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Festival dos Canais junta em Aveiro Camané, Ricardo Ribeiro e Zambujo

Camané, Ricardo Ribeiro e António Zambujo juntam-se domingo em Aveiro, para cantar clássicos da música brasileira, num concerto que marca a edição de 2023 do Festival dos Canais.

O trio irá atuar no palco do Cais da Fonte Nova, junto ao lago do mesmo nome, palco por onde vão passar também os D.A.M.A com Buba Espinho, assim como a Banda Sinfónica Portuguesa, o saxofonista Henk Van Twillert e a formação Vento do Norte, numa atuação inspirada no pintor Pieter Mondrian.

O Festival arranca hoje e prolonga-se até domingo, com um programa diversificado e gratuito, que abrange as áreas da música, dança, teatro, circo contemporâneo e performances de rua, repartido por 52 espetáculos e 111 ações culturais, nos quais se incluem 12 estreias em Portugal, com artistas de nove nacionalidades.

Entre os eventos que decorrem na edição de 2023, destaque para o “Chefs on Fire”, que se realiza pela primeira vez fora da Área Metropolitana de Lisboa.

Trata-se de um evento gastronómico em que João Cura (Almeja), César Vitorino (Foco), Cristiano Barata (O Mercantel), Luís Gaspar (Sala de Corte), Pedro Braga (Mito) e Rafaela Louzada (Gruta) são ‘chefs’ convidados para cozinhar em lume lento e dar a conhecer, ao almoço e ao jantar, a cozinha regional.

Noutros campos artísticos, no sábado será a estreia em Portugal do espetáculo sobre a água “Sylphes”, da companhia espanhola e argentina Aerial Strada.

A performance irá decorrer ao longo do Canal Central e no Cais da Fonte Nova, com momentos de acrobacia, suspensão, luz, cor, música e “seres misteriosos que dançam com a lua”.

No fim de semana outra estreia: “Obake”, um projeto criado no âmbito de uma parceria entre Aveiro, Malmo (Suécia) e Rouen (França), com o apoio do EFFEA – European Festivals Fund for Emerging Artists, que junta várias técnicas artísticas e acrobáticas.

“Black Victorians”, da encenadora e coreógrafa britânica Jeanefer Jean-Charles, também estará em destaque no Festival dos Canais 2023, no Largo de São Gonçalinho, dias 14, 15 e 16, evocando a presença das comunidades negras na era vitoriana.

Numa junção de fogo e percussão, outra das estreias em Portugal é “Symfeuny”, da companhia basca Deabru Beltzak, que leva à Praça Marquês de Pombal, nas noites de sexta e sábado, “um turbilhão de cores, aromas, ritmos, luz e fogo”.

“O Festival dos Canais é um pilar da estratégia para a Cultura da câmara e uma aposta que já conquistou reconhecimento a nível nacional e internacional, projetando Aveiro como uma das cidades europeias com mais oferta cultural acessível”, diz o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, que organiza o Festival.

Anadia: Universidade Sénior da Curia encerra ano letivo

A Universidade Sénior da Curia (USC) encerrou o ano letivo no passado dia 5 de julho, numa cerimónia que decorreu no auditório do Curia Tecnoparque sob a égide dos 15 anos de atividades formativas. A sessão foi presidida pela presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, que se fez acompanhar pela vereadora, com o Pelouro da Educação, Jennifer Pereira.

O momento alto prendeu-se com a entrega dos Certificados a professores e alunos. Na ocasião, Maria Teresa Cardoso deixou uma palavra de apreço e agradecimento a todos os alunos que frequentam a USC, bem como aos respetivos professores.

Por sua vez, Jennifer Pereira expressou o seu entusiasmo pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, no âmbito da aprendizagem ao longo da vida.

O programa incluiu ainda uma mostra coletiva de trabalhos realizados pelas unidades curriculares de Pintura e de Expressões e Movimentos Artísticos. A tarde de convívio continuou no exterior, num magnifico espaço verde, com um lanche partilhado.

Recorde-se que a USC foi inaugurada em outubro de 2007 com o objetivo de proporcionar e dinamizar regularmente atividades sociais, culturais, educacionais e de convívio, preferencialmente destinadas a cidadãos maiores de 50 anos.

Este serviço municipal funciona de segunda a sexta-feira. As atividades educativas decorrem em regime não formal, sem fins de certificação, tendo como única finalidade a formação ao longo da vida.

Detidas quatro pessoas em operação conjunta da Polícia Judiciária e Polícia de Segurança Pública

Combate à criminalidade violenta e grave na cidade de Viseu

“Operação Paládio”

A Diretoria do Centro da Polícia Judiciária e o Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública em Viseu, realizaram na manhã do dia de hoje uma operação conjunta, visando o cumprimento articulado de mandados detenção e busca em vários pontos da cidade de Viseu, emitidos no âmbito de investigações a cargo dos dois OPC. 

A operação agora concretizada representou o culminar de investigações relacionadas com fenómenos de criminalidade especialmente violenta na cidade de Viseu, associados sobretudo ao tráfico e consumo de estupefacientes e envolvendo a utilização de armas de fogo. 

Desta ação policial, cujo principal objetivo foi o combate à criminalidade violenta e grave e o reforço do sentimento de segurança junto da população em geral, resultou a detenção, em cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo DIAP de Viseu, de três homens e uma mulher, por suspeitas da prática de crimes de sequestro agravado, homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.

No decurso da ação policial agora desencadeada, foram ainda realizadas buscas na cidade de Tarouca, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana, tendo sido ainda apreendidos elementos probatórios adicionais.

Em articulação com a PJ, a PSP empenhou nesta operação várias valências, nomeadamente, Investigação Criminal, Equipas de Intervenção Rápida, bem como equipas da Unidade Especial de Polícia, tais como o Corpo de Intervenção e o Grupo Operacional Cinotécnico.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 24 e os 60 anos, irão ser presentes às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Concerto do tenor João Mendonza na Sé de Lisboa vai abrir JMJ

Artista português já esteve no Vaticano.

A abertura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ficará a cargo de João Mendonza, num concerto na Sé de Lisboa, no dia 1 de agosto. 

O tenor português, que vai atuar pelas 21h30, considera “uma enorme honra e um privilégio, abrir um evento de dimensão mundial, onde espera poder representar todos os jovens do mundo”, segundo um comunicado enviado à TVC.

O artista, de 31 anos, já cantou, anteriormente, para o Papa Francisco, no Vaticano, do qual recebeu uma bênção papal.

João Mendonza gravou, em 2018, um ‘Ave Maria’ original, que foi considerado “Oferenda Oficial do Estado Português”, tendo sido entregue a Francisco pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tal como destaca a mesma nota. 

A obra integra o seu mais recente álbum ‘Ao Vivo’, cuja venda serviu para angariação de fundos para o povo ucraniano. 

“Irei cantar em diversas línguas, sobretudo porque o público virá dos quatro cantos do mundo. O ‘Ave Maria’ será dedicado aos jovens ucranianos que tanto têm sofrido com a Invasão Russa. Espero um momento único de união entre todos os povos presentes, Lisboa será durante seis dias uma cidade de paz e conciliação, agradeço por me deixarem fazer parte disso”, disse ainda.

Recorde-se que Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 1 e 6 de agosto deste ano, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

O primeiro encontro aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado, nos moldes atuais, por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A edição deste ano, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJ Lisboa 2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano, após a celebração do Angelus.

Bolsa de Lisboa em alta com Greenvolt a liderar ganhos e a subir quase 2%

A bolsa de Lisboa estava hoje em alta, a manter a tendência da abertura, com as ações da Greenvolt a liderarem os ganhos, a subirem 1,93% para 6,07 euros.

Cerca das 09h05 em Lisboa, o PSI avançava 0,29% para 5.941,22 pontos, com a cotação de seis ‘papéis’ a subir, oito a descer e dois a manter-se (Galp em 10,91 euros e Ibersol em 6,80 euros).

Às ações da Greenvolt seguiam-se as do BCP e da Semapa, que subiam 1,58% para 0,23 euros e 1,23% para 13,16 euros.

As ações da Mota-Engil, REN e Navigator eram outras das que mais avançavam, designadamente 0,66% para 2,30 euros, 0,20% para 2,47 euros e 0,13% para 3,11 euros.

Em sentido contrário, as ações da Corticeira Amorim, NOS e EDP Renováveis desciam 0,91% para 9,78 euros, 0,59% para 3,37 euros e 0,29% para 17,42 euros.

Os títulos dos CTT, Altri e Jerónimo Martins baixavam 0,28% para 3,54 euros, 0,24% para 4,17 euros e 0,08% para 25,50 euros.

As outras duas ações que também se desvalorizavam eram as da Sonae e da EDP, que desciam ambas 0,05% para respetivamente 0,93 euros e 4,32 euros.

Na terça-feira, a EDP informou num comunicado enviado à CMVM que a sua oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP Brasil resultou na aquisição de 185.169.240 ações, correspondentes a 31,86% do capital da empresa brasileira.

“Considerando a aquisição realizada no leilão, a EDP passará a deter 510.895.234 ações ordinárias de emissão da EDP Brasil, que representam 87,91% do seu capital social total”, adiantou.

A elétrica destacou que, com o resultado da OPA, dá um passo importante na concretização da sua estratégia, permitindo a simplificação da sua estrutura empresarial e proporcionando uma maior flexibilidade na gestão da sua presença integrada no mercado brasileiro.

Na Europa, as principais bolsas europeias estavam hoje a negociar em alta, pendentes da divulgação dos dados da inflação dos EUA em junho, com os analistas a esperarem uma moderação da taxa geral, mas ainda níveis altos da taxa subjacente.

Hoje, o foco do mercado estará nos dados da inflação dos EUA em junho, depois de ter caído oito décimas de ponto percentual para 4,1% em maio, graças aos efeitos da subida sustentada das taxas de juro e dos preços mais baixos da energia.

Os especialistas esperam que o IPC dos EUA se modere para cerca de 3,1% (contra 4,1% em maio), embora com a taxa subjacente a manter-se elevada.

Estes dados serão muito relevantes para a reunião deste mês da Reserva Federal dos EUA (Fed), que deverá anunciar uma nova subida das taxas de juro após a pausa de junho.

A Fed divulgará também hoje as suas perspetivas económicas no “Livro Bege”.

Na terça-feira, Wall Street fechou em alta, com o Dow Jones a subir 0,93% para 34.261,42 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro de 2022.

O Nasdaq terminou a subir 0,55% para 13.760,70 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro de 2021.

A nível cambial, o euro abriu a subir no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1026 dólares, contra 1,1003 dólares na terça-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em setembro abriu a descer no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 79,38 dólares, contra 79,40 dólares na terça-feira e 71,82 em 12 de junho, um mínimo desde janeiro de 2022.

5G da Meo chegou ao Metro de Lisboa. Mas só a uma das linhas

A linha vermelha do metro de Lisboa tem a partir de hoje acesso à rede móvel 5G da Meo, implementada em colaboração com o Metropolitano de Lisboa, tendo também sido reforçada a rede 4G, anunciou hoje a operadora da Altice Portugal.

Em colaboração com o Metropolitano de Lisboa, e pela primeira vez em Portugal, a Meo implantou a rede 5G no metro e reforçou ainda a rede móvel 4G, proporcionando uma cobertura dedicada ao longo dos túneis e nas estações de metro”, adianta a empresa.

Assim os utilizadores das estações da linha vermelha passam a realizar chamadas, ‘streaming’, partilhas, ‘downloads’ e ‘uploads’ “com maior velocidade e fiabilidade” durante as suas viagens.

A linha vermelha liga a estão de São Sebastião ao Aeroporto.

“Este processo de modernização de infraestrutura tecnológica nas restantes linhas do Metro de Lisboa estará concluído até 2025”, adianta a Meo.

Esta implementação faz parte do projeto de inovação e modernização da infraestrutura do Metropolitano de Lisboa e é anunciada a menos de um mês da realização da Jornada Mundial da Juventude.

“Para o Metropolitano de Lisboa é importante continuar a trabalhar no sentido de desenvolver soluções que respondam às necessidades e expectativas dos nossos clientes, melhorando de forma contínua o serviço de mobilidade que prestamos”, afirma o presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, Vítor Domingues dos Santos, citado em comunicado.

“Numa era marcadamente digital, a disponibilidade de informação em tempo real afigura-se, cada vez mais, essencial para melhorar a experiência dos atuais e futuros clientes da rede deste metropolitano, contribuindo, assim, para uma mobilidade mais sustentável e amiga do ambiente”, conclui.

Por sua vez, o administrador da Altice Portugal com o pelouro da tecnologia (‘chief technology officer’), João Teixeira, refere que a empresa quer “continuar” a ser pioneira, através da tecnologia, “em soluções inovadoras capazes de mudar e melhorar o mundo”.

“Sabemos que o 5G traz um mundo de possibilidades e oportunidades, um mundo de velocidade, rapidez e eficiência” e “é isso que também queremos oferecer aos passageiros do Metropolitano de Lisboa”, remata o administrador.

“Esta operação cumpre o compromisso da Altice em investir na modernização das redes e na forte aposta no desenvolvimento da rede 5G em Portugal, contando já com 91% da população portuguesa coberta”, refere a empresa.

Festival Sete Sóis Sete Luas leva oito espetáculos luso-mediterrânicos a Pombal

Oito espetáculos representativos da cultura luso-mediterrânica acontecem a partir de quinta-feira em Pombal, no distrito de Leiria, no 31.º Festival Sete Sóis Sete Luas, que se estende até ao início de setembro, anunciou o município.

Promovido por uma rede cultural que une 30 cidades de 12 países do Mediterrâneo e do mundo lusófono – Brasil, Cabo Verde, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Itália, Luxemburgo, Marrocos, Portugal, Tunísia e Turquia -, o festival tem em Pombal uma das cidades portuguesas há mais tempo vinculadas ao projeto, desde 2015.

Incentivando o diálogo intercultural e o intercâmbio de artistas, o Sete Sóis Sete Luas aposta numa programação assente na música popular contemporânea e nas artes plásticas.

Em Pombal, o arranque será com o 7 Luas 23 Med Ensemble. Formado por seis músicos de Cabo Verde, Espanha, França, Itália e Portugal, o projeto criado para o festival atua na Praça Marquês de Pombal a partir das 22:00 de quinta-feira.

A programação prossegue em agosto, com concerto no dia 05 da Tarrafal 7Sóis Orkestra, que junta quatro músicos e uma bailarina da cidade do Tarrafal, que vão representar a cultura tradicional da Ilha de Santiago, de Cabo Verde.

Em 12 de agosto, Pombal recebe La Réunion Kreol 7S7L Band, inspirada nas culturas do Índico, enquanto em 18 de agosto é a vez do circo acrobático da Andaluzia se mostrar a Pombal, no espetáculo do Truca Circus.

A música do sul de Itália também está presente nesta edição, através do Loccisano-Corapi Quartet, que promete energia, canto, bailes, percussão, instrumentos de sopro e a “chitarra batente”, uma guitarra barroca italiana.

De Malta viaja até Pombal o grupo Manatapu, para mostrar no dia 26 de agosto uma mistura de folk, rock, funk, blues, hip-hop e música popular.

Em setembro, Sete Sóis Sete Luas reservou para o dia 01 a atuação da companhia de circo-teatro de Bilbao, Orain-Bi. No dia 02, o festival despede-se de Pombal com a Med Luso 7Sóis Band, formada por seis músicos do Brasil, Espanha, França, Itália e Portugal.

As atividades previstas incluem também três concertos em lares do concelho de Pombal e a criação de uma obra de arte urbana, a cargo do artista e ilustrador luxemburguês Alain Welter.

Segundo a informação divulgada pelo município, os espetáculos repartem-se pela Praça Marquês de Pombal e Jardim do Cardal, com gratuita.

Trinta concelhos de sete distritos em perigo máximo de incêndio

Trinta concelhos de Faro, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Viseu, Guarda e Bragança apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também mais de 90 concelhos de Faro, Beja, Évora, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Lisboa, Coimbra, Viseu, Guarda, Vila Real, Porto, Braga e Bragança em perigo muito elevado.

Outros concelhos de todos os distritos do continente, exceto Viana do Castelo, estão hoje em perigo elevado de incêndio.

Face às condições meteorológicas, o perigo de incêndio vai manter-se elevado pelo menos até domingo.

Este risco, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Desde o início do ano, as 4.339 ocorrências de fogo já afetaram 9.199 hectares de espaços rurais.

O IPMA prevê para hoje no continente períodos de maior nebulosidade nas regiões Norte e Centro, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos nas serras do extremo norte e vento por vezes forte no litoral oeste a sul do Cabo da Roca e nas terras altas.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, em especial do litoral, e pequena descida da temperatura máxima no interior.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 14 graus Celsius (na Guarda) e os 21 (em Faro) e as máximas entre os 22 (em Viana do Castelo) e os 37 (em Faro).

Construir hospital no Bombarral é “decisão desastrosa” 

 O diretor do Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano (CEDRU) considerou esta terça-feira que a construção de um hospital no Bombarral “entrará para o ‘top’ das decisões mais desastrosas” tomadas em Portugal.

“Na ótica do ordenamento do território e desenvolvimento regional, trata-se de uma decisão desastrosa que entrará para o top das decisões mais desastrosas tomadas em Portugal, sobre localização de equipamentos e de infraestruturas”, afirmou o diretor do CEDRU, Sérgio Barroso, numa assembleia sobre a localização do novo hospital do Oeste (NHO), realizada na terça-feira à noite nas Caldas da Rainha.

Sérgio Barroso, que coordenou um parecer técnico sobre os critérios a considerar para a localização do NHO, criticou o relatório do grupo de trabalho que esteve na base da decisão de construir esta unidade no Bombarral, no distrito de Leiria, anunciada pelo ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

Em termos de implicações para o território o relatório “é de uma profunda incompetência”, afirmou o diretor do CEDRU, considerando igualmente de “uma enorme insensatez política” a forma como foi conduzido o processo de decisão sobre a localização do hospital.

O especialista em ordenamento do território criticou a “falta de transparência” do relatório a que apontou falhas na definição da rede hospitalar e na desvinculação ao Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT).

A construção do hospital no Bombarral “obriga a uma decisão do Conselho de Ministros de alteração do PROT, para permitir que um equipamento desta natureza se possa localizar numa cidade que não seja Caldas da Rainha ou Torres Vedras”, disse, sublinhando que “as grandes infraestruturas devem-se localizar nos principais centros urbanos e expressando “perplexidade” por não ter sido consultada a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo.

O responsável pelo estudo técnico encomendando pela autarquia das Caldas da Rainha, lamentou que, ao contrário do que sugeria este documento, na tomada de decisão não tenham sido tidos em conta “multicritérios”. Para este responsável foram “insuficientes” os critérios setoriais atendidos no relatório por não terem em conta as dimensões climáticas e sociais de um investimento na ordem dos 200 milhões de euros, que poderia ser “uma alavanca de desenvolvimento económico, de inovação territorial, de competividade”.

Para Sérgio Barroso a escolha da Quinta do Falcão, no Bombarral é ainda “totalmente desarticulada do sistema de mobilidade urbana sustentável”, dada a distância à estação do caminho de ferro, facto também criticado na assembleia por um representante da associação ambientalista Zero.

Ou, seja, trata-se de “uma decisão muito insuficiente e que terá custos para todos, para o país, para a região e para municípios, concluiu o diretor do CEDRU, rematando que seria “de grande utilidade para todos evitá-la”.

A assembleia extraordinária que teve como ponto único a discussão da localização do NHO contou com a presença de mais 500 populares, que defenderam a intensificação das ações de luta a favor da construção do hospital nas Caldas da Rainha .

O presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vitor Marques, afirmou no final da sessão que vão ser analisadas as várias propostas apresentadas e definidas as formas de protesto.

O NHO substituirá o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha e de Peniche, no distrito de Leiria, e de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Estas unidades têm uma área de influência constituída por estes concelhos e os de Óbidos, Bombarral (ambos no distrito de Leiria), Cadaval e Lourinhã (no distrito de Lisboa) e de parte dos concelhos de Alcobaça (Leiria) e de Mafra (Lisboa), abrangendo 298.390 habitantes.

Grupo israelita inicia em agosto exploração dos transportes na região de Aveiro

O novo serviço público de transporte de passageiros na região de Aveiro, concessionado à empresa Busway do grupo israelita Afifi, começa a operar a 01 de agosto com 125 motoristas para 100 autocarros, cinco dos quais elétricos.

Este serviço, que foi hoje apresentado, resulta da primeira concessão em Portugal daquele grupo, de origem numa empresa familiar de Nazaré ligada aos transportes, mas que atualmente está também no turismo, no setor imobiliário e no comércio.

O presidente executivo do grupo israelita, Afif Afifi, manifestou-se “entusiasmado” pela oportunidade que lhe é concedida em Portugal, na região, assegurando o compromisso de prestar “um serviço de alta qualidade”, que vá ao encontro das necessidades de mobilidade e leve as pessoas a utilizar mais o transporte público, com ganhos ambientais.

A Busway vai ocupar o espaço que até agora era explorado nos municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) pelas empresas transportadoras do grupo Transdev, pela Auto Viação da Murtosa, pela Auto Viação do Souto, pela Auto Viação Feirense e pela União de Transportes dos Carvalhos.

O município de Aveiro é o único da comunidade intermunicipal que fica de fora da nova concessão, uma vez que a Câmara de Aveiro está vinculada a um contrato de concessão recente com a Transdev, através da Aveirobus.

A Busway entra na operação de transporte coletivo com uma equipa de 125 motoristas para uma centena de autocarros, cinco dos quais elétricos e mais de metade totalmente novos, como explicou o diretor de operações da empresa, Paulo Leitão.

Em termos de tecnologia é destacado o sistema de contagem de passageiros que permite adaptar as linhas à procura, bem como um sistema de apoio à exploração, acessível pelo público através de uma aplicação de telemóvel, que indica a localização de cada autocarro em tempo real e fornece indicações como o tempo de espera previsto para cada paragem.

“A Afifi ganhou o concurso público com todo o mérito”, afirmou o presidente da CIRA, Ribau Esteves, na apresentação.

Ribau Esteves historiou o “longo caminho” percorrido, desde que a CIRA se assumiu como autoridade regional de transportes, numa reforma que considerou ser “das mais importantes em matéria de descentralização”, no final do último governo de Passos Coelho.

“Foi uma competência que nos foi atirada e não entregue”, disse, considerando que nada estava preparado para a transição, o que obrigou as autarquias e a CIRA a aturado trabalho.

“Foi um dos desafios mais complexos colocados até hoje à Comunidade Intermunicipal”, classificou.

O corolário foi a concessão atribuída por concurso público à Busway, durante cinco anos, por um valor anual superior a 1,2 milhões de euros, que compreende 107 linhas para servir 10 dos 11 municípios da CIRA, num universo de cerca de 400 mil pessoas.

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