Início Site Página 820

Câmara de Coimbra admite ter de reduzir serviço dos Transportes Urbanos

A vereadora da Câmara de Coimbra com o pelouro da mobilidade admitiu hoje que será necessário reduzir o serviço dos Transportes Urbanos, face à taxa de viaturas imobilizadas e à falta de recursos.

“Não temos condições — não há frota, não há serviços de manutenção — para suportar um aumento de serviço [dos Transportes Urbanos]. Pelo contrário, vai ter que ser reduzido, por muito que me custe admiti-lo”, afirmou a vereadora e presidente dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), Ana Bastos.

A responsável eleita pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Aliança/RIR e Volt) respondia, na reunião do executivo, a uma intervenção da vereadora do PS, Regina Bento, que foi presidente dos SMTUC no anterior mandato, quando o executivo era liderado pelos socialistas.

O atual executivo, eleito há 14 meses, tem sido bastante crítico da “herança” deixada pelo PS no que toca aos SMTUC, face à idade média da frota, já os socialistas têm reiteradamente acusado a atual Câmara de Coimbra de ter deixado os serviços num “caos”.

Numa intervenção longa, Ana Bastos abordou o estado em que os SMTUC estão, culpabilizando o PS por os serviços terem registado uma taxa de imobilização de cerca de 42% na sexta-feira.

Segundo a responsável, o anterior executivo, liderado pelo PS, elaborou um plano de renovação de frota, com investimentos previstos anuais entre 2015 e 2019, por forma a diminuir a idade média da frota de autocarros.

O plano, notou, previa a compra de dez autocarros novos por ano (reduzindo a idade média da frota para 9,8 anos) ou a compra de cinco autocarros novos e dez usados por ano, no período definido (baixando a idade média para 10,2 anos).

“Mas o plano do PS nunca saiu do papel e, em 2019, a idade média, em vez de dez anos, cifrou-se em quase 15 anos”, realçou Ana Bastos.

Dos 75 autocarros previstos no plano que deveriam ter sido adquiridos em função do cenário misto (usados e novos), “apenas entraram 35, contabilizando-se um défice de 40 autocarros ‘standard’, que poderiam ter sustentado o abate de igual quantidade de frota existente, permitindo, por exemplo que nos dias de hoje, os SMTUC já não contassem com autocarros com mais de 20 anos”, asseverou.

Para Ana Bastos, o não cumprimento deste plano levou a um acréscimo da idade média da frota e um aumento progressivo da taxa de imobilização, que passou de 4,1% em 2011 para 23,3% em 2021.

A vereadora socialista Regina Bento considerou que o executivo, “ao invés de resolver os problemas, vem sacudir a água do capote, em mais uma tentativa torpe, que já ninguém leva a sério, de imputar responsabilidades ao executivo anterior.

“A herança deixada pelo PS em 2021 ao nível da frota foi ter deixado mais 36 autocarros nos SMTUC do que aqueles que encontrou deixados pelo PSD em 2013”, vincou, recordando que o investimento médio anual do executivo socialista foi de dois milhões de euros por ano, ao contrário de um milhão de euros pelo PSD, em 2013.

De acordo com Regina Bento, a taxa de imobilização de 42% que se registou na sexta-feira é responsabilidade do atual executivo, considerando que a narrativa de culpar o PS “já não pega”.

Ana Bastos reafirmou que a decisão de alargar a rede dos SMTUC a sul e a norte do concelho em 2021 sem reforçar o número de viaturas disponíveis trouxe problemas acrescidos aos serviços.

“Quem deixa um serviço nestas condições, devia ter vergonha em vir atirar pedras a quem herda uma verdadeira desgraça, numa época onde as dificuldades são enormes. E é a senhora que vem insistir para continuarmos a alargar serviço a outras zonas do concelho, no caminho sem retorno do precipício?”, questionou a vereadora.

Ana Bastos pediu ainda a Regina Bento para apontar “uma única oportunidade de financiamento desperdiçada” pelo atual executivo para renovar a frota, recordando que, no mandato anterior, não foram esgotadas todas as possibilidades.

“Veja-se, a título de exemplo, os Transportes do Barreiro, que tirando partido dos programas de financiamento, substituíram toda a sua frota a combustão interna por 60 autocarros movidos a gás natural, e construíram um novo posto de abastecimento de gás natural comprimido, financiado a 85%. Os SMTUC nesse mesmo período adquiriram 8 autocarros standard e 2 miniautocarros elétricos. Afinal onde estão os erros de gestão? Afinal onde está a incompetência?”, perguntou.

Na resposta, Regina Bento considerou que Ana Bastos está “de cabeça perdida”.

“Vergonha é o que estão a fazer à cidade e aos conimbricenses”, vincou a vereadora socialista.

Câmara de Coimbra vai regular serviços de partilha de mobilidade suave

A Câmara de Coimbra aprovou hoje uma moção apresentada pelo PS, na oposição, que propõe a criação de um regulamento municipal de serviços de partilha em modos suaves de transporte, nomeadamente as trotinetes.

A moção, apresentada pelo vereador do PS José Dias, que prevê a criação do regulamento, foi aprovada por unanimidade na reunião do executivo de hoje.

O documento, que reconhece a mobilidade suave como um “complemento aos automóveis e ao transporte público”, refere que há “um caminho ainda a percorrer para que estes meios de micromobilidade possam ser utilizados com segurança e, ao mesmo tempo, cumprindo as mais elementares regras de civilidade, sem prejudicar, por exemplo, o uso de passeios pelas pessoas com mobilidade reduzida”.

O regulamento deverá debruçar-se sobre matérias “como a ocupação do espaço público, informação sobre a localização dos veículos em cada momento, definição de pontos de estacionamento ou proibição de circulação”.

“Aproveitando um período em que a Autoridade da Mobilidade e Transportes [AMT] apresentou, ainda há dias, um conjunto de linhas de orientação sobre a necessidade de regulação da micromobilidade partilhada […], urge avançar-se para a criação de um regulamento municipal específico para os serviços de partilha em modos suaves de transporte, tal como existente no município do Porto e em preparação pelo município de Lisboa”, afirmou José Dias.

A vereadora com o pelouro dos transportes, Ana Bastos, referiu que não tem “nada contra” o regulamento, mas realçou que as linhas de orientação apresentadas pela AMT tinham em vista as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, considerando que a realidade em Coimbra é distinta.

Segundo a vereadora eleita pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Aliança/RIR e Volt), o estudo da AMT aponta também várias recomendações de alteração da lei geral e do código da estrada.

“Não sei até que ponto não estamos a dar um passo maior que a perna, porque depois teremos de esperar por decretos regulamentares que têm de ser revistos”, notou, realçando que a regulação deste tipo de serviços é algo que preocupa a autarquia e considera também “fundamental sensibilizar e promover o seu uso”, apesar de Coimbra ainda não ser “amigável à sua utilização”.

Já o vereador eleito pela CDU, Francisco Queirós, afirmou que tem havido casos de acidentes com trotinetes em Coimbra, considerando importante “promover a discussão” sobre estes modos suaves de transporte.

Viseu e Lamego sobem 4,9% da criminalidade geral. Violenta diminui 13,8%

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, disse hoje que, em 2022, comparando com 2019, a criminalidade geral em Viseu e Lamego aumentou 4,9% e a violenta e grave recuou 13,8%.

“No que toca ao Comando [Distrital da PSP] de Viseu, quando comparados com 2019, os dados provisórios de 2022 apresentam uma subida de 4,9% da criminalidade geral, em grande parte resultante dos chamados crimes de proatividade policial, que resultam da ação direta da PSP”, anunciou.

O ministro deu como exemplo crimes como “o de condução sob o efeito de álcool ou a posse de armas proibidas, que registam um aumento de 193% e das detenções que aumentaram 268,2% face a 2019”.

“Quanto à criminalidade violenta e grave, esta apresenta um recuo de 13,8%”, acrescentou José Luís Carneiro, que falava na cerimónia de comemoração do 146.º aniversário do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Viseu.

Dados que o comandante distrital, o superintendente Pedro Sousa, pormenorizou, ao apresentar os dados, lembrando que a comissão europeia definiu 2019 como o ano referência e comparação estatística, devido à pandemia de 2019.

Neste sentido, fez um balanço da atividade do Comando Distrital da PSP ao longo do ano transato, contabilizando “522 detenções, na sequência de vários ilícitos criminais e no cumprimento de mandatos judiciais”.

Pedro Sousa anunciou o registo de “265 cidadãos foram detidos por condução de veículos com taxa de álcool superior ao legalmente permitido, na sequência da realização de 410 operações de fiscalização, tendo sido controlados 12.807 condutores”.

“No âmbito do modelo integrado do policiamento de proximidade foram efetuadas 223 ações de sensibilização junto da população idosa e 726 contactos individuais de prevenção criminal”, descreveu.

As equipas do programa Escola Segura efetuaram “inúmeras ações de informação e de sensibilização nas 57 escolas existentes em Viseu e Lamego, envolvendo um total de 15.264 alunos”, adiantou.

No âmbito da valência da investigação criminal foram iniciados 1.660 inquéritos-crime, sendo concluídos 1.537, tendo sido constituídos arguidos 544 suspeitos pela prática de vários crimes. Foram compridas 831 diligências processuais através de cartas precatórias”, contou.

Sobre armas e explosivos, o comandante destacou “os 4.202 processos de licenciamento, os 188 exames periciais realizados, o recebimento de 650 armas a favor do Estado, as 22 licenças de autorização de compra e emprego de explosivos, as 31 licenças de autorização de lançamento de artigos pirotécnicos e as 74 ações de fiscalização”.

Em relação ao Ambiente, Pedro Sousa realçou “as 76 ações de fiscalização no âmbito de fogos florestais, as 23 ações de fiscalização a oficinas de manutenção e reparação automóvel, bem como as 15 ações referentes a outros fluxos específicos de resíduos”.

Condenados todos os arguidos em caso de lenocínio e tráfico em Leiria

O Tribunal Judicial de Leiria condenou hoje todos os seis arguidos, três dos quais a prisão efetiva, num caso de lenocínio e tráfico de droga, considerando ter ficado provada “a quase generalidade dos factos que constam na acusação”.

Um dos arguidos, proprietário de um bar em Ansião, foi condenado, como reincidente, pelos crimes de lenocínio, tráfico de estupefacientes de menor gravidade e falsificação de documento na forma agravada, na pena única de três anos e seis meses de prisão.

O tribunal coletivo julgou ainda procedente a liquidação efetuada pelo Ministério Público (MP) de declarar perdida a favor do Estado a quantia de 28.668,71 euros, condenando-o ao pagamento do valor. Se o fizer voluntariamente no prazo de 10 dias após trânsito em julgado do acórdão, é extinto o arresto decretado nos autos.

A prisão efetiva de seis anos foi também condenado um outro arguido, pelo crime de tráfico de estupefacientes, como reincidente, tendo sido condenado a devolver 6.474,68 euros.

Igualmente a prisão efetiva, o Tribunal condenou um homem pelos crimes de tráfico de menor gravidade e detenção de arma proibida, na qualidade de reincidente, a dois anos e seis meses de prisão, em cúmulo de jurídico. Foi ainda condenado na pena acessória de interdição de uso e porte de arma pelo período de três anos e nove meses, devendo ainda proceder à entrega de armas e respetiva documentação que eventualmente detenha.

Já uma arguida, estrangeira, foi condenada pelo crime de lenocínio a dois anos de prisão, suspensa na sua execução por igual período e sujeita a regime de prova, e a pagar 4.233,43 euros.

O Tribunal condenou outros dois arguidos, um homem e uma mulher, pelo crime de tráfico de estupefacientes de menor gravidade, à pena de prisão um ano e três meses de prisão, também suspensa.

Dos arguidos, com idades entre os 34 e os 70 anos, um está detido preventivamente e outro com obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.

Segundo o despacho de acusação, o casal condenado por lenocínio e absolvido de três crimes de auxílio à imigração ilegal decidiu “praticar atividade de exploração sexual de mulheres” a “troco de dinheiro”, num bar que geriam em Ansião (distrito de Leiria).

“As mulheres que ali trabalhavam também mantinham relações sexuais (…) com clientes do sexo masculino a troco de dinheiro, nos valores compreendidos entre os 40 euros e os 50 euros”, sendo que os atos sexuais ocorreriam num dos quartos na parte lateral do edifício.

O MP adiantou que, por cada quantia recebida pelas mulheres, estas pagavam ao casal pelo menos cinco euros.

Aquelas prestavam serviços sexuais, igualmente, numa habitação e, além disso, os donos do estabelecimento decidiram levar mulheres até à berma do Itinerário Complementar 8, “em acessos a caminhos florestais”.

O despacho sustentou que o casal, ao receber as mulheres no estabelecimento e na habitação, o fez “com o intuito, concretizado, de lhes dar trabalho na prática de alterne e da prostituição”, explorando esta atividade para obter lucro.

O dono do bar estava também acusado de ter entregado resina de canábis a dois homens, contra a entrega de dinheiro e, após comprar numa sucateira um trator agrícola, sem chapas nem certificado de matrícula, adquiriu o certificado de matrícula e livrete atribuídos a outro trator.

Outro dos acusados no processo é um homem que, pelo menos desde novembro de 2020, se dedicou à compra de resina de canábis, no país e em Espanha, para posterior revenda, de acordo com o MP.

“Para melhor poder guardar, esconder a resina de canábis que comprasse sem que ninguém disso e de tudo suspeitasse”, o arguido e mais dois, incluindo a filha, “decidiram dividir, separar e esconder” a droga em dois locais, um dos quais a residência destes.

Quanto a um sexto arguido, detinha uma espingarda não registada e seis cartuchos, além de “12 pacotes de cocaína”, correspondentes a 20 doses, destinados à venda a terceiros.

Detido após ser apanhado com 1.200 doses de haxixe e com arma ilegal

Material foi encontrado após realizada uma busca domiciliária à casa do indivíduo, que se seguiu a uma ação de fiscalização e patrulhamento costeiro.

A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, no dia 5 de janeiro, um homem de 33 anos por tráfico de estupefacientes e posse ilegal de arma, na localidade da Gafanha da Encarnação, no concelho de Ílhavo.

Segundo informa um comunicado a que a TVC teve acesso, a detenção deu-se no decorrer de uma ação de fiscalização e patrulhamento costeiro.

Durante a mesma, os militares da GNR procederam à fiscalização de uma viatura, tendo o seu ocupante demonstrado um “comportamento suspeito”. Tal motivou os agentes a realizarem uma “busca sumária” ao veículo e uma “revista pessoal de segurança” ao suspeito.

No seguimento das diligências policiais foi ainda realizada uma busca domiciliária, que culminou na apreensão de 1.230 doses de haxixe, uma arma de fogo, 51 munições e 1.465 euros em numerário.

O detido foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Aveiro.

Mau tempo. Chuva tira visitantes ao Castelo Mágico de Montemor-o-Velho

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho disse hoje que o número de visitantes ao Castelo Mágico da vila ficou “aquém” do objetivo, que era receber entre 45 mil e 50 mil visitantes, devido ao mau tempo.

“Ficámos aquém do que espetávamos. Nós tínhamos apontado uma meta de 50 mil [visitantes], ficámos a dez [mil visitantes]” daquele objetivo, afirmou hoje, à agência Lusa, Emílio Torrão.

A quinta edição do “Castelo Mágico” de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, um parque temático do Natal, decorreu de 01 de dezembro a 08 de janeiro de 2023.

De acordo com a autarquia, o evento acolheu nesta edição 34.761 pessoas, sendo que houve quatro dias com menos de 100 entradas diárias, no Castelo.

Questionado pela Lusa acerca destes resultados, o autarca considerou que o Castelo Mágico não conseguiu alcançar o objetivo pretendido devido ao mau tempo, já que houve dias de vento forte e precipitação intensa.

Ainda assim, os “resultados são satisfatórios, são bons, com menos dias do que nas edições passadas”, sublinhou.

A edição de 2022 conseguiu ter mais dias com números acima dos dois mil visitantes por dia, atingindo “três ou quatro dias” com vendas acima dos 3.000 visitantes diários.

Para o coordenador do evento, que também é chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, Nuno Gonçalves, este foi “o melhor ano de sempre” do Castelo Mágico, em termos de entradas, mas havia, de facto, uma “expectativa ambiciosa”.

“Com muitos dias de chuva eu acho que é um excelente resultado”, acrescentou.

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, explicou que o problema é “efetivamente o mau tempo e o desafio é tentar manter este nível. […] Temos de ter um local onde possamos, mesmo com mau tempo, assegurar a continuidade” do evento.

Este ano, a autarquia criou iniciativas para fazer “descer o evento à vila” e a ideia é “manter esse desígnio de voltar a animar a vila”.

Um exemplo disso foi o “King’s Magic Run & Parti” que iniciou na Praça da República da vila e terminou no Castelo Mágico, contando com cerca de 1.100 participantes.

Os participantes da caminhada e corrida percorreram as ruas da vila por “entre neve que não derrete, túneis de luz, “banhos” de espuma, jatos de tinta e fogo-de-artifício”.

“Se nós conseguirmos encontrar uma forma de mantermos a magia do Castelo […] e se conseguirmos ter outras atrações cá em baixo, nas zonas mais protegidas [da vila], naturalmente que podemos ter sucesso ou podemos ter mais gente”, sustentou Emílio Torrão.

De acordo com os dados da autarquia, a maior parte dos bilhetes é vendida a pessoas com idades dos 13 aos 64 anos.

Autarca de Santarém pede ao ministro da Saúde “respeito pelos eleitos”

O presidente da Câmara de Santarém pediu hoje ao ministro da Saúde para que “respeite os que são eleitos”, criticando a ausência de resposta ao pedido de marcação de uma reunião feito pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT)

O social-democrata Ricardo Gonçalves recuperou, na reunião do executivo municipal escalabitano, a expressão que usou há uma década quando o então ministro da Saúde Paulo Macedo “demorou meses” para agendar uma reunião solicitada para abordar constrangimentos no funcionamento do Hospital Distrital de Santarém (HDS).

“Vou dizer ao atual ministro o que disse a Paulo Macedo: respeite os que são eleitos, porque somos eleitos e se pedimos uma reunião ao ministro da Saúde é porque queremos falar”, declarou, salientando que a reunião com Manuel Pizarro foi pedida pela CIMLT “há alguns meses”.

Entre as questões que preocupam os autarcas dos oito concelhos do distrito de Santarém da área de abrangência do HDS encontra-se a necessidade de uma ambulância de emergência médica, reconhecida pelo próprio Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), como complemento à Viatura Médica de Emergência e Reanimação, afirmou.

Segundo o autarca, a justificação para a ausência deste meio prende-se com a falta de técnicos de emergência pré-hospitalar, nomeadamente por, das 170 vagas colocadas a concurso nacional, só terem existido cerca de 70 concorrentes.

O encerramento de serviços, como ocorre ocasionalmente com as urgências de obstetrícia e de ortopedia, ou outras por falta de anestesistas, sobretudo ao fim de semana, é outro tema que preocupa os autarcas da região, disse.

A questão começou por ser suscitada na reunião do executivo municipal pelo vereador eleito pelo Chega, Pedro Frazão, que considerou “inadmissível” que o hospital de uma capital de distrito tenha serviços encerrados ao fim de semana por falta de profissionais.

O executivo municipal de Santarém vai, igualmente, pedir uma reunião ao novo ministro das Infraestruturas, João Galamba, no sentido de ser encontrada uma solução provisória para a passagem de nível do Pego, a qual se encontra encerrada devido à ocorrência de duas mortes naquele local.

Ricardo Gonçalves afirmou que o projeto para construção de uma ponte superior, que o anterior ministro, Pedro Nuno Santos, afirmou estar em elaboração, é uma solução que “demorará muito tempo”, sendo necessário um “paliativo”, já que esta é a única saída para populações que ficam isoladas em situação de cheia no Tejo.

Vereador da Mealhada Gil Ferreira renuncia ao mandato por razões pessoais

O vereador da Câmara Municipal da Mealhada, Gil Ferreira, renunciou hoje ao mandato, para o qual foi eleito em setembro de 2021 pela lista Mais e Melhor – Movimento Independente, alegando razões pessoais.

“Regresso, a partir de agora, à minha condição de cidadão comum, com o maior otimismo e toda a confiança no bom rumo do atual executivo — e na continuidade das boas políticas seguidas. Naturalmente, não deixarei de ser um cidadão interessado e empenhado naquilo que são os problemas, os desafios e também os projetos do nosso concelho”, afirma num comunicado enviado à agência Lusa.

A autarquia da Mealhada, no distrito de Aveiro, é liderada desde 26 de setembro de 2021 por António Jorge Franco, eleito pela lista do Mais e Melhor – Movimento Independente (MMMI).

Gil Ferreira, que ocupou a terceira posição da lista do movimento independente, assumiu desde então as funções de vereador a meio tempo, tendo sob a sua responsabilidade os pelouros da Cultura, Arquivo e Biblioteca Municipal, Cineteatro Messias, Comunicação e Imagem, e Associações não desportivas.

O professor coordenador na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) do Instituto Politécnico de Coimbra tinha ainda na sua responsabilidade o pelouro da Educação.

“As primeiras palavras são de sentido agradecimento. Estou muitíssimo grato a todos os que confiaram em mim, e com essa confiança permitiram que tivesse a honra de dar o meu contributo para melhorar a vida no nosso concelho”, evidenciou.

Em jeito de balanço, Gil Ferreira disse também que sai com o sentimento “de dever cumprido”, aludindo a algumas transformações que diz serem hoje facilmente percetíveis no concelho da Mealhada.

Em termos culturais, realçou o facto de “muito do futuro próximo encontrar-se programado, com o devido tempo”.

“Já é conhecida a programação do Cineteatro Messias para o primeiro semestre de 2023, cuja qualidade tem sido tão amplamente assinalada”, referiu.

Ricardo Santos, nomeado chefe de gabinete, figurava na quarta posição da lista do movimento independente, devendo vir a ocupar o lugar deixado vago por Gil Ferreira.

Mulher desalojada por fogo em casa no concelho de Soure

Uma mulher ficou hoje desalojada e foi acolhida por familiares na sequência de um incêndio na sua habitação em Vila Nova de Anços, concelho de Soure, disse à agência Lusa um responsável dos Bombeiros Voluntários.

A vítima, com cerca de 60 anos, “estava ansiosa e inalou fumos”, tendo sido “conduzida por precaução” ao serviço de urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra, adiantou o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, António Rui Costa.

“Um quarto, no primeiro andar da casa, ardeu totalmente”, afirmou, salientando que a “intervenção de um vizinho, que fechou a porta” da divisão, circunscreveu o fogo e evitou maiores prejuízos.

A mulher “vai ser acolhida por familiares”, após os Bombeiros de Soure, no distrito de Coimbra, terem diligenciado para que a Proteção Civil Municipal assegurasse o realojamento.

António Rui Costa explicou que a casa “ficou sem condições para ser habitada”, no imediato, e admitiu que o incêndio tenha começado num desumificador.

Estiveram no local 11 operacionais, com cinco viaturas, dos Bombeiros de Soure e da GNR, que assumiu as investigações.

Feira do Queijo de Seia com inscrições abertas

Por altura do Carnaval, como é tradição, o Município de Seia promove a Feira do Queijo Serra da Estrela. 

O certame dedicado à ampla promoção do queijo e dos produtos endógenos, este ano contabiliza a sua 46ª edição, decorrendo de 18 a 21 de fevereiro, no Mercado Municipal e área envolvente. 

O enfoque do evento recai no setor produtivo deste produto endógeno de qualidade, o queijo, para a qual são convidados todos os produtores (pastores, queijarias tradicionais, queijo DOP e fábricas). À festa associam-se outros sabores regionais, como o pão, o vinho do Dão, os enchidos e o mel, bem como o artesanato, lã Serra da Estrela, ovinos e o cão Serra da Estrela.

O programa de animação para os quatro dias da feira assenta na cultura e musicalidades locais e, na já habitual, recriação da Quinta do Pastor, mostra do Cão Serra da Estrela, demonstrações culinárias, entre outros. 

As inscrições para a participação na feira, que é uma imagem de marca do município e da região, estão abertas até ao dia 22 de janeiro de 2023 na página de internet do Município (cm-seia.pt). 

A Feira do Queijo é promovida pelo Município, em estreita parceria com a Associação de Artesãos da Serra da Estrela, a Associação Nacional Criadores Ovinos Serra da Estrela, a Liga dos Amigos e Criadores do Cão Serra da Estrela, a Estrelacoop e a Associação para o Desenvolvimento Integrado da Rede das Aldeias de Montanha.

Destaques