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PSP detém cinco pessoas por tráfico, furto e infrações rodoviárias

No período compreendido entre a passada sexta-feira, 3 de novembro, e hoje, 6 de novembro, a PSP de Coimbra deteve uma mulher, pela prática de furto, e três homens, um por suspeita de tráfico de estupefacientes e três por infrações rodoviárias, designadamente condução sem habilitação legal e em estado de embriaguez. Todas as detenções aconteceram na cidade de Coimbra.

A mulher, de 32 anos de idade, foi detida ontem (5 de nov.), às 06h55, num parque de estacionamento da ECOVIA, pouco depois de a polícia ter recebido uma denúncia de furto de uma viatura e de uma carteira com documentos e dinheiro.

Com base na descrição física da suspeita relatada pela vítima, a PSP localizou-a sair do parque de estacionamento, dando-lhe de imediato ordem de paragem. Na revista efetuada, a polícia encontrou no interior da bolsa da mulher a carteira e os documentos dados como furtados, que, juntamente com a viatura, foram entregues ao legítimo proprietário.

No que respeita à suspeita de tráfico de estupefacientes, a detenção foi realizada na madrugada desta segunda-feira, 6 de novembro, na avenida Fernão de Magalhães. Pelas 02h20, uma viatura parada na faixa reservada a autocarros chamou a atenção da equipa policial em serviço de patrulha na zona e foi abordada.

Ao aperceber-se da presença dos polícias, o condutor adotou um comportamento estranho, iniciando a marcha de forma repentina. Perante esta reação, foi-lhe dada ordem de paragem para ser fiscalizado. No local do pendura, estava o suspeito, um jovem de 20 anos de idade já referenciado pela prática do mesmo tipo de crime. Submetido a revista, foi encontrado na sua posse crack (cocaína base) suficiente para 27 doses individuais, bem como 644,13 euros em numerário.

Em relação às infrações rodoviárias, foram detidos três homens. Por condução em estado de embriaguez, com uma taxa de álcool no sangue de 1,73 gramas por litro, foi detido um homem de 52 anos, ontem, pelas 22h15, na rua de Aveiro.

Por condução sem habilitação legal, a PSP deteve, no dia 4 de novembro, pelas 2h30, na rua da Sota, homem de 23 anos; e, no dia 5, pelas 18h00, na rua Nicolau Chanterenne, um homem de 31 anos

MP acusa 8 pessoas de lesarem 60 titulares do cartão WiZink em milhares

O Ministério Público (MP) acusou oito arguidos de burlarem 60 titulares de cartões de crédito WiZink, em quase 205 mil euros, através de um esquema em que se faziam passar por funcionários da instituição financeira, foi hoje anunciado.

Em nota publicada na página da Internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) conta que, entre fevereiro de 2021 e maio de 2022, seis dos arguidos, “agindo individual ou concertadamente entre si, atuaram sobre 60 vítimas, titulares de cartões de crédito WiZink, junto de quem se apresentaram como funcionários da WiZink”.

“Pedindo-lhes os códigos dos cartões, sob pretexto de se destinarem a obstar à finalização de operações a débito supostamente fraudulentas, quando, na verdade, os códigos solicitados se destinavam a validar operações de carregamento de contas Revolut acessíveis aos arguidos e operações de pagamento online realizadas por estes”, sustenta a acusação.

Segundo a PGRP, para ocultar os ganhos obtidos, estes arguidos, e um sétimo, “criaram contas Revolut e, a partir destas, transferiram dinheiro para contas Betclic por si previamente criadas e, residualmente, para as suas contas bancárias”.

“Procurando aparentar que os rendimentos obtidos com a prática delituosa provinham do ganho de prémios de jogo no ‘site’ Betclic, transferiram-nos para contas bancárias, umas tituladas por si e outras tituladas por terceiros, mas por si controladas e utilizadas”, refere a acusação.

O MP acrescenta que, na atividade criminosa, contaram com o auxílio de um oitavo arguido, “que trabalhava na área comercial das comunicações” da WiZink.

“O qual, mediante contrapartida económica paga por aqueles [arguidos], disponibilizou-lhes listas, contendo nomes completos de cidadãos, e NIF [número de contribuinte] e números de telemóvel associados, e que aqueles arguidos usaram no convencimento das vítimas, demonstrando conhecer todos os dados pessoais”, sublinha a acusação, citada pela PGRP.

Segundo o MP, os arguidos lesaram as vítimas em quase 205 mil euros, sendo que parte desse valor foi usado pelos arguidos para apostas ‘online’, “permitindo-lhes incrementar lucros e obter prémios no valor global” de quase 942 mil euros.

Na acusação, o MP requereu a perda a favor do Estado da quantia global 1,16 milhões de euros (correspondendo ao valor subtraído às vítimas, acrescido dos ganhos obtidos com a utilização de parte desse valor).

Um dos arguidos encontra-se sujeito à medida de coação de prisão preventiva e um outro está atualmente em cumprimento de pena à ordem de outro processo.

Em causa estão crimes de burla qualificada, de acesso indevido agravado, de branqueamento, de falsidade informática e de desvio de dados agravado.

O despacho de acusação esteve a cargo do Ministério Público no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto (1.ª secção).

Espinho: Falta de condições no tribunal marca arranque do julgamento do caso “ajuste secreto”

O processo “ajuste secreto”, relacionado com suspeitas de corrupção em várias autarquias dos distritos de Aveiro e do Porto, começou hoje a ser julgado no Tribunal de Espinho, numa sessão marcada pela falta de condições da sala de audiências.

O processo, que tem como figura central o ex-vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol Hermínio Loureiro, conta com 65 arguidos, incluindo vários autarcas e ex-autarcas, além de quatro clubes desportivos e os seus respetivos presidentes.

Apesar de o processo pertencer ao Tribunal de Santa Maria da Feira, esta fase do julgamento vai decorrer no Tribunal de Espinho, no distrito de Aveiro, tendo em conta o elevado número de sujeitos processuais envolvidos.

Ainda assim, e devido à exiguidade da sala de audiências, houve vários advogados de defesa que tiveram de permanecer em pé, uma vez que não havia condições para estarem todos sentados, o que levou o juiz presidente a agradecer a disponibilidade de todos para se “sujeitarem a estas condições”.

O magistrado assinalou, contudo, que esta situação não deverá voltar a ocorrer, uma vez que prevê que nas próximas sessões “haverá muito menos gente na sala”.

A sessão da manhã foi ocupada com a identificação dos arguidos, que só deverá ficar concluída da parte da tarde.

O julgamento prossegue na terça-feira de manhã com o início da leitura das declarações prestadas pelos arguidos em fase de inquérito, que, segundo o juiz presidente, totalizam 94 horas e 35 minutos, e que irá durar cerca de 20 sessões.

Só depois disso é que serão ouvidos os arguidos que manifestaram intenção de prestar declarações ao tribunal.

O processo “ajuste secreto” resultou de uma investigação que culminou em junho de 2017 com a detenção de sete pessoas, incluindo o então vice-presidente da FPF Hermínio Loureiro que, pouco tempo depois, viria a suspender o mandato naquele organismo.

Mais de dois anos depois, o Ministério Público (MP) deduziu acusação contra 68 arguidos, incluindo ex-autarcas e vários dirigentes de clubes desportivos, imputando-lhes 890 crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, abuso de poderes, tráfico de influências, falsificação de documentos, violação de segredo, participação económica em negócio, prevaricação e detenção de arma proibida.

Entretanto, vários arguidos pediram a abertura de instrução, tendo a juíza de instrução criminal Ana Cláudia Nogueira decidido não levar a julgamento três arguidos.

Atualmente, dos autarcas que foram acusados, apenas dois ainda estão no ativo: António Loureiro, que cumpre o terceiro e último mandato à frente da Câmara de Albergaria-a-Velha e a presidente da Junta de Macieira de Sarnes (Oliveira de Azeméis), Florbela Neves da Silva.

O processo está centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis e em Hermínio Loureiro, que presidiu àquela autarquia do distrito de Aveiro entre 2009 e 2016.

A acusação sustenta que alguns dos arguidos usaram montantes de fundos de maneio daquela autarquia para pagarem despesas com refeições e outros gastos pessoais, bem como as despesas com a sede concelhia de um partido político.

O MP fala ainda na “viciação de procedimentos concursais” e no “uso de influência de elementos do executivo camarário” perante a direção do Instituto do Emprego e Formação Profissional e uma instituição particular de solidariedade social para “concretizar estágio profissional” para os filhos de um simpatizante partidário.

Os investigadores detetaram igualmente indícios do favorecimento de um empresário pelas câmaras de Estarreja, Matosinhos e Gondomar nos procedimentos de contratação pública de 2016 e 2017, tendo apurado também que a Câmara de Albergaria-a-Velha realizou uma obra particular, em benefício de um munícipe, com os custos “diluídos em empreitada de obras públicas cujo procedimento corria paralelamente”.

Santa Maria da Feira: Iluminação de Natal inspirada no “Sonho” chega à Avenida Sá Carneiro e Passionistas

É uma aposta sem precedentes do Município de Santa Maria da Feira na iluminação de Natal e faz parte de uma estratégia integrada de posicionamento do território enquanto destino turístico de excelência na quadra natalícia. Resultado de um concurso internacional de conceção de ideias para três anos, o projeto desenhado para 2023 será inteiramente inspirado no tema “Sonho” e vai chegar a novos pontos da sede do concelho, nomeadamente à Avenida Francisco Sá Carneiro e à urbanização dos Passionistas. Em 2024, a iluminação de Natal será dedicada à temática “Liberdade” e em 2025 vai inspirar-se no tema “Paz”.

A iluminação de Natal será inaugurada no dia 24 de novembro, pelas 21h00, aquando da chegada do Pai Natal à Praça da República, junto à Câmara Municipal, e em contagem decrescente para a abertura de Perlim. No coração do centro histórico, vai erguer-se uma imponente árvore de Natal repleta de luz, em forma de chapéu mágico, inspirada na magia do Castelo e da época natalícia. Também a música vai ecoar por instantes, com a emocionante Ópera Intermezzo, onde quatro cantores líricos interpretarão canções napolitanas e célebres árias de ópera inspiradas no Natal. Outro momento de relevo será a abertura da exposição coletiva “O Nosso Natal”, criação comunitária composta por 600 iluminárias personalizadas por crianças e famílias do concelho, que dará uma nova vida à icónica Rua Direita e conduzirá o público ao Mercado de Natal, que abre portas na mesma noite.

Entre 24 de novembro e 7 de janeiro, estarão iluminadas pelo “Sonho” sete ruas e uma avenida da cidade-sede: Rua António Castro Corte Real; Rua dos Descobrimentos; Rua Dr. Roberto Alves; Rua Dr. Elísio de Castro; Rua das Fogaceiras; Rua Comendador Sá Couto; Rua Dr. Alfredo Valente da Silva Terra (Urbanização dos Passionistas);eAvenida Francisco Sá Carneiro. As luzes de Natal chegarão ainda a vários pontos de referência do território: Rotunda da Bola; Praça Gaspar Moreira; Alameda Dr. Roberto Vaz de Oliveira; Rotunda do Hospital; Arquivo Municipal; Percurso Urbano do Cáster; Castelo de Santa Maria da Feira; Largo de Camões – Rossio; Igreja Matriz e Museu Convento dos Loios; Praça da República (Câmara Municipal e Loja Interativa de Turismo de Santa Maria da Feira); Monumento ao Espírito Feirense (São João de Ver); e Termas de São Jorge (Caldas de S. Jorge).

 “Este projeto foi meticulosamente concebido com base em princípios orientadores sólidos, com o propósito de valorizar o contexto arquitetónico dos locais emblemáticos, harmonizando a decoração com a beleza dos nossos edifícios. Além disso, adicionámos uma camada de significado e criatividade à iluminação, que será inteiramente dedicada ao “Sonho” nesta primeira edição do concurso internacional”, explica Gil Ferreira, vereador que tutela a pasta do Turismo, reiterando que “o grande objetivo é impulsionar o turismo no território durante a temporada festiva de Natal, criando um ambiente genuinamente acolhedor e atrativo, quer para os residentes quer para os visitantes”.

De referir que a equipa do projeto foi desafiada a prolongar a vida útil das decorações, incentivando a adaptação e a transformação das estruturas existentes, numa abordagem que reduz significativamente o desperdício de recursos e a produção de resíduos, e promove a eficiência no uso de materiais, alinhando-se com os princípios da economia circular e da sustentabilidade. Para além deste compromisso com a responsabilidade ambiental e a procura contínua de soluções inovadoras que beneficiam o meio ambiente, o Município de Santa Maria da Feira terá ainda em consideração a sustentabilidade energética, mantendo horários diferenciados para a iluminação ao longo de toda a quadra natalícia: de domingo a quinta-feira, das 17h00 às 22h00; às sextas-feiras e sábados, das 17h00 às 00h00, em todas as áreas abrangidas.

O projeto de iluminação de Natal de 2023 representa um investimento de 153.750,00 euros, registando um acréscimo de 26,9% face a 2022, em virtude do seu alargamento a novos pontos do território. 

Anadia: Município atribui apoios a associações

O Município de Anadia deliberou, na sua última reunião de executivo, atribuir apoios financeiros a duas associações do concelho, no valor total de nove mil euros, no âmbito do Programa de Apoio Municipal ao Desenvolvimento Desportivo (PAMDD).


A Associação Recreativa e Cultural de Vilarinho do Bairro foi contemplada com uma verba de 3.000,00€, destinada a apoiar as atividades, no âmbito do II Festival de Patinagem Artística que terá lugar, no próximo dia 2 de dezembro, no Pavilhão Gimnodesportivo de Vilarinho do Bairro. Segundo a organização prevê-se a presença de cerca de 200 participantes, entre atletas, treinadores e dirigentes.


O executivo municipal deliberou ainda atribuir um apoio de 6.000,00€ à Associação Recreativa
Aguinense (ARA) destinada a colaborar no desenvolvimento das atividades previstas no projeto desportivo da ARA para a presente época desportiva 2023/2024.


O Município considera da maior pertinência apoiar estimular as associações que acolhem os jovens para a prática desportiva e que complementam o investimento que vem sendo realizado pela autarquia na oferta de instalações desportivas, valorizando os projetos desportivos com atividade recreativa regular para a comunidade envolvente.

Adjudicação do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em Coimbra pode ocorrer neste mês

A adjudicação da concessão do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, pode ocorrer este mês, no âmbito do Revive, programa de requalificação de património para fins turísticos, afirmou hoje a Turismo de Portugal.

O concurso, feito no âmbito do Revive e que teve as candidaturas abertas até 31 de maio, prevê uma área total de construção de cerca de 13 mil metros quadrados e um contrato de concessão de 50 anos para a requalificação e transformação do monumento num hotel de cinco estrelas.

Questionada pela agência Lusa, a Turismo de Portugal, em resposta escrita, confirmou que foram apresentadas duas propostas no âmbito do concurso, referindo que o processo ainda se encontra “em fase de análise”.

Sobre o fim do concurso e a sua adjudicação, a Turismo de Portugal referiu que “não é possível determinar uma data precisa para a conclusão do concurso”, mas admitiu que “não é de excluir a possibilidade de a adjudicação poder ocorrer durante o mês de novembro”.

Segundo a resposta à Lusa, o “concurso prossegue a sua normal tramitação nos termos previsto na legislação aplicável, estando presentemente concluída a fase de audiência prévia dos concorrentes relativamente ao relatório preliminar de avaliação das propostas”.

O concurso para a concessão do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, prevê uma renda mínima anual de quase 19 mil euros.

O processo prevê ainda a possibilidade de majoração da pontuação das propostas que prevejam “um espaço interior de 600 metros quadrados para exposição de peças artísticas da bienal de arte contemporânea de Coimbra, Anozero”, pode ler-se nos documentos associados ao processo.

No entanto, essa reserva pode ser feita para a Anozero ou “outro evento cultural também reconhecido pela Câmara Municipal de Coimbra”.

“A interação e integração de um polo da bienal ou de outro evento cultural, nos termos previstos no caderno de encargos, é uma opção e não uma condição de participação ou fundamento de exclusão”, acrescenta.

A majoração apenas terá uma influência de 25 pontos em 225 possíveis (um máximo de 100 para o critério de contrapartida anual e um máximo de 100 para o critério de antecipação do início da exploração).

Após o anúncio da abertura do concurso e a manutenção da bienal como facultativa na requalificação do espaço, o diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Carlos Antunes, afirmou, na altura, à agência Lusa, que a organização da bienal julgava que a continuidade da Anozero naquele mosteiro seria “a condição a partir da qual se pensaria a reabilitação do mosteiro”.

“O que agora se propõe é a presença da bienal como possibilidade facultativa e não obrigatória, correspondendo a opção pela sua presença a uma majoração das propostas que assim o queiram”, acrescentou.

Mãe julgada por matar recém-nascido pede para falar no Tribunal à porta fechada

Uma mulher, de 34 anos, que começou hoje a ser julgada no Tribunal de Aveiro pelo homicídio do seu filho recém-nascido pediu para prestar declarações à porta fechada.

Atendendo ao pedido da defesa, o coletivo de juízes determinou a exclusão de publicidade da audiência, na parte respeitante às declarações da arguida.

A mulher, que foi detida em janeiro, está acusada de um crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver.

O caso remonta a 25 de julho de 2022, quando a suspeita alegadamente matou o próprio filho após o parto, abandonando o recém-nascido num contentor do lixo próximo da sua residência na Mealhada, no distrito de Aveiro.

A acusação do Ministério Público (MP) refere que a arguida, assim que soube que estava grávida, planeou matar o bebé, tendo escondido a gravidez do seu namorado, da sua família e das colegas de trabalho.

De acordo com a investigação, a arguida iniciou o trabalho de parto na casa de banho da sua casa, depois de ter deixado os seus dois filhos a almoçar em casa da sua mãe, vindo a dar à luz um bebé com 47,5 centímetros de comprimento e com 2,549 quilos, compatível com uma idade gestacional superior a 37 semanas.

“A criança nasceu com vida, com ausência de malformações internas ou externas, respirou e chorou”, refere a acusação.

Após o nascimento do bebé, o MP diz que a arguida cortou o cordão umbilical que a unia ao recém-nascido, colocando o bebé no interior de vários sacos plásticos que depositou num contentor do lixo, próximo da sua residência, e foi trabalhar.

Durante a tarde, a mulher ter-se-á sentido mal, tendo sido transportada para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e posteriormente para a Maternidade Daniel de Matos, também em Coimbra, onde recebeu tratamento médico e hospitalar.

Ainda segundo a acusação, durante o transporte para o hospital, a arguida disse aos bombeiros que a socorreram que tinha sofrido uma “perda sanguínea anómala em face do período menstrual que havia estado ausente”, sem referir qualquer ocorrência do parto.

De acordo com a investigação, o recém-nascido permaneceu no contentor do lixo, com vida, pelo menos por cerca de quatro horas, no interior dos sacos de plástico fechados, que não permitiram ao bebé a respiração.

A acusação sustenta que o recém-nascido acabou por morrer por asfixia, tendo sido encontrado sem vida no mesmo dia, pelas 18:30, por duas funcionárias de um jardim de infância que haviam sido alertadas pela PSP para a presença de um recém-nascido no interior daquele contentor do lixo.

Mau tempo: Onze barras fechadas devido à agitação marítima forte

Onze barras marítimas estão fechadas à navegação e uma está condicionada devido à previsão de forte agitação marítima, que levou o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) a colocar 10 distritos sob aviso amarelo.

De acordo com informação disponível no ‘site’ da Marinha Portuguesa, as barras de Aveiro, Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim, Viana do Castelo, Vila do Conde, São Martinho do Porto e Ericeira estão fechadas a toda a navegação.

A barra de Leixões está fechada a embarcações de comprimento inferior a 35 metros.

Por causa da ondulação, o IPMA colocou os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa vão estar sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje e Beja, Faro e Setúbal até às 12:00, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 5 metros.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Nos últimos dias, parte da costa de Portugal continental esteve sob aviso vermelho, o mais grave, devido às condições do mar.

Aveiro: Praceta Infante D. Henrique aberta ao trânsito

A Câmara Municipal de Aveiro informou hoje que reabriu à circulação automóvel a Praceta Infante D. Henrique, na ligação à Avenida 25 de Abril.

A obra de requalificação urbana da Praceta Infante D. Henrique correspondeu a um investimento municipal de quase meio milhão de euros.

“A opção pela qualificação deste local tem em conta a qualificações recentes do Largo das “Cinco Bicas” e da Avenida 25 de Abril, trazendo harmonia entre os espaços, onde a mobilidade suave, os peões e as zonas de estar ganham importância na vivência urbana”, justifica uma nota de imprensa.

Festival de Teatro da Covilhã quer continuar a mostrar o que se faz no país

O Teatro das Beiras promove, entre 15 e 25 de novembro, a 40.ª edição do Festival de Teatro da Covilhã, com o propósito de dar a conhecer ao público da região produções de todo o país.

Este ano, durante dez dias são apresentados, no Teatro Municipal da Covilhã e no Auditório do Teatro das Beiras, dez espetáculos de oito companhias.

Segundo o diretor artístico, Fernando Sena, a intenção da companhia covilhanense continua a ser a mesma desde 1980, quando foi organizado o primeiro Festival de Teatro da Covilhã: “o público poder ver o que se faz no resto do país”.

Na apresentação do cartaz, hoje, na sede da companhia, o responsável salientou tratar-se de “uma programação diversificada” e com a preocupação de se “optar por ter equilíbrio” nos espetáculos escolhidos, tendo em conta que se destinam “ao público adulto e também a escolas do primeiro, segundo e terceiro ciclos”.

De acordo com Fernando Sena, o critério para a seleção prendeu-se com espetáculos que os próprios elementos da companhia gostariam de ver, “quer pelos autores, quer pelos encenadores, quer pela qualidade artística em geral”.

A produtora, Celina Gonçalves, destacou a importância de o Festival de Teatro proporcionar ao público “dez dias exclusivamente dedicados ao teatro na cidade”.

“São dez dias para respirar teatro”, acrescentou Celina Gonçalves.

O ciclo tem início e termina no Teatro Municipal da Covilhã (distrito de Castelo Branco), no dia 15 com a Companhia Teatro Braga e os italianos Akròama, que apresentam “O estrangeiro”, de Camus, e no dia 25 os Artistas Unidos sobem ao palco com “Europa”.

Em 17 de novembro os espanhóis Karlik Danza Teatro regressam à Covilhã para mostrarem “María Zambrano, la palavra danzante”, no dia 22 a Companhia de Teatro do Algarve apresenta “Pedras com asas” e no dia 24 o Teatro do Montemuro pisa as tábuas com “As memórias do meu pai na rádio do meu tio”.

Vocacionado para o público escolar constam na programação “A tempestade”, de A Jangada Teatro, dia 20, “Famílias”, do Teatro do Noroeste”, dia 21, e “Bichos”, da Companhia Certa da Varzim Teatro, no dia 22.

O festival tem um orçamento de cerca de 45 mil euros.

O preço do bilhete é de seis euros, com desconto de 50% para maiores de 65 e menores de 25 anos, para sócios do Teatro das Beiras, da Casa do Pessoal do Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira, profissionais das artes e estudantes universitários.

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