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Vai ver o FC Porto-Shakhtar Donetsk? PSP deixa conselhos de segurança

Encontro está agendado para as 20h00 de quarta-feira, no Estádio do Dragão.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou que vai implementar um policiamento desportivo alusivo ao jogo que irá decorrer na quarta-feira entre o FC Porto e o Shakhtar Donetsk e deixou alguns conselhos de segurança aos adeptos.

De acordo com um comunicado a que a TVC teve acesso, a PSP sugere que a deslocação para o estádio seja feita com antecedência, de forma a evitar aglomerações de última hora, contando com os procedimentos de segurança e controlo de entrada dos adeptos no recinto desportivo.

Além disso, a autoridade “aconselha a utilização preferencial dos transportes públicos, evitando levar as suas viaturas” e alerta que os adeptos devem evitar “levar malas e mochilas para o interior do recinto desportivo”.

O policiamento que será feito tem como objetivo “garantir a ordem pública e as condições de segurança necessárias para a realização do jogo, proceder à regularização rodoviária nos eixos e artérias de acesso às imediações do estádio, garantir a segurança das equipas intervenientes no evento desportivo e realizar a monitorização e acompanhamento dos adeptos das equipas envolvidas”, lê-se ainda.

A PSP nota também que será efetuada a monitorização em tempo real, dos fluxos de trânsito e de público, através de condicionamentos pontuais à circulação automóvel ou pedonal, ou outras que por razões de segurança se justifiquem.

Recorde-se que o encontro entre FC Porto e Shakhtar Donetsk está agendado para as 20h00 de quarta-feira, no Estádio do Dragão, e vai contar para a jornada do Grupo H da Liga dos Campeões. 

GNR lança operação para prevenir descargas ilegais em recursos hídricos

A Guarda Nacional Republicana (GNR) vai lançar na sexta-feira uma operação para prevenir e identificar autores de descargas ilegais para recursos hídricos nos concelhos da Batalha, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós, foi hoje anunciado.

Num comunicado, a GNR revela que vai colocar no terreno a Operação “Clean Water” (água limpa), “com o objetivo de prevenir, dissuadir, detetar e identificar os autores de descargas ilegais para os recursos hídricos”.

“Face às atuais condições meteorológicas, especialmente devido à elevada precipitação que se tem feito sentir, é previsível o aumento de descargas para o domínio hídrico, uma vez que vigoram proibições de valorização agrícola de efluentes, nomeadamente o espalhamento de efluentes em dias de chuva e em solos com excesso de água”, explica o Comando Territorial de Leiria da GNR.

Segundo a GNR, através dos elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente de Leiria, vão ser “efetuadas ações diárias e ininterruptas de monitorização da bacia hidrográfica do rio Lis nos concelhos de Leiria, Marinha Grande, Batalha e Porto de Mós, por forma a fazer face às descargas diretas e indiretas de efluentes provenientes da indústria transformadora, bem como das atividades agrícolas e pecuárias, que possuem bastante representatividade na região”.

“Muitos dos cursos de água da bacia hidrográfica do rio Lis têm as suas margens com vegetação muito densa, impedindo desta forma uma fiscalização e verificação das condições do leito em toda a sua extensão, sendo por isso adotado o modelo de patrulhamento no interior dos recursos hídricos, que se tem revelado eficaz na deteção de ilícitos desta natureza”, esclarece a GNR.

A GNR adianta que esta operação vai também envolver “a Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário de Leiria, através da introdução de temas associados à proteção dos recursos hídricos e poluição dos solos nas diversas ações de sensibilização, não só nas escolas, como no seio da comunidade em geral, através do Plano Integrado de Policiamento, Prevenção e Segurança”.

À agência Lusa, fonte da GNR explicou que a operação, com a duração de quatro meses, até 15 de abril, é a terceira, depois de ações semelhantes desenvolvidas em 2020 e 2021.

“Esta operação tem a parte preventiva e a parte de fiscalização”, afirmou esta fonte.

De acordo com este responsável da GNR, desde 01 de janeiro até ao terceiro trimestre deste ano, a GNR registou 38 denúncias de descargas ilegais para o domínio hídrico e poluição dos solos nestes quatro concelhos, território “onde há uma grande concentração de pecuárias e de recursos hídricos”, considerando o número preocupante.

“Muitas das denúncias que chegam à GNR partem de cidadãos que estão mais sensibilizados para estas questões e do bom serviço de prevenção da GNR”, acrescentou.

Investimentos da Santa Casa Global não precisavam de aprovação da tutela

O ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Edmundo Martinho defendeu hoje que os investimentos para a internacionalização dos jogos sociais estavam aprovados em orçamento, não necessitando de autorização da tutela, e reiterou que a ministra estava informada.

Em declarações à agência Lusa, Edmundo Martinho, que foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) entre 2017 e 2023, voltou a garantir que a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social “o conhecimento tinha seguramente” sobre os investimentos no âmbito da Santa Casa Global, criada para a internacionalização dos jogos sociais.

“Quer por documentos que foram sendo enviados, com alguma regularidade, quer através dos relatórios de atividades da Santa Casa [da Misericórdia de Lisboa] e dos Planos [de Atividade] e Orçamento”, apontou.

Segundo Edmundo Martinho, o entendimento da então administração da SCML era de que “os investimentos da Santa Casa Global não precisariam [de aprovação da tutela] atendendo a que estavam inscritos naquilo que era o planeamento adequado da Santa Casa e da Santa Casa Global”.

“Estavam inscritos no orçamento e no plano [de atividade e orçamento] e essas verbas eram autorizadas, esse orçamento era autorizado e aprovado, pela senhora ministra”, garantiu o ex-provedor, lembrando que, segundo os próprios estatutos da SCML, a constituição ou participação deste organismo em outras entidades obrigava a autorização da tutela.

“Foi isso que se obteve, uma autorização, em cima de um documento que previa uma atividade ao longo dos anos e que previa também a necessidade de financiamento na fase inicial de investimento”, explicou.

Edmundo Martinho acrescentou que a partir desse momento “aquilo que foi feito foi a construção da sociedade e foram inscritas nos orçamentos da Santa Casa as verbas necessárias para poder cumprir esse objetivo”.

“Essas verbas foram sendo inscritas no orçamento, orçamentos esses que foram sendo aprovados sucessivamente pela tutela”, apontou.

No plano de atividade e orçamento para 2020, aprovado pela ministra Ana Mendes Godinho e disponível na página da internet da SCML, pode ler-se que “a estratégia decorrente do projeto de internacionalização — parcerias para o desenvolvimento, com investimentos financeiros previstos no valor de 50 milhões em 2020, irá permitir a obtenção de ganhos significativos no médio e longo prazo”.

Por outro lado, o despacho assinado pela ministra, datado de 09 de junho de 2020, que autorizou a criação da Santa Casa Global, refere que “a criação de uma ou mais sociedades para efeitos de internacionalização do jogo da SCML está dependente de autorização da senhora ministra”, mas não diz explicitamente que a tutela tem de autorizar investimentos posteriores.

“Nós inscrevíamos na rubrica das participações financeiras e inscrevíamos um determinado montante e esse montante era depois descriminado e detalhado em função do objetivo de utilização desses valores. O nosso entendimento é que o que era preciso era, obviamente, ir dando conhecimento à tutela, mas essas autorizações estavam dadas a partir do momento em que o orçamento era aprovado”, defendeu Edmundo Martinho.

O ex-provedor considera legítimo que a nova administração da SCML mude de ideias em relação à internacionalização e reavalie esse investimento, mas considera que interromper todos os processos em curso será prejudicial para a instituição tanto do ponto de vista patrimonial como reputacional, uma vez que era um negócio que estava no início.

Por outro lado, disse ter “alguma dificuldade” em compreender a auditoria à Santa Casa Global, desde logo porque foi anunciada pela comunicação social, invocando irregularidades “antes sequer de estar assinado o contrato com a empresa que ia fazer a auditoria”.

“Não sei de que irregularidades é que estamos a falar”, afirmou, acrescentando que vai aguardar pelo relatório da auditoria, mas defendendo que “se havia dúvidas, se havia reservas em relação a alguma coisa, deviam ter sido levantadas antes”.

Afirmou também desconhecer as razões que levaram a atual provedora, Ana Jorge, a enviar os resultados preliminares para o Ministério Público e lamentou não ter sido contactado ou “as pessoas da própria Santa Casa Global, no sentido de clarificar questões que pudessem ter sido detetadas”.

“Tudo é muito legítimo. Agora, a forma como este processo foi tratado, creio que é uma forma muito pouco adequada, diria, em termos institucionais e no respeito por aquilo que é o trabalho que estas pessoas foram fazendo”, criticou, defendendo que os gestores da Santa Casa Global “fizeram um trabalho excecional” e lamentando que tenham sido destituídos antes de concluída a auditoria.

Disse estar “particularmente tranquilo” em relação aos resultados da auditoria, reiterando que a santa Casa Global “seria uma forma de assegurar sustentabilidade financeira sólida para a Santa Casa”.

“Não tenho qualquer problema em assumir essa responsabilidade. Tudo isto foi feito de acordo com as regras, de acordo com os procedimentos”, disse, acrescentando que gostava de saber qual será a alternativa em termos financeiros para a SCML, tendo em conta que as receitas dos jogos sociais têm vindo progressivamente a decair.

Mantém-se defensor do projeto de internacionalização, porque era “preciso investir”, e lembra que o Banco de Brasília, que seria parceiro para a exploração do jogo naquele estado brasileiro, estimava que a Santa Casa Global, no prazo de três a quatro anos, recebesse “quase cem milhões de euros de dividendos por ano”.

Edmundo Martinho garantiu ainda que foram feitos todos os estudos de mercado, avaliações jurídicas e avaliações judiciais e que esses documentos estão na Santa Casa Global, apesar de admitir que não comunicou esse resultado à tutela.

Anadia: Prémio Rodrigues Lapa distingue melhores alunos do concelho

A cerimónia de entrega do “Prémio Escolar Professor Rodrigues Lapa”, referente ao ano letivo
2022/2023, vai ter lugar, amanhã, quarta-feira, dia 13 de dezembro, pelas 16h30, no Cineteatro Anadia.


O galardão tem como principal objetivo premiar o mérito dos melhores alunos do concelho.
O “Prémio Escolar Professor Doutor Rodrigues Lapa”, promovido pelo Município de Anadia, foi criado, em 1996, pela Comissão das Comemorações do Centenário do Nascimento do Professor Doutor Manuel Rodrigues Lapa, com o duplo objetivo de homenagear o filólogo anadiense e de distinguir os alunos das escolas de Anadia com melhor aproveitamento escolar no final dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, do ensino secundário e do ensino profissional.


Até ao ano letivo de 2011/2012, o Prémio era atribuído ao melhor aluno de cada um dos níveis de ensino, havendo, assim, um premiado por nível de ensino e sendo os restantes candidatos ao prémio galardoados com menções honrosas. No entanto, o Município de Anadia entendeu dever compensar a excelência do trabalho e dedicação de mais alunos, assim como reconhecer que as variáveis subjacentes aos processos de ensino e aprendizagem e respetiva avaliação em diferentes contextos, são fatores de relatividade que tornam complexa a tarefa de comparar resultados entre as diferentes escolas participantes.


Nesse sentido passou a distinguir três alunos por escola e por ciclo de ensino a saber: Escola Básica de Vilarinho do Bairro (6 alunos), Escola Básica e Secundária de Anadia (12), Colégio Nossa Senhora da Assunção – Famalicão (9) e Escola Profissional de Anadia (3), num total de 30 alunos. O melhor aluno de cada escalão de ensino receberá um prémio pecuniário no valor de 250,00€ e um diploma, e os restantes dois Menções Honrosas.


A iniciativa do Município de Anadia pretende constituir um incentivo à melhoria contínua
do desempenho escolar e à construção do percurso formativo de alguns jovens.

Seia é “Autarquia + Familiarmente Responsável”

Entrega de bandeiras as autarquias familiarmente responsaveis, em Coimbra.

O Município de Seia foi distinguido, pelo 13.º ano consecutivo, com a bandeira verde
«Autarquia + Familiarmente Responsável», pelas boas práticas em prol das famílias.
A distinção atribuída pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis
conta com a sua 15.ª edição e pretende valorizar e reconhecer as políticas públicas
dos municípios a favor das famílias. A bandeira “Autarquia + Familiarmente
Responsável” foi recebida pela vereadora Célia Barbosa, numa cerimónia que se
realizou no passado dia 6 de dezembro, em Coimbra.


As políticas integradas de apoio à família em Seia são evidenciadas nos apoios
concedidos à maternidade, à saúde e às famílias com necessidades especiais, de que
são exemplo os programas municipais de incentivo à natalidade/adoção e vacinação,
a comparticipação de medicamentos para idosos, a hidroterapia e a oficina
domiciliária.


Num estreito compromisso entre o papel do poder local e a família, de evidenciar
igualmente a tarifa familiar de água, que tem em consideração o número de pessoas
por agregado familiar e não penaliza, assim, as famílias mais alargadas, bem como a
redução no IMI para as famílias com filhos.


No acesso ao sistema educativo e apoio às famílias, destaque para a oferta dos
cadernos de atividades para todos os alunos 1.º ciclo do ensino básico, a
comparticipação na aquisição de material escolar aos alunos abrangidos pela ação
social escolar, as bolsas de estudo para alunos do ensino superior, os transportes e as
refeições escolares em todos os níveis de ensino.

Albergaria apresentas boas-práticas na Educação em França

No âmbito do projeto EQuality, do programa europeu Erasmus+, o Município de Albergaria-a-Velha apresentou algumas das suas boas práticas em Educação no Congresso da ANDEV, que decorreu no Parlamento Europeu em Estrasburgo, nos passados dias 7, 8 e 9 de dezembro.
Entre as várias ações partilhadas, o Município referiu o projeto “Scratch4all”, constituído por sessões semanais de técnicas básicas de programação nas turmas do 4.º ano do 1.º Ciclo. A complementar estas aulas, o Município disponibiliza, na Biblioteca Municipal, o Laboratório de Programação e Robótica, que dinamiza oficinas criativas e de experimentação de forma regular para crianças e jovens entre os 7 e os 15 anos.


Outro projeto em destaque foi o “Encontros com a Educação – Todos pelo Sucesso” que, desde 2020, tem promovido diversas ações de capacitação de alunos, docentes e pais, com vista a promover o sucesso escolar. Como suporte às várias atividades realizadas – nas áreas de inteligência emocional, gestão do tempo, parentalidade, nutrição, técnicas de comunicação, entre outras – existe a página de Internet do projeto, que conta já com 360 artigos publicados e uma média mensal de 1000 visitas.


Na apresentação do Município de Albergaria-a-Velha, foram ainda salientadas as atividades educativas do Centro de Interpretação da Pateira de Frossos e o espetáculo anual de encerramento da Art’J.

O projeto EQuality, que consiste na partilha de boas práticas na área da Educação direcionadas para os desafios atuais em contextos diversos, é liderado pela Associação Francesa de Diretores de Escolas (ANDEV) na cidade de Nantes, tendo como parceiras as cidades de Albergaria-a-Velha, Rillieux La Pape (França) e Ditzingen (Alemanha). Em Estrasburgo, os trabalhos foram acompanhados pelo Presidente da Câmara Municipal, António Loureiro, pela Vereadora da Educação, Catarina Mendes, e pelo técnico municipal responsável pela candidatura, Noel Gonçalves.

Marcelo “respeita o pensamento do primeiro-ministro, mas não comenta”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, rejeitou, esta terça-feira, comentar a entrevista de António Costa, emitida ontem na CNN Portugal.

“Tenho um princípio, que é nunca comentar as palavras do primeiro-ministro”, referiu o chefe de Estado quando questionado sobre a entrevista de António Costa.

“O primeiro-ministro várias vezes, ao longo de oito anos, disse as posições do Governo acerca do Presidente da República. Entendi sempre que o Presidente da República não deve comentar o primeiro-ministro”, reforçou, perante a insistência dos jornalistas em obter uma reação às declarações de Costa.

Recorde-se que após a saída de Costa, havia uma solução alternativa, defendida pelo agora primeiro-ministro de gestão. A solução incluía o nome de Mário Centeno para seu sucessor, sem necessidade de eleições antecipadas. Marcelo rejeitou esta solução, sublinhando mesmo que o fez a “título pessoal” – não tendo o Conselho de Estado apoiado a dissolução da Assembleia da República. Na entrevista à CNN Portugal, Costa defendeu que Marcelo “errou”, justificando: “Não conheço nenhum manual de Direito Constitucional que legitime a ideia de que quando o primeiro-ministro sai, por muito que tenha contribuído ele próprio para o resultado eleitoral, isso determina a dissolução da Assembleia”.

Costa apontou mesmo, durante o espaço televisivo, que  “foi uma teorização que o próprio Presidente da República fez logo na tomada de posse do Governo – na altura disse-lhe que não concordava com essa interpretação”. 

Questionado sobre estas questões, Marcelo reforçou: “É uma intervenção do primeiro-ministro”. “Primeiro-ministro está em funções, vai estar em funções ainda uns meses e, portanto, diz o que pensa, porque pensa, como pensa. E o Presidente da República respeita o pensamento do primeiro-ministro, mas não comenta”, rematou.

Em entrevista, Costa falou ainda sobre a Procuradoria-Geral da República, dos principais candidatos à liderança do Partido Socialista do Serviço Nacional de Saúde, e de outros temas fraturantes.

Após a entrevista, as reações não demoraram a chegar, tendo o momento televisivo sido apontando como “um choro de despedida” de Costa, entre outras reações.

Homem apanhado a conduzir com 2,93 g/l de álcool no sangue na Covilhã

Em causa está um valor que supera em quase seis vezes o máximo legal – de 0,5 gramas/litro.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve um homem de 62 anos que acusou uma taxa de álcool no sangue (TAS) de 2,93 gramas por litro, após ser submetido ao teste de alcoolemia.

A detenção aconteceu na cidade da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, na quinta-feira, acrescentou a PSP, revelou a Polícia de Segurança Pública (PSP), em comunicado a que a TVC teve acesso.

Em causa está um valor que supera em quase seis vezes o máximo legal – de 0,5 gramas/litro. É considerada condução sob efeito do álcool quando o condutor apresenta uma taxa igual ou superior a este valor.

O homem foi constituído arguido e notificado para comparecer a tribunal, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência.

Núcleo do Centro da LPCC entrega presentes de Natal a doentes oncológicos e famílias

Durante duas semanas (11 a 22 de dezembro), a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Centro (LPCC.NRC) distribui presentes de Natal em casa de doentes oncológicos e em unidades hospitalares da região Centro. Ao todo, serão entregues 308 cabazes em casas de doentes oncológicos previamente identificados e beneficiários do Programa de Apoio Social material da LPCC.NRC. Já para as unidades hospitalares seguem 1200 mantinhas, 570 adereços (turbantes, gorros, sacos do dreno e almofadas do coração), 300 broinhas, 20 bolos-rei e 20 bolos de Ançã.

A distribuição e entrega de presentes de Natal nestas unidades da região Centro envolverá os seguintes estabelecimentos de saúde: Hospital Arcebispo João Crisóstomo – Cantanhede; Centro Hospitalar Tondela – Viseu, EPE (Viseu e Tondela); Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE (Hospital Amato Lusitano); Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE (Covilhã e Fundão); Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE (Aveiro e Estarreja); Centro Hospitalar de Leiria; Unidade Local de Saúde da Guarda; Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE; IPO de Coimbra e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE.

A iniciativa conta com a parceria da Escola de Hotelaria de Coimbra, na confecção dos bolos-rei, e das Pastelarias Vasco da Gama e Francisco Sá, na confecção das broinhas e bolo de Ançã, respetivamente.

Programa de Apoio Social material da LPCC

O diagnóstico de uma doença oncológica, embora experienciado de forma diferente por cada pessoa, é um acontecimento de vida adverso que acarreta uma multiplicidade de repercussões a nível físico, psicológico e social, com impacto para o doente, família e cuidadores.

Frequentemente, o processo de diagnóstico e tratamento tem, também, repercussões a nível económico, despoletando ou agravando situações de vulnerabilidade social do doente e da família que decorrem com a perda de rendimentos, a necessidade de gastos adicionais para deslocações regulares às instituições de saúde e/ou com cuidados de saúde (aquisição de medicamentos ou produtos específicos, adaptação de espaços físicos, entre outros).  

No período compreendido entre janeiro e outubro de 2023, beneficiaram do Programa de Apoio Social material da Liga Portuguesa Contra o Cancro (região Centro) 414 doentes, traduzidos em 2.521 apoios, num montante que ascendeu a 164 mil euros, um acréscimo de cerca de 22% face a período homólogo. De destacar os apoios mais significativos: na medicação (36%), pagamento de rendas ou prestações à habitação (25%), alimentação (21%) e nas deslocações para as unidades de tratamento hospitalar (14%).

A subida generalizada dos preços dos bens essenciais e o impacto da subida das taxas de juro dos empréstimos à habitação e dos valores de arrendamento foram as principais situações que conduziram a um aumento do número de doentes a recorrer a este Programa.

No mesmo período, e no cômputo global dos programas de apoio e cuidados a doentes – onde se inclui o apoio psicológico e jurídico gratuito e o realizado em contexto hospitalar – este montante ascendeu a mais de 430 mil euros.

Recorde-se que os fundos do Programa de Apoio Social material resultam das contribuições da população no Peditório anual promovido pela LPCC e são o garante da subsistência de muitas famílias no decurso do processo de tratamento e sobrevivência da doença oncológica.

“Alice in Borderland” | Exposição de pintura na Biblioteca Municipal explora o jogo, a resiliência e a determinação

A Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira tem patente, até 21 de janeiro, a exposição de pintura “Alice in Borderland”, da artista plástica Diana Costa. São 52 obras que abordam e expressam a adversidade e a superação, através de formas, símbolos e cores. Um convite à reflexão sobre as lutas e triunfos de cada um.

Diana Costa nasceu no Porto, em 1979, mas vive e trabalha na capital. É professora universitária desde 2003, sendo atualmente professora auxiliar na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Mas é no seu ateliê que explora expressões, visões e reflexões através da cor, da forma e dos ícones.

A artista plástica procura pinturas que exploram uma pesquisa por significados, que visa subverter as expectativas e questionar as normas estabelecidas, apresentando abordagens inovadoras e desconstruindo convenções estéticas.

Diana Costa explica que o título da exposição “Alice in Borderland” é baseado numa série japonesa que mistura elementos de suspense, ação, drama e ficção científica, explorando diversos conceitos fundamentais ao longo da história”, com enfoque na sobrevivência, estratégia, raciocínio, relações interpessoais e procura de significado.

A artista sublinha que esta mostra se assume como uma plataforma para a expressão artística que transcende os limites da realidade. A inspiração retirada da série homónima e do clássico literário de Lewis Carrol “Alice no País das Maravilhas” entrelaça-se com as experiências e reflexões na primeira pessoa.

“As pinturas representam não apenas desafios enfrentados pelas personagens no mundo paralelo, mas também os desafios da vida real, e procura constante do significado e identidade num mundo complexo e em constante evolução”, sublinha.

As cores intensas, as formas labirínticas e os ícones presentes nas obras em exposição “refletem situações difíceis, mas também a resiliência e a determinação necessárias para superá-las”, confidencia a artista.

Do ponto de vista pictórico, as cores são abordadas de forma intensa, vivida e luminosa; as formas aludem a tabuleiros de jogos e labirintos; e os ícones traduzem-se em naipes e símbolos mais evidentes em formato de texto, palavras, letras e números.

Gil Ferreira, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, deixa o convite aos visitantes para que “naveguem pelas pinturas desta artista plástica e questionem as normas estabelecidas, dando-lhes o seu próprio significado”. Sublinha ainda que “estimular o conhecimento do património cultural e artístico como processo de afirmação da cidadania é um meio de desenvolver a literacia cultural.”

A exposição “Alice in Borderland” pode ser visitada na sala polivalente da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, de segunda-feira a sábado, das 10h00 às 19h00, e aos domingos, das 9h30 às 12h30. 

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