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Sindicato de hotelaria e restauração do Centro denuncia exploração de trabalhadores

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro denunciou hoje a exploração a que muitos trabalhadores do setor estão a ser sujeitos em Fátima, no distrito de Santarém, e no distrito de Leiria.

O dirigente sindical António Baião afirmou hoje, numa conferência de imprensa, em Leiria, que “existem situações extremamente graves”.

Segundo disse, em Fátima, “onde há uma grande comunidade brasileira, há trabalhadores a serem explorados. Na restauração há patrões que pagam o salário ao dia 10 ou 15 do mês, em prestações”, exemplificou.

“Os trabalhadores disseram-nos: ‘isto faz com que nos sintamos presos, porque temos necessidade de receber o resto do dinheiro e não saímos da empresa’. É uma “prisão” diferente, mas os trabalhadores sentem que são explorados em horários completamente desregulados e com o salário pago tarde e a más horas”, relatou o dirigente sindical, afirmando que estarão cerca de mil trabalhadores em Fátima em incumprimento com o contrato coletivo de trabalho.

António Baião disse ainda que na zona de Óbidos há trabalhadores imigrantes, sobretudo asiáticos, que “vivem em situações desumanas”, como “estarem 30 trabalhadores numa casa”.

“Muitos só trabalham à noite, são transportados em carrinhas do local de residência para o local de trabalho para que não tenham contacto com mais ninguém e nem sabemos se estão legalizados no país. Não falam português e nem têm recibo de vencimento”, sublinhou.

Segundo o dirigente sindical, “para alguns destes trabalhadores enviar para os seus países de origem 200 ou 300 euros por mês, é uma fortuna, e, por isso, aguentam tudo”.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, afeto à CGTP, pretende “enviar uma missiva a Sua Santidade o Papa” para que nesta visita a Portugal, na Jornada Mundial da Juventude, “possa também tomar em conta esta situação que se vive no setor”.

“Todos os peregrinos são bem tratados em termos de restauração e hotelaria, mas os trabalhadores que os servem principescamente são explorados todos os dias no destino turístico de Fátima. Vamos fazer participação à ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] e à senhora ministra do Trabalho”, adiantou.

Depois da visita a Fátima e a Leiria, os dirigentes vão visitar as unidades principais nos concelhos de Alcobaça, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche para se reunirem com trabalhadores do setor.

Esta ação surge no âmbito de uma campanha que o Sindicato está a realizar a nível nacional, tendo em conta “a ofensiva que está a haver por parte dos patrões no setor da hotelaria e do turismo, com a ideia que estão querer passar para a sociedade em geral, mas muito em concreto para o Governo, de que há falta de mão-de-obra no setor e que há necessidade de aligeirar as medidas que possam levar à vinda de trabalhadores estrangeiros para o país”.

António Baião adiantou que será uma quinzena de luta, que terminará com uma greve agendada para o dia 28 de julho, com concentração junto à secretaria de Estado do Turismo. “Iremos falar com o secretário de Estado do Turismo para colocar as nossas razões, porque é que há falta de trabalhadores no setor”, disse o dirigente sindical.

Para o sindicalista, os baixos salários e os horários são os principais fatores que afastam trabalhadores do setor.

Exibindo um documento que está a ser entregue aos trabalhadores, António Baião considerou que os trabalhadores deverão ser pagos a 200% aos feriados, receber um acréscimo de 50% no salário aos fins de semana e à noite, garantir dois dias de descanso semanal seguidos e um fim de semana por mês.

Além destas reivindicações, o dirigente sindical entende ainda que para fixar pessoas no setor é necessário garantir 35 horas para todos e o combate à desregulação dos horários, criar um regime de diuturnidades e a integração no quadro de todos os trabalhadores precários.

Lançado fundo de 15 milhões para promover turismo no Interior do país

O Governo vai disponibilizar um fundo de investimento de 15 milhões de euros destinado aos empresários turísticos do Interior do país, de forma a estimular a atividade turística nos territórios de baixa densidade, foi hoje divulgado.

O anuncio foi feito pelo Ministério da Economia e do Mar, citando declarações do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, no âmbito das sessões informativas do “Roteiro + Interior Turismo”.

De acordo com a tutela, será aberta uma linha de apoio ao fundo de investimento para o turismo do Interior, que disponibiliza 15 milhões de euros às empresas que sejam proprietárias de imóveis afetos à atividade turística ou que pretendam reconverter para esse efeito.

“O objetivo passa por estimular o efeito catalisador do turismo e o desenvolvimento económico destes territórios, no âmbito das medidas previstas na Agenda do Turismo para o Interior”, explica o Governo.

Segundo sublinha o Ministério da Economia e do Mar, este investimento “deve contribuir para a redução das assimetrias regionais e para a redução da sazonalidade na procura dos territórios, para a valorização do património cultural e natural, assim como para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais”, devendo “apresentar um grau de inovação à oferta já existente na região”.

“O valor de cada operação tem como limite máximo dois milhões de euros e as condições, assim como informação mais detalhada, podem ser consultadas em www.turismofundos.pt”, indica ainda a tutela.

A iniciativa hoje divulgada integra um pacote de medidas que o Governo apresentou em maio, na cidade da Covilhã, designadas como “Agenda do Turismo para o Interior”, no valor de 200 milhões de euros.

Segundo explicou na ocasião o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, as grandes prioridades destas medidas “são valorizar o território, apoiar as empresas, qualificar os recursos humanos, atrair pessoas e também conectar territórios e projetar a imagem do Interior lá fora”, com o intuito de contribuir para a coesão territorial.

Viseu. Hospital reconhece “dificuldades” nas escalas pediátricas no verão

O conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV) reconheceu hoje “dificuldades” em completar a escala da Urgência Pediátrica, assim como o “normal funcionamento” do bloco de partos, em agosto e setembro.


Esta dificuldade deve-se “à exiguidade dos recursos médicos em Pediatria” que se tem vindo a “acentuar”.

“Nos últimos anos, tem-se acentuado a dificuldade de retenção de pediatras, com rescisões de contratos e baixa atratividade de recém-especialistas, existindo apenas 24 especialistas no serviço”, esclarece no documento.

Desses, “apenas 18 médicos contribuem para assegurar a escala, uma vez que há especialistas dispensados da prestação de serviço de urgência por idade, doença ou licenças de maternidade”.

“Sendo considerado como condição indispensável à qualidade e segurança dos cuidados pediátricos e neonatais a presença de dois pediatras em cada período de 12 horas, só é possível garantir a escala recorrendo a horas de trabalho suplementar, o que se torna difícil durante o período das férias”, sublinha.

O conselho de administração, presidido por Nuno Duarte, refere ainda que “a maioria dos pediatras recusa a prestação de horas suplementares para além do legalmente consignado, o que constitui um direito legítimo face à sobrecarga laboral”.

A administração do CHTV adianta que está a trabalhar em articulação com a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e com o conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Uma articulação que visa “manter a Urgência Pediátrica aberta no período do verão, contando com a colaboração em rede do SNS e recorrendo à prestação de serviços, esperando conseguir manter também o normal funcionamento do bloco de partos”.

Perante este “esforço de todos”, a administração do CHTV apela à população para que, “sempre que possível, recorra ao seu médico de família ou à linha SNS 24, evitando sobrecarregar os serviços hospitalares”.

“Atualmente, a percentagem dos episódios classificados como verdes ou azuis (pouco urgentes ou não urgentes) representa mais de metade das crianças atendidas na Urgência Pediátrica do CHTV”, salienta.

A agência Lusa denunciou na sexta-feira que “a escala de especialistas de Pediatria passou a ter turnos a descoberto desde 13 de março de 2023”, com “três especialistas de dia para dois, nos dias de semana”, como noticiou, na sexta-feira, a agência Lusa.

“Ao fim de semana, mantiveram-se três elementos pela necessidade de a equipa de urgência gerir o internamento, neonatologia, berçário e sala de partos”.

A fonte do serviço de Pediatria frisou que “esta redução coloca em risco os doentes, o que foi sinalizado com a minuta de escusa de responsabilidade assinada pela grande maioria dos pediatras que realizam urgência”.

“A situação de rutura foi, múltiplas vezes, sinalizada aos elementos de gestão e direção do hospital, sem que nada na prática se alterasse”, adiantou.

Quanto às escalas, a deste mês “foi realizada com o esforço dos elementos do serviço, que há muito que cumpriram as 150 horas extraordinárias”, sendo que esta conta com internos de 4.º ano na escala de especialistas, “o que vai contra qualquer regra de boa prática”.

“Alguns dias de fim de semana deixaram de poder contar com três elementos, o que irá logicamente causar constrangimentos”, realçou ainda a mesma fonte do Centro Hospitalar Tondela-Viseu.

Quanto à escala de agosto, as versões provisórias “contam com 31 buracos [considerando turnos de 12 horas] de dia e 17 à noite”, o que “significa apenas dois especialistas de dia e, em muitos casos, apenas um à noite”.

“A permanência de apenas um especialista à noite torna impossível garantir a segurança de qualquer doente que recorra à urgência externa [de pediatria]. Por outro lado, também impossibilita a execução segura de partos”, afirmou a mesma fonte.

Lisboa. Provedor dos Animais recomenda fim de obrigatoriedade de touradas

O provedor dos Animais de Lisboa recomendou hoje à Câmara Municipal que entre em diálogo com a Casa Pia para se alterar a obrigatoriedade da realização de touradas na Praça de Touros do Campo Pequeno.

A tourada é um lugar onde um ser humano, em consciência, aplica estratégias e recorre a armas para se medir contra um animal que não tem outro recurso senão o reflexo do seu instinto primário. Isto é uma forma ativa de pura barbárie”, disse Pedro Emanuel Paiva em comunicado.

Na nota enviada à imprensa, o provedor dos Animais de Lisboa recorda que “a capital é uma cidade comprometida com a proteção e o bem-estar dos animais”, mas, no que diz respeito às atividades tauromáquicas no Campo Pequeno, sublinha ser “fundamental não permitir a estagnação e fazer uma interpretação atualista daquilo que pensam e legitimamente os munícipes desejam nesta matéria: o fim das touradas”.

Na sua mais recente recomendação oficial, Pedro Emanuel Paiva pede que a Câmara Municipal de Lisboa procure encetar o diálogo com a Casa Pia de Lisboa, a fim de se alterar a obrigatoriedade da realização de espetáculos tauromáquicos na Praça de Touros do Campo Pequeno.

“Só através de um diálogo entre a autarquia e a Casa Pia de Lisboa podem ser encontradas as alterações jurídicas das cláusulas contratuais que obrigam à realização de espetáculos tauromáquicos na Praça de Touros do Campo Pequeno”, refere a recomendação.

Em maio de 2019, o então presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, enviou uma carta à Casa Pia a desobrigar a instituição de realizar touradas na Praça do Campo Pequeno.

Na carta endereçada à Casa Pia de Lisboa, Fernando Medina (PS) recordava que a câmara havia deliberado, em 1889, conceder à instituição o terreno onde atualmente se encontra instalada a Praça de Touros do Campo Pequeno, tendo então ficado estabelecido que o terreno voltaria para a gestão da autarquia em caso de ser dado “um destino diverso daquele para que foi requerida a licença”: a realização de touradas.

O presidente da câmara salientava na missiva que “a Casa Pia de Lisboa tem a mais ampla liberdade na decisão quanto à atividade a realizar no recinto em causa e quanto aos termos e condições do contrato estabelecido com a Sociedade de Reabilitação Urbana do Campo Pequeno, ou outros que entenda vir a celebrar, sendo certo que a realização de espetáculos tauromáquicos nunca será para o município de Lisboa condição de manutenção da concessão”.

Na recomendação oficial à Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Emanuel Paiva adianta também ser “crucial” que a autarquia evite promover espetáculos tauromáquicos.

“É crucial que a Câmara Municipal de Lisboa assuma um sério comprometimento como mínimo ético-jurídico em matéria de tauromaquia, ao se abster de apoiar ou de promover — direta ou indiretamente e a qualquer título –, a realização destes eventos socialmente fraturantes”, lê-se no documento.

Pedro Emanuel Paiva defendeu ainda a criação no município de um santuário do touro bravo, como medida de proteção e preservação daquela espécie, bem como a possibilidade de, através desse santuário, se originar um novo conceito económico, em cooperação com a “Reserva Del Toro Bravo”, fundada pelo empresário português Miguel Aparício.

O provedor recomendou também que se assegure qual a compensação financeira anual para a Casa Pia dos “lucros obtidos nos projetos de ecoturismo, turismo experiencial, a criação de espaços não invasivos para contemplar o touro no seu habitat natural”, entre outros previstos para o santuário.

PSP reforça patrulhamento em Coimbra com veículos elétricos

A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai reforçar o patrulhamento em Coimbra com recurso a veículos elétricos, que permitem uma cobertura policial maior e a deslocação a sítios de difícil acesso naquela cidade.

Considerando as características da cidade e a rede de ciclovias de que dispõe, a PSP vai efetuar o policiamento com veículos elétricos – um automóvel e duas bicicletas, no âmbito do programa “Verão Seguro” da PSP.

Segundo o Comissário da 2.ª Esquadra de Coimbra, Artur Loureiro, estes veículos de duas rodas já existiam, no entanto, o facto de estes veículos disporem agora desta bateria possibilita a “cobertura de uma área que antigamente era mais complicada, devido à sinuosidade da cidade”.

Este fator veio também proporcionar um patrulhamento em mais zonas na cidade.

“Num turno normal, se não tivéssemos a mobilidade elétrica, nomeadamente, ao nível das equipas velocipédicas, o percurso percorrido seria menor, enquanto com esta mais-valia a cobertura da área será consideravelmente maior”, disse hoje, na apresentação do programa, numa conferência de impressa, na Baixa da cidade de Coimbra, Artur Loureiro.

As bicicletas foram cedidas no ano passado, no âmbito da operação verão seguro 2022, e este ano vão novamente funcionar com baterias, que tem uma duração para uma semana de patrulhamento.

O automóvel, que existe desde final de 2019, está afeto à Escola Segura da PSP.

Questionado pelos jornalistas acerca do patrulhamento com mais veículos elétricos, Artur Loureiro admitiu a possibilidade de existirem “mais meios deste género” no futuro.

“Este policiamento velocipédico percorre toda a área – o parque verde, a zona do choupal, percorre a zona da Universidade, tudo zonas de afluência de pessoas e de turistas”, sublinhou.

A preocupação da Polícia passa, designadamente, por “marcar presença”, de modo que os habitantes e os visitantes se sintam seguros.

O reforço do policiamento de visibilidade, com o objetivo de prevenir a criminalidade, incide em todas as zonas residenciais, comerciais e turísticas da cidade e na praia fluvial do Rebolim.

O Comissário da 2.ª Esquadra de Coimbra deu ainda nota de que, o número de pedidos, no âmbito do programa “Verão Seguro” da PSP, têm sido lineares.

De acordo com o ‘site da PSP, o programa decorrer de 15 de junho a 15 de setembro e visa ajudar o cidadão a “gozar as férias tranquilamente quando se encontra fora da sua residência habitual”.

Hospital de Aveiro passa a poder fazer eletroencefalogramas a acamados

O Hospital de Aveiro passou, a partir de hoje, a poder realizar eletroencefalogramas a doentes acamados com um novo equipamento portátil adquirido para o Serviço de Neurologia, informou fonte hospitalar.

“Chegou, hoje, ao Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), mais propriamente ao Serviço de Neurologia, o novo eletroencefalógrafo portátil que vai conceder um maior grau de autossuficiência e maior diferenciação na prestação de cuidados”, dá conta o CHBV numa nota divulgada.

O Centro Hospitalar do Baixo Vouga compreende os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja, sendo no primeiro que funciona o Serviço de Neurologia.

Segundo o coordenador de Neurofisiologia, Paulo Muge, o eletroencefalógrafo que o CHBV adquiriu permite fazer exames mais diferenciados a doentes que, pela sua condição clínica, não se podem deslocar, como é o caso, por exemplo, dos internados no Serviço de Medicina Intensiva.

Até agora, sempre que era necessário realizar eletroencefalogramas a doentes internados e impossibilitados de se deslocarem do seu leito, o Centro Hospitalar recorria a empresas externas, o que, além dos custos, implicava maiores tempos de espera.

“Esta gestão do tempo faz toda a diferença e repercute-se, naturalmente, numa prestação de cuidados mais pronta e diferenciada, sendo com este objetivo que a administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga toma decisões”, justifica o diretor clínico do CHBV, José Luís Brandão.

José Luís Brandão acrescenta que “também o Serviço de Neurologia tem sofrido requalificações paulatinas”.

“Começámos por proceder a uma requalificação do espaço onde se realizam os exames, que foi concluída em março, e que possibilita maior conforto e segurança, quer aos doentes, quer aos profissionais, e agora a chegada deste novo equipamento representa um claro desenvolvimento do serviço”, afirma o diretor clínico.

Representando um investimento na ordem dos 36 mil euros, o novo eletroencefalógrafo portátil é considerado um equipamento de diagnóstico fundamental para estudos funcionais do cérebro, relacionados, entre outros, com epilepsias, comas e sequelas de acidentes vasculares cerebrais.

Encontradas roupas e calçado de jovem desaparecido em Esmoriz

Os militares da GNR encontraram hoje várias peças de roupa e o calçado do jovem que se encontra desaparecido desde domingo, em Esmoriz, Ovar, no distrito de Aveiro, informou fonte daquela força de segurança.

Em declarações à Lusa, fonte da GNR referiu que os pertences do jovem foram encontrados por volta do meio-dia a cerca de um quilómetro do recinto do festival de música eletrónica Sound Waves, onde o jovem terá sido visto pela última vez, em direção à praia.

A mesma fonte adiantou ainda que foram contactados os familiares do jovem que reconheceram a roupa e o calçado encontrados.

O jovem, natural de Guimarães, distrito de Braga, terá assistido ao Festival de música eletrónica Sound Waves, em Esmoriz, no sábado, e terá sido visto pela última vez no domingo de manhã, no recinto do evento.

Na segunda-feira, a GNR, com a ajuda dos Bombeiros, iniciou as buscas na localidade de Esmoriz e junto aos passadiços, com a utilização de ‘drones’ e equipas cinotécnicas.

Segundo a página da Proteção Civil na internet, as operações de busca mobilizavam às 14:30 um total de 14 operacionais e cinco viaturas.

Nas redes sociais são várias as publicações a apelar a quem possa ter visto o jovem vimaranense para contactar as autoridades.

Empresa de aquicultura de Mira quer investir 60 ME numa nova unidade em 2024

A Flatlantic, empresa de aquacultura, na Praia de Mira, no distrito de Coimbra, vai construir numa nova unidade, no próximo ano, orçada em 60 milhões de euros (ME), para aumentar a capacidade produtiva de linguado.

“É um projeto de expansão que temos a médio prazo. Iremos iniciar pela construção de uma primeira unidade de engorda e uma nova maternidade”, sendo que, a ideia é aumentar a “capacidade produtiva da espécie de linguado”, disse hoje à agência Lusa a diretora executiva da Flatlantic, Renata Serradeiro.

Após o lançamento do aviso ao programa Mar 2030, o projeto será candidato para que possa ter algum apoio financeiro.

Atualmente, a empresa tem duas unidades, uma que se dedica à engorda de pregado em circuito aberto, onde foram produzidas 3.100 toneladas de pregado, em 2022.

Relativamente ao linguado, foram produzidas, no mesmo ano, 21 toneladas.

A outra unidade, está inativa desde que houve um acidente com um emissário de captação, quando a empresa pertencia à Pescanova, por isso, a Flatlantic está a guardar que esse emissário possa ser reconstruído para retomar a produção de pregado e, desse modo, atingir o objetivo de produção de 6.000 toneladas deste peixe por ano.

Desde 2017 que a empresa tem dedicado esta unidade à maternidade de peixes planos, que produz juvenis de pregado e juvenis de linguado.

Nesta maternidade foi construída uma pré-engorda onde foi possível começar a engordar, na prática, linguado com capacidade de produção de 20 toneladas de linguado por ano.

“Entretanto construímos também nesta fase 2 [unidade dois], que está inativa para pregado, uma pequena unidade piloto para engorda de linguado novamente, mas em vez de serem as 20 toneladas serão as 200 toneladas/ano”, sublinhou, Renata Serradeiro.

Este investimento, de cerca de 5,5 milhões de euros, nesta unidade piloto, de maiores dimensões que a primeira, entrou em funcionamento em janeiro com os primeiros peixes.

“Esperamos, a partir de 2024, começar a entregar linguado no mercado produzido nesta nova unidade, que tem capacidade para 200 toneladas/ano”, acrescentou.

Em simultâneo, a empresa investiu em sistemas de recirculação de água, na unidade dois, com o propósito de aumentar a capacidade de produção de juvenis de pregado.

Um desses sistemas entrou em funcionamento em 2022 e o outro vai começar a funcionar este ano.

“São investimentos que temos feito em sistemas de recirculação de água, que não estão dependentes da reconstrução do emissário de captação e que nos permitem tirar partido da infraestrutura que temos”, notou.

A Flatlantic instalou, entretanto, 6.496 painéis solares de 535 megawatts de potência nominal cada, num investimento total de 1,9 milhões, no âmbito de um projeto de eficiência energética.

Esta instalação, a funcionar há cerca de um mês, vai produzir, em média, 5,61 gigawatts de energia por ano, assegurando cerca de 30% do consumo anual de energia elétrica.

Outro dos investimentos tem a ver com digitalização e a eficiência energética, no valor de 1,5 milhão de euros, com nomeadamente, a substituição de caldeiras a gasóleo por uma bombas de calor elétricas, assim como a instalação de sistema de controlo para a monitorização permanentemente os caudais da rede de distribuição de água.

Ambos os projetos foram submetidos e apoiados pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

A empresa de aquacultura, que emprega atualmente 191 trabalhadores, teve em 2021 um volume de negócios de 29 milhões de euros, valor que aumentou para 31 milhões de euros em 2022.

Angélica Liddell, Tónan Quito e André e. Teodósio em festival de Montemor-o-Velho

Uma obra ainda em construção da espanhola Angélica Liddell, “Entrelinhas”, de Tónan Quito e Tiago Rodrigues e uma revisitação de “Haikus”, de Sónia Baptista, por André e. Teodósio são algumas das propostas do festival Citemor deste ano.

O festival, que realiza este ano a sua 45.ª edição, vai decorrer de 21 de julho a 12 de agosto, que volta a repartir-se entre Coimbra, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, município que é o epicentro do Citemor.

Ainda a recuperar dos anos em que esteve arredado de financiamento público, o festival mantém o empenho na “criação de condições para a pesquisa propriamente artística”, sempre com espaço para “novas gerações” e para novas “abordagens conceptuais e estéticas”, sem nunca esquecer a ligação a Espanha que o festival historicamente cultiva, disse à agência Lusa Armando Valente, que faz parte da direção do Citemor.

A 45.ª edição arranca a 21 de junho, no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, com a antestreia de “Retrospectiva”, em que ‘performer’ e escritor Rogério Nuno Costa olha de forma crítica para o seu percurso, mapeando, sobretudo, “as falhas” e o que ficou por fazer ou que não deveria ter sido feito, explicou.

No dia 27 de julho, no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho, a encenadora e dramaturga espanhola Angélica Liddell, presença habitual no festival entre 2007 e 2017, irá mostrar uma obra que explora a ideia de ódio, ainda em processo de construção, na sequência de uma residência no festival.

Na Fábrica de Mármores, também em Montemor-o-Velho, Tónan Quito interpreta, no dia 29, “Entrelinhas”, uma criação em conjunto com Tiago Rodrigues, atual diretor do festival d’Avignon, em que se olha para a relação entre “autor e ator”, numa peça que mistura o “Édipo Rei”, de Sófocles, com as cartas de um preso para a sua mãe, escritas nas entrelinhas de uma edição daquela tragédia grega.

Já a 04 de agosto, no Teatro Esther de Carvalho, André e. Teodósio “reativa” “Haikus”, a primeira obra de Sónia Baptista, de 2002, artista que, no dia seguinte apresenta, em antestreia, na Fábrica de Mármores, “Sweat, Sweat, Sweat (um conjunto de pequenos afrontamentos)”, uma espécie de “segunda série de peças curtas”.

A 10 de agosto, no Teatro Esther de Carvalho, é apresentada a produção “Ay, Jacinto”, de David Benito, Elena Córdoba e Luz Prado, com a participação da Filarmónica 25 de Setembro, que aborda a praga de jacinto de água que afeta o antigo curso do rio Mondego, criando breves retratos daquelas plantas, que se constroem entre som, escrita e imagens de microscópio.

Uma residência artística da companhia espanhola El Pollo Campero. Comidas Para Llevar, um espetáculo de Sílvia Real que junta música e dança numa visão do palco “como lugar de união, combate e utopia”, uma antestreia da coreógrafa Olga Mesa e um processo de criação ainda aberto de Joãozinho da Costa são outras das propostas do festival, que termina no dia 12 de agosto, com um concerto de Jéssica Pina, na Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz.

Durante todo o festival, será também possível ver uma obra de vídeo arte de Genadzi Buto, intitulada “Too Big Drawing”, patente na Alcáçova, em Montemor-o-Velho.

Movimento cívico realiza marcha lenta dia 20 em defesa do hospital nas Caldas da Rainha

Um novo movimento cívico criado nas Caldas da Rainha vai realizar uma marcha lenta entre este concelho e o de Óbidos, em protesto contra a decisão de construir o novo hospital do Oeste no Bombarral.

O movimento foi apresentado na terça-feira à noite, numa Assembleia Municipal (AM) extraordinária agendada para discutir a decisão do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, de localizar no Bombarral (no distrito de Leiria) o futuro hospital do Oeste.

O novo hospital do Oeste (NHO) substituirá o atual Centro Hospitalar do Oeste (CHO), que integra os hospitais das Caldas da Rainha e de Peniche, no distrito de Leiria, e de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Denominado “Falo pela tua saúde”, o movimento anunciou para dia 20 a realização de uma marcha lenta entre as Caldas da Rainha e Óbidos, enquanto decorrerá na Assembleia da República, em Lisboa, o debate do Estado da Nação.

Na sessão da AssemblNa terça-feira, o autarca irá reunir-se com o ministro da Saúde e já pediu audiências ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao primeiro-ministro, António Costa.eia Municipal extraordinária, que contou com a presença de cerca de 500 pessoas, o grupo lançou um manifesto em que propõe, caso não seja revertida a decisão do ministro, “a cisão do CHO e a criação de uma Unidade Local de Saúde Oeste Norte, integrando os hospitais das Caldas da Rainha e de Peniche, os Centros de Saúde do Agrupamento Oeste Norte e, eventualmente, freguesias de Alcobaça (no distrito de Leiria) e de Rio Maior (no distrito de Santarém).

O manifesto exige que na unidade das Caldas da Rainha sejam garantidas 15 especialidades médicas, a criação de uma farmácia e a manutenção de uma Urgência Médico-Cirúrgica. Para o hospital de Peniche defende a continuação de uma urgência básica e a requalificação da unidade para internamento em psiquiatria e cuidados continuados.

O grupo de cidadãos, que tem como porta-voz o funcionário hospitalar Jorge Reis, propõe ainda que a autarquia das Caldas da Rainha crie condições para atrair profissionais de saúde, através da implementação de medidas como “a isenção de IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis], das taxas das taxas de água e saneamento”.

No manifesto é também defendido que seja diligenciado junto do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) a possibilidade de serem ministrados cursos da área da Saúde nas Caldas da Rainha.

Além desta, outras ações de protesto foram sugeridas pelo público e pelos partidos com assento na Assembleia Municipal.

As sugestões vão agora ser analisadas pela Câmara Municipal que, no sábado, iniciou uma jornada “de luta e de luto” pela perda do hospital local.

Na reunião da Assembleia Municipal, o presidente da câmara, Vítor Marques, afirmou que o município admite “contratar assistência jurídica para interpor uma providência cautelar ou outras ações legais” contra a decisão que diz contrariar o Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT), que determina que um hospital de grande dimensão tenha que ser construído em grandes centros urbanos como as Caldas da Rainha ou Torres Vedras.

Na terça-feira, o autarca irá reunir-se com o ministro da Saúde e já pediu audiências ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao primeiro-ministro, António Costa.

Em novembro, a Comunidade Intermunicipal do Oeste entregou um estudo encomendado à Universidade Nova de Lisboa para ajudar o Governo a decidir a localização do novo hospital, documento que apontava o Bombarral como a localização ideal.

Posteriormente, em março, as câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos entregaram ao ministro um parecer técnico a contestar os critérios utilizados no estudo, a defender que fossem tidos em conta outros critérios e que a localização do novo hospital deveria ser na confluência daqueles dois concelhos.

Em junho, o ministro anunciou que o NHO será construído na Quinta do Falcão, no Bombarral, substituindo os três hospitais do CHO.

Estas unidades têm uma área de influência constituída por estes concelhos e os de Óbidos, Bombarral (ambos no distrito de Leiria), Cadaval e Lourinhã (no distrito de Lisboa) e de parte dos concelhos de Alcobaça (Leiria) e de Mafra (Lisboa), abrangendo 298.390 habitantes.

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