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Recriação Histórica 2023: as monjas regressam ao Mosteiro de Arouca de 21 a 23 de julho

O Mosteiro de Santa Maria de Arouca volta a abrir as suas portas para mais uma edição do evento “Arouca História de um Mosteiro – Recriação Histórica”, que decorre de 21 a 23 de julho, numa edição em que um dos pontos altos da programação será a recriação de episódios das invasões francesas que obrigaram as monjas a fugir do Mosteiro. A tentativa de assalto a Arouca e ao Mosteiro de Arouca aconteceu em 1809, tendo alguns soldados chegado aos limites do concelho. A Luís Paulino de Oliveira Pinto de França foi dada a missão de proteger Arouca da entrada das tropas francesas.

Além das invasões napoleónicas, o programa contempla a recriação de momentos da vida monástica, com destaque para a eleição da nova abadessa, o benzimento de uma noviça e o rito de entrega a Deus e à vida em clausura a que chamavam “tonsura”, símbolo da renúncia às vaidades do mundo e que obrigava ao corte dos cabelos das raparigas que ingressavam na vida religiosa. Será também abordada a extinção dos foros, euforicamente celebrada pelo povo e pelos lavradores ricos, que deixaram, assim, de pagar impostos à comunidade religiosa.

Por estes dias, enquanto no interior do Mosteiro as monjas voltam a respeitar os tempos de oração no cadeiral, reger a sua vida na sala do capítulo e dedicar-se às artes e aos cuidados médicos, no exterior, a vila fervilha. Nobres, burgueses e camponeses cruzam-se nas ruas estreitas de Arouca. Orgulhoso da grandiosidade do seu Mosteiro, o povo canta e dança enquanto descansa do labor dos seus ofícios. Os artesãos moldam as suas peças no Mercado Oitocentista. Os que querem aquietar a fome, encontram nas tabernas um alívio para o estômago. 

De 21 a 23 de julho, são cerca de 250 os atores amadores e figurantes arouquenses, participantes a título individual ou por via de associações, que vão contar a história de Arouca e do seu Mosteiro e recriar usos e costumes do século XVIII e XIX.

O evento “Arouca História de um Mosteiro – Recriação Histórica” é uma organização do Município de Arouca em parceria com um conjunto alargado de parceiros locais. A entrada é livre.

Acompanhe as novidades sobre o evento através da página de Facebook e Instagram Arouca – História de um Mosteiro.

Programa completo disponível em https://www.cm-arouca.pt/wp-content/uploads/2023/07/recriacao_historica_2023_programa.pdf

Águeda tem três eco-freguesias

O concelho de Águeda tem, a partir de hoje, três eco-freguesias. A cerimónia de entrega do galardão bienal decorreu, ontem, em Miranda do Corvo, onde foram reconhecidas as boas práticas ambientais e de desenvolvimento sustentável implementadas pelas freguesias de Valongo do Vouga, Águeda e Borralha e Fermentelos.

Se Valongo do Vouga viu ser-lhe renovado o selo prata como freguesia que promove medidas ambientalmente sustentáveis, Águeda e Borralha e Fermentelos marcam estreia com a Bandeira Verde de Eco-Freguesia.

Este galardão visa divulgar e distinguir as freguesias com melhores práticas de sustentabilidade, não só ambiental, mas também socio-económico e cultural, implementadas nos últimos dois anos.

Nesta que é a quarta edição da Bandeira Verde Eco-Freguesias XXI, de um universo de 3019 freguesias, participaram 221, sendo que destas 178 formalizaram a candidatura e receberam bandeira verde 131 freguesias.

Baseado num conjunto de dez indicadores, este galardão pretende evidenciar e incentivar um conjunto de ações à escala local, de preferência de carácter participado e que contribuam para a construção de uma comunidade mais sustentável. Entre essas medidas estão ações de educação ambiental, participação pública e apoio social, promoção do território ou da mobilidade sustentável, informação, comunicação e descentralização dos serviços ou proteção e restauro da biodiversidade, gestão dos espaços públicos e verdes, resíduos, água ou energia. Valoriza ainda uma visão de futuro, que contemple o desenvolvimento de projetos no sentido da sustentabilidade.

O Eco-Freguesias XXI contribui para a implementação do nº 11 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 – comunidades inclusivas, resilientes, seguras e sustentáveis, alinhando-se diretamente com os três eixos da Estratégia Nacional de Educação Ambiental: economia circular, descarbonizar a sociedade, valorizar o território.

Refira-se que este programa é implementado por uma comissão nacional da qual fazem parte, para além da ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa), elementos da Agência Portuguesa do Ambiente, Universidade de Coimbra, Instituto de Ciências Sociais, FCSH-Universidade Nova de Lisboa, Quercus, entre outros.

Montemor – o – Velho: “Vamos desvendar o QR-Code?” desperta Seniores da Abrunheira para a tecnologia

No dia 13 de julho, os seniores da Abrunheira aprenderam e divertiram-se com a sessão do programa VirtuALL, “Vamos desvendar o QR-Code?”.

A iniciativa, inserida nas atividades promovidas pelo Município de Montemor dedicadas à população sénior, proporcionaou aos/às 11 participantes um momento de promoção do envelhecimento ativo e saudável repleto de tecnologia, com exercícios e atividades desenvolvidas, entre outras, com recurso à realidade virtual e à realidade aumentada.

Recorda-se que o programa VirtuALL é coordenado pela AD ELO e conta com a parceria dos municípios (Investidores Sociais) da sua área de influência (Cantanhede, Montemor-o-Velho, Mealhada, Penacova, Figueira da Foz e Mira).

Elevador social das escolas do sul do país funciona pior que no norte e centro

Os alunos mais carenciados que vivem no norte e centro do país têm melhores resultados académicos do que os estudantes com o mesmo estatuto socioeconómico de escolas do sul, revela um estudo da Edulog.

O elevador social que é esperado das escolas funciona melhor nuns municípios do que noutros, segundo o estudo “Da Desigualdade Social à Desigualdade Escolar nos Municípios de Portugal”, que mostra que em algumas regiões o contexto socioeconómico das famílias continua a influenciar demasiado o sucesso académico dos alunos.

Os investigadores da Nova School of Business and Economics apontam as regiões do norte e centro do país como as zonas onde os alunos mais pobres conseguem melhores desempenhos, por oposição aos municípios a sul do Tejo e da Área Metropolitana de Lisboa.

Para exemplificar esta realidade, o estudo aponta as diferenças registadas no exame de Matemática do 9.º ano: Em Forno de Algodres, no distrito de Guarda, a maioria dos alunos mais carenciados (65%) teve positiva na prova, enquanto em Fronteira, distrito de Portalegre, a taxa de sucesso foi de apenas 8%, contou à Lusa Luís Catela Nunes, coordenador do estudo.

Luís Catela Nunes deu também o exemplo de Barrancos, onde apenas 15% dos alunos de meios socioeconómicos mais desfavorecidos teve positiva.

No mesmo sentido, também há grandes diferenças entre municípios no que toca a alunos que conseguem fazer o seu percurso escolar sem chumbar.

A percentagem de estudantes com estatuto socioeconómico baixo que atinge o 9.º ano sem retenções varia entre os 22% (caso de Mourão) e os 71% (Ponte de Lima e Sátão).

Luís Catela Nunes deu ainda o exemplo de Marco de Canavezes, onde 70% terminaram o 3.º ciclo sem chumbar, por oposição a três municípios da Área Metropolitana de Lisboa – Amadora, Lisboa, Almada – com uma taxa de sucesso de 29% ou Setúbal (28%).

Também no secundário, alguns destes distritos voltam a aparecer quando se procuram percursos sem chumbos: Entre os melhores estão Monção (88%), Sernancelhe (87%) e Ponte de Lima (86%) e entre os piores surgem Setúbal (43%), Lisboa (42%) e Campo Maior (42%).

Os investigadores compararam também o sucesso académico dos alunos com estatuto socioeconómico mais alto e mais baixo de uma mesma região e encontraram “disparidades substanciais”, havendo municípios onde o elevador social parece estar a funcionar e outros onde a diferença é gritante.

O Peso da Régua destaca-se pela positiva, já que a diferença entre alunos que conseguem atingir o 12.º ano é de apenas dois pontos percentuais: O sucesso entre os estudantes com estatuto socioeconómico mais elevado é de 73% e entre os mais pobres é de 71%.

Já Mourão volta a aparecer como o caso onde existe maior disparidade, uma vez que entre os alunos mais privilegiados a taxa de sucesso é quase total (92%) e entre os mais pobres não chega a metade (47%).

O estudo revela precisamente que é na região do Alentejo que estas disparidades são mais visíveis.

Sobre os motivos que explicam estas disparidades, o estudo aponta a desigualdade de rendimentos, a segregação dos alunos entre escolas, a estabilidade das estruturas familiares, o capital social local e as condições de emprego e salariais em cada região.

As regiões com um setor secundário mais ativo e onde há mais facilidade em encontrar um emprego são zonas onde os alunos mais carenciados conseguem ter um melhor desempenho, acrescentam ainda os investigadores.

Por outro lado, as regiões com maior densidade populacional são aquelas onde os mais pobres parecem ter maiores dificuldades em igualar os colegas.

Esta realidade poderá estar relacionada com o facto de ali existirem maiores níveis de rendimento e de qualificações, mas também “maiores desigualdades de rendimentos”, ou seja, as áreas geográficas com maiores desigualdades de rendimentos tendem a ter menor mobilidade social.

Luis Catela Nunes espera que os resultados do estudo, baseado no desempenho escolar dos alunos de escolas públicas e privadas entre 2007/2008 e 2017/2018, possam agora servir para avançar com “políticas e medidas que possam promover a equidade da Educação em cada região”.

Sindicato dos Funcionários Judiciais espera que greve encerre completamente os tribunais 

O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) antecipa o encerramento completo dos tribunais e serviços do Ministério Público (MP) devido à greve agendada para hoje, denunciando o “silêncio criminoso” do Governo face às reivindicações da classe profissional.

“Estou convencido que os tribunais e os serviços do MP estão encerrados completamente. A greve que nós apresentámos não está sujeita a serviços mínimos e, portanto, perante o silêncio criminoso do Governo – já não é só da ministra da Justiça -, os oficiais de justiça irão dar uma resposta à altura do desrespeito com que são tratados”, afirma o presidente do SFJ, António Marçal, em declarações à Lusa.

O dirigente sindical evita dar uma estimativa dos julgamentos e diligências que podem ficar hoje em causa. Porém, destaca que os números reais das sucessivas paralisações dos funcionários judiciais desde fevereiro se traduzem em “mais de 70 mil diligências adiadas” e “mais de oito milhões de atos processuais que estão por cumprir”, resultantes de adiamentos diretos e do “efeito dominó” desses adiamentos.

“As pessoas estão revoltadas com o silêncio e a falta de respeito da ministra da Justiça. Não estou a falar apenas de uma análise feita pelos sindicatos; é a análise feita pela Comissão Europeia, quando, no relatório que é enviado ao Parlamento Europeu e aos governos, chama a atenção que o Estado de Direito está em perigo por um conjunto de razões e que uma das razões é a falta de funcionários judiciais”, observa.

Por isso, António Marçal aponta o foco ao primeiro-ministro, ao considerar que António Costa tem de dar explicações, sem deixar de notar que o líder do Governo tem o poder para parar a luta destes trabalhadores com uma resposta às suas reivindicações.

“Catarina Sarmento e Castro não deve nada aos portugueses, António Costa, sim, deve uma explicação aos portugueses por que é que a justiça não está a funcionar. E o que os portugueses se devem perguntar neste momento é o seguinte: O que é que move António Costa para que a justiça não funcione?”, questiona, acrescentando que “os portugueses estão preocupados, principalmente os que recorrem aos tribunais à procura de uma solução”.

Para hoje, às 10:30, em Viseu, está igualmente agendada uma assembleia-geral do SFJ para definir as formas de luta desde setembro até ao final do ano. Questionado sobre quais serão os próximos passos, António Marçal deixa a decisão nas mãos dos associados.

“Estamos disponíveis para ser parte da solução e não do problema. Aquilo que sempre dissemos é que estamos disponíveis para uma solução faseada, que olhe para os superiores interesses do país e não apenas para os interesses corporativos. Mais do que dizer quais as formas de luta que vão sair da assembleia-geral, o que digo é que o Dr. António Costa pode até ao último momento fazer cessar toda esta contestação”, sentencia.

O SFJ reclama no imediato a abertura de procedimento para acesso a todas as categorias profissionais (escrivão adjunto, técnico de justiça adjunto, escrivão de direito, técnico de justiça principal e secretário de justiça), bem como a inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual pago a 14 meses e com retroativos a janeiro de 2021.

Pena suspensa para jovem que agrediu colega de escola em Oliveira de Azeméis

O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou a quatro anos de prisão suspensa um jovem de 22 anos por ter agredido violentamente um colega da escola, em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, em 2018.

Segundo o acórdão, consultado hoje pela Lusa, o jovem foi absolvido do crime de omissão de auxílio, mas foi condenado por um crime de ofensa à integridade física grave, na pena de quatro anos de prisão, suspensa por igual período.

A suspensão da pena ficou condicionada a regime de prova e à obrigação de o arguido entregar ao ofendido 100 euros por mês, por conta da indemnização concedida.

O tribunal julgou ainda parcialmente procedente o pedido de indemnização cível deduzido pelo ofendido, condenando o arguido a pagar-lhe cerca de 340 mil euros, por danos patrimoniais e não patrimoniais.

Foi ainda condenado a pagar a cada um dos pais da vítima uma indemnização total de 15.900 euros e cerca de 385 euros de despesas hospitalares.

Os factos ocorreram a 30 novembro 2018, cerca das 08:40, junto à paragem do autocarro situada frente à Escola Secundária Dr. Ferreira da Silva, em Cucujães, Oliveira de Azeméis.

De acordo com os factos dados como provados, o arguido e o ofendido, que na altura tinham 17 anos, discutiram e envolveram-se fisicamente numa troca de “empurrões mútuos”.

Depois disso, o arguido “desferiu pelo menos dois socos e duas joelhadas na zona da cara/cabeça do ofendido, assim como lhe desferiu pontapés em várias partes do corpo vários murros e pontapés na cabeça e em outras partes do corpo, quando este já se encontrava caído no chão”.

“Na sequência destas agressões, o ofendido ficou prostrado, não conseguindo levantar-se e começou a perder a consciência e os sentidos”, refere o acórdão.

Após a contenda, o arguido abandonou o local junto à paragem de autocarro e dirigiu-se para o interior da escola sem antes prestar qualquer auxílio, nem chamar socorro médico, ao ofendido.

Algumas pessoas que estavam presentes e assistiram aos factos chamaram os bombeiros que prestaram os primeiros socorros e transportaram o jovem para o Hospital de Santa Maria da Feira, donde foi transferido para o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, onde deu entrada já em coma.

Resultou ainda provado que o ofendido sofreu um traumatismo crânio encefálico e cervical seguido de Acidente Vascular Cerebral (AVC), tendo ficado com sequelas permanentes ao nível da fala e da mobilidade.

Projeto defende Áreas de Acolhimento Agrícola para proteção contra incêndios

Um modelo de política territorial baseado na criação de Áreas de Acolhimento Agrícola nas zonas periféricas dos aglomerados habitacionais e industriais, para proteção contra incêndios, é defendido no projeto WinBio, liderado pelo centro de inovação BLC3.

De acordo com o WinBio – que é liderado pela associação BLC3, de Oliveira do Hospital, em parceria com mais cinco entidades de regiões interiores e rurais – essas Áreas de Acolhimento Agrícola funcionariam “como um anel tampão (proteção) entre as florestas produtivas incluindo os matos e incultos) e os aglomerados habitacionais e zonas industriais”.

“Temos muitos problemas associados à valorização da terra e que originam uma perda da atividade económica, tornando-nos cada vez mais vulneráveis aos incêndios”, lembrou o presidente da BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, João Nunes.

No seu entender, há também “uma sociedade cada vez mais com menos vontade de trabalhar na terra, fazer calos e com uma vontade imaginária de que a terra pode dar rendimento sem trabalho, dedicação, conhecimento e tecnologia”.

“Temos de tornar a agricultura mais competitiva, pois não faz sentido que a maior parte do ano o trator e as alfaias agrícolas estejam parados e sem uso e que existam pessoas que querem investir na agricultura e não têm acesso à terra”, considerou.

Neste âmbito, João Nunes defendeu que são necessários “modelos partilhados” e “comunidades para acelerar o crescimento agrícola profissional e com escala de solo viável”.

O responsável afirmou que é preciso “fazer crescer mais a atividade económica agrícola, em benefício de uma bioeconomia e de um país cada vez menos dependente dos mercados externos e mais preparado e protegido contra os grandes incêndios que atingem habitações e edifícios industriais”.

Se o incêndio da Serra da Estrela “representou uma área ardida de 24 mil hectares em 11 dias”, o incêndio que, em 2017, afetou Oliveira do Hospital consumiu “uma área similar, de 22,6 mil hectares, em seis horas”, só neste concelho do distrito de Coimbra.

“São realidades muito diferentes e sem comparação em termos de comportamento de incêndio”, disse João Nunes, alertando que “é urgente preparar, a curto prazo, a capacidade de proteção das habitações, indústrias e pessoas contra incêndios” como os ocorridos em 2017.

O projeto defende que, tal como no passado se criaram zonas industriais, que modificaram a lógica urbanística e criaram “outras condições para fixar e localizar de forma correta as indústrias”, o mesmo é possível fazer no setor agrícola, “com grandes vantagens económicas e de proteção e resiliência dos edifícios aos incêndios”.

“As Áreas de Acolhimento Agrícola seriam infraestruturas de lotes, com estruturas e meios centrais de uso partilhado e apoio técnico ao agricultor”, explicou.

Desta forma, seria permitido “o acesso à terra para quem quer investir, diminuindo o investimento na aquisição da terra, e que cada lote tenha o mínimo de área viável ao desenvolvimento da atividade agrícola (devido ao problema do minifúndio), acesso a equipamentos e alfaias agrícolas, sistemas de rega mais eficientes e outros serviços de suporte e de comunidade”.

Em termos urbanísticos, “seriam dois anéis para culturas anuais e permanentes”, sendo o primeiro (o mais próximo da zona habitacional) “de culturas anuais, para permitir, sempre que necessário, a expansão de edificados”, e o segundo de culturas permanentes.

Neste projeto, a BLC3 tem parceria com a Associação Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar, o Collaborative Laboratory Towards Circular Economy, o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo, o Food4Sustainability CoLAB e o TagusValley Parque de Ciência e Tecnologia e o apoio do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE2020).

Pinto Moreira pode vir a ser acusado de tráfico de influência em novo processo

O deputado do PSD Joaquim Pinto Moreira pode vir a ser acusado de tráfico de influência num novo processo, por alegadamente ter pedido a um vereador da Câmara de Ovar, no distrito de Aveiro, para que viabilizasse um projeto de construção.

O caso foi investigado no âmbito da operação Vórtex, relacionada com corrupção na Câmara de Espinho, mas, num despacho a que a Lusa teve hoje acesso, o Ministério Público (MP) determinou a separação processual da matéria indiciária relativa ao processo que correu termo na Câmara de Ovar.

Os factos em causa, segundo o MP, são suscetíveis de integrar a prática do crime de tráfico de influência pelo deputado social-democrata e presidente da Câmara Municipal de Espinho entre 2009 e 2021.

No início deste ano, a SIC noticiou que Joaquim Pinto Moreira teria pedido a um vereador da Câmara de Ovar que viabilizasse um projeto de construção, a pedido de um arquiteto de Espinho, um dos arguidos da operação Vórtex.

Segundo aquela estação de televisão, o MP acredita que, enquanto deputado, Joaquim Pinto Moreira reuniu-se com o vereador de Ovar, sugeriu fazer contactos junto do presidente da autarquia, Salvador Malheiro, e pressionou uma técnica da Autoridade Nacional de Proteção Civil para favorecer um projeto do empresário Francisco Pessegueiro, outro arguido da Operação Vórtex.

O Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto não conclui que o ex-presidente da Câmara de Espinho recebeu qualquer quantia pelo alegado trabalho de intermediário, mas entende que Pinto Moreira recebeu a promessa de, pelo menos, 50 mil euros.

A Câmara de Ovar já veio, entretanto, a público esclarecer que, em maio de 2022, Joaquim Pinto Moreira solicitou o agendamento de uma reunião com o vereador do Urbanismo para tratar de assunto relacionado com um processo de obras.

“Esta reunião foi realizada, tendo sido exposto o assunto que, pelo vereador, foi encaminhado para a análise técnica pelo Serviço Municipal competente”, refere a autarquia, adiantando que este é o “procedimento habitualmente” seguido pelos eleitos locais nos atendimentos que efetuam a solicitação dos munícipes ou outros cidadãos.

Ainda de acordo com a autarquia, na sequência da análise técnica dos serviços competentes, o pedido foi indeferido e esse indeferimento foi notificado ao titular do processo, em 08 de julho de 2022.

Além deste caso, Pinto Moreira foi já acusado de corrupção passiva agravada, tráfico de influências e violação das regras urbanísticas por funcionário no processo Vórtex, relacionado com projetos urbanísticos da Câmara de Espinho.

O social-democrata pediu a suspensão do mandato no final de março, após ser constituído arguido, mas dois meses depois anunciou que iria retomar o lugar no parlamento sem avisar a direção do PSD, que acabou por lhe retirar a confiança política.

JMJ: Diocese de Coimbra recebe 14 mil peregrinos

A Diocese de Coimbra vai receber cerca de 14 mil peregrinos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a partir de dia 26, naquela que será “a maior enchente de jovens a que já assistiu na história”.

De dia 26 a dia 31, vão decorrer os Dias na Diocese, durante os quais se espera “grande alegria, partilha, conhecimento e festa para os cerca de 14 mil peregrinos inscritos”, alguns deles na modalidade de grupo, referiu o Comité Organizador Diocesano (COD) de Coimbra da JMJ.

Dos 114 grupos inscritos até ao momento, 33 são “grandes grupos” da França, Espanha, Itália, Polónia e Suécia.

“França é, assim, o país europeu com maior presença na nossa diocese, sendo que de outros continentes a América Latina é a mais bem representada”.

A acompanhar os peregrinos estão também inscritos 468 sacerdotes e 34 bispos.

Segundo o COD, “para guiar os peregrinos e respetivo clero estão alistados, até ao momento, 2.471 voluntários”, um número que poderá aumentar, porque as inscrições só encerram hoje.

No que respeita a famílias de acolhimento, a Diocese de Coimbra conta com 2.724 lares, que poderão acolher 7.896 peregrinos.

“A população vai ter oportunidade de coabitar, durante seis dias, com cerca de 65 nacionalidades diferentes. Números bastante satisfatórios para o COD e para a Diocese de Coimbra que têm estado a caminho da JMJ, nestes últimos dias, com expectativa, algum nervosismo, mas, também, com a certeza de que o legado deixado por este evento será muito valioso para a diocese e para o país”, frisou.

O COD lembrou que, em conjunto com os 21 Comités Organizadores Territoriais (COT) que compõem a Diocese de Coimbra, “tem promovido a divulgação deste evento único no mundo, feito de jovens e para os jovens, desde o referido anúncio e respetiva constituição dos organismos locais”.

“A promoção foi feita levando a Igreja para os sítios mais improváveis, tais como festas académicas, feiras, concertos”.

A música “também foi um motor para a apresentação da JMJ 2023 a toda a comunidade, crente e não crente”, com o nascimento do coro COD, sob a batuta do padre João Paulo Vaz, que fez uma digressão por alguns palcos da diocese.

O COD recordou que, aquando do primeiro concerto da digressão “Há Pressa no Ar”, em julho de 2022, o bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, disse: “Existe um sentimento de comunidade, de encontro, de entusiasmo que há de crescer daqui a um ano (…), havemos de ir ao encontro de todos os jovens que há no mundo, apressadamente”.

O bispo “falou e o trabalho desenvolvido frutificou”, considerou o COD, contando que, dos 14 mil peregrinos inscritos na diocese, “40 dos quais têm necessidades especiais, maioritariamente motoras”.

Mais de um milhão de pessoas são esperadas em Lisboa para a JMJ, com o Papa Francisco, de 01 a 06 de agosto.

O Papa, primeiro a inscrever-se na JMJ, chega a Lisboa no dia 02 de agosto, tendo prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima no dia 05 para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

Considerado o maior acontecimento da Igreja Católica, a jornada nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso de um encontro com jovens em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Detido segundo suspeito de ter baleado mulher em tentativa de assalto em Espinho

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um segundo homem suspeito de envolvimento num assalto ocorrido em março, em Espinho, no distrito de Aveiro, que terminou com a mãe da vítima baleada, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.

Em comunicado, a PJ refere que o suspeito, de 30 anos, foi detido em cumprimento de um mandado de detenção, pela prática dos crimes de homicídio na forma tentada, roubo, detenção de arma proibida e ameaça agravada.

Os factos criminosos ocorreram na tarde do dia 28 de março, em complexo habitacional da cidade de Espinho, e, além do agora detido, envolveram outro arguido, que já foi detido em maio e que aguarda o desenrolar do processo em prisão preventiva.

De acordo com a investigação, os dois homens terão abordado o ofendido e, com recurso a violência, retiraram-lhe um fio em ouro.

“Alertada pelo ruído, a mãe do ofendido surgiu no local para auxiliar o filho, tendo o ora detido utilizado uma arma de fogo e efetuado vários disparos que atingiriam a progenitora nos membros inferiores e que, apenas por acaso, não causaram vítimas mortais”, refere a mesma nota.

A PJ refere ainda que o arguido “mudava frequentemente de paradeiro para evitar a detenção”, tendo sido localizado e detido na cidade de Viseu.

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