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PJ deteve avô suspeito de abusar sexualmente de neta de 10 anos

A Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro deteve um homem, de 61 anos, suspeito de ter abusado sexualmente várias vezes de uma neta, de 10 anos, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.

“Os indícios colhidos até ao momento pela investigação apontam no sentido de os abusos sexuais terem acontecido quando o detido coabitava com a vítima, desde o passado mês de maio, tendo apenas recentemente sido revelados pela criança em contexto familiar”, refere um comunicado da PJ.

Ainda segundo a Judiciária, os factos criminosos ocorreram em localidade do concelho de Aveiro, aproveitando o suspeito os momentos em que se encontrava sozinho com a menina, para a sujeitar a “práticas sexuais de diversa índole”.

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para lhe serem aplicadas as adequadas medidas de coação.

Trabalhadores da Funfrap em greve pela quarta vez este ano

Employees work at an assembly line of a Wuling Motors factory in Qingdao, in China's eastern Shandong province on March 1, 2023. (Photo by AFP) / China OUT

Os trabalhadores da fábrica de metalurgia Funfrap S.A. (grupo Tupy) em Cacia, Aveiro, cumprem hoje uma greve de quatro horas em cada turno, reivindicando a atualização das retribuições, com efeitos a 01 de janeiro.

A nova greve, que decorre hoje e sexta-feira, segue-se às paralisações realizadas nos dias 21 e 23 de junho e é justificada por “não haver avanços concretos nas negociações”.

“A parte do aumento real de salário que nós estamos a pedir é uma coisa diminuta” diz Paulo Silva, da comissão de trabalhadores, queixando-se de falta de diálogo por parte da empresa.

Paulo Silva disse à Lusa que já havia praticamente um acordo de atualização salarial com a direção, que “até era abaixo do valor da inflação”, mas a entidade patronal “recusa-se a fazê-lo com efeitos retroativos” ao início do ano, conforme os trabalhadores reivindicam.

Querem também ver em cima da mesa negocial a atualização dos prémios, alguns dos quais, segundo Paulo Silva, mantêm os mesmos valores de há 20 anos”.

A greve é também contra a precariedade: “temos cerca de 160 trabalhadores precários e temporários que o não são, porque ocupam postos de trabalho efetivos”, diz Paulo Silva, esclarecendo que na fábrica de Cacia, Aveiro, a empresa emprega cerca de 360 pessoas.

João Ribeiro, do Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro e Norte (SITE), que marcou presença a apoiar o piquete de greve, disse à Lusa não dispor ainda de números concretos, mas que a adesão está ao nível das greves anteriores, que diz terem tido cerca de 90%.

“Este ano têm sido greves específicas e temos respeitado o desejo e a votação dos trabalhadores em plenário, que têm mostrado que estão aqui dispostos a lutar e as greves que já aconteceram este ano tem tido sempre uma grande adesão”, disse o dirigente sindical.

“Está na mão da empresa a resposta às justas reivindicações dos trabalhadores, que simplesmente reclamam a sua valorização enquanto trabalhadores qualificados e o respeito pelos seus direitos laborais”, conclui aquele sindicato.

A Lusa aguarda a posição da empresa sobre a greve e as reivindicações que a motivam.

Autarca de Condeixa-a-Nova quer mais investimento nas ruínas de Conímbriga

Condeixa-02/02/2016- Roteiro de fim de semana da Evas›es , na zona de Condeixa. Ru’nas de Conimbriga. (Paulo Spranger/Global Imagens)

O autarca da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, quer mais investimento comunitário nas ruínas de Conímbriga, dado o seu potencial patrimonial e de visitação.

“Conímbriga tem ali um potencial imenso e merece ser apoiada pelos fundos comunitários. […] É muito importante para nós, concelho, região e até para o país, a continuação das escavações arqueológicas, numa dimensão superior a estas que estamos agora a fazer”, disse hoje, na conferência de apresentação da mais uma campanha de escavações arqueológicas, o presidente da Câmara de Condeixa, Nuno Moita.

Esta campanha, que teve início em 03 de julho e termina no dia 28 deste mês, resulta de um programa de parceria entre o município de Condeixa-a-Nova, o Museu Monográfico de Conímbriga e o Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUP).

O programa conta, designadamente, com a presença de estudantes universitários de Coimbra e alunos de três universidades francesas.

O projeto, iniciado em 2021 com campanhas arqueológicas regulares, permite identificar e descobrir património, dá, ao mesmo tempo, formação aos alunos que integram a iniciativa.

Entre os objetivos da campanha, estão o recuperar da planta do edifício da Casa dos Repuxos e perceber se esta Casa, tal como a Casa de Cantaber, eram servidas por um complexo termal.

Este ano já houve uma “surpresa”, com o aparecimento de uma necrópole tardia, no Vale Norte, fora dos muros baixo-imperiais.

A necrópole está atualmente “em estudo”, não havendo ainda “certezas concretas sobre a cronologia”, adiantou, o coordenador do Instituto de Arqueologia da FLUP, Ricardo Silva.

O diretor do Museu Monográfico de Conímbriga, Vítor Dias, sublinhou que a zona do Vale Norte tem um “imenso potencial” arqueológico, e que pode “acrescentar imenso valor patrimonial e turístico à região”.

Este local permitirá ligar a Casa dos Repuxos ao próprio anfiteatro, um edifício que está identificado desde 1970, ou seja, há cerca de 50 anos.

O anfiteatro pode “transformar a visita a Conímbriga e pode transformar esta dimensão musealizável que o sítio tem e transformar a região”, salientou.

Dados alguns constrangimentos, como o facto de alguns terrenos serem privados, não tem sido possível escavar todo o local na sua plenitude, daí também a importância do financiamento por parte dos fundos comunitários.

As escavações, no Vale Norte e no anfiteatro, proporcionaria “acrescentar imenso valor à visitação”, por isso é uma das ambições do Museu.

Na sessão, o presidente do município de Condeixa-a-Nova lembrou que foi apresentada, no ano passado, a candidatura de Conímbriga a Património Mundial da UNESCO.

A candidatura está, neste momento, em fase de análise pela Comissão Nacional da UNESCO.

Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Glória Groove atuam na Figueira da Foz

Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Glória Groove são alguns dos nomes que vão atuar no BR Fest, festival dedicado à música brasileira, que vai realizar-se entre sábado e domingo, na Figueira da Foz.

O festival, que vai acontecer na praia da Figueira da Foz, pretende celebrar a música e a cultura brasileira, com um cartaz onde há espaço “para todos os estilos de música”, como o baile funk, o pagode ou o samba, afirmou hoje a organização, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Pelo BR Fest, vão passar “duas lendas vivas da música brasileira”, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho, numa programação que traz também nomes mais recentes, como Glória Groove, Melim, Pocah ou Jovem Dionisio.

De acordo com a organização, o festival vai também contar com a presença de Vanessa Lopes, “a maior Tiktoker [utilizadora da rede social TikTok] do Brasil”, que vai juntar-se à bailarina Amanda Araújo e à “produtora de conteúdos” Malu Camargo, todas elas associadas às redes sociais.

Segundo a nota de imprensa, as três irão “criar momentos de interação com o público” e assumem-se como embaixadoras e anfitriãs do festival, às quais se juntam três “criadoras de conteúdo” portuguesas.

As anfitriãs “vão invadir o palco durante os intervalos entre concertos”, acrescentou a organização.

Durante o festival, haverá ainda um tributo à cantora de sertanejo Marília Mendonça, que morreu em 2021.

Os bilhetes para o festival estão disponíveis a partir de 38 euros.

O cartaz completo pode ser consultado em www.brfest.pt

Distribuição eletrónica de processos é obstáculo à Justiça – Conselho de Magistratura

O presidente do Conselho Superior de Magistratura (CSM), Henrique Araújo, voltou hoje a criticar o novo modelo de distribuição eletrónica dos processos, que entrou em vigor há dois meses, considerando que é um “obstáculo” ao funcionamento da Justiça.

Em declarações à Lusa, à margem do encontro de final de ano do CSM, que decorre em Ílhavo, no distrito de Aveiro, Henrique Araújo disse: “Não estamos a viver os melhores dias na área da Justiça”, adiantando que existem “vários fatores que têm contribuído para este estado de coisas”.

Entre os problemas existentes, o presidente do CSM referiu-se ao novo sistema de distribuição eletrónica de processos, que “obriga a que todos os dias, de uma forma rotativa, um juiz, um magistrado do Ministério Público e um funcionário judicial estejam a olhar para o ecrã, durante meia hora a três quartos de hora, à espera que o algoritmo faça o sorteio”.

“Isto é uma originalidade que tem custos enormes para o funcionamento da justiça (…). No momento em que pedimos que seja retirada burocracia à atividade dos tribunais, em que exigimos que seja conferida maior eficácia e maior celeridade, são criados estes obstáculos”, declarou.

Henrique Araújo disse que aguarda o resultado da comissão que vai avaliar o impacto deste novo modelo, mas garante que os juízes estão “absolutamente desgostosos” com o que está a acontecer, adiantando que isto é “perder tempo e energias”.

“Um juiz conselheiro ou desembargador, em vez de estar a fazer acórdãos, tem de ir ao Tribunal Superior onde está colocado para olhar para um ecrã durante meia hora e depois regressa a casa. Isto não faz sentido nenhum”, afirmou.

Relativamente às greves dos funcionários judiciais, o presidente do CSM disse que a situação se arrasta “há demasiado tempo” e vai ter repercussões “terríveis” ao nível da celeridade e do cumprimento dos objetivos estratégicos para a Justiça.

“Os processos não andam, os julgamentos não se fazem, os agendamentos das sessões dos julgamentos estão a ser feitos com uma dilação muito grande – já se fala em alguns tribunais que até não têm muito serviço para finais de 2024 – portanto, a situação é realmente crítica”, observou.

Apesar de considerar que o estado da Justiça em Portugal “podia ser melhor”, o presidente do CSM realçou que, em termos de celeridade e eficiência do sistema, o país compara-se “com os melhores da Europa”.

“Tirando aquelas questões que conhecemos dos megaprocessos, acho que estamos muito bem colocados no ‘ranking’ europeu em termos de celeridade e eficiência e eficácia do sistema”, concluiu.

Câmara de Espinho quer traçado de alta velocidade que reduza habitações a demolir

A Câmara de Espinho apresentou à população e à Infraestruturas de Portugal (IP) um traçado ferroviário que reduz de nove para cinco as demolições habitacionais necessárias à futura Linha de Alta Velocidade (LAV ou TGV), revelou hoje a autarquia.

Fonte oficial desse concelho do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto disse que “ficou evidente que o traçado mais consensual – e que será, muito provavelmente, aquele que avançará – afetará diretamente apenas nove habitações em todo o concelho”.

A mesma fonte adiantou, contudo, que “existe a possibilidade de, durante a elaboração do projeto de execução, esse número [de demolições] ser reduzido para cinco habitações, conforme as sugestões de alteração apresentadas pelo município de Espinho”.

Com vista a minimizar o impacto social da obra, a autarquia liderada por maioria socialista disponibilizou-se ainda para “ceder terrenos municipais” que permitam a relocalização próxima das famílias que tenham que vir a ser desalojadas devido às referidas demolições. 

Na quarta-feira, o vice-presidente da IP referiu ter estado numa sessão naquele município do distrito de Aveiro, assegurando que “a solução que tudo indica que será aprovada, porque é a solução que claramente tem menos impactos, implica cerca de nove afetações de habitações”.

Porém, Carlos Fernandes estimou que “cinco dessas nove habitações” podem, na fase seguinte de projeto, deixar de ser afetadas, ficando apenas quatro habitações atingidas pela linha.

O projeto de Alta Velocidade Lisboa – Porto, com um custo estimado de cerca de 4,5 mil milhões de euros, prevê uma ligação entre as duas cidades numa hora e quinze minutos, com paragem possível em Leiria, Coimbra, Aveiro e Vila Nova de Gaia.

O percurso será construído em via dupla e bitola ibérica (com largura de 1.668 milímetros), o que, juntamente com caminhos de serviço para manutenção e acessos para proprietários, implicará a desocupação de uma faixa longitudinal de terreno com largura estimada em 25 metros.

Em 19 de junho, as freguesias de Anta e Guetim, em Espinho, revelaram estar contra a solução “desproporcional” e “inaceitável” da IP para o troço da linha de Alta Velocidade no concelho.

O desenvolvimento de projeto e construção da primeira fase (Porto-Soure) está previsto para os intervalos entre 2024 e 2028, e o Soure-Carregado (a ligação a Lisboa terá desenvolvimento posterior) entre 2026 a 2030.

Arouca cria benefícios para 50 agricultores em produção biológica ou integrada até 2030

Arouca anunciou hoje benefícios fiscais e técnicos para os agricultores que adaptem as suas produções ao modo integrado ou biológico e espera ter 50 empresários nesses regimes até 2030, para assim melhorar o ambiente e a saúde pública.

Esses incentivos constam do novo regulamento da Câmara Municipal de Arouca, que, aguardando publicação em Diário da República, integra um conjunto de vantagens como apoios de 200 a 300 euros anuais a fundo perdido, ajuda técnica nos processos de conversão e certificação, acompanhamento na instalação de novos cultivos e assessoria nas estratégias de marketing e comercialização.

O vereador que supervisiona o projeto é António Carlos Duarte, que, sendo o responsável pelos pelouros do Ambiente, Floresta, Desenvolvimento Rural, Empreendedorismo e Gestão Urbanística, reconhece que muitas das explorações agrícolas dessa autarquia do distrito de Aveiro – com uma extensão de 329,11 quilómetros quadrados, 85% dos quais de terreno florestal – ainda trabalham à escala familiar.

“Com este regulamento pretendemos implementar um conjunto de incentivos para a adaptação das explorações agrícolas aos modos de produção integrada e ou produção biológica, por forma a conseguir um efeito de escala e, consequentemente, o escoamento dos produtos no mercado local, com a garantia de qualidade ao consumidor”, declara o autarca socialista à agência Lusa.

O objetivo é que pelo menos 50 produtores locais adiram à reconversão até 2030, ajudando a concretizar a estratégia municipal de desenvolvimento rural e ação climática – que “visa a dinamização da bio-economia e das aldeias, e, simultaneamente, a manutenção da paisagem natural e cultural, respeitando o equilíbrio dos ecossistemas”.

Essa preocupação com o habitat agrícola e a qualidade dos seus produtos prende-se, realça António Carlos Duarte, com o facto de a atividade agrícola ser reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura como o setor que mais contribuiu para a poluição dos ciclos de água, através de nitratos, fosfatos e pesticidas.

“O uso desmedido de adubos azotados de síntese química provoca contaminação nos solos e na água, bem como a perda de biodiversidade. As práticas agrícolas irresponsáveis representam igualmente um perigo para a saúde pública, porque o contato permanente com substâncias tóxicas advindas sobretudo de pesticidas, por ingestão e inalação, contribui fortemente para o desenvolvimento de diversas doenças”, diz o vereador.

Nessa perspetiva, o autarca quer ainda ver recuperadas em Arouca as “áreas de produção agrícola que se encontram atualmente abandonadas e que têm potencial para a aplicação dos conceitos de agroecologia e de multifuncionalidade da agricultura em meio rural”, o que trará à região vantagens económicas e sociais.

O novo Regulamento Municipal de Atribuição de Incentivos à Produção Agrícola determina que os respetivos apoios pecuniários serão financiados através de verbas inscritas no orçamento da autarquia, após validação em reunião de câmara e em assembleia, e podem ser atribuídos a pessoa singular ou coletiva que cumpra cumulativamente quatro requisitos: ter inscrição nas Finanças na área da produção agrícola, ser titular de exploração agrícola situada em Arouca e registada no Sistema de Identificação Parcelar, ter certificação ou contrato de prestação de serviços com entidade que certifique o modo de produção integrada ou biológica e explorar “uma área mínima de 3.000 metros quadrados de culturas ao ar livre ou 500 metros quadrados de culturas protegidas por estufa”.

Ílhavo: “Corrida Mais Louca da Ria” com inscrições abertas até 1 de agosto

Estão abertas as inscrições para a “Corrida Mais Louca da Ria – Corrida de Embarcações Originais”, que decorre no âmbito do Festival do Bacalhau, de 9 a 13 de agosto, no Jardim Oudinot.  

A prova está agendada para o dia 12 de agosto, às 15h, e dirige-se a Associações, Instituições e Empresas do Município de Ílhavo que são desafiadas a trabalharem em conjunto numa embarcação. 

Esta competição é dividida em duas categorias: “Demonstração”, subdividida em “Construção” (embarcação com casco inédito e inovador) e “Transformação” (recuperação de um casco de uma outra embarcação), e “Corrida” (realização do percurso da prova no menor espaço de tempo).  

A “Corrida Mais Louca da Ria” tem um conjunto de prémios monetários para as Associações/Instituições e vouchers/ofertas para as Empresas.  

As inscrições decorrem até 1 de agosto, através do preenchimento da ficha de inscrição (uma por embarcação).  

As normas de participação e a ficha de inscrição encontram-se disponíveis em www.cm-ilhavo.pt.  

Busway é o novo operador de transporte público em Anadia

A partir do dia 1 de agosto de 2023, o transporte público de passageiros no Município de Anadia vai ser assegurado pela empresa “BusWay”, do grupo israelita Afifi, à qual foi atribuída a concessão do serviço público de transporte de passageiros regular de modo rodoviário em todos os Municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).

A operação foi dada a conhecer, no passado dia 11 de julho, em Anadia, com a empresa a fazer deslocar um autocarro para que as pessoas tomassem um primeiro contacto com a nova imagem do transporte público.

A Busway irá assegurar os transportes municipais e intermunicipais nos 11 municípios da CIRA, excetuando o concelho de Aveiro, com 111 carreiras e um total de 120 autocarros. Destes 120, oito viaturas vão estar afetas ao concelho de Anadia para as nove linhas previstas. Haverá ainda mais três linhas intermunicipais e duas interregionais.

Metade da frota de autocarros é composta por viaturas novas, o que permitirá assegurar um maior conforto, comodidade e qualidade aos seus utilizadores. Em termos tecnológicos, os autocarros estão equipados com wifi, um painel eletrónico que indica as paragens, bem como outro tipo de informação útil para os passageiros.Vai ser também possível monitorizar, em tempo real, o número de pessoas que se encontram a bordo e se os circuitos estão a ser realizados dentro do tempo previsto, permitindo assim implementar os ajustamentos necessários para uma maior agilização dos meios.

O Município de Anadia espera, desta forma, melhorar a oferta de transporte público no concelho para uma maior mobilidade da população.

Maratona de Leitura bateu todos os recordes e trouxe à Sertã mais de 6000 participantes

Forte adesão; envolvimento da comunidade; muita animação; sessões únicas; espetáculos singulares e convidados dedicados. Nestes ingredientes esteve a receita de sucesso para a 11.ª edição da Maratona de Leitura, que bateu todos os recordes e terminou em apoteose, com mais de 6000 participantes ao longo de três dias. Quando pelas 10h do dia 6 de julho se deu início à Maratona de Leitura, com a inauguração da exposição «Cancioneiro Tradicional: Memória e Imaginário», estava dado o mote para mais de 50 horas de atividades, numa jornada de grande intensidade e brilhantismo dedicada ao tema do «Imaginário».


Carlos Miranda, presidente da Câmara Municipal da Sertã, explicou, numa das intervenções que protagonizou neste evento, que “a Maratona de Leitura tem uma marca muito própria e essa marca resulta de uma ligação muito estreita ao território. Ela é um fator de valorização do território. Estamos a qualificar o nosso território através da cultura mas, ao mesmo tempo, estamos a dar a descobrir esse mesmo território a todas as pessoas que nos visitam durante a Maratona de Leitura”.


Para o autarca, este é um processo muito importante, porque “estamos a atrair talento e criatividade para o território e isso vai ter cada vez mais reflexos económicos e sociais”.
Por seu lado, Suzana Menezes, diretora da Direção Regional de Cultura do Centro, aproveitou a sua presença para lembrar que a “Maratona de Leitura é um dos eventos âncora da região Centro em termos culturais”, destacando “o importante papel da cultura para nos transformamos como pessoas, melhorar a nossa qualidade de vida e capacitar-nos enquanto cidadãos”.


A cultura, que o presidente da Câmara da Sertã recordou ser “um direito tão básico e fundamental como qualquer outro”, esteve bem presente em todas as 80 atividades, que aconteceram em vários locais do concelho.


Um dos momentos altos da edição deste ano aconteceu na Igreja da Misericórdia, que encheu por completo para ouvir Mia Couto falar da sua vida e obra. A moldura humana foi também impressionante nas sessões onde estiveram os criadores da personagem Bruno Aleixo (túnel do Moinho das Freiras) e os escritores Gonçalo M. Tavares e Ana Bárbara Pedrosa (Jardim da Serrada), sem esquecer as enchentes registadas no Cineteatro Tasso tanto na cerimónia de abertura, como no início das 24 horas a ler.


Os espetáculos que decorreram ao longo da Maratona de Leitura registaram igualmente comentários muito favoráveis, além de uma forte adesão de público. Exemplo disso foi o que se passou no Castelo da Sertã, com o espetáculo Stand Up Poetry e o concerto dos Poetry Ensemble, ou na Casa da Cultura, em que Marco Figueiredo, Miguel Calhaz e Rui David apresentaram “Silêncio, que se vai cantar poesia”.


Os workshops e oficinas agendados para esta 11.ª edição tiveram uma enorme procura, com as inscrições a esgotarem rapidamente, fruto do interesse suscitado e da qualidade destas atividades.


De registar ainda o impacto dos vários passeios literários (diurnos, noturnos), que permitiram dar a conhecer alguns dos pontos turísticos do concelho, mas também a obra de escritores como Sandro William Junqueira.
Após alguns anos de interregno, devido à pandemia, regressaram os apetecíveis passeios de barco no rio Zêzere, com partida na Várzea de Pedro Mouro (Cernache do Bonjardim), e que contaram nos dias 7 e 8 de julho, com convidadas de grande projeção nacional como Ana Margarida Carvalho e Filipa Martins, respetivamente.


A sessão noturna na Área de Lazer da Ermida, que contou os convidados Paulo M. Morais e Isabel Rio Novo, o encontro com Gisela Cañamero e Marina Palácio, na antiga capela do Mosteiro de S. Tiago, a conversa sobre livros e leitura com Ana Galvão e a inusitada viagem pelo imaginário da Beira Baixa, com os escritores Fernando Paulouro Neves, José Manuel Castanheira e José Luís Santos (Escadaria da Igreja Matriz) foram outros dos motivos em destaque desta 11.ª edição.


A palavra ‘sucesso’ pode ser igualdade invocada para o modo como decorreram as 24 horas a ler, com muita participação de público e espetáculos de grande qualidade, e para as Festas na Aldeia, que levaram alegria e cultura a diversas localidades do município sertaginense.
Num registo diferente, o Gabinete Poético, conduzido por Nelo Sebastián, superou todas as expetativas, com muitas pessoas a fazerem fila à entrada deste espaço absolutamente diferenciador no contexto da Maratona de Leitura.
No âmbito deste evento, decorreu ainda a curiosa iniciativa «Poetas ao Domicílio», diversas exposições, feiras do livro (novos e usados) e o projeto Biblioteca na Rua.

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