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Detido homem por 5 crimes de roubo em Lisboa. Usava arma branca

Após investigação, foi possível identificar e intercetar o suspeito, “procedendo à sua detenção, na posse da arma branca com que consumava os crimes”.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, no dia 20 de julho, deteve um homem de 51 anos, através do cumprimento de mandado de detenção fora do flagrante delito, por se encontrar fortemente indiciado pela prática de 5 crimes de roubo qualificado com recuso a arma branca.

No decurso de uma “intensa e metódica” análise aos crimes contra a propriedade que tem fustigado a população das freguesias dos Olivais, Penha de França e São Jorge de Arroios, “apurou-se a existência de dois roubos a farmácias e três roubos a estabelecimentos, perpetrados com recurso a uma arma branca”.

Após investigação, foi possível identificar e intercetar o suspeito, “procedendo à sua detenção, na posse da arma branca com que consumava os crimes”.

O suspeito, já com um vasto historial de crimes graves e violentos, nomeadamente no quadro de crimes patrimoniais, e inclusive com penas condenatórias de prisão efetiva, foi presente a 1.º Interrogatório Judicial, sendo-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva, pode ainda ler-se na missiva. 

PSP de Lisboa detém 4 pessoas em operação em locais de diversão noturna

Com esta operação, foram interpelados vários cidadãos e fiscalizadas cerca de 270 viaturas.

A Polícia de Segurança Pública (PSP), no dia 23 de julho, na freguesia de Marvila, levou a cabo uma Operação Especial de Prevenção Criminal junto de estabelecimentos de diversão noturna e nos seus acessos, detendo 4 pessoas. 

Segundo comunicado ao que a TVC teve acesso, a operação teve como objetivos “controlar, detetar, localizar, apreender e prevenir a introdução ou verificar a regularidade da situação de armas, seus componentes ou munições, reduzindo o risco de prática de infrações que a estas se encontrem habitualmente associadas”, mas também promover a segurança e tranquilidade públicas junto dos cidadãos e aumentar o sentimento de segurança dos frequentadores do espaço de diversão noturna.

Com esta operação, foram interpelados vários cidadãos e fiscalizadas cerca de 270 viaturas, tendo sido possível realizar 4 detenções, 3 por tráfico de estupefaciente, tendo sido apreendido cerca de 30 gr. de produto suspeito de ser haxixe, a que corresponde a cerca de 60 doses individuais. A outra detenção foi realizada por posse de arma proibida – uma soqueira. 

Há ainda a assinalar contra-ordenações rodoviárias: 1 por falta de inspeção periódica e 1 por falta de seguro de responsabilidade civil;

A PSP refere ainda que espera, com esta ação, ter conseguido “alavancar um efeito dissuasor junto dos estabelecimentos de diversão noturna”, nomeadamente na prevenção de consumos substâncias ilícitas e da repressão da utilização de armas de fogo ou armas brancas que, “aliados levam não poucas vezes a altercações e alterações de ordem pública, colocando em risco a vida e a integridade física dos frequentados destes espaços”.

JMJ. Um milhão de hóstias produzidas e prontas para distribuir aos fiéis

Um milhão de hóstias foram produzidas pelas irmãs Clarissas do Mosteiro do Imaculado Coração de Maria para as eucaristias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que arranca na próxima terça-feira, segundo a organização do evento.

Para o fabrico deste milhão de hóstias foram utilizadas duas toneladas de trigo alentejano, doado pela Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), em conjunto com a Germen – Moagem de Cereais.

Como é tradição, a produção das hóstias esteve a cargo das irmãs Clarissas do Mosteiro do Imaculado Coração de Maria, na Estrela, Lisboa.

A JMJ vai decorrer em Lisboa entre 01 e 06 de agosto e contará com a presença do Papa Francisco.

Ao longo desta jornada irão realizar-se várias eucaristias — na Colina do Encontro (Parque Eduardo VII) e no Campo da Graça (Parque Tejo) -, durante as quais serão oferecidas as hóstias aos fiéis.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para esta JMJ, que irá decorrer no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

JMJ: Cinquenta mil jovens serão futuros embaixadores turísticos da região Centro

O presidente da Turismo Centro de Portugal mostrou-se convencido de que os cerca de 50 mil jovens que chegam a partir de hoje à região no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) futuramente serão seus “embaixadores turísticos”.

“A nossa crença é a de que, atendendo às características das famílias de acolhimento que temos no Centro de Portugal, estes jovens serão futuros embaixadores turísticos da nossa região”, afirmou Pedro Machado à agência Lusa.

No entender do responsável, a região “vai beneficiar quer do ponto de vista da atração turística, quer do ponto de vista da notoriedade internacional com esta JMJ” e, em particular, com a ida do Papa a Fátima, no dia 05 de agosto.

“Estamos com uma expectativa elevada. A nossa preocupação é a de que as coisas possam decorrer num clima de segurança, que é isso que se impõe”, frisou.

Segundo Pedro Machado, por ocasião da visita do Papa Francisco em 2017, a região registou “mais de 400 mil dormidas”.

“Acreditamos que este ano, eventualmente por força da JMJ, iremos ultrapassar essa fasquia”, considerou.

A JMJ realiza-se entre 01 e 06 de agosto, em Lisboa, e são esperadas um milhão de pessoas, naquele que é o maior evento da Igreja Católica.

Pedro Machado estimou que, neste momento, a capacidade de alojamento em Fátima esteja “praticamente esgotada”.

“Isso seria já normal num ano de visita do Papa. Agora, com este acréscimo exponencial provocado pela JMJ, seguramente que vai ultrapassar os números”, considerou o responsável, sublinhando que “Fátima vai ser uma boa experiência e, mais uma vez, um extraordinário cartão de visita de Portugal”.

O presidente da Turismo Centro de Portugal lembrou que esta semana “começam a chegar os jovens que vão ficar nas famílias de acolhimento” antes de seguirem para Lisboa.

“O Centro de Portugal estima receber na ordem dos 50 mil jovens e isso tem um impacto muito importante”, sublinhou.

O Papa, o primeiro a inscrever-se na JMJ, chega a Lisboa no dia 02 de agosto, tendo prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima no dia 05 para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures, e no Parque Eduardo VII, no centro da capital.

Depois do Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Cidade do Panamá (2019), esta é a quarta JMJ a que preside Francisco.

A deslocação a Portugal, que inclui no dia 05 a presença no Santuário de Fátima pela segunda vez (a primeira foi em 2017), é a sua 42.ª viagem apostólica fora de Itália.

Região de Leiria perdeu 25 médicos desde o início do ano

O Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral (ACeS PL) perdeu 25 médicos nos cuidados de saúde primários desde o início do ano, tendo-se registado a entrada de dez clínicos, disse à agência Lusa o diretor executivo.

Marco Neves precisou que 17 médicos reformaram-se e 12 rescindiram contrato com as unidades de saúde do ACeS PL. “Entraram dez médicos, mas três rescindiram depois”, acrescentou o diretor executivo do ACeS PL, que integra os municípios de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós.

Nos últimos dias, aposentaram-se dois médicos no centro de saúde de Santa Catarina da Serra. “Ficou apenas uma médica. Há dois ficheiros a descoberto. A estratégia para minimizar o impacto é haver o atendimento prioritário. O receituário será distribuído por médicos das unidades da Caranguejeira e do Arrabal. Está longe de ser o ideal”, admitiu Marco Neves.

O diretor do ACeS PL alertou ainda que até final do ano é expectável que haja mais médicos a entrarem na reforma, embora a partir de agora o número seja mais reduzido.

Na reunião de executivo do Município de Leiria, na terça-feira, o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes (PS), afirmou que a falta de clínicos o tem “preocupado bastante”. Nesse sentido, a autarquia aprovou um apoio ao alojamento e está a “preparar um protocolo para que seja possível contratar médicos reformados” ou que estejam a trabalhar no setor privado e que possam fazer umas horas “enquanto não chegam médicos”.

A vereadora com a pasta da Saúde, Ana Valentim, acrescentou que “estes médicos não serão médicos de família das pessoas. Vão é garantir os cuidados assistenciais, consultas, receituário, exames, o que é o essencial para a população”.

Marco Neves explicou à Lusa que o protocolo insere-se no âmbito do projeto ‘Bata Branca’, que prevê um acordo entre a União das Misericórdias, a Administração Regional de Saúde do Centro e o Município de Leiria, que irá contribuir com uma parte do financiamento.

Santa Maria Feira investe quase meio milhão de euros para combater aumento do alcoolismo

A Câmara de Santa Maria da Feira vai investir quase 500.000 euros até final de 2025 para tratar e acompanhar pessoas com alcoolismo, dependência que, nesse concelho do distrito de Aveiro, aumentou na faixa etária dos 20 anos.

Cofinanciado ao abrigo de um plano de ação integrado para as comunidades desfavorecidas na zona sul da Área Metropolitana do Porto, o projeto intitula-se “Operação Amplifica-te” e destina-se, por um lado, a garantir apoio terapêutico a cidadãos nessas condições aditivas e, por outro, a facilitar a integração socioprofissional de doentes e recuperados.

A estratégia será coordenada pelo Departamento de Desenvolvimento Social, Saúde e Habitação do referido município, e conta com a parceria da associação “Ser + Pessoa”, que a autarquia aponta como a única instituição particular de solidariedade social da Feira com uma equipa especializada na prevenção da dependência etílica e da adição ao jogo, assim como no tratamento dessas patologias.

“Esta entidade já trabalha há muito tempo com a comunidade alcoólica e associou-se à Câmara neste projeto, para poder chegar a mais gente e reforçar a sua ação. Partindo de um diagnóstico realizado de forma participativa, com o envolvimento de várias instituições da rede social da Feira, identificaram-se as problemáticas mais atuais e vai-se agora consolidar esse trabalho, numa das fragilidades identificadas [que] foi a dificuldade em reintegrar alcoólicos recuperados”, declara Catarina Ferreira, do referido Departamento de Desenvolvimento Social.

A mesma responsável explica à agência Lusa que o problema está relacionado não só com o estigma que os empregadores continuam a associar aos alcoólicos recuperados, mas também com a postura de trabalhadores que não se reveem no conceito de dependência apesar de o seu comportamento laboral evidenciar claramente a influência do consumo excessivo de álcool – em aspetos como falta de pontualidade, absentismo, disposição inconstante, conflitos interpessoais, acidentes de trabalho, etc..

“Estas pessoas associam a dependência só a estupefacientes e acham que álcool não é uma droga. Com isso, acabam por não perceber como as suas atitudes influenciam a sua conduta e o seu relacionamento com outras pessoas, o que resulta numa crescente exclusão laboral e social, que se agrava cada vez mais e, nos casos sem retaguarda familiar, pode ter consequências dramáticas”, diz Catarina Ferreira.

Para lidar com essas e outras questões, o investimento da Câmara será distribuído por duas componentes: 192.000 euros serão aplicados na reabilitação de uma antiga escola que, cedida pela autarquia à Ser + Pessoa, passará a funcionar como morada dessa instituição; e 267.926 euros irão financiar os profissionais e recursos afetos a consultas médicas, acompanhamento psicológico, oficinas de competências, visitas domiciliárias e dinamização de grupos psicoeducativos e de autoajuda.

O diagnóstico que permitiu sinalizar essas necessidades identificou 447 indivíduos com adição etílica na Feira, sendo que, nesse universo, a faixa mais afetada é a masculina. O mesmo estudo apurou ainda que a dependência do álcool “está a aumentar nas pessoas mais novas, na faixa etária dos 20 anos”. 

“E o pior é que os jovens veem esse consumo de álcool como uma situação normal, socialmente ‘fixe’. Vão sair e já levam álcool de casa, bebem nos bares e na rua também, e mesmo assim não percebem que é um uso abusivo – não notam que já não conseguem passar sem aquilo”, realça Catarina Ferreira.

Dessa falta de autoconsciência resulta que, na maioria dos casos, são os familiares desses jovens ou pessoas de relevo da sua rede profissional quem primeiro os alerta para a dependência e os referencia para tratamento – o que, por sua vez, gera outros conflitos, quando o indivíduo visado se mostra chocado com a interpretação dos colegas e demora a reconhecer o diagnóstico.

“É um processo muito difícil, que envolve muita gente, e a solução passa pela sociedade toda, porque é preciso que o excesso de álcool deixe de ser aceite e normalizado”, conclui a coordenadora da “Operação Amplifica-te”.

JMJ: Controladas mais de 332 mil pessoas e recusada a entrada a 66

As autoridades portuguesas controlaram mais de 332 mil pessoas desde o início de reposição do controlo documental nas fronteiras no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), tendo impedido a entrada no país de 66 pessoas.

As fronteiras aéreas são aquelas onde mais cidadãos têm sido controlados no âmbito desta operação. Só no dia de terça-feira foram mais de 70.000 passageiros de 407 voos, a esmagadora maioria com origem fora do Espaço Schengen.

O controlo documental nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas no âmbito da JMJ entrou em vigor no sábado e está a ser feito de forma seletiva e direcionado com base em informações e análise de risco.

De acordo com o balanço operacional feito hoje, em comunicado, pelo Sistema de Segurança Interna, nos primeiros quatro dias foram controladas 23.166 pessoas nas fronteiras terrestres, 299.166 passageiros nas fronteiras aéreas e 9.811 passageiros e tripulantes nas fronteiras marítimas.

No âmbito da operação, foi recusada a entrada a 66 pessoas, das quais 43 tentavam chegar a Portugal por via terrestre e 23 por via aérea.

Nas fronteiras aéreas, o SEF controlou desde o início da operação 1.744 voos, fez três detenções, duas por fraude documental e uma de um cidadão nacional com mandado de detenção emitido e que foi detido nas chegadas de Frankfurt. Aplicou ainda medidas cautelares em 59 casos.

Com 64 ações de fiscalização desde sábado, envolvendo um efetivo total de 647 agentes, a Guarda Nacional República (GNR) aplicou 49 contraordenações no controlo de fronteiras terrestres, detetou dois crimes, fez quatro apreensões e deteve uma pessoa.

A informação divulgada hoje indica ainda que a GNR controlou nos primeiros quatro dias da reposição de controlo documental nas fronteiras 4.382 (1.305 na terça-feira), quatro comboios e nove embarcações.

Já o SEF, nas fronteiras terrestres, verificou 3.500 viaturas e controlou 11.612 cidadãos, tendo em quatro casos aplicado medidas cautelares.

Nas fronteiras marítimas, o SEF controlou 399 embarcações, das quais 133 na terça-feira.

A reposição de controlos documentais nas fronteiras permanecerá ativa até às 00:00 horas de 07 de agosto e acontece “a título excecional de forma a acautelar eventuais ameaças à ordem pública e à segurança interna”, segundo uma resolução do Governo.

O controlo de fronteiras no âmbito da JMJ, evento que vai decorrer em Lisboa entre 01 e 06 de agosto e contará com a presença do Papa Francisco, está a cargo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), com a assistência da Polícia de Segurança Pública (PSP) e GNR, além da eventual colaboração de autoridades de outros países.

Cerca de 30 concelhos do interior Centro e Algarve em perigo máximo de incêndio

Cerca de 30 concelhos dos distritos de Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também quase todo o território do interior Norte e Centro do país, assim como alguns concelhos litorais nos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria em risco muito elevado, num dia em que as temperaturas deverão subir.

Cerca de 70 outros municípios dos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Lisboa, Leiria, Aveiro, Braga, Porto e Vila Real estão em risco elevado.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Desde o início do ano, as mais de 4.831 ocorrências de fogo já afetaram pelo menos 10 mil hectares de espaços rurais.

O IPMA prevê para hoje no continente subida de temperatura, em especial da máxima, em vento por vezes forte na faixa costeira a norte do Cabo de Sines.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 13ºCelsius (Bragança, Coimbra e Leiria) e os 20ºC (Faro) e as máximas entre os 25ºC (Aveiro) e os 36ºC (Castelo Branco, Évora e Beja).

Detidos três homens por crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro, na sequência de investigações desenvolvidas e no cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo DIAP de Coimbra, deteve três homens (entre 23 e 27 anos de idade) pela presumível prática crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência.

Os factos ocorreram em abril do corrente ano, nessa cidade, tendo acontecido no seguimento de terem conhecido a vítima, uma jovem de 22 anos, num estabelecimento de diversão noturno.

Os suspeitos terão acompanhado a vítima à sua residência, onde com ela praticaram atos sexuais de relevo, aproveitando-se do estado de incapacidade em que se encontrava, fruto da ingestão de bebidas alcoólicas.

Os detidos foram presentes a interrogatório judicial, que prossegue.

GNR e PSP registaram 13.946 infrações rodoviárias, 775 por uso de telemóvel

A GNR e a PSP registaram na semana passada 13.946 infrações rodoviárias em todo o país, das quais 775 relativas ao uso do telemóvel durante a condução, no âmbito da campanha “Ao volante, o telemóvel pode esperar”.

Durante a campanha, da responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e que decorreu entre 18 e 24 de julho, foram fiscalizados presencialmente em Portugal continental 57.146 veículos, adianta uma nota do comando da GNR.

Esta campanha, com o objetivo de alertar os condutores para as graves consequências do manuseamento do telemóvel durante a condução e inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2023, contou com a participação dos organismos das regiões autónomas dos Açores e da Madeira com ações de sensibilização, completando o trabalho de fiscalização realizado pelos comandos regionais da PSP.

Durante o período da operação, a GNR fiscalizou 36.550 veículos e detetou 9.169 infrações, das quais 583 relacionadas com o uso de telemóvel.

Por seu turno, a PSP, nas suas áreas de jurisdição, fiscalizou 20.146 viaturas e detetou 4.777 infrações, 192 delas por uso de telemóvel durante a condução.

No período da campanha registou-se um total de 2.560 acidentes rodoviários, de que resultaram oito vítimas mortais, 45 feridos graves e 835 feridos ligeiros, refere a GNR na nota enviada à agência Lusa.

Relativamente ao período homólogo de 2022, verificaram-se menos 195 acidentes, menos duas vítimas mortais, menos cinco feridos graves e 59 ligeiros.

Os acidentes com vítimas mortais (sete) ocorreram nos distritos do Porto (2), Aveiro (1), Coimbra (2), Leiria (2) e Beja (1).

As oito vítimas mortais, sete das quais do sexo masculino, tinham idades entre 21 e 80 anos.

De acordo com os dados conjuntos fornecidos pela GNR, das vítimas mortais, quatro resultaram de três colisões, envolvendo quatro veículos ligeiros, um pesado e um motociclo, tendo ainda ocorrido três despistes (um de veículo pesado, um de ligeiro e um motociclo).

Verificou-se ainda um atropelamento mortal (pelo próprio veículo ligeiro).

Os acidentes ocorreram em duas autoestradas (A25 e A28), nos Itinerários Complementares 6 e 8, na estrada nacional 2 e em dois arruamentos (localizados em São Martinho do Porto, no distrito de Leiria e Vila Cova da Lixa, no distrito do Porto), conclui a GNR.

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