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Remodelação do Centro de Saúde de Seia deverá demorar um ano e meio

As obras de remodelação do Centro de Saúde de Seia, um investimento que ultrapassa os dois milhões de euros, já estão no terreno e deverão ficar concluídas no final de 2024, revelou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a ULS da Guarda informou que “as obras de remodelação do Centro de Saúde de Seia são já uma realidade”.

“A intervenção estrutural do edifício, tantas vezes prometida e há muito necessária e desejada pela população, já teve início”.

O conselho de administração da ULS da Guarda assinou, na segunda-feira, o auto de consignação da obra com a Manteivias – Engenharia e Construção, empresa a quem foi adjudicada a requalificação do edifício.

De acordo com a ULS da Guarda, esta remodelação tem como principal objetivo assegurar a prestação de melhores cuidados de saúde e de conforto aos utentes e profissionais.

“O investimento irá ultrapassar os dois milhões de euros, tendo a obra um prazo de execução de 18 meses”, indicou à Lusa fonte da ULS da Guarda.

Durante o período em que as obras decorrerem, “todos os cuidados de saúde serão assegurados”.

As consultas médicas, de enfermagem, vacinação, tratamentos e serviços administrativos estão disponíveis à população em contentores instalados na rua dos Lanifícios, junto ao Bairro da Físel.

Já a Unidade de Cuidados na Comunidade, o Serviço de Saúde Pública, Serviço Social, Consultas de Nutrição estão disponíveis no antigo Centro de Vacinação Covid-19, na rua da Liberdade.

Espinho: FEST em “amadurecimento pleno” com 240 filmes, 21 concertos e 34 formadores

O FEST – Festival Novos Realizadores Novo Cinema arranca segunda-feira em Espinho e, abrangendo o que a organização define como “quatro subfestivais”, chega à fase de “amadurecimento pleno”, com 240 filmes, 21 concertos e 34 formadores da indústria.

“Chegámos à fase de amadurecimento pleno, quando o festival finalmente se apresenta com o ‘corpo inteiro’ que idealizámos”, declarou à Lusa o fundador e diretor do certame, Filipe Pereira.

Referindo-se aos quatro subfestivais que agora compõem esse certame do distrito de Aveiro, o mesmo responsável acrescentou: “Temos o festival dos filmes acabados, o festival da música de cinema, o da formação por profissionais do setor e o de ‘pitching’ para novos projetos, e tudo isso, em conjunto, garante ao participante uma experiência verdadeiramente única, em que à tarde fica a aprender em sala com um realizador de renome e à noite pode estar a beber um copo com ele num concerto”.

Decorrendo até 16 de junho em várias salas da cidade de Espinho, o FEST vai exibir 240 filmes de 58 nacionalidades e, desses, 183 estarão em competição. Aspetos que sobressaem dessa oferta são “a predominância de mulheres entre os realizadores e o relevo das questões sociais e de género entre os temas abordados”, antecipou Filipe Pereira.

Na categoria de longas-metragens estarão 10 filmes a concurso e, desses, o diretor de programação do FEST, Fernando Vasquez, destacou “War Pony”, que, realizado pelas norte-americanas Gina Gammell e Riley Keough, venceu o prémio de melhor primeira obra em Cannes, pela forma como “retrata a dura realidade das comunidades nativo-americanas na notória reserva de Pine Ridge”.

A competição de curtas-metragens, por sua vez, vai abranger 18 obras de ficção, 13 de documentário, 10 de animação, nove experimentais, 23 de produção portuguesa, 40 de realização académica e 60 concebidas por crianças e jovens.

Dessa lista, Fernando Vasquez realça, na categoria documental, “Man Caves”, em que a suíça Céline Pernet aborda “a temática da crise de masculinidade nos dias de hoje”, e o filme “And the king said…what a fantastic machine”, em que Axel Danielson e Maximilien Van Aertryck analisam “a obsessão pela imagem na sociedade contemporânea”, o que lhes valeu distinções nos festivais de Sundance e Berlim em 2022.

Já na competição portuguesa, o diretor de programação do FEST salientou o regresso dos realizadores Rúben Sevivas e Hugo de Sousa, e a apresentação de novos trabalhos de “autores promissores como Luís Campos e Joana Peralta”.

Quanto às sessões panorâmicas, uma das apostas de 2023 é a retrospetivo da cineasta peruana Claudia Llosa, “nome incontornável do cinema latino-americano, voz muito significativa no que toca a retrato de mulheres e indígenas, e vencedora do Urso de Ouro em Berlim com o filme ‘A Teta Assustada’”, que será exibido em Espinho.

A grande novidade da 19.ª edição do evento é, contudo, o subfestival “Music Walk With Me”, lançado em colaboração com o Auditório de Espinho para divulgar músicos que já conceberam bandas sonoras para cinema ou cuja sonoridade tem potencial para entrar no setor.

The Legendary Tigerman, Sensible Soccers, Castello Branco, Motsa e Yosune serão alguns dos nomes em palco, entre artistas de vários países.

A componente mais exigente do FEST é, ainda assim, o Training Ground, que motiva cerca de 800 inscrições nas diversas ‘masterclasses’ conduzidas por profissionais da indústria audiovisual.

Filipe Pereira salienta seis presenças a esse nível: o realizador mexicano Carlos Reygadas, a atriz sueca Noomi Rapace, a realizadora dinamarquesa Lone Scherfig, a realizadora de animação norte-americana Brenda Chapman, a sua conterrânea e diretora de ‘casting’ Nancy Bishop, e o editor e colorista francês Marc Boucrot.

Além de iniciativas especiais para a comunidade infantojuvenil e escolar, a 19.ª edição do festival de Espinho abrange ainda o FEST Pitching Forum, em que 24 candidatos previamente selecionados apresentarão seus projetos a agentes de decisão internacionais como produtores, investidores, gestores de fundos, distribuidores e programadores de festivais.

“O filme ‘Goodbye Julia’, do sudanês Mohamed Kordofani, por exemplo, foi um dos grandes sucessos do festival de Cannes de 2023 e esteve a ser desenvolvido aqui em Espinho”, recordou Filipe Pereira. “Começou só como uma ideia e foi o FEST que ajudou a desenvolver o projeto, fazendo-o chegar às pessoas certas”.

Dois mortos e quatro feridos em colisão rodoviária em Santa Maria da Feira

Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas, duas em estado grave, após uma colisão entre dois carros em Escapães, concelho de Santa Maria da Feira, disse hoje o Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto.

O alerta foi dado às 06:35 para uma colisão entre dois veículos ligeiros de passageiros na Estrada Nacional 01 (EN1) em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

À Lusa, fonte do Comando Sub-Regional de Operações de Emergência de Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto referiu que do acidente resultaram dois mortos e quatro feridos, dois dos quais graves.

As vítimas graves foram encaminhadas para o Hospital de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

No local estiveram meios dos Bombeiros Voluntários de Arrifana e de Santa Maria da Feira.

O socorro às vítimas foi feito por uma ambulância Suporte Imediato de Vida (SIV) de Oliveira de Azeméis e duas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) de Gaia e de Santa Maria da Feira.

Seis suspeitos de violência doméstica detidos na área da Comarca de Coimbra

Seis pessoas foram detidas, fora de flagrante delito, pela alegada prática de crimes de violência doméstica, na zona geográfica da Comarca de Coimbra, anunciou hoje o Ministério Público.

De acordo com a página de internet da Procuradoria da República da Comarca de Coimbra, as detenções de seis pessoas, com idades compreendidas entre os 22 e os 53 anos, ocorreram no âmbito de seis inquéritos distintos.

Os arguidos foram detidos “fora de flagrante delito”, em execução de mandados de detenção emitidos pelo Ministério Público, estando indiciados por factos que “ocorreram na área geográfica de atuação do Ministério Público de Cantanhede, Coimbra e Oliveira do Hospital”.

Segundo a mesma nota, o Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Coimbra apresentou os seis arguidos a primeiro interrogatório judicial no período compreendido entre 05 e 09 de junho.

“A maioria dos arguidos ficou sujeita às medidas de coação de afastamento e de proibição de contactos com as vítimas, fiscalizadas através de meios técnicos de controlo à distância, bem como à obrigação de apresentação periódica perante as autoridades policiais e à proibição de usar, deter ou adquirir armas”, informou.

Marionetas gigantes vão a Ílhavo ao Festival do Bacalhau com mensagem ecológica

Um espetáculo de marionetas gigantes vai ser apresentado no Festival do Bacalhau, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, inspirado na história “The Little Whale”, de Jo Weaver, revelou hoje fonte municipal.

O espetáculo que decorrerá entre os dias 09 a 13 de agosto, a partir das 21:00, vai ser realizado no âmbito do projeto comunitário de cariz ecológico “Azul Petróleo”.

O Museu Marítimo de Ílhavo está a difundir um apelo à colaboração da população para a manipulação de duas marionetas gigantes, em forma de baleia, com nove e seis metros, e de um cardume, figuras essas construídas com lixo recolhido na Ria de Aveiro, nomeadamente plásticos.

“Partindo da inspiração trazida da história ‘The Little Whale’, de Jo Weaver, pretende-se, através das marionetas, criar um percurso representativo das baleias bossa, uma viagem de uma baleia mãe e a sua cria”, descreve uma nota de imprensa da Câmara de Ílhavo.

“Retratando o amor familiar, o espetáculo acompanha a viagem de mãe e filha, que vão encontrando vários obstáculos do lixo marítimo.

O projeto Azul Petróleo pretende com essa narração “consciencializar para o grande problema que os Oceanos enfrentam, por culpa do ser humano, e para que no futuro possam ser mais cuidadosos”.

“Além de abordar a força do amor, o espetáculo faz-nos ainda um alerta: proteger o nosso planeta azul”, conclui o texto.

De acordo com a nota de imprensa, os interessados em participar no projeto poderão fazer a sua inscrição até 19 de julho, através do endereço de e-mail visitas.mmi@cm-ilhavo.pt.

Azul Petróleo é a designação de um projeto de comunidade multidisciplinar que tem vindo a ser dinamizado desde fevereiro de 2022.

Aldeia no concelho da Covilhã é palco de festival de música folk

A Coutada, aldeia no concelho da Covilhã, é palco, no sábado, da primeira edição do Coutada Folk, um festival de música dedicado a este género musical.

Para o evento, de entrada gratuita, estão previstos sete concertos, distribuídos entre as ruas daquela localidade do distrito de Castelo Branco, o palco principal e um secundário.

No palco principal atuam, a partir das 21:30, Flávio Torres, Manta D´Ourelos e Till Sunday Pirate, enquanto os Talisman apresentam, às 20:00, no outro palco, o álbum “Once upon a time”.

Do cartaz fazem ainda parte os Serrabecos, Picadinhos da Concertina e Ermelinda Linda.

A organização, um grupo de jovens da aldeia, a maioria elementos da Associação Folclórica Coutadense, pretende “valorizar e dinamizar a aldeia da Coutada”, além de “misturar culturas, abrir as portas da aldeia ao resto da comunidade” e “valorizar o estilo de música alternativa folk, com o foco na gaita de fole, percussões do mundo e músicas originais”, salientou Luís Silva, em declarações à agência Lusa.

“Este festival tem como foco a música alternativa folk na gaita de fole, desvinculando-se da música tradicional folclore e dos ranchos. Neste sentido, é um evento único, pois nunca houve um evento igual na região”, acentuou Luís Silva, da organização.

As portas abrem às 12:00 e os responsáveis manifestaram o desejo de que os participantes tenham “uma experiência completamente diferente de outros festivais” dentro de um conceito focado em “ouvir música folk alternativa, comer comida tradicional e ter contacto com outras culturas pelas ruas da Coutada, onde se pode conviver e divertir”.

O palco principal está instalado na Rua do Terreiro e o palco secundário na Rua da Amoreira.

Ondas de calor e secas entre impactos de eventos climáticos na Região de Leiria

A Estratégia Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas da Região de Leiria identificou as ondas de calor e as secas como alguns dos principais impactos negativos neste território associados aos eventos climáticos, segundo um documento hoje divulgado.

No documento, cujo promotor foi a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), são ainda apontados o aumento da temperatura, a precipitação intensa e os ventos intensos.

No caso da temperatura, o aumento previsto é de até 2°C em 2027, sendo que nas ondas de calor há a tendência para aumentar a sua duração (entre 7 e 15 dias) e é provável “um aumento da sua frequência”.

Quanto à seca, é “esperado um agravamento, evoluindo de uma categoria de seca normal para seca extrema”, e, no que diz respeito à precipitação intensa, antecipa-se um “aumento provável” destes períodos.

Através daquele documento assinala-se ainda uma “tendência estimada de agravamento climático generalizado com um aumento da magnitude da velocidade máxima do vento (vento forte)”.

A CIMRL integra os Municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Numa nota de imprensa, a Região de Leiria explicou que “para mitigação dos riscos climáticos a Estratégia Intermunicipal assume 18 medidas prioritárias de adaptação às alterações climáticas, que permitirão o aumento da resiliência do território face a vulnerabilidades climáticas que se consideraram prioritárias para o território”.

“Para cada uma destas medidas com o horizonte temporal de 2023-2030 foi desenvolvida uma ficha individual, contendo informação quanto às vulnerabilidades climáticas que pretende combater”, adiantou a Região de Leiria, esclarecendo que “as ações previstas agrupam-se em função dos eventos climáticos que visam responder”.

Assim, no que se refere ao aumento da temperatura e nas ondas de calor, as ações passam, entre outras, pela “adoção de medidas de ordenamento florestal e mecanismos de prevenção de incêndios” e, no caso da seca extrema, a “otimização dos sistemas de abastecimento de água”, por exemplo.

No que concerne à precipitação intensa, é apontada a “criação de mecanismos de retenção temporária de água”, entre outras.

O diagnóstico científico efetuado para elaboração da estratégia e realizado em colaboração com a Universidade de Aveiro apresenta ainda medidas transversais. Nestas, “surgem medidas como a renaturalização urbana e introdução de soluções com base na natureza com o objetivo de incrementar as áreas de sumidouro de carbono e o aumento da resiliência do território às alterações climáticas, ou ações de sensibilização e educação ambiental da população e da comunidade escolar, promovendo a informação e o alerta para as consequências das alterações climáticas e incentivar a mudança de comportamentos da comunidade, estimulando a adaptação e mitigação das alterações climáticas”.

Citado na mesma nota, o 1.º secretário executivo da CIMRL, Paulo Batista Santos, realçou que “o desafio é não só atual como urgente”.

“Nessa medida, a região de Leiria reconhece a importância de agir agora para enfrentar as alterações climáticas e está determinada a liderar o caminho para um futuro mais resiliente e sustentável”, assinalou Paulo Batista Santos.

Em fevereiro de 2022, a CIMRL anunciou ter em curso a elaboração da Estratégia Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas para “mitigar os efeitos nocivos” deste problema, disse então à agência Lusa o seu presidente, Gonçalo Lopes.

Na ocasião, o também presidente da Câmara de Leiria destacou que esta região tem, “no contexto nacional, várias consequências das alterações climáticas”, lembrando os incêndios de 2017, em Pedrógão Grande e no Pinhal de Leiria, “com fenómenos climatéricos totalmente anormais”.

O autarca recordou ainda “os fenómenos de ventos fortes” registados aquando da tempestade Leslie e, mais recentemente, a seca, que “está a prejudicar bastante” o dia-a-dia na região.

Gonçalo Lopes apontou também os “fenómenos de avanço do mar” na costa, com prejuízo, nomeadamente, para as praias de Pedrógão, em Leiria, e da Vieira, na Marinha Grande.

Feira Medieval de Coimbra regressa após interregno de três anos

A Feira Medieval de Coimbra regressa de 21 a 23 de julho, após três anos de interregno, numa edição que não fica circunscrita ao largo da Sé Velha, mas que se estende pela primeira vez ao Quebra Costas, foi hoje anunciado.

Ao contrário de outros anos, a Feira Medieval de Coimbra não se vai concentrar apenas no largo da Sé Velha, decorrendo também nos seus claustros, no Quebra Costas e na rua do Norte, passando de um para três dias, afirmou hoje o chefe da Divisão de Cultura da Câmara de Coimbra, Rafael Nascimento, durante a conferência de imprensa de apresentação da iniciativa.

O evento regressa após três anos de interregno motivados pela pandemia e pelas obras de requalificação do largo da Sé Velha, que acabaram recentemente.

O evento vai arrancar na noite de dia 21, uma sexta-feira, com uma ceia medieval nos claustros da Sé Velha, onde a participação está sujeita a inscrição (o valor por pessoa ainda está por definir), referiu o responsável.

Para além de uma ementa medieval a cargo dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC), haverá também momentos de encenação protagonizados pela cooperativa Almanach durante o repasto, numa feira que terá como tema a crise dinástica e a aclamação de D. João I nas cortes de Coimbra, entre 1383 e 1385, afirmou Rafael Nascimento.

Este ano a Feira Medieval vai “para além de um dia” e as várias associações locais que participam no certame, com as suas tabernas e bancas, terão uma formação para haver “rigor histórico” na representação daquela época, frisou.

Uma das outras inovações desta edição passará por tentar envolver o comércio e a restauração da zona circundante, que poderão estar decorados a rigor e com alguma oferta relacionada com a temática, salientou.

Com um orçamento de 20 mil euros, deverão participar cerca de uma dezena de associações locais, com um total de 48 tabernas e bancas espalhadas ao longo do perímetro da feira.

Durante a conferência de imprensa, foi também sublinhada que esta foi a primeira feira medieval a realizar-se no país, tendo começado em 1992, pela mão da fundação Inatel.

O diretor distrital da fundação Inatel, Bruno Paixão, congratulou-se com o “novo encontro” entre a instituição e a Feira Medieval de Coimbra, realçando o pioneirismo dessa primeira feira, levada a cabo com a ajuda de medievalistas da Universidade de Coimbra.

“Triplicamos os dias da feira, o que mostra o nosso empenho. Isto vale a pena porque era um evento demasiado efémero, quando tem tanto significado para Coimbra”, realçou o presidente da Câmara, José Manuel Silva.

Para o autarca, a Feira Medieval de Coimbra valoriza o património da cidade, considerando que os conimbricenses devem sentir “o bom peso” da história e cultura do concelho.

“Esperemos que no futuro os comerciantes e até habitantes da Alta tenham o seu traje e que mais entidades se associem, para todos os anos fazermos uma grande feira medieval, vivida e participada por todos. Temos de dar mais vida a estas pedras”, salientou.

Seca: Águas do Centro Litoral antecipa cenário mais positivo este ano

O presidente do Conselho de Administração da Águas do Centro Litoral (AdCL) antecipou para este ano um “cenário mais positivo e menos agravado do que em 2022” relativamente à seca.

“Estamos num contexto de alguma estabilidade relativamente aos valores normais daquilo que é a precipitação, nomeadamente para a região Centro (…). Comparativamente ao ano de 2022, há aqui um cenário mais positivo e menos agravado”, afirmou hoje à agência Lusa Alexandre Oliveira Tavares.

Adiantando que a empresa “tem acompanhado aquilo que são as tendências de consumo para os vários sistemas”, o responsável da AdCL declarou existir “uma situação com algum conforto em todas as áreas”.

Por exemplo, na ribeira de Alge, que afeta os municípios de Figueiró dos Vinhos, Ansião e Penela, as “águas superficiais estão mais controladas quando comparadas com o ano de 2022”.

Alexandre Oliveira Tavares destacou que se procurou “criar alguma resiliência ao sistema”, apontando intervenções efetuadas ao nível das captações de água, nomeadamente a melhoria de um “dreno para possibilitar um aumento da capacidade de bombagem e depois de tratamento e distribuição” aos reservatórios, e que, posteriormente, através da Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior (APIN), é “distribuída aos utilizadores finais”.

O responsável disse ainda que a AdCL está a “realizar um furo de complemento ao abastecimento de água no Município de Ansião” que está na fase de análise sobre as melhores condições de bombagem e na avaliação da qualidade da água.

“Nós fomo-nos preparando, criando alguma redundância, para termos um sistema mais resiliente este ano de 2023, nomeadamente no Município de Ansião, a partir do sistema da ribeira de Alge”, explicou.

Por outro lado, referiu que, simultaneamente, “uma aposta que a AdCL tem vindo a fazer em vários sistemas é a complementaridade”, apontando este como um “elemento-chave para a gestão da seca no quadro de Portugal, que é a complementaridade entre as massas de água superficiais, as subsuperficiais e as subterrâneas”.

Questionado se está menos preocupado do que em 2022 devido à seca, reiterou: “Com os dados que hoje estão disponíveis, e baseio-me naquelas que são as previsões do IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], estaremos num cenário menos agravado do que tínhamos em 2022”.

Segundo Alexandre Oliveira Tavares, a AdCL tem “sempre a preocupação de, conjuntamente com os municípios e conjuntamente com a empresa distribuidora em baixa, de prever antecipadamente a melhor forma de gerir o sistema”.

“É estarmos todos conscientes e atempadamente que, por exemplo, para os consumos de pico – e esta é a minha preocupação maior – há necessidade de uma boa articulação”, realçou, justificando a existência de “instrumentos de prevenção interna”, para com municípios e empresas, “tentar dosear esses consumos de pico”.

Os consumos de pico referem-se, por exemplo, excesso de consumo por onda de calor, necessidade de regar, festas, eventos ou incêndios.

A Águas do Centro Litoral tem a concessão, por um período de 30 anos, até 2045, da exploração e da gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Centro Litoral de Portugal.

Esta é uma sociedade constituída em 2015 e participada pela Águas de Portugal, SGPS, SA e por 29 municípios distribuídos pelos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Porto e Santarém.

A APIN foi criada em 2018 para gerir os serviços de abastecimento de água, de saneamento e resíduos sólidos. Agrega 11 concelhos dos distritos de Coimbra e de Leiria.

A situação de seca meteorológica agravou-se em Portugal continental no mês de maio, estando todo o território continental em seca, 35% do qual em seca severa e extrema, revelou o IPMA.

O boletim climático do IPMA relativo ao mês de maio refere que se verificou um aumento da área em seca, com todo o território em situação de seca meteorológica.

O IPMA destaca o aumento da classe de seca moderada na região Norte e Centro, na região Sul e alguns locais do Vale do Tejo nas classes de seca severa e extrema e a diminuição da classe de seca extrema e aumento da classe de seca severa.

Incêndios: BE lamenta que país não se tenha preparado após grandes fogos de 2017

A Comissão Coordenadora Distrital de Leiria do Bloco de Esquerda considerou hoje que o país “não se preparou minimamente” para evitar incêndios de grandes dimensões como os de 2017 e acusou os sucessivos governos de negligência.

“Seis anos passados após a primeira vaga de grandes incêndios rurais em 2017, com início em 17 de junho em Pedrógão Grande, o país não se preparou minimamente para evitar incêndios desta dimensão”, referiu o BE em comunicado.

Segundo o BE, aquele “foi um ano catastrófico, com mega incêndios em junho e outubro, períodos que habitualmente estão fora das épocas de maior risco de incêndio”.

O partido recordou também as perdas humanas e materiais provocadas por fogos “impossíveis de combater, mas perfeitamente possíveis de evitar com medidas de prevenção”.

Em 17 de junho de 2017, os incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande e alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos noutras 253, sete das quais graves. Estes fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

No mês de outubro do mesmo ano, na região Centro, os incêndios originaram m 49 mortos e cerca de 70 feridos, registando-se ainda a destruição, total ou parcial, de cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas.

Para a comissão distrital do BE, “seis anos passados, quem hoje visitar os distritos de Leiria, Coimbra, Viseu ou Castelo Branco encontra territórios e paisagens fortemente marcadas pelas chamas e dominadas por áreas florestais abandonadas e ocupadas por espécies invasoras, das acácias aos eucaliptos, gerando elevadas concentrações de material combustível que potenciam, fortemente, os riscos de incêndio”.

O BE disse que “quem habita nestes territórios sofre com o abandono da política pública e com a permeabilidade do Governo aos grandes interesses económicos”.

“Desde então, multiplicaram-se os estudos e comprovou-se o expectável, a uniformização da paisagem com extensas e contínuas monoculturas florestais de crescimento rápido (eucalipto e pinheiro-bravo), associada aos eventos meteorológicos extremos, faz escalar, fortemente, o risco e a perigosidade dos incêndios”.

Para o BE, “nestas circunstâncias, o papel da proteção civil fica praticamente reduzido ao salvamento de vidas humanas, pois o avanço das chamas torna-se imparável por ação humana”.

“Este quadro resultou de muitos anos de negligência dos sucessivos governos que decidiram apoiar a indústria da celulose, entregando-lhes facilidades e muito dinheiro público, ao mesmo tempo que recusavam apoio aos pequenos agricultores e proprietários florestais da região Centro, que eram garantia de fragmentação da paisagem com áreas agricultadas e pela gestão de matos por via da pastorícia e da articulação entre práticas de gestão agrícola e florestal”.

O BE advertiu que, “com o avançar da crise climática e com o território rural cada vez mais despovoado, a situação agrava-se a cada ano”, observando que “as populações rurais, já fortemente discriminadas ao nível do acesso a serviços públicos e privados e ao emprego, são também as mais expostas a muitos riscos decorrentes das alterações climáticas”.

A Comissão Coordenadora Distrital de Leiria do BE sublinhou que, “até à data, os governos do Partido Socialista nada mudaram neste panorama”, acusando-os de se dedicarem a “criar ilusões e a enganar as populações rurais”.

Por exemplo, “criaram a Florestgal, empresa pública que sediaram em Figueiró dos Vinhos, com a promessa de recuperação de territórios ardidos, mas até à data não se conhece uma única ação de recuperação de áreas ardidas em toda a região do Pinhal Interior que tenha beneficiado da ação desta entidade”, referiu o partido, considerando, por outro lado, que o financiamento das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem é “medíocre”.

Para o BE, a política agroflorestal continua “com riscos de incêndio de elevada perigosidade cada vez maiores”.

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