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JMJ: Consumo de estrangeiros aumenta 18% nos dias anteriores ao evento 

As operações com cartões estrangeiros na rede Multibanco subiram 18% entre 27 de julho e 01 de agosto, na semana anterior à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de acordo com os dados SIBS Analytics hoje divulgados.

“Esta evolução contribuiu para um crescimento global do número de operações na rede Multibanco, em todo o território nacional, de 6%”, refere a entidade.

Por origem dos cartões de estrangeiros, “é possível perceber que, os países com maior crescimento no número de operações face ao mesmo período do ano passado foram o México (+147%), Austrália e Singapura (ambos com +142%), Nova Zelândia (+126%) e República da Coreia (+125%)”.

Se a analise corresponder apenas os países onde decorreram as últimas cinco edições das JMJ (Panamá, Polónia, Brasil, Espanha e Austrália), “verificamos que o crescimento médio do número de operações é de 25%, ou seja mais 7 pontos percentuais do que o total de operações efetuadas com cartões estangeiros no período em análise”.

Relativamente aos países que organizaram as cinco edições anteriores da JMJ, “é visível que, em todos eles, se verificaram mais visitantes do que no período homólogo, com uma variação total de +25%. De destacar um aumento expressivo de +276% de visitantes do Panamá”, segundo a SIBS.

Por principais destinos dos participantes da JMJ no território nacional, “nos dias com atividades nas diversas Dioceses nacionais que antecedem o evento, verificou-se um aumento de 57% no número de transações de visitantes em Santarém (distrito onde se enquadra o Santuário de Fátima), de 26% em Coimbra e de 23% em Évora”.

No período em análise, Portugal recebeu visitantes que não estavam em território nacional na semana anterior (entre 19 e 25 de julho) de países como sejam Anguila, Belize, Ilhas Cook, Ilhas Salomao, Jibuti, Nova Caledonia, República Centro-Africana, Saint Vincent And The Grenadines, Samoa, Samoa Americana e Vanuatu.

Câmara de Aveiro vende a colégio terreno que ocupa indevidamente há vários anos

A Câmara de Aveiro (PSD/CDS/PPM) decidiu vender ao Colégio D. José I o terreno municipal que o mesmo tem vindo a ocupar indevidamente pondo fim a uma situação de ilegalidade que durava há varios anos.

“Não temos um acordo fechado, mas acabou o espaço de negociação”, afirmou o presidente da Câmara de Aveiro, adiantando que o colégio “não pode continuar a usar um imóvel municipal sem pagar renda, nem o comprar”.

Segundo uma nota camarária, a câmara decidiu vender ao colégio o terreno em causa pelo valor de cerca de 295 mil euros, pondo fim a um processo negocial com a administração deste estabelecimento de ensino particular e cooperativo, que se arrasta há quase 10 anos.

A alienação da parcela de terreno, com uma área de 14.290 metros quadrados, foi aprovada por unanimidade, com os votos da maioria PSD/CDS e do PS, durante a última reunião do executivo municipal, realizada na quinta-feira.

Na ocasião, o presidente da Câmara, Ribau Esteves, disse que o colégio D. José I tem vindo a funcionar há vários anos sem licença de utilização, ocupando indevidamente parte de um terreno da autarquia: “uma parte do seu edificado e uma parte do seu recreio usa há muitos anos o nosso terreno”.

O autarca contou que desde que chegou à câmara há quase 10 anos, tem vindo a desenvolver, sem sucesso, negociações, com os donos deste equipamento escolar, para resolver este problema “inacreditável”.

Ribau Esteves referiu ainda que a proposta da autarquia é “rigorosa”, sustentando que os terrenos “estão valorizados bem, embora um bem de nível baixo”.

Segundo a autarquia, o pagamento do valor em causa será realizado de forma faseada pela administração do Colégio D. José I, justificando-se este faseamento pelo facto de se entender que continua a ser importante e de interesse público, a atividade escolar que há 26 anos esta instituição disponibiliza à comunidade.

Desta forma, ficou definido o pagamento de 95.800 euros, aquando da escritura, em setembro de 2023, e o pagamento de duas tranches de 95.000 euros, em agosto de 2024 e julho de 2025.

Além deste valor, o colégio terá de entregar à câmara um terreno rústico de 1.260,3 metros quadrados com o valor de 10.850 euros.

Nos termos da deliberação, o processo de licenciamento total das edificações do Colégio D. José I visando a emissão da licença de utilização, tem de ter agora o devido seguimento para se alcançar a plena legalidade do seu funcionamento.

Fonte da autarquia disse, entretanto, que se o colégio não cumprir com os pagamentos, a câmara irá comunicar a situação de ilegalidade ao Ministério da Educação para que tome as devidas providências.

Detenção homem pela prática de um crime de homicídio na forma tentada

Os factos foram praticados no concelho de Vila Franca de Xira

A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, procedeu à identificação e detenção de um homem, com 30 anos de idade, por fortes indícios da prática de um crime de homicídio na forma tentada com uso de arma branca sobre outro homem, de 25 anos de idade.

Os factos ocorreram no dia 31 de dezembro de 2022 na sequência de uma altercação mantida na via pública entre a vítima e o agressor, por motivos relacionados com relações pessoais e sentimentais que ambos mantinham em relação a uma terceira pessoa.

A vítima foi atingida por golpe de arma branca em zona corporal que aloja órgãos vitais, todavia, face a rápida intervenção dos meios de auxílio médico e consequente internamento em meio hospitalar, possibilitaram o seu restabelecimento que se verifica na atualidade.

Na sequência do conhecimento da notícia do crime e das diligências levadas a efeito pelos serviços da Polícia Judiciária, veio a ser possível identificar o agressor, embora não tenha sido possível a sua localização imediata, pelo facto de o mesmo ter deixado de frequentar o locais habitualmente frequentados até então.

Só no passado dia 31 de julho de 2023, após a investigação ter tido conhecimento do regresso do agressor à sua residência habitual, foi possível a sua localização, abordagem pessoal e detenção fora de flagrante delito.

O arguido detido foi presente a primeiro interrogatório judicial nos serviços do Tribunal Judicial de Lisboa Norte – Loures no dia e ontem, para interrogatório pelas Autoridades Judiciárias, tendo-lhe sido aplicada as medidas de coação de apresentações periódicas e proibição de contactos com a vítima.

Detidos autores de um crime de extorsão agravada, ameaça, detenção de arma proibida, lenocínio e tráfico de estupefacientes

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, realizou duas buscas domiciliárias e uma não domiciliárias e procedeu à detenção, fora de flagrante delito, de três mulheres e um homem sobre os quais recaem fortes suspeitas de serem coautores de um crime de extorsão agravada e ameaça, tendo sido apreendido na posse do homem uma arma de fogo, municiada, e munições, em situação ilegal.

Os quatro detidos, pelo menos desde janeiro de 2023, arquitetaram um plano, em conjunto e por acordo de vontades, de forma a extorquir todas as poupanças de vítima vulnerável, ordenando-lhe que levantasse valores em numerário e os depositasse em contas bancárias, assim a lesando em vários milhares de euros.

No decurso das buscas foi igualmente detido, em flagrante delito, um homem, pelo crime de tráfico de estupefacientes.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 28 e os 43 anos, serão presentes às autoridades judiciárias competentes, com vista à aplicação das adequadas medidas de coação.

Mais de mil profissionais da comunicação social acompanham Papa em Fátima

A deslocação do Papa a Fátima, no próximo sábado, vai ser acompanhada por mais de um milhar de profissionais de comunicação social de 26 países, anunciou hoje o santuário.

Mais de mil profissionais (…), representando pelo menos 95 órgãos de comunicação social ou equiparados, provenientes de 26 países, estão acreditados para a cobertura noticiosa da deslocação do Papa Francisco a Fátima, no sábado, 05 de agosto”, informou o santuário na sua página na Internet.

Entre os países de origem dos profissionais, contam-se Angola, Moçambique, Índia, Vietname, Uruguai, República Dominicana, Costa do Marfim, Venezuela, Austrália, Polónia, Brasil, Estados Unidos, África do Sul ou República Checa”, estando acreditadas diversas agências internacionais.

Na “mais curta deslocação de um Papa a Fátima”, inserida na mais longa visita de um pontífice a Portugal, Francisco viaja de helicóptero de Lisboa para Fátima no sábado de manhã, fazendo o trajeto em papamóvel até à Capelinha das Aparições, onde, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, faz uma oração em silêncio.

Segundo o programa disponibilizado pelo santuário, “duas crianças entregam-lhe flores, que o Papa vai colocar aos pés da imagem, oferecendo também um rosário de ouro”.

“Preside depois à recitação dos mistérios gozosos do Rosário, oração na qual se rezará pelos jovens que participam na Jornada Mundial da Juventude, pelos jovens doentes e com deficiência e pelos jovens reclusos”, acrescenta a informação.

O Papa, na recitação do terço será acompanhado por 112 jovens com deficiência e jovens reclusos.

A visita do Papa ao Santuário de Fátima integra-se no programa da deslocação do Papa a Portugal para a Jornada Mundial da Juventude, que está a decorrer desde terça-feira e se prolonga até domingo, com as principais cerimónias a terem lugar na cidade de Lisboa.

Mais de um milhão de peregrinos de todo o mundo são esperados nesta JMJ.

Intercetados 19 drones não autorizados durante cerimónias da JMJ

Foram intercetados 15 drones na zona do Parque Eduardo VII durante as cerimónias realizadas no dia 1 de agosto – o primeiro dia do evento -, entre as 13h46 e as 20h31.

Foram detetados e intercetados 19 drones não autorizados durante os primeiros dois dias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Lisboa, revelou, esta quinta-feira, a Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN).

Segundo a autoridade, o serviço de policiamento aéreo, com apoio da Força Aérea, intercetou 15 drones na zona do Parque Eduardo VII durante as cerimónias realizadas no dia 1 de agosto – o primeiro dia do evento -, entre as 13h46 e as 20h31.

Já  no segundo dia, 2 de agosto, foram intercetados outros quadro drones nas zonas de Belém e da Nunciatura Apostólica.

Na nota, a AAN lembrou que, “no âmbito do Plano Global de Segurança da JMJ 2023 e da visita de S. Santidade o Papa Francisco a Portugal, foram criadas Zonas de Exclusão Aérea (ZEA) na zona de Fátima e de Lisboa”.

Nestas zonas é “proibido o emprego de qualquer meio aéreo, tripulado ou não tripulado, vulgo drone, salvo exceções muito específicas”.

Os drones intercetados podem ser apreendidos e “os proprietários objeto de coimas pelo facto dos voos na ZEA criadas pela AAN constituírem uma contraordenação aeronáutica”

O Papa, primeiro a inscrever-se na JMJ, chegou a Lisboa na quarta-feira, e no sábado tem prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima, para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures, e no Parque Eduardo VII, no centro da capital.

Mais de 1.100 moradores de Oliveira de Azeméis querem rotunda que IP recusa construir

Mais de 1.100 moradores de Oliveira de Azeméis querem que um conjunto de semáforos do IC2 seja substituído por uma rotunda, numa mudança que, segundo revelam hoje Junta e Câmara, a Infraestruturas de Portugal (IP) se recusa a viabilizar.

O problema verifica-se “há anos” no Pinheiro da Bemposta e levou a respetiva Junta de Freguesia a promover nos últimos dois meses uma petição apoiada também pela câmara municipal, que realça que “a contestação da população é notória” e defende que a rotunda exigida para essa zona do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto é “uma obra necessária e urgente”.

No abaixo-assinado, a Junta de Freguesia especifica que em causa está a sinalização luminosa do Largo do Cavaco, entre o quilómetro 257 e o 258 do IC2, e afirma: “É incompreensível para a população a não-aprovação pela IP da construção da rotunda neste local, o que revela o desconhecimento da empresa [pública] relativamente à nossa realidade, ao não reconhecer um problema evidente para todos”.

A petição acrescenta que “é ainda mais incompreensível que a IP não aprove este projeto quando o custo da sua execução é assumido através do investimento de um particular em acordo com a câmara municipal, sem haver dessa forma qualquer despesa para o erário público” – graças ao envolvimento de uma cadeia de supermercados, que assumiria o arranjo rodoviário e urbanístico da zona.

Para moradores, junta e autarquia, a desejada rotunda teria três grandes vantagens face aos atuais semáforos: evitaria as “longas filas” que aí se formam em horas de ponta, permitiria “trânsito mais fluido” e menos emissões carbónicas, e promoveria “mais segurança” na circulação rodoviária, diminuindo o número de acidentes e respetivos prejuízos.

Contactada pela agência Lusa, a IP ainda não deu esclarecimentos sobre o assunto.

Concessionários da Figueira multados por falta de nadadores-salvadores

Vários concessionários de praias da Figueira da Foz foram multados pela Autoridade Marítima por não terem nadadores-salvadores, situação cuja responsabilidade remetem para a Câmara Municipal, exigindo a intervenção da autarquia.

A questão da alegada falta de nadadores-salvadores não é exclusiva do município litoral do distrito de Coimbra, mas levou, em meados de junho — sensivelmente 15 dias depois do início da época balnear — a que diversos concessionários fossem multados, contraordenações de que foram notificados recentemente, disse à agência Lusa fonte do setor.

De acordo com a mesma fonte, que não quis ser identificada, no final de 2022, os concessionários reuniram com o presidente do município, Pedro Santana Lopes. Este ter-lhes-á transmitido que os concessionários não deviam ser responsáveis pelo pagamento dos nadadores-salvadores, assumindo a autarquia esse ónus para 2023, a exemplo do que já tinha sucedido no verão do ano passado, não tendo então o município cobrado qualquer valor.

A nova determinação camarária sucede a uma outra, alvo de protocolo assinado em 2018, em que a Câmara Municipal assumia a contratação e o pagamento dos nadadores-salvadores. Todos os anos os concessionários assinavam uma adenda, que prolongava o protocolo para esse ano, e restituíam, depois, os valores pagos pelo município, o que sucedeu pela última vez em 2021.

Atualmente, não existindo, segundo a mesma fonte, “nenhum documento” que sustente a nova situação, os concessionários questionam “de quem é a responsabilidade, se houver um acidente e um afogado dentro da concessão”, isto para além de não pretenderem ser responsabilizados pelas autoridades face à falta de nadadores-salvadores, podendo incorrer em responsabilidade criminal.

“E há poucas praias do concelho da Figueira da Foz que estejam a cumprir a lei, porque há praias só com um nadador-salvador, o que é proibido por lei”, alegou a mesma fonte, aludindo à legislação de 2014 que impõe a existência de um posto com dois nadadores-salvadores por cada 100 metros de frente de praia, remetendo essa obrigação para os concessionários.

Outra fonte, que assume a representação dos empresários com concessões de praia indicou, por seu turno, ter feito chegar à Câmara Municipal um requerimento para o presidente da autarquia “resolver imediatamente o assunto” das contraordenações, cumprindo com o acordado.

Ouvido pela Lusa, Pedro Santana Lopes disse que iria resolver a questão com os concessionários.

“Vou tratar com eles. Vou ver o que é possível [fazer], porque há aí questões jurídicas. Vamos ver como é que se resolve. Compreendo a posição deles [concessionários] e estou a trabalhar nisso”, enfatizou.

Também o comandante do Porto da Figueira da Foz, Pedro Cervaens, confirmou os autos de contraordenação (com valores que, no caso de pessoas coletivas, podem variar entre os 700 e os 7.000 euros), lembrando que, nas licenças de concessão passadas pela autarquia ou, nas mais antigas, pela Agência Portuguesa do Ambiente, estão estipuladas as condições do licenciamento, concretamente a presença dos nadadores-salvadores e outras obrigações.

“Os agentes da Polícia Marítima, quando vão ao terreno, vão ver naquela unidade balnear, se lá está o dispositivo [licenciado] ou se não está”, explicou.

“E levantam um auto de notícia (…) Depois, ao nível da imputabilidade da culpa ou seja o que for, isso decorre da instrução do processo, que irá para decisão do capitão do porto, que irá avaliar”, acrescentou.

Aludindo à “suposta” falta de nadadores-salvadores, Pedro Cervaens, que foi subdiretor do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), frisou que, em Portugal, existem cerca de cinco mil, embora não haja garantias de que todos “estejam disponíveis e queiram trabalhar”.

Por outro lado, o comandante do porto notou que, atualmente, o problema da eventual falta de nadadores-salvadores “é uma questão de mercado”, concretamente ao nível dos vencimentos auferidos, mas também das condições de trabalho, perante uma lei em vigor que está “desfasada da realidade”, enunciou.

Na Figueira da Foz existe ainda uma comissão que está a trabalhar há vários meses no sentido de dotar o município de um regulamento que preveja as novas situações decorrentes da transferência de competências no domínio das zonas balneares, adaptando à realidade concelhia determinações genéricas para todo o país.

JMJ: Refugiada iraniana revela ao Papa o orgulho de recomeçar a vida em Portugal

Uma refugiada iraniana, a estudar na Universidade Católica Portuguesa (UCP), contou hoje perante o Papa Francisco, em Lisboa, que depois de ter “ficado sem teto, família e amigos”, está orgulhosa de “ter recomeçado uma nova vida” em Portugal.

“Sinto-me orgulhosa de estar aqui, num novo recomeço neste país tão belo e acolhedor”, disse Mahoor Kaffashian num palco montado nesta universidade, onde ao centro estava, atento, o Papa.

A estudar na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional de Viseu desde setembro de 2022, a jovem de 25 anos assumiu que, depois do sentimento da ausência de um lar, da família e dos amigos, tem “a força, a fé e a coragem para seguir em frente”.

“Refugiada, inicialmente deslocada do meu próprio país, o Irão, para a Ucrânia, onde uma guerra real me fez sentir sobrevivente. Acima de tudo sou crente e devo o meu olhar de esperança sobre o futuro à extraordinária equipa da Universidade Católica: cuidou e cuidará de mim no contexto do Fundo de Apoio Social Papa Francisco”, assumiu.

Falando em português, Mahoor Kaffashian contou que, se no ano passado lhe tivessem dito que era uma pessoa muito forte, provavelmente não teria acreditado. Mas hoje acredita.

O Papa Francisco, que começou hoje o seu segundo dia em Portugal para presidir à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), chegou à Católica para uma cerimónia ao ar livre pouco passavam das 09:00, onde foi recebido com palmas e gritos “Esta é a juventude do Papa”.

Da reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Isabel Capeloa Gil, Francisco recebeu a escultura ‘Senhora com Livro’, do escultor Manuel Rosa.

De Beatriz Ataíde, uma das quatro estudantes da Católica que prestaram o seu testemunho perante os milhares de presentes, entre os quais o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Papa ouviu agradecimentos por “encetar os jovens por caminhos novos, por provocar a reflexão, por os escutar, por os responsabilizar e por os encorajar”.

Também Tomás Virtuoso, de 29 anos, natural de Lisboa, agradeceu ao Papa por convidar os jovens a serem “verdadeiros adoradores de Deus e, com isso, a viver com sabedoria, pensar em profundidade e amar com generosidade”.

Já Mariana Craveiro, de 21 anos, disse ao Papa querer “ser protagonista da mudança e não jovem à janela que vê o mundo a passar”.

Licenciada em Psicologia, esta jovem referiu tencionar aplicar profissionalmente o que aprendeu para chegar “aos mais vulneráveis e ajudar a escrever novas histórias”.

Antes de se retirar do palco, o Papa Francisco abençoou a primeira pedra do Campus Veritati da Universidade Católica Portuguesa e rezou o Pai Nosso, acenando aos milhares de presentes que aplaudiam de pé e gritavam “Papa Francisco”.

Depois deste encontro com jovens estudantes, Francisco seguiu para Cascais para um encontro com jovens do Scholas Occurentes, um programa educacional que criou ainda enquanto arcebispo de Buenos Aires.

Mais de um milhão de pessoas são esperadas em Lisboa até domingo para a JMJ, considerado o maior acontecimento da Igreja Católica e que conta com a presença do Papa Francisco.

Ilhavo: Festival do Bacalhau arranca daqui a uma semana

O Festival do Bacalhau 2023 arranca daqui a uma semana, realizando-se de 9 a 13 de agosto, no Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré. Este é o maior evento anual do Município de Ílhavo, representando um investimento de 400 mil euros.  

Durante cinco dias, celebra-se a boa gastronomia, em particular, o bacalhau. Por um lado, dez associações locais confecionam variados pratos do “fiel amigo”, em dez tasquinhas e dois bares de petiscos; por outro lado, no Pavilhão Âncora, realizam-se 16 showcookings, que têm sempre o bacalhau como ingrediente principal. Além disso, o Pão de Vale de Ílhavo e o espumante da Rota da Bairrada também terão o seu espaço neste festival.   

Com o intuito de proporcionar melhores condições de trabalho às associações participantes, a Câmara Municipal de Ílhavo alugou, nesta edição, um novo modelo de cozinhas modulares, em contentores devidamente credenciados para o efeito, o que implica um acréscimo de investimento de cerca de 15 mil euros. 

A par da gastronomia, o festival enche-se de música com concertos todas as noites, às 22 horas, no palco Estibordo – José Malhoa (9 de agosto), Anjos (10 de agosto), David Carreira (11 de agosto), Agir (12 de agosto) e Sara Correia (13 de agosto).  

A música continua, pela noite dentro, com mais cinco concertos no Palco Bombordo, às 23h30: Latin 5 (9 agosto), Larissa Goretkin (10 agosto), Tio d’América (11 agosto), Olivia Palito (12 agosto) e Maria Café (13 agosto). Todas as bandas e artistas do Palco Bombordo estão inscritos na “PRAIA”, plataforma criada pelo 23 Milhas para registo de artistas e grupos com projetos originais, que desenvolvam o seu trabalho em e/ou a partir de Ílhavo. 

Um dos destaques da edição 2023 do Festival do Bacalhau é o “Azul Petróleo”, um amplo projeto de criação comunitária multidisciplinar, com um cariz ecológico, que tem vindo a ser dinamizado, desde fevereiro passado e culminará com uma instalação/performance, que acontecerá todos os dias do festival, às 21 horas. 

De manhã à noite, o Jardim Oudinot terá sempre animação para toda a família – há jogos, oficinas, carrosséis de madeira, animação de jardim e atividades náuticas.   

No Navio Santo André há novas exposições para ver (“Mar Oceano: as campanhas de bacalhoeiras de Mário Ruivo” e “Redes de Emalhar”) e visitas orientadas, às 19 horas, por antigos tripulantes (um por cada dia), que recordam aventuras em alto mar. No Pavilhão Âncora 30 artesãos locais mostram o que melhor sabem, sempre com o mar como inspiração.  

Dois pontos altos do Festival do Bacalhau são, sempre, a “Corrida Mais Louca da Ria”, no sábado, 12 de agosto, às 15 horas; e a “Volta ao Cais em Pasteleira”, domingo, dia 13, com partida às 17 horas. 

Para a realização deste evento, a Câmara Municipal de Ílhavo conta com 50 colaboradores e 527 voluntários (entre organização e associações participantes). Nesta edição do Festival do Bacalhau são esperados 180 mil visitantes. 

O Festival do Bacalhau é uma aposta na valorização da história e das tradições do município, na dinamização da economia local e na atratividade turística do território, onde a gastronomia e o mar são marcas muito fortes. 

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