Início Site Página 651

Sindicato denuncia que Hospital da Guarda tem mais de 60 enfermeiros precários

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor) denunciou hoje que o Hospital da Guarda tem mais de 60 enfermeiros em situação precária, alguns a trabalharem sem contrato de trabalho.

Em comunicado, a estrutura sindical revelou que a maioria dos profissionais precários trabalham “há anos na instituição”, através de “uma sucessão de contratos de substituição”, embora existam “enfermeiros que ali trabalham há anos e nunca assinaram qualquer contrato”.

“É péssimo um hospital como o da Guarda ter tantos enfermeiros com vínculos precários, quando a sua necessidade permanente está mais do que comprovada. Afinal, estamos a falar do interior do país, onde não existem assim tantos profissionais e é preciso criar aliciantes para a sua fixação”, referiu o coordenador da região Centro Nuno Couceiro.

A constatação do Sindepor surgiu numa visita recente à unidade hospitalar.

Segundo Nuno Couceiro, “o que mais espantou foi existirem enfermeiros ao serviço que nunca assinaram nenhum contrato”.

“Como é que isto é possível? Estamos habituados a grandes diferenças no tratamento dos enfermeiros nas várias instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas isto ultrapassa todos os limites”, lamentou.

Na recente visita ao Hospital da Guarda, o Sindepor disse ter identificado, nos serviços por onde passou, “um acumulado superior a 24 mil horas extra feitas por enfermeiros, que nem são pagas, nem são gozadas como tempo de descanso”.

“Estes milhares de horas extra acumuladas em vários serviços mostram bem a ‘gestão’ que vigora no Hospital da Guarda, em que os enfermeiros são, mais uma vez, os prejudicados, porque são obrigados ou aliciados a trabalhar um número de horas claramente excessivo e não veem qualquer compensação por isso”, criticou o coordenador regional do Sindepor.

Além disso, “o Hospital da Guarda ainda opta por não renovar contratos de alguns dos enfermeiros com vínculos precários, lançando-os no desemprego”.

Já após a visita, “foram dispensados três enfermeiros que tinham contratos precários e fechadas oito camas em Medicina B no final da semana passada”, decisões que prejudicam os profissionais dispensados e os utentes, que veem reduzida a capacidade de assistência.

“São situações muito tristes e lamentáveis as que encontrámos nos serviços que visitámos e só podemos exigir que a administração do Hospital da Guarda tome medidas para resolver estes problemas”, apelou Nuno Couceiro.

Para o dirigente sindical, esta situação é “mais um exemplo de que o SNS “está, na generalidade, cada vez pior, apesar das pseudo-melhorias que o Governo constantemente anuncia”.

Em resposta à agência Lusa, a administração do Hospital da Guarda indicou que existe “um procedimento interno referente ao trabalho extraordinário que todos os funcionários devem cumprir e cujo pagamento tem sido assegurado”.

“O incremento do número de horas resultou da regularização de um direito reconhecido, resultante do trabalho efetuado em dias de descanso semanal”, salientou a nota.

Sobre a precariedade daqueles profissionais, a administração frisou que está a “envidar esforços” para regularizar a situação contratual dos enfermeiros contratados durante a pandemia da covid-19.

Relativamente à não renovação com alguns enfermeiros, a administração justificou a decisão com a caducidade dos contratos de trabalho e “o cumprimento das condições contratuais”.

Câmara de Penacova preocupada com falta de limpeza nas bermas do IP3 e N110

A Câmara de Penacova mostrou-se hoje preocupada com a falta de limpeza das faixas até dez metros junto do IP3 e da estrada nacional 110 (N110), que é responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP).

“A nacional 110 está deplorável, com zonas de túnel, com árvores a unirem as suas copas, o que é muito preocupante, sendo uma estrada estreita e não havendo muito sítios para onde fugir. No IP3, temos os taludes muito mal tratados”, disse à agência Lusa o vereador da Câmara de Penacova, António Magalhães Cardoso, que tem as pastas dos transportes, gestão do espaço público e planeamento territorial.

Na zona de Penacova por onde passa o IP3, é possível ver acácias a crescer junto àquela via principal que liga Coimbra a Viseu, sem qualquer respeito pela regra da faixa de gestão de dez metros.

Na N110, via que acompanha o rio Mondego e que liga Penacova a Coimbra, também é visível a falta de limpeza das bermas e taludes, num terreno de orografia acentuada e onde dominam as acácias e os eucaliptos.

Segundo o vereador, a Câmara de Penacova (distrito de Coimbra) insta todos os anos a IP a informar o município do seu plano de limpeza das faixas de gestão de combustíveis, não tendo recebido qualquer resposta no presente ano.

Magalhães Cardoso notou que a IP está a limpar, de momento, junto ao IC6, mas essa é a única das cinco estradas nacionais que atravessam o concelho que sofreram qualquer intervenção até agora.

Em 2022, o município chegou a ter um protocolo fechado entre a autarquia, a IP e a Altri, empresa do ramo da celulose, para assegurar a limpeza dos taludes do IP3 sem custos ou custos muito reduzidos para o Estado, referiu.

“Basicamente, a ideia era a Altri assegurar a limpeza e usaria a biomassa recolhida nesses trabalhos para alimentar a central termoelétrica de Mortágua. Era limpar a estrada a custo praticamente zero”, realçou o vereador da Câmara de Penacova.

No entanto, cerca de um mês depois a IP recuou na prossecução do protocolo, afirmando não estar confortável em fazer uma parceria com uma empresa privada, disse António Magalhães Cardoso.

“Nunca se levou o protocolo avante”, lamentou o autarca.

Segundo o vereador, em 2022, face à demora do visto do Tribunal de Contas sobre a contratualização pela IP de um operador para assegurar a limpeza das bermas, a mesma só foi feita já em outubro, depois do período de maior risco de incêndio.

Obras de 6 ME em zonas industriais de Anadia arrancam nos próximos dias

As empreitadas de ampliação da Zona Industrial de Amoreira da Gândara e construção da Zona Industrial no Vale Salgueiro, orçadas em seis milhões de euros (ME), vão arrancar “nos próximos dias”, revelou hoje a Câmara da Anadia.

De acordo com a Câmara Municipal de Anadia, as intervenções irão avançar em simultâneo, “nos próximos dias”, depois de ter sido assinado, durante a manhã de hoje, o ato de consignação de cada uma das empreitadas.

“As novas áreas industriais, devidamente infraestruturadas, vão permitir aumentar a capacidade, em termos de lotes, procurando o Município, desta forma, responder à procura de espaços de grande dimensão”, referiu.

Em comunicado enviado à agência Lusa, esta autarquia do distrito de Aveiro recordou que as empreitadas foram adjudicadas à empresa “Vítor Almeida & Filhos, SA”, depois desta ter apresentado “as propostas economicamente mais vantajosas”.

A empreitada de ampliação da Zona Industrial de Amoreira da Gândara foi adjudicada pelo valor de 3,4 milhões de euros, acrescidos de IVA, tendo um prazo de execução de 18 meses.

“Com uma área de 36 hectares, está prevista a criação de 17 novos lotes, de grande e média dimensão, e a respetiva rede viária e infraestruturas de suporte ao funcionamento da zona industrial, de acordo com o Plano de Pormenor da Zona Industrial. A ampliação irá permitir triplicar a capacidade deste parque industrial, no que respeita aos lotes”, indicou.

Já a nova zona industrial de Vale Salgueiro, em Alféloas, na União de Freguesias de Arcos e Mogofores, foi adjudicada pelo valor de 2,3 milhões de euros, acrescidos de IVA, tendo um prazo de execução de 15 meses.

“Este parque industrial irá ocupar uma área de 17,6 hectares, contemplando a criação de 19 lotes e a respetiva rede viária e infraestruturas de suporte ao funcionamento da zona industrial”, destacou.

Com este investimento, na ordem dos seis milhões de euros, o Município de Anadia pretende ”atrair novos investimentos, dinamizadores da economia local, por forma a criar mais riqueza”.

“Um dos objetivos estratégicos da autarquia prende-se com o desenvolvimento económico do concelho, em cumprimento do qual desenvolveu e está a implementar o programa “Invest em Anadia” I Estratégia Municipal de Promoção do Empreendedorismo, do Investimento e Criação de Empresas, assumindo um papel ativo na promoção do empreendedorismo, no apoio às empresas e no reforço da captação de investimento”, justificou.

Tábua integra rede de ensino inovador desenvolvido por academia portuguesa

O município de Tábua, no distrito de Coimbra, integra desde hoje a rede de ‘hubs’ escolares da Brave Generation Academy (BGA), que criou um modelo de ensino inovador presente em várias cidades portugueses e em nove países.

Criada há dois anos por Tim Vieira, nascido na África do Sul, mas filho de pais portugueses, a academia conta com mais de quatro dezenas de ‘hubs’ em Portugal, abrangendo 700 alunos, entre os 12 e os 18 anos, com base num programa curricular aprovado por Cambridge.

“Têm sido dois anos superpositivos, em que o nosso modelo tem sido muito procurado, uma vez que temos uma maneira mais individual e personalizada de dar aulas”, argumentou o criador da BGA, salientando que as necessidades individuais dos alunos são colocadas acima de tudo.

Em declarações aos jornalistas, o empresário Tim Vieira salientou que os estudantes são preparados para um mundo em acelerada mudança, de acordo com os seus horários e estilos de aprendizagem.

“O acompanhamento dos alunos é feito de acordo com as suas aptidões, descobrindo as suas paixões na arte, na cultura, no desporto ou noutras áreas, de forma a projetar um caminho para a felicidade”, referiu.

A BGA propõe-se a descobrir as paixões e vocações dos alunos para os “problemas de um mundo cada vez mais complexo e em constante mudança”.

O seu modelo assenta num conteúdo com disciplinas tradicionais e modernas, nas aptidões de cada aluno e nas atividades em equipa para desenvolver habilidades comportamentais e sociais, combinando espaços comunitários físicos com uma plataforma digital.

O modelo da BGA ainda permite o acesso às universidades portuguesas, mas possibilita o prosseguimento dos estudos para o ensino superior no estrangeiro.

Atualmente, cerca de metade dos 700 alunos em Portugal pertencem a famílias de comunidades estrangeiras, num total de 24 nacionalidades diferentes.

Além de Portugal, a BGA está presente nos Estados Unidos da América, Espanha, Moçambique, África do Sul, Quénia e Namíbia.

Este mês arrancou uma escola para adultos, com quatro licenciaturas nas áreas da Gestão, Informática, Educação e Gestão Desportiva.

No futuro, Tim Vieira pretende entrar nas escolas públicas para proporcionar “um ensino diferente”.

O ‘hub’ de Tábua, que passa a funcionar desde hoje com 12 alunos, tem capacidade para 30.

Leiria-Fátima recebe 7.350 jovens estrangeiros para os Dias nas Dioceses

A diocese de Leiria-Fátima vai receber, no período de 26 a 31 de julho, nos chamados Dias nas Dioceses, que antecipam a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), cerca de 7.350 peregrinos de mais de 50 nacionalidades, foi hoje anunciado.

O Comité Organizador Diocesano (COD), em conferência de imprensa, adiantou que 1.379 destes peregrinos são oriundos de África, 677 da América do Norte, 1.710 da América Central e do Sul, 798 da Ásia, 2.069 da Europa e 74 da Oceânia.

Mais de 3.000 peregrinos ficarão alojados nas casas das 1.120 famílias de acolhimento que se inscreveram nas 70 paróquias da diocese.

A estadia destes peregrinos no território de Leiria-Fátima terá o ponto alto no dia 29 de julho, com o Dia JMJ em Leiria, denominado Leiria Faith n’Fun, e que procurará ser “uma míni-JMJ na cidade”, segundo Joana Martins, da organização.

Ao longo deste dia, e em 22 locais da cidade, serão realizados 30 eventos, começando com uma missa presidida pelo bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas, e concelebrada por mais 30 bispos estrangeiros e 300 padres, e passando por concertos, uma conferência sobre os Pastorinhos de Fátima, propostas espirituais e ações de arte colaborativa para a feitura de uma escultura pela paz e um mural.

Nos dois dias anteriores, 27 e 28 de julho, os jovens estrangeiros inscritos nos Dias nas Dioceses em Leiria passarão pelo Santuário de Fátima, local cuja visita, segundo bispo José Ornelas, é desejada por 90 a 95% dos jovens participantes no encontro mundial com o Papa, agendado para o período de 01 a 06 de agosto, em Lisboa.

“O Santuário está a preparar-se para isso”, disse o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

O bispo considerou que a JMJ “vai ser algo de histórico na diocese e na Igreja toda”, sublinhando “o trabalho em rede” que tem sido feito em todas as paróquias para a sua organização.

Quanto ao que fique desta experiência, José Ornelas disse esperar que a JMJ “não seja uma emoção passageira”, sublinhando que “no historial das JMJ” constata-se que “nascem sempre jovens empenhados, ligações para a vida e até casamentos”.

A preservação da rede de contactos que se foi construindo nas bases da Igreja com o trabalho de preparação da JMJ é um aspeto que José Ornelas gostaria de ver concretizado.

Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, também presente na conferência de imprensa, sublinhou, por seu turno, a importância para a cidade e para a região receber jovens de mais de 50 países para estes Dias nas Dioceses.

“Leiria é, cada vez mais, um mosaico do mundo, com naturais de 96 países a viverem no concelho, o que é extraordinário do ponto de vista da multiculturalidade”, frisou ainda Gonçalo Lopes.

Os Dias nas Dioceses em Leiria-Fátima estão orçados em cerca de 80 mil euros – envolvendo, nomeadamente, a alimentação e os transportes -, verba que é suportada pelas inscrições dos peregrinos e por parceiros do COD, como empresas e autarquias.

Quanto aos jovens da diocese de Leiria-Fátima que estão inscritos para a JMJ Lisboa 2023, são 1.500, segundo o coordenador do COD, padre André Baptista.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto deste ano, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

O primeiro encontro aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado, nos moldes atuais, por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A edição deste ano, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJ Lisboa 2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano, após a celebração do Angelus.

Festival de Música de Alcobaça dedica 40 concertos e quatro bailados às mulheres

Quarenta concertos e quatro bailados marcam a programação do Cistermúsica, festival com que Alcobaça dedica um mês à música clássica no feminino para corrigir a “injustiça de que as mulheres compositoras foram alvo ao longo dos séculos”.

“Música no feminino” é o tema do Cistermúsica – Festival de Música de Alcobaça, apresentado hoje como “uma edição muito especial” que pretende corrigir “a injustiça de que as mulheres foram alvo ao longo dos séculos em que ficaram sempre para trás, quer ao nível da composição quer da interpretação”, afirmou o presidente da ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, Rui Morais.

Na sua 31.ª edição, o festival organizado pela ABA apresenta, entre 30 de junho e 30 de julho, quarenta concertos e quatro bailados, 20 dos quais de entrada livre.

Durante um mês, de quarta-feira a domingo, o festival dará a conhecer obras de compositoras como Inês Badalo, Maria de Lourdes Martins, Clara Schumann, Maddalena Casulana, Barbara Strozzi, Fanny Mendelsson e Cécile Chaminade, entre outras.

O diretor artístico, André Cunha Leal, destacou hoje “a sinergia com outros festivais”, que se refletirá em espetáculos como o concerto da Orquestra Metropolitana de Lisboa (01 de julho), em parceria com o Festival Internacional de Música de Espinho, ou o concerto da Jovem Orquestra Portuguesa, numa parceria com o Festival das Artes QuebraJazz que resultará num concerto com Andreï Korobeinikov ao piano (23 julho).

O foco na celebração dos 150 anos do compositor, pianista e maestro russo Sergei Rachmaninov é outro dos destaques programação que dedica um fim de semana a este artista.

Jill Lawson (Portugal) e Eleonora Karpukhova (Rússia) “recuperam um duo antigo para trazer ao Cistermúsica um repertório para dois pianos absolutamente hipnotizante”, sublinhou André Cunha Leal, aludindo ao recital agendado para 20 de julho.

Pavel Gomziakov, Tatiana Samouil e Andrei Korobeinikov protagonizam, a 22 de julho, um recital de violino, violoncelo e piano, outro dos momentos destacados hoje pelo diretor artístico.

À programação principal o Cistermúsica junta as linhas programáticas “Outros Mundos”, “Júnior e Famílias”, “Redes” e “Rota de Cister”, que no conjunto levarão músicos de 13 países ao Mosteiro de Alcobaça, a cinco freguesias do concelho (Cela, S. Martinho do Porto, Cós, Bendita e Pataias) e a cidades como Lisboa, Arouca, Évora e Porto de Mós.

A diversificação de locais e estilos musicais tem este ano, como novidade, a realização de concertos de jazz gratuitos, todas as quintas-feiras.

À programação, o festival, que tem por lema “um clássico para todos”, junta uma política de preços acessíveis com bilhetes que variam entre os seis e os 20 euros, através da qual Rui Morais estima “suplantar a adesão o público do ano anterior”, que ascendeu a 10 mil espectadores.

Para tal, espera que contribua o concerto de encerramento, protagonizado pela banda The Gift, de Alcobaça e que levará ao Claustro do Rachadouro, a 30 de julho, a sua versão coral.

Criado em 1992 por iniciativa do município de Alcobaça, o Cistermúsica é organizado, desde 2002, pela Banda de Alcobaça, tendo o apoio institucional da autarquia e da Direção-Geral das Artes.

O festival conta este ano com um orçamento de 550 mil euros, dos quais 50% financiados por patrocinadores, mecenas e receitas de bilheteira.

CIM de Coimbra expressa preocupação ao Governo pelos critérios do Portugal 2030

A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra manifestou ao Governo preocupação face aos critérios de financiamento do Portugal 2030.

“No âmbito da negociação do Investimento Territorial Integrado (ITI) para o próximo quadro comunitário, os autarcas da CIM da Região de Coimbra manifestaram a sua preocupação junto da ministra da Coesão Territorial, relativa aos constrangimentos que daí possam advir”, informa aquela entidade em comunicado.

Num ofício enviado a Ana Abrunhosa, a CIM “mostra-se preocupada com as assimetrias no acesso a verbas entre os centros urbanos estruturantes e os centros urbanos complementares, destacando que esta é, provavelmente, a NUT III do país onde esta assimetria é mais vincada”.

Tal situação pode vir a “comprometer o desenvolvimento deste território, a coesão e a abordagem integrada de desenvolvimento regional preconizada no Acordo de Parceria”, acrescenta.

“Esta matéria foi amplamente discutida em sede de Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, tendo o ponto sido agendado para o órgão a pedido do presidente da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio [PSD], que se mostrou muito preocupado pela falta de adequação das medidas propostas às verdadeiras necessidades do território”, explica a CIM, liderada pelo socialista Emílio Torrão, presidente do município de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego.

A CIM da Região de Coimbra defende “que sejam ajustados instrumentos de financiamento às verdadeiras necessidades dos territórios e não criando agendas e prioridades por vezes desalinhadas dos territórios”.

Por outro lado, “deverá ser criado um modelo de financiamento justo para os municípios no que se refere aos equipamentos sociais, centros de saúde e infraestruturas escolares e que o financiamento destes equipamentos e infraestruturas seja realizado preferencialmente a partir de linhas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”.

“Os municípios não podem ser, uma vez mais, as entidades financiadoras do património degradado da Administração Central. Assim, a inclusão destes investimentos no PRR permitirá libertar verbas do ITI com vista a investir em áreas cruciais para o desenvolvimento e coesão territorial, bem como reduzir as assimetrias territoriais”, afirma Emílio Torrão.

Citado na nota, o autarca salienta que o território desta Comunidade Intermunicipal “apresenta grandes assimetrias face à região Centro e mesmo face à média do país, para as quais são necessários investimentos com vista à sua mitigação”.

É igualmente reclamada “a não redução de verbas atribuídas à região face ao Portugal 2020, não sendo a proposta apresentada suficiente para fazer face às necessidades” da Região de Coimbra.

“Dada a importância que o ITI tem para o território da CIM”, os 19 municípios que a integram esperam que a ministra Ana Abrunhosa “possa diligenciar no sentido de criar mecanismos corretivos que permitam a correção das assimetrias”.

Publicado em DR concurso para requalificar Escola D. Dinis em Leiria por 7,3 ME

O concurso público para requalificar a Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos D. Dinis, na cidade de Leiria, foi hoje publicado em Diário da República, um investimento com preço base de 7,3 milhões de euros (ME).

Segundo o anúncio de procedimento, o prazo de execução é de 660 dias.

À agência Lusa, a presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas D. Dinis, Teresa Carreira, afirmou que este investimento “é uma obra há muito necessária, em termos de requalificação e ampliação, devido à pressão populacional existente na zona urbana de Leiria”, onde a escola se insere.

À data de hoje, a escola tem 779 alunos e 83 docentes. O pessoal não docente, incluindo assistentes técnicos, operacionais e técnicos superiores, é constituído por 32 pessoas, adiantou Teresa Carreira.

Na última segunda-feira, a Câmara de Leiria aprovou a abertura do concurso para a execução desta obra.

Numa nota de imprensa, o município referiu que “esta empreitada será sujeita a candidatura a fundos comunitários, com vista ao financiamento dos trabalhos nas áreas funcionais até um máximo de 85 por cento”.

Segundo a autarquia, presidida por Gonçalo Lopes, a obra “pretende resolver problemas estruturais, modernizar os equipamentos e adequar os espaços letivos e não letivos às atuais exigências curriculares, bem como melhorar as condições de conforto e de eficiência energética”.

“Para além da remoção integral do fibrocimento com amianto, encontra-se prevista a requalificação funcional e arquitetónica dos edifícios e espaços exteriores, a ampliação de um pavilhão para aumento do número de salas de aulas e de turmas (passarão a existir 14 salas para o 2.º ciclo e 24 para o 3.º, para uma capacidade de 877 alunos), a melhoria do conforto ambiental e potenciar a utilização das infraestruturas desportivas exteriores”, explicou.

Por outro lado, na empreitada “deverá ser ainda construída uma cobertura exterior de ligação entre pavilhões, para fazer face às condições climatéricas, e que pretende ser um elemento agregador social da comunidade estudantil, criando um auditório ao ar livre, e a arborização existente deverá ser mantida”.

“O pavilhão será também intervencionado com alteração da sua configuração arquitetónica, sendo de destacar a sua ampliação para a prática da modalidade de boccia e a melhoria acústica para possibilidade de utilização como auditório”, acrescentou a Câmara.

De acordo com a mesma nota de imprensa, “a escola irá estar em funcionamento durante todo o período da empreitada, que procurará causar o mínimo de constrangimentos possível a toda a comunidade estudantil e ao normal processo de aprendizagem”.

Sertã quer Rota da Estrada Nacional 2 com reconhecimento municipal

A Câmara da Sertã, no distrito de Castelo Branco, quer que a Rota da Estrada Nacional (EN) 2, seja reconhecida como projeto de interesse municipal, visando a reivindicação dos apoios necessários à sua dinamização turística.

“A Sertã encontra-se precisamente a meio da estrada, com 17 municípios acima e 17 municípios abaixo, sendo evidente para todos o contributo que esta estrada tem dado ao desenvolvimento económico da Sertã. Basta parar nos restaurantes e cafés à beira da EN2 para perceber o impacto que tem”, refere, em comunicado, o presidente do município da sertã, Carlos Miranda.

Na última reunião do executivo camarário, esteve em análise a proposta de reconhecimento da Rota da EN2 como projeto de interesse municipal que foi aprovada por unanimidade, e segue agora para apreciação e deliberação em Assembleia Municipal.

Segundo a autarquia, esta proposta decorre da iniciativa da AMREN2 – Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2, que dirigiu um pedido aos municípios integrantes, onde se inclui a Sertã, no sentido de os incentivar a reconhecer publicamente o projeto, conferindo-lhe “uma aura de convergência, sintonia e importância”.

“A proposta de reconhecimento de interesse municipal tem como objetivo dar força à associação para, junto das entidades competentes, Ministério da Coesão, CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] entre outras entidades, ter mais força para reivindicar os apoios necessários para conseguirmos dinamizar cada vez mais este grande projeto turístico que atravessa Portugal”, frisou o autarca.

A EN2 é a estrada portuguesa mais extensa, ligando Chaves a Faro, num trajeto de 739,26 quilómetros.

É a única na Europa e a terceira no mundo (a seguir à Route 66, nos Estados Unidos e à Ruta 40, da Argentina), que atravessa um país em toda a sua longitude.

“É percorrida a caminhar, a correr, de bicicleta, de mota, de carro ou de autocaravana, traduzindo-se numa excelente forma de descobrir o interior de Portugal e o concelho da Sertã, explorando a cultura, as paisagens naturais, a gastronomia, as tradições e produtos endógenos, sendo amplamente reconhecido o impacto positivo nos mais diversos setores e agentes concelhios”, realça a autarquia.

Em 2022, no Posto de Turismo da Sertã, junto à EN2, foram recebidos mais de nove mil visitantes, sendo que a maioria se encontrava a percorrer esta estrada.

Grande Regata dos Moliceiros com recorde de barcos na Ria de Aveiro

A tradicional Grande Regata dos Moliceiros, que se realiza a 01 de julho na Ria de Aveiro, vai ter este ano um número recorde de embarcações, revelou hoje a Comunidade Intermunicipal (CIRA).

“Participarão nesta regata um número recorde de barcos moliceiros, sendo a Grande Regata dos Moliceiros a principal atração do Ria de Aveiro Weekend”, anuncia a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, em nota de imprensa.

De acordo com a mesma fonte, a largada dos tradicionais barcos moliceiros deverá ser dada às 15:00 na Praia do Monte Branco, na Torreira, concelho da Murtosa.

Antes, pelas 11:00 realiza-se o habitual concurso dos Painéis dos Moliceiros, também na Praia do Monte Branco, na Torreira.

Um dos aspetos singulares dos barcos moliceiros são as pinturas da popa e da ré: “a proa é a parte monumental do moliceiro, em que figuras, desenhos e legendas são exclusivos, sem igual em qualquer tipo de navegação conhecido”, escreveu Jaime Vilar, em livro dedicado àquela embarcação.

Dada a largada, os barcos moliceiros navegam depois à bolina, com as velas desfraldadas, terminando a competição já na cidade de Aveiro, no Cais do Sal, a antiga estrada-dique.

A chegada da regata está prevista para as 16:30, junto à ponte da eclusa do Canal das Pirâmides, onde decorrerá uma parada de embarcações.

No local, antecedendo a cerimónia da entrega dos prémios, que deverá ocorrer pelas 17:30, haverá animação com música ao vivo e outras performances artísticas, segundo, informa a CIRA.

No final de 2022, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inscreveu “como registo de salvaguarda urgente” o «Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

Na década de 70 do século XX estavam registados três mil barcos moliceiros a operar na Ria de Aveiro, mas estima-se que subsistam pouco mais de 50 embarcações, metade das quais afetas à exploração turística nos canais urbanos da Ria.

Além da Grande Regata, o “Ria de Aveiro Weekend”, promovido pela CIRA e pela Turismo Centro de Portugal, tem um variado programa de atividades culturais em toda a Região, e conta também com atividades das seis Estações Náuticas da Ria de Aveiro.

Destaques