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Termas de São Pedro do Sul crescem 30% nos primeiros cinco meses do ano

O presidente das Termas de São Pedro do Sul disse hoje à agência Lusa que nos primeiros cinco meses de 2023 a estância registou um crescimento de 30% face a igual período do ano passado.

“Estamos a recuperar muito no termalismo terapêutico, que é o foco da nossa atividade, mas também no termalismo de bem-estar, onde temos grandes aumentos de frequentadores”, anunciou Victor Leal.

Um “crescimento de 30% nos primeiros cinco meses, face a igual período do ano passado”, que, no entender deste responsável, se deve a “um conjunto de fatores”, entre os quais o aumento do turismo no interior.

“Tem a ver com a descoberta do turismo no interior e o consecutivo aumento de turistas que o interior registou com a pandemia e no pós-pandemia, em que as pessoas querem procurar novas experiências”, justificou.

Mas também tem a ver com os tratamentos terapêuticos, “porque as pessoas estão a ter algum cuidado e a dar alguma ênfase ao seu bem-estar físico, à sua recuperação e a promover a sua saúde”.

As Termas de São Pedro do Sul, que têm “uma forte componente na saúde terapêutica, têm vindo a apostar no termalismo do bem-estar” e, no ano de 2022, “houve um aumento significativo” nesta nova vertente.

“Este ano, pelo menos nestes primeiro cinco meses, estão alinhados. O crescimento do termalismo terapêutico está alinhado com o termalismo do bem-estar, por incrível que pareça”, reconheceu Victor Leal.

Com o projeto que as Termas de São Pedro do Sul têm, que passa pela “requalificação quase total” do Balneário Rainha D. Amélia, num investimento de quatro milhões de euros, a expectativa é a de “ter ainda mais termalistas e diminuir a sazonalidade” termal.

“O termalismo terapêutico é muito sazonal, no verão, e o termalismo do bem-estar foi para combater a sazonalidade, para termos termalistas todo o ano e, neste sentido, a aposta está a resultar quer em termos de frequência quer em faturação”, admitiu.

Outro dos fatores de crescimento no termalismo terapêutico, adiantou, “também passa, sem dúvida alguma, pela reposição das comparticipações dos tratamentos por parte do Serviço Nacional de Saúde” (SNS), que “poderá vir a ser definitiva”.

“Nós sentimos que, cada vez mais, esta ligação ao SNS, aos médicos, à medicina de etimologia médica é um fator decisivo de crescimento desta área do termalismo terapêutico”, defendeu.

Victor Leal destacou ainda à agência Lusa que este crescimento nas termas, que emprega, atualmente, 155 pessoas e, no verão, “na época alta, deverá chegar aos 200” funcionários, é “extremamente importante” para a região.

“Toda esta atividade no interior, em áreas de baixa densidade, quer no termalismo como no turismo, tem repercussões muito positivas na região, quer no comércio local, na produção agrícola, hotelaria e serviços, como até fora do concelho”, apontou.

Ou seja, “tem um efeito multiplicador muito grande em toda a economia local e regional”, que não passa só pelo comércio e serviços, também tem repercussões no emprego.

“Procuramos cada vez mais mão-de-obra qualificada, tendo em conta a oferta diversificada das termas e a área de investigação, a procura por profissionais especializados é maior e mais qualificada”, rematou.

Mosteiro em Coimbra com duas propostas de concessão e ambas incluem bienal

O concurso para a concessão do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, ao abrigo do programa Revive, recebeu duas propostas e ambas incluem a permanência da bienal de arte contemporânea Anozero, afirmou hoje o presidente do município.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, afirmou que houve duas propostas para a requalificação do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e a sua reconversão num hotel de cinco estrelas.

As duas propostas foram feitas no âmbito do Revive, programa de requalificação de património do Estado para fins turísticos, num concurso que terminou em 31 de maio e que incluía a possibilidade de majoração da pontuação das propostas que previssem um espaço interior de 600 metros quadrados para a bienal de arte contemporânea de Coimbra, a Anozero, que tem tido aquele monumento como ‘epicentro’ do seu programa.

Questionado pela Lusa, José Manuel Silva salientou que as duas propostas incluem a manutenção da bienal e referiu que ainda não sabe a dimensão do valor das propostas, tendo pedido informação sobre o processo à Turismo de Portugal.

Sobre se os 600 metros quadrados obrigarão a bienal a mudar o ‘epicentro’ do seu programa, o presidente da Câmara de Coimbra salientou que a Anozero “poderá expandir-se para outras áreas”.

“A arte contemporânea é uma permanente redescoberta de espaços, de provocação da cidade e não depende de um espaço único ou de um epicentro, sem pôr em causa a importância que o Mosteiro tem tido como epicentro da bienal, que irá continuar a sê-lo, mas não na dimensão que tinha anteriormente”, vincou.

Para o autarca, caso a bienal continuasse a ocupar grande parte do edifício tornaria “impossível a sua recuperação para qualquer outra atividade e levaria à degradação” do monumento.

“As duas circunstâncias vão conjugar-se perfeitamente”, realçou.

José Manuel Silva avançou ainda que o município está a procurar que o terreno dentro da cerca do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova “possa passar para a Câmara de Coimbra, ou num comodato de longa duração ou de forma definitiva”.

“Queremos desenvolver aquele espaço murado, com uma localização magnífica e também pensando na arte contemporânea, mas num conceito mais alargado”, realçou, vincando que a autarquia já está numa “fase avançada de conversas com o Governo” em relação a esse mesmo terreno.

Segundo José Manuel Silva, o avanço do processo de requalificação do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova será “importante para a dinâmica económica, turística e cultural de Coimbra”.

“Precisamos de mais oferta hoteleira. Há eventos que não se realizam em Coimbra por falta de oferta hoteleira e por falta de oferta hoteleira de qualidade. […] Nós precisamos de mais hotéis em Coimbra e um hotel que permite construir a narrativa a partir do Mosteiro de Santa Clara, com aquela beleza e localização, será uma mais-valia imensa para a cidade”, salientou.

Após o anúncio da abertura do concurso e a manutenção da bienal como facultativa na requalificação do espaço, o diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Carlos Antunes, afirmou à agência Lusa que a organização da bienal julgava que a continuidade da Anozero naquele mosteiro seria “a condição a partir da qual se pensaria a reabilitação do mosteiro”.

“O que agora se propõe é a presença da bienal como possibilidade facultativa e não obrigatória, correspondendo a opção pela sua presença a uma majoração das propostas que assim o queiram”, acrescentou.

Na altura, o presidente da Câmara de Coimbra, afirmou que “a bienal nunca estará em causa”, nos moldes do atual concurso, referindo que os vários promotores contactados pelo município “estão interessados na inclusão da bienal no processo”.

Castelo Branco quer recolher 50% da produção total de biorresíduos até 2030

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 O município de Castelo Branco anunciou hoje que a meta para a recolha de biorresíduos até 2030 é de cerca de 4.700 toneladas/ano, isto é, 50% do total da produção concelhia que está nas 9.400 toneladas/ano.

O município de Castelo Branco apresentou hoje um projeto de recolha de biorresíduos para implementar no concelho que resulta de uma candidatura dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) ao Fundo Ambiental, num financiamento total de cerca de 148 mil euros.

Segundo o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, a estratégia do município para a recolha seletiva dos biorresíduos assenta em duas vertentes: a separação e reciclagem na origem, através de compostagem doméstica ou comunitária, e a recolha seletiva e posterior transporte para instalações de reciclagem, evitando a sua mistura no tratamento de outros resíduos.

“Em média, cada habitante de Castelo Branco produz 462 quilogramas de resíduos urbanos por ano, dos quais 171 quilogramas serão resíduos alimentares. Se juntarmos mais dois por cento de resíduos verdes dos jardins e parques, chegamos ao potencial de produção de biorresíduos no concelho de 9.400 toneladas/ano”, salientou.

A autarquia adquiriu um total de 150 contentores castanhos para serem distribuídos pelos grandes produtores (restaurantes, cantinas, escolas, entre outros) ainda durante o mês de junho.

O projeto inclui igualmente a distribuição de 19 ilhas de compostagem que vão ser instaladas nas sedes de freguesia do concelho de Castelo Branco, um trabalho a ser realizado com os respetivos autarcas locais.

O projeto recolhaBio tem como meta separar cerca de 1.119 toneladas de biorresíduos/ano, valor correspondente a 12% face ao potencial de produção total do concelho de Castelo Branco.

Os serviços estão também a delinear e a preparar projetos piloto de recolha seletiva de biorresíduos alimentares ao nível da produção residencial em zonas de moradias e de prédios que serão oportunamente divulgados.

Em 2022, foram produzidos no concelho de Castelo Branco 24.268 toneladas de resíduos, das quais 20.663 toneladas correspondem a resíduos indiferenciados (85% do total) e 3.605 toneladas foram provenientes de recolha seletiva, o que corresponde a uma taxa de reciclagem de 15%.

Leopoldo Rodrigues deixou um apelo à população para aderir a este projeto direcionados para a recolha seletiva de biorresíduos.

Realçou ainda a importância na separação dos restantes resíduos recicláveis, cuja taxa de reciclagem foi, em 2022, de 15% no concelho de Castelo Branco, “um valor longe do desejado” e estipulado como meta nacional e comunitária.

Universidade lança plataforma científica para estudar Canção de Coimbra

O Centro de Estudos Interdisciplinares (CEIS20) da Universidade de Coimbra anunciou hoje o lançamento de uma plataforma científica para estudar a Canção de Coimbra, que até hoje “não mereceu um estudo sério e sistemático por parte da academia”.

“Trata-se de uma plataforma científica que traça as linhas gerais da Canção de Coimbra, mas com uma proposta que se quer dinâmica e que se vai modificando ao longo do tempo. Pretendemos que seja um debate científico, não só entre pares, mas com a comunidade, um debate participado com os agentes que tornam possível esta prática, que a enriquecem e a mantêm viva”, evidenciou o coordenador científico do CEIS20, José Oliveira Martins.

Durante o encontro “A Canção de Coimbra em Debate”, que decorreu hoje de manhã na Casa da Escrita, no âmbito das comemorações do 10.º aniversário da inscrição da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia na lista de Património Mundial da UNESCO, o CEIS20 apresentou uma plataforma científica para estudar a Canção de Coimbra e práticas culturais associadas.

“Propomos que tenha índole científico, mas também integrado, porque se quer convocar os vários tipos de conhecimento: prático, teórico, experimental, com questões de oralidade, etc. Também se pretende integrar várias disciplinas científicas, desde a antropologia, história, teoria e análise musical, investigação artística, etc.”, referiu José Oliveira Martins.

Na mesma ocasião, Leonor Rosa, que coordena a plataforma científica, juntamente com José Oliveira Martins e Rui Cidra, evidenciou que esta será a primeira vez que a Canção de Coimbra será alvo de reflexão académica.

“Ao contrário de outras práticas e tradições musicais, a Canção de Coimbra não mereceu ainda um estudo sério e sistemático por parte da academia, apesar de ser amplamente documentada e pesquisada. Do ponto de vista de um estudo mais académico, a Canção de Coimbra tem sido um pouco negligenciada”, acrescentou.

Já o vice-reitor da Universidade de Coimbra para Cultura, Comunicação e Ciência Aberta, Delfim Leão, apontou que ao longo dos anos foram levados a cabo diversos estudos que aludiram à Canção de Coimbra.

No entanto, faltava o “suporte sistemático e uma equipa de investigação que pegasse neste tópico como objeto central da sua investigação”.

“Não cabe à Universidade, nem ao centro de investigação, seja ele qual for, determinar de que forma a Canção de Coimbra deve ou não ser interpretada ou fazer o diagnóstico do que é o genuíno. Mas cabe a um centro de investigação fazer um estudo sério, sistemático e programático desta manifestação artística”, considerou.

No seu entender, esta plataforma científica trará “muitas novidades” e servirá para agregar informação que atualmente circula de forma dispersa.

“Serão ouvidos e tidos em conta testemunhos de múltiplas áreas de atuação e isso só pode traduzir-se numa grande valorização do Fado, da Canção de Coimbra em sentido lato. Creio que haverá maior projeção desta forma de expressão artística no país e no mundo”, concluiu.

Segundo a Universidade de Coimbra, a plataforma científica para o estudo da Canção de Coimbra e práticas culturais associadas é um projeto “a longo prazo”, que pretende constituir-se como “um espaço inclusivo e multidisciplinar que possa endereçar a Canção de Coimbra na sua diversidade e complexidade de géneros e práticas musicais, contextos de sociabilidade, geografias e trajetórias históricas”.

A fase inicial deste projeto será dedicada “essencialmente ao mapeamento de fontes e de auscultação da comunidade que preserva, recria e reinventa estas tradições”.

Tem como eixos de investigação o relacionamento da Canção de Coimbra com a cidade, a experiência social dos jovens, o questionamento do Estado Novo e as lutas pelas liberdades fundamentais, sociabilidades e redes associativas, o contributo da canção de Coimbra para o panorama da música popular no país, para além da constituição da Canção de Coimbra como um género de música popular gravada no âmbito da indústria discográfica.

O estudo incidirá ainda no papel da gravação no molde da tradição, nas redes e a circulação de músicos e de música gerada pela indústria discográfica e pela indústria dos espetáculos; e nas intersecções estilísticas e formas de diálogo entre a Canção de Coimbra e outras tradições musicais e poéticas no país e no espaço lusófono.

A equipa da plataforma científica da Canção de Coimbra é constituída por três coordenadores – José Oliveira Martins, Leonor Losa e Rui Cidra, para além de investigadores do CEIS20, estudantes, consultores, investigadores e entidades parceiras, bem como membros da comunidade.

Consórcio investe quatro milhões para criar ‘hub’ de cosmética no iParque de Coimbra

Um consórcio entre uma empresa portuguesa e outra brasileira vai investir, numa primeira fase de desenvolvimento, quatro milhões de euros para implementar um ‘hub’ de cosmética no iParque de Coimbra, revelou hoje o município.

A Câmara de Coimbra e o consórcio CosmeHub (constituído pela portuguesa Pharmilab, sediada em Coimbra, e a brasileira Di Fiorenna) assinaram hoje um contrato de promessa de compra e venda para a compra de dois lotes do iParque para a instalação de um ‘hub’ “especializado em investigação e desenvolvimento para a inovação na área cosmética em Coimbra”, anunciou a autarquia, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Aquele ‘hub’ tem como objetivo concentrar serviços, potenciar a criação de novas marcas e produtos e a geração de ‘startups’ nesta área, acrescentou.

O consórcio prevê investir cerca de quatro milhões de euros numa primeira fase de desenvolvimento, “garantidos por capitais próprios, com o expectável crescimento da operação e reinvestimento no crescimento das instalações e tecnologias adotadas”, referiu.

De acordo com a nota de imprensa, o total da área de construção estimada é de cerca de cinco mil metros quadrados, com perspetivas futuras de expansão.

Os dois lotes do iParque estão valorizados por um total de 305 mil euros.

O projeto contempla uma unidade de fabrico de produtos cosméticos, um centro de desenvolvimento, um centro técnico, um laboratório de controlo de qualidade, formação e serviços de apoio ao cliente.

A atividade deverá arrancar em 2024, com a criação de um centro especializado “em ajudar as marcas de cosmética a desenvolver e lançar novos produtos, bem como a crescer e afirmar-se no mercado”, explicou.

A ideia passa por replicar o modelo de investigação e desenvolvimento que já existe no Brasil “e que se foca na investigação e desenvolvimento de formulações inovadoras com alta performance no mercado”.

O consórcio optou por Coimbra para tirar “partido do seu enquadramento geográfico, proximidade à Universidade de Coimbra e perfil das entidades de interesse”.

O ‘hub’ pretende ter um foco internacional, “centrado não apenas na atração de clientes europeus, mas de outros mercados internacionais”.

Na assinatura do contrato, marcaram presença o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, o vereador com a pasta do empreendedorismo, Miguel Fonseca, o presidente do conselho de administração do iParque, Ricardo Lopes, e dois responsáveis pelo consórcio CosmeHub, Luís Figueiredo e Daniel Ribeiro.

Viseu: Esta quarta-feira, Parque Aquilino Ribeiro abre as portas a uma nova edição do “Verão no Parque.

Música, teatro, dança e atividades de saúde e bem-estar fazem parte do programa, que se prolonga até ao final do mês de julho. Mercado de Boticas regressa ao Parque da Cidade, assim como os sabores novos e clássicos da gastronomia e a street food.

O mês de junho, em Viseu, arranca com uma nova edição do Verão no Parque. A iniciativa tem início esta quarta-feira, dia 7 de junho, em pleno pulmão verde da Cidade-Jardim – o Parque Aquilino Ribeiro -, proporcionando uma vasta programação para toda a família, com especial incidência às sextas-feiras, sábados e domingos, até ao final do mês de julho.

Música, teatro, dança, gastronomia, artesanato, saúde e bem-estar são as principais áreas e artes que dão o mote ao conjunto de atividades e iniciativas. Não faltarão concertos, com especial destaque para artistas e bandas do concelho e região, mas também peças de teatro para toda a família, animação de rua, mostra de tradições, concursos musicais, entre outras experiências e atividades, sempre numa lógica intergeracional.

Esta quarta-feira, dia 7, é a banda Expresso Cool que abre o palco do “Verão no Parque”, com um concerto pelas 21H30. Já na quinta-feira, dia 8, com o cair da tarde, o palco do Parque volta a ganhar vida – e ritmo – com a atuação de Com Cordas, pelas 18 horas. Na sexta-feira, dia 9, a noite conta com o espetáculo de Alex Lima e Dani Zulu “Canções e Batucadas” a partir das 21H30, enquanto no sábado, dia 10, o espetáculo fica a cargo de Adfectus. No próximo sábado, a manhã começará com uma aula de Hatha Yoga, com Giulia Baptista, sendo que o final da tarde, pelas 17 horas, reserva a peça de teatro “Na ponta do nariz”, do grupo O Som do Algodão.

De regresso esta quarta-feira estará também o Mercado de Boticas, que se instalará no Parque com uma oferta variada de produtos agroalimentares, de artesanato, moda e decoração. Contará com cerca de 10 boticas tradicionais, cuja ocupação será rotativa (semanalmente), permitindo dar a conhecer diferentes projetos e negócios locais e regionais, estimulando assim o pequeno comércio. De 7 a 11 de junho, estarão pelo Parque: Akimi Handmade Couture, Ana Verónica, Angela Artes, Arte da Treta, Magia dos Amigurumis, Miminhos da Regada, Mininês, Nuno Ribaz, Olaria Em Artes e Portugal Encantado.  

O Parque Aquilino Ribeiro assumir-se-á também como um pequeno restaurante a céu aberto, ao oferecer diversas propostas gastronómicas, nas tradicionais casinhas de madeira, que ocuparão a “avenida” central deste espaço, na qual já estão também instaladas as mesas merendeiras, que convidam ao convívio e a uma refeição no espaço. Estará também presente a street food, garantindo a todos os visitantes o conceito de “comida de pegar e levar”. A rotação dos operadores será, igualmente, semanal, dando espaço ao maior número de interessados. De 8 a 11 de junho, irão ocupar os “restaurantes” a Associação Gastronómica do Rancho da Póvoa de Sobrinhos, o Lê Marçal e o Moto Clube de Viseu; e a Barriga Cheia e a Barraca Gula marcarão presença no espaço de street food, de 7 a 11 de junho.

No dia 8 de junho, Viseu recebe também a 25ª edição do “Lés-a-Lés” – uma aventura anual mototurística – que promete encher as ruas de Viseu com 2500 motociclistas. Uma ligação de 1144 quilómetros entre Bragança e Vila do Bispo, com passagem por Ourém e Viseu, que será cumprida totalizando, no global, 2 499 640 quilómetros. Nesta noite, o Parque da Cidade é o anfitrião de todos estes convidados especiais para o jantar, levando os restaurantes instalados no Parque a dedicarem-se aos participantes do “Lés-a-Lés” através da confeção de cozinha típica viseense.

Serão também outros eventos e projetos da agenda cultural de Viseu que terão no Parque Aquilino Ribeiro um palco privilegiado. É o caso da Festa das Freguesias, integrada nas Festas Populares de Viseu, que regressa a este espaço verde para promover aquilo que de melhor tem para oferecer cada uma das 25 Freguesias do concelho, de 16 a 18 de junho; e o Festival de Jazz de Viseu, o “Que Jazz é Este?”, de 19 a 23 de julho, um dos muitos projetos apoiados pela autarquia no âmbito do programa municipal EIXO CULTURA VISEU.

De destacar ainda a reabertura do Carrossel instalado no Parque, que já está em funcionamento todos os dias da semana (dias úteis no período da tarde, entre as 14 e as 19 horas); sábados, domingos e feriados no período da manhã (10 e 12 horas) e da tarde (14 e 19 horas).

Montemor – o – Velho: Marchas populares de Santo António no domingo

O Mercado Municipal, em Montemor-o-Velho, vai acolher as Marchas Populares de Santo António, no domingo, a partir das 21:00, informou a Câmara Municipal.

A iniciativa conta com o desfile das marchas da Freguesia de Meãs do Campo, Freguesia da Carapinheira, União de Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca e União de Freguesias de Montemor-o-Velho e Gatões.

A entrada é livre.

CNE envia queixa contra autarca de Aradas em Aveiro para o Ministério Público

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) remeteu para o Ministério Público (MP) uma queixa contra a presidente da Junta de Aradas, em Aveiro, suspeita de violar deveres de neutralidade e imparcialidade e a proibição de publicidade institucional.

O caso resultou de uma queixa apresentada por um cidadão à CNE relacionado com publicações na página pessoal da autarca Catarina Barreto na rede social Facebook durante o período da campanha para as autárquicas de 2021, em que esta refere a sua atuação como presidente da Junta e outras como candidata, e uma entrevista a uma revista na qual aborda as ações desenvolvidas na freguesia e as ações que pretende continuar a desenvolver.

Na decisão, tomada na reunião de 23 de maio e a que a Lusa teve hoje acesso, a CNE concluiu existir indícios da prática do crime de violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade e da prática de contraordenação respeitante à violação da proibição de publicidade institucional por parte da presidente da Junta de Aradas, e enviou o processo para o MP.

No caso das publicações na sua página pessoal no Facebook, a CNE diz que ao figurar nessa mesma página como candidata e como presidente da Junta de Freguesia, Catarina Barreto “cria naqueles que a visualizam a dúvida em relação à posição que assume e, com efeito, em relação às publicações que nessa mesma página promove”.

“Ao promover tais comportamentos, e promovendo a confusão entre as duas posições que assume – a de titular de um órgão autárquico e a de candidata – a presidente da Junta de Freguesia não observou a estrita separação entre o exercício do cargo que ocupava e o seu estatuto de candidata, não cumprindo os deveres de neutralidade e de imparcialidade a que estava adstrita”, o que viola a Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais (LEOAL), lê-se na ata da reunião da CNE.

Relativamente à entrevista, a Comissão conclui que ao se referir a ações desenvolvidas no exercício do cargo público e ao fazer referência ao novo quadriénio, como candidata na eleição em causa, “não observou, igualmente, a estrita separação entre o exercício do cargo que ocupava e o seu estatuto de candidato, não cumprindo os deveres de neutralidade e de imparcialidade a que estava adstrita”.

A CNE concluiu ainda haver indícios da prática da contraordenação respeitante à violação da proibição de publicidade institucional em período eleitoral, por causa de publicações referentes à divulgação de obras e eventos realizados na freguesia acompanhadas por frases elogiosas do trabalho desenvolvido.

Catarina Barreto foi reeleita para o segundo mandato como presidente da Junta de Aradas nas eleições autárquicas de 2021 pela coligação “Aliança com Aveiro”, que junta PSD/CDS-PP/PPM, com 1.841 votos (46,28%), conquistando sete mandatos.

Investigadores lançam livro com curiosidades sobre zonas rochosas entremarés

Um livro em formato digital com curiosidades sobre as zonas rochosas entremarés das praias portuguesas vai ser lançado por investigadores de um projeto da Universidade de Coimbra (UC), que visa fortalecer a relação das crianças com o oceano.

Ao longo de dois anos, o “bLueTIDE – Literacia do Oceano para uma Educação Integrada e Dinâmica”, um projeto de educação e comunicação de ciência, percorreu diversas escolas do ensino básico, envolvendo, segundo os promotores, mais de 500 alunos “através de ações de sensibilização, que pretendiam fortalecer a ligação das crianças com o oceano e motivá-las a melhor conhecer e conservar a zona entremarés rochosa”, afirmou a UC em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Segundo a UC, o livro inclui “curiosidades sobre a zona entremarés rochosa e dicas para uma visita divertida e em segurança” àquela parte da costa, que está sujeita à subida e descida da maré, ficando a descoberto na baixa-mar e submersa quando a maré sobe.

Para além do livro, o projeto, que termina em agosto, irá também lançar um guia de atividades “para os professores interessados em abordar esta temática, destinado essencialmente ao 1.º ciclo”.

Os investigadores responsáveis pelo “bLueTIDE” – promovido pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) – argumentaram que os alunos das escolas do litoral e com galardão Escola Azul “demonstravam, de uma forma geral, maiores conhecimentos prévios sobre o oceano e, especificamente, sobre a zona entremarés rochosa, assim como uma maior consciência sobre a sua importância para o ser humano, independentemente do local de residência”.

“Porém, o entusiasmo em aprender e realizar as atividades propostas foi idêntico em todas as escolas”, afirmou, citada na nota, Zara Teixeira, investigadora do MARE.

As ações, que abrangeram 12 estabelecimentos de ensino, “tinham também como objetivo promover a interação entre escolas e investigadores de ciências do mar, estimular a cooperação entre instituições de ensino com e sem o galardão Escola Azul, mas também fomentar a criatividade, iniciativa e capacidade de comunicação dos alunos”, observou.

Por outro lado, o projeto quis “fortalecer práticas de ensino baseadas em ciências do mar e incentivar a candidatura de novas escolas ao programa Escola Azul”, do ministério do Mar (Direção-Geral de Política do Mar).

A investigadora da FCTUC disse ainda que, de uma forma geral, o projeto bLueTIDE “permitiu perceber que tanto professores como alunos valorizam bastante o contacto com investigadores e que a disponibilização de informação científica numa linguagem adaptada e em formatos distintos dos habitualmente utilizados em sala de aula é uma mais-valia para todos”.

“Os alunos ganham maior motivação e interesse e os professores ganham maior confiança ao abordar temáticas distintas e relevantes para o futuro dos seus alunos. Já os investigadores veem o seu trabalho reconhecido e útil para a sociedade”, considerou Zara Teixeira.

O projeto bLueTIDE foi financiado em 25 mil euros pelo fundo EEA Grants (criado pela Islândia, Noruega e Liechtenstein) e liderado pela Incubadora do Mar & Indústria da Figueira da Foz, onde se localiza o laboratório Marefoz da UC.

Contando com a coordenação científica de investigadores do MARE, teve ainda a participação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, do Instituto Politécnico de Leiria e da Universidade de Évora.

Ameaça de chuva adia festival Primavera em Tondela

O festival Primavera, que estava agendado para começar na quarta-feira, vai ser adiado em uma semana devido às previsões meteorológicas, anunciou hoje a Câmara Municipal de Tondela.

“A previsão de condições meteorológicas adversas levou a Câmara Municipal a adiar uma semana o festival Primavera Tondela”, justificou a Câmara.

A “ameaça de chuva obrigou ao adiamento” do evento, que assim decorrerá de dia 14 a dia 18.

“Os espetáculos musicais mudaram de datas, mas o restante programa do Primavera Tondela mantém-se. Durante a iniciativa haverá, além da música, instalações artísticas, arte urbana, leitura, comércio fora de horas e produtos tradicionais”.

A Câmara esclareceu que a abertura do festival, no dia 14, estará agora a cargo de Luís Trigacheiro, que atuará no Parque Urbano e, no dia seguinte, será Fernando Tordo, no Largo Anselmo Ferraz de Carvalho que acolhe também, no dia 16, Márcia com a Casa do Povo de Tondela.

O dia 17 está reservado para as Marchas de Santo António, que este ano conta com 12 marchas, “duas das quais em estreia” e, no dia 18.

O concerto de Carolina de Deus foi adiado um mês, para o dia 07 de julho, data de abertura do evento vínico Tondela Brancos, que decorrerá durante três dias.

Este ano o festival Primavera tem mais do que um palco, além do Parque Urbano, também os largos do Comércio e Anselmo Ferraz de Carvalho acolhem concertos “por forma a dinamizar o comércio localizado nesta zona histórica da cidade”.

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