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Marchas Populares animam Anadia

As marchas populares voltaram a animar o Vale Santo, em Anadia, no passado dia 1 de julho, com muita cor e alegria, encantando assim as muitas centenas de pessoas que se deslocaram ao Vale Santo, em Anadia, para presenciar a sua atuação.

Este ano participaram no evento cinco marchas do concelho, designadamente de Óis do Bairro, Vilarinho do Bairro, Samel, São Lourenço do Bairro e Santa Casa da Misericórdia de Anadia e ainda uma marcha convidada de Santa Clara, Coimbra.

À semelhança de anos anteriores, o ponto de encontro das marchas aconteceu, junto ao Pavilhão Municipal de Anadia, desfilando em seguida pelas principais artérias da cidade até ao anfiteatro do Vale Santo, onde atuaram.

A primeira marcha a atuar foi a de Óis do Bairro, dando a conhecer o tema “Buenas Noches Nuestros Hermanos”, seguiu-se a da Santa Casa da Misericórdia de Anadia com “Inspiramos Sonhos de todas as cores”; da Freguesia de São Lourenço do Bairro com “São Lourenço, Terra Amada”; de Samel que apresentou “A Sardinhada”; de Vilarinho do Bairro que prestou um “Tributo aos sapateiros”; tendo a noite terminado com a marcha de Santa Clara (Coimbra) com o tema “Santa Clara a encantar com a Feira Popular”.

No final do desfile a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, entregou a cada marcha participante uma pequena lembrança e um diploma, deixando ainda um agradecimento público aos marchantes e às entidades que possibilitaram que o evento se concretizasse com sucesso.

Depois de Anadia, as cinco marchas do concelho irão atuar no próximo sábado, 8 de julho, a partir das 21h30, no anfiteatro, junto ao Edifício Dr. Luís Navega, na Curia.

Gibson João e Óscar Fanheiro vencem Prémio Literário Fernando Leite Couto

Os escritores moçambicanos Gibson João e Óscar Fanheiro venceram ‘ex aequo’ o Prémio Literário Fernando Leite Couto, criado para promover jovens autores moçambicanos, e vão participar na edição de 2023 do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos.

A escolha do júri recaiu, nesta edição do prémio, nas obras “[Da casa]: o seu inclinado murmúrio”, de Elvira Nhamane, pseudónimo de Gibson João, e “Incêndios à margem do sono”, de Aconteceu Castigo Namussurize, pseudónimo de Óscar Fanheiro, divulgou hoje a Câmara de Óbidos, parceira da iniciativa.

Sobre a obra de Gibson João, de 21 anos, o júri considerou tratar-se de” um livro marcado por uma apurada maturidade poética, que se enovela num modo discursivo a uma só voz, rico e sucinto”.

“As palavras encenam neste livro uma sedução quase física, ou melhor, as palavras parecem estar a incarnar à nossa frente, artificio que resulta claramente de uma prática continuada de leitura”, refere um comunicado em que o júri sustenta as razões da atribuição do prémio.

Quanto ao livro de Óscar Fanheiro, foi considerada uma obra “visceral, que revela a sobriedade do autor na estruturação dos versos e na extensão da emoção da palavra”. O júri destaca a “escrita desconcertante, incisiva, na qual se misturam o ‘chulo’ e o nobre, as metáforas mais ricas e a rudeza do vigor coloquial, o realismo sujo e algumas imagens sublimes, numa comunicação polifónica que, não sendo sempre orquestrada com absoluto ajuste, é de uma inegável coerência estética e se manifesta numa liberdade que deve ser apanágio dos poetas”.

Os dois livros “são como que mutuamente complementares, dado o caráter solar de “[Da casa]: o seu inclinado murmúrio” e o caráter noturno de “Incêndios à margem do sono”, motivo que justifica a atribuição ‘ex aequo’ do prémio”, explicou o júri composto por António Cabrita (poeta, editor e crítico), Francisco Guita Jr. (poeta), Gilberto Matusse (professor de literatura na Universidade Eduardo Mondlane e ensaísta), José dos Remédios (jornalista e crítico literário) e Lica Sebastião (poetisa).

O Prémio Fernando Leite Couto, pai do escritor Mia Couto, foi instituído em 2017 com o objetivo de promover e premiar jovens escritores moçambicanos.

Desde 2021 conta com a parceria do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, da Câmara de Comércio Portugal Moçambique (CCPM), da Câmara Municipal de Óbidos e do Moza-Banco, o que tornou possível atribuir 150 mil meticais (aproximadamente dois mil euros) ao vencedor.

Os vencedores da cada edição ganham ainda a possibilidade de ter a respetiva obra impressa pela CCPM e ganhará uma viagem a Portugal, para participar no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, que este ano decorre de 12 a 22 de outubro.

Os autores realizarão também, nesta vila do distrito de Leiria, uma residência literária e, no regresso a Moçambique, terão apoio do Camões – Centro Cultural Português, para divulgar as respetivas obras e orientar oficinas literárias, numa das suas delegações, em Moçambique.

A atribuição ‘ex aequo” do prémio já aconteceu no ano passado, com a vitória de Maya Ângela Macuacua, com o romance “Diamantes pretos em meio a cristais”, e Jeremias José Mendoso com a coletânea de contos “Quando os mochos piam”.

O prémio foi, pelo segundo ano consecutivo, entregue no Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, numa mesa de autores em que participaram os dois jovens escritores.

Anteriormente o Prémio Fernando Leite Couto tinha sido atribuído a Macvildo Pedro Bonde, com o livro de poemas “Descrição das Sombras”, em 2017, e Otildo Justino Guido, com a obra “O Silêncio da Pele”, em 2019.

Foz Côa acolhe festival de música Côa Summer Fest de 03 a 05 de agosto

O festival Côa Summer Fest vai decorrer em Foz Côa, no distrito da Guarda, de 03 a 05 de agosto, com um programa que inclui músicos como Mundo Segundo & Sam The Kid, Lhast e Bispo, disse a organização à Lusa.

Ricardo Pimenta, membro da organização do Côa Summer Fest, disse que é um orgulho levar a música portuguesa ao interior do país, concretamente ao distrito da Guarda.

“O nosso festival sempre foi muito mais do que música. Um dos nossos objetivos principais é promover aquilo que Foz Côa e a sua região têm de melhor. Ao longo das últimas dez edições, o objetivo foi dar palco a artistas nacionais e emergentes que se têm destacado no panorama musical”, vincou o responsável, em declarações à agência Lusa.

O programa começa no dia 03 de agosto com Throwback Thursday – Festa dos anos 80, 90 e 2000 com Dj residentes.

No dia seguinte sobem ao palco os Mundo Segundo & Sam The Kid, Dj Gou Lart e Fank Boyz.

O último dia do festival está reservado a Bispo, Lhast, DJ Cozta e Los Bandidos.

“Este ano não será diferente dos anteriores e vamos trazer nomes sonantes da música, misturar tendências, mas, acima de tudo, queremos garantir que toda a gente se diverte ao máximo no Côa Summer Fest. É com a sensação de dever cumprido que apresentamos este cartaz, sem qualquer custo para quem se junta a nós no recinto, e mal podemos esperar para receber todos numa grande festa”, justificam os promotores do festival de verão.

De acordo com Ricardo Pimenta, as edições anteriores habituaram os festivaleiros a grandes nomes da música nacional como Nenny, Blaya, Ivandro, Richie Campbell e D.A.M.A..

O festival Côa Summer Fest é organizado pela Associação Juvenil Gustavo Filipe, junto ao Douro, no distrito da Guarda, e tem como propósito dar aos festivaleiros o melhor dos artistas lusófonos.

O Côa Summer Fest conta com o apoio do município de Foz Côa, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e de outras entidades locais, e garante mais uma vez concertos gratuitos, zona de campismo e acesso às piscinas municipais na compra da pulseira do evento, que também dá acesso outras vantagens na cidade.

Este festival de música e lazer nasceu em 2011, pelas mãos dos membros da Associação Juvenil Gustavo Filipe.

Segundo a organização justificam a criação do festival pela lacuna na oferta de actividades locais direcionadas ao público juvenil, procurando, além da música, reunir diversas iniciativas temáticas locais.

Obras de duplicação do IP3 entre Viseu e Santa Comba Dão começam em 2024

A duplicação do Itinerário Principal 3 (IP3), com perfil de autoestrada, entre Viseu e Santa Comba Dão, arranca em 2024, num investimento de 130 milhões de euros, disse hoje à Lusa o deputado socialista João Azevedo.

“Esta obra vai ser lançada a muito curto prazo, nos próximos meses, para ter início no ano de 2024. Este troço tem um investimento de cerca de 130 milhões de euros e o prazo de obra estará elencado no concurso”, disse João Azevedo, que é também vereador na Câmara Municipal de Viseu.

Ainda segundo o deputado, “mal se inicie este troço, o Governo vai preparar o modelo e a possibilidade de fazer o novo troço”, incluindo Penacova – Santa Comba.

“O primeiro troço a ser realizado vai ser entre Viseu e a zona da ponte da barragem da Aguieira, são cerca de 27,2 quilómetros, num perfil totalmente de autoestrada, duas vias para cada lado, naquilo que é o maior investimento, através de Orçamento do Estado, em Portugal, em faixas rodoviárias”, adiantou.

A ligação entre Viseu e Santa Comba Dão tem a “maior sinistralidade nesta via, ou seja, o critério e a opção para iniciar ali tem muito a ver com isso”, com “a decisão de o Estado português ir ao encontro da proteção e defesa” dos cidadãos, acrescentou.

Na segunda-feira, o presidente da Câmara de Viseu disse à agência Lusa que saiu desolado de uma reunião com o ministro das Infraestruturas, já que este terá anunciado como próxima obra para o IP3 o troço que menos necessita de intervenção.

“O ministro [João Galamba] disse que a grande obra que vão fazer agora no IP3 é a que menos falta faz, que é entre Viseu e Treixedo. E nós queremos obra onde, de facto, ela é mais fundamental”, afirmou o social-democrata Fernando Ruas.

Ainda de acordo com João Azevedo, “na semana passada, foi assinada a portaria de encargos orçamentais, que permite que esta obra seja lançada nos próximos meses, poucos, para que se concretize um sonho que os viseenses esperam há muito”.

O deputado referiu ainda que a obra “será feita por fases para viabilizar um tráfego com mais qualidade, com mais segurança e com mais capacidade de resposta naquilo que são as necessidades daqueles que utilizam esta estrada”.

“Em 2018, a Comunidade Viseu Dão Lafões decidiu que esta seria a melhor solução, o traçado entre Viseu e Coimbra teria cerca de 85% de perfil de autoestrada, com duas vias de cada lado, sem portagens”, lembrou.

Ou seja, “cerca de 11% a 12% fosse num traçado de dois/um, duas vias de um lado e uma do outro, e cerca de 3% do traçado tivesse uma via de um lado e uma do outro e tem a ver com as pontes e os viadutos”.

O socialista considerou ainda “lamentável o senhor presidente da CIM Viseu Dão Lafões tentar utilizar uma boa notícia e passá-la a má notícia”, depois de Fernando Ruas ter defendido que a obra inicia-se na zona que “necessita menos intervenção”.

Anabela Oliveira assume presidência da Câmara de Tabuaço e acumula quase todas as pastas

A vereadora Anabela Paiva Oliveira (PSD/CDS-PP) assumiu o cargo de presidente da Câmara de Tabuaço, em substituição de Carlos Carvalho, e ficou com quase todos os pelouros, com exceção das Obras Públicas, uma postura que surpreendeu a oposição (PS).

“Assumi as funções de presidente em regime de substituição e durante o período em que o senhor presidente está suspenso”, afirmou Anabela Oliveira na sessão ordinária da assembleia municipal de 30 de junho, a primeira após o Tribunal Judicial de Viseu ter suspendido o exercício de funções do presidente e do vice-presidente, Carlos Carvalho e José Carlos Silva, respetivamente, como medida de coação.

A Lusa consultou a gravação da sessão disponível no ‘site’ da assembleia.

A medida de coação foi emitida pelo Tribunal Judicial de Viseu em maio, na sequência de uma investigação da Polícia Judiciária por “crimes de abuso de poder, prevaricação, denegação de justiça e violação das regras urbanísticas na Câmara Municipal de Tabuaço”, no distrito de Viseu.

Além do presidente e vice-presidente, o tribunal determinou que “dois funcionários da mesma autarquia ficassem sujeitos a TIR [termo de identidade e residência], proibição de contactos e suspensos do exercício de funções públicas”.

Um terceiro funcionário da autarquia “ficou sujeito a TIR e proibição de contactos”.

A ação policial foi desencadeada em 08 de março pela Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, num inquérito dirigido pelo Ministério Público – DIAP de Viseu.

Anabela Oliveira acrescentou que o “vice-presidente, em consequência também deste despacho que aplicou as medidas de coação, entendeu pedir renúncia ao mandato, tendo sido devidamente substituído”.

“Dias depois”, contou, a presidente substituta tomou posse numa reunião extraordinária do executivo municipal e que designou Manuel Costa como vice-presidente, “apesar de continuar em regime de meio tempo, tendo em conta a atividade profissional, a idade e a saúde”.

A professora Maria de Lurdes Figueira e Xavier Moreira Nova são os elementos que estavam a seguir na lista apresentada nas autárquicas de 2023 pela coligação PSD/CDS-PP, pelo que são agora vereadores.

Carlos Portugal é o único vereador da oposição (PS), em regime de não permanência.

Em declarações à agência Lusa, o vereador socialista lamentou “a falta de resposta da presidente a um ‘email’ de pedido de esclarecimentos” e disse que “a única correspondência recebida foi para a reunião de tomada de posse”.

Nessa reunião, “a senhora presidente em funções reclamou a si os poderes todos, ou quase todos, já que passou o das Obras Públicas para o senhor vice-presidente, Manuel Costa, que nem está a tempo inteiro”.

“Nós discordamos e até nos interrogamos desta decisão. Se antes estavam três a tempo inteiro e um a meio tempo, como é que agora uma pessoa só consegue praticamente albergar a gestão de todos os pelouros?”, questionou.

Carlos Carvalho cumpre o terceiro mandato na Câmara de Tabuaço, eleito em coligação pelo PSD-CDS/PP.

Município promove Sessão de Esclarecimento sobre a Linha da Alta Velocidade

O Município de Anadia promove, esta quinta-feira, 6 de julho, pelas 18h00, no Cineteatro Anadia, uma sessão pública de esclarecimento à população sobre as propostas dos traçados relativos ao troço Aveiro-Soure, da nova Linha de Alta Velocidade, no âmbito da Consulta Pública do Estudo de Impacte Ambiental que se encontra a decorrer até ao próximo dia 28 de julho.

Pretende-se com esta sessão elucidar a população sobre as caraterísticas desta nova infraestrutura ferroviária e os impactes ambientais, sociais e económicos associados à sua construção. Por outro lado, alertar ainda as pessoas, designadamente a mais afetadas, direta e indiretamente, sobre as implicações de tais traçados, por forma a que se manifestem, nomeadamente através do Portal Participa.pt.

De sublinhar que o Estudo Prévio da nova Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa apresenta três alternativas de traçado para atravessamento do concelho de Anadia, abrangendo as freguesias de Sangalhos, S. Lourenço do Bairro, Vilarinho do Bairro, União das Freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas, União das Freguesias de Arcos e Mogofores e União das Freguesias de Tamengos, Aguim e Óis do Bairro.

De sublinhar que qualquer pessoa, empresa, associação e/ou entidade pode manifestar a sua opinião sobre Estudo Prévio da nova Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, através do Portal Participa.pt. A Consulta Pública decorre até ao dia 28 de julho de 2023 e só serão consideradas as opiniões, sugestões e/ou reclamações submetidas através do Portal Participa.pt.

Após a sessão de esclarecimento, pelas 21h15, no mesmo local, tem início uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Anadia que irá apreciar e debater as propostas para a Linha Ferroviária de Alta Velocidade, troço Soure-Aveiro, no âmbito da Consulta Pública para Avaliação de Impacte Ambientel. A ordem de trabalhos prevê ainda um período para a intervenção do público.

De referir que esta sessão, à semelhança de outras, terá transmissão através dos canais digitais do Município.

Câmara Municipal de Ílhavo aposta em combustível sustentável produzido no Porto de Aveiro

Amanhã, às 9h30, a Câmara Municipal de Ílhavo apresenta a nova aposta para promover a mobilidade urbana sustentável, nos Armazéns Gerais, localizados na Gafanha da Aquém. Nesta sessão estarão presentes o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, João Campolargo, o Vice-presidente, João Diogo Semedo, e o diretor da Prio, Carlos Baptista. 

A partir deste mês, a frota da Câmara Municipal de Ílhavo será abastecida com Eco Diesel, cujo biodiesel incorporado é produzido na Fábrica da Prio, no Porto de Aveiro, na Gafanha da Nazaré. Esta é uma aposta na sustentabilidade ambiental e económica, que contribui para a preservação do ambiente e valoriza o investimento empresarial local.

Este Eco Diesel reduz até 18% de gases de efeito de estufa e até 5% do consumo comparativamente com o gasóleo convencional. Totalmente compatível com a tecnologia diesel, este combustível distingue-se do tradicional gasóleo rodoviário pela incorporação de 15% de biodiesel, a partir de processos de reciclagem de matérias-primas residuais, com elevados padrões de qualidade e de acordo com as mais exigentes normas europeias.

Outra mais-valia deste carburante está no facto de a sua utilização não exigir qualquer alteração nos motores dos veículos, significando que as viaturas passam a circular de forma mais sustentável e com menos desperdícios. Ao todo, são 39 viaturas municipais (33 ligeiros e 6 pesados) que irão passar a consumir o combustível PRIO Eco Diesel (B15), no âmbito da parceria da Câmara Municipal de Ílhavo com a Prio Energy. 

Para o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, João Campolargo, este é mais um importante passo para a promoção da mobilidade urbana sustentável. “Optamos por uma combustão mais limpa e com menos emissões de gases com efeito de estufa, de forma a ser possível avançarmos para uma realidade mais verde, equilibrada e ecológica. O nosso compromisso passa também por fazer uma boa gestão da frota, envolvendo todos os colaboradores do Município”. 

Conclui: “Reforçamos, desta forma, o nosso contributo à escala local para as metas de descarbonização para 2030, constantes do Plano Nacional Energia e Clima, e do próprio país em 2050 com o compromisso nacional da neutralidade carbónica”.

Recorde-se que, em outubro de 2022, o Município de Ílhavo foi galardoado, pela primeira vez, com a Bandeira Verde ECOXXI, um símbolo que reconhece as boas práticas realizadas na comunidade com vista a um futuro sustentável.

Primeiro-ministro considera que programa Norte 2030 é prova da descentralização

Lisboa, 12/12/2022 - Apresentação da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde. António Costa (Primeiro Ministro) (Gerardo Santos / Global Imagens)

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje, em Santa Maria da Feira, durante um seminário de apresentação do programa de fundos europeus Norte 2030, que os seus moldes o qualificam como uma prova da descentralização de competências.

“O que se passa na prática é que este é o primeiro programa regional onde efetivamente não é o Governo que desenha nem é o Governo que aprova, ele é desenhado pela região, ele é aprovado pela região”, disse hoje António Costa perante uma plateia que lotou o centro de congressos Europarque, em Santa Maria da Feira (distrito de Aveiro).

O chefe do Governo lembrou, no fecho da sessão da manhã do Seminário Estratégia Norte 2030, que o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), António Cunha, foi o primeiro “que não foi escolhido pelo Governo”, mas pelos autarcas da região, o mesmo sucedendo com a primeira vice-presidente, sendo que até 2024 a outra vice-presidente, escolhida pelo Governo, deixará de o ser.

Costa assinalou que “a partir de 2024, todos serão eleitos pelos autarcas da região ou pelos elementos não autarcas do Conselho Regional e, portanto, grande parte deste programa Norte 2030 já não vai ser executado com uma direção da CCDR que tenha qualquer intervenção por parte do Governo”, disse.

“A isto chama-se mesmo descentralização, porque [os responsáveis] passam a ser escolhidos pela região, a responder perante a região”, assinalou.

António Costa abordou ainda as mudanças institucionais na orgânica das CCDR, que “alargaram significativamente o âmbito das suas competências”.

“Não tratam só do ordenamento do território, da gestão do Programa Operacional com a dimensão e conteúdo que tinham até agora”, mas “a grande reforma que foi feita”, considerando-a “uma grande reforma do Estado”, é ter sido possível integrar nas CCDR “o conjunto das políticas essenciais para a estratégia de desenvolvimento regional”.

O chefe do Governo referiu que as competências das CCDR nas áreas da economia, cultura, agricultura e pescas, conservação da natureza, educação e saúde, o que significa que estas áreas “têm que passar a ser integradas” para haver uma estratégia de desenvolvimento regional “que compreenda o conjunto das políticas públicas que são fundamentais” neste domínio.

Sindicato Independente solidário com “grito de alerta” de médicos de Leiria

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) solidarizou-se hoje com o “grito de alerta” da equipa médica do serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), referindo que os profissionais emitiram escusas de responsabilidade.

“O SIM teve conhecimento deste grito de alerta dos colegas de Leiria e está totalmente solidário e todos eles já emitiram uma minuta de escusa de responsabilidade, dada a incapacidade em garantir as escalas”, afirmou à agência Lusa Roque da Cunha.

Médicos da Pediatria do CHL exigem o fecho da urgência pediátrica no período noturno e do bloco de partos e pedem que não seja aceite a atividade obstétrica do Hospital de Caldas da Rainha.

Num abaixo-assinado ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, a equipa médica do serviço de Pediatria do CHL exige, quando nos turnos haja indisponibilidade de elementos para escala e fique apenas um pediatra, o encerramento da urgência pediátrica “a todas as admissões externas”, a partir das 20:00, “de forma a garantir os cuidados adequados e em condições de segurança para os doentes internados”.

Os médicos pedem ainda o fecho do bloco de partos, dado “não ser possível assegurar a assistência aos partos distócicos ou a qualquer emergência de reanimação neonatal”, defendendo que “todas as grávidas com condições de transferência” devem ir para outras unidades hospitalares.

Os 30 médicos exigem também que não seja aceite o desvio para o CHL da atividade assistencial do serviço de Obstetrícia (internamento, bloco de partos e urgência obstétrica) da maternidade do Hospital das Caldas da Rainha, lê-se no abaixo-assinado.

Segundo Roque da Cunha, estes médicos, “além de garantirem a urgência interna, são também responsáveis pela urgência externa, são responsáveis pelo berçário” assim como, quando nasce uma criança, “estarem disponíveis para o caso de haver algum problema”.

“O conselho de administração [do CHL], no nosso ponto de vista, só tem uma possibilidade que é, desde já, comunicar ao INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] a indisponibilidade para que o serviço de pediatria de urgência à noite seja encerrado, e, desde já, até encontrar soluções, o bloco de partos não poder receber grávidas”, declarou.

O secretário-geral do SIM salientou que, “além das grávidas da área responsabilidade do hospital de Leiria”, desde o mês passado os profissionais “são também responsáveis” pelas grávidas da região das Caldas da Rainha, dado que o bloco de partos do hospital da cidade “vai ser sujeito a obras”.

“É mais uma prova daquilo que o SIM tem dito ao longo dos anos que, tal como em Lisboa, reestruturar não é encerrar”, adiantou, reiterando a necessidade de “criar condições para que os médicos não saiam do Serviço Nacional de Saúde”.

Para o responsável do SIM, em causa está “não só a qualidade dos cuidados de saúde prestados às pessoas que aí recorrem, como também da própria responsabilidade ética e criminal dos médicos que aceitem em trabalhar em condições abaixo dos mínimos”, considerando que deve fazer com que “o Governo tenha uma atitude responsável na negociação” com o sindicato.

Roque da Cunha disse ainda esperar que “o Ministério da Saúde dê resposta” aos subscritores do abaixo-assinado.

Saúde mental é “grande aposta” da SCML no combate à pobreza 

A provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) adiantou que a saúde mental será uma das grandes apostas da nova direção no combate à pobreza, defendendo a capacitação das pessoas e famílias para que saiam pelos seus meios.

Dados da SCML dão conta de que diariamente 52.800 pessoas recorreram aos serviços e equipamentos geridos pela instituição, tendo sido feitos 98 mil atendimentos sociais e mais de 188 mil consultas de cuidados de saúde primários em 2022.

Cinco mil idosos recebem apoio diário, bem como 3.700 pessoas que estão em situação de emergência social, tendo a instituição distribuído 15 mil refeições por dia, no ano passado, e dado apoio a 1.200 requerentes de asilo.

Em entrevista à agência Lusa, quando a SCML comemora 525 anos, Ana Jorge salientou que estes são números que demonstram o impacto da atividade da instituição e a diversidade de áreas em que desenvolve trabalho.

Apesar de ter assumido funções há apenas dois meses, Ana Jorge apontou como uma das linhas de atuação a aposta na saúde mental, tendo como objetivo reforçar o trabalho que está a ser feito, nomeadamente na integração de equipas comunitárias e no apoio a algumas populações atendidas na instituição.

“Aquilo que nós precisamos de fazer é tratar e cuidar os que têm problemas existentes no dia de hoje, mas também tentar e fazer tudo para que haja menos problemas na área da saúde mental e para isso nós precisamos de reforçar. Acho que é uma área em que nós não podemos descuidar, de forma alguma, que é no desenvolvimento e no apoio a crianças pequenas e as suas famílias”, destacou.

Acrescentou que esse apoio deverá acontecer tanto nas creches, como nos Jardins de Infância, mas também nas comunidades, de modo a apoiar e reforçar o desenvolvimento destas crianças, tanto do ponto de vista familiar, emocional ou escolar.

“Se tiverem apoio em idades mais precoces poderão fazer melhor em idade escolar. Esta é a grande aposta para podermos, do ponto de vista geral, diminuir a pobreza”, defendeu.

Segundo Ana Jorge, nomeadamente na área da infância, a atuação será feita ao nível da prevenção, aumentando competências e resiliência para um desenvolvimento emocional e cognitivo mais reforçados.

“Para poderem ultrapassar aquilo que são as bolsas de pobreza (…) e poderem ser adultos mais saudáveis”, sustentou, acrescentando que a intervenção se traduz num acompanhamento familiar e que é feita ao nível dos educadores apoiados por psicólogos.

Ana Jorge sublinhou que o objetivo é reforçar este trabalho, não só na intervenção direta, mas também no desenvolvimento de ações de formação para profissionais.

Relativamente ao trabalho que a instituição faz no combate à pobreza, a provedora sublinhou que há dificuldades para as quais muitas vezes são necessárias ajudas pontuais “para suprir momentos de grande carência” e defendeu que o momento “é de urgência” para resolver esses problemas.

“Diria que não podemos dar só peixe. Temos que dar muitas canas para poder ajudar e isso é um trabalho de intervenção social que tem que ser feito”, defendeu, acrescentando que será necessária uma intervenção com todos os parceiros, já que “as instituições sozinhas não conseguem ultrapassar essas dificuldades”.

Disse que o objetivo é capacitar indivíduos e famílias para que sejam capazes, por si e com ajuda, de se organizarem e saírem do ciclo de pobreza.

Ana Jorge destacou também o trabalho feito pela instituição no ano passado, nomeadamente ao nível da infância e juventude, dando como exemplo as mais de 90 crianças à guarda de uma família de acolhimento.

Dados da SCML dão conta que a instituição “tem aumentado a capacidade de resposta”, havendo 2.300 crianças em creches, mais de 500 em jardins de infância, 400 crianças e jovens à guarda da instituição em casas de acolhimento e mais de 100 em apartamentos de autonomia.

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