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Risco máximo de incêndio em mais de 20 concelhos do país

Mais de duas dezenas de concelhos do interior Norte, Centro e Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco máximo estão 24 concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Santarém e Algarve.

Em risco muito elevado estão cerca de uma centena de concelhos nos distritos de Faro, Beja, Lisboa, Santarém, Leiria, Aveiro, Coimbra, Portalegre, Castelo Branco, Bragança e Vila Real.

O IPMA colocou também em risco elevado quase toda a região do Alentejo e dezenas de municípios espalhados pelos distritos de Lisboa, Leiria, Santarém, Coimbra, Viseu, Aveiro, Porto, Braga e Vila Real.

Este risco de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Desde o início do ano, as 4.840 ocorrências de fogo já afetaram pelo menos 10 mil hectares de espaços rurais.

Para hoje, o IPMA prevê uma pequena descida da temperatura mínima e uma pequena subida da máxima na região Norte e no interior Centro.

O céu estará pouco nublado ou limpo, com nebulosidade matinal em alguns locais do Norte e Centro, e o vento vai soprar por vezes forte e com rajadas na faixa costeira e nas terras altas.

Quanto a temperaturas, as mínimas vão variar entre os 10 °C (Bragança) e os 17 °C (Faro, Setúbal e Lisboa) e as máximas entre os 23 °C (Sagres, Aveiro e Viana do Castelo) e os 33 °C (Faro e Castelo Branco).

AgitÁgueda: balanço “extremamente positivo”, em forma de obrigado

Evento afirma-se como a grande festa do concelho, atraindo cada vez mais visitantes, de todo o país e estrangeiro

“O que dizer destes 23 dias de pura alegria, agitação, música, arte, cultura, desporto, muita animação e milhares de pessoas nas nossas ruas? Não há festa como esta!”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, sobre o AgitÁgueda, que terminou ontem à noite com um espetáculo de fogo-de-artifício “memorável”.

Em jeito de balanço, salientou o “crescimento notório” do festival, de ano para ano e ao longo dos 23 dias do evento, com milhares de visitantes de várias latitudes, “do nosso país mas também muitos do estrangeiro”. Agradeceu o envolvimento de todos (técnicos municipais, voluntários, artistas, associações, cidadãos e visitantes) para a realização desta festa “incomum, diferente e assumidamente surpreendente”.

“É a cidade colorida e criativa, onde a cada instante e em cada canto somos surpreendidos com um evento, uma expressão artística ou momento de animação. Uma cidade que se transforma num palco gigante onde acontece de tudo”, declarou Jorge Almeida.

Para o Presidente da Câmara de Águeda, “ver a alegria na cara das pessoas”, esta “imagem colorida de gente feliz”, é a maior recompensa e satisfação por todo o investimento do Município faz para a realização do que define como “a festa do concelho de Águeda para o mundo”.

Ao longo de 23 dias de festival, com mais de 50 espetáculos realizados, entre concertos (com grandes nomes do panorama musical nacional, novos talentos e a parceria entre três bandas do concelho e músicos de renome nacional), animação de rua (Carnaval Fora d’Horas, Color Day, Encontro de Estátuas Vivas, entre outros), atividades desportivas e lúdicas, o AgitÁgueda (re)afirmou a sua irreverência e capacidade de continuamente surpreender.

De referir ainda a Feira de Artesanato, as tasquinhas e o espaço infantil do Agita Kids entre as muitas atrações do festival, a que acresce a arte urbana, com novas pinturas que podem ser apreciadas, nomeadamente a pintura anamórfica 3D, na Praça do Município, ou ainda a piscina fluvial, que estará disponível até final de agosto.

Os guarda-chuvas coloridos e demais instalações, com as fotografias que se tornam virais e levam o nome de Águeda a todo o mundo, vão ficar colocados até final de setembro, permitindo que os turistas e visitantes possam conhecer ou rever durante um período mais alargado de tempo.

Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, reiterou o agradecimento pela forma como o festival foi realizado e o envolvimento de toda a cidade, ultrapassando “todos os objetivos” a que se tinha proposto. “O AgitÁgueda é esta forma de estar que tem nos diferenciado, é esta dinâmica irrequieta e este evoluir constante, que torna este evento em muito mais do que um festival”, disse, acrescentando que os concertos, as instalações urbanas e atividades de rua foram elogiados por milhares de visitantes de todo o país e do estrangeiro.

Com fotografias das mais instagramáveis do mundo, Águeda e este evento cativaram a atenção mediática, com reportagens, notícias e divulgações nos meios de comunicação social (locais, regionais, nacionais e internacionais), nomeadamente todos os canais de televisão, promovendo “o nosso território em todo o mundo”.

“Espetacular; foi lindo”, são algumas das expressões dos internautas, muitos dos quais que acompanharam o evento apenas pela Internet. Imigrantes que iam escrevendo frases como “é linda a minha terra” ou “que saudades!”, mas também pessoas que não tendo raízes a Águeda apreciaram à distância o festival.

“Acompanhei do Rio de Janeiro”, afirmava uma das pessoas, logo com outra a dizer que estava a ver a partir do Reino Unido esta que foi definida por alguns como a “cidade da cor do arco-íris”. As redes sociais foram “inundadas” de expressões de satisfação e alegria, dizendo que “foi linda a festa de Águeda”, “lindo mesmo” ou “não há palavras”, com agradecimentos “à organização” e a “todos os envolvidos que fizeram parte destes dias inesquecíveis”.

O festival do próximo ano já tem data marcada. Coloque no calendário: 6 a 28 de julho de 2024.

Homem encontrado morto ao largo do porto de pesca da Figueira da Foz

 Um homem com cerca de 60 anos foi encontrado hoje de manhã morto a flutuar ao largo do porto de pesca da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, informou a Autoridade Marítima Nacional.

Em comunicado, aquele organismo referiu que o alerta foi dado às 06:00 por pescadores que se encontravam na zona, tendo de imediato se deslocado para o local elementos da Polícia Marítima e tripulantes da Estação Salva-vidas da Figueira da Foz.

O óbito foi atestado em terra por uma equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

Segundo a Autoridade Marítima Nacional, foi contactado o Ministério Público e o corpo transportado para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses de Coimbra pelos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.

Oliveira do Bairro : “Se não pudermos evitar a alta velocidade, que tenha o menor impacto em Oliveira do Bairro” 

O presidente da Câmara de Oliveira do Bairro considerou hoje que a linha ferroviária de alta velocidade não é uma prioridade para o concelho, no entanto, a opção do traçado do eixo 4 “é a menos má”.

“A alta velocidade não é uma prioridade para Oliveira do Bairro. Se não pudermos evitá-lo, pelo menos que exista a menor das limitações para as nossas populações e de impacto no próprio município”, sustentou Duarte Novo.

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, no distrito de Aveiro, aprovou hoje, por unanimidade, um documento em que sugere a adoção do traçado identificado pelo Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Agência Portuguesa do Ambiente como Alternativa 1 – Eixo 4 e Ligações à Linha em Oiã, por ser o que perspetiva “menores impactos”.

“Traduz-se em menores impactes sociais, dado afetar direta e indiretamente menos famílias (cerca de metade); visuais e ambientais, por prever cerca de metade de obras de arte (pontes e viadutos); e económicos, por afetar menos uma área dedicada à expansão industrial/empresarial”, indicou.

Em declarações à agência Lusa, o autarca eleito pelo CDS-PP explicou que entre as suas prioridades estão “outro tipo de ligações”, entre a quais a criação do nó de acesso à A1, a sul da Zona Industrial de Vila Verde, à semelhança da posição “já assumida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro”.

“Mas, a ter de passar [a linha ferroviária de alta velocidade], que tenha o menor dos impactos possíveis no território e, acima de tudo, que estejamos ao lado dos que serão prejudicados. Tentamos, acima de tudo, ajudar a população a reclamar os seus interesses e é essa posição que temos assumido, tentando que reclamem de forma a minimizar aquilo que são os impactos”, sustentou.

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro tem vindo a realizar sessões de esclarecimento sobre as duas propostas de passagem da linha de alta velocidade no concelho, numa altura em que decorre, até dia 31 de julho, o período de discussão pública do projeto.

Entre as propostas estão o traçado do eixo 4, que passará a poente da A1 no concelho, e a Variante de Oliveira do Bairro, que é a designação da proposta alternativa, que passa a nascente da mesma via.

Segundo o autarca, as pessoas têm-se mostrado “muito apreensivas”, em relação aos seus bens, em particular no que toca as suas casas e empresas.

“Pedem-nos muita ajuda para identificar claramente se a casa A ou B será afetada, de que forma é que será afetada, se vai ter de desaparecer, se não vai ter que desaparecer, se vai ser um raio de 14 metros, se vai ser um raio mais completo. Colocam-nos situações que temos muitas dificuldades em responder, porque concretamente não temos dados para isso”, referiu.

No entanto, evidenciou a importância da colocação de dúvidas por parte dos munícipes, para que possam “vir a ser tidas em conta e discutidas”.

“A decisão de avançar com a linha de alta velocidade, assim como os locais por onde vai passar, é do Governo. Mas, tudo faremos para que os impactos negativos dessa decisão sejam os mínimos possíveis para as famílias do nosso concelho que vão ser afetadas, nomeadamente através da pronúncia sobre a escolha do traçado que menos prejuízos causará, que consideramos ser a que passará a poente da A1 no concelho”, concluiu.

Navigator quer mais área para plantação de eucalipto em Portugal

O presidente executivo (CEO) da Navigator, António Redondo, defendeu hoje o aumento da área para a plantação de eucalipto em Portugal, de forma a garantir a sustentabilidade da empresa.

“Para continuarmos a ser sustentáveis precisamos de ter mais floresta plantada de eucalipto”, disse o gestor, durante as comemorações dos 70 anos da fábrica da Navigator em Cacia, Aveiro.

No seu discurso, António Redondo disse que é preciso “desmistificar aquilo que as pessoas não sabem acerca da espécie e que a condenam por desconhecimento”, apelando à ajuda de todos neste desígnio de “valorizar uma espécie única de que Portugal se pode e deve orgulhar”.

Questionado pela Lusa sobre este assunto, o gestor não quis alongar-se, mas fonte da empresa disse que, atualmente, há um défice de matérias-primas florestais como o eucalipto, pinheiro e sobreiro, que no futuro vai ter consequências na indústria da celulose.

A expansão de eucaliptais tem sido vista pelos ambientalistas e alguns partidos políticos como um dos problemas que tem contribuído para os incêndios florestais em Portugal, levando o Governo a criar condicionantes à plantação ou replantação de eucaliptos.

O presidente executivo da Navigator anunciou ainda para o primeiro semestre de 2024 a entrada em funcionamento de uma unidade, na fábrica de Cacia, para a produção integrada de peças de celulose moldada de eucalipto para a indústria alimentar.

“Vamos contribuir por isso para a desplastificação”, referiu o mesmo responsável, acrescentando que esta unidade vai produzir 100 milhões de embalagens por ano destinadas a substituir embalagens de plástico no mercado do ‘food service’ e ‘food packaging’.

Em 23 de julho de 1953 iniciou-se a produção na fábrica de Cacia da então Companhia Portuguesa de Celulose (CPC), antecessora da The Navigator Company.

Atualmente, o complexo industrial de Cacia integra uma central de cogeração a biomassa associada à fábrica de pasta e uma central termoelétrica de biomassa para a produção de energia renovável.

De acordo com dados da empresa, em 2022 saíram deste complexo industrial perto de 200 mil toneladas de pasta de papel e cerca de 50 mil toneladas de ‘tissue’ (utilizado em papel higiénico, lenços de papel ou papel de cozinha) para mais de 40 países em todo o mundo.

A Navigator é a terceira maior exportadora em Portugal e a maior geradora de Valor Acrescentado Nacional, representando aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto nacional, cerca de 3% das exportações nacionais de bens, e mais de 30 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Em 2022, a The Navigator Company teve um volume de negócios de 2,465 mil milhões de euros. Mais de 80% dos produtos do grupo são vendidos para fora de Portugal e têm por destino aproximadamente 130 países.

Prisão preventiva para suspeito de vários furtos na Universidade de Aveiro

A PSP deteve um homem, de 47 anos, suspeito da autoria de vários furtos ocorridos nos últimos meses na Universidade de Aveiro (UA) e que estavam a causar “grande agitação”, informou hoje aquela força policial.

Em comunicado, a PSP esclareceu que o homem foi detido, em flagrante delito, na noite de sexta-feira, na Estação da CP de Aveiro, poucos momentos depois de alegadamente ter furtado um computador portátil no interior de um dos Departamentos da UA.

Ainda segundo a Polícia, foram realizadas diligências processuais urgentes que “permitiram indiciar fortemente o arguido da prática de um conjunto de furtos que decorreram nos últimos meses na UA e que criaram grande agitação, cultivando o sentimento de insegurança junto da comunidade académica”.

O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, no sábado, tendo ficado em prisão preventiva.

O computador furtado foi recuperado e devolvido ao seu legítimo proprietário.

Em maio, a UA anunciou um reforço de segurança para prevenir a vaga de furtos em unidades orgânicas que se vinha a registar, apelando aos elementos da comunidade académica para que tomem comportamentos “cautelares e defensivos”.

Num e-mail dirigido à comunidade académica, a que a Lusa teve acesso, o administrador da UA, Mário Pelaio, disse que ao longo do mês de maio ocorreram assaltos em três unidades orgânicas que resultaram no furto de oito computadores portáteis.

Um dos episódios ocorreu em 29 de maio, quando foram furtados cinco computadores de alunos, aproveitando um falso alarme de incêndio, no Departamento de Química da UA.

Os suspeitos esperaram que os alunos, professores e funcionários saíssem do edifício e depois percorreram os laboratórios e levaram os computadores.

Na altura, o administrador da UA referiu que a segurança foi reforçada, mas deixou um apelo a todos os membros da comunidade e em particular aos diretores para que tomem “medidas adicionais de segurança”, designadamente os “comportamentos cautelares e defensivos” necessários à prevenção da ocorrência de novos ilícitos.

Mário Pelaio acrescentou que a Reitoria tinha efetuado já as devidas diligências junto da PSP para que se averiguassem as circunstâncias das referidas ocorrências e bem assim a identificação dos seus autores.

Ambulância do INEM cedida aos Sapadores de Coimbra avariada há seis meses

 A ambulância cedida pelo INEM aos Bombeiros Sapadores de Coimbra, que têm posto de emergência médica (PEM), está inoperacional há seis meses, afirmou hoje o presidente do município, exigindo que o Governo resolva o problema.

“A companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra, desde longa data, que tem posto de emergência médica, com a ambulância cedida pelo INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica]. Contudo, nestes últimos anos, as ambulâncias entregues pelo INEM a esta corporação de bombeiros estão sistematicamente avariadas, passando mais tempo em oficina do que ao serviço”, afirmou o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, que falava no período antes da ordem do dia da reunião do executivo.

Segundo o autarca, há uma ambulância do INEM que está “inoperacional há seis meses”, realçando que aquele veículo tem 16 anos, 360 mil quilómetros e apresenta “um desgaste muito acentuado”.

José Manuel Silva recordou que o anterior executivo (do PS) recusou assinar um protocolo com o INEM para a compra de uma ambulância nova.

“Porém, atualmente exige-se que o Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças, este último o grande bloqueador do Governo, resolvam o gravíssimo problema das ambulâncias do INEM, sob pena de termos a curto prazo um enorme problema transversal a todo o país”, vincou o autarca eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra (Coimbra (PSD/CDS/Nós/Cidadãos!/PPM/Aliança/RIR e Volt), que lembrou que os últimos dois concurso para a compra de ambulâncias ficaram desertos.

Durante a sua intervenção, José Manuel Silva afirmou que o Estado português voltou a ser condenado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pelas más condições do Estabelecimento Prisional de Coimbra, aproveitando essa decisão para voltar a defender a construção de uma nova penitenciária na Lamarosa (em localização reservada no PDM para tal efeito).

“Já propusemos uma solução para a Penitenciária de Coimbra, repto a que o Ministério da Justiça, lamentavelmente, ainda não respondeu”, vincou José Manuel Silva, que falava na reunião do executivo, que hoje decorre na freguesia de Cernache.

Na sessão, o vereador da CDU, Francisco Queirós, mostrou-se preocupado quanto ao impacto que a linha de alta velocidade poderá ter na União de Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila e na União de Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades.

“É necessário que a Câmara de Coimbra tenha um papel interveniente e ativo, dando voz aos munícipes, através de uma comissão de acompanhamento que faça a mediação com a IP [Infraestruturas de Portugal], para minimizar impactos e, se possível ultrapassá-los”, afirmou.

Já a vereadora do PS Regina Bento aproveitou a reunião descentralizada para recordar medidas e obras feitas no passado em Cernache, quando o executivo municipal era liderado pelos socialistas, e defendeu novos investimentos para aquela freguesia do concelho de Coimbra.

O vereador socialista José Dias defendeu, por seu turno, a apresentação de todos os números associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e outros meios de financiamento, nomeadamente as candidaturas aprovadas, rejeitadas e as planeadas para o futuro, assim como indicadores que permitam fazer uma leitura comparativa com outros municípios.

Ex-bombeiro do Sardoal condenado a seis anos e seis meses de prisão por atear fogos

O Tribunal de Santarém condenou um ex-bombeiro a seis anos e seis meses de prisão por, no verão de 2022, ter ateado oito fogos florestais nos concelhos do Sardoal (Santarém) e de Vila de Rei (Castelo Branco).

O acórdão, do passado dia 01 de junho, noticiado hoje pela Rede Regional e ao qual a agência Lusa teve acesso, deu como provado que, em duas das vezes, o homem, atualmente com 44 anos, ateou fogos.

Segundo o tribunal, o homem ateou, em 15 de junho de 2022, três incêndios, usando acendalhas e um isqueiro, no espaço de duas horas, e, em 23 de agosto, pegou fogo a vegetação, com um isqueiro, na proximidade de dois edificados, no espaço de cinco minutos.

Além disso, provocou também incêndios em áreas florestais nos dias 18 e 27 de junho e 02 de agosto desse ano.

O tribunal deu como provado que, em resultado da sua conduta, arderam cerca de 55 hectares de mato e floresta (afetando milhares de pinheiros, eucaliptos e também sobreiros), provocando um prejuízo de perto de 100.000 euros.

No acórdão, o coletivo de juízes do Tribunal Criminal de Santarém salienta o facto de os atos terem sido praticados durante o período crítico de risco de incêndio e de o homem ter agido com dolo direto.

Durante o julgamento, o homem confessou integralmente os factos de que era acusado pelo Ministério Público, mostrando arrependimento, tendo afirmado que, na altura, andava alcoolizado e tinha interrompido a medicação para uma depressão diagnosticada em 2013.

Disse ainda que, após os factos, deixou de beber e procurou ajuda no Centro de Alcoolismo de Abrantes, estando em lista de espera para entrar numa comunidade terapêutica, afirma o acórdão.

O homem, assistente operacional na Câmara Municipal do Sardoal, foi suspenso de funções, tendo o município admitido poder vir a reintegrá-lo para desempenhar outras tarefas.

O antigo bombeiro entrou para os voluntários do Sardoal em 1995, onde se manteve até 2003. Readmitido no início de maio de 2015, acabou por ser exonerado no final desse mesmo mês.

O Tribunal justificou a pena com as “elevadas necessidades de prevenção geral”, por se tratar de “condutas muito graves, que provocam um elevado e crescente grau de alarme e insegurança social dos cidadãos”.

O acórdão destaca a “frequência com que vêm sendo praticados crimes desta natureza em período de verão, com tempo seco e temperaturas elevadas”, levando à “destruição massiva” das florestas e à colocação em perigo de habitações e da vida das pessoas que habitam em terrenos limítrofes às florestas ardidas.

O coletivo realçou ainda o facto de se tratar de um bombeiro, “de quem se espera e exige um outro tipo de comportamento, tendo o arguido atuado com grave e acentuado desrespeito pelos deveres funcionais e pelos padrões ético-profissionais de conduta a que estava adstrito”.

Na medida da pena, que poderia ter ido até aos 16 anos e três meses de prisão, o Tribunal teve em conta o facto de o arguido ter confessado integralmente e sem reservas, de não possuir antecedentes criminais registados e de se encontrar inserido profissional e socialmente.

O homem fica em prisão domiciliária a aguardar o trânsito da decisão para cumprimento da pena.

Aldeias do Xisto são o único finalista português nos prémios europeus Regiostars

A rede de Aldeias do Xisto é a única candidatura portuguesa finalista dos Regiostars Awards 2023, prémio que distingue projetos de excelência financiados pela União Europeia, informou hoje aquela entidade do Centro do país, em comunicado.

As Aldeias do Xisto, conjunto de 27 localidades, competem na categoria “Uma Europa Mais Próxima dos Cidadãos” e os vencedores são anunciados em 16 de novembro, em Ostrava, República Checa.

Para o presidente da ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, Paulo Fernandes, a nomeação deve-se a um trabalho feito em conjunto.

O responsável salientou o “trabalho desenvolvido em estreita colaboração com uma rede alargada de parceiros, públicos e privados, que continua a crescer e que, de forma assertiva e coesa, tem vindo a responder a novos desafios e necessidades, cooperando e mobilizando-se em prol da afirmação e desenvolvimento de um território e de uma ideia de futuro”.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional da Região Centro (CCDR Centro), Isabel Damasceno, referiu que o reconhecimento do projeto “é o corolário de uma aposta efetuada, ao longo de duas décadas, num território marcado pelo despovoamento do mundo rural”.

“A utilização de fundos europeus, aliada ao investimento privado mobilizado, tem impulsionado a economia local das Aldeias do Xisto, contribuindo para a coesão territorial na região”, acentuou Isabel Damasceno, citada no mesmo comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a ADXTUR, a nomeação justifica-se pela aposta conjunta na preservação e promoção “de uma identidade cultural única, através da implementação de projetos inovadores, ligados a vários domínios da sociedade e apoiados por fundos europeus, convocando novos saberes e olhares, abrindo-se ao mundo e sem receio de experimentar”.

O objetivo da rede Aldeias do Xisto, com sede no Fundão, no distrito de Castelo Branco, é afirmar este território como um destino para viver, investir, criar e aprender, visitar e usufruir, de forma a impulsionar a economia local e a criar oportunidades de emprego e retorno económico para os agentes locais.

“O projeto colocou – e continua a colocar – as comunidades locais no centro do desenvolvimento, envolvendo-as ativamente em todas as fases, desde o planeamento à implementação”, destacou a ADXTUR.

PSP de Lisboa detém 55 pessoas em (apenas) 24 horas

Durante o mesmo período de tempo, ocorreram 31 acidentes de trânsito, que provocaram nove feridos ligeiros.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa revelou, esta segunda-feira, que, “no âmbito da sua atividade operacional e na prossecução da sua missão”, deteve um total de 55 pessoas, entre as 00h00 e as 23h59 de domingo.

Num comunicado, enviado às redações, a autoridade referiu que “executou várias operações policiais”, que culminaram na detenção de 14 pessoas por condução de veículo sob efeito do álcool, 13 por condução sem habilitação legal, 15 por tráfico de estupefacientes, uma por desobediência, uma por resistência e coação sobre funcionário, uma por detenção de armas proibidas, cinco por crimes contra a propriedade, uma por importunação sexual e três por mandado de detenção.

Foram ainda aprendidas 374 doses de canábis, 14 doses de cocaína, oito doses de heroína e uma arma boxer/soqueira.

Durante o mesmo período de tempo, ocorreram 31 acidentes de trânsito, que provocaram nove feridos ligeiros.

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