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Hospitais do Oeste criam Centro de Responsabilidade Integrada de Oftalmologia

O Centro Hospitalar do Oeste criou um centro de responsabilidade integrada na especialidade de Oftalmologia para diminuir listas de espera, prevendo a realização de quase oito mil consultas no primeiro ano de funcionamento.

O novo Centro de Responsabilidade Integrado de Oftalmologia do Oeste (CRIO.O) “tem como objetivo potenciar o aumento de consultas e cirurgias na especialidade de Oftalmologia”, divulgou hoje o Centro Hospitalar do Oeste (CHO).

De acordo com a instituição, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, o CRIO.O contribuirá para “diminuir as listas de espera de forma mais eficaz, respondendo às necessidades de saúde visual dos utentes dos concelhos da área de abrangência” do CHO, dando prioridade aos utentes em idade pediátrica, diabéticos e utentes com marcada diminuição da acuidade visual, “nomeadamente em contexto de patologia prevalente como a Degenerescência Macular ligada à idade ou a catarata”.

Em comunicado, o CHO explica que o CRIO.O se assume como “uma plataforma para a prestação de um atendimento oftalmológico de qualidade, direcionado para patologias agudas e crónicas, de elevada prevalência e complexidade, e que exigem cuidados complexos e diferenciados”.

O centro é dirigido por um conselho de gestão que integra o diretor do Serviço de Oftalmologia do CHO, Pedro Alfaiate, a médica Maria José Mira e a enfermeira Teresa Leal e conta com uma equipa multidisciplinar de 16 profissionais de diferentes competências.

“Este novo modelo de gestão permitirá expandir o desempenho da atividade assistencial, que se reveste de uma elevada importância, sobretudo agora, em que a procura pelos cuidados de saúde no Serviço Nacional de saúde está a aumentar”, afirma Pedro Alfaiate, citado no comunicado, estimando que “possam ser realizadas mais de 2.200 cirurgias e mais de 7.700 consultas”, durante o primeiro ano de funcionamento do CRIO.O

A criação do CRIO.O, acrescenta o responsável, “é de capital importância para expandir a atividade e diferenciação no Serviço de Oftalmologia, quer pelos recursos a incentivos aos profissionais que já são colaboradores, quer pela vinda de novos profissionais que se possam sentir estimulados pelo modelo de incentivos e postura vanguardista da organização”.

Este é o terceiro Centro de Responsabilidade criado no CHO, sendo que os dois primeiros funcionam desde 2020, nas áreas da Pneumologia e da Psiquiatria e Saúde Mental.

Para o conselho de administração do CHO, estas estruturas de gestão “permitem dar respostas assistenciais mais flexíveis e de maior proximidade, em articulação com os cuidados de saúde primários, particularmente úteis para ajustar o modelo de prestação de cuidados às necessidades dos utentes”.

Simultaneamente, acrescenta o CA, “é possível atribuir às equipas envolvidas mais autonomia e responsabilidade para rentabilizar a capacidade instalada e cumprir os tempos de resposta, centrados nas necessidades dos utentes e com incentivo à melhoria contínua”.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro), abrangendo 298.390 habitantes.

Lamego aprova por unanimidade criação de Comissão Municipal da Saúde

A Assembleia Municipal de Lamego aprovou, por unanimidade, a criação de uma Comissão Municipal da Saúde, que acompanhará o desenvolvimento e a execução a nível local das políticas públicas, anunciou hoje o município. 

A este novo órgão, descreve uma nota de imprensa da Câmara, cabe “a missão de acompanhar o desenvolvimento, a prossecução e a execução, a nível local, das políticas públicas vigentes em matéria de saúde, no âmbito da estratégia definida a nível nacional”. 

“Entre outras competências, a Comissão para o Setor da Saúde poderá apresentar sugestões, efetuar estudos, elaborar relatórios e propor programas de ação, para além de poder elaborar e apresentar propostas relativas à resolução de problemas, às entidades competentes”, adianta. 

Na nota de imprensa, a Câmara Municipal de Lamego, liderada pelo social-democrata Francisco Lopes, refere que o novo órgão fará o “acompanhamento de temas com impacto local e regional” relacionados com saúde. 

Um acompanhamento que “será feito em estreita articulação com a sociedade civil, através da integração de personalidades externas de reconhecido mérito”, assegura.

E ainda através da “realização de consultas populares, reuniões com representantes de entidades e outras formas de diálogo com a população” com o objetivo de “promover a cooperação e o fortalecimento de iniciativas, que visem melhorar a saúde e o bem-estar” no concelho.

Este projeto de constituição da Comissão Municipal de Acompanhamento para o Setor da Saúde foi aprovado por unanimidade em sessão da Assembleia Municipal de Lamego, realizada na freguesia de Penajoia, na segunda-feira.

Na sessão foi também aprovada a “contratação de empréstimos para financiamento da empreitada de construção de muros no novo Parque Urbano de Lamego”.

A relocalização do balcão único e a requalificação da divisão de obras e urbanismo do Município de Lamego, no norte do distrito de Viseu, foram outros dos pontos em discussão que mereceram a aprovação da Assembleia Municipal.

Câmara de Leiria favorável a fecho de discoteca junto à qual ocorreram agressões

O presidente da Câmara de Leiria disse hoje ser favorável ao encerramento da discoteca na cidade junto à qual ocorreram na madrugada de domingo agressões se essa for a solução do Ministério da Administração Interna.

“A Câmara não tem competência para encerrar, mas, caso seja apresentada essa solução por parte do Ministério da Administração Interna, concorda com essa medida de polícia”, afirmou Gonçalo Lopes à agência Lusa, em Porto de Mós, à margem de uma reunião de comunidades intermunicipais.

Segundo o autarca, se esta medida for tomada e se for solicitado parecer ao município, este “será favorável a esse encerramento”.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) está a investigar agressões na madrugada de domingo junto de um estabelecimento de diversão noturna na cidade de Leiria e cujas imagens estão a circular nas redes sociais.

Num comunicado, a PSP informou que pelas 02:40 de domingo foi pedida a presença da Polícia “por terem ocorrido agressões entre vigilantes e clientes” do estabelecimento.

“À chegada dos meios policiais já não estava a ocorrer qualquer situação de agressões”, referiu a PSP, explicando que “foram identificadas as vítimas e testemunhas da ocorrência, já não se encontrando no local os suspeitos das agressões”.

No mesmo comunicado, a PSP adiantou que, no mesmo dia, “foi detetado que circulava nas redes sociais um vídeo em que é possível visualizar as agressões, permitindo acrescentar mais informação ao processo”.

“De realçar que parte da rua onde ocorreram as agressões está coberta pelo sistema de CCTV [videovigilância] da cidade de Leiria, revelando-se uma grande mais-valia no apoio à atividade policial no terreno”, assinalou.

No vídeo, a que a Lusa teve acesso, é possível ver duas pessoas deitadas no chão a serem agredidas na via pública, nas imediações do estabelecimento.

Na sua página no Facebook, a empresa proprietária do espaço esclareceu que “apenas uma das pessoas visíveis na situação [vídeo] é prestadora de serviços de segurança no seu estabelecimento”, esclarecendo que “já comunicou à empresa prestadora de serviços de segurança a [sua] cessação de funções”.

Garantindo que “os restantes intervenientes nos desacatos visíveis no referido vídeo não têm qualquer vínculo” com a empresa, esta destacou ainda que “repudia profundamente situações como as visíveis nas imagens tornadas públicas e tomará medidas imediatas para evitar que tais distúrbios da ordem pública possam voltar a ser indevidamente associados aos seus estabelecimentos”.

O presidente da Câmara adiantou que escreveu ao ministro da Administração Interna sobre este “momento de alguma preocupação relativamente à segurança e à tranquilidade pública” e defendeu a reposição da paz e segurança.

Gonçalo Lopes solicitou ainda que seja avaliado o histórico deste tipo de acontecimentos, assim como a segurança rodoviária nas imediações daquele espaço, além do apuramento de “todas as responsabilidades” e “tomadas medidas urgentes”.

“Quando assistimos a momentos de violência extrema como aquele que se registou com aquela gravação de vídeo é algo que deve preocupar qualquer autarca e qualquer cidadão. Poderia ter resultado numa tragédia bem pior”, alertou.

O comandante distrital de Leiria da PSP, José Figueira, declarou que esta ocorrência envolveu pessoas daquele estabelecimento, entre clientes e funcionários, mas também “funcionários de outros estabelecimentos” sediados na mesma artéria.

“Estamos a averiguar, vamos anunciar medidas em breve e vamos repor a ordem e a tranquilidade na cidade de Leiria”, assegurou.

A Lusa questionou o Ministério da Administração Interna, mas ainda não obteve resposta.

Fabricante de reboques do grupo espanhol LeciTrailer investe 3 ME em Mangualde

O grupo espanhol LeciTrailer investiu cerca de três milhões de euros (ME) e criou 20 postos de trabalho em Água Levada, no concelho de Mangualde, anunciou hoje a autarquia.

“Mangualde continua a atrair investimento de qualidade, que ajuda a projetar ainda mais a dimensão económica e empresarial do concelho, colocando-nos no patamar de excelência do setor no país”, considerou o presidente da Câmara, Marco Almeida, congratulando-se com a constante expansão do ‘cluster’ da indústria automóvel neste concelho do distrito de Viseu.

Segundo Marco Almeida, “a escolha de Mangualde para este investimento vem potenciar a política definida há mais de uma década, e que continua a ser trilhada ao longo deste mandato, de fazer do concelho um território atrativo para o investimento e capaz de criar postos de trabalho e gerar riqueza económica e social”.

A Lecitrailer, que lidera a lista de fabricantes de reboques e semirreboques do mercado espanhol, passa a ter em Água Levada a sua primeira base de serviço pós-venda em Portugal, na qual é possível reparar todo o tipo de chassis e carroçarias de todas as marcas.

A autarquia avançou que “a base de Mangualde da LeciTrailer conta atualmente com cerca de 20 funcionários”, mas a empresa pretende “chegar à meia centena de postos de trabalho”.

“Instalada numa superfície com cerca de 36 mil metros quadrados e equipada com a tecnologia mais avançada do mercado, a base de serviço pós-venda LeciTrailer dispõe de desempeno de chassis, cabine de decapagem em jato de granalha, cabine de pintura, frenómetro, sistema de alinhamento de pneus a laser e fossas de reparação”, explicou.

A fabricante de reboques e semirreboques passa assim a contar com sete bases pós-venda próprias (cinco em Espanha, uma em França e uma em Portugal), numa superfície combinada de mais de 500 mil metros quadrados.

No último ano, Mangualde recebeu o grupo de vestuário Valérius, que criou 110 postos de trabalho, e o grupo da área do calçado Magnanni, que pretende criar até 50 postos de trabalho.

Marco Almeida garantiu que “Mangualde está sempre disponível para ser um agente facilitador no acolhimento de novos investimentos, criadores de novos postos de emprego e, consequentemente, geradores de riqueza para o concelho”.

Aeroporto: Regiões de Leiria e de Coimbra, Médio Tejo e Beira Baixa defendem Santarém como escolha ideal

As comunidades intermunicipais (CIM) das regiões de Leiria e de Coimbra, e também do Médio Tejo e da Beira Baixa defenderam hoje, numa declaração conjunta, a localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa em Santarém, que classificaram como a “escolha ideal”.

Na declaração em defesa da localização do futuro aeroporto internacional em Santarém, aquelas comunidades destacaram os pontos que justificam esta escolha, como a localização geográfica, pois “Santarém situa-se numa posição central em relação às regiões circundantes, o que permitiria uma fácil acessibilidade e conectividade para os viajantes”.

“Além disso, a sua proximidade com importantes vias rodoviárias e ferroviárias garante uma maior integração e mobilidade inter-regional”, lê-se no documento, no qual se destaca ainda o potencial turístico e o desenvolvimento económico da opção por Santarém.

Para estas comunidades, outro fator a ter em conta é o “descongestionamento de outros aeroportos”, o que resultaria numa “melhor distribuição de tráfego aéreo, melhorando a eficiência do sistema aeroportuário”, adiantam aquelas estruturas, numa declaração lida pelo presidente da Região de Leiria, Gonçalo Lopes.

As comunidades apelaram às autoridades competentes e aos responsáveis pela tomada de decisão que “priorizem Santarém”, em benefício de toda a região e do país.

Na conferência de imprensa, o presidente da CIM da Beira Baixa, João Lobo, destacou que a escolha de Santarém “tira proveito da rede construída do ponto de vista da ferrovia e da rede viária”, sustentando que a “inteligência manda” esta opção.

Já a presidente da CIM do Médio Tejo, Anabela Freitas, apontou outros dois aspetos, a coesão territorial e o “investimento maioritariamente privado” da localização em Santarém.

Por sua vez, o presidente da Região de Coimbra, Emílio Torrão, notou que este “é o aeroporto de Portugal, não é o aeroporto internacional de Lisboa”, acrescentando que se deve “acreditar na iniciativa privada”.

Por sua vez, Gonçalo Lopes realçou a “unidade relativamente a esta decisão e o peso que representa”.

“Esta é uma decisão que tem de ser urgente, tem de ser do ponto de vista ambiental irrepreensível e, do ponto de vista económico, não pode hipotecar o desenvolvimento do país”, disse.

Questionado sobre as declarações de hoje do ministro das Infraestruturas, João Galamba, à CNN/TVI, que considerou a opção por Santarém “longe”, Gonçalo Lopes disse que “é opinião, não é uma certeza”.

“Hoje assumimos uma posição política clara, objetiva, maturada e, portanto, achamos que a questão da distância já não se mede em quilómetros, mede-se em tempo”, adiantou.

Por outro lado, Gonçalo Lopes defendeu que esse “é um assunto que deverá ser tratado pelos especialistas que irão estudar de uma maneira técnica, científica e cuidada os diversos critérios”.

“Respeitamos aquilo que os elementos do Governo pensam, individualmente ou coletivamente. O que é fundamental para que haja credibilidade na escolha é que a Comissão faça o seu trabalho de uma maneira independente e achamos que não está posta em causa essa independência”, acrescentou.

A comissão técnica que está a estudar a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa anunciou em 27 de abril nove opções possíveis para o novo aeroporto, que incluem as cinco definidas pelo Governo mais Portela+Alcochete, Portela+Pegões, Rio Frio+Poceirão e Pegões.

Às cinco opções avançadas pelo Governo – Portela+Montijo; Montijo+Portela; Alcochete; Portela +Santarém; Santarém – foram adicionadas as opções: Portela+Alcochete; Pegões; Portela+Pegões; e Rio Frio+Poceirão, totalizando sete localizações e nove opções estratégicas.

Fazem parte da CIM da Região de Leiria Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Integram a CIM Região de Coimbra os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares.

Já o Médio Tejo inclui Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

Os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão estão na CIM da Beira Baixa.

PSP e GNR pedem ao MAI para rever quadro legal de agressões contra forças policiais

O diretor nacional da PSP revelou hoje que foi apresentada uma proposta conjunta com a GNR ao Ministério da Administração Interna (MAI) para rever o quadro legal sobre agressões às forças policiais.

“Temos falado, eu e o comandante-geral da Guarda, e apresentámos uma proposta conjunta à nossa tutela política, o Ministério da Administração Interna, no sentido de rever o quadro legal associado, portanto, às agressões contra os polícias”, revelou hoje Magina da Silva, à margem do 149.º aniversário do Comando Distrital da PSP de Leiria, que decorreu em Pombal.

Segundo o diretor nacional da PSP, é preciso que quem comete agressões sobre as forças policiais “sinta imediatamente, e de forma inequívoca, a penalização pelo ato que praticou, uma vez que uma agressão a qualquer polícia é uma agressão à autoridade do Estado e a todos nós”.

Para Magina da Silva, questionado pelos jornalistas a propósito das agressões sofridas, na segunda-feira, por quatro agentes que intervieram numa ocorrência em Torres Vedras, “as agressões aos polícias não podem nunca ser encaradas como conteúdo funcional dos polícias. Os polícias, quando vêm para a Polícia, não assumem que ser agredidos faz parte do seu conteúdo funcional. De maneira nenhuma. Nenhuma sociedade como a nossa, moderna e democrática, pode aceitar”, sublinhou.

Apontando para os dados do Relatório Anual de Segurança Interna 2022, que evidenciam “uma tendência preocupante da violência que tem vindo, de alguma forma, a intensificar-se na sociedade portuguesa”, Magina da Silva afirmou que o mesmo tem reflexos “na missão que a Polícia cumpre, na interação que tem com os alvos da sua ação legal e legítima”.

“É uma coisa que nos está a preocupar muito, é efetivamente o aumento da agressividade e das agressões aos nossos polícias e em quadros perfeitamente claros de atuação legítima e legal”, reforçou.

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) referiu, em comunicado, que as diligências que estão a decorrer já permitiram identificar três dos intervenientes (nas agressões em Torres Vedras) e que “apenas terminarão quando todos os intervenientes estiverem identificados e seja possível a sua responsabilização perante a justiça”.

Os quatro agentes envolvidos receberam tratamento hospitalar, devido aos “ferimentos e hematomas na face e no corpo”.

Esta força policial explicou que pelas 13:30 de segunda-feira foi chamada para uma dependência bancária da cidade de Torres Vedras, “em virtude de no local encontrar-se uma senhora que, sob a coação de terceiros, pretendia efetuar um levantamento bancário”.

Quatro agentes da PSP deslocaram-se ao local, onde “contactaram com a vítima, que os informou que no exterior da dependência bancária encontravam-se vários familiares seus que pretendiam que efetuasse um levantamento da sua conta bancária e de seguida apropriarem-se da quantia monetária em causa”.

“Os familiares, cerca de 15 pessoas, ao aperceberem-se do contacto policial com a vítima, no sentido de obterem mais informações sobre o relatado, de imediato entraram na dependência bancária e ameaçaram os polícias e a vítima”, acrescentou o Cometlis.

De acordo com a mesma fonte, para “preservar a integridade física da vítima, os polícias procuraram retirá-la para o exterior da dependência bancária, momento em que vários familiares, em número ainda a determinar, agrediram indiscriminadamente os polícias no local e de imediato se colocaram em fuga em várias viaturas, não sendo possível no momento proceder à sua identificação”.

Urgência pediátrica de Torres Novas fecha quinzenalmente aos fins de semana no verão

A urgência pediátrica da Unidade Hospitalar de Torres Novas do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) vai encerrar quinzenalmente, aos fins de semana, nos meses de julho, agosto e setembro, anunciou hoje aquela instituição hospitalar.

Num comunicado, o CGMT justificou este encerramento com o período de férias dos profissionais de saúde e a escassez de pediatras para completar as escalas na Urgência Pediátrica.

“Apesar dos esforços dos profissionais de saúde do Serviço de Pediatria do CHMT para garantir o funcionamento ininterrupto do Serviço de Urgência Pediátrica, não foi possível em tempo útil ultrapassar constrangimentos excecionais que envolvem dois elementos da equipa médica, que, aliados ao período de férias de verão dos profissionais de saúde, adicionaram maior complexidade nas escalas do Serviço de Urgência”, indicou o CHMT, que abrange os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, todos no distrito de Santarém.

Por isso, a urgência pediátrica da Unidade Hospitalar de Torres Novas “vai estar em situação de contingência planeada, operando em rede com as instituições hospitalares da região”, com o atendimento permanente a estar “encerrado de forma programada, quinzenalmente, aos fins de semana, durante os três meses de verão”, de julho a setembro.

Durante esse período, “os médicos pediatras que se encontram ao serviço do CHMT garantem apenas apoio à urgência interna e aos doentes já admitidos na instituição”, lê-se no comunicado.

“Os doentes emergentes da região do Médio Tejo que necessitem de assistência inadiável e transporte de ambulância serão reencaminhados diretamente pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), para o Hospital Distrital de Santarém (HDS) ou para o Centro Hospitalar do Oeste, em Caldas da Rainha”, acrescentou.

O CHMT diz ainda que “os pais das crianças que não tenham conhecimento” daqueles “constrangimentos excecionais” terão sempre garantido “o registo, observação e triagem da criança, para apurar da gravidade da sua condição de saúde”.

Após a observação da criança pelos profissionais de saúde, “se esta exigir transferência hospitalar para outra unidade, a mesma será assegurada pelo CHMT, com o respetivo acompanhamento por profissionais da instituição especializados em saúde infantil”, de modo a assegurar “segurança e confiança”, num trabalho de articulação em rede, afirmou o CHMT.

O Centro Hospitalar conclui afirmando que “lamenta o inconveniente provocado à população por esta situação, que é excecional, e para a qual a administração continua a tentar encontrar uma solução”.

Segundo uma deliberação da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), oito das 14 urgências de pediatria da região de Lisboa vão estar abertas 24 horas no verão, entre julho e setembro, três vão encerrar às 21:00 e outras têm constrangimentos previstos, como é o caso do CHMT.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

Albergaria-a-Velha distribui uma centena de compostores a residentes

A Câmara de Albergaria-a-Velha informou hoje que distribuiu já cerca de 100 compostores domésticos a famílias residentes no Município.

Os residentes que receberam os primeiros compostores participaram em sessões de formação, no âmbito da iniciativa “Albergaria A-verde a Compostar” lançada pela autarquia no início do mês para assinalar o 50º aniversário do Dia Mundial do Ambiente.

O presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, António Loureiro, marcou presença nas sessões de formação, “para incentivar à adesão e à participação ativa no projeto”.

O objetivo é “aumentar o sucesso de reciclagem de resíduos orgânicos e diminuir o envio para o lixo comum, com o consequente desaproveitamento, quando colocado em aterro”, sublinhou.

Além da distribuição de compostores domésticos pelos munícipes, foi feita a colocação de contentores de recolha comunitária nas seis freguesias.

O projeto piloto de compostagem doméstica e comunitária tem como objetivo “levar o Município a cumprir as metas de redução dos resíduos e de reciclagem estabelecidas pela União Europeia, contribuindo para um futuro mais sustentável”.

Autarca de Ílhavo diz que são precisas mais ações nas praias além dos passadiços

O presidente da Câmara de Ílhavo congratulou-se hoje com a colaboração da Agência Portuguesa do Ambiente na relocalização dos passadiços da Barra e Costa Nova, mas advertiu que são necessárias outras ações.

João Campolargo comentava a intervenção que vai ser feita nas praias da Barra e Costa Nova, no valor de 70.500 euros, no âmbito de um protocolo de colaboração técnica e financeira com a Agência Portuguesa do Ambiente, assinado segunda-feira.

“É um bom princípio arrancar com este valor, mas também é importante estarmos conscientes da necessidade de outras intervenções nas nossas praias”, afirmou o presidente da Câmara de Ílhavo.

João Campolargo elogiou a capacidade de resposta da Agência Portuguesa do Ambiente, frisando “a importância da união de esforços e de agendas na preparação da época balnear”. 

De acordo com uma nota de imprensa hoje divulgada pela autarquia, o protocolo prevê uma intervenção de “Requalificação e Valorização dos Sistema Dunares das praias da Barra e Costa Nova”, e surge da necessidade de “requalificação e relocalização dos passadiços existentes” que unem as duas praias.

“Este investimento vem dar resposta à fragilização do cordão dunar que tem exigido constantes ações de manutenção, resultante da deposição de areias que originam a degradação do sistema dunar e impedem a ocorrência da dinâmica natural deste sistema”, explica.

A nota de imprensa adianta que a ação “será complementada pela colocação de paliçadas, para retenção de sedimentos e encerramento de corredores eólicos, e revegetação dunar com espécies autóctones para robustecimento do sistema dunar”.

Segundo a autarquia, a intervenção enquadra-se “nas ações previstas no Programa da Orla Costeira Ovar/Marinha Grande, bem como na estratégia de defesa ativa do litoral e na valorização dos ecossistemas dunares”.

Diretor nacional diz que não haverá mais recursos humanos para a PSP de Leiria

O diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, disse hoje, no aniversário da PSP de Leiria, que “não vai haver mais recursos humanos”, em resposta ao pedido do comandante distrital de mais agentes.

“Ajustem porque não vai haver mais recursos humanos. Percebo perfeitamente que cada um dos comandantes quer fazer mais e melhor. Está na nossa génese de polícias. É isso que se exige que todos façamos, cada um ao seu nível. Mas cabe ao diretor nacional, com os recursos que lhe são postos à disposição, sejam materiais e humanos – ouvir com atenção todos -, na divisão da área, olhar para o contexto todo”, afirmou Manuel Magina da Silva.

Dirigindo-se ao comandante distrital de Leiria, José Figueira, o diretor nacional acrescentou: “senhor comandante, faça o melhor que sabe e pode com os recursos que lhe são alocados, que é exatamente isso que temos todos que fazer”.

Na cerimónia do 149.º aniversário do Comando Distrital da PSP de Leiria, que decorreu em Pombal, José Figueira, salientou que a “segurança é um fator decisivo e basilar para o desenvolvimento da economia, o que permite atrair e fixar investimentos, para além de ser o pressuposto para o exercício dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos num Estado de Direito democrático”.

Para o comandante, esse “bem vital, que é a segurança, também carece de investimento”, não obstante Portugal ser o “quarto país mais seguro do mundo”, o que “não é suficiente”.

José Figueira recordou o aumento de competências e de valências que a PSP tem vindo a ganhar nos últimos tempos e que trazem “exigências e desafios de formação diferenciados e de empenho operacional acrescidos, às quais não correspondeu um adequado aumento de efetivo”.

“Em contraciclo, inexplicavelmente, temos assistido a uma diminuição do efetivo dos operacionais no terreno, com implicações na nossa capacidade de assegurar o pleno exercício das nossas competências”, destacou.

Segundo José Figueira, nos últimos dez anos, o “Comando Distrital de Leiria da PSP assistiu a uma diminuição do seu efetivo em cerca de 50 polícias”.

“Este número não seria excessivamente preocupante caso não tivesse coincidido temporalmente com a assunção de responsabilidades e atribuições acrescidas que exigiram a reafetação de recursos da qual decorreu uma diminuição do policiamento de proximidade e visibilidade”, adiantou.

Acresce a este contexto, o crescimento de agentes em baixa médica e em serviços moderados, “resultado de um desgaste físico e psicológico acentuado e acumulado ao longo de anos, normalmente longe da família e em condições de vida inadequados”.

“A diminuição dos recursos humanos é incontornavelmente preocupante, pois o desfasamento entre os recursos existentes e as necessidades faz-nos equacionar o risco de não cumprir plenamente a nossa missão primordial”, reforçou.

À margem da sua intervenção, José Figueira afirmou que o comando está a trabalhar com o Município de Leiria para “implementar a segunda fase do projeto das câmaras de videovigilância”, o que vai “melhorar as condições de trabalho dos polícias”, na medida em que é possível “obter prova de muitos dos crimes que se passam na via pública”.

“A missão é sempre cumprida”, garantiu, admitindo, contudo, que os agentes poderão exceder o seu tempo de trabalho. “Portanto, não havendo tantos meios, vai haver uma sobrecarga para todos nós, para o comandante e para o polícia menos graduado”.

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