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Ílhavo: Concertos no Natal + Dia Internacional do Voluntariado

Durante esta quadra natalícia, entre 12 e 21 de dezembro, a Câmara
Municipal de Ílhavo promove um ciclo de seis concertos de música
erudita, nas seis igrejas matrizes do município.

Com um programa de excelência e músicos de renome nacional e
internacional, estes concertos são uma inspiração para este período de
advento e são uma forma de valorização do património religioso do município.
O primeiro concerto realiza-se a 12 de dezembro, na Igreja Matriz da Gafanha
da Encarnação, com o Bando de Surunyo, que regressa ao Município de Ílhavo
com 12 músicos, para apresentar o programa “Mel e ouro – Conexões musicais
peninsulares na Idade de Ouro”.


No dia seguinte, 13 de dezembro, na Igreja Matriz da Costa Nova do Prado,
Nuno Inácio junta-se a Paulo Pacheco para um recital de flauta e piano, em
que interpretam compositores portugueses, como António Vitorino d’Almeida,
Sérgio Azevedo e Vianna da Motta.


A 14 de dezembro, na Igreja Matriz da Gafanha do Carmo, é a vez do
Ensemble Vocal Capella Duriensis, que se apresenta com nove vozes e órgão,
para interpretar um programa que remete para as diversas tradições de Natal
europeias.


Na semana seguinte, no dia 19 de dezembro, na Igreja Matriz da Gafanha da
Nazaré, o Bando de Surunyo volta a atuar, desta vez com duas vozes e teorba,
apresentando um programa intimista de Natal: “Musas e Liras – uma viagem
musical pela Europa dos séculos XVI e XVII”.


No dia seguinte, 20 de dezembro, na Igreja Matriz de São Salvador de Ílhavo,
os jovens e enérgicos músicos do Quarteto Metamorfose trazem obras de
Shostakovich, Weber e Mozart.


O último concerto, a 21 de dezembro, realiza-se na Igreja Matriz da Sagrada
Família da Praia da Barra, com Ciglia Ensemble, em que António Vieira e Rui
Gama interpretam canções tradicionais de Natal com guitarra e bandolim.
Todos os espetáculos realizam-se às 21h30 e têm entrada gratuita.

Albergaria com orçamento superior a 36 milhões de euros

A Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha aprovou o Orçamento Municipal de 2024 no valor de 36 032 281 euros, um dos “mais ambiciosos em termos de investimentos, que necessita de grande empenho para a sua concretização”, afirmou António Loureiro, Presidente da Câmara Municipal.


O autarca salienta que o documento “é diversificado e os investimentos
propostos são transversais a quase todos os níveis de atuação municipal, indo
de encontro às necessidades e carências da população do Concelho; é
também um orçamento que procura criar ainda mais centralidade em todas as
freguesias”.


Com um conjunto de projetos e investimentos estratégicos, o Município vai
diversificar as suas fontes de financiamento, recorrendo aos quadros
comunitários, ao Fundo Ambiental, PRR e ao Pacto para a Região de Aveiro,
sendo que algumas verbas estão destinadas à aquisição de imóveis “para
alavancar o futuro”, como a Casa Alameda (para melhorar as respostas dos
serviços municipais), um armazém no centro da cidade para acolher acervo
documental e material da Agência Portuguesa do Ambiente, que servirá de
base para a criação do futuro Arquivo Histórico dos Recursos Hídricos, em

Valmaior, sendo ainda adquiridos os terrenos em falta para o Parque da
Cidade.


Prosseguindo a estratégia de desenvolvimento empresarial, sob o mote
“Investir em Albergaria”, vai ser concluído, em 2024, o novo arruamento
estruturante na Zona Industrial, dotado de modernas infraestruturas e um
loteamento municipal para a instalação de novas empresas. Dar-se-á também
início à execução de um outro novo arrumamento, com um investimento total
previsto de 2 milhões de euros.


Na área da Educação, vai ser dada continuidade à requalificação e
modernização da Escola Secundária com a criação do Centro Tecnológico
Especializado (CTE) – tipologia Informática, que vem no seguimento do CTE –
tipologia Industrial já concluído. A intervenção também vai incidir na
significativa melhoria dos espaços sociais, administrativos e salas de aula. Está
igualmente prevista a 2.ª fase da requalificação da EB 2,3 da Branca e o
apetrechamento dos estabelecimentos de educação e ensino com equipamentos adequados para a transição digital em curso, no âmbito do Programa Municipal de Desenvolvimento Tecnológico na Educação.


A implementação, de forma experimental, de um sistema de georreferenciação
social de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade, integrado no
projeto Radar Social, é uma das medidas em destaque na área de Ação Social
e, na Saúde, 2024 será o ano da conclusão da 2.ª fase da requalificação do
Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha e a concretização da nova Unidade de
Saúde Familiar – Beira Vouga.


Na Estratégia Local de Habitação, os munícipes podem contar com medidas de
promoção da habitação na ordem dos 9 milhões de euros e que incluem a
reabilitação de habitação social propriedade do Município, a aquisição e
construção de mais habitação social, um programa de arrendamento a custos
acessíveis e o apoio a beneficiários diretos e instituições no acesso às medidas
da Estratégia Local.


No Desporto e Lazer, em Albergaria-a-Velha, vai avançar a requalificação dos
campos de ténis e a construção de um novo campo, a construção de um
campo de basquetebol e, no centro cívico da Branca, vai ser criado um Pump

Track. No Turismo, os destaques vão para o plano de Valorização Turística
Sustentável da Pateira de Frossos e a dinamização da Rota dos Moinhos, com
incidência na zona molinológica do Caima.


Integrada na Estratégia de Sustentabilidade Albergaria A-Verde, o novo ano vai
ver a implementação do Plano Municipal de Ação Climática, do Plano
Estratégico para os Resíduos Urbanos (PA PERSU 2030) e de um projeto
piloto de biorresíduos. Salienta-se ainda a criação do Orçamento Participativo
Verde.


Na Mobilidade Suave, vão ser executadas mais vias cicláveis, onde se inclui a
continuidade da ligação entre o Parque da Boca do Carreiro (Frossos) e Loure,
dar-se-á início à execução dos Passadiços do Caima e será criado o novo
projeto eMOBA, que pretende incentivar a adoção de práticas mais
sustentáveis de transporte, com enfoque na mobilidade elétrica e ativa.


O Orçamento Municipal vai continuar a apostar na baixa carga fiscal sobre as
empresas e famílias – a consistente redução do IMI, Derrama e IRS já deixou
de lado das famílias e empresas mais de 11 milhões de euros nos últimos
anos. Vão também existir propostas fiscais favoráveis nas delimitadas Áreas de
Reabilitação Urbana (ARU) de Angeja e Albergaria-a-Velha.


“É fundamental continuarmos a investir, criar riqueza e apoiar as famílias, para
que todos possamos melhorar a nossa qualidade de vida, valorizar melhor a
nossa terra, o nosso Concelho, o nosso património natural e cultural”, finaliza
António Loureiro.

Mira é Município Amigo do Desporto pelo sexto ano consecutivo

O Município de Mira recebeu, no passado dia 27 de novembro, pelo sexto ano consecutivo, o
galardão de Município Amigo do Desporto.


Esta distinção, atribuída pela plataforma Cidade Social e avalizada pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, tem como objetivo reconhecer, distinguir, promover e premiar as boas práticas no âmbito da promoção da atividade física e do desporto nos municípios portugueses.


O Município de Mira recebe, novamente, esta distinção, no seguimento de ações promovidas ao longo do ano em matéria de desporto, formando mentalidades para a prática de exercício físico para todos.


Para o vereador com a pasta do Desporto, Tiago Cruz, “a atribuição deste galardão pelo sexto ano consecutivo, é o reconhecimento do compromisso assumido pelo município com o
desenvolvimento e promoção de atividades desportivas e um indicador positivo do trabalho e
empenho de toda a equipa nesta área. A promoção do desporto e a manutenção deste título
exigem esforços contínuos, adaptação a novos desafios e aperfeiçoamento constante das políticas e práticas desportivas”, concluiu o autarca.


Este projeto assume-se como uma rede de partilha, que privilegia a monitorização, o
reconhecimento e a divulgação de boas práticas no âmbito municipal do desenvolvimento
desportivo em Portugal, partindo dos projetos e ações implementados em cada município aderente ao programa.

Anadia: Ação de Formação RSI na Biblioteca Municipal

A Biblioteca Municipal de Anadia acolheu duas ações de formação/esclarecimento, promovidas pelo Município, em parceria com o Centro de Saúde de Anadia, relacionadas com a temática da saúde, destinadas a beneficiários de Rendimento Social de Inserção. A primeira sessão decorreu, no dia 8 de novembro, subordinada ao tema “Saúde Mental”, e a segunda, no dia 28, sobre o tema “O álcool, o alcoolismo e a Saúde Mental”.


Estas ações decorrem do processo de Transferências de Competências da Segurança Social para o Município de Anadia, em matéria de Ação Social, no qual foram transferidas diversas competências, nomeadamente, a respeitante à celebração e acompanhamento dos Contratos de Inserção dos beneficiários da prestação social de Rendimento Social de Inserção (RSI).


O Rendimento Social de Inserção visa garantir mínimos sociais, distinguindo-se de outros apoios sociais por incluir uma componente de integração e inclusão, que pressupõe uma intervenção de proximidade, realizada em parceria, que facilite o desenvolvimento de estratégias e promova a mudança e alteração da situação dos beneficiários.

Incêndio deflagra em armazém de garrafas de gás no Fundão

Para já, há apenas registo de danos estruturais no armazém, sem registo de vítimas.

Um incêndio deflagrou na manhã desta terça-feira num armazém de garrafas de gás na União das Freguesias de Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo, no distrito de Castelo Branco, confirmou o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela à TVC.

O alerta para o incidente foi dado pelas 6h06.

Para já, há apenas registo de danos estruturais no armazém, sem registo de vítimas.

Para o local foram acionadas várias equipas da corporação dos Bombeiros Voluntários do Fundão para combater as chamas.

Nevão. Passageiros da TAP retidos em Munique queixam-se de falta de apoio

Companhia aérea garantiu que reembolsará as despesas de alimentação e alojamento, no cumprimento dos regulamentos aplicáveis.

Dezenas de passageiros da TAP que tinham voo marcado de Munique para Lisboa estão retidos nesta cidade alemã desde sábado, devido a um forte nevão que encerrou o aeroporto.

A tempestade, que cancelou todos os voos daquele dia, foram, entretanto, remarcadas mas estão a sair a conta-gotas, como confirmou a companhia aérea portuguesa.

“O aeroporto já reabriu, mas de forma muito condicionada, sendo apenas autorizados voos um a um e ‘ad-hoc’. A TAP está a realizar estes voos com aviões com maior capacidade (A330), para assegurar a viagem do maior número possível de passageiros”, explicou a mesma fonte, adiantando que os passageiros que ainda estão retidos em Munique têm voos programados para esta terça-feira.

O problema, como denunciaram vários passageiros à Rádio Renascença, é que, durante os dias de cancelamento, a TAP não assumiu qualquer despesa de alojamento, deslocações ou alimentação. As despesas têm sido assim todas à conta dos passageiros e já somam algumas centenas de euros, uma situação complicada para quem não tem essa disponibilidade financeira.

Confrontada com esta situação, a TAP garantiu que “está a disponibilizar informação a todos os passageiros afetados sobre os seus direitos e, no cumprimento dos regulamentos aplicáveis, reembolsará as despesas de alimentação e alojamento em que estes incorrem devido a esta situação”.

Recorde-se que, segundo a Lusa, os voos a partir desta cidade da Baviera voltaram a estar temporariamente suspensos na manhã desta terça-feira, devido ao mau tempo.

“As condições das áreas operacionais serão melhoradas hoje de manhã. O plano é permitir a retoma do tráfego aéreo a partir do meio-dia”, informou o aeroporto através do seu site oficial.

Polícia Municipal de Coimbra tem emitido cerca de 400 multas por semana

A Polícia Municipal de Coimbra tem emitido cerca de 400 multas por semana, afirmou hoje o presidente da Câmara, salientando que a média aumentou face a 2023 e que a perspetiva é a de aumentar ainda mais em 2024.

“São emitidas cerca de 400 autuações por semana, cerca de 20 remoções de veículos por estacionamento abusivo por semana e são também removidas viaturas abandonadas na via pública – até já se nota que a cidade tem menos automóveis abandonados”, afirmou José Manuel Silva, que falava aos jornalistas após a apresentação de duas novas viaturas elétricas e equipamento de segurança para a Polícia Municipal.

Segundo o autarca, as duas novas viaturas elétricas (que representam um investimento de 60 mil euros), a melhoria do material informático e os 14 recrutas que deverão ser incorporados na Polícia Municipal de Coimbra em fevereiro de 2024 (passando de 36 para 50 agentes no efetivo) representam um forte investimento do município para dotar aquela força de meios para fiscalizar e regular o trânsito e o estacionamento na cidade.

José Manuel Silva realçou que, mesmo assim, tem-se registado um aumento significativo de multas passadas em relação a 2023, tendo o mesmo sido feito com recurso às horas extraordinárias dos agentes.

Com mais 14 agentes, a intervenção do município na fiscalização do estacionamento vai aumentar ainda mais.

“Quero apelar pedagogicamente às pessoas para que respeitem as normas e regras do estacionamento, porque a fiscalização, que é o cumprimento da nossa obrigação, vai intensificar-se”, vincou, notando que o estacionamento abusivo e não pago é “uma pecha” da cidade.

Obra de Afonso Cruz inspira espetáculo sobre um mundo melhor em Tondela

Inspirados no universo de Afonso Cruz, cinco atores e um músico vão celebrar a criança como esperança para um mundo melhor, no qual haja liberdade e afetos, num espetáculo que se estreia na quinta-feira, em Tondela.

“Museu do esquecimento ou vamos mudar o mundo”, que parte de livros para a infância e juventude de Afonso Cruz, é a mais recente criação do Trigo Limpo Teatro ACERT (Associação Cultural e Recreativa de Tondela).

“A história central é essencialmente baseada no ‘Vamos comprar um poeta’, de Afonso Cruz, mas com alterações”, explicou aos jornalistas o ator e encenador Pompeu José, que desenvolveu a dramaturgia em conjunto com Catarina Requeijo.

A dinâmica de uma família ocupa a cena principal, com os dois mais novos – a filha e o filho – a darem um sinal de esperança.

Segundo Pompeu José, que interpreta o pai da família, “a criança foi o motor central da escolha dos textos” para este espetáculo, que, além da cena principal, conta com um prólogo numa loja de pássaros durante a guerra e um epílogo que convida à reflexão sobre as gerações futuras.

Afonso Cruz dá o mote quando pergunta: “Devemos cozinhar crianças resignadas com o mundo ou devemos criar crianças criativas?”

“Esta peça fala de uma data de restrições impostas pelos pais, pelas famílias, pela sociedade, que algumas personagens sentem a necessidade de quebrar”, explicou o ator Afonso Cortez, que interpreta o filho que se recusa a ficar fechado em casa e quer ir para as montanhas.

A entrada em cena de um poeta (interpretado por Pedro Sousa) obriga as personagens “a pensarem um pouco mais no que se passa à volta delas”, acrescentou.

É o que acontece com a mãe, interpretada por Ilda Teixeira, que, por causa da poesia, passa de uma mulher oprimida a uma mulher “que parte a loiça e rompe com o sistema”.

Apesar de reagir mal à ida do poeta para casa, porque é mais um para lhe dar trabalho, a mulher “vai amolecendo o coração” quando começa a perceber “que a poesia pode estar nas coisas mais simples, como uma pedra”, contou.

Ilda Teixeira frisou que, de cada vez que interpreta o texto, o sente atual: “Toca questões que são cíclicas e que parece que nunca nos livramos delas, como a guerra e a depressão financeira. É sempre necessário apertar o cinto mais e mais”.

Sandra Santos, que interpreta a filha, aludiu à importância dos afetos, numa sociedade “que se gere muito pelos números, contabiliza tudo o que é materialista”.

“A chegada do poeta, a saída do irmão e vivenciar outras experiências tem a ver com o olharmos o outro, termos uma relação mais afetiva”, explicou a atriz, avançando que, no final, é sugerido que o mundo seja contagiado de abraços e beijos.

Em cena, além de Afonso Cruz, Ilda Teixeira, Pedro Sousa, Sandra Santos e Pompeu José, estará um músico, que poderá ser Miguel Cordeiro ou Paulo Nuno Martins.

O espetáculo tem antestreia marcada para quarta-feira, destinada a alunos de uma turma do terceiro ano do ensino básico que participaram no processo de criação e respetivas famílias.

“Tentámos trabalhar um jogo cénico que não tivesse só as palavras. Tem uma série de elementos que ajudam a ler a própria história”, explicou Pompeu José, acrescentando que a ideia de trabalhar com público foi perceber “até onde é que chegava a história”.

O espetáculo voltará a ser apresentado na sexta-feira à noite.

ICNF disponível para novo modelo de gestão na serra da Boa Viagem na Figueira da Foz

O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) está disponível para aplicar um novo modelo de gestão ao parque florestal da Serra da Boa Viagem em acordo com o município da Figueira da Foz.

Esta possibilidade, avançada à agência Lusa por Nuno Banza, presidente do ICNF, agrada ao presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, que assumiu que a Figueira da Foz “quer, em condições a acordar, como é evidente”, passar a ter a gestão do parque florestal Manuel Alberto Rei.

“Acho que não seria digno das funções que exerço se não aproveitar essa oportunidade, se ela se confirmar”, declarou Pedro Santana Lopes.

“Seria muito importante, porque, obviamente, é muito difícil os organismos da administração central assegurarem a gestão de todo o território, nomeadamente de um parque/serra com estas características. É quase um prolongamento da malha urbana, faz a interface entre duas áreas do concelho. Tem todas as razões para a autarquia ter responsabilidades, não tenho dúvida nenhuma disso”, argumentou o autarca.

Esta zona de lazer, de características turísticas, começou a ser florestada em 1913, por iniciativa do regente florestal que lhe dá o nome. Está incluída no maciço da serra da Boa Viagem (oficialmente designado como Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha), uma área de 418 hectares que se estende até ao monumento natural do Cabo Mondego e faz fronteira entre a freguesia urbana de Buarcos e São Julião e a de Quiaios.

Possui uma rede viária de cerca de 33 quilómetros (km) de estradas e caminhos, 13 dos quais asfaltados e parte a necessitar de intervenção de reparação urgente.

Destruída, em grande parte da sua área, por um enorme incêndio florestal em julho de 1993 e afetada por outro em outubro de 2005, a serra da Boa Viagem – que é um anfiteatro natural com vista sobre a cidade, a foz do rio Mondego e o litoral a norte e a sul – sofreu ainda com a passagem do furação Leslie, em 2018, que destruiu parte do coberto vegetal original (poupado às chamas 25 anos antes), tendo estado encerrada aos visitantes durante vários meses para remoção das árvores caídas e reposição das condições de segurança.

Na conversa com a Lusa, questionado sobre se o ICNF vai manter a gestão integral da serra da Boa Viagem, Nuno Banza vincou a colaboração que aquele organismo tutelado pelo ministério do Ambiente vem desenvolvendo com diversas Câmaras Municipais pelo país fora.

“Não temos nenhuma reserva em trabalhar com as autarquias, trabalhamos com as autarquias no país todo, temos imensas situações de gestão partilhada e até de gestão delegada (…). Depois, apesar de haver muitas áreas florestais que têm uma vocação de produção [de madeira], o que temos vindo a fazer é, naquelas matas que são matas de enquadramento ou que estão muito próximas das áreas urbanas, ou que têm uma grande utilização por parte das pessoas, procurar encontrar para essas matas um modelo de gestão que não passa, exclusivamente, pela exploração florestal”, argumentou o presidente do ICNF.

Essa abertura para um novo modelo de gestão de espaços florestais de lazer, como o da serra da Boa Viagem, ocorre numa altura em que, segundo Nuno Banza, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas passou a ter “mais capacidade de intervenção”.

“Recrutámos, nos últimos três ou quatro anos, um número de pessoas significativo, temos mais meios, conseguimos aceder ao PDR [Programa de Desenvolvimento Rural] para projetos do próprio Estado. Temos, neste momento, mais de 14 milhões de euros de investimentos, espalhados pelo país, em muitas matas nacionais, perímetros florestais, espaços públicos, que começam agora a ter visibilidade”, disse Nuno Banza.

E aludiu a uma ação de remoção de plantas infestantes como as acácias e limpeza de zonas e caminhos florestais, ocorrida já este ano na serra da Boa Viagem, o que já não sucedia (fora os incêndios e as catástrofes naturais) há várias décadas.

“Do ponto de vista da gestão, e a serra da Boa Viagem é um bom exemplo disso, estamos a conseguir intervir, fazendo algumas intervenções que, provavelmente, se percebem melhor agora, e que eram necessárias. E isso significa que, no futuro, estamos perfeitamente disponíveis para colaborar com a Câmara da Figueira e, com outras câmaras, temos vindo a estimular esse tipo de utilização”, sublinhou Nuno Banza.

Autarca de Castelo de Paiva absolvido de participação económica em negócio

O vice-presidente da Câmara de Castelo de Paiva, José Vilela, foi hoje absolvido no Tribunal da Feira de três crimes de participação económica em negócio, por violação das normas da contratação pública.

O caso ocorreu entre 2013 e 2017, quando José Vilela era presidente da União de Freguesias de Sobrado e Bairros, em Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro.

Em causa, segundo a acusação do Ministério Público (MP), estava o facto de o autarca eleito pelo PSD ter contratado a mulher de um primo e um outro trabalhador sem recorrer ao concurso público, como mandava a lei.

Além de José Vilela, o processo tinha mais seis arguidos, designadamente os dois trabalhadores envolvidos no caso e duas empresas e os respetivos gerentes, que respondiam também pelo mesmo crime.

Ao contrário do que refere a acusação, a juíza presidente disse que não resultou provada a intenção dos arguidos de obter, quer para si, quer para terceiros, qualquer benefício, assinalando que os dois trabalhadores contratados “não tinham regalias de funcionários públicos, pelo que não se vislumbra a intenção de os beneficiar”.

“O objetivo norteador desta atuação não se ficou a dever a qualquer concertação dos arguidos de conseguir obter vantagens, nem tão pouco que o seu fito fosse favorecer quem quer que fosse, mas tão só o bem-estar da população”, afirmou a magistrada.

A juíza disse ainda ter ficado convencida que o arguido José Vilela “agiu em consequência das falhas de pessoal”, motivadas por “circunstâncias imprevistas”.

Assim, o tribunal decidiu absolver todos os arguidos pelos crimes de que estavam acusados.

Durante o julgamento, o vice-presidente da Câmara paivense alegou que não fizeram um contrato público por “inexperiência”.

“Pensava que podíamos fazer assim (…) Nunca foi nossa intenção prometer empregos, nem me foi pedido”, referiu, afirmando que ainda hoje desconhece as regras a que tem de obedecer para a contratação.

Perante o coletivo de juízes, o vice-presidente da Câmara assegurou que nunca pensou em “ludibriar a lei” para ir buscar uma empregada, nem teve intenção de beneficiar a mulher do seu primo.

“O executivo da união de freguesias só tem a agradecer o trabalho que eles desenvolveram para bem dos fregueses”, referiu.

A acusação do MP sustentava que o autarca tinha optado por “contratar a prestação de serviços numa encapotada relação jurídica laboral sem qualquer procedimento prévio de contratação pública, beneficiando os trabalhadores contratados e as suas entidades patronais com o pagamento do valor que seriam devidos a um funcionário”.

Num dos casos, José Vilela escolheu a mulher de um primo para exercer serviços administrativos nas instalações da Junta em Bairros, a tempo parcial, entre 2014 e 2017, tendo-lhe pago no total 11.500 euros.

O outro caso diz respeito a duas empresas que foram contratadas por ajuste direto para a execução de serviços de cantoneiro e envolvem o segundo trabalhador para a execução dos referidos trabalhos.

O MP diz que as funções exercidas por estes dois trabalhadores correspondiam a “necessidades permanentes, não liberais, e que pressupunham a abertura e a tramitação de um procedimento concursal de recrutamento para a celebração de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado ou a termo resolutivo”.

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