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Internacional dinamarquês é dono do terreno em Oliveira do Hospital onde estão instalados os “independentistas do ‘Reino do Pineal’” e caso é notícia lá fora

Um jogador famoso comprou uma quinta no Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital. Um grupo instalou-se por lá e quer ver reconhecida a autonomia e soberania do seu “Reino”. Um vizinho belga há muito tempo que vem denunciando, em várias reuniões de Câmara, as alegadas ilegalidades daquele grupo que começou a ocupar o espaço em Outubro de 2020. Mas sem grandes consequências.  A “seita”, por seu lado, visitou, em Agosto de 2020, a autarquia e referiu-se a esse momento como “um encontro diplomático”. O caso é notícia lá fora.

O futebolista Pione Sisto, de 28 anos, é dono de 4,7 hectares de terreno, na freguesia do Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, onde se instalou uma comunidade que exige o reconhecimento  da autonomia e soberania do “Reino do Pineal”, o nome dado à quinta que ocupam. Este é um caso que se arrasta desde 2020, Eddy Hermus, que tem uma quinta ao lado do “Reino”, denunciou numa reunião de Câmara as alegadas irregularidades praticadas pela “seita” liderada por Água Akhabl Pinheiro. Mas as insistentes queixas, em reuniões do executivo e por carta, do belga para a autarquia praticamente não tiveram consequências. Agora, o caso ultrapassou as fronteiras. Não só de Oliveira do Hospital, mas nacionais, sendo relatado, por exemplo, pelo jornal globo, do Brasil, ou pelo espanhol ‘Marca’.

Em parte pela reportagem da Visão que pegou num caso que a nível local vinha a ser tratado pelo CBS, mas também pelo facto dos terrenos pertencerem a um jogador famoso. Trata-se do internacional dinamarquês Pione Sisto. Um futebolista com uma carreira assinalada pela excentricidade. Filho de sudaneses que fugiram da guerra, o jogador nasceu num campo de refugiados há 28 anos, no Uganda, e tem nacionalidade dinamarquesa. Jogou no Midjtylland, passou pelo Celta de Vigo, chegou a ser apontado ao Sporting e ao FC Porto, mas acabou por rumar de novo ao Midjtylland, depois de ter tido problemas disciplinares em Espanha. No final da época de 2022 foi afastado da equipa dinamarquesa, conforme contou Svend Graversen, director desportivo do Midjtylland. “Foi difícil comunicar com Pione, tivemos uma conversa com as pessoas que lhe são próximas, que também foi difícil. Não vimos nenhum avanço, o que lamentamos” disse aquele responsável.

A passagem pelo Celta de Vigo também ficou marcada por vários episódios, conforme recorda a ‘Marca’. Logo na apresentação surpreendeu toda a gente com a entrada dos pais, que protagonizaram um ritual indígena para lhe desejar sorte. O mesmo aconteceu quando regressou à Dinamarca. E, em 2020, em plena pandemia, foi de carro de Espanha até à Dinamarca, quebrando todas as normas sanitárias do país e do clube. Transmitiu a viagem nas redes sociais, explicando que “precisava de voltar a casa”. Acabou por ser dispensado pelo Celta nesse ano e regressou ao Midjtylland, onde jogou até Novembro de 2022.

“Recepção diplomática” na Câmara Municipal

Voltando a Seixo da Beira. A autarquia de Oliveira do Hospital tentou, por várias vezes, sem sucesso contactar os elementos do “The Kingdom of Pineal” devido às queixas de Eddy Hermus que os acusava  de terem transformado o espaço num acampamento selvagem, com comportamentos perigosos em época de incêndios, além de outras ilegalidades. A autarquia tentou notificar o The Kingdom of Pineal, mas as cartas eram sempre devolvidas. Finalmente, enviou uma notificação sem aviso de recepção e os dirigentes do “reino” compareceram na autarquia.

Em Agosto de 2022 decidiram comparecer na autarquia e tiveram, segundo o que relataram nas redes sociais, uma “recepção diplomática” nos Paços do Concelho de Oliveira do Hospital, por parte do presidente da Câmara e colaboradores presente. Na altura, o The Kingdom of Pineal agradeceu “ao presidente José Francisco Rolo, ilustre prefeito de Oliveira do Hospital, e à sua equipa de vereadores a forma como foram recebidos. “Foram muito acolhedores e hospitaleiros durante a nossa visita diplomática. O nosso encontro foi frutífero e ajudou a fortalecer os laços diplomáticos entre o Reino de Pineal e o Concelho do Hospital Oliveira do Hospital”, podia-se ler na página oficial do instagram do “The Kingdom of Pineal”, sem adiantar as conclusões do encontro, referindo apenas que pretendem desenvolver uma “união e parceria frutífera”. O encontro, diga-se, foi muito criticado pelos vereadores da coligação PSD/CDS-PP que não entendem como foi possível realizar o encontro no salão nobre e de forma algo estranha.

“Não entendo como não há intervenção das autoridades. Eles, na maior parte, estão clandestinos”, acusava na altura Eddy Hermus, assegurando que grande parte dos elementos daquela sociedade são provenientes de fora da Comunidade Europeia, logo devem estar ilegais. As crianças também não frequentam a escola pública, como obriga a lei portuguesa. “Mas dizem que têm as suas próprias leis”, lamenta este belga, agora com 60 anos.

O The Kingdom of Pineal é, designada pelos próprios elementos, “como uma entidade física e espiritual constituída por seres humanos que escolhem habitar e/ou coexistir nesta Terra num estado soberano de ser baseado em Princípios Espirituais, Leis Espirituais e Naturais Universais” e pretendem que os documentos imitidos pelo “Reino” sejam reconhecidos.

PONTOS ESSENCIAIS JMJ: Cinco greves marcadas, de médicos e enfermeiros às bilheteiras da CP

Pelo menos cinco greves e uma concentração de forças de segurança estão convocadas pelos sindicatos para finais de julho e primeira semana de agosto, coincidindo com a Jornada Mundial de Juventude (JMJ), com o Papa Francisco.

Médicos, revisores e trabalhadores de bilheteiras da CP, trabalhadores de ‘handling’ nos aeroportos e funcionários das escolas que vão acolher peregrinos em Lisboa são os setores afetados pelas greves.

Em entrevista à Lusa, em junho, o bispo Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, disse entender que se anunciem formas de luta, atendendo à “visibilidade do acontecimento”, mas também acredita “nos portugueses e nos trabalhadores portugueses” e no “bom senso de todos”.

Mas se, no fim da jornada, concluiu, “alguns possam dizer que, em razão da jornada, melhoraram também as suas condições de trabalho e remuneração, de logística, é excelente, magnífico”.

*** Saúde: greves de médicos e enfermeiros ***

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) ameaça com uma greve nos primeiros dias da jornada, entre 01 e 02 de agosto, caso o Governo não recue nas “linhas vermelhas” que a federação traçou na negociação em curso.

O Sindicato Independente dos Médicos, que já anunciou um conjunto de paralisações, incluindo três dias de greve nacional ainda este mês, decidiu depois suspender a greve às horas extraordinárias nos concelhos de Lisboa, Loures e Odivelas nos dias da JMJ, para evitar prejuízos durante a iniciativa.

Também os enfermeiros poderão parar durante a JMJ, após o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) ter marcado uma greve entre 01 e 04 de agosto.

A paralisação abrange a totalidade dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, em todos os serviços públicos, e decorre entre as 00:00 de 01 de agosto e as 24:00 de 04 de agosto.

*** Transportes: bilheteiras da CP e trabalhadores de ‘handling’ ***

A greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras na CP foi alargada até 06 de agosto, abrangendo o período em que decorre em Lisboa a JMJ e poderá afetar os comboios que vão transportar peregrinos.

Luís Bravo, presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), disse que, em agosto, a greve vai afetar os comboios especiais disponibilizados pela empresa para a JMJ.

“Estes comboios especiais são normalmente disponibilizados pela empresa para eventos especiais, como concertos, e, neste caso, vai afetar os da jornada da juventude, para a qual estão previstos 48 comboios especiais”, contou.

*** Educação: funcionários de escolas em dúvida ***

Embora não haja ainda indicação de ações de protestos de professores, que desde o ano passado têm promovido numerosas greves e manifestações, os trabalhadores não docentes poderão parar durante a JMJ, quando se prevê que muitas escolas acolham jovens peregrinos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas convocou a greve para decorrer entre as 00:00 e as 24:00 do período entre 31 de julho e 04 de agosto.

O sindicato estima que milhares de funcionários estejam a ser chamados para trabalho suplementar nas cerca de 900 escolas que deverão abrir portas para receber peregrinos.

*** Forças de segurança: protesto à porta de Marcelo e Francisco ***

Uma concentração de elementos das forças de segurança junto à Presidência da República enquanto Marcelo Rebelo de Sousa estiver a receber o Papa Francisco é um dos protestos que deverão marcar a JMJ, na primeira semana de agosto.

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que agrega GNR, PSP, Polícia Marítima, SEF, ASAE e Guarda Prisional, prevê ainda, entre 24 e 26 de julho, entregar panfletos em aeroportos, portos e fronteiras para que os visitantes “saibam como são tratadas as forças e serviços de segurança”.

Além destas ações públicas, a CCP tem ainda “algumas surpresas” para o período entre 01 e 06 de agosto, em que decorre a JMJ, argumentando que os profissionais dos serviços de segurança têm de ser criativos, pois nem “todos têm direito à greve”.

Cofundador da Altice indiciado de 11 crimes de corrupção e branqueamento

Investigação com cerca de três anos aponta para suspeitas dos crimes de corrupção no setor privado, fraude fiscal, branqueamento de capitais e falsificação.

Armando Pereira, cofundador da Altice, está indiciado de 11 crimes de corrupção ativa e passiva e branqueamento, avança a SIC Notícias.

Já Hernani Vaz Antunes, conhecido como o ‘braço direito’ de Armando Pereira, está indiciado de mais de 20 crimes – não tendo estes sido ainda descriminados.

A Operação Picoas revelou na última semana um alegado esquema financeiro em torno da Altice, detentora da antiga PT, que terá lesado o Estado e o grupo empresarial em centenas de milhões de euros.

O principal visado neste processo, o co-fundador da Altice, Armando Pereira, detido desde sexta-feira será apresentado perante um juiz, por volta das 14h00.

Altice International toma medidas. Suspende “vários” trabalhadores

A Altice International revelou, esta quarta-feira, que suspendeu “vários” gestores e trabalhadores em Portugal – e não só – enquanto decorre a investigação no âmbito da Operação Picoas. O grupo disse estar a “trabalhar ativamente” para proteger os seus interesses e os dos seus acionistas.  
 
“A Altice International e as suas afiliadas colocaram de licença representantes legais, gestores e trabalhadores importantes em Portugal e no estrangeiro, enquanto a investigação se desenvolve”. A empresa sublinha, ainda, que as autoridades “clarificam” que os crimes em causa “impactam a Altice Portugal e as suas subsidiárias” e que, portanto, estas são “vítimas de fraude por parte de indivíduos”.

A operadora de telecomunicações adiantou ainda que, vai “rever e reforçar o processo de aprovação de todos os contratos, pagamentos, ordens de compra e processos relacionados [com a investigação], tanto em Portugal como ao nível da Altice International”. 

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público (MP), em colaboração com a Autoridade Tributária (AT), lançou no dia 13 de julho uma operação com cerca de 90 buscas domiciliárias e não domiciliárias, que abrangeram instalações de empresas e escritórios de advogados em vários pontos do país, resultando em três detidos e na apreensão de documentos e viaturas de luxo avaliadas em cerca de 20 milhões de euros.

O cofundador da Altice Armando Pereira, que ficou detido no dia 13 na sequência das buscas, será alegadamente o líder de um esquema que, segundo o MP, terá lesado o Estado e o grupo empresarial em centenas de milhões de euros através do envolvimento de dezenas de sociedades controladas de forma indireta pelo seu homem de confiança, Hernâni Vaz Antunes.

Jéssica Antunes, Álvaro Gil Loureiro e Hernâni Vaz Antunes são os outros arguidos da “Operação Picoas”. Jéssica Antunes, filha de Hernâni Vaz Antunes e apontada pelo MP como ‘testa de ferro’ do pai em diversas empresas, foi a primeira a prestar declarações perante o juiz Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal, entre sábado e segunda-feira.

Boom arranca na quinta-feira em Idanha-a-Nova com a presença de 1.128 artistas

A edição do Boom Festival, que tem início na quinta-feira, em Idanha-a-Nova, com a presença de 1.128 artistas, é dedicada ao “Amor Radical”, um tema “que responde a uma exigência atual e urgente”, segundo a organização.

“Trata-se do culminar de um ano de preparação intensa, pensada e trabalhada a fundo por uma equipa de gente talentosa e empenhada que produziu uma edição do Boom que pensamos ser – esperamos que seja – a melhor de sempre”, explicou hoje à agência Lusa Artur Mendes, da organização.

A educação e as práticas sustentáveis são uma das imagens de marca do Boom Festival que, em oito edições consecutivas, foi distinguido com o ‘Greener Festival Award’, prémio internacional que premeia eventos exemplares para a indústria através das suas práticas de sustentabilidade.

Artur Mendes considera que a herdade da Granja, em Idanha-a-Nova, no interior do país “é o cenário ideal” para, durante uma semana, “ser a casa das 39 mil pessoas que vão chegar de 178 países, mais uma nacionalidade do que há um ano”.

“O tema que inspira este encontro responde a uma exigência atual e urgente: o amor radical. O que celebramos aqui é essa necessidade de travarmos a desunião, o preconceito, a separação e o julgamento sobre os outros que, erradamente, estupidamente, julgamos serem diferentes de nós. O que vamos celebrar aqui é o poder transformacional do amor e da convivência e do respeito pela natureza e pelo outro”, disse.

O responsável da organização da 14.ª edição do Boom Festival salientou ainda que a agenda de música e de debates para esta edição “é extraordinária”.

“Temos artistas, pensadores e terapeutas de todo o mundo para nos ajudar a viver melhor e a compreender melhor. Os palcos e a arte que apresentamos refletem essa preocupação e vão servir de incentivo ao público para que se sinta confortável e inspirado”, frisou.

Após quatro anos sem edição devido à pandemia da covid-19, a organização decidiu fazer duas edições consecutivas, em 2022 e 2023.

Contudo, os responsáveis do Boom salientam que, apesar de se realizar este ano (a quinta edição consecutiva com lotação esgotada), não pretendem transformar este evento cultural num festival anual, pelo que irá manter o formato bienal.

Para fazer face à presença dos 39 mil ‘boomers’, que até ao dia 27 vão estar instalados na herdade da Granja, existem na ‘Boomland’ 45 restaurantes e supermercados bio e estão registados 32 fornecedores (15 do distrito de Castelo Branco, 16 nacionais e um internacional).

No Boom vão estar a trabalhar cerca de 2.000 pessoas de 86 nacionalidades, entre colaboradores e voluntários.

O Boom Festival oferece ainda 21 áreas de programação e conta com a presença de 1.128 artistas de 29 nacionalidades, sendo que o destaque para este ano, vai para uma escultura de Michael Benisty.

A organização tomou também várias medidas de prevenção ao nível da gestão de combustíveis na faixa periférica e no interior do recinto, gradagem de parques de estacionamento e de caravanismo.

Foram ainda criadas equipas internas de emergência e de primeira intervenção, instalados meios de combate pesados a incêndios em áreas estratégicas de acesso facilitado e meios ligeiros de combate ligeiros (extintores e hidratantes armados) por todo o recinto e torres de vigia. Existe ainda instalado no interior do recinto um quartel de bombeiros.

Em 2009, ano em que o Boom Festival se instalou na Herdade da Granja, a organização transferiu também a sua sede para o concelho de Idanha-a-Nova, criando, desde então, a associação IdanhaCulta, que se dedica ao desenvolvimento social, cultural, recreativo e ambiental.

A organização acabou por adquirir esta herdade de 180 hectares em 2017.

O Boom é um festival independente, sem patrocinadores, e é reconhecidamente consciente do ponto de vista ambiental, bem administrado e com ações significativas para reduzir o desperdício e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Pavilhão Mozart na prisão escola quer ser nova sala de espetáculos de Leiria

O Pavilhão Mozart, criado no âmbito do projeto “Ópera na Prisão” no Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens (antiga prisão escola), vai passar a ser uma nova sala de espetáculos na cidade, a partir de 2024, com espetáculos trimestrais.

“É o que nós queremos, que Leiria passe a ter o Teatro José Lúcio da Silva, o [Teatro] Miguel Franco e o Pavilhão Mozart. É essa a ideia”, disse à agência Lusa David Ramy, coordenador do projeto “Mozart ON”, da Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP).

Em agosto de 2022, a SAMP divulgou que o objetivo principal do projeto “Mozart ON” era o de identificar e potenciar as competências dos reclusos daquele estabelecimento prisional.

Através de processos participativos nas áreas da dança, da ópera, da história lírica e diferentes aspetos da produção, “Mozart ON” promove “a reflexão e a discussão de ideias entre jovens reclusos” que estão “numa fase de vida fulcral para adquirir competências sociais, métodos de trabalho e expressão artística, que lhes permitam uma integração profissional autónoma”.

David Ramy adiantou que “Mozart ON” procura uma programação constante dentro da prisão.

Segundo o músico, o Pavilhão Mozart, transformado em Centro de Artes Performativas, vai abrir de três em três meses à comunidade, com algum espetáculo pequeno relacionado com o mundo da ópera ou do canto lírico.

O coordenador referiu que o espaço, em princípio, em janeiro [de 2024], já abrirá portas para acolher um primeiro espetáculo que mistura música lírica com dança contemporânea.

No sábado, o projeto “Ópera na Prisão” apresenta o espetáculo “Mozart ON Fora de Portas” no Teatro Miguel Franco, às 15:30.

“Mostramos um bocado do que tem sido este primeiro ano de processo de trabalho, um bocado das áreas de óperas que temos trabalhado com eles, outras músicas no mundo e também as músicas do universo deles”, como o rap ou o hip-hop, declarou, sendo que esta apresentação é um convite para que em janeiro as pessoas se desloquem ao Centro de Artes Performativas.

Neste espaço, decorrem ensaios três vezes por semana, sendo que no projeto estão, neste momento, 42 reclusos, embora à rua só possam ir 12 devido à “capacidade da segurança do próprio espetáculo” e da situação dos detidos.

Muitos dos reclusos, quando começam o projeto, ainda estão em situação de detenção preventiva. “Não são condenados e não podem ir à rua”, referiu, realçando que “o projeto procura, precisamente, que a rua venha para dentro da prisão, extramuros entre os muros”.

“Ópera na Prisão” é desenvolvido pela SAMP desde 2004, primeiro no Estabelecimento Prisional de Leiria, tendo, em 2014, entrado pela primeira vez na prisão destinada a jovens.

O espetáculo “Ópera na Prisão – Mozart ON Fora de Portas” é organizado em parceria entre a SAMP e o Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens. É financiado pelo PARTIS/ART FOR CHANGE, contando com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, da Câmara Municipal de Leiria, e de pessoas e instituições anónimas.

O Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens destina-se ao internamento de reclusos jovens adultos dos 16 aos 21 anos, com possibilidade de permanência até aos 25 anos, segundo o sítio na Internet da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

Caminho Português de Santiago na região Centro certificado pelo Governo

O Caminho Português de Santiago Central — Região Centro, um itinerário com mais de 190 quilómetros de extensão, com rede viária romana e medieval, que atravessa 12 municípios, foi certificado pelo Governo, segundo uma portaria hoje publicada.

“A fundamentação do itinerário parte da identificação da rede viária romana e medieval, bem apoiada em estudos históricos credíveis e vestígios arqueológicos, com indicação detalhada das fontes”, lê-se na portaria assinada pelos secretários de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, e da Cultura, hoje publicada em Diário da República (DR).

A certificação “visa reconhecer e preservar o património cultural e natural associado ao Caminho de Santiago e assegurar os serviços de apoio adequados aos peregrinos”.

O novo itinerário “apresenta condições de segurança, transitabilidade, equipamentos de apoio e informação”.

Com uma extensão de 191,6 quilómetros, o itinerário da região Centro atravessa, de sul para norte, os municípios de Vila Nova da Barquinha, Tomar e Ferreira do Zêzere (distrito de Santarém), Alvaiázere e Ansião (Leiria) Penela, Condeixa-a-Nova e Coimbra (distrito de Coimbra) e Mealhada, Anadia, Águeda e Albergaria-a-Velha (Aveiro).

De acordo com o documento, “em vários troços os itinerários antigos foram absorvidos por estradas modernas e contemporâneas (estradas nacionais e mesmo autoestradas), situações em que são propostos traçados alternativos nas proximidades”.

Do traçado do Caminho Português de Santiago Central agora aprovado fazem parte quatro troços “de elevado valor patrimonial”, localizados entre Atalaia e Asseiceira (Vila Nova da Barquinha), Casal do Pote/Casal das Bernardas e Tomar, Rabaçal e Conímbriga (Penela e Condeixa-a-Nova) e o circuito urbano de Coimbra.

“De especial relevância a introdução de fontes históricas relacionadas com as peregrinações jacobeias, relatos de viagens compreendidos entre 1495 e 1669, que permitem conhecer, nalguns casos com bastante pormenor, os pontos de passagem ou paragem dos narradores”, entre os quais se incluiu o rei D. Manuel I, em 1502.

O pedido de certificação, que teve a concordância dos municípios atravessados, identifica ainda fontes imateriais que sustentam a antiguidade do itinerário, nomeadamente uma albergaria fundada em 1172 pela rainha D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), que dá o nome à cidade de Albergaria-a-Velha e que pode ter sido precedida por uma albergaria (mansione) romana.

“O itinerário é também apoiado na conhecida carta militar viária de 1808, representação cartográfica relevante, quer pelo rigor técnico, quer porque, ao anteceder os grandes desenvolvimentos infraestruturais que marcaram a 2.ª metade do século XIX, representa uma rede viária ainda muito baseada nos traçados medievais”.

Autoridades investigam alegada morte de bebé em seita instalada em Oliveira do Hospital

Um bebé de 14 meses terá morrido no ‘Reino do Pineal’, um grupo espiritual, localizado em Oliveira do Hospital, que estava já sinalizado pelas autoridades. A denúncia do óbito terá chegado ao Ministério Público (MP) por via de um familiar de um membro que vive no ‘Reino do Pineal’. O caso vai agora ser alvo de investigação, segundo reportam o Expresso e a SIC.

O menino de 14 meses terá morrido em Abril de 2022 e o seu corpo cremado numa cerimónia fúnebre na herdade deste grupo espiritual, refere o Expresso. A SIC, por sua vez, reporta que o caso ficará a cargo do Ministério Público de Coimbra, ao passo que a investigação será conduzida pela Polícia Judiciária.

As suspeitas em torno do ‘Reino do Pineal’ ganhou visibilidade nacional com a reportagem revista Visão, que escreveu sobre “A misteriosa seita que se instalou no Interior e quer formar um Estado soberano dentro de Portugal”. A seita – da qual fazem agora parte entre 40 a 100 membros – é liderada por um antigo ‘chef’ de cozinha estrangeiro que pretende formar ali, tal como indica o próprio título, um reino soberano.

Noticiaram ainda que, para além do MP, também a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), a GNR e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) abriram inquéritos a este grupo espiritual.

Homem de 20 anos detido no Parque das Nações com faca de 22,5 cms

O detido foi notificado para comparecer na Instância Local Criminal de Lisboa – Secção de Pequena Criminalidade.

Um homem de 20 anos foi detido, no domingo, na freguesia do Parque das Nações, Lisboa, por ser suspeito da prática do crime de posse de arma proibida, revelou a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Pelas 14h35, “ao ser questionado se teria na sua posse algo ilícito, retirou de imediato do interior de uma bolsa que trazia a tiracolo, uma faca de cozinha com comprimento total de 22,5 cm e lâmina de 11,5cm, afirmando que seria para defesa pessoal”. 

O detido foi notificado para comparecer na Instância Local Criminal de Lisboa – Secção de Pequena Criminalidade.

Ginecologia e Obstetrícia no Santa Maria? “Indicadores não são bons”

A presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Maria justificou a exoneração do ex-diretor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia com maus indicadores assistenciais e entraves colocados às obras para a nova maternidade.

Em declarações aos deputados na Comissão de Saúde, Ana Paula Martins, presidente do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN) – que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente — disse que as demissões aconteceram porque os entraves colocados não eram de natureza técnico-científica.

“Chegou a um momento, após três meses de trabalho (…), sempre que imaginávamos que estávamos prestes a ter um plano, reiteradamente, o ex-diretor colocava alguns entraves que considerámos não serem de natureza técnico-científica, não estar em causa a segurança”, disse a responsável.

“É muito difícil, quase impossível para o Conselho de Administração, (…) não poder contar, quando há um desígnio como este (…) não ter a colaboração participada da direção”, acrescentou.

Contrariando a informação deixada aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde pelo ex-diretor exonerado, Diogo Ayres de Campos, Ana Paula Martins disse: “Quanto aos indicadores assistenciais, infelizmente, não são bons”.

“Diminuímos em 21% o numero de consultas perinatais, os meios complementares de diagnóstico [ecografias] e temos dados do planeamento e controlo gestão que comprovam isto”, afirmou a responsável, adiantando que, além de a parte assistencial ter diminuído, houve igualmente uma diminuição de acesso à Interrupção Voluntária da Gravidez.

Por último, apontou o relatório da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS), que detetou erros na transferência de uma grávida, que acabou por morrer, para o Hospital São Francisco Xavier (HSFX), em agosto do ano passado.

Avaria no Metro de Lisboa. Circulação interrompida na linha vermelha

A empresa diz esperar retomar a circulação o mais breve possível e agradece a compreensão dos utentes. 

O metropolitano de Lisboa informa, através de uma publicação na rede social Twitter, que na Linha Vermelha, “devido a avaria de comboio”, a circulação está “interrompida”.

 

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