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Festas da Cidade de São João da Madeira arrancam com as Marchas Populares

As crianças são as grandes protagonistas da primeira noite das festividades do São João.

A tradição da comemoração do São João vive-se em S. João da Madeira com as Festas da Cidade. Com o apoio do Município, o programa preparado pela Comissão de Festas realiza-se de 22 a 26 de junho, incluindo as vertentes religiosa e de animação, esta última centrada no Jardim Municipal e Avenida da Liberdade.

É nessa artéria, na zona em que se localizam os edifícios da Casa da Criatividade e do Fórum Municipal, que se realizam, na primeira noite do evento (22 de junho, às 21h00), as sempre muito aguardadas marchas populares, em grande parte protagonizadas por centenas de crianças e jovens das escolas de S. João da Madeira.

Outro dos grandes momentos do programa das festas está marcado para a última noite, 26 de junho, com Ana Bacalhau a subir ao palco do Jardim Municipal, para um concerto que terá início às 22h00 e a que se seguirá, pelas 23h45, um espetáculo de fogo-de-artifício que encerrará o evento.

Entre 22 e 26 de junho, muitas outras propostas de animação vão marcar as Festas da Cidade de S. João da Madeira, cujo programa pode ser consultado na íntegra na página da Câmara Municipal na internet (www.cm-sjm.pt), na secção “Agenda”.

Paralelamente decorre igualmente a vertente religiosa, que inclui a Procissão das Velas (24 de junho, às 21h30, da Capela de Sto. António à Igreja Matriz) e a Procissão Solene (25 de junho, às 17h00, com saída da Igreja Matriz), atraindo multidões e envolvendo numerosos andores e figurantes, no percurso pelas ruas de S. João da Madeira.

Alterações de trânsito

As Festas da Cidade têm implicações ao nível do trânsito, para permitir a realização das atividades e o funcionamento das diversões, pelo que a organização do evento e a autarquia agradecem a melhor compreensão de todos e uma especial atenção à sinalização provisória, bem como às indicações das autoridades.

Estas alterações da circulação automóvel têm particular incidência na zona em que decorrem as festividades, nomeadamente no troço da Avenida da Liberdade paralelo ao Jardim Municipal e no Lugar da Ponte. A Procissão das Velas e a Procissão Solene motivarão também condicionamento temporários da circulação automóvel ao longo dos respetivos percursos.

Centro Hospitalar de Leiria ocupou 13 das 45 vagas para médicos recém-especialistas

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) ocupou 13 das 45 vagas para médicos recém-especialistas, no âmbito do processo de recrutamento aberto em 25 de abril, informou esta unidade hospitalar à agência Lusa.

“Foi possível preencher 13 postos de trabalho, oito dos quais preenchidos enquanto vagas em especialidades carenciadas [que têm incentivo pecuniário e não pecuniário]”, referiu uma resposta escrita do CHL.

Segundo o CHL, as vagas ocupadas foram de anestesiologia, cirurgia geral, dermatovenereologia, medicina interna (duas), oncologia médica, ortopedia e pediatria, todas estas consideradas carenciadas. Acrescem as vagas de gastrenterologia, oftalmologia, pneumologia e psiquiatria (duas).

Em 28 de abril, o CHL anunciou que uma “deliberação conjunta da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e da Administração Central do Sistema de Saúde” atribuiu 45 vagas para médicos recém-especialistas ao Centro Hospitalar de Leiria.

“A contratação abrange os médicos que concluíram com aproveitamento a formação especializada na época normal de 2023, ‘naquelas especialidades em que os médicos especialistas a recrutar correspondam a necessidades permanentes para assegurar o normal funcionamento dos serviços de urgência’”, adiantou o CHL, citando o documento oficial.

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do CHL, Licínio de Carvalho, congratulou-se com a antecipação deste processo que, por norma, decorre entre os meses de junho e julho, esperando que a taxa de ocupação das vagas fosse o mais próximo possível dos 100%, para poder aumentar os recursos médicos e colmatar algumas necessidades que se têm sentido na prestação de cuidados de saúde.

Na resposta escrita agora enviada à Lusa, o CHL considerou que a principal dificuldade dos lugares que não foram preenchidos “prende-se com o facto de abrirem mais vagas do que candidatos, o que leva a que, inevitavelmente, os médicos optem por ficar ou por fixar-se em hospitais mais convenientes, do seu ponto de vista, onde geralmente obtiveram as suas habilitações académicas e profissionais, onde residem e têm a sua estrutura familiar, o que nem sempre coincide com Leiria”.

Questionado sobre as especialidades mais necessárias neste momento, o CHL explicou que, “em função das necessidades em saúde da população servida e da resposta assistencial que é necessário assegurar, muitas vezes em contexto de urgência, conjugada com a carência de profissionais médicos que se verificam nas áreas em referência”, foram identificadas especialidades “como sendo de particular sensibilidade”, a saber: cirurgia geral, dermatovenereologia, endocrinologia, ginecologia/obstetrícia, medicina interna, neurologia, oncologia médica, ortopedia, otorrinolaringologia, patologia clínica, pediatria, radiologia e urologia.

O CHL integra os hospitais de Santo André, em Leiria, de Pombal e Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça.

Segundo o seu sítio na Internet, o CHL tem como “área de influência a correspondente aos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Porto de Mós, Nazaré, Pombal, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Ourém e parte dos concelhos de Alcobaça e Soure, servindo uma população de cerca de 400.000 habitantes”.

Túnel em Coimbra por onde vai passar o ‘metrobus’ acolhe concerto

O Túnel das Carvalhosas, por onde irão passar no futuro os autocarros elétricos do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), vai acolher um concerto da Orquestra Clássica do Centro, afirmou a Metro Mondego (MM).

O quarteto de cordas da Orquestra Clássica do Centro e a soprano Marina Pacheco vão atuar no sábado, pelas 17:00, no Túnel das Carvalhosas, junto à Estrada da Beira, infraestrutura que marca “a chegada à cidade de Coimbra dos veículos” do SMM, salientou a organização.

Questionada pela Lusa, a MM explicou que o concerto resulta de um desafio da associação RUAS (Recriar a Universidade, Alta e Sofia), que a Metro Mondego integra, para a realização de uma iniciativa a integrar o evento Sons da Cidade deste ano.

“A iniciativa proposta consiste na realização de um pequeno concerto no Túnel das Carvalhosas, permitindo conhecer a intervenção naquela zona do projeto”, salientou fonte oficial da MM.

O pequeno concerto vai contar com interpretação de serenatas de Coimbra, para além de compositores internacionais, como Maurice Ravel ou Ennio Morricone.

Fonte oficial da MM referiu que a entidade ambiciona “realizar mais iniciativas de cariz cultural noutros locais da infraestrutura”.

De acordo com a Metro Mondego, o troço suburbano do ‘metrobus’, entre Serpins e a Portagem, na Baixa de Coimbra, deverá estar em funcionamento em junho de 2024, prevendo-se que o sistema urbano esteja pronto no final desse mesmo ano.

O SMM consiste na implementação de troços de via dedicada (com algumas exceções em Coimbra), onde vão circular autocarros elétricos que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã, encerrado em janeiro de 2010, e na área urbana de Coimbra, ligando esta cidade a Serpins, no concelho da Lousã, com passagem em Miranda do Corvo, numa extensão de 42 quilómetros.

Politécnico da Guarda vai criar plataforma para promover negócios agrícolas

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai criar uma plataforma que visa tornar os negócios agrícolas dos territórios de baixa densidade e zonas rurais de montanha mais sustentáveis e competitivos, revelou a instituição de ensino superior.

“Vamos desenvolver a primeira plataforma de promoção de inovação territorial agroalimentar, com base em tecnologias de monitorização, produção e gestão”, destacou a docente do IPG e responsável pelo projeto, Teresa Paiva.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o IPG revelou que esta plataforma, que alia a inovação e tecnologia às atividades turísticas e rurais, vai ser desenvolvida em parceria com pequenas e médias empresas (PME) da região, centros de investigação e instituições de ensino superior.

Intitulado Interior+, este projeto contará com um investimento que ultrapassada os 850 mil euros, pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), depois de ter assegurado a primeira posição numa lista de 13 candidatos ao financiamento daquele Plano para a revitalização de zonas rurais.

O contrato para a sua concretização foi assinado na quarta-feira, numa cerimónia que decorreu em Lisboa, e que contou com a presença da ministra da tutela, Maria do Céu Antunes, e do presidente do IPG, Joaquim Brigas.

De acordo com Teresa Paiva, o projeto terá início “com uma região modelo, que abrange os territórios do Minho, da Beira Interior e da Beira Alta, em que diferentes agentes do setor se reúnem para criarem medidas que ajudem a combater a fraca densidade populacional e empresarial nos seus territórios”.

Caberá ao Politécnico da Guarda capacitar empresários agrícolas para a utilização da plataforma, com formações para “dotar as empresas de competências para monitorizar pastagens, produções agrícolas e animal, terem melhores condições de trabalho e para otimizarem os seus negócios de forma sustentável”.

“Com recurso a instrumentos tecnológicos avançados – como drones, IoT (“internet das coisas”) e inteligência artificial –, a plataforma agrega informações úteis aos empresários agrícolas sobre características dos solos, dietas ajustadas para a criação de animais, otimização de recursos, necessidades dos consumidores, tendências de consumo e estratégias comerciais”, descreveu.

No seu entender, com esta plataforma as empresas terão ao seu dispor “um conjunto de dados que lhes permite adaptarem-se às necessidades do mercado e potenciar o valor dos produtos endógenos”.

“Este projeto-piloto vem responder às necessidades das regiões cuja atratividade turística é fraca e a desertificação populacional é alta, mas o objetivo é extrapolar para outros setores de atividade. A plataforma é uma ação para uma estratégia intersetorial, para sermos mais eficientes, começando na agricultura até à restauração, numa perspetiva ‘farm-to-fork’ (do campo para a mesa)”, afirmou.

Já o presidente do IPG, Joaquim Brigas, evidenciou que liderar este projeto fortalece o compromisso de colocar a inovação e a investigação ao serviço da comunidade, estimulando o crescimento do tecido económico e social.

“O desenvolvimento das zonas de baixa densidade e transfronteiriças, como é o caso da região da Guarda, está a ser reforçado pela transferência de conhecimento da academia para as empresas, o que torna a nossa sociedade mais qualificada e preparada”, concluiu.

Para além do IPG, estão também envolvidas no projeto a Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha, Centro de Competências da Apicultura e da Biodiversidade – representado do Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar, CerFundão, InCubo – Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras, os institutos politécnicos de Castelo Branco e de Viana do Castelo, INIAV – Polo de Braga, Meltagus – Associação Apicultores Parque Natural Tejo Internacional, Monte Silveira Bio, O&C – Olive Company, Lda, Soprobeira, Quinta da Biaia, Gabriela Isabel Alves, Cereal do Vale e TeroMovigo – Earth Innovation.

Funcionários da lota de Aveiro e armadores julgados por corrupção

O Tribunal de Aveiro está a julgar dois ex-funcionários da lota de Aveiro e cinco armadores suspeitos de estarem envolvidos num esquema para alterar dados relativos a vendas em leilão eletrónico.

O julgamento, que começou na semana passada, envolve dois antigos funcionários da Docapesca, designadamente um encarregado de lota e um operador de vendas, que estão acusados, cada um, de um crime de falsificação de documento e outro de corrupção passiva, ambos na forma continuada.

Sentados no banco dos réus estão ainda cinco armadores de pesca artesanal local que respondem, cada um, por um crime de corrupção ativa na forma continuada.

Os factos agora em julgamento ocorreram entre agosto e novembro de 2016, na lota do porto de pesca costeira de Aveiro.

Segundo a acusação do Ministério Público, consultada pela Lusa, os dois funcionários da lota procederam a várias transferências de verbas provenientes das vendas de embarcações da arte do arrasto para as embarcações dos cinco armadores da pesca local, mediante alteração da inscrição constante dos dados existentes no sistema informático da lota.

Como contrapartida, os cinco armadores de pesca local entregariam aos arguidos que trabalhavam na lota uma quantia monetária, variável em função do valor monetário que, com tais acções, a Docapesca lhes viria a entregar.

De acordo com a investigação, com esta conduta os referidos armadores de embarcações da arte de arrasto sofreram um prejuízo global de cerca de 9.000 euros, com o benefício indevido dos armadores arguidos.

O processo tinha mais três arguidos que também trabalhavam na lota, mas estes não foram pronunciados para julgamento, por não existirem indícios suficientes que sustentassem a imputação constante da acusação pública.

Neste caso, o juiz de instrução ficou com dúvidas que as operações de transferência de pescado que estavam associadas às ‘passwords’ ativas destes arguidos foram efetivamente executadas por eles.

Pastores e rebanhos rumam às pastagens de altitude da Serra da Estrela

Pastores e rebanhos vão rumar às pastagens de altitude da Serra da Estrela no dia 01 de julho, celebrando uma prática secular e identitária do território que poderá ser acompanhada por turistas e residentes.

“A tradição ancestral associada à deslocação sazonal de rebanhos na Serra da Estrela – a transumância – é anualmente vivida pelos pastores do território, uma experiência que traduz a essência de uma vida dura, simples e plena de encanto”, referiu a Câmara de Seia, no distrito da Guarda.

Segundo a autarquia, “a Festa da Transumância e dos Pastores inicia-se uma semana antes, no dia 25 de junho, com a romaria das ovelhas à Festa de São João Baptista”.

Nesse dia, “os pastores oriundos de várias aldeias do concelho de Seia, acompanhados dos rebanhos (cabras e ovelhas Serra da Estrela), desfilam à vez, à volta da capela de São João, na aldeia da Folgosa da Madalena, no concelho de Seia”, contou.

A autarquia acrescentou que os pastores pedem ao padroeiro “um bom ano de pasto e proteção para o gado, para depois os rebanhos subirem à serra”.

Para esse desfile, as ovelhas ostentam “os maiores e melhores chocalhos” e são enfeitadas com “cabeçadas” e “borlas” feitas de lã de ovelha.

A subida às pastagens de verão acontecerá uma semana depois, por um percurso de aproximadamente 11 quilómetros, e inicia-se às 07:30, em Seia.

De acordo com a autarquia, as mais de mil cabeças de gado “proveniente das terras chãs (Santa Comba, Folgosa, Maceira, São Martinho, Paranhos e Pinhanços)” irão concentrar-se no largo da Câmara.

Depois, atravessarão “a zona histórica da cidade em direção à montanha, percorrendo caminhos que há séculos conduzem pastores e rebanhos à Aldeia de Montanha do Sabugueiro”. Daí, “alguns dos rebanhos seguem para as pastagens de altitude, onde vão pernoitar e passar os meses seguintes, até ao São Miguel”, acrescentou.

Quem participar na subida encontrará preparadas pelo caminho degustações gastronómicas, como a típica merenda do Alforge e um almoço com os pastores, e vários momentos de animação.

Licor Beirão prevê investir cerca de 10 ME em nova unidade na Lousã

A Licor Beirão conta investir até dez milhões de euros (ME) na construção de uma nova unidade na Zona Industrial do Alto do Padrão, na Lousã, para sustentar o crescimento internacional da marca, afirmou hoje o diretor-geral da empresa.

As obras para a construção da nova unidade, que terá uma área edificada de cerca de dez mil metros quadrados, deverão arrancar até ao final do ano, e a empresa espera que esteja a operar no espaço de dois anos, disse à agência Lusa Daniel Redondo, diretor-geral da J. Carranca Redondo, empresa que produz o Licor Beirão.

“Estamos a ultimar o projeto, mas está em fase acelerada, até porque temos urgência em arrancar com as obras o mais rápido possível”, vincou, referindo que a nova unidade deverá empregar cerca de 40 pessoas quando estiver “em velocidade cruzeiro”.

Segundo Daniel Redondo, esta unidade pretende dar resposta à necessidade “de aumentar a capacidade de produção”, numa altura em que a empresa está a fazer “uma aposta muito grande no crescimento internacional da marca”.

“Precisamos de uma zona maior de armazenagem dos produtos secos, haverá alguma parte de produção de produtos específicos, novas linhas de enchimento e novos processos de acabamento de garrafas, com alguma inovação no engarrafamento, que vai permitir ter produtos feitos quase à medida”, salientou o diretor-geral da empresa, referindo que, apenas com as instalações atuais, a empresa não conseguiria crescer.

Os dez milhões de euros na construção da unidade e compra de equipamento para a mesma são o principal investimento da empresa de momento, tirando a aposta “na área comercial e de marketing” para conquistar mercado fora de Portugal, explicou.

“A exportação representa, neste momento, cerca de 25% da faturação e esperamos que, rapidamente, chegue aos 50%. É um trabalho que está a ser desenvolvido de há uns anos para cá, mas que estamos a tratar da aceleração desse projeto”, realçou.

Recentemente, a marca tem trabalhado Espanha e quer apostar noutros países da Europa, como França e Alemanha, onde já têm alguma presença.

“Em França e na Alemanha, estamos a encontrar parceiros com outra organização. No passado, tínhamos muito o mercado da saudade, ligado à comunidade portuguesa, mas queremos também ir para fora dessa comunidade e ser um produto pedido pelo país, no seu geral. Queremos deixar de ser um produto étnico e passar a ser uma marca global”, vincou.

Para Daniel Redondo, este trabalho “é uma maratona” e um “processo difícil”.

“É uma marca muito específica e vamos ganhando consumidores pouco a pouco, que percebem e valorizam a cultura portuguesa”, aclarou, notando a grande ligação entre o Licor Beirão e a identidade portuguesa.

Para o diretor-geral da J. Carranca Redondo, o facto de o Licor Beirão ser uma “marca tão portuguesa” permite também à empresa colher frutos do próprio aumento do turismo em Portugal.

Região de Coimbra quer reforçar competitividade com apoios do Centro 2030

A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra realçou hoje que os apoios financeiros do Centro 2030 vão possibilitar um reforço da região ao nível da competitividade e da inovação empresarial.

“As empresas têm um importante papel enquanto agentes motores do crescimento e do desenvolvimento regional”, salientou Raul Almeida, vice-presidente daquela CIM.

Para o também presidente da Câmara Municipal de Mira, “apostar na competitividade é imperativo para o desenvolvimento económico e social da Região de Coimbra”.

“São as empresas o motor de crescimento desta região, pelo que é o nosso dever, enquanto decisores políticos, criar mecanismos de apoio para as mesmas”, referiu, citado num comunicado que a Comunidade Intermunicipal enviou à agência Lusa.

A Autoridade de Gestão do Centro 2030, em colaboração com esta CIM e com o Conselho Empresarial da Região de Coimbra, promoveu hoje uma ação de divulgação sobre os apoios às empresas.

“Encontram-se abertos avisos de concurso direcionados a territórios de baixa densidade. Estão ainda abertos avisos de concurso direcionados a território que não são classificados como sendo de baixa densidade”, informou.

Nesses avisos, segundo a nota, “é dado um claro enfoque a operações que se proponham produzir bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis, no quadro de fileiras produtivas e de cadeias de valor mais alargadas e geradoras de maior valor acrescentado, contribuindo para reforçar a orientação exportadora e a competitividade externa” da economia nacional.

“Pretende-se estimular o investimento empresarial de natureza inovadora, promovendo a alteração do perfil de especialização da economia portuguesa e o reforço da sua competitividade externa, através da diferenciação, diversificação e inovação”, sublinhou a CIM.

Detenção de indivíduo por crimes de peculato

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, deu cumprimento a mandado de detenção emitido pelo MP-DIAP de Tomar, detendo um homem de 49 anos, fortemente indiciado pela prática do crime de peculato e peculato de uso.

Foram realizadas seis buscas na zona de Abrantes, tendo sido apreendidos diversos objetos e consistentes elementos de prova, sobre os factos objeto da investigação.

O arguido, autarca local, terá utilizado abusivamente meios e funcionários da autarquia em seu proveito ou de terceiros, bem como também se apropriou de diversos bens, pertença da mesma autarquia

O detido vai ser presente às competentes Autoridades Judiciárias, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação.

Seia promove festa da Transumância e dos Pastores

Com a chegada do verão, pastores e rebanhos rumam às pastagens de altitude, a Festa da Transumância e dos Pastores. A subida à Serra da Estrela acontece a 1 de julho, celebra uma prática secular e identitária do território, e pode ser acompanhada por turistas, visitantes e residentes.

A tradição ancestral associada à deslocação sazonal de rebanhos na Serra da Estrela – a transumância – é anualmente vivida pelos pastores do território, uma experiência que traduz a essência de uma vida dura, simples e plena de encanto.

A Festa da Transumância e dos Pastores inicia-se uma semana antes, a dia 25 de junho, com a romaria das ovelhas à Festa de São João Baptista. Os pastores oriundos de várias aldeias do concelho de Seia, acompanhados dos rebanhos (cabras e ovelhas Serra da Estrela), desfilam à vez, à volta da capela de São João, na aldeia da Folgosa da Madalena, no concelho de Seia.

Os pastores vêm pedir ao padroeiro um bom ano de pasto e proteção para o gado, para depois os rebanhos subirem à serra. Para o efeito, as ovelhas ostentam os maiores e melhores chocalhos e são enfeitadas com “cabeçadas” e “borlas” feitas de lã de ovelha.

A subida às pastagens de verão realiza-se no sábado seguinte, a 1 de julho. O percurso, de aproximadamente 11 km, inicia-se bem cedo (07h30), em Seia.

O gado (mais de 1000 cabeças), proveniente das terras chãs (Santa Comba, Folgosa, Maceira, São Martinho, Paranhos e Pinhanços), concentrar-se-á no largo da câmara e atravessará a zona histórica da cidade em direção à montanha, percorrendo caminhos que há séculos conduzem pastores e rebanhos à Aldeia de Montanha do Sabugueiro. Daqui alguns dos rebanhos seguem para as pastagens de altitude, onde vão pernoitar e passar os meses seguintes, até ao São Miguel.

Pelo caminho estão preparadas degustações gastronómicas, como a típica merenda do Alforge e um almoço com os pastores, e vários momentos de animação.

Os interessados em participar podem inscrever-se na página de internet do Município (https://cm-seia.pt).

FESTA DA TRANSUMÂNCIA E DOS PASTORES

PROGRAMA

25 de junho, às 18h30

Romaria das ovelhas à Festa de São João, na aldeia de Folgosa da Madalena

1 de julho

Subida do Gado à Serra

07:30h – Receção e concentração – Câmara Municipal de Seia (Largo Dr. António Borges Pires)

 08h00 – Início da subida dos rebanhos

10:00h – Merenda do alforge na Aldeia de Montanha de Póvoa Velha

             – Momento de animação

13:00h – Almoço com os pastores na ermida da Senhora do Espinheiro

              – Pausa para sesta e convívio

               – Momento de animação

               – Libertação de ave selvagem recuperada no CERVAS

16:30h – Continuação da subida dos rebanhos

18:00h – Chegada dos rebanhos à Aldeia de Montanha do Sabugueiro

             – Momento de animação

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