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Comemorações do 25 de Abril em Coimbra começam na sexta-feira e vão até junho

As Comemorações Populares dos 50 anos do 25 de Abril em Coimbra começam na sexta-feira, com concerto de música de intervenção e uma leitura teatral, numa programação que se estende até junho de 2024, foi hoje anunciado.

As comemorações populares, que juntam mais de 100 organizações, arrancam já na sexta-feira, com várias atividades previstas no Ateneu de Coimbra, na Alta da cidade, entre as quais um concerto de música de intervenção, uma leitura teatral, um convívio e um DJ-set, afirmou a organização, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Durante o mês de novembro e dezembro, estão previstas várias atividades no âmbito das comemorações populares, entre teatro, debates e cinema.

Uma conversa sobre as mulheres e o seu papel na resistência, um debate sobre os “avanços e recuos” no ensino superior em democracia, uma conversa e leitura de poemas em torno da violência de género ou um debate sobre “o direito a viver na Alta” são algumas das propostas até dezembro.

Já a Casa da Esquina irá acolher uma conversa a 19 de novembro, com os investigadores Hugo Castro e Ricardo Andrade sobre a canção de protesto entre os anos 60 e 70 em Portugal.

A organização irá também dinamizar, em dezembro, um ciclo de cinema palestiniano, realizado em parceria com o Instituto Palestiniano de Cinema, em dezembro, com a exibição de sete filmes, entre curtas e longas de ficção e não ficção, em diferentes espaços da cidade.

“Pelas características da organização, as entidades aderentes que propõem as suas atividades. Poderá haver atividades desportivas, culturais, mas, naturalmente, pelo tema, ganha a preponderância temas políticos, debatidos em debates e conferências”, disse à agência Lusa Alfredo Campos, da Comissão Organizadora das Comemorações Populares dos 50 anos do 25 de Abril.

O responsável congratulou-se pelo facto de a comissão já juntar mais de 100 organizações às comemorações, esperando que nos próximos meses seja também possível alcançar um outro objetivo: passar a fronteira da cidade e assegurar atividades em todo o concelho de Coimbra.

“Numa fase mais adiantada das comemorações, temos previsto dois concertos de maior dimensão e estamos também a trabalhar com escolas para construir uma peça de teatro sobre o 25 de Abril”, realçou.

Segundo Alfredo Campos, a programação não termina no 25 de Abril, prosseguindo até junho de 2024.

Sete distritos sob aviso amarelo por causa da agitação marítima forte

Sete distritos do continente estão hoje e sexta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso amarelo entre as 21:00 de hoje e as 18:00 de sexta-feira por causa do estado do mar.

De acordo com o IPMA, estão previstas ondas de noroeste com 4 a 5 metros.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje períodos de céu muito nublado com possibilidade de precipitação fraca, em especial no Minho e Douro Litoral.

“Debilitado”. Localizado idoso de 90 anos desaparecido em Proença-a-Nova

Homem foi encontrado num terreno agrícola localizado a 600 metros de sua casa.

A Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Comando Territorial de Castelo Branco, localizou, esta quarta-feira, um idoso de 90 anos que se encontrava desaparecido desde ontem, no concelho de Proença-a-Nova. 

Segundo revelou a autoridade, num comunicado enviado às redações, os militares “procederam de imediato às diligências policiais necessárias” após ter sido dado o alerta.

O idoso viria a ser encontrado pelas 5h00 “debilitado” e “fora dos caminhos circuláveis” num terreno agrícola, localizado a cerca de 600 metros de casa.

O homem foi assistido pelos meios de socorro no local e posteriormente transportado para o Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco.

Na nota, a GNR afirmou que a ação contou com o “empenhamento de militares do Destacamento de Intervenção (DI) do Comando Territorial de Castelo Branco, do Posto Territorial de Proença-a-Nova, do Posto Territorial de Oleiros e do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) do Destacamento Territorial da Sertã”.

Utentes à porta do Hospital de Aveiro preocupados com situação do SNS

Um grupo de elementos do Movimento de Utentes de Serviços Públicos esteve hoje à porta do Hospital de Aveiro para manifestar preocupação com a atual situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Esta ação é para mostrar a nossa preocupação porque o que temos visto é que a saúde está pior com o encerramento dos hospitais de retaguarda e centros de saúde”, disse aos jornalistas António Nabais, do movimento.

Para o porta-voz, tem havido falta de investimentos nas infraestruturas e nos recursos humanos para servir uma área que tem uma população de cerca de 450 mil utentes.

Deu como exemplo o Hospital de Aveiro, “que há muito devia ter sido ampliado e que tem consultas a funcionar desde há cinco ou seis anos em contentores, sem qualquer dignidade para os profissionais e os utentes”.

“Salientamos a falta de médicos, enfermeiros, auxiliares ou assistentes operacionais, técnicos de diagnóstico e por aí fora, em resultado do desinvestimento nas suas carreiras e Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.

Sem condições atrativas, nomeadamente os médicos, disse, “emigram ou fogem para o privado e o resultado são listas de espera para as consultas e cirurgias, e o caos nas urgências”.

Nas urgências, a falta de médicos faz-se sentir principalmente nos períodos noturnos, nomeadamente na pediatria e na obstetrícia.

Quanto à criação da Unidade Local de Saúde de Aveiro, integrando o Hospital de Ovar, Nabais criticou a medida porque são quase 40 quilómetros de uma cidade a outra.

A distância para o utente aumenta se, devido ao encerramento de algumas especialidades no período noturno, tiver de ser transferido para Coimbra.

A justificação de que o utente pode escolher para onde vai não convence o dirigente do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos: “como regra, o utente vai para onde for referenciado”, disse.

GNR encontra mulher a circular em “local ermo”. Tinha arma de fogo

Mulher acabou detida pela força de segurança.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, no dia 5 de novembro, uma mulher, de 39 anos, por posse ilegal de arma, no concelho de Castelo Branco.

Em comunicado, esta quarta-feira, a força de segurança revela que, no decorrer de uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda “verificaram que uma viatura circulava de forma suspeita em local ermo numa zona rural”.

Nesse seguimento, “foi realizada uma abordagem à viatura” e a GNR apurou que “a suspeita estava na posse de uma arma de fogo, sem registo ou qualquer tipo de documentação”. Além disso, a mulher tinha ainda 19 munições de diversos tipos.

A arma e as munições foram apreendidas.

A mulher foi detida e constituída arguida e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Castelo Branco.

A GNR relembra que, de acordo com o Regime Jurídico das Armas e Munições, “quem detiver arma não registada ou manifestada, quando obrigatório, constitui um crime de posse ilegal de arma”.

Oficina do Pai Natal, José Cid e Aurea no Natal de Viseu

O concelho de Viseu vai receber durante um mês diversas atividades natalícias, de entre as quais uma oficina do Pai Natal, concertos de José Cid ou Aurea e um coração iluminado no Rossio, com oito metros, anunciou hoje a Câmara.

“Este ano vamos ter, no Mercado 2 de Maio, entre outras coisas, o concerto de Natal com a Aurea [23 de dezembro] e, depois, na passagem de ano, vamos ter connosco o intemporal José Cid”, disse o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas.

Na apresentação aos jornalistas da programação de Natal, o autarca disse que, “desta forma, há música para todas as gerações, embora os mais novos também cantem José Cid”.

“Gostaria de destacar que o Mercado de Natal vai continuar no Rossio e na rua Direita, e esperemos que a rua volte a ganhar vida como no ano passado já que, este ano, também vamos estender a iluminação àquela artéria”, revelou.

Este ano, no Rossio, “o elemento decorativo será um coração iluminado, com oito metros de altura”, isto porque “Viseu é o coração de Portugal”, defendeu Fernando Ruas, que disse que, “se um corpo humano representar Portugal, Viseu fica no lugar do coração”.

A vereadora da Cultura, Leonor Barata, acrescentou que o coração “também simboliza o amor fraternal entre os povos e em especial nesta época” do ano.

Também no Rossio, fica o Mercado de Natal, este ano “só com artesanato e doçaria e, na extensão da rua Direita, estarão lojas de comes e bebes para permitir a dinamização da rua e também a ativação daquele comércio”.

Também na rua Direita fica a Aldeia do Pai Natal, “com a novidade de que também terá uma oficina com duendes e onde as crianças podem desenvolver várias atividades como criação de pequenos presentes ou embrulhos”.

O concerto de Natal do Município de Viseu, em 20 de dezembro, no Pavilhão Multiusos, “conta com a direção do maestro Cláudio Ferreira, com a participação da orquestra do Conservatório [de Música Dr. Azeredo Perdigão] e os diversos coros” do concelho.

O concerto de Ano Novo e Reis, em 05 de janeiro de 2024, no Teatro Viriato, é com a Filarmonia das Beiras, com a direção do maestro Martim de Sousa Tavares”.

Entre 08 de dezembro e 07 de janeiro de 2024, o concelho acolhe “diversas atividades de rua, ateliês, oficinas, contos, na biblioteca e nos museus municipais, o já clássico concurso de montras e a rota dos presépios nas diferentes freguesias”.

Também o musical de O Panda e os Caricas (08 de dezembro), no Pavilhão Multiusos, a Viseu Xmas Run, 100% solidária, em 17 de dezembro, e o comboio turístico a circular durante o mês marcam a agenda natalícia.

“Com estas viagens noturnas é possível visitar a iluminação da cidade nesta altura que, este ano, tem como tema, ‘A Fantasia da Floresta de Natal’”, destacou Leonor Barata que não apresentou o orçamento deste ano para as festividades, remetendo para quinta-feira, após a reunião do executivo, a sua divulgação.

Reduzida pena a jovem que matou rapariga em 2021 a mando do pai em Alcobaça

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) reduziu de 21 para 18 anos de prisão a pena de um jovem que matou a tiro uma rapariga de 18 anos a mando do pai, em 2021, em Alcobaça, distrito de Leiria.

O acórdão, datado de 26 de outubro e consultado hoje pela Lusa, deu parcial provimento ao recurso interposto pelo arguido.

Em dezembro de 2022, o jovem foi condenado no Tribunal de Leiria pela prática, em coautoria com o pai, de um crime de homicídio qualificado agravado, na pena de 21 anos de prisão.

Além da pena de prisão, o jovem foi ainda condenado a pagar aos pais da vítima mortal a quantia global de 80 mil euros, pelo dano morte e sofrimento, e ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde a vítima morreu, cerca de 650 euros.

O arguido foi absolvido dos crimes de detenção de arma proibida e resistência e coação sobre funcionário, neste caso a Guarda Nacional Republicana, de que também estava acusado pelo Ministério Público.

O arguido recorreu para a Relação de Coimbra que deu como provado que o jovem “tinha medo do seu pai”, “costumando obedecer e assim aderir às ordens”, mas confirmou o acórdão da primeira instância.

O jovem voltou a recorrer, desta feita para o Supremo, que considerou que a pena aplicada pelo Tribunal de Leiria era “desproporcional” face à juventude do arguido, que tinha 19 anos à data dos factos, e ao seu “menor grau de maturidade”.

“Ponderando os factos e a personalidade do arguido no seu conjunto, as exigências de prevenção geral e especial, consideramos suficiente, adequada e proporcional apenas uma pena de prisão a situar nos 18 anos”, lê-se no acórdão.

O crime ocorreu em 03 de outubro de 2021, no largo junto à estação de caminhos-de-ferro de Martingança, no concelho de Alcobaça.

O tribunal coletivo considerou provado que a vítima tinha uma dívida relacionada com droga com o pai do arguido de valor não concretamente apurado, acabando por combinar encontrarem-se para aquela pagar a quantia, num terreno junto à estação da Martingança.

No local, e na presença de mais duas testemunhas para além de pai e filho, embora a jovem tenha pedido mais tempo para reunir o dinheiro, o pai do condenado, que foi para o local já com uma arma de fogo, estendeu-a ao filho dizendo-lhe “dá-lhe um tiro, ou tratas tu ou trato eu”.

Segundo o tribunal, o arguido recebeu o revólver e, “em execução da ordem que lhe foi transmitida”, a uma distância de um metro a um metro e meio, premiu a arma “cinco vezes” na cabeça da vítima, tendo depois abandonado o local juntamente com o pai.

Durante o julgamento, o arguido confessou grande parte dos factos, tendo alegado que se não disparasse contra a vítima era ele que iria morrer, uma tese que não foi confirmada por ninguém.

“Não falhou um único tiro que disparou. Disparou cinco tiros à queima-roupa”, sustentou, na altura, o presidente do coletivo de juízes, considerando que “não faltariam alternativas ao arguido”, como disparar para o ar, para o chão, fugir do local ou apontar a arma ao pai.

Homem de 37 anos detido por pegar fogo a habitação em Pombal

O incêndio só não atingiu proporções e consequências mais gravosas devido à atuação dos Bombeiros Voluntários de Pombal.

A Polícia Judiciária (PJ), deteve um homem, de 37 anos, pela presumível prática de um crime de incêndio, numa habitação na localidade de Águas Férreas, concelho de Pombal.

O incidente teve lugar ontem, dia 7, pelas 00h45, quando o suspeito, com recurso a fósforos, “ateou o incêndio em material combustível, numa divisão da habitação, que ficou com elevado grau de destruição, assim colocando em perigo toda a habitação e habitações contíguas, além de pessoas e de bens”, pode ler-se num comunicado da PJ ao que a TVC teve acesso. .

O incêndio só não atingiu proporções e consequências mais gravosas devido à atuação dos Bombeiros Voluntários de Pombal.

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por convenientes, revela por fim a missiva. 

Crime cometido com arma de fogo

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, em inquérito dirigido pelo DIAP de Santarém, deu cumprimento a mandados de busca domiciliária e não domiciliária que visaram o presumível autor de disparos com arma de fogo.

Os factos ocorreram no dia 28.05.2023, em localidade do concelho de Ourém, correspondendo a disparos de arma de fogo dirigidos a habitação e seus ocupantes, cujo contexto motivacional não foi ainda concretamente determinado.

No decorrer da ação policial realizada vieram a ser recolhidos elementos de prova suscetíveis de permitirem o cabal esclarecimento dos factos, designadamente a apreensão de cinco armas de fogo e 255 munições de diversos calibres que o agora detido possuía ilegalmente.

O detido, de 49 anos de idade e cidadão nacional, será presente à Autoridade Judiciária competente para a aplicação de adequadas medidas de coação.

‘Médicos em Luta’ mantém protesto por melhores condições de trabalho

O movimento ‘Médicos em Luta’ vai manter o protesto por melhores condições de trabalho e em defesa do SNS, considerando que ainda é possível aprovar “medidas importantes”, porque o Governo e o ministro da Saúde ainda estão em funções.

O movimento continua e a nossa voz de protesto continua, pelo menos, até termos algum motivo para alterarmos alguma coisa”, disse hoje à agência Lusa a porta-voz do movimento, Susana Costa, lamentando que tenha sido cancelada a reunião que estava marcada para hoje entre o Ministério da Saúde e os sindicatos médicos na sequência do pedido de demissão do primeiro-ministro, António Costa.

Mas, sublinhou, “independentemente de haver um pedido de demissão do primeiro-ministro, continuamos a ter um Governo, para já, e continuamos a ter o ministro da Saúde”.

Nesse sentido, o movimento de médicos que tem paralisado vários serviços de urgência, na sequência da entregas de escusas ao trabalho extraordinário, além das 150 horas anuais obrigatórias, “não prevê parar”, nem interromper o seu protesto, disse Susana Costa.

A médica disse que os médicos vão acompanhando a situação política e se virem que se justifica suspender o protesto por algum tempo, o farão, “mas neste momento não está previsto”, reiterou.

Caso haja eleições legislativas, a porta-voz do movimento defendeu que o problema dos médicos deve ser resolvido “muito antes” de serem convocadas, lamentando que “não tenha havido vontade para o resolver” até agora.

No seu entender, a resolução do problema deve ser prioritário como a aprovação do Orçamento do Estado para 2024.

“Se forem convocadas eleições, nessa altura reavaliaremos a situação e ponderaremos o que há a fazer, mas neste momento, de acordo com os cenários que estão postos em cima da mesa, não há previsão de que se pare este movimento”, insistiu.

Segundo Susana Costa, o movimento tem vindo a crescer, contando já com perto de 7.000 médicos.

Até ao momento, foram entregues cerca de 2.500 escusas de indisponibilidade, que estão a causar constrangimentos em cerca de 30 hospitais do país, disse, alertando que as dificuldades se vão agravar ao longo deste mês, porque algumas minutas terão efeito a partir de um determinado dia de novembro em diversos hospitais.

Susana Costa observou que a situação se agrava ao fim de semana e que os constrangimentos vão ser agravados pela exaustão das equipas que têm vindo a responder nos hospitais aos doentes que chegam de outras unidades.

“À medida que haja uma maior procura dos serviços de urgência, as coisas vão-se naturalmente agravar, que é o que está previsto nas próximas semanas”, adiantou.

O primeiro-ministro, António Costa, pediu, na terça-feira, a sua demissão ao Presidente da República, que a aceitou, após o Ministério Público revelar que é alvo de investigação autónoma do Supremo Tribunal de Justiça sobre projetos de lítio e hidrogénio.

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