Início Site Página 663

Anadia: Concurso Escolar Ler & Aprender

Os vencedores do XIV Concurso Escolar “Ler & Aprender” já são conhecidos. A entrega dos prémios vai decorrer, no próximo dia 8 de julho, a partir das 15h00, durante a cerimónia de comemoração do 15º aniversário da Biblioteca Municipal de Anadia.

De salientar que esta iniciativa, promovida pelo Município de Anadia, através da Rede de Bibliotecas, foi dirigida aos alunos de todas as instituições de ensino do concelho e teve como objetivo promover hábitos de leitura e incentivar a escrita criativa.

Recorde-se ainda que o concurso previa a criação, individual, de textos inéditos pertencentes aos diversos géneros literários, enfatizando a correção linguística e a expressão literária, nele podendo participar os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário, incluindo os do Ensino Profissional e do Programa Qualifica.

Os prémios monetários, no valor de cem euros, são atribuídos aos estabelecimentos de ensino e destinam-se à melhoria dos serviços prestados pelas bibliotecas escolares, ou seja, serão investidos na aquisição de fundo documental e de equipamentos diversos. Aos alunos vencedores serão atribuídos certificados de participação e cheques-livro no valor de 25 euros.

TEXTO NARRATIVO

1º ciclo do Ensino Básico

Ana Simões | “Um sonho pequenino”

Colégio Nossa Senhora da Assunção

2º ciclo do Ensino Básico

Dinis Lopes | “A Capuchinho Verde”

Colégio Nossa Senhora da Assunção

3º ciclo do Ensino Básico

Vasco Conceição | “Querida Casey!”

Escola Básica de Vilarinho do Bairro

Ensino Secundário

José Afonso Conceição | “Conversa com Fernando Albino”

Escola Básica e Secundária de Anadia

Centro Qualifica

Alice Duarte | “Vida na ponta dos dedos”

TEXTO LÍRICO

1º ciclo do Ensino Básico

Madalena Pereira | “Casa”

Centro Escolar de Sangalhos

2º ciclo do Ensino Básico

Carolina Novo | “A gaivota”

Colégio Nossa Senhora da Assunção

3º ciclo do Ensino Básico

Francisco Tovar | “O amor de antigamente”

Colégio Nossa Senhora da Assunção

Ensino Secundário

Maria Leonor dos Santos | “Brisas de mudança”

Colégio Nossa Senhora da Assunção

Centro Qualifica

João Chamiço | “Trilhos”

CONTO GUSTAVO CAMPAR

1º ciclo do Ensino Básico

Carolina Oliveira | “O caminho dos sonhos”

Centro Escolar de Arcos

2º ciclo do Ensino Básico

Maria Eduarda Carmo | “O mundo mágico do livro e da leitura”

Escola Básica e Secundária de Anadia

3º ciclo do Ensino Básico

Jacinta Sebastião | “O mundo mágico dos livros”

Escola Básica de Vilarinho do Bairro

Ensino Secundário

Mariana Lopes | “Agora podes voar…”

Escola Básica e Secundária de Anadia

Costa confiante de que economia continuará a crescer mas diz que é preciso “pedalar” 

O primeiro-ministro, António Costa, mostrou-se hoje confiante de que a economia portuguesa irá continuar a crescer, mas considerou que é preciso “continuar a pedalar” porque “a inércia” não chega para o movimento prosseguir.

Numa fábrica de produção de bicicletas elétricas em Vagos, o primeiro-ministro não evitou recorrer a analogias do ciclismo, num discurso em que vincou que é preciso continuar a “pedalar” para assegurar a continuidade de crescimento que a economia portuguesa tem assistido.

“Quando se deixa de pedalar, naturalmente, a inércia não é suficiente para que o movimento prossiga. Para isso, é fundamental continuarmos a pedalar”, disse António Costa, que discursava no fim de uma visita à Unibike, empresa de Vagos que se dedica à produção de bicicletas elétricas.

O líder do Governo salientou que o crescimento que o país tem registado “vai continuar e aumentar”, dando o exemplo da própria Unibike, empresa em que 95% da faturação está assente na exportação e que prevê crescer 20% este ano, face a 2022.

“Cada empresa tem perspetivas de este ano acrescentar um pouco também à sua produção” e todas, na medida da sua dimensão, irão “acrescentar” à economia, “o que significa que a economia nacional vai continuar a crescer e, se continuar a crescer, vai continuar a gerar emprego e emprego de mais qualidade e emprego mais bem remunerado”, asseverou.

António Costa realçou que, caso o crescimento económico se mantenha, será possível ter “finanças públicas mais estáveis, com menos dívida, com menos défice, permitindo prosseguir a trajetória de se continuar a reduzir a tributação de quem trabalhar e paga IRS e de se poder criar melhores condições para assegurar a competitividade” do território.

Durante o discurso, o primeiro-ministro considerou também que têm sido “as boas políticas públicas” a razão para vencer “o maior défice de todos” – o das qualificações e para haver estabilidade financeira e credibilidade internacional.

O “casamento virtuoso” entre boas políticas públicas e investimento dá confiança face ao “futuro da economia”, destacou, recordando que Portugal foi o terceiro país da União Europeia que mais cresceu em 2022 e no primeiro trimestre do presente ano.

António Costa realçou ainda a força da produção de bicicletas no país, que põe o país a liderar o setor a nível europeu, numa indústria que soube “reinventar-se”.

Voltando a recorrer a analogias do ciclismo, o primeiro-ministro pediu ao setor para que continue “à cabeça do pelotão” e que não largue “a camisola amarela da indústria das bicicletas”.

Na visita, também estiveram presentes, entre outros, o ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, e o presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado.

Visitas e concertos nos 275 anos do lançamento da 1.ª pedra do Seminário Maior de Coimbra

Visitas, concertos, piquenique e eucaristia fazem parte de um programa de três dias que assinala, em julho, o 275.ºaniversário do lançamento da primeira pedra do Seminário Maior de Coimbra.

De acordo com o reitor do Seminário Maior de Coimbra, Nuno Santos, o programa para os dias 14, 15 e 16 de julho espelha a “força das parcerias”.

“Com as parcerias foi possível enriquecer e diversificar um programa que é diferente e especial”, sustentou.

Durante a conferência de imprensa de apresentação do programa para o 275.ºaniversário do lançamento da primeira pedra do Seminário Maior de Coimbra, que decorreu ao final da manhã de hoje, Nuno Santos anunciou que estão previstas várias visitas ao espaço, com destaque para as visitas noturnas, que irão ocorrer pela primeira vez.

As visitas noturnas à Biblioteca Velha do Seminário estão agendadas para as 21:30 do dia 14 de julho e serão orientadas pelo professor Augusto Bernardes.

“É necessário realizar inscrição, tendo um custo simbólico de cinco euros. Vai ter um momento com algumas surpresas e quem gosta de livros e de surpresa de biblioteca não pode perder”, realçou.

O valor cobrado nestas visitas noturnas servirá para ajudar a fazer face às obras de requalificação de que o Seminário Maior de Coimbra tem sido alvo, tal como o valor angariado no concerto pago e no jantar.

“O programa inclui dois concertos gratuitos e outro pago, para colaborar com as despesas das obras”, acrescentou.

Para o dia 15 de julho estão marcados dois espetáculos musicais gratuitos, decorrendo durante a tarde o concerto de órgão de tubos na Igreja do Seminário, da responsabilidade do Coro Carlos Seixas, e à noite o concerto de Filipe Furtado, no Salão São Tomás, numa organização da Blue House.

Ainda no dia 15, para além de visitas habituais ao longo de todo o dia, a meio da manhã terá lugar uma visita especial e gratuita, que dará a conhecer três figuras: Póvoa dos Reis, Padre Américo Aguiar e Nunes Pereira.

Para a manhã do 16 de julho está agendada uma Missa no Jardim, seguida de um almoço piquenique.

“Vai ser um piquenique à antiga, com as pessoas, as famílias, a trazerem alimentos e a partilharem”, referiu o reitor do Seminário Maior de Coimbra.

Ao final da tarde terá lugar um concerto solidário, com a atuação do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, no Salão São Tomás, seguindo-se um jantar. Estas duas iniciativas terão um custo de 20 e 15 euros, respetivamente.

“Quem vier de fora e quiser também pode ficar alojado no Seminário, que conta com 19 quartos e 40 camas. Já temos uma família inscrita”, concluiu.

O programa para o 275.ºaniversário do lançamento da primeira pedra do Seminário Maior de Coimbra conta com a parceria do Coro Carlos Seixas, Blue House, Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra e Vicentinos de Ceira.

O Seminário Maior de Coimbra é constituído por três edifícios, de épocas diferentes, tendo sido classificado como monumento nacional em 2021.

Assembleia Municipal da Feira unânime na escolha de traçado do TGV que evita demolições

Os sete partidos representados na Assembleia Municipal da Feira aprovaram na terça-feira à noite, por unanimidade, o traçado da Linha de Alta Velocidade (LAV ou TGV) que não prevê demolições nesse concelho do distrito de Aveiro.

Com mais de 200 pessoas na plateia, a sessão tinha como único tema a análise das duas alternativas que a Infraestruturas de Portugal (IP) definiu para a região e que estão em consulta pública até sexta-feira, a propósito da linha férrea que visa ligar Porto e Lisboa em 75 minutos.

O Traçado A foi rejeitado por implicar, só no que se refere ao concelho de Santa Maria da Feira, 89 demolições de habitações, anexos, indústria ou serviços, e o Traçado B foi o aprovado por não prever nenhuma, já que afeta sobretudo o município contíguo de Ovar.

No documento aprovado, a Assembleia Municipal recomenda à IP um traçado alternativo, baseado na solução apontada como mais favorável pela Avaliação de Impacte Ambiental, que prevê 70 demolições, mas com esse desenho melhorado de forma a que os edificados a destruir sejam apenas 32 (dos quais só 15 habitações).

Essa última hipótese combina uma parte do Traçado A com elementos do troço ILBA Ovar e ainda aspetos da Variante Monte Mourão, acrescentando-lhes “ligeiras alterações”. É encarada pelo presidente da Câmara da Feira como a mais “realista” no equilíbrio entre os interesses do seu concelho e os do de Ovar.

“Não fizemos já o desenho [desse traçado alternativo] porque, se o fizéssemos, a IP podia aproveitar qualquer falha para o desvalorizar e, como essa entidade é que tem a competência e o dinheiro para isso, ela é que deve realizar o trabalho”, declarou Emídio Sousa.

PSD, PS, BE, CDS, PCP-PEV, Chega e Iniciativa Liberal também foram unânimes nas críticas à entidade que tutela a obra do TGV, considerando que, segundo informação da autarquia, após “10 meses sem qualquer informação por parte da IP”, a câmara foi confrontada com a abertura do período de consulta pública sem antes ter recebido “documentação nenhuma”.

Além disso, as propostas apresentadas pela IP não terão tido em linha de conta, segundo Emídio Sousa, projetos que representam “100 milhões de euros e 1.200 postos de trabalho” em investimentos já previstos para as zonas a expropriar, nomeadamente nas áreas de expansão do parque empresarial LusoPark. O autarca social-democrata diz, por isso, que o trabalho da IP “foi mal feito e mal conduzido”.

A avaliar pelo traçado mais prejudicial ao concelho da Feira, a construção do TGV afetará edificado sobretudo nas freguesias de Espargo, Rio Meão e São Paio de Oleiros, mas também influirá em terrenos de Travanca, São Miguel do Souto, São João de Ver e Nogueira da Regedoura.

A empreitada entre Oiã, em Aveiro, e Campanhã, no Porto, constitui o Lote A da primeira fase da obra completa, sendo que nessa etapa inicial do projeto, a decorrer até 2028, deverá ser executado ainda o Lote B, de Oiã até Soure, no distrito de Coimbra.

Propondo-se garantir mais rapidez na ligação Porto-Lisboa e descongestionar a Linha do Norte, o percurso do TGV será construído em via dupla e bitola ibérica (com largura de 1.668 milímetros), o que, juntamente com caminhos de serviço para manutenção e acessos para proprietários, implicará a desocupação de uma faixa longitudinal de terreno com largura estimada em 25 metros.

Reconhecendo que ver demolida uma habitação de família é sempre algo “dramático”, Emídio Sousa quer que a IP “reveja os valores das indemnizações, porque são muito baixos”, e aconselha os proprietários expropriados a negociarem bem os prazos da saída, porque “tempos de execução muito curtos não lhes garantem que tenham condições de encontrar uma alternativa de qualidade” para as suas casas.

O deputado Miguel Banco, do Chega, defendeu que essa cautela é ainda mais necessária face à “crise financeira muito grave” que o país enfrenta, pelo que é “primordial a preservação dos postos de trabalho” em empresas expropriadas, e Carlos Martins, da Iniciativa Liberal, manifestou a disponibilidade do seu partido para interceder em Assembleia da República, de modo a que o impacto do TGV na Feira seja “menor do que o proposto” nas soluções da IP.

Artur Santos, do PSD, também se mostrou preocupado com “indemnizações extremamente baixas”, enquanto Susana Correia, do PS, pediu mais assertividade da câmara na responsabilização da IP, antes de Eduardo Couto, do BE, afirmar: “Ao fim de tantos anos [de estudos sobre o TGV], esperava-se uma proposta mais madura, que melhor acautelasse o interesse público”.

Trabalhadoras em greve por salário em atraso na Coralfish em Peniche

As nove trabalhadoras da produção da Coralfish, no concelho de Peniche, estão hoje de manhã em greve por atraso no pagamento do salário e a fábrica de congelados está fechada, informou o sindicato da indústria alimentar.

“Houve uma adesão de 100% à greve, a fábrica está fechada e as nove trabalhadoras estão em greve de manhã, por quatro horas, e concentradas frente à fábrica”, disse Marcos Rebocho, coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar (STIAC).

Segundo o dirigente, desde julho de 2022, que a empresa localizada na Atouguia da Baleia, no distrito de Leiria, tem vindo a pagar em atraso os salários.

“Todos os meses recebem o salário do mês anterior por volta do dia 20. Ao dia 15, o sindicato envia os pedidos de suspensão dos contratos à Segurança Social e à Autoridade para as Condições de Trabalho [ACT] e, quando é notificado, o patrão acaba por pagar”, explicou.

“Neste momento, as trabalhadoras estão com o salário de maio em atraso”, precisou Marcos Rebocho, acrescentando que, mais uma vez, na quinta-feira, o STIAC vai voltar a enviar os pedidos de suspensão dos contratos de trabalho àquelas entidades.

Contactada pela Lusa, a administração da Coralfish não prestou esclarecimentos.

O dirigente sindical adiantou que, nas conversações entre o STIAC e a administração da empresa, “o patrão responde que paga quando quer, por ter dificuldades”.

De acordo com o sindicato, existem trabalhadores em situação de dificuldade financeira “com prestações e rendas em atraso e dificuldades em comprar alimentos”.

Face às dificuldades, alguns trabalhadores optaram por sair, mas a maioria mantém-se por haver trabalhadoras “com 25, 20, 15 anos de fábrica e terem dificuldade em sair para outro lado”.

Além do salário, as trabalhadoras que já gozaram férias este ano têm também em atraso o subsídio de férias.

As trabalhadoras queixam-se ainda de más condições de trabalho e de terem de comprar os detergentes para limpar a fábrica, assim como o vestuário e o calçado de trabalho, custos que a administração “vai pagando”.

Desde março que o STIAC pede a intervenção da ACT, a quem a Lusa pediu também esclarecimentos e aguarda resposta.

Centro Escolar dos Marrazes em Leiria abre no início de 2024 após obras de 7,1 ME

O Centro Escolar dos Marrazes, no concelho de Leiria, vai abrir no início de 2024, após um investimento estimado de 7,1 milhões de euros, mais de sete anos após o lançamento do primeiro concurso, segundo informação da Câmara.

Numa informação escrita enviada à agência Lusa, o Município referiu que o primeiro concurso para a construção do Centro escolar dos Marrazes foi publicado em Diário da República em maio de 2016, com o preço base de 4,9 milhões de euros (mais IVA) e um prazo de execução de 545 dias.

A obra arrancou em 2017, mas acabou por ser suspensa no ano seguinte.

“Houve um acordo de revogação do contrato de empreitada assinado em 25 de agosto de 2020, com efeitos a 14 de setembro de 2018”, na sequência da suspensão total dos trabalhos a partir de 30 de abril de 2018 “por decisão da entidade executante”, esclareceu a autarquia.

Em março de 2021, a Câmara deliberou a abertura do procedimento para uma nova empreitada, de 6,8 milhões de euros acrescidos de IVA e um prazo de 540 dias, tendo os trabalhos sido retomados em janeiro de 2022, com alteração do projeto.

A Câmara explicou que, “com o acordo de revogação e o lançamento de uma nova empreitada, houve oportunidade de beneficiar o projeto do pavilhão desportivo que, para além da utilização letiva/escolar, acolherá atividades desportivas de várias modalidades”. O pavilhão, com capacidade para 824 lugares sentados, vai servir a União das Freguesias de Marrazes e Barosa, o concelho e a região.

A obra de conclusão do centro escolar foi adjudicada por 5,4 milhões de euros, mantendo o prazo de execução.

A empresa classificada em terceiro lugar no concurso acabou por impugnar a decisão junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, que lhe deu razão.

No recurso para o Tribunal Central Administrativo Sul, este considerou válida a decisão do Município relativamente à adjudicação à empresa que apresentou a proposta de valor mais reduzido.

Segundo a autarquia, o Centro Escolar proposto desenvolve-se em três blocos (pré-escolar, 1.º ciclo e pavilhão desportivo) e vai ter capacidade para cerca de 600 alunos.

Oito salas de atividades para o pré-escolar, 16 salas de aulas do 1.º ciclo, cozinha e refeitório, biblioteca, recreios cobertos são algumas as áreas do futuro centro escolar.

De acordo com o Município, com esta construção são concentradas as crianças dos jardins de infância do Bairro das Almuinhas e da Quinta do Amparo.

Já ao nível do 1.º ciclo, termina o desdobramento nas escolas da Gândara dos Olivais, Pinheiros, Quinta do Alçada e Marinheiros, além de acabar com as instalações provisórias da escola da Sismaria e encerrar a escola n.º 1 de Marrazes.

Na terça-feira, após a reunião do executivo municipal, numa visita às obras do Centro Escolar dos Marrazes, a autarquia destacou que três escolas vão receber um investimento superior a 19 milhões de euros.

Além deste centro escolar, está em causa a requalificação da escola secundária com 3.º ciclo Afonso Lopes Vieira (4,9 milhões de euros) e da escola básica dos 2.º e 3.º ciclos D. Dinis (7,1 milhões de euros).

“Estas obras, há muito ambicionadas, são um passo importante para repor justiça educativa e comunitária, e também um sinal de esperança para o nosso futuro coletivo no que diz respeito à atratividade na área da educação”, afirmou o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, citado numa nota de imprensa.

Fundão candidata-se a Cidade de Aprendizagem da UNESCO

O Fundão formalizou a candidatura para integrar a Rede das Cidades de Aprendizagem da UNESCO 2023, informou o presidente da Câmara, Paulo Fernandes, que garantiu que o município se “posiciona fortemente” nesta área.

A candidatura foi entregue no final de maio e prevê-se que os resultados sejam conhecidos até ao final de junho.

“Estamos muito otimistas. Acho que temos uma excelente candidatura, muito alicerçada nas causas e valores da própria UNESCO”, acentuou Paulo Fernandes.

O autarca deste concelho do distrito de Castelo Branco aludiu ao 9.º Encontro Nacional de Associações e Clubes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), que decorreu há duas semanas no Fundão e mencionou o retorno positivo recebido.

“Todos, de uma forma geral, foram referenciando o tão diferenciador é o nosso programa de aprendizagem, sobretudo entre a vertente tradicional e a vertente mais contemporânea”, destacou o presidente da Câmara do Fundão.

O autarca vincou o programa de aprendizagem multifacetado do município, para todas as faixas etárias e centrado na preservação das práticas ancestrais, mas aliando-lhe a tecnologia e o digital.

Além das Casas e Lugares do Sentir do concelho, “museus da comunidade, onde o Fundão é particularmente forte”, Fernandes mencionou os programas socioculturais para a aprendizagem ao longo da vida e a aposta na “dimensão intercultural”, para acolher as muitas pessoas “em idade ativa” de outros países que estão a chegar ao município.

A possibilidade de atribuição da distinção é considerada uma mais-valia por Paulo Fernandes: “É um selo de enorme qualidade, de certificação de boas práticas, de uma fasquia alta, que nos ajuda a criar e a melhorar as nossas redes locais, mas também a melhorar e a entrar em redes nacionais e internacionais”.

Em declarações à agência Lusa, o autarca sublinhou existir um “projeto que vem da base para cima e que tem esta abordagem territorial e de comunidade tão forte”.

Paulo Fernandes considerou ter no município um programa de aprendizagem “muito fora da caixa em muitos aspetos” e prevê que entrar numa rede com as melhores práticas da aprendizagem reconhecidas pela UNESCO pode ajudar a atrair mais gente para o concelho.

“Vai fazer com que mais gente queira vir visitar-nos, mais famílias queiram perceber aquilo que é o nosso modelo de acolhimento e como é que o fazemos ao longo da vida e, provavelmente, também os nossos programas de inclusão, de diversidade, de envelhecimento e também da nossa educação formal e informal vão ficar bastante melhorados”, acrescentou o autarca.

A Rede em Portugal das Cidades de Aprendizagem da UNESCO integra atualmente Câmara de Lobos, Mação, Cascais, Anadia, Lagoa (Açores), Praia da Vitória, Gondomar, Pampilhosa da Serra, Alcobaça, Setúbal, Cantanhede, Batalha, Loures, Ourém e Braga.

Universidade de Coimbra exibe teatro sobre algoritmos da epilepsia

A Universidade de Coimbra (UC) vai exibir, de 28 de junho a 02 de julho, uma peça de teatro original sobre algoritmos de Inteligência Artificial (IA) para a previsão de crises epiléticas.

O projeto, desenvolvido por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, em colaboração com a companhia de teatro Marionet, intitula-se “O Algoritmo da Epilepsia”.

“Com este projeto pretendemos explicar às pessoas os ritmos da ciência, desmistificar a inteligência artificial e mostrar o seu papel na sociedade”, salientou o coordenador e docente Mauro Pinto, citado num comunicado da instituição.

Segundo o investigador, o objetivo é “melhorar a qualidade de vida dos doentes”.

“Estamos muito focados no lado da pessoa, por mais que tenhamos uma visão científica e algorítmica o importante é a pessoa. Queremos dar vida, voz e palco a quem tem a doença”, sublinhou.

Para Francisca Moreira, diretora de produção da Marionet, o projeto “pretende despertar a consciência do público para a epilepsia”.

“Nós próprios não tínhamos muito conhecimento sobre a doença e acreditamos que talvez muita gente também possa não ter, e ao ver este espetáculo vão ficar com uma ideia”, assegurou.

Salientando que o objetivo daquela companhia de teatro é “sempre levantar questões e pôr as pessoas a pensar”, a responsável frisou que, neste caso, se trata de “colocar as pessoas a pensar sobre o que é isto da epilepsia, o que são os algoritmos, como funciona e como devia funcionar”.

Nos últimos 15 anos, a Marionet tem exibido peças teatrais baseadas na investigação e ciência produzida pela UC, interagindo com investigadores e docentes durante o processo criativo.

“Desta vez, toda a equipa artística teve aulas com o docente do DEI sobre IA, algoritmos e epilepsia. Os artistas tiveram também a oportunidade de conversar com doentes e com a equipa médica da Unidade de Monitorização de Epilepsia e do Sono (UMES) do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra (CHUC), que integra o projeto”.

Prisão efetiva para homem que ateou fogo a carro da Queima das Fitas de Coimbra

O Tribunal Judicial de Coimbra condenou a quatro anos e meio de prisão o homem que ateou fogo a um carro que integrava o cortejo da Queima das Fitas de Coimbra, anunciou hoje a Procuradoria da Comarca.

Numa informação disponibilizada no seu sítio na Internet, a Procuradoria da República da Comarca de Coimbra referiu que o Ministério Público do Juízo Local Criminal de Coimbra apresentou a julgamento em processo sumário, em 06 de junho, um detido de 30 anos, “pela prática de um crime de incêndios, explosões e outras condutas especialmente perigosas, e de um crime de resistência e coação sobre funcionário”.

“O Tribunal considerou provados todos os factos descritos na acusação, que o arguido confessou integralmente, condenando-o na pena única de quatro anos e seis meses de prisão”, adiantou a Procuradoria.

No dia 23 de maio, o arguido, “munido de um isqueiro, ateou fogo ao revestimento, composto por papel e plástico, de um dos carros que integrava o cortejo” e, dado que esse revestimento era de fácil combustão, “o incêndio progrediu rapidamente, tendo ardido a parte de trás do carro, no qual eram transportados cerca de 20 estudantes universitários”.

O incêndio foi prontamente extinto devido à “rápida intervenção dos bombeiros e do auxílio de alguns estudantes”, esclareceu a Procuradoria.

Após ter ateado fogo ao veículo, o arguido, que está detido preventivamente, colocou-se em fuga e, quando um agente policial o conseguiu alcançar, molestou-o fisicamente, “causando-lhe lesões que lhe determinaram 10 dias de incapacidade para o trabalho”.

“Intervieram, ainda, na imobilização do arguido outros dois agentes de autoridade, a quem aquele atingiu com pancadas para tentar evitar a ação policial”, acrescentou a Procuradoria.

O arguido, com antecedentes criminais pela prática de diversos crimes, incluindo roubo, já cumpriu pena de prisão efetiva,

A sentença, proferida na segunda-feira, ainda não transitou em julgado.

No dia 24 de maio, a Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou ter detido um homem suspeito de ter ateado fogo, com recurso a um isqueiro, ao carro de curso n.º 37, que integrava o cortejo da Queima das Fitas de Coimbra.

O suspeito foi detido na Praça da República, em Coimbra, após um alerta efetuado por um estudante.

Numa nota de imprensa então divulgada, a PSP informou que “intercetou de imediato o suspeito que, na tentativa de evitar a detenção, reagiu de forma violenta, provocando a queda do efetivo policial, da qual resultaram várias lesões físicas, tendo havido necessidade de receber tratamento hospitalar”.

No decurso dos procedimentos que conduziram à detenção do suspeito, foi necessário recorrer ao uso de gás pimenta, devido ao “comportamento altamente violento e agressivo do homem”, acrescentou a PSP.

Nesta detenção colaborou um elemento da Guarda Nacional Republicana fora de serviço, que se encontrava a assistir ao cortejo.

Dez marchas populares preparam-se para colorir Oliveira do Hospital

Dez marchas populares – seis seniores, três infantis e uma convidada – vão sair à rua no sábado e colorir o Parque do Mandanelho, em Oliveira do Hospital, revelou hoje a Câmara.

“As Marchas Populares de Oliveira do Hospital têm um pendor muito forte ao nível do associativismo, com várias instituições a colaborar, com grande vontade, para uma grande noite de luz, cor, magia e animação. Fazem de tudo para apresentar o seu melhor trabalho, que começou logo em janeiro”, destacou a vereadora da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital Graça Brito.

Em declarações à agência Lusa, a autarca revelou que a primeira marcha a atuar será da Arcial – Associação Para Recuperação de Cidadãos Inadaptados de Oliveira do Hospital, dando início ao desfile das marchas seniores.

As outras cinco marchas seniores surgem da freguesia de Seixo da Beira, da freguesia de Meruge e Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural do Vale do Cobral, da Associação de Recreio e Cultura de Lagares da Beira, da Eptoliva e do Rancho Folclórico de Lagares da Beira.

“Para além de toda esta riqueza do concelho, teremos como marcha convidada, a Marcha de Alfama, que volta a marcar presença no evento. Mais uma vez, estará connosco para mostrar o que de melhor fez este ano”, referiu.

Na iniciativa participam também três marchas infantis, nomeadamente do Centro Social e Paroquial de Seixo da Beira, da Fundação Aurélio Amaro Diniz e da Casa da Obra Josefina da Fonseca.

“Falamos de marchantes com idades muito tenras, desde os quatro ou cinco anos até aos 12 ou 13 anos”, descreveu.

De acordo com Graça Brito, as Marchas Populares de Oliveira do Hospital estão a ser preparadas desde janeiro e envolvem “muita gente”.

“São seguramente mais de mil pessoas envolvidas, entre elementos das marchas, músicos e a logística do município. Em média são 80 a 100 pessoas envolvidas por marcha”, apontou.

À Lusa, a vereadora da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital explicou ainda que foi atribuído um subsídio total de 13.500 euros para apoiar as marchas.

“Foram atribuídos 1.800 euros a cada marcha sénior e 900 euros para cada marcha infantil, de forma a abrilhantarem esta noite”, concluiu.

Destaques