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Criança com sintomas de intoxicação alimentar morre nos Hospitais de Coimbra

Uma criança de sete anos que estava internada desde sábado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) por suspeita de intoxicação alimentar grave faleceu na segunda-feira, confirmou hoje à agência Lusa fonte hospitalar.

A mãe, de 48 anos, continua em estado crítico, com “prognóstico clínico muito reservado”, enquanto o pai, de 44 anos, e um irmão mais velho, de 12 anos, tiveram alta e estão sob vigilância depois de também terem dado entrada naquela unidade de saúde no mesmo dia.

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) confirmou a intoxicação dos quatro elementos da família residente em Coimbra e anunciou, em comunicado, uma investigação para apurar as causas da intoxicação.

“Foram colhidas amostras biológicas dos doentes em ambiente hospitalar para investigação da causa de intoxicação”, refere a nota emitida pelo departamento de saúde pública da ARSC.

O comunicado acrescenta que, no âmbito da investigação epidemiológica, “foram feitas visitas ao domicílio pela Unidade de Saúde Pública, com recolha de amostras alimentares (refeição suspeita e outros produtos consumidos em contexto familiar) e biológicas”, que foram encaminhados para os laboratórios de referência para pesquisa de agentes químicos e biológicos.

A agência Lusa apurou junto de fonte familiar que os sintomas surgiram após uma refeição de carne.

Trabalhadores dos transportes coletivos de Coimbra fazem greve de dois dias

Os trabalhadores dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) vão fazer greve entre quinta-feira e sexta-feira, exigindo o gozo de folgas e férias, resolução da progressão na carreira e melhoria do estado dos autocarros.

O pré-aviso da greve de dois dias foi marcado em plenário de trabalhadores dos SMTUC, realizado a 05 de dezembro, face à “não resposta do conselho de administração aos vários problemas dos trabalhadores”, disse hoje à agência Lusa a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), Luísa Silva.

Segundo a dirigente sindical, há vários problemas que motivam a convocação da greve, nomeadamente a não autorização por parte do conselho de administração do uso de dias de folgas e férias por gozar, a não conclusão da opção gestionária que levaria a uma progressão nas carreiras dos trabalhadores e o mau estado dos autocarros dos SMTUC.

“Há todo um conjunto de situações que continua a não ter resposta por parte do conselho de administração. Os trabalhadores chegaram a uma fase de saturação em que sentem que não há uma tentativa de resolução de nenhuma destas questões”, vincou Luísa Silva.

A coordenadora regional do STAL referiu que, face à falta de funcionários nos SMTUC, o conselho de administração recorre ao trabalho extraordinário e não autoriza o gozo de folgas e dias de férias por usar, apontando para a situação de um trabalhador que tem “80 dias por gozar, entre folgas e férias”.

“Houve uma proposta de redução de algumas linhas, que poderia nem fazer tanta diferença à população já que a cidade está quase parada [devido a diferentes obras] e reduzia o número de motoristas necessários a trabalhar, mas o conselho de administração não concordou”, aclarou.

Segundo Luísa Silva, o executivo da Câmara de Coimbra concordou em avançar com a opção gestionária dos SMTUC, que reduz o número de anos para assegurar a progressão na carreira dos trabalhadores, mas o processo, que deveria estar concluído em abril, ainda não está resolvido.

“Estamos em dezembro e o processo não está concluído, com os trabalhadores à espera de um aumento salarial e a situação já poderia estar resolvida”, criticou.

Na segunda-feira, na reunião do executivo, a vereadora com a pasta dos transportes, Ana Bastos, criticou a convocação desta greve, considerando que as reivindicações “extravasam as competências” do conselho de administração que preside.

Segundo a vereadora, houve um pré-aviso de greve anterior, em novembro, que acabou por ser desmarcado, depois de o STAL ter reconhecido que o executivo se empenhava na “procura de soluções, designadamente para oferecer as melhores condições de trabalho aos seus funcionários”.

“Apesar dos esforços do conselho de administração, que voltou a reunir com a estrutura sindical para procurar perceber o que de novo justificava esta posição de força, o pré-anúncio manteve-se, apesar de se ter total consciência dos impactes que tais decisões assumem na degradação da imagem e do funcionamento dos SMTUC, das perturbações que tal greve acarreta para a população, particularmente para os mais desfavorecidos que não dispõem de outras alternativas de deslocação”, referiu Ana Bastos.

Durante a sua intervenção no período antes da ordem do dia, a vereadora vincou que o plano de renovação de frota está a ser cumprido, considerando que, nesse contexto “e face ao esforço despendido, é incompreensível o pré-anúncio de greve avançado pelo STAL”.

Castanheira de Pera oferece 2.200 euros mensais a médicos que se fixem no concelho

A Câmara de Castanheira de Pera aprovou o regulamento de apoio à fixação de médicos que prevê um incentivo mensal de 2.200 euros para os profissionais que optarem por viver no concelho, disse hoje o presidente.

António Henriques (PS) explicou à agência Lusa que a autarquia aprovou um regulamento de incentivos aos profissionais de saúde para enfrentar as dificuldades na captação e fixação de médicos de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Segundo o presidente da Câmara, as medidas passam por um apoio mensal de 2.200 euros para alojamento aos médicos contratados para a UCSP que decidirem viver no concelho.

Está previsto também um incentivo de 500 euros mensais para suportar as deslocações para aqueles que concorram ao centro de saúde, mas optem por manter o seu atual local de residência.

“Queremos criar uma diferenciação positiva, num território que tem uma população idosa a precisar de cuidados médicos diários, pelo que é necessário ter alguém que apoie as suas necessidades, tendo consciência que estamos fora e longe de uma área urbana, sem acesso aos serviços privados, que não existem no concelho”, afirmou António Henriques.

O apoio à deslocação é extensível aos médicos que fizerem atendimento na UCSP em regime de prestação de serviços, acrescentou o autarca socialista.

A unidade de saúde de Castanheira de Pera tem atribuídos dois médicos de família para dar resposta a 2.650 residentes, dados dos últimos Censos de 2021.

No entanto, a resposta médica está a ser dada, neste momento, por um profissional de saúde em regime de prestação de serviço desde setembro, quando o médico que tinham saiu. “Esta resposta subverte a função de um médico de família, que deve estar disponível para os utentes. Avançámos com este projeto, para que os médicos olhem para o concurso que abriu agora, para colmatar as vagas, como uma oportunidade”, sublinhou.

Para António Henriques, a sua preocupação é garantir cuidados médicos para todos. Apesar da população idosa, o autarca reforçou que o número de residentes terá aumentado nos últimos anos, devido à imigração. Facto que, segundo afirmou, é percetível pelo aumento das inscrições das crianças nas escolas do concelho.

“Tivemos nove nascimentos, o que já não acontecia há algum tempo. Temos também de dar resposta médica às crianças e não podemos esquecer do turismo. Em três meses recebemos 90 mil pessoas, que precisam de sentir conforto médico no território”, acrescentou.

O Regulamento Municipal de Apoio à Fixação de Médicos foi aprovado na última reunião de câmara, no dia 29 de novembro. Segue-se agora um período de discussão pública.

O documento terá ainda de ser aprovado em reunião de Assembleia Municipal. António Henriques estima que as medidas de incentivo possam ser aplicadas no primeiro trimestre de 2024.

Municípios exigem suspensão de circular da AT que leva à isenção de IMI nas barragens

A Associação Nacional de Municípios Portugueses exigiu hoje a revisão das instruções da Autoridade Tributária em relação às áreas de produção de energias renováveis, como as barragens, realçando que a atual circular levaria à isenção de IMI daqueles equipamentos.

O conselho diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) deliberou hoje exigir a revisão das atuais instruções dadas pela Autoridade Tributária (AT) em relação à inscrição no registo predial de centrais de produção de energias renováveis (barragens, centrais fotovoltaicas e parques eólicos), pedindo a “imediata suspensão dos processos em curso”.

Segundo a presidente da ANMP, Luísa Salgueiro, em causa está a possibilidade de, caso nada seja alterado, manter-se a isenção da cobrança de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) para aquele tipo de equipamentos, posição que os municípios contestam.

“Há uma circular da Autoridade Tributária, a circular número 2, que recomenda ou que decide não incluir no registo predial alguns dos equipamentos fixos desses prédios”, explicou, sublinhando que, caso seja seguida essa recomendação, deixa de se verificar um dos três requisitos exigidos para se poder aplicar a cobrança de IMI às centrais de produção de energias renováveis.

De acordo com Luísa Salgueiro, o código do IMI define que, para a tributação do imposto, os prédios têm de ter três elementos: físico, jurídico e económico.

Ao excluir-se da matriz predial alguns equipamentos, deixa de ser possível cumprir “o requisito económico e estes prédios ficarão excluídos de tributação de IMI”, notou.

“Esta é uma reivindicação que consideramos legítima e justa dos municípios. Achamos que não deve ser seguida esta norma vertida na circular. A circular não é lei e, para evitar que haja danos irreversíveis, o conselho diretivo exigiu a suspensão desta circular e do processo de avaliação que está em curso”, vincou.

Luísa Salgueiro realçou ainda que a ANMP irá reunir com a AT no sentido de explicar a perspetiva dos municípios, que defendem que este tipo de prédios “devem ser sujeitos a tributação de IMI”.

Neste momento, todos estes equipamentos não estão a pagar IMI, constatou, referindo que, havendo esta circular, há o risco de os mesmos continuarem isentos.

“Para já, que se suspenda o processo de avaliação em curso, porque, se se cumprirem as regras da circular, estes prédios ficam excluídos e depois é irreversível”, alertou.

A presidente da ANMP espera também que na próxima legislatura possa haver um esclarecimento para garantir que não haja o risco de não haver tributação de IMI deste tipo de equipamentos.

Suspeitos de usar dados de cartões de crédito de terceiros julgados em Aveiro

O Tribunal de Aveiro começou hoje a julgar três pessoas suspeitas de estarem envolvidas num esquema relacionado com a utilização de dados de cartões de crédito associados a bancos portugueses e estrangeiros para a compra de telemóveis na internet.

Os arguidos estão acusados de 46 crimes de falsidade informática, 37 dos quais na forma tentada, e um crime de branqueamento.

O Ministério Público (MP) considerou indiciado que, entre julho e agosto de 2018, os arguidos “apoderaram-se de dados de cartões de crédito e, na posse dos mesmos, realizaram diversas compras de telemóveis” numa loja ‘on-line’.

De acordo com a investigação, os arguidos recebiam os equipamentos nas moradas por si indicadas ou procediam ao levantamento dos mesmos em lojas físicas, vendendo-os depois em lojas que compram telemóveis usados.

“Indicia-se que os arguidos entraram na posse de dados de, pelo menos, 26 cartões de crédito associados a entidades bancárias brasileiras, venezuelanas, israelita, argentina, dos EUA e de Portugal”, refere a acusação.

Ainda segundo a acusação, os arguidos atuaram em conjugação de esforços entre si e repartindo os respetivos lucros, de forma não apurada.

O MP requereu que seja declarado perdido a favor do Estado 7.726,47 euros, correspondendo às vantagens patrimoniais alegadamente obtidas.

Economistas veem espaço para subir salários desde que com prudência

O controlo da inflação e os aumentos salariais não são atualmente antagónicos, desde que as subidas sejam feitas com prudência, segundo os economistas consultados pela Lusa.

Os bancos centrais têm alertado para o impacto dos aumentos salariais na inflação, cujo controlo tem dominado a atenção dos decisores nos últimos meses, argumentando que subidas demasiado expressivas podem obrigar a uma política monetária ainda mais restritiva.

Contudo, os economistas consultados pela Lusa consideram natural que existam ajustamentos salariais.

“A afirmação de alguns bancos centrais compreende-se desde que isso não signifique a anulação dos efeitos que a política monetária tem trazido ao controlo da inflação. Mas não é possível evitar que os salários se ajustem”, assinala o economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Duque.

O economista destaca que “caso contrário a acomodação seria totalmente feita por via dos salários o que é socialmente insustentável, mesmo que a descida da inflação seja mais prolongada no tempo”.

João Duque salienta que há salários de vários tipos, desde os que remuneram o trabalho especializado aos que remuneram o trabalho não especializado.

“Se por um lado o trabalho não qualificado pode ser relativamente penalizado porque não tem margem de negociação pela facilidade com que se encontram alternativas, o mercado de trabalho dos qualificados não vai acompanhar os pedidos dos bancos centrais desde que a procura por produtos mais sofisticados e de valor acrescentado elevado se mantenha”, argumenta.

Por sua vez, o economista e professor da Nova SBE Pedro Brinca dá nota de que a ideia da espiral inflacionista é que a subida dos salários leva a um aumento dos custos de produção, que por sua vez leva a um aumento dos preços e inflação, fazendo com que as reivindicações salariais sejam ainda maiores.

“Não obstante, na zona euro, os salários ainda estão a crescer abaixo da inflação subjacente (ao contrário de Portugal) pelo que não existe grande evidencia de tal espiral, até porque um dos componentes importantes deste mecanismo, as expectativas, parecem estar ancoradas ao objetivo de 2% no médio prazo”, refere.

Neste sentido, considera que pode haver alguma margem para subir salários desde que com prudência, tendo principalmente em atenção a produtividade do trabalho.

Já o economista e professor da Universidade de Coimbra José Reis defende que o apelo dos bancos centrais se traduz numa quebra do “escasso poder de negociação que os trabalhadores conservam e de garantir a acumulação à custa dos salários”.

“Numa economia como a nossa, uma boa parte da inflação ou é importada ou resulta de aumentos de lucros extraordinários. Os aumentos salariais devem repor o que a inflação retirou ao salário real, somar-lhe os ganhos de produtividade e incluir um objetivo político de recuperação do peso dos salários no Produto Interno Bruto (PIB), que tem diminuído”, aponta.

Segundo o economista, “em Portugal, o objetivo de, no curto prazo, levar a que este indicador seja semelhante à da média da UE é aceitável. Isso consta do acordo de rendimentos que foi estabelecido, mas não parece nada claro que esteja a realizar-se ou vá realizar-se”.

O governador do Banco de Portugal defendeu, numa análise publicada no início de dezembro, que as políticas monetárias e fiscais devem reconhecer os desafios do mercado de trabalho, reconhecendo que a procura de trabalho é uma “procura derivada” da atividade económica”.

Segundo Mário Centeno, “preservar os investimentos e as aspirações dos trabalhadores é incompatível com um aperto mais do que o necessário”.

O responsável do banco central português defende que “a prudência deverá orientar os aumentos salariais”, considerando que devem ser impulsionados por ganhos de produtividade, como observado nos últimos 35 anos.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, num discurso no Parlamento Europeu em novembro, destacou que a inflação era agora ser impulsionada mais por fontes internas do que por fontes externas.

“As pressões salariais, entretanto, permanecem fortes. A nossa avaliação atual é que isto reflete principalmente efeitos de ‘recuperação’ relacionados com a inflação passada, e não uma dinâmica auto-realizável. E esperamos que os salários continuem a ser um factor-chave que impulsiona a inflação interna”, disse.

Autarca de Coimbra quer “verdadeira” descentralização após as eleições

O presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, afirmou hoje que espera que o futuro Governo que venha a ser formado após as eleições possa criar uma “verdadeira” descentralização, que garanta um pacote financeiro adequado.

Gostaria, desde logo, que as transferências financeiras fossem adequadas ao custo que tem para as autarquias a transferência das chamadas competências, que não são propriamente competências, mas responsabilidades”, afirmou à agência Lusa José Manuel Silva, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS/Nós/Cidadãos!/PPM/Aliança/RIR e Volt).

O autarca, que tem sido crítico do processo, vincou que esta descentralização representou um aumento de custos para os municípios, referindo que foi necessário contratar funcionários para dar resposta ao aumento de trabalho e de responsabilidades.

“Os custos indiretos têm de ser avaliados, caso contrário está-se a onerar a autarquia, impedindo-a de desempenhar as mesmas funções que até aí vinha desempenhando, porque tem de derivar parte do orçamento para suportar esses custos. Portanto, um maior pacote financeiro é absolutamente obrigatório”, defendeu o autarca, esperando que a própria auditoria que o Tribunal de Contas está a fazer à transferência de competências na educação permita levar a um aumento da transferência de verbas para os municípios.

Para além de um aumento de verbas, José Manuel Silva espera que o próximo Governo possa aprofundar o processo de descentralização, “no sentido de transferência de verdadeiras competências”, referindo que, neste momento, a responsabilidade dos municípios é, acima de tudo, no campo administrativo.

O presidente da Câmara de Coimbra salientou ainda que, quando se fala de descentralização, é necessário abordar o tema da regionalização, considerando que, face à forma “menos positiva” como decorreu o processo de transferência de competências, tem “sérias reservas” quanto à regionalização.

“Se não houve uma transferência financeira adequada aos custos, temos dúvidas sobre a forma como será conduzida a regionalização. Se for conduzida como uma bandeira política, então irá prejudicar as regiões. Aquilo que está em causa não é só o processo de decisão, mas sobretudo o processo de financiamento. Descentraliza-se e regionaliza-se o país se houver uma descentralização financeira que permita que as zonas do país que não estão nas duas grandes áreas metropolitanas também se desenvolvam”, frisou.

Nesse sentido, considera que, nesse debate, para além do aspeto financeiro, é preciso refletir sobre a “regionalização política” e a possibilidade de haver ou não partidos regionais.

“Se há regionalização, também há regionalização política. Vamos permitir partidos regionais?”, questionou, considerando que essa questão terá de ser debatida no seio desse processo.

Natal e Ano Novo. Campanha de segurança rodoviária com imagens mais duras

A campanha de segurança rodoviária de Natal e Ano Novo deste ano tem imagens “mais duras” que edições anteriores ao mostrar o outro lado das consequências dos acidentes, nomeadamente o que se passa nos hospitais.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) lançou hoje no Museu da Carris, em Lisboa, a campanha ‘O melhor presente é estar presente’, que arranca na quarta-feira e vai decorrer até 02 de janeiro de 2024 para apelar a todos os que circulam nas estradas e ruas que o façam em segurança.

O presidente da ANSR, Rui Ribeiro, explicou que a campanha conta com a parceria de mais de 240 entidades públicas e privadas e engloba televisões, rádio, imprensa nacional, regional e local, rede multibanco, painéis ‘led’ nas estações de serviço, além de sites institucionais e redes de publicidade exterior em várias cidades, locais de alta visibilidade, através de cartazes, ‘mupis’ e outros suportes gráficos.

Rui Ribeiro afirmou que as campanhas de Natal e Ano Novo deste ano “são mais duras do que o costume ao representarem uma outra face dos acidentes rodoviários que são uma face que normalmente está oculta a todos, que é o socorro e o que se passa nos hospitais portugueses”.

“Zero mortos e feridos nas estradas é o único número aceitável”, afirmou.

Durante o período da campanha da ANSR decorrem, em simultâneo, ações de sensibilização, prevenção e fiscalização da Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A operação de Natal e Ano Novo da PSP e GNR vai começar em 15 de dezembro e prolonga-se até 02 de janeiro de 2024, existindo dois períodos considerados mais críticos devido ao presumível aumento do tráfego rodoviário, designadamente entre 22 e 26 de dezembro e 29 de dezembro e 02 de janeiro.

O chefe da divisão de trânsito e segurança rodoviária da PSP avançou aos jornalistas que a polícia vai apostar “numa postura de forte presença e de grande visibilidade nos locais onde pode haver uma maior concentração de pessoas e ocorrências de acidentes”.

“Estaremos presentes como fator dissuasor e para evitar que os condutores adotem comportamentos de risco”, disse Paulo Ramos, precisando que a PSP vai dividir a ação de fiscalização em duas partes.

O responsável indicou que, durante o período do Natal, a PSP vai ter “uma especial atenção para o excesso de velocidade e condução sob o efeito do álcool, mas também, e porque é uma altura onde há uma grande movimentação de pessoas junto a zonas comerciais, ao desrespeito dos sinais de trânsito e circulação nas passadeiras”.

Na passagem do ano, acrescentou, a PSP “estará atenta ao excesso de álcool e de velocidade, as duas principais causas de sinistralidade rodoviária”.

Também a GNR terá “dois períodos de esforço”, tendo em conta o aumento do fluxo de trânsito que se faz sentir na altura do Natal e do Ano Novo.

Segundo a GNR, no Natal as vias mais críticas são em direção ao Norte e Interior do país e no Ano Novo são as estradas em direção ao Sul.

A porta-voz da GNR, Mafalda Gomes de Almeida, disse aos jornalistas que vai existir um reforço do patrulhamento, estando também a corporação atenta, durante este período, ao álcool, velocidade e distração, nomeadamente do telemóvel.

Por sua vez, o comandante da ANEPC, André Fernandes, deu conta do dispositivo da proteção civil que vai estar nas principais estradas do país para “aumentar a capacidade de resposta e rapidez do socorro rodoviário e pré-hospitalar dos corpos de bombeiros”.

Segundo André Fernandes, este dispositivo da ANEPC vai contribuir para “a redução da mortalidade e encurtar o tempo de socorro que é feito entre o acidente e o transporte da vítima ao hospital”.

O comandante da ANEPC deu conta de que os corpos de bombeiros vão estar posicionados em 132 locais do país com equipamentos de salvamento e desencarceramento, ambulâncias de socorro e veículos de comando, estando envolvidos no período de 22 de dezembro e 02 de janeiro 866 bombeiros.

Homem que não era visto há meses estava morto em casa no Cadaval

A vítima mortal, de 49 anos, tinha “pouco contacto” com a família. Foram alguns familiares que dirigindo-se à sua residência, se depararam com o corpo, em avançado estado de decomposição.

O cadáver de um homem foi encontrado, esta terça-feira, numa residência na aldeia de Rocha Forte, no Cadaval, no distrito de Lisboa.

De acordo com o que fonte do Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Lisboa avançou à TVC, o homem não era visto há cerca de quatro meses.

A mesma fonte explicou que a família e a vítima “tinham pouco contacto” e que foram alguns familiares que, dirigindo-se à residência do homem, que tinha 49 anos, se depararam com o corpo em avançado estado de decomposição.

Segundo a GNR o corpo não tinha sinais de violência e o alerta para a situação foi dado às 11h40. A vítima sofreria de doença psiquiátrica.

O cadáver foi já encaminhando para o Instituto de Medicina Legal de Torres Vedras.

“Princípios muito bons”. Tony Carreira apoia José Luís Carneiro no PS

José Luís Carneiro terá como adversários Pedro Nuno Santos e Daniel Adrião na corrida à liderança do Partido Socialista.

O candidato a secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, partilhou um vídeo de apoio do cantor Tony Carreira nas suas redes sociais, que refere que o atual ministro da Administração Interna é uma “pessoa com muitos princípios”.

“Gosto muito dele, é uma pessoa com muitos princípios. Já o conheço há muitos anos, com princípios muito bons, com os quais eu me identifico. Desejo para ele toda a sorte do mundo porque é de pessoas como ele que nós precisamos, na minha humilde opinião”, afirma o artista português através de um vídeo – que pode ver abaixo.

Recorde-se que José Luís Carneiro terá como adversários na corrida à liderança do PS o deputado e ex-ministro Pedro Nuno Santos e o dirigente socialista Daniel Adrião. 

As eleições decorrem nos próximos dias 15 e 16 de dezembro.

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