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PJ deteve dois suspeitos de sequestro e roubo em Coimbra

A Polícia Judiciária (PJ) do Centro deteve um homem e uma mulher, suspeitos da prática de um crime de sequestro, de um homem de 72 anos, e roubo, alegadamente praticados em janeiro, na cidade de Coimbra.

Em comunicado, a PJ explicou que através da Diretoria do Centro, deu cumprimento aos mandados de detenção emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra e deteve “um homem e uma mulher pela presumível autoria dos crimes de sequestro, roubo e abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento, de que foi vítima um homem, de 72 anos”.

Em janeiro, os detidos “abordaram a vítima na via pública, em Coimbra, forçando-a a conduzir a sua viatura até um posto de abastecimento de combustíveis, onde foi obrigada a levantar dinheiro numa caixa multibanco.

Segundo a PJ, posteriormente os agora detidos deslocaram-se à cidade do Porto na viatura da vítima, forçando o homem a acompanhá-los na obtenção de droga.

Já na cidade do Porto, sempre com a vítima controlada, “compraram e consumiram produtos estupefacientes” e “efetuaram vários levantamentos em caixas automáticas com o cartão multibanco do ofendido”.

“Mais tarde, deixaram a vítima apeada nos arredores de Coimbra e abandonaram a sua viatura num parque de estacionamento no centro da cidade”, lê-se na nota.

Os detidos foram presentes às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório.

O tribunal decretou-lhes as medidas de coação de apresentações diárias nos órgãos de polícia criminal (OPC) mais próximo da residência, proibição de contactos com a vítima, proibição de frequentar locais e contactar pessoas conotadas com o tráfico de estupefacientes e proibição de se ausentarem do concelho de Coimbra, sem autorização prévia da autoridade judicial.

MAI anuncia concursos para equipamentos da PSP e GNR num valor superior a 7,8 ME

O Ministério da Administração Interna indicou hoje que foram abertos concursos públicos no valor de mais de 7,8 milhões de euros para aquisição de equipamentos para a PSP e GNR, como pistolas ‘Glock’, alcoolímetros e analisadores de drogas.

Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), os concursos públicos foram lançados nos últimos dias e, além da aquisição de equipamentos para as polícias, foi também aberto um outro para obras de requalificação das instalações da Unidade Especial de Polícia (UEP) da Polícia de Segurança Pública.

O MAI avança que foi lançado a 01 de junho, mas não publicado em Diário da República por ser um ajuste direto, um concurso de aquisição de pistolas ‘Glock’ no valor de 539 mil euros, a que acresce IVA, tendo também sido aberto um outro concurso em mais de 2,3 milhões de euros para o projeto ‘Guarda Digital’, da Guarda Nacional Republicana, e que consiste na adquisição de computadores portáteis robustecidos, tabletes híbridos e impressoras a laser.

De acordo com o MAI, foram também lançados concursos para reabilitar e compartimentar alojamentos nas instalações da UEP, em Belas, no valor de 1,1 milhões de euros (mais IVA) e para adquirir computadores portáteis e de elevado desempenho, computadores de secretária, periféricos e impressoras para a GNR e PSP, com o montante de 2,763 milhões de euros.

O MAI indica ainda que, em matéria de segurança rodoviária, foi lançado um concurso no valor de mais de 980 mil euros para a compra para a PSP e GNR de alcoolímetros (quantitativos e qualitativos), analisadores de drogas e equipamento para rastrear estupefacientes.

Este conjunto de concursos insere-se no plano de 607 milhões de euros em investimentos na modernização das Forças e Serviços de Segurança até 2026.

AgitÁgueda com arte urbana além dos chapéus coloridos, concertos e teatro de rua

Tendo como imagem de marca os chapéus coloridos, o AgitÁgueda, hoje apresentado, vai decorrer de 01 a 23 de julho, marcando a cidade com 23 dias de concertos, arte urbana, teatro de rua e gastronomia.

Ao todo são mais de 49 espetáculos e 900 pessoas envolvidas na organização de um festival que é já conhecido além-fronteiras e que, como salientou o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, é definido a cada ano pela surpresa.

Arte urbana, teatro de rua, desporto e atividades náuticas, gastronomia, artesanato e “muito mais” é o que o festival tem para oferecer aos visitantes, de forma gratuita, com um cartaz a que não faltam nomes conhecidos em concertos.

Dia 01 de julho, pelas 22:30, toca a Banda Alvarense e Olavo Bilac. No dia 02, é a vez de Wiu e Teto; no dia 03, Nuno Casais e Saia e, no dia 04, Carla Blondie.

Dia 05, atuam Ketas de Angola e Scro Que Cuia; no dia 06, Shantel & Bucovina.

O fim de semana seguinte é preenchido com T-Rex, no dia 07, Richie Campbell, dia 08, e a Banda Castanheirense com os UHF e o Orfeão de Águeda.

A 10 de julho, sobem ao palco os Meninos da Sacristia, seguidos de Maria Café, a 11 Rosinha e, a 12, Bateu Matou, enquanto no dia 13 se ouvem os Peste & Sida.

Novo fim de semana com Cura, na sexta dia 14, The Stranglers, no sábado, e os Azeitonas com a Orquestra 12 de Abril, no domingo dia 16.

Dia 17, o palco é ocupado por Mountain Valley e por Marta, a 18, com os Sounds of all colors de Liliana Almeida, Calua, Nitri e Mayr Faquirá, enquanto a 19 “Quem é o Bob?” figura no programa e, na quinta-feira, 20 de julho, é o Mundo Segundo Sam the kid.

O último fim de semana do festival vai trazer a Águeda Wet Bed Gang na sexta, dia 21, Matias Damásio, no sábado a seguir, e o espetáculo Abba, no domingo.

Além de nomes consagrados e de bandas nacionais e internacionais o evento aposta em artistas emergentes e promove novos projetos musicais através do concurso talentos AgitÁgueda.

O festival arranca com Simon Party, uma festa silenciosa que vai alegrar a noite de 30 de junho, numa celebração de boas-vindas ao ritmo de música que os DJs farão entoar em cada ‘headfone’ utilizado na rua Luís de Camões.

Outro aspeto marcante do festival de Águeda são as estátuas vivas que vão estar espalhadas no primeiro fim de semana pelas ruas da cidade.

Além de engalanar as ruas, os chapéus vão ter também um concurso, recebendo artistas e criações para um desfile que vai da Avenida até à Praça do Município.

Tal como em anos anteriores, as instalações artísticas e a arte urbana marcam a cidade de Águeda por estes dias, com obras de Goodmess, do Coletivo Nora, de Mário Belém, de EIME, do Duo Amazonas, de Bordalo II, de Halfstudio ou de Millo, entre outros.

Tondela celebrou 90 anos e a claque Febre Amarela fez isto

Emblema da II Liga atingiu uma marca redonda esta terça-feira.

O Tondela divulgou um vídeo, esta terça-feira, a dar conta da forma como a claque Febre Amarela felicitou o emblema beirão nas comemorações do 90.º aniversário.

Um grupo de adeptos deixou uma tarja em que se lia “Parabéns ao maior da Beira” e, com tochas acesas, entoou um dos cânticos mais conhecidos do emblema que atualmente milita na II Liga.

Conímbriga perspetiva futuro da investigação e museologia no campo arqueológico

A remodelação do Museu Monográfico de Conímbriga (MMC), em Condeixa-a-Nova, cujo projeto de arquitetura é apresentado no sábado, vai facilitar no futuro a investigação do campo arqueológico, disse hoje o diretor.

“A relevância deste projeto, num museu em que a reserva se encontra repleta, é fundamental para perspetivar o futuro da investigação e da museologia do campo arqueológico de Conímbriga”, adiantou Vítor Dias à agência Lusa.

O responsável falava a propósito do programa comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de junho, que inclui a apresentação do Projeto de Arquitetura – Ampliação e Remodelação do MMC – Museu Nacional, desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que decorrerá na antiga cidade romana, contando com a presença da secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.

“Conímbriga é mais do que um museu. Tem uma relação singular com o território, através da cultura material (aqueduto e muralhas romanas), numa vasta área entre Alcabideque (local de captação de água que abastece a cidade antiga) e o denominado bico da muralha, em pleno planalto em zona não visitável”, sublinhou.

O programa, segundo Vítor Dias, assinala também os 61 anos do Museu de Conímbriga, no concelho de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, inaugurado em 10 de junho de 1962.

De acordo com a “memória descritiva”, a que a Lusa teve hoje acesso, o “projeto geral e de arquitetura” para ampliação e remodelação “estrutura o MMC através da consolidação da sua imagem, de densificação da implantação e do reforço do caráter dos espaços, respondendo a novas exigências programáticas e funcionais centradas na diversidade de utilizadores e reforço da missão científica da instituição”.

A intervenção abrange áreas tão distintas como os “espaços exteriores de acolhimento de visitantes e acesso ao sítio arqueológico” ou os “espaços interiores de acolhimento”, incluindo o auditório e os espaços de exposição temporária e permanente.

Estão igualmente contemplados, entre outros, os “espaços de formação e consulta dos acervos”, bibliográficos e arqueológicos, bem como a “estruturação das áreas internas de serviços técnicos, incluindo a significativa ampliação das áreas de reserva e arquivo, a reformulação das áreas laboratoriais, a criação de novas áreas de restauro de mosaico e a requalificação dos espaços de gabinete para técnicos e investigadores”.

Além do projeto de ampliação e remodelação, o MMC planeia avançar, nos próximos anos, com importantes obras de “consolidação estrutural e drenagem da Palestra das Termas do Sul”, “conservação da cobertura da Casa dos Repuxos” e “beneficiação de passadiços e contentores metálicos”, com um investimento global do PRR inicialmente estimado em mais de cinco milhões de euros.

“A celebração do 61.º aniversário do Museu Nacional destaca a relação do museu e do campo arqueológico de Conímbriga com o território, afirmando as suas diversas potencialidades patrimoniais, ambientais, geológicas, paisagísticas, geográficas e formativas”, declarou Vítor Dias.

Para o diretor do MNC, “o campo arqueológico em progresso precede a criação do museu e é por excelência um local de investigação e produção de conhecimento que faz de Conímbriga um extraordinário sítio onde o património de investigação se funde com o património monumental”.

“O principal legado de Conímbriga está no campo arqueológico e precisamente na área ainda não investigada”, realçou.

Na sua opinião, “o que ainda não se vê encerra um potencial exponencial para as novas gerações”.

“O espólio da reserva permite colaborações mensais com diversos investigadores de diversas nacionalidades. O campo arqueológico permite formar gerações de arqueólogos”, defendeu Vítor Dias.

APPACDM de Viseu constrói por mais de 2 ME centro de atividades e capacitação

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viseu vai adjudicar, por mais de dois milhões de euros (ME), a construção de um centro de atividades e capacitação, que acolherá também familiares de utentes.

“Ontem [terça-feira] assinámos a deliberação de adjudicação de uma obra que vai nascer, ou seja, vamos ter um novo CACI [centro de atividades e capacitação para a inclusão]”, anunciou hoje o presidente da instituição, Pedro Baila Antunes.

A obra “está inscrita no PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], com um financiamento de 85%, de um total superior a dois milhões de euros” para a construção de raiz do novo espaço, especificou o responsável.

No dia em que a sede recebeu o jogador da seleção nacional de futebol António Silva, o presidente da APPACDM de Viseu afirmou que “tudo o que é feito, é para proporcionar bem-estar e alegria” aos utentes e este projeto tem “o mesmo propósito”.

A nova construção será “um espaço inovador, que terá ATL [atividades de tempos livres], porque a população com deficiência está a ficar muito envelhecida e os pais também, mas muitos querem continuar a viver com os familiares”, apontou.

Para isso, sustentou Pedro Bailla Antunes, “têm de ser criadas condições para que possam estar na instituição em férias e para isso há necessidade de espaço para as atividades”.

“Também há muita procura para lares e essa é uma das nossas lutas, mas este CACI é, essencialmente, para criar mais condições para as atividades do dia-a-dia e precisamos de mais espaço”, sublinhou.

Inserida numa quinta com “quase 15 hectares”, a APPACDM de Viseu tem, atualmente, 180 utentes em estabelecimento, embora a instituição “sirva perto de 1.000 [pessoas], porque é prestado muito apoio no exterior, nomeadamente nas escolas”, através de terapias.

A nova valência, com “capacidade para mais 60 pessoas”, vai nascer na quinta da instituição, na freguesia de Repeses, Viseu, “junto ao edifício central”, ficando, “tudo no mesmo complexo”, realçou.

A APPACDM de Viseu, que é a maior instituição do distrito nesta área, também está presente no concelho de Santa Comba Dão e vai estender-se ao município de Resende, frisou Pedro Bailla Antunes, que assumiu a presidência da instituição em janeiro deste ano.

Burocracia dificulta candidatura a apoio à habitação – Câmara de Montemor-o-Velho

A Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, admitiu hoje dificuldades na elaboração das candidaturas ao programa 1.º Direito, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

O 1.º Direito (Programa de Apoio ao Acesso à Habitação) é meio de apoio público à promoção de soluções para pessoas que vivem em condições habitacionais indignas e que não dispõem de capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada.

O problema inerente às candidaturas tem a ver com o facto de ser necessário apresentar três orçamentos para cada projeto a ser submetido.

“Quem pensou isto pensou bem, mas não pensou que o país está a viver uma crise, ao nível da construção há muitos anos. Muitas empresas faliram. Muitas empresas desapareceram do mercado e as que existem neste momento são escassas para a procura”, disse hoje à agência Lusa, o vereador com o pelouro da Habitação, Décio Matias.

Esta questão torna ainda mais difícil no que respeita à “celeridade” dos processos, quando existem 181 habitações particulares que necessitam de obras.

“Dar três orçamentos, quando o que lhes interessa [aos empreiteiros] é construir, é faturar, não é a fazer esse trabalho burocrático. Isso está a criar-nos alguns entraves burocráticos na ajuda que possamos dar às pessoas”, sublinhou.

A autarquia identificou “181 de agregados”, com habitações particulares, com necessidade de apoio habitacional.

Os agregados familiares foram notificados acerca do acordo entre o município e o IHRU, no entanto, destes 10 entregaram todos os elementos instrutórios para a candidatura.

Nesse sentido, o município criou uma equipa multidisciplinar para ajudar na elaboração das candidaturas, sendo que, para já, vai avançar com duas candidaturas.

“Para já temos duas situações para fazer um teste piloto para perceber se efetivamente funciona bem ou não funciona. A partir daí, a ideia é estabelecer metas e objetivos para conseguirmos alcançar o que nos propusemos de ajudar estes 184 agregados do concelho”, salientou Décio Matias.

O autarca explicou que a Câmara vai reabilitar quatro habitações do município, sendo que três estão neste momento ocupadas, por isso, será primeiro intervencionada a que não está habitada para que as famílias se deslocalizem para lá aquando da conclusão das empreitadas e assim sucessivamente.

Baixa de Coimbra recebe museu móvel para dar voz às “memórias perdidas”

A Baixa de Coimbra recebe, no dia 14, o “Museu Móvel das Memórias Perdidas”, uma iniciativa do artista Nelson Ricardo Martins que vai dar visibilidade às histórias de quem habita e se relaciona com aquela zona da cidade.

O projeto questiona a ideia de museu como espaço “rígido e pouco democrático”, e propõe um outro museu, móvel e cujo acervo se constitui a partir das memórias de cada um, disse à agência Lusa o artista visual e curador brasileiro Nelson Ricardo Martins, que está a fazer doutoramento em arte contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

“Neste projeto, olhamos para o ser humano como um homem-museu, que se movimenta e que tudo o que vai vivendo na vida leva para a mente, que é uma espécie de reserva técnica. É um museu infinito, que se traduz nas memórias das pessoas”, salientou.

A iniciativa, integrada no ciclo Mimesis da Universidade de Coimbra, procura dar, ao mesmo tempo, visibilidade às memórias de quem habita e de quem se relaciona com a Baixa de Coimbra, um lugar “histórico, riquíssimo em histórias” e que se encontra “abandonado”.

Marcado para dia 14, o “Museu Móvel das Memórias Perdidas” arranca com um encontro junto à Igreja de Santiago, na Praça do Comércio, de um grupo de pessoas que Nelson Ricardo Martins foi convocando para o projeto – entre moradores, visitantes, artistas e músicos – que darão corpo a um cortejo “polifónico” aberto a outros participantes.

O cortejo, uma espécie de “procissão-memorial”, vai seguir até ao Largo do Poço, partilhando memórias e canções durante o caminho, ao mesmo tempo que se pede à população para participar nesse momento final.

No Largo do Poço, qualquer pessoa poderá expor e partilhar as suas memórias, instituindo-se, no final, o “Dia Mundial das Memórias Perdidas”, referiu.

As memórias serão gravadas e depois doadas à cidade, tal como Nelson Ricardo Martins já tinha feito com outra iniciativa, a “Cabine da Palavra”, no âmbito da bienal anozero, onde também recolheu testemunhos sobre a Baixa de Coimbra.

Para o artista, é importante sublinhar e vincar as memórias e histórias que habitam a Baixa.

“A Baixa é mais do que vitrinas. Há toda uma vida ali, que dá um outro sentido às pessoas”, realçou.

Ficando instituído um “dia mundial” metafórico, o artista conta voltar a fazer uma nova ação pela Baixa no dia 14 de junho de 2024, à procura de mais memórias perdidas.

Amantes de livros sobem à aldeia de Manhouce para festival literário

A aldeia de Manhouce e as Termas de São Pedro do Sul vão acolher a primeira edição do festival literário “A gente (não) lê”, entre os dias 16 e 18, durante o qual será homenageado o livreiro José Pinho.

A organização avançou hoje que, “numa afirmação orgulhosa das suas tradições e da sua ancestralidade, a aldeia – que Isabel Silvestre colocou no mapa de muita gente – abre-se ao mundo e veste-se de festa para acolher quem gosta de livros e de leitura”.

“O epicentro é a escola primária e os seus recreios, lugares simbólicos das primeiras letras, das primeiras palavras, do futuro que todos nós desenhámos a sós, antes de tudo o que veio a seguir nas nossas vidas, mas está prevista uma simbólica descida às Termas para a sessão inaugural”, explicou.

Do programa do festival constam os nomes de Capicua, Raquel Marinho, Miguel Manso, Tânia Ganho, Isabela Figueiredo, Susana Moreira Marques, Rita Loureiro, Sérgio Sousa Pinto, a juntar à “música-poesia de Ana Lua Caiano num concerto ao cair da tarde” e à “polifonia inconfundível de Isabel Silvestre e das mulheres de Manhouce”.

O festival literário, que terá acesso livre e apenas sujeito à lotação dos espaços, servirá também para homenagear, no dia 18, o livreiro José Pinho, fundador da Ler Devagar, que morreu no final de maio, aos 69 anos, em Lisboa, vítima de doença oncológica.

Nascido em 1953, em São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, o nome de José Pinho fica para sempre ligado ao livro em Portugal, tendo fundado o festival Folio, em Óbidos, o Latitudes, no mesmo concelho, e estado na criação da Rede de Livrarias Independentes (RELI), entre muitas outras ações de divulgação e promoção da literatura.

“Este festival – a cuja ideia o Zé aderiu logo com o entusiasmo que lhe era peculiar – terá na programação uma homenagem muito carinhosa que preparámos para ele, com música, poesia e todo o amor e admiração que, certamente, chegarão ao lugar bonito onde hoje habita e onde, devagar, assistirá a tudo”, considerou a dinamizadora do “A gente (não) lê” Marisa Araújo.

Segundo a responsável, este será “um momento emotivo”, mas também “um momento de celebração da sua vida” e do “legado imenso” que José Pinho deixou.

“Também por isso contamos com todos os que amam os livros… como o Zé os amou”, realçou.

Uma das particularidades desde festival será o “Livro conduto”, que desafia os convidados a levarem “livros que já leram ou que não leram, mas que estão interessados em trocar”.

“Juntam-se os livros todos numa mesa (ou várias) na escola primária e, ao longo do festival, as pessoas vão levando os livros que lhes interessam. Os livros que sobrarem são doados à biblioteca de Manhouce”, referiu a organização.

Empresário de Alcobaça detido por crimes de burla qualificada

Um empresário de Alcobaça foi detido pelo crime de burla qualificada sobre funcionários da sua empresa, cujas identidades usou para contrair créditos, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

O homem, de 33 anos, proprietário de uma empresa do ramo da construção civil, “utilizou a identidade de alguns dos seus funcionários, sem o seu prévio consentimento ou conhecimento, para obter créditos bancários para a aquisição de viaturas e efetuou contratos com operadoras de telecomunicações sob o mesmo ‘modus operandi’”, divulgou a PJ em comunicado.

“Foram efetuados créditos para três viaturas e feitos contratos com duas operadoras de telecomunicações em que foram lesados dois funcionários”, precisou à agência Lusa o diretor da Polícia Judiciária de Leiria, Avelino Lima.

De acordo com o mesmo responsável, a alegada burla foi “denunciada pelos lesados, quando começaram a entrar nas suas contas os débitos relativos a compras de carros que não tinham feito”, levando à investigação, que culminou com a detenção do suspeito, em cumprimento de um mandato emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) das Caldas da Rainha.

Foram ainda realizadas três buscas na zona de Alcobaça e do Bombarral, “tendo sido apreendidos relevantes elementos de prova sobre os factos sob investigação”, pode ler-se no comunicado.

Segundo a Polícia Judiciária, “com esta conduta o arguido causou prejuízos na esfera de terceiros de cerca de 70 mil euros”.

O arguido foi hoje presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, tendo ficado sujeito a apresentações bissemanais às autoridades policiais da sua área da residência, depois de se ter comprometido “a ressarcir os lesados”, explicou o diretor da PJ de Leiria.

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