavares deu ainda origem a duas contraordenações da ACT, por assédio moral à operária e violação de regras de segurança e saúde no trabalho, tendo sido aplicadas coimas no valor global de cerca de 37 mil euros.

O Ministério Público acusou ainda a corticeira e mais cinco arguidos, designadamente os membros do conselho de administração e diretores de produção e qualidade, de um crime de maus-tratos por alegadamente terem criado um ambiente “hostil, intimidatório e degradante” para levar a operária Cristina Tavares a despedir-se, após terem sido obrigados pelo tribunal a reintegrá-la.

No entanto, a empresa pediu a abertura de instrução e o Juízo de Instrução Criminal da Feira proferiu despacho de não pronúncia (decisão de não levar os arguidos a julgamento).

Castelo Branco. Escrivão de direito condenado por crime de peculato

Um escrivão de direito foi condenado a uma pena de dois anos de prisão, suspensa na sua execução, pela prática de um crime de peculato, segundo a sentença do Juízo Central Criminal de Castelo Branco.

De acordo com a informação disponibilizada no sítio na Internet da Procuradoria da República da Comarca de Castelo Branco, a condenação do arguido foi proferida em acórdão do Juízo Central Criminal de Castelo Branco no dia 12.

“O Tribunal deu como provado que o arguido, escrivão de direito, apropriou-se de 4.873,45 euros relativo ao recebimento do pagamento de atos avulsos que não registou, nem depositou, no decurso do exercício das suas funções”, lê-se na nota.

Segundo a informação disponibilizada, “após o conhecimento dos factos e instauração do inquérito-crime, o arguido procedeu à restituição das quantias de que se apropriou”.

Adianta ainda que “foi também instaurado um processo disciplinar, tendo o arguido sido condenado na pena de demissão, já executada”.

A investigação foi dirigida pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Coimbra, coadjuvado pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária da Guarda.

Nova presidente da Câmara de Espinho anuncia auditoria à autarquia

Maria Manuel Cruz anunciou hoje que vai avançar de imediato com uma auditoria à Câmara Municipal de Espinho no dia em que tomou posse como presidente da autarquia após Miguel Reis, em prisão preventiva, ter renunciado ao cargo.

Em comunicado enviado à Lusa, a autarquia revelou que a nova presidente anunciou na reunião de câmara de hoje “que avançará de imediato com um processo de auditoria à autarquia, mostrando-se disponível para levar até ao limite e sem qualquer receio o apuramento de responsabilidades e procurando blindar o funcionamento dos serviços municipais”.

Maria Manuel Cruz, eleita pelo PS, assumiu hoje a presidência depois de Miguel Reis, do mesmo partido, ter renunciado ao cargo após ter sido constituído arguido, tendo ficado em prisão preventiva na sequência do seu alegado envolvimento num esquema de corrupção no ramo imobiliário.

Em causa estão suspeitas de corrupção e de outros crimes económico-financeiros cometidos, alegadamente, “em projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”, segundo a Polícia Judiciária (PJ).

A nova presidente da Câmara de Espinho afirmou-se “determinada em assegurar o normal funcionamento da autarquia e confiante na capacidade de garantir uma gestão autárquica capaz de corresponder aos desafios do presente e à necessidade de construir um futuro melhor para os espinhenses”.

Maria Manuel Cruz ocupava o terceiro lugar nas listas do Partido Socialista nas eleições autárquicas de 2021 e detinha os pelouros da Educação, Cultura, Ambiente e Modernização Administrativa.

A autarca defendeu ainda que estão “reunidas todas as condições de legitimidade política e estabilidade governativa para cumprir o mandato até 2025” e mostrou-se consciente da “responsabilidade” que agora recai sobre si, apontando como prioridade “salvaguardar o bom nome e a integridade da instituição e garantir que a autarquia continua focada e empenhada na sua principal missão — defender, acima de tudo, os interesses de Espinho”.

Na reunião da Câmara Municipal assumiram ainda funções como vereadores Luís Canelas e Lurdes Rebelo, lê-se ainda no comunicado da autarquia.

Miguel Reis foi um dos cinco detidos na terça-feira no âmbito da Operação Vórtex, investigação que também motivou a prisão preventiva do empresário Francisco Pessegueiro.

Lazarim reaviva Cantares das Janeiras e dos Reis

O CIMI – Centro Interpretativo da Máscara Ibérica – foi ontem palco da atuação do Grupo de Cantares de Lazarim com o Cantar das Janeiras e dos Reis. 
Com a intenção de preservar e dar continuidade às tradições locais, o grupo deu à plateia, não só cantares típicos desta época, como apresentou ainda canções tradicionais de Lazarim, que foram agora recuperadas.
Catarina Ribeiro, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego, e Fábio Duarte, Vereador dos Serviços Urbanos, estiveram presentes e realçaram a importância de perpetuar e dar continuidade aos saberes antigos.
O evento foi promovido pelo Município de Lamego, com o apoio da Junta de Freguesia de Lazarim e do Grupo de Cantares de Lazarim.

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