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Ílhavo: “Tanto Mar” de janeiro:um dia inteiro a explorar “Mar Farpado” 

O primeiro “Tanto Mar!” do ano, que se realiza este sábado, dia 27 de janeiro, no Museu Marítimo de Ílhavo, volta a centrar atenções na exposição “Mar Farpado”, de Miguel Palma, inaugurada em dezembro passado.  

Às 16 horas, o artista fará uma visita especial a “Mar Farpado”, uma exposição concebida, propositadamente, para o Museu Marítimo de Ílhavo, que contou com a colaboração do músico André Tasso, na realização de uma instalação sonora. 

Presente no mundo artístico há mais de três décadas, o trabalho de Miguel Palma é heterogéneo, com uma abordagem artística que assume diferentes interpretações, seja na escultura, na multimédia ou na performance.  

A visita à exposição é o ponto de partida para a “Conversa de Mar” que se segue sob o tema “Mar Farpado: apropriações e recriações”, protagonizada por Miguel Palma e Miguel Von Hafe Pérez. 

Miguel VH Pérez é crítico de arte e comissário de exposições. Foi responsável pela área de artes plásticas e arquitetura da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Entre 2003 e 2005 foi comissário convidado no Centre d’Art Santa Mònica em Barcelona; responsável pelo projeto de arquivo sobre arte contemporânea em Portugal intitulado “anamnese”, o site e o livro, desenvolvido para a Fundação Ilídio Pinho. Foi, ainda, diretor do Centro Galego de Arte Contemporánea (CGAC) em Santiago de Compostela (2009-2015) e é o novo curador do Centro de Artes Visuais (CAV) de Coimbra até 2026. 

Para as famílias, o programa “Tanto Mar!” inclui, também no sábado, a oficina “Mar Farpado”, entre 10h e as 11h30. Diferentes materiais, texturas, cores e formas serão explorados numa atividade para pais e filhos, que leva a conhecer a exposição de Miguel Palma. As inscrições para a oficina podem realizar-se pelo número de telefone 234 329 990 ou através do endereço de e-mail visitas.mmi@cm-ilhavo.pt. 

Santa Maria da Feira: Oito empresas e 88 candidatos a emprego frente a frente em encontro de recrutamento

Foi no Centro Empresarial do Europarque, em Santa Maria da Feira, que oito empresas do concelho e 88 candidatos a emprego estiveram frente a frente, num encontro de recrutamento que visou aproximar entidades empregadoras com necessidades de recursos humanos e potenciais colaboradores presentes na sessão, durante a qual apresentaram as competências pessoais e técnicas que têm para oferecer ao mercado de trabalho.

Numa organização conjunta do GIP – Gabinete de Inserção Profissional da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional, o projeto “Acelera-te”, operacionalizado pela ALPE – Agência Local em Prol do Emprego, com a colaboração da ADRITEM – Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria, continua a promover ações facilitadoras de uma maior aproximação entre empregadores e candidatos a emprego.

Setores associados ao ramo automóvel, fabrico de papel, restauração e cortiça marcaram presença neste “Encontro de Recrutamento – Candidatos e Empresas Frente a Frente”, realizado a 16 de janeiro.

Os empregadores tiveram a oportunidade de ouvir, através de entrevista presencial, cada um dos candidatos participantes e inteirar-se das suas áreas de formação e experiências profissionais, que poderão enquadrar-se nas áreas de atividade de empresas com necessidades de recursos humanos, seguindo-se o acompanhamento da ALPE na promoção do match entre a procura e a oferta.

O projeto “Acelera-te”, operacionalizado através da através da ALPE, é uma Operação Integrada no PAOITI – Plano de Ação das Operações Integradas do Território de Intervenção AMP SUL, promovida pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e coordenada pela Casa dos Choupos, CRL.

Esta operação é cofinanciada ao abrigo do Investimento RE-C03-i06.03 – Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas na Área Metropolitana do Porto – PRR. 

Para mais informações sobre este projeto, os interessados devem contactar através do número 256 372 076 ou email alpe@direitosedesafios.com.

Gamelinhas – doce típico de Góis tem três novos produtores

O Município de Góis assinou protocolos de produção/confeção de Gamelinhas com a Oleigóis – Indústria Panificadora, Lda.; o C&C Pombalinho Bar e Restaurante, Lda. e a Foliola – Filhós d’ Góis. O protocolo garante que o produto “Gamelinhas”, independentemente do local onde é confecionado, apresenta o mesmo sabor e qualidade certificada de sempre!  O doce “Gamelinhas” é, desde a sua génese (2012), um doce promovido pelo Município de Góis, com marca registada na IGAC – Inspeção-Geral das Atividades Culturais e no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial, ao qual compete a sua divulgação e cedência de permissão, devidamente protocolada, à sua fiel reprodução e comercialização. Ou seja, a receita e a marca são propriedade do Município de Góis.

Se possui um negócio ou se pretende criar um negócio, no concelho de Góis, associado à restauração e/ou padaria/pastelaria e se está interessado em confecionar e comercializar as “Gamelinhas”, informamos que, compete, exclusivamente, ao Município de Góis a cedência de autorização para a reprodução e comercialização das “Gamelinhas – Doce Típico de Góis”, através de assinatura de protocolo.


Se procura novos desafios, como diz a sabedoria popular, contacte o Posto de Turismo Municipal, e fique a saber tudo o que precisa para confecionar e ser vendedor autorizado deste doce que associa, num mesmo produto, as vivências coletivas e sabores tão característicos e tradicionais como o mel, a castanha e a noz, pontuados com o aroma e o sabor da canela.


Até ao final do ano passado, apenas a padaria/pastelaria Kentidoce havia procedido ao pedido de autorização, junto do Município de Góis, para a confeção e venda deste doce. Infelizmente, este espaço encerrou e a autarquia manifesta, por este meio, o reconhecido empenho e dedicação na partilha da missão de promover Góis através da gastronomia.
Neste sentido, destacamos, uma vez mais, a oportunidade de “fazer parte” desta marca e contribuir para a divulgação da nossa doçaria e identidade.

Bom tempo em Portugal leva pessoas à praia (e com direito a mergulhos)

Na região de Lisboa, muitos aproveitaram o bom tempo na praia.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tinha previsto valores de temperatura máxima acima no normal para a época do ano e a previsão concretizou-se, com as máximas acima dos 20 graus em Portugal continental. 

Muitos foram aqueles que decidiram aproveitar o bom tempo, nomeadamente na região de Lisboa, onde as praias se encheram. Enquanto uns decidiram apenas apanhar sol, os mais corajosos experimentaram a água, com direito a mergulhos. Imagens captadas na Costa da Caparica e partilhadas pela página de Instagram Lisboa Live ilustram isto mesmo. 

De notar que, no início da semana, o IPMA tinha referido que se previam valores de temperatura máxima iguais ou um pouco acima de 20 graus em Portugal Continental.

Carro “completamente” consumido pelas chamas em estrada na Mealhada

( Imagem dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa )

O alerta foi dado às 9h47.

Um carro ficou totalmente destruído depois de ter sido consumido pelas chamas, esta quarta-feira, numa estrada entre as localidades de Quinta do Valongo e Pego, na Mealhada, distrito de Aveiro.

De acordo com os Bombeiros Voluntários de Pampilhosa, na rede social Facebook, à chegada ao local, “as equipas encontraram uma viatura já completamente tomada pelas chamas”.

“Deste sinistro não resultaram feridos”, acrescentaram ainda.

( Imagem dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa )

No local estiveram elementos daquela corporação de bombeiros e os Bombeiros Voluntários da Mealhada.

O alerta foi dado às 9h47 e, a tomar conta da ocorrência, esteve a Guarda Nacional Republicana (GNR).

João Moura condenado a 4 anos e 8 meses de pena suspensa por maus-tratos

O cavaleiro foi acusado pelo Ministério Público de 18 crimes de maus-tratos a animais de companhia.

O cavaleiro João Moura, que foi acusado pelo Ministério Público (MP) de 18 crimes de maus-tratos a animais de companhia, foi condenado a quatro anos e oito meses de pena suspensa, esta quarta-feira, avançou a SIC Notícias.

Recorde-se que a quarta e mais recente sessão do julgamento, que ocorreu no passado dia 17, foi marcada pelas alegações finais, tendo o MP pedido a condenação do arguido – deixando a moldura penal a aplicar ao critério do tribunal -, enquanto a defesa pediu a sua absolvição.

No final da sessão, o arguido optou por falar, tendo apenas assumido “uma parte da responsabilidade”, sustentando que estava a passar por uma fase económica “menos boa”, tendo o tribunal validado a curta declaração de João Moura.

Os advogados das associações de defesa dos animais que se constituíram assistentes no processo pediram, a maioria, pena de prisão efetiva, bem como a proibição de contacto com animais de companhia.

Para o MP, que considerou que a culpa de João Moura neste processo “é grave”, ficou provada a prática dos crimes, graças à análise dos relatórios e depois de ouvidas as testemunhas envolvidas no processo.

Já o advogado de defesa, Luís Semedo, criticou os assistentes no processo por defenderem nas alegações finais que o caso de João Moura deve ser “um exemplo” que conduza à aplicação da pena de prisão efetiva, uma vez que o arguido representa “tudo aquilo” que as associações animalistas “abominam”, nomeadamente a tauromaquia, atividade na qual o arguido é profissional.

No final da sessão e em declarações aos jornalistas, Luís Semedo afiançou esperar que o tribunal “consiga decretar e assumir a inconstitucionalidade da norma” que criminaliza o seu cliente.

Isto porque, na sua estratégia, o advogado alude a decisões do Tribunal Constitucional que já reverteram condenações de primeira instância no que respeita a crimes de maus-tratos a animais de companhia.

O advogado António Garcia Pereira, representante da associação SOS Animal, que se constituiu assistente, disse aos jornalistas que os assistentes estão “satisfeitos” com a prova que foi produzida, não só em audiência como a prova pré-constituída, nomeadamente os documentos que constam nos autos.

“Vamos aguardar serenamente, mas a nossa convicção é que foi feita uma prova muito forte”, disse.

O toureiro foi detido pela GNR no dia 19 de fevereiro de 2020, por maus-tratos a animais, na sequência do cumprimento de um mandado de busca à sua propriedade, tendo então sido apreendidos 18 cães. Foi constituído arguido e ficou sujeito a termo de identidade e residência.

Segundo o despacho de acusação do MP, alguns dos cães tinham “magreza acentuada” ou “estado caquético”, enquanto outros apresentavam lesões ou escoriações e infeções provocadas por parasitas ou mesmo doenças.

Uma cadela, com quase oito anos, que “sofria de insuficiência hepática e renal aguda”, além de apresentar um “estado de caquexia” e “cortes profundos na zona do metacarpo sem sinais de cicatrização”, acabou por morrer no dia da operação da GNR.

Causas de desabamento de terras junto à estação de Santarém ainda por apurar

As causas de um desabamento de terras que ocorreu na sexta-feira na Estrada Nacional (EN) 365, junto à estação ferroviária de Santarém, estão ainda por apurar, referiu a Infraestruturas de Portugal (IP) à Lusa.

Segundo a IP, a causa ou causas que potenciaram o incidente serão apuradas no âmbito de um processo de averiguação que está ainda a decorrer.

O incidente resultou no colapso de uma parte do passeio e do estacionamento da EN365 sobre a Linha do Norte, causando interrupções significativas na circulação ferroviária e rodoviária.

A IP confirmou à Lusa que estão a ser implementadas várias medidas para “mitigar os riscos à segurança e circulação”, entre elas a “aplicação de telas impermeabilizantes, a instalação de uma barreira na base do talude para reter material e o balizamento do tráfego na EN365 para evitar a sobrecarga do topo do deslizamento”.  

Para além destas intervenções, a IP está a planear uma “intervenção mais profunda, a ser executada a médio prazo, que assegurará a reposição das condições de suporte de terras”.

A IP adianta ainda, em resposta a questões colocadas pela Lusa, que os custos da intervenção só poderão ser “determinados após a definição e desenvolvimento das soluções técnicas mais adequadas”, que serão “objeto de um projeto específico”.

Por agora, a IP mantém o local sob avaliação no sentido de atuar de imediato, caso sejam identificadas eventuais alterações.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, disse ter ficado “preocupado com o deslizamento de terras”, adiantando que a IP tem em mãos um projeto que prevê a construção “de uma passagem desnivelada e alguma requalificação na estação ferroviária de Santarém”.

O projeto, segundo o autarca, foi apresentado à câmara em 2020.

Durante o fim de semana, o PCP e o Partido Ecologista “Os Verdes” alertaram para a necessidade de uma intervenção mais profunda na consolidação das encostas, sobretudo no planalto de S. Bento, que fica junto à estação ferroviária de Santarém e é uma das encostas mais instáveis de todo o planalto escalabitano.

Num comunicado divulgado no sábado, Os “Verdes” pediram esclarecimentos às Infraestruturas de Portugal e à Câmara de Santarém sobre o incidente, nomeadamente sobre as causas específicas que levaram ao deslizamento de terra.

Já a comissão concelhia de Santarém do PCP exigiu “que o Governo reinicie a obra de reforço das barreiras de Santarém”, de modo a que a ocorrência de períodos de chuva “não provoquem deslizamentos de terras nas barreiras em volta da Cidade”, e defendeu “a alteração do traçado da Linha do Norte, a reabilitação de toda a encosta e o fim da pressão urbanística no topo superior das barreiras”.

Polícia Judiciária realiza buscas, apreensões e detenções por corrupção, prevaricação e participação económica em negócio

A Polícia Judiciária procedeu, no âmbito de três inquéritos dirigidos pelo DCIAP, à realização de uma operação policial, visando a execução de cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias, na Região Autónoma da Madeira (Funchal, Câmara de Lobos, Machico e Ribeira Brava), na Grande Lisboa (Oeiras, Linda-a-Velha, Porto Salvo, Bucelas e Lisboa) e, ainda, em Braga, Porto, Paredes, Aguiar da Beira e Ponta Delgada e à detenção, fora de flagrante delito, de 3 suspeitos da prática dos crimes sob investigação. As detenções em causa foram concretizadas às 14H15, do dia de hoje.

As diligências executadas visaram a recolha de elementos probatórios complementares, a fim de consolidar as investigações dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência. Nos inquéritos referenciados investigam-se factos suscetíveis de enquadrar eventuais práticas ilícitas, conexas com a adjudicação de contratos públicos de aquisição de bens e serviços, em troca de financiamento de atividade privada; suspeitas de patrocínio de atividade privada tendo por contrapartida o apoio e intervenção na adjudicação de procedimentos concursais a sociedades comerciais determinadas; a adjudicação de contratos públicos de empreitadas de obras de construção civil, em benefício ilegítimo de concretas sociedades comerciais e em prejuízo dos restantes concorrentes, com grave deturpação das regras de contratação pública, em troca do financiamento de atividade de natureza política e de despesas pessoais.

Na operação participaram 2 Juízes de Instrução Criminal, 6 Magistrados do Ministério Público do DCIAP e 6 elementos do Núcleo de Assessoria Técnica (NAT) da Procuradoria Geral da Republica, bem como 270 investigadores criminais e peritos da Polícia Judiciária.

Os detidos serão, presentes à Autoridade Judiciária competente, no Tribunal Central de Investigação Criminal, com vista a interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação. 

A Polícia Judiciária sublinha ainda a colaboração da FORÇA AÉREA PORTUGUESA, cujo apoio foi crucial à montagem do dispositivo humano e logístico.

Manifestação xenófoba em Lisboa “deve ser proibida”

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (CDHOA) considera que uma manifestação que incite a xenofobia e o discurso de ódio racial deve ser proibida pelas autoridades, porque viola a legislação.

Qualquer manifestação que incite ao ódio e à violência é uma manifestação que, obviamente, deve ser proibida”, afirmou à Lusa Cristina Borges de Pinho.

Em causa está a convocatória de uma manifestação para o dia 03 de fevereiro em Lisboa sob o tema “Contra a Islamização da Europa”, feita por grupos ‘online’ de extrema-direita em Portugal.

Em paralelo, organizações antirracismo estão a promover uma carta aberta, denominada “Contra o racismo e a xenofobia, recusamos o silêncio”, onde pedem ao Presidente da República, ao Ministério Público e às autoridades policiais para “travar a saída desta manifestação”, por violar a lei.

Ora, para Cristina Borges de Pinho, a manifestação enquadra-se no artigo 240 do Código Penal, que proíbe “atividades de propaganda organizada que incitem à discriminação, ao ódio ou à violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, ascendência, religião, sexo, orientação sexual, identidade de género ou deficiência”, uma ação punida com penas de prisão de um a oito anos.

“Não é uma questão de liberdade de expressão ou de ideologia, seja de extrema-direita ou extrema-esquerda. O que está aqui em causa é o incitamento da violência contra grupos por motivos raciais e o discurso de ódio que são totalmente proibidos”, afirmou a presidente da CDHOA.

Nos grupos ‘online’, os promotores do evento pediram apoios financeiros para “adquirir 40 archotes” e “cinco frascos de parafina líquida”, bem como “40 tochas marítimas, verde e vermelho”, alegando quererem “causar um grande impacto a nível estético”.

“Na manifestação está expressamente proibido pela organização a queima de símbolos religiosos ou bandeiras”, escrevem os promotores, que tencionam fazer a manifestação na zona da Mouraria, Martim Moniz e na rua do Benformoso, onde existe uma grande comunidade do subcontinente indiano e várias mesquitas.

Para Cristina Borges de Pinho, estas ações resultam de um “aumento crescente” do sentimento anti-imigração entre os portugueses.

“Pode haver um certo discurso, também do ponto de vista político, que leve as pessoas a pensar que os migrantes são terroristas, subsidiodependentes, que vão tirar trabalho aos nacionais, o que são obviamente ideias erradas”, disse a advogada.

E depois estes movimentos surgem com a promessa de que “vamos acabar com isto, queremos um país seguro, como se os migrantes roubassem uma fatia maior do Orçamento do Estado ou que não fizessem trabalhos que, hoje em dia, os próprios nacionais não querem fazer”, acrescentou, considerando que “é mais fácil as pessoas acreditarem num certo populismo”.

Mais de 60 processos redistribuídos para repetição de julgamentos em Viseu

Mais de 60 processos do Juízo Local Criminal de Viseu tiveram de ser redistribuídos no início deste ano para repetição dos julgamentos, devido à situação de baixa médica da juíza que os presidia, disse hoje fonte judicial.

Isabel Emídio, que recentemente tomou posse como presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Viseu, explicou que, de acordo com um regulamento do Conselho Superior da Magistratura, foram redistribuídos por sorteio os 63 processos dessa juíza.

Quatro juízes disponibilizaram-se a acumular estes processos com os que já tinham. Aqueles que ficaram com 20 e 23 processos cada terão cinco meses para os concluir, enquanto os que receberam 10 processos cada deverão fazê-lo em três meses.

Segundo Isabel Emídio, entre estes casos há “alguns de natureza urgente” e “vários em risco de prescrição”.

No seu entender, a redistribuição de processos poderá “ter de acontecer mais vezes devido à carência de meios” do tribunal, quer ao nível dos magistrados, quer dos oficiais de justiça.

Um dos casos que foi atribuído a outra juíza tem cinco arguidos acusados dos crimes de exploração ilícita de jogo e de material de jogo, que tinha começado a ser julgado em maio de 2022 e que contou com várias sessões.

Hoje, foram agendadas seis datas para as novas sessões de audiência deste julgamento, com o objetivo de fazer a “integral repetição da prova produzida”. Na primeira sessão, marcada para 11 de março, deverão ser ouvidos os arguidos e as primeiras cinco testemunhas (de um total de 32, pelo menos).

Num despacho a que a agência Lusa teve acesso é referido que, apesar de o julgamento ter começado no dia 16 de maio de 2022, até ao momento não se concluiu e a juíza que o presidia já não se encontra em funções na comarca de Viseu “e mantém-se em situação de baixa médica, sem previsibilidade da data de cessação de tal impedimento”.

Os cinco arguidos, que foram apanhados após uma fiscalização da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), são suspeitos de terem colocado “máquinas de jogos de fortuna ou azar em cafés e snack-bares, na região Centro do país, por forma a beneficiarem dos proveitos económicos gerados pelas máquinas”.

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