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Imagem da Capelinha das Aparições estará na missa final da Jornada

A imagem de Nossa Senhora de Fátima que se venera na Capelinha das Aparições vai estar no altar do Parque Tejo na celebração final da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Lisboa, anunciou o Santuário de Fátima.

A imagem estará no altar durante a chamada “missa do envio”, que o Papa Francisco presidirá a partir das 9h do dia 6 de agosto.

“Será a segunda vez que esta Imagem estará junto do Papa Francisco fora da Capelinha das Aparições”, na Cova da Iria, depois de a imagem ter estado em Roma em 12 e 13 de outubro de 2013, “por ocasião da Jornada Mariana organizada em Roma e promovida no âmbito do Ano da Fé”.

O Santuário sublinha que “esta última saída se revestiu de especial significado, pois foi a primeira vez que o ícone mariano esteve ausente da Capelinha das Aparições numa peregrinação aniversária” a Fátima.

“A presença da Imagem na celebração final da Jornada Mundial da Juventude é, também, o reconhecimento do valor e da importância deste ícone mariano na religiosidade de Portugal e do Mundo”, sedo a sua décima terceira saída do Santuário.

Entretanto, uma imagem da Virgem Peregrina de Fátima — réplica da imagem original que se venera na Capelinha das Aparições – vai ser transportada para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em peregrinação, a partir de dia 27 de julho, com a etapa final, em 31 de julho, a ser feita de barco, no rio Tejo, a partir de Vila Franca de Xira.

O desembarque da imagem será feito no Cais da Marinha, com cerca de quatro dezenas de embarcações típicas do Tejo a acompanharem a fase final da peregrinação.

Entre 27 e 30 de julho, cerca de 400 jovens levarão a imagem, a pé, entre o Santuário de Fátima e Vila Franca de Xira, numa peregrinação organizada pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE), com o apoio do Santuário de Fátima.

“Esta peregrinação é uma oportunidade internacional de encontro de jovens, com dinâmicas de convívio, oração, partilha, e uma incrível forma de viver as pré-jornadas para estes participantes”, considera o CNE, acrescentando que, após a chegada a Lisboa, “a imagem de Nossa Senhora de Fátima irá para a igreja de São Tomás de Aquino, como núcleo de uma atividade sobre a temática da paz – a mensagem do Fátima, o Escutismo e a construção da paz -, que vai permitir aos visitantes endereçar uma mensagem, um pedido de paz aos líderes mundiais”.

A organização da JMJ informou, entretanto, que, à semelhança do que aconteceu no Panamá em 2019, também nesta Jornada Mundial da Juventude “a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai marcar presença em momentos de recitação do terço, de oração pessoal e em dinâmicas de promoção da paz”.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto deste ano, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

O primeiro encontro aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado, nos moldes atuais, por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A edição deste ano, que contará com a presença do Papa Francisco, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJ Lisboa 2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano, após a celebração do Angelus.

Ação de Combate ao tráfico de estupefacientes na cidade de Coimbra

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro, na sequência das investigações que vinham sendo realizadas, desencadeou uma operação policial de combate ao tráfico de estupefacientes em Coimbra, dando cumprimento a diversos mandados de detenção e de buscas domiciliárias e não domiciliárias em inquérito titulado pelo Ministério Público do DIAP de Coimbra.

No decurso da mesma, foram detidos cinco indivíduos (4 homens e 1 mulher, com idades compreendidas entre os 38 e 54 anos), sendo dois deles em flagrante delito, assim como apreendidos produtos estupefacientes e outros bens com interesse probatório.

Os detidos foram sujeitos a primeiro interrogatório judicial, tendo sido aplicada a três arguidos a medida de coação de prisão preventiva e aos restantes obrigação de apresentação periódica semanal.

Mais de 1,4 milhões de euros apoiam associativismo

Incentivos financeiros são distribuídos por 89 associações desportivas, culturais, recreativas e juvenis para o desenvolvimento da sua atividade junto da comunidade.

A Câmara Municipal de Águeda já atribuiu, este ano, um apoio de mais de 1,4 milhões de euros para a rede associativa do concelho. Um valor distribuído por 89 coletividades desportivas, culturais, recreativas e juvenis do concelho ao abrigo dos Programas de Apoio Municipais e que refletem o dinamismo e qualidade das atividades realizadas pelas diferentes estruturas associativas.

“O associativismo é uma das marcas de Águeda; somos muitos a fazer e a contribuir, envolvidos nas nossas comunidades e isso é digno de nota”, começou por dizer Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, ontem, na assinatura dos protocolos de apoio com as associações culturais, frisando que a colaboração financeira do Município este ano firmada com as coletividades (1 419 307,49 euros) supera largamente o custo realizado com a organização do AgitÁgueda.

Sobre o pacote financeiro atribuído, apesar de ser “muito mais do que gastamos com o AgitÁgueda, será sempre pouco”, considerando que são muitas as coletividades a quem é prestado apoio. Este ano, foram apoiadas 56 coletividades culturais e 33 de âmbito desportivo.

A par dos incentivos concedidos, do “volume de obras como nunca antes” a decorrer em todo o concelho, do investimento em eventos como o AgitÁgueda, de ser “um dos poucos Municípios do país e o único em toda a região que aplica os mais baixos impostos”, com impacto direto nas famílias e no bolso dos contribuintes, a Câmara de Águeda chega “ao final do ano com um saldo financeiro positivo”, registou Jorge Almeida, sublinhando as boas contas, a gestão equilibrada e a boa execução orçamental do Município.

Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, realçou que o dinamismo que se vive no concelho é um barómetro da qualidade associativa e do trabalho que desenvolvem, mesmo nas comunidades mais pequenas. “Cada uma é importante e tem um papel fundamental na ativação social e do território. Águeda é também conhecida pela sua dinâmica associativa e cultural e isso orgulha-nos muito”, disse, desafiando as coletividades a apresentarem projetos e a mudarem as suas abordagens de forma a cativar cada vez mais jovens.

De referir que os contratos ontem assinados resultam de candidaturas apresentadas por 56 coletividades ao Programa de Apoio às Associações Culturais, Recreativas e Juvenis do Município.

Na sessão de ontem, Jorge Almeida aproveitou para agradecer o contributo das associações na dinâmica do AgitÁgueda, que tem atraído milhares de pessoas, de que é evidente a “enchente como nunca antes vista” no fim de semana passado. Um evento que faz destas “as festas do concelho, vividas como tal”, com repercussões imediatas na promoção do território, nomeadamente com as milhares de imagens partilhadas nas redes sociais, que tornam o nome de Águeda reconhecido no mundo inteiro.

A participação do tecido associativo faz com que “esta partilha seja ainda maior”, disse, elogiando os voluntários e dirigentes associativos, que “deixam o conforto de suas casas” e se envolvem em qualquer uma das mais de 200 coletividades concelhias, demonstrando um “amor à terra” de louvar.

Condeixa rejeita um dos traçados da Linha de Alta Velocidade e pede compensações

A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova aprovou, esta terça-feira, em reunião extraordinária do executivo, um parecer relativo ao projeto da nova Linha Ferroviária de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa, que atravessará o município, em que rejeita “veementemente” uma das propostas de traçado, por ser a que obriga a um maior número de demolições, e propõe o estudo de uma nova alternativa que evite demolir as construções existentes.
“Um investimento desta natureza, estratégico para o desenvolvimento do país e para a descarbonização dos transportes, obriga naturalmente a alguns sacrifícios, sabemos que necessariamente terá impactos, mas cabe-nos defender a melhor solução para as nossas populações e para o nosso território, e no nosso entendimento é possível uma nova alternativa aos três traçados propostos que evite demolir as casas”, defende Nuno Moita, presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova.
O edil acrescenta que “a Câmara está ao lado das pessoas e disponível para trabalhar na defesa do interesse da população, seja nesta fase prévia, em que fomos ouvir a população em sessões de esclarecimento público e disponibilizamos todo o apoio necessário para que possam participar na consulta pública, quer posteriormente, no apoio e aconselhamento durante as expropriações de terrenos, para que sejam conduzidas com justiça e boa fé”.
Em fase de consulta pública, até 31 de julho, estão três alternativas de traçado para o troço Soure / Aveiro (Oiã) da Linha de Alta Velocidade, atravessando a freguesia de Anobra, Ega e Sebal.
A posição da Câmara de Condeixa rejeita “veementemente a alternativa 2 do trecho centro, por ser a solução com maior impacto na população, nomeadamente através da demolição de um maior número de habitações e anexos, de equipamentos sociais, como a capela e a associação que são parte da identidade daquela população” dos lugares de Casal de Carrito e de Alvogadas.
A autarquia propõe que seja elaborado um “estudo de uma alternativa”, no sentido de “evitar demolir as construções existentes nas povoações de Alvogadas e Casal Seco”.
O parecer do Município de Condeixa defende ainda que, na fase de desenvolvimento do projeto de execução do projeto, sejam feitos “novos estudos acústicos e de vibração, de modo a garantir que são adotadas todas as medidas de minimização do ruído e de vibrações nas áreas urbanas, mas também em áreas de grande sensibilidade ambiental como é o Paul de Arzila” e atualizada a cartografia base.
No mesmo parecer, o executivo reclama um conjunto de compensações como contrapartida para os impactos no território provocados pelo atravessamento da linha de comboio, sem que haja um acesso efetivo da população à nova infraestrutura.
A execução do protocolo para a melhoria de acessibilidade do IC2, o apoio à construção da expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego na ligação Coimbra – Condeixa-a-Nova e o reforço das verbas a transferir para o Município destinadas a assegurar o financiamento dos serviços públicos de transportes de passageiros são algumas das compensações defendidas.
Promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, a Consulta Pública do projeto da Linha Ferroviária de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa (Fase 1) – Lote B Troço Soure / Aveiro (Oiã) decorre até ao próximo dia 31 de julho. Os interessados podem participar através do site https://participa.pt/pt/consulta/linha-ferroviaria-de-alta-velocidade-entre-porto.
Para consultar os traçados em estudo e em discussão pública, os interessados devem consultar o site https://sig.cm-condeixa.pt/Html5ViewerExterno/Index.html?configBase=https://sig.cm-condeixa.pt/MuniSIG/Internet/REST/sites/Propostas_Rodovirias/viewers/PropostaRodoviaria/virtualdirectory/Resources/Config/Default

Cerca de 70 concelhos de oito distritos em perigo máximo de incêndio

Cerca de 70 concelhos dos distritos de Faro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real e Bragança apresentam hoje um perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também mais de 60 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Coimbra, Viseu, Guarda, Porto, Vila Real, Braga, Aveiro e Bragança em perigo muito elevado.

Outros concelhos de todos os distritos do continente estão hoje em perigo elevado de incêndio.

Por causa das condições meteorológicas, o perigo de incêndio vai manter-se elevado pelo menos até segunda-feira.

Este risco, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Desde o início do ano, as 4.661 ocorrências de fogo já afetaram 9.944 hectares de espaços rurais.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, com nebulosidade matinal, em especial no litoral Centro onde pode persistir, vento por vezes forte na faixa costeira e nas terras altas e descida da temperatura máxima.

As temperaturas mínimas vão variar entre os 14 graus Celsius (em Viana do Castelo) e os 23 (em Faro) e as máximas entre os 24 (em Aveiro) e os 37 (em Castelo Branco).

Movimento promove hoje marcha lenta contra novo hospital no Bombarral

O movimento “Falo pela tua saúde” promove hoje uma marcha lenta entre as Caldas da Rainha e Óbidos para protestar contra a decisão de se construir o novo hospital do Oeste no Bombarral, no distrito de Leiria.

Aquele movimento defende a construção do novo hospital no eixo Caldas da Rainha/Óbidos e, até à conclusão dessa obra, a requalificação dos hospitais existentes para se garantir cuidados de saúde dignos à população.

O novo hospital do Oeste substituirá o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha e de Peniche, no distrito de Leiria, e de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Em novembro, a Comunidade Intermunicipal do Oeste entregou um estudo encomendado à Universidade Nova de Lisboa para ajudar o Governo a decidir a localização do novo hospital, documento que apontava o Bombarral, concelho vizinho de Óbidos, como a localização ideal.

Posteriormente, em março, as câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos entregaram ao ministro um parecer técnico a contestar os critérios utilizados no estudo, a defender que fossem tidos em conta outros critérios e que a localização do novo hospital deveria ser na confluência daqueles dois concelhos.

Em junho, o ministro anunciou que o novo hospital será construído na Quinta do Falcão, no Bombarral, substituindo os três hospitais do Centro Hospitalar do Oeste.

Estas unidades têm uma área de influência constituída por estes concelhos e os de Óbidos, Bombarral (ambos no distrito de Leiria), Cadaval e Lourinhã (no distrito de Lisboa) e de parte dos concelhos de Alcobaça (Leiria) e de Mafra (Lisboa), abrangendo 298.390 habitantes.

Grossistas de Tabaco alertam para o aumento da contrafação e do contrabando

A Federação Portuguesa de Grossistas de Tabaco (FPGT) disse hoje, em comunicado, estar preocupada com o impacto da proibição da venda de tabaco nas máquinas automáticas e alerta para o aumento da contrafação e do contrabando.

“Com as restrições à venda de tabaco em cafés e restaurantes por parte de empresas legais, cria-se uma oportunidade para o crescimento do tráfico e da contrafação de tabaco”, afirma Helena Lopes Pereira, presidente da FPGT, citada em comunicado.

Helena Lopes Pereira acrescenta que “além de uma inaceitável expressão da economia paralela e da criminalidade, o contrabando e venda de tabaco ilegal representam um sério risco para a saúde pública, uma vez que não existe qualquer fiabilidade em relação à sua origem, à natureza dos produtos colocados no tabaco contrafeito e à acomodação no processo de distribuição”.

As empresas de distribuição e manutenção das máquinas de venda de tabaco reúnem-se na sexta-feira, dia 21, em Leiria.

A FPGT indica nos primeiros seis meses do ano foram apreendidos “milhões de cigarros contrabandeados, sem qualquer tipo de controlo ou de rastreabilidade dos produtos”.

Para a FPGT, “este é um quadro que muito pode piorar com as alterações previstas na nova lei do tabaco em análise na Assembleia da República”.

“A Federação considera que o novo quadro legal proposto com a nova lei do tabaco favorece a emergência de novas dinâmicas da economia paralela de distribuição e comercialização de tabaco contrafeito, em maço ou à unidade”, considera.

Curia: Concertos do Parque com Beatriz Villar

O programa de animação de verão na Curia, “Concertos no Parque”, prossegue este sábado, 22 de julho, pelas 22h00, com a atuação de Beatriz Villar, numa organização do Município de Anadia.

Beatriz Villar, de Coimbra, cedo despertou para o mundo das artes, dedicando-se, inicialmente ao teatro e, posteriormente à música. Interpretou vários estilos musicais, contudo, foi, em 2019, através do grupo “Na Cor do Avesso” onde foi vocalista, que abraçou o Fado de Coimbra.

Os “Concertos no Parque” tem como principal objetivo animar as noites de sábado na Curia, procurando desta forma atrair um maior número de turistas a esta estância termal, durante a época estival.

Pelo Parque da Curia vão ainda passar “Belle Époque I hip-hop (29 de julho), Rosmanim (12 de agosto), Filipe Furtado (19 de agosto), Amara Quartet (26 de agosto), L-blues (02 de setembro), BJazz – Coro de Jazz (09 de setembro) e Pure Syntony (16 de setembro).

Festival WoodRock na praia de Quiaios na Figueira da Foz arranca na quinta-feira

A praia de Quiaios, na Figueira da Foz, volta a acolher, entre quinta-feira e sábado, festival WoodRock, que vai contar com 13 bandas, num cartaz que celebra “as várias cores do rock”.

A 9.ª edição do festival apresenta um “cartaz eclético, que vai às várias cores do ‘rock and roll’, como o ‘stoner rock’, o rock psicadélico, o ‘trash rock’ ou o ‘garage rock’”, disse à agência Lusa Paulo Cardoso, da organização do evento, realçando que há também uma preocupação em aliar nomes com um percurso já firmado com projetos que estão no começo.

O WoodRock começa na quinta-feira, com a atuação dos espanhóis Grima (cabeças de cartaz), num dia em que também tocam os Desert’Smoke, Maquina e Puto.

Na sexta-feira, o destaque será para os islandeses The Vintage Caravan, banda formada em 2006, que lançaram em 2021 o seu último álbum, “Monuments”, com o selo da editora Napalm Records.

Na mesma noite, atuam ainda Stones of Babylon, Maragda, Gator The Aligator e Cobrafuma.

O último dia do festival era para ser encabeçado pelos suecos Blues Pills, mas, por motivos de saúde da vocalista da banda, o seu concerto teve de ser cancelado, afirmou Paulo Cardoso.

No sábado, há os “repetentes” no festival The Black Wizards e Sunflowers, assim como Gesso e It Was The Elf.

“Este é um festival que não tem qualquer pretensão de ser de massas, em que queremos que quem venha usufrua também da natureza e da praia de Quiaios. É um ambiente relaxado e sem filas ou confusões”, vincou Paulo Cardoso.

Apesar disso, o membro da organização nota “um crescimento, de forma paulatina”, do festival, que tem conseguido conquistar muitos festivaleiros espanhóis.

Os concertos decorrem das 21:00 até às 02:00.

O bilhete geral custa 40 euros, incluindo o acesso ao Parque de Campismo de Quiaios.

O festival conta com apoio da Câmara da Figueira da Foz, da Junta de Freguesia de Quiaios e da Direção Regional da Cultura do Centro.

Desmatação de aqueduto em Óbidos concluída até ao final do mês

A desmatação da vegetação envolvente ao Aqueduto da Usseira, no concelho de Óbidos, vai ser concluída até ao final do mês, no âmbito de um processo de recuperação do imóvel que a autarquia quer classificar como monumento nacional.

O objetivo “é reabilitar o aqueduto, recuperar e revitalizar um património do município que é muito importante”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel (PSD), estimando que a desmatação da vegetação envolvente à estrutura, iniciada em junho, fique concluída até dia 31.

O Aqueduto da Usseira, “pelo seu valor histórico, merece ser recuperado”, defendeu o autarca numa nota de imprensa da câmara, no distrito de Leiria, que pretende avançar com o pedido de classificação como Monumento de Interesse Nacional, aumentando assim a classificação que já tem, desde 1962, como imóvel de interesse público.

Com base num levantamento do Serviço de Arqueologia do Município de Óbidos sobre as condições desta estrutura, apresentado em outubro de 2022, Filipe Daniel estimou na altura que a reabilitação do monumento implique um investimento na ordem dos 4,8 milhões de euros.

A intervenção no aqueduto deverá passar por reerguer algumas partes não visíveis e reabilitar partes que poderão ser beneficiadas com a construção de passeios iluminados, anunciou o autarca.

A obra prevê ainda a criação de pontos de sensibilização para a flora, fauna e o uso eficiente da agua, bem como a criação de percursos sensoriais, através de sons e de uma rota olfativa.

O processo de recuperação teve início em março de 2022 e, em janeiro deste ano, a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) autorizou a realização de uma intervenção de desmatação ao longo do monumento, com base no relatório elaborado pelo Serviço de Arqueologia.

Mandado construir em 1573 pela rainha Catarina de Áustria este é um dos aquedutos mais antigos do país, com uma extensão de 3,7 quilómetros e com o maior número de arcos sucessivos, num total de mais de 200.

O imóvel, que se estende desde as três minas, junto à Usseira, a cerca de 130 metros de altitude, até ao chafariz da Praça de Santa Maria, a cerca de 60 metros de altitude, é composto por troços superficiais e aéreos, consoante as características morfológicas do terreno.

De acordo com a autarquia de Óbidos, há 80 anos que este monumento não recebia qualquer intervenção de manutenção.

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