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“O que acontece ao país depende muito do sucesso do Norte” – António Costa 

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje, no Seminário Estratégia Norte 2030, em Santa Maria da Feira, que “o que acontece ao país depende muito do sucesso” do Norte, referindo-se à sua economia e dinâmica inovadora e exportadora.

“O Norte é, efetivamente, um motor fundamental do crescimento da economia, do investimento em investigação e desenvolvimento, da inovação, da capacidade exportadora. Portanto, o que acontece ao conjunto do país depende muito, obviamente, do sucesso dessa região”, disse António Costa no encerramento da sessão da manhã, que decorreu no Europarque, em Santa Maria da Feira (distrito de Aveiro).

Perante uma plateia cheia, no centro de congressos, António Costa já tinha salientado que o Programa Operacional (PO) Norte 2030, hoje apresentado a milhares de autarcas, funcionários das administrações públicas, empresas e membros da comunidade científica, “é, de longe, o PO regional com maior peso”, estimando-o em 43% “da totalidade das verbas alocadas aos PO regionais”.

António Costa considerou essa proporção como algo “decisivo para o país”, face à importância do Norte no contexto nacional.

“Esta estratégia Norte 2030 e os seus três ‘is’ – industrialização, internacionalização e inovação – estão particularmente alinhados com aquilo que são os grandes objetivos, também, do desenvolvimento a nível nacional no horizonte 2030”, frisou o chefe do Governo.

António Costa lembrou que “o primeiro grande objetivo é garantir uma década de convergência com a União Europeia”, levando a que Portugal tenha de crescer durante 10 anos consecutivos acima da média europeia.

“É assim que tem acontecido desde 2016”, com a exceção de 2020 devido à pandemia de covid-19, assinalou, querendo assegurar que Portugal continua a “aproximar-se dos países mais desenvolvidos”.

“Para isso, a convergência da região Norte com o conjunto do país é também absolutamente decisiva, porque um dos fatores que nos tem permitido convergir com a União Europeia tem sido, precisamente, o facto de a região Norte também estar a convergir com o conjunto do país”, referiu.

António Costa lembrou que o Norte “foi uma das regiões mais afetadas pelo choque competitivo que o país sofreu na viragem do século, e que fez com que a região Norte tenha regredido, em termos de convergência, durante muitos anos”.

“Agora está num forte processo de aceleração, já era visível em 2019, e infelizmente ninguém vai poder saber o que é que teria acontecido se não tivéssemos tido a covid. A verdade é que passado a covid, retomou claramente esse ritmo, e isso é absolutamente fundamental”, frisou.

Assim, para atingir a convergência, “é preciso que a estratégia o possa apoiar”, alicerçadas no aumento de 25% das empresas exportadoras e na modernização do tecido produtivo nacional, bem como no aumento das qualificações da população, afirmou.

JMJ: Lisboa com 6.300 famílias de acolhimento e 1.076 espaços validados

A um mês da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) a Diocese de Lisboa regista 6.300 famílias de acolhimento de peregrinos e 1.076 espaços coletivos de alojamento, “superando as expectativas”, disse à agência Lusa o coordenador do comité organizador.

“É acima do que esperávamos. No caso da Diocese de Lisboa, tínhamos de encontrar, aproximadamente, espaço para 200 mil peregrinos. Neste momento, dentro daquilo que temos validado, vamos ficar acima disso, de capacidade”, estimou à agência Lusa o coordenador do Comité Organizador da JMJ da Diocese de Lisboa, João Clemente.

 Segundo o balanço feito por João Clemente, foram validados, até ao momento, nos 22 municípios que integram a Diocese de Lisboa 1.076 espaços coletivos de alojamento e encontradas 6.300 famílias de acolhimento.

Nos espaços coletivos de alojamento será possível acolher 215 mil peregrinos, em casa das famílias de acolhimento 22 mil.

Relativamente aos voluntários paroquianos, a Diocese de Lisboa conseguiu até ao momento angariar 12 mil pessoas, número considerado “muito positivo” pela organização.

Estes voluntários, explicou João Clemente, vão ajudar a preparar os espaços onde os peregrinos vão dormir, os pequenos-almoços e dar informações sobre alimentação e transportes.

“Já começou a ser feita a alocação dos peregrinos às paróquias. Ou seja, algumas paróquias já sabem o número de peregrinos que, de facto, vão receber, a sua nacionalidade. Já começam estas paróquias a contactar diretamente os grupos que vão receber para ver os aspetos práticos. Quando chegam, quando vão embora”, explicou.

João Clemente destacou também a “união e a motivação” que se sente na “reta final” e que, no caso da Diocese de Lisboa, se tem sentido mais estes dias devido à presença dos símbolos da JMJ, que percorrerão os 22 municípios.

“Estes símbolos têm servido também para mobilizar e motivar as pessoas nesta reta final. Tem sido uma peregrinação e tem havido muitas festas. Há aqui uma motivação e um trabalho de congregar as pessoas muito em torno dos símbolos”, sublinhou

A Diocese de Lisboa é composta por 288 paróquias, distribuídas pelos municípios de Lisboa, Loures, Odivelas, Amadora, Sintra, Oeiras, Cascais, Mafra, Vila Franca de Xira, Azambuja, Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Alenquer e Cadaval, do distrito de Lisboa, e Bombarral, Lourinhã, Caldas da Rainha, Peniche, Óbidos, Nazaré e Alcobaça, do distrito de Leiria.

Considerado o maior acontecimento da Igreja Católica, a JMJ vai realizar-se entre 01 e 06 de agosto e são esperados cerca de 1,5 milhões de pessoas, quase três vezes a população da cidade de Lisboa, contando ainda com a presença do Papa Francisco.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II e a primeira edição aconteceu em 1986, em Roma.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJLisboa2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano, após a celebração do Angelus. O gesto marcou a abertura mundial das inscrições para o encontro mundial de jovens com o Papa, que encerrará a Jornada.

Médicos da Pediatria do Centro Hospitalar de Leiria exigem fecho da urgência à noite e do bloco de partos

Médicos da Pediatria do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) exigem o fecho da urgência pediátrica no período noturno e do bloco de partos, e pedem que não seja aceite a atividade obstétrica do Hospital de Caldas da Rainha.

Num abaixo-assinado ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, a equipa médica do serviço de Pediatria do CHL exige, quando nos turnos haja indisponibilidade de elementos para escala e fique apenas um pediatra, o encerramento da urgência pediátrica “a todas as admissões externas”, a partir das 20:00, “de forma a garantir os cuidados adequados e em condições de segurança para os doentes internados”.

Os médicos pedem ainda o fecho do bloco de partos, dado “não ser possível assegurar a assistência aos partos distócicos ou a qualquer emergência de reanimação neonatal”, defendendo que “todas as grávidas com condições de transferência” devem ir para outras unidades hospitalares.

Em ambas as situações, os 30 subscritores consideram fundamental que o CHL “informe atempadamente a Saúde 24, o CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes], os cuidados de saúde primários, hospitais em redor (nomeadamente de Alcobaça e Pombal) e a população”.

Os médicos exigem também que não seja aceite o desvio para o CHL da atividade assistencial do serviço de Obstetrícia (internamento, bloco de partos e urgência obstétrica) da maternidade do Hospital das Caldas da Rainha, lê-se no abaixo-assinado, dirigido ao diretor clínico do CHL e com conhecimento do presidente do conselho de administração, do diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, da Ordem dos Médicos, da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato Independente dos Médicos.

No documento, datado de segunda-feira, a equipa médica do serviço de Pediatria denuncia, mais uma vez, que “não estão reunidas as condições de segurança para o exercício da atividade médica de qualidade na urgência pediátrica, no bloco de partos e na maternidade”, o que coloca em “risco a segurança de doentes e profissionais”.

Explicando que em novembro de 2022 e maio passado a equipa médica já tinha demonstrado “as preocupações com o funcionamento da urgência pediátrica”, os subscritores referem que “acresce agora outra situação”, devido ao fecho da maternidade de Caldas da Rainha, do Centro Hospitalar do Oeste, este verão, com o desvio para o CHL da atividade assistencial.

“Foi decidido que a equipa médica e de enfermagem do serviço de obstetrícia do Hospital das Caldas da Rainha viesse reforçar as equipas médicas e de enfermagem do Hospital de Santo André [Leiria]”, adianta, realçando que não foi decidido pela tutela o mesmo reforço do serviço de Pediatria”, pelo que “terá de manter o apoio já prestado anteriormente com a sobrecarga acrescida”.

Segundo a equipa, a situação “irá ser agudizada no período de verão”, com as férias. “Após todas as tentativas de solução demonstradas pelo serviço, não houve qualquer alternativa/atitude demonstrada pela administração e pela tutela no sentido da resolução” de uma situação que classificam de incomportável, é referido.

“Não temos elementos disponíveis para preenchimento de todos os períodos necessários de forma a elaborar a escala do serviço de urgência nos próximos meses, pelo que não vemos alternativa ao encerramento da urgência pediátrica [tal como funciona agora, 24 horas por dia, sete dias por semana], com apoio a maternidade, berçário, enfermaria, unidade de cuidados especiais pediátricos, unidade de internamento de curta duração e urgência”, acrescentam os profissionais.

Em 18 de abril, o Centro Hospitalar do Oeste anunciou que a maternidade do Hospital das Caldas da Rainha vai ser requalificada, obra que incide no serviço de Obstetrícia e no bloco de partos, e que obriga, até setembro, à transferência das grávidas para Leiria.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, abrangendo os concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte de Alcobaça e de Mafra, com cerca de 298 mil habitantes.

Já o CHL integra os hospitais de Leiria, Pombal e Alcobaça.

Segundo o seu sítio na Internet, o CHL tem como “área de influência a correspondente aos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Porto de Mós, Nazaré, Pombal, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Ourém e parte dos concelhos de Alcobaça e Soure, servindo uma população de cerca de 400.000 habitantes”.

JMJ: Diocese de Aveiro vai receber 4.900 peregrinos estrangeiros

A diocese de Aveiro vai receber 4.900 peregrinos estrangeiros, que ficarão alojados em casas de 2.000 famílias de acolhimento nos Dias nas Dioceses, encontro que antecede a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), foi hoje anunciado.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Comité Organizador Diocesano (COD) de Aveiro refere que entre os dias 26 e 31 de julho, a diocese vai acolher um total de 4.900 peregrinos estrangeiros, entre os quais 17 bispos que acompanham os grupos de 14 nacionalidades oriundos de quatro continentes.

Quanto ao alojamento, o COD de Aveiro garante que todos os peregrinos serão acolhidos nas casas de 2.000 famílias de acolhimento que aceitaram o desafio de abrir as suas portas a peregrinos estrangeiros.

A responsável do COD Aveiro pelas famílias de acolhimento, Ondina Matos, salienta o trabalho “incansável das equipas locais” que trabalharam durante muito tempo para garantir famílias de acolhimento para todos os peregrinos que vão viver os Dias nas Dioceses.

Para além dos 1.200 voluntários inscritos de toda a diocese, o COD de Aveiro diz que também a comunidade de cada paróquia será mobilizada para ajudar e acompanhar estes jovens peregrinos estrangeiros na semana de 26 a 31 de julho.

Ainda de acordo com o COD de Aveiro, há 1.170 peregrinos de Aveiro que irão rumar até Lisboa para a JMJ, que decorrerá entre 01 e 06 de agosto.

O coordenador do COD Aveiro, Pedro Carvalho, mostra-se satisfeito com estes números, constatando que são o resultado da visão que a equipa tinha quando “sonhou com este projeto de mobilizar a comunidade da diocese de Aveiro para viver a JMJ na sua plenitude e que foi atingida”.

“Para além da mobilização dos jovens e das famílias da diocese de Aveiro, o COD Aveiro conseguiu ainda mobilizar delegações estrangeiras para uma programação dos Dias nas Dioceses que privilegia o dia a dia paroquial, vivido nos municípios que estão inseridos e que evita rotas turísticas de grande massa”, acrescentou Pedro Carvalho.

Considerado o maior acontecimento da Igreja Católica, a JMJ vai realizar-se entre 01 e 06 de agosto e são esperados cerca de 1,5 milhões de pessoas, quase três vezes a população da cidade de Lisboa, contando ainda com a presença do Papa Francisco.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

 As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II e a primeira edição aconteceu em 1986, em Roma.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJLisboa2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano, após a celebração do Angelus. Este gesto marcou a abertura mundial das inscrições para o encontro mundial de jovens com o Papa, que encerrará a Jornada.

Norte “não gera a riqueza que devia” e a gerada é “drenada pelo centralismo” 

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) disse hoje, na abertura do Seminário Estratégia Norte 2030, que a região “não gera a riqueza que devia”, e a gerada é “drenada pelo centralismo”.

“O Norte constitui a região portuguesa com menor PIB [Produto Interno Bruto] por habitante. O Norte não gera a riqueza que devia, e a que gera é significativamente drenada por um centralismo com raízes sistémicas e profundas na sociedade portuguesa”, disse António Cunha perante um centro de congressos lotado no Europarque, em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

Num discurso em que fez uma ‘radiografia’ à região e ao processo de construção do novo Programa Operacional Norte 2030, hoje apresentado a milhares de autarcas e funcionários da administração pública da região, bem como empresários e representantes de instituições do ensino superior, António Cunha considerou que o programa é bom.

“É um programa orientado para responder aos principais desafios que este primeiro quartil do século XXI coloca ao país e à região”, disse, frisando as “evidentes alterações climáticas, a incontornável transição energético-ambiental, a necessária transição digital, mas também a crise demográfica, e a geração de valor que assegure melhores níveis de rendimento e qualidade de vida” às populações.

António Cunha frisou que os 3,4 mil milhões de euros à disposição do Norte 2030 têm “uma maior alocação de verbas a tipologias que serão efetivamente geridas regionalmente”, em comparação com o programa Norte 2020.

“O Norte 2030 tem uma mais expressiva conformidade com a região que visa servir e desenvolver”, e uma “governação com maior autonomia regional”, um processo que “importa aprofundar”, segundo o presidente da CCDR-N.

Apesar dos elogios ao “bom” novo programa, António Cunha não deixou de reiterar que considera “anacrónica a redação do Acordo de Parceria e, consequentemente, dos programas regionais, ao impor ‘plafonds’ orçamentais ao OP5 [objetivo estratégico do desenvolvimento local] para os municípios que não são centros urbanos no PNPOT [Programa Nacional da Politica de Ordenamento do Território], numa divisão totalmente artificial pelo menos neste Norte, entre o rural e o urbano”.

“Importa alterar esta disposição sem sentido”, apelou António Cunha.

O presidente da CCDR-N vincou ainda que “o Norte precisa de um sistema regional de inovação, tem tudo para o ter, só precisa de mais autonomia para o gerir”.

“É importante para o Norte, mas é muito importante para o país. Todo o Portugal ganhará com a subida nas cadeias de valor do tecido exportador do Norte”, considerou.

O líder regional defendeu ainda que “os princípios do gradualismo, da modularidade e da subsidiariedade também devem estar presentes na operacionalização da nova estrutura orgânica das CCDR, para evitar os riscos de implosão ou descontinuidade de serviços”.

António Cunha considerou ainda fundamental que no início do [Norte] 2030 se possa “reconhecer e solucionar, de uma vez por todas, as questões da valorização remuneratória e da contagem do tempo de serviço e transição dos trabalhadores das estruturas de apoio aos programas, nomeadamente nos chamados ex-PREVPAP [Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários na Administração Pública]”.

Frota municipal de Ílhavo passa a ser abastecida com eco diesel

A Câmara de Ílhavo vai começar a abastecer a sua frota com eco diesel, que incorpora biodiesel produzido na Gafanha da Nazaré, revelou hoje a autarquia do distrito de Aveiro.

“A partir deste mês, a frota da Câmara Municipal de Ílhavo será abastecida com eco diesel, cujo biodiesel incorporado é produzido na fábrica da Prio, no porto de Aveiro, na Gafanha da Nazaré”, refere a nota de imprensa da autarquia.

Segundo a mesma nota, a mudança ao nível dos combustíveis “é uma aposta na sustentabilidade ambiental e económica, que contribui para a preservação do ambiente e valoriza o investimento empresarial local”.

O eco diesel, acrescenta, “reduz até 18% de gases de efeito de estufa e até 5% do consumo comparativamente com o gasóleo convencional”.

A decisão foi tomada tendo em conta que a generalidade da frota do município é constituída por viaturas a gasóleo.

Ao todo, são 39 viaturas municipais (33 ligeiros e seis pesados) que irão passar a consumir aquele combustível no âmbito de uma parceria da Câmara Municipal de Ílhavo com a Prio Energy. 

A opção da autarquia pela utilização desse carburante “está no facto de a sua utilização não exigir qualquer alteração nos motores dos veículos, significando que as viaturas passam a circular de forma mais sustentável e com menos desperdícios”.

“Totalmente compatível com a tecnologia diesel, este combustível distingue-se do tradicional gasóleo rodoviário pela incorporação de 15% de biodiesel, a partir de processos de reciclagem de matérias-primas residuais, com elevados padrões de qualidade e de acordo com as mais exigentes normas europeias”, descreve.

Para o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, João Campolargo, “é mais um importante passo para a promoção da mobilidade urbana sustentável”.

“Optamos por uma combustão mais limpa e com menos emissões de gases com efeito de estufa, de forma a ser possível avançarmos para uma realidade mais verde, equilibrada e ecológica”, afirma.

O autarca salienta que o compromisso “passa também por fazer uma boa gestão da frota, envolvendo todos os colaboradores do Município” e conclui: “reforçamos, desta forma, o nosso contributo à escala local para as metas de descarbonização para 2030”.

Manuel Clemente completa 10 anos no Patriarcado com substituição no horizonte próximo

O cardeal-patriarca de Lisboa cumpre na próxima quinta-feira, 06 de julho, 10 anos à frente do Patriarcado, a dias de completar 75 anos, idade canónica para pedir a resignação, sendo esperada a sua substituição nos próximos meses.

Sendo certo que o Papa, caso não haja graves problemas de saúde, pode manter no cargo um bispo um ou dois anos para além da idade da resignação, no caso de Manuel Clemente a substituição a curto prazo é apontada como certa, uma vez que foi o próprio que, na Missa Crismal deste ano, em 06 de abril, se manifestou convicto de que aquela seria a última a que presidiria enquanto patriarca.

A convicção de que assim será é comum a muitos católicos diocesanos de Lisboa, onde não estão ausentes as movimentações no sentido de desenhar o perfil considerado adequado para o futuro titular da diocese.

Neste sentido, no final de maio, um grupo de católicos de Lisboa enviou mesmo uma carta ao Vaticano, defendendo que o próximo patriarca seja “um bispo centrado no essencial” com a “atitude de proximidade e cuidado (…) com todos”, em especial os “mais pobres e vulneráveis”.

Na carta, os subscritores – entre os quais o jornalista Jorge Wemans, e o dinamizador da carta que pediu uma investigação independente sobre os abusos no seio da Igreja, Nuno Caiado – defendiam que o novo bispo “seja a imagem do Bom Pastor” e tenha “a atitude de proximidade e cuidado de Jesus Cristo com todos, em especial com os mais pobres e vulneráveis, doentes, excluídos e marginalizados, não a partir de cima, mas envolvendo-os” e que seja “um bispo livre e humilde”, com “movimentos de simples pastor e não de príncipe”.

Quanto a nomes, vários têm sido apontados publicamente, desde Américo Aguiar (auxiliar de Lisboa e presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023) a Francisco Senra Coelho (Évora), passando por Virgílio Antunes (Coimbra) ou Nuno Brás (Funchal), mas é sabido que muitas vezes é a surpresa que marca a decisão do Vaticano.

É conhecida, no entanto, a opinião de Manuel Clemente, que, no verão de 2022, em entrevista à Rádio Renascença, defendeu que Lisboa iria precisar de “um bispo a condizer com a juventude”.

E é a juventude que vai marcar o grande momento desta década de Clemente à frente do Patriarcado, com a realização, de 01 a 06 de agosto, da Jornada Mundial que poderá reunir mais de um milhão de jovens de todo o mundo para um encontro presidido pelo Papa.

Estes dias de festa em agosto, no entanto, não apagarão as marcas do último ano e meio, quando os casos de abuso no Patriarcado saltaram para o domínio público e afetaram a imagem de Manuel Clemente que, segundo o jornal 7Margens, num encontro no Vaticano com o Papa Francisco, em 05 de agosto de 2022, terá deixado nas mãos do pontífice a possibilidade de ser substituído no cargo ainda naquele verão.

Em causa estava, desde logo, um caso ocorrido em 1999 e recuperado no final de julho pelo jornal Observador, dando conta de que o atual patriarca “teve conhecimento de uma denúncia de abusos sexuais de menores relativa a um sacerdote do Patriarcado e chegou mesmo a encontrar-se pessoalmente com a vítima, mas optou por não comunicar o caso às autoridades civis e por manter o padre no ativo com funções de capelania”.

“Além disso, o sacerdote continuou a gerir uma associação privada onde acolhe famílias, jovens e crianças, com o conhecimento de D. Manuel Clemente. Tudo, porque (…) a vítima, que alega ter sofrido os abusos na década de 1990, não quis que o seu caso fosse público e queria apenas que os abusos não se repetissem”, noticiou o jornal.

Clemente, assegurou, então, numa carta aberta, que “desde a primeira hora” deu instruções, no Patriarcado, “para que a Tolerância Zero e a Transparência Total sejam regra conhecida de todos” quanto ao abuso de menores e procurou esclarecer o que “testemunhou” no caso do padre acusado de abuso denunciado em 1999 ao anterior patriarca, José Policarpo, e disse aceitar que “este caso e outros do conhecimento público e que foram tratados no passado, não correspondem aos padrões e recomendações que hoje” todos querem “ver implementados”.

A par deste, outros casos de suspeitas de abusos no Patriarcado foram noticiados, tendo, já em março deste ano, sido suspensos do ministério quatro sacerdotes, um dos quais foi, entretanto, autorizado a voltar às suas funções.

Por mais de uma vez o patriarca pediu perdão às vítimas de abuso, como em 06 de abril, em que fez questão de vincar que esse pedido era “institucional e convicto” enquanto titular do Patriarcado.

A verdade é que a questão dos abusos marcou de forma impressiva os últimos meses do cardeal Manuel Clemente no Patriarcado, ecoando ainda as declarações feitas em março, quando considerou “insultuoso para as vítimas” falar-se em indemnizações.

E é com estes últimos meses de ambiente carregado, que, após 16 de julho e da carta de pedido de renúncia que dirigirá ao Papa, o cardeal natural de Torres Vedras, doutorado em Teologia Histórica, Prémio Pessoa, atribuído em 2009 pela “sua intervenção cívica” que se tinha “destacado por uma postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, de combate à exclusão e da intervenção social da Igreja”, entrará num período de espera, até que o Vaticano o liberte de funções.

35 concelhos do interior Norte e Centro e Algarve em perigo máximo de incêndio

Trinta e cinco concelhos do interior Norte e Centro e do Algarve apresentam hoje um perigo máximo de incêndio, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, o perigo máximo está declarado em concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Viseu, Santarém, Portalegre e Faro.

Cerca de 80 municípios dos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa, Évora, Beja e Faro apresentam perigo muito elevado.

Em perigo elevado está toda a região do Alentejo e cerca de 80 concelhos dos distritos de Lisboa, Santarém, Leiria, Coimbra, Viseu, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.

O perigo de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

As previsões meteorológicas apontam hoje para uma pequena descida de temperatura, exceto da máxima no sotavento algarvio, onde se registará uma subida, céu pouco nublado ou limpo, com nebulosidade matinal no litoral oeste, e vento por vezes forte na faixa costeira a sul do Cabo da Roca e nas terras altas.

As temperaturas máximas vão variar entre os 22º em Aveiro e Viana do Castelo e os 36º em Faro.

Pedro Nuno volta hoje ao lugar de deputado PS e diz-se sem queixas em relação a Costa

Pedro Nuno Santos regressa hoje ao parlamento para assumir o lugar de deputado do PS, seis meses depois de se ter demitido do Governo por causa da indemnização paga a Alexandra Reis para abandonar a TAP.

Cabeça de lista socialista pelo círculo de Aveiro nas últimas eleições legislativas, o ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação substitui Rosa Venâncio na Assembleia da República, após seis meses em que pediu a suspensão do seu mandato de deputado.

E já fez saber que neste seu regresso não quer interferir nas áreas governativas que estiveram sob a sua direta tutela e que volta ao parlamento sem razões para se queixar de falta de solidariedade por parte do primeiro-ministro, António Costa.

Há cerca de três semanas, na comissão parlamentar de inquérito sobre a TAP, Pedro Nuno Santos declarou: “Tinha e tenho uma boa relação com o primeiro-ministro (…) Nunca senti falta de solidariedade do primeiro-ministro”.

Também o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, em recente entrevista à TSF, optou por desdramatizar a presença de Pedro Nuno Santos na bancada do PS, contrapondo mesmo que “fica sempre mais forte quando acolhe um quadro do partido qualificado, com experiência governativa”.

Como ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos esteve diretamente envolvido em dois dos casos que mais afetaram a estabilidade interna do executivo de maioria absoluta de António Costa.

O primeiro foi no final de junho do ano passado quando publicou uma portaria sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa sem conhecimento prévio do primeiro-ministro e em contradição direta com a garantia por este deixada de que a escolha por parte do Estado seria feita através de um processo consensualizado com o PSD.

Em 28 de dezembro passado, demitiu-se depois de se saber que o seu secretário de Estado, Hugo Mendes, tinha acompanhado o processo para o pagamento a Alexandra Reis de uma indemnização de meio milhão de euros para sair da administração da TAP.

Semanas depois da sua demissão, supostamente depois de consultar as suas mensagens de WhatsApp, o próprio Pedro Nuno assumiu que também ele, afinal, tinha conhecimento de que essa indemnização tinha sido paga à ex-secretária de Estado do Tesouro.

Secretário-geral da JS sob a liderança de José Sócrates no PS, deputado desde 2005, apoiante e depois opositor do ex-líder António José Seguro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares logo no primeiro executivo da “Geringonça”, Pedro Nuno Santos começou a posicionar-se como potencial candidato à sucessão de António Costa já há cinco anos, no congresso de 2018.

No plano político, em vários momentos procurou traçar linhas de demarcação ideológicas face às direções de António Costa, das quais se destacam aqui apenas algumas.

Em plena campanha nas eleições europeias de 2019, criticou os acordos dos socialistas europeus com o Partido Popular Europeu (PPE) e forças liberais; após as legislativas de 2019, lamentou a ausência de um acordo escrito com o Bloco de Esquerda para a formação do segundo Governo minoritário do PS; mesmo após a última crise política, com o chumbo do Orçamento para 2022, continuou a defender a “Geringonça” como solução governativa.

Nas sessões do PS em que discursa, deixa normalmente um aviso aos militantes mais liberais ou de centro-esquerda: “O PS tem duas letras: P de partido, S de socialista. Não tem mais nenhuma letra”.

No PS são também realçados alguns dos seus discursos de tendência mais neomarxista, como aqueles em que coloca em confronto as operárias gaspeadeiras e os patrões do calçado. Embora, em outras circunstâncias, também elogie o contributo do setor do calçado para as exportações nacionais, e tenha terminado as suas funções de ministro a defender a reprivatização parcial da TAP.

Grupo detido em Santarém por tráfico de droga. Um dos membros tem 81 anos

GNR apreendeu aos suspeitos haxixe, canábis, uma catana, algum dinheiro e diverso material relacionado com a pesagem, corte e armazenamento de produto estupefaciente.

Quatro pessoas, com idades compreendidas entre os 18 e os 81 anos, foram detidos em Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, por suspeitas de tráfico de estupefacientes, revelou a Guarda Nacional Republicana (GNR), esta terça-feira, num comunicado enviado à TVC.

De acordo com os militares, aos suspeitos – três homens e uma mulher – , que estavam a ser investigados há um ano, foram apreendidas 665 doses de haxixe, uma planta de canábis, diverso material de pesagem, corte e armazenamento de produto estupefaciente, 770 euros em dinheiro e uma catana.

Os detidos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Santarém.

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