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Mais de cem concelhos em risco máximo de incêndio no Norte, Centro e Algarve

Mais de uma centena de concelhos do interior Norte e Centro, bem como sete municípios do Algarve, encontram-se este sábado em risco máximo de incêndio, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Todos os concelhos dos distritos de Bragança e Guarda estão incluídos neste nível de alerta, assim como a maioria dos concelhos de Viseu, Vila Real e Castelo Branco. Também dezenas de municípios dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Coimbra, Santarém, Portalegre e Faro apresentam risco máximo.

Risco elevado em todo o território

Além destes, cerca de 50 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Portalegre, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Coimbra, Aveiro e Porto estão sob risco muito elevado, enquanto perto de cem municípios do Alentejo e de várias zonas do litoral norte e centro enfrentam risco elevado. Em risco moderado estão cerca de 30 concelhos, nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Leiria, Coimbra, Aveiro e Braga.

O IPMA recorda que o risco máximo de incêndio é emitido quando as condições meteorológicas — como temperaturas muito altas e baixa humidade — aumentam significativamente a probabilidade de ignição e propagação de fogos.

Situação de alerta e impacto no país

Portugal encontra-se em situação de alerta devido ao risco de incêndio rural desde 2 de agosto. Até agora, em 2025, já arderam 63.247 hectares de espaços florestais, metade dos quais apenas nas últimas três semanas, registando-se um total de 5.963 ocorrências, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

O IPMA colocou ainda sob aviso laranja, devido à persistência de temperaturas máximas muito elevadas, os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

Previsão meteorológica

Para hoje está prevista uma ligeira descida da temperatura mínima, mas subida da máxima no litoral Norte, Centro e Sul. O vento será em geral fraco, embora possa soprar moderado na faixa costeira ocidental e forte (até 40 km/h) nas serras algarvias até meio da manhã.

As temperaturas mínimas variam entre os 14ºC em Viana do Castelo e os 24ºC em Portalegre, enquanto as máximas vão dos 24ºC em Viana do Castelo, Porto e Aveiro, até aos 41ºC em Évora e Beja.

PSP deteve 504 pessoas e apreendeu quase 34 mil doses de droga numa semana

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, entre 9 e 15 de agosto, um total de 504 pessoas em todo o país, no âmbito da sua atividade operacional.

Do total de detenções, 268 estiveram relacionadas com crimes rodoviários — 147 por condução sob efeito do álcool e 121 por falta de habilitação legal. Foram ainda detidos 45 suspeitos por crimes contra a propriedade, 18 por imigração ilegal e 38 por tráfico de estupefacientes, resultando na apreensão de 33.693 doses individuais de droga.

No mesmo período, registaram-se 387 ocorrências de violência doméstica, das quais resultaram 10 detenções.

Contraordenações e armas apreendidas

A PSP levantou 4.100 autos de contraordenação rodoviária, destacando-se:

  • 502 por excesso de velocidade;
  • 326 por falta de inspeção periódica obrigatória;
  • 139 por ausência de seguro automóvel;
  • 89 por condução sob efeito do álcool;
  • 76 por uso de telemóvel durante a condução;
  • 40 por não utilização de cinto de segurança.

No âmbito da posse e tráfico de armas proibidas, foram apreendidas 104 munições, 12 armas de fogo, 23 armas brancas e 10 outras armas. Foram efetuadas 12 detenções relacionadas com este tipo de crime.

Prevenção e proximidade

A PSP realizou ainda 46 ações de prevenção criminal e 1.117 contactos individuais, envolvendo um total de 2.421 participantes, no âmbito do policiamento de proximidade.

Sinistralidade rodoviária

No mesmo período ocorreram 1.021 acidentes rodoviários, dos quais resultaram 314 feridos (20 graves e 294 ligeiros) e quatro vítimas mortais.

A PSP apela a uma condução responsável e segura, lembrando que o respeito pelas regras de trânsito é essencial para reduzir a sinistralidade.

Mulher detida por suspeita de incêndio florestal em Pinhel

A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação da Guarda, deteve na quinta-feira, 15 de agosto, uma mulher de 32 anos pela presumível autoria de um crime de incêndio florestal em Pinhel. A operação contou com a colaboração do Núcleo de Proteção Ambiental e do Posto Territorial de Pinhel da GNR.

Segundo a investigação, a suspeita, que mantém uma relação de conflitualidade com vizinhos, terá ateado o fogo recorrendo a chama direta, utilizando um isqueiro, com o objetivo de os assustar. O ato colocou em risco a própria povoação onde reside, numa jornada já marcada por vários incêndios florestais na região, dos quais resultaram a morte de um cidadão e ferimentos graves em outros.

A mulher será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas. O inquérito é dirigido pelo Ministério Público da Guarda.

GNR alerta para crimes de abandono e maus tratos no Dia Internacional do Animal Abandonado

A Guarda Nacional Republicana (GNR) assinala este sábado, 16 de agosto, o Dia Internacional do Animal Abandonado, reforçando o apelo à responsabilidade dos tutores e sublinhando que o abandono e os maus tratos de animais de companhia constituem crimes puníveis por lei.

A instituição lembra que a adoção implica um compromisso de cuidados permanentes e alerta que, em muitos casos, o abandono ocorre em períodos de férias, como no verão, ou após a época natalícia, quando os animais são oferecidos como presentes e posteriormente rejeitados.

Crimes em queda, mas persistentes

Os dados oficiais da GNR mostram uma diminuição significativa destes crimes entre 2022 e 2025:

AnoMaus tratosAbandono
2022704491
2023626384
2024572380
2025*347214

*Dados provisórios até 31 de julho de 2025.

De acordo com a análise, os animais mais afetados continuam a ser canídeos e felídeos. Os distritos com maior número de ocorrências entre 2022 e 2025 foram Setúbal, Porto, Braga, Faro e Lisboa.

No mesmo período, a GNR deteve oito pessoas e identificou 755 suspeitos pela prática de maus tratos e abandono.

Alternativas ao abandono

A GNR reforça que existem soluções adequadas e seguras para os tutores que necessitem de se ausentar por períodos prolongados, nunca devendo o abandono ser considerado uma opção.

Através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), a Guarda afirma manter o compromisso com a defesa do bem-estar animal, apelando à denúncia de situações suspeitas. As participações podem ser feitas através da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), no portal da GNR ou pelo email sepna@gnr.pt.

Leiria: homem detido por crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, deteve esta quinta-feira,  (14/08), um homem de 25 anos, suspeito da prática de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, ocorrido, em contexto de saída noturna, na zona de Leiria, no passado dia 2 de agosto.

A vítima, com 27 anos, foi sujeita a atos sexuais de relevo por parte do arguido, do seu círculo de conhecidos, aproveitando aquele o estado de notória incapacidade da vítima, para consumar a prática sexual.

Acionada a PJ, via hospital onde a vítima se dirigiu após o abuso sexual, foram desenvolvidas diligências investigatórias através das quais foi possível obter relevante acervo de prova, tendo sido emitido o respetivo mandado de detenção, pela autoridade judiciária competente da Comarca de Leiria, imediatamente cumprido.

O detido foi presente às autoridades judiciárias competentes, para interrogatório judicial e aplicação de adequadas medidas de coação.

Ficou proibido de contacto e aproximação da vítima e à sua residência , e ainda proibido de contactar as testemunhas do processo.

Tragédia em Mirandela: Seis mortos e dezenas de feridos em incêndio no lar Bom Samaritano

Um incêndio ocorrido na madrugada deste sábado, 16 de agosto, no lar Bom Samaritano da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, provocou seis mortos, cinco feridos graves e 20 feridos ligeiros. O fogo deflagrou cerca das 05h00, tendo o alerta sido dado por três funcionárias que se encontravam ao serviço.

De acordo com o provedor da instituição, Adérito Gomes, as chamas terão começado num “colchão anti-escaras” colocado num dos quartos da unidade, onde estavam três idosos, que acabaram por não resistir. Outras três vítimas morreram devido à inalação de fumo e a complicações respiratórias.

O comandante da GNR, Luís Carlos Soares, em declarações à RTP3, explicou que entre as vítimas há cinco feridos em estado grave, já transferidos para diferentes unidades hospitalares do distrito de Bragança: o Hospital de Mirandela, que recebeu a maioria dos feridos, o Hospital de Macedo de Cavaleiros e o Hospital de Bragança. Três dos doentes mais críticos foram levados para Macedo de Cavaleiros e outros para Bragança, para garantir uma melhor distribuição e resposta médica.

Os feridos ligeiros foram assistidos no local por equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que mobilizaram médicos e enfermeiros para assegurar cuidados imediatos. O comandante sublinhou que a intervenção foi particularmente delicada, já que muitos utentes necessitam de suporte de oxigénio permanente e apresentavam fragilidade acrescida.

Segundo a GNR, decorre ainda o processo de recolocação dos idosos sobreviventes noutras estruturas residenciais do concelho, de forma a garantir condições de conforto e segurança. O lar Bom Samaritano é uma das maiores instituições do género em Mirandela, albergando cerca de 90 utentes.

Questionado sobre as causas do incêndio, Luís Carlos Soares advertiu que é demasiado cedo para avançar com conclusões: “O incêndio tem ainda uma curta duração, toda esta operação tem uma curta duração, por isso qualquer explicação agora seria muito precoce. Estamos na fase de resolução de toda esta situação”.

No local estiveram 63 operacionais apoiados por 31 viaturas, entre bombeiros, GNR, Proteção Civil e equipas médicas de emergência. Foi igualmente requisitado apoio psicológico para familiares das vítimas e para os sobreviventes da instituição.

As autoridades continuam a investigar as circunstâncias em que o incêndio deflagrou, procurando esclarecer a origem exata e avaliar os danos.

Foto: Reprodução Facebook/ Fernando Pires

Fernando Tavares Pereira Acusa Políticos e Autarquias de Inação Desde os Incêndios de 2017

O empresário e presidente do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM), Fernando Tavares Pereira, criticou duramente, esta sexta-feira, os políticos e câmaras municipais, acusando-os de não terem aprendido nada com as tragédias de 2017.

Numa publicação nas redes sociais, o dirigente lamentou que, apesar dos alertas, continue a verificar-se um crescente abandono das zonas do interior e a ausência de medidas concretas para proteger a floresta. Entre as críticas, destacou a execução de servidões que, segundo afirma, impede muitos proprietários de intervirem nos seus terrenos, aumentando o risco de incêndio.

Fernando Tavares Pereira apontou ainda que milhares de pessoas continuam sem receber compensações e que “mais de 150 milhões de euros em apoios desapareceram”. Considera “difícil estar descansado” perante a inação das autoridades, sublinhando que continuam a ser gastos “centenas de milhares de euros em festas e festinhas”, enquanto a floresta permanece esquecida e vulnerável.

O líder do MAAVIM apelou a uma intervenção mais eficaz e imediata, defendendo que é urgente reverter o abandono do interior e implementar uma política florestal consistente e preventiva, para evitar a repetição de tragédias como as de outubro de 2017.

MAAVIM Acusa Falta de Apoio às Vítimas dos Incêndios de 2017 Apesar de Confirmação Europeia do Uso dos Fundos

Passados 94 meses sobre os incêndios de outubro de 2017, a MAAVIM – Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões – denuncia que a maioria dos problemas persiste, apesar da utilização total dos 50 milhões de euros atribuídos pelo Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) para a reconstrução, conforme confirmou a Comissão Europeia.

Num comunicado, o porta-voz Nuno Tavares Pereira acusa que “os milhões desapareceram” e que os territórios permanecem “sem limpezas, sem acessibilidades e sem bocas de incêndio”, responsabilizando o Estado e as autarquias pela falta de execução de medidas preventivas e obras prometidas. A associação aponta ainda para centenas de famílias sem habitação definitiva, obras contratadas pela CCDR-C ainda por concluir, agricultores e produtores florestais que nunca receberam apoio e empresas que encerraram sem qualquer compensação.

Em resposta enviada em abril deste ano a um cidadão, a Comissão Europeia esclareceu que Portugal utilizou integralmente os fundos até janeiro de 2020 e que a avaliação concluída em 2024 não detetou irregularidades que justificassem correções financeiras. A instituição lembra que o FSUE não se destina a cobrir todas as perdas de uma catástrofe, mas apenas despesas de emergência e recuperação a cargo de entidades públicas, como reparações de infraestruturas, alojamento temporário, operações de limpeza e proteção de património cultural — excluindo compensações privadas ou investimentos de prevenção a longo prazo.

A MAAVIM reforça que “não somos portugueses de segunda” e exige o cumprimento das promessas feitas às populações que “ainda resistem”, sublinhando que “quem tinha, não tem, e quem não tinha, tem” e que as vítimas continuam sem ver responsabilidades apuradas.

Cantanhede: Exposição de pintura patente no CIAX da Praia da Tocha até dia 24 de agosto

Coleção reflete a experiência pessoal e traduz uma intensa viagem interior.

A exposição intitulada “Despertar”, de Monica Mar, foi inaugurada na terça-feira dia 12 de agosto e estará patente no CIAX – Centro de Interpretação da Arte Xávega, na Praia da Tocha, até ao dia 24 de agosto.


Na sessão esteve presente o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, o presidente da Associação de Moradores da Praia da Tocha (AMPT), Hélder Gonçalves, entidade que em parceria com o Município dinamiza este centro interpretativo, assim como o presidente da Junta de Freguesia de Ourentã, Carlos Ventura, freguesia de onde a artista é natural.


A mostra, promovida pela AMPT com apoio da Câmara Municipal de Cantanhede, reúne cinco quadros de grandes dimensões que espelham a experiência pessoal da autora e revelam uma intensa viagem interior.


“Inserida na política de descentralização cultural, esta exposição evidencia a qualidade minuciosa do traço e a profundidade conferida pelo contraste entre o negro e o claro, ao mesmo tempo que reforça o apoio a novos criadores através da disponibilização de espaços expositivos, numa ação que se insere no compromisso municipal de promover diferentes formas artísticas, da música à dança, do folclore à pintura e à fotografia, oferecendo ainda aos veraneantes uma programação cultural diversificada no âmbito da Animação Cultural de Verão”, sublinhou Pedro Cardoso.


Mónica Marinheiro (1986), natural de Cantanhede, vive atualmente em Ourentã.


Arquiteta de formação, trabalhou durante uma década em Inglaterra antes de regressar recentemente a Portugal.


Enquanto artista Monica Mar dedica-se em exclusivo à pintura, assumindo-a como parte essencial da sua vida e do seu percurso profissional.


Após a experiência no estrangeiro, decidiu arriscar e entregar-se por completo à sua arte — uma extensão de si própria e a sua linguagem poética de partilha e diálogo com o mundo e com o público.

Festas em todo o concelho de Pampilhosa da Serra canceladas devido aos incêndios

A Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra informa que, em virtude do incêndio que se encontra ativo na zona norte do concelho, e considerando a necessidade de concentrar
todos os esforços e recursos na salvaguarda de pessoas e bens, foi decidido cancelar
todo o programa da Festas do Concelho.

O Presidente da Câmara Municipal, Jorge Custódio, revogou ainda todas as licenças emitidas até 17 de agosto (domingo), o que implica também o cancelamento obrigatório de todas as festas previstas em diversas aldeias do concelho até esse dia.


Esta decisão, embora difícil, é tomada em nome da segurança, da responsabilidade e do respeito para com todos os munícipes, bem como para com as entidades e profissionais
envolvidos no combate ao incêndio.


Foi ainda ativado, pelas 12h00 do dia de hoje, 15 de agosto, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Esta decisão visa garantir que as entidades e instituições que integram a Comissão Municipal de Proteção Civil acionam, a nível municipal, no âmbito da sua estrutura orgânica e das suas atribuições, os meios necessários ao desenvolvimento das ações de proteção civil, reforçando a resposta.

Permite, também, o acionamento dos meios, públicos e privados, necessários para responder às necessidades.

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