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Abertura Feira do Ambiente Saúde e Bem-Estar de Anadia

O Parque Urbano da Cidade de Anadia acolhe até domingo a Feira do Ambiente, Saúde e Bem-Estar, numa organização da Câmara Municipal. Mais de 40 expositores estão presentes no certame, por forma a sensibilizar a comunidade para a necessidade de uma alteração de comportamentos em prol de um ambiente mais sustentável e a promoção de hábitos de vida saudáveis.

A sessão de abertura foi presidida pela presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, que, na ocasião, deu as boas vindas a todos os participantes.

Referiu-se ao facto de este ano a Feira do Ambiente “abraçar mais duas áreas”, Saúde e Bem-estar, o que no seu entendimento, “faz todo o sentido, uma vez que se complementam”, acrescentando que, “para além de comportamentos ambientais, precisamos também de pensar em melhores hábitos de saúde, alimentação e bem-estar”.

O objetivo do certame “é sensibilizar a comunidade para estas matérias tão importantes, para que tenhamos melhor qualidade de vida e, simultaneamente, um ambiente mais sustentável”, adiantou ainda, considerando que “os alunos são os melhores mensageiros, para levarem às respetivas famílias as melhores práticas”.

A autarca finalizou com um agradecimento público a todos os que, de forma direta ou indireta, contribuiram para que o certame se pudesse concretizar.

Para além dos expositores, paralelamente, decorre um conjunto de iniciativas, desde workshops e rastreios, exposições, ateliers ambientais e de artes plásticas, demonstrações de aulas de treino funcional, spinning, yoga, kickboxing e tabata, até animação infantil e outras ações de divulgação das entidades participantes. Existe ainda um espaço dedicado à restauração, onde são servidos almoços e jantares biológicos. A animação musical está a cargo do Agrupamento de Escolas de Anadia.

Da programação do certame, de destacar ainda, no dia 3, sábado, pelas 16h00, no Museu do Vinho Bairrada, a conferência “Compreender a PHDA – Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção”, numa parceria do Município de Anadia, com o Agrupamento 221 Anadia – Corpo Nacional de Escutas.

Neste mesmo dia, mas no recinto da Feira, pelas 17h00, decorre uma Mesa Redonda, subordinada ao tema ‘Nós e o plástico’, com a presença de Patrícia Carvalho, coordenadora do projeto “Pacto Português para os Plásticos”; de Bruno Melo, CEO da Magnusberry; e de José Calhoa, administrador da ERSUC, com a moderação de Oriana Pataco, diretora do Jornal da Bairrada.

No último dia, domingo, durante a manhã, a partir das 9h00, terá lugar a caminhada “Anadia + Verde”, em parceria com o Clube Saca Trilhos e o Ginásio Cross Company, numa extensão de sete quilómetros.

A tarde é dedicada às crianças, no âmbito do Dia Internacional da Criança, com muita animação e atividades para os mais novos.

O certame pode ser visitado, no sábado, dia 3, entre as 10h00 e as 23h00; e no domingo, dia 4, das 10h00 às 19h00. As entradas são livres.

Descobrimentos portugueses inspiram evento gastronómico em Vagos

Os descobrimentos portugueses e o receituário tradicional vão servir de inspiração a um evento gastronómico de três dias, na Praia da Vagueira, no concelho de Vagos, dentro de quatro semanas, revelou hoje a organização.

A 8.ª edição do Vagos Sensation Gourmet, que irá decorrer nos dias 30 de junho, 01 e 02 de julho, na Praia da Vagueira, promete “uma viagem pelos descobrimentos portugueses, na procura da cozinha tradicional portuguesa”, revelou um dos criadores do evento.

Em declarações à agência Lusa, Tony Martins explicou que o evento foi pensado com o objetivo de mostrar a influência que a rota dos descobrimentos teve no receituário tradicional.

“Os ‘chefs’ que convidámos para este ano foram selecionados mediante o seu passado e ligação a países com este tipo de influências, como é o caso do Brasil, de São Tomé, de Angola, de toda a rota africana e também da Índia”, justificou.

De acordo com Tony Martins, esta oitava edição do Vagos Sensation Gourmet pretende ser um manifesto de amor à cozinha tradicional portuguesa e à sua “mãe” Maria de Lourdes Modesto.

Segundo a organização, as gentes da terra e cozinheiros amadores juntam-se a conceituados chefes nacionais e internacionais, “numa simbiose perfeita entre tradição gastronómica e novas tendências culinárias”.

“Vamos ver ‘chefs’ Michelin, como Michel Van Der Kroft, Javi Oleros e António Loureiro, a par de outros nomes conhecidos do panorama internacional, como o novo jurado do Masterchef Brasil Rodrigo Oliveira, e do panorama nacional, como Joana Barrios, Ann Kristin e Jeferson Dias (‘chef’ cozinheiro do ano 2023)”, informou.

‘Workshops’, ‘showcooking’, degustações, palestras, provas comentadas e música fazem parte do programa deste ano, que tem entrada gratuita.

No entanto, para poder usufruir de todas as experiências do evento e das iguarias preparadas pelos ‘chefs’ “é necessário adquirir o kit, no valor de seis euros, que inclui copo de prova e o tão famoso garfo que caracteriza o evento e a Praia da Vagueira”.

Tony Martins disse ainda à Lusa que este ano a zona de churrasco comunitário será ampliada, de forma que “quem tenha bilhete e compre carne ou peixe no mercado possa usufruir do serviço de grelhar, bem como da oferta de salada e pão”.

“O próprio recinto vai ser um espaço mais exótico e vivo, com cores, contando com um espaço lúdico de ervas aromáticas e especiarias, para ver se as pessoas acertam nos aromas. Quem acertar terá direito a prémio”, indicou.

Outra das novidades para esta edição do evento, que diz ser “cada vez mais sustentável”, é a utilização de pratos feitos “com materiais que iriam para o lixo”.

“Desafiámos as Porcelanas Costa Verde e teremos um prato feito só para nós, a partir de lâminas cerâmicas que iriam para o lixo”, concluiu.

Seca: Câmara de Coimbra cria plano para reduzir em 10% o consumo de água de rega

A Câmara de Coimbra vai avançar com um plano de contingência que tem como objetivo este ano reduzir em cerca de 10% o consumo de água de rega de espaços verdes face a 2022, afirmou hoje o município.

O Plano Municipal de Redução e Contingência será analisado e votado na reunião do executivo de segunda-feira, com o documento a apresentar como objetivo atingir um consumo total de água de rega abaixo dos 120 mil metros cúbicos, referiu a Câmara de Coimbra, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

“Tendo em conta que a recorrência dos períodos de seca severa e extrema em território nacional têm vindo a ser mais frequentes em virtude dos efeitos provocados pelas alterações climáticas”, a Divisão de Espaços Verdes e Jardins da Câmara de Coimbra elaborou um plano de ação para a diminuição e racionamento dos consumos de água de rega nos espaços públicos do município.

O plano tem como objetivo adaptar o município ao momento sensível que o território nacional atravessa, na incerteza e imprevisibilidade da duração e severidade do estado de seca, de modo a mitigar o impacto nos ‘stocks’ de água da rede pública necessários ao abastecimento das populações.

A redução em 10% do consumo de água de rega em 2023 acompanha a tendência já verificada em 2022, onde também houve um corte de consumo de cerca de 10% face a 2021, aclarou a autarquia.

A redução em 2022 “é ainda mais relevante” se se tiver em conta que aquele ano foi, “substancialmente, mais quente, em duração e em intensidade, que 2021 e, portanto, muito mais exigente ao nível da rega dos espaços verdes e árvores”, reforçou a Câmara de Coimbra.

De acordo com o município, o plano tem duas fases distintas “que dependem da evolução meteorológica nacional e das consequentes decisões nacionais ou autárquicas, com vista a garantir a proteção do uso do recurso água”.

“Na primeira fase, estão previstas medidas de redução, desde o início de maio até ao final de outubro ou até o início do período de chuvas. Neste período, vão ser implementadas todas as medidas no sentido de minimizar o consumo e garantir um uso equilibrado e eficiente”, salientou, recordando que a rega de árvores através de cisternas móveis só será feita com água captada no Mondego, tal como aconteceu no verão de 2022.

O município irá também privilegiar, do ponto de vista funcional e ornamental, a adoção de prados mediterrânicos (ao invés da relva), sendo também lançada uma campanha de sensibilização para a importância dos mesmos.

Numa segunda fase do plano, estão previstas medidas críticas, em que a rega é reduzida de modo apenas a garantir “os níveis tidos como mínimos para assegurar a manutenção e sobrevivência dos jardins históricos ou área de influência da proteção da UNESCO” e poderão suspender-se plantações de flores de época ou de novas árvores.

Joaquim Brigas reeleito presidente do Politécnico da Guarda

 O presidente do Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, foi hoje reeleito, pelo Conselho Geral, para o segundo e último mandato, apostado “numa permanente abertura ao exterior”, anunciou o instituto.

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) referiu que o foco de Joaquim Brigas – eleito com 25 votos dos 29 conselheiros presentes – nos próximos quatro anos, é a “permanente abertura ao exterior”, reforçando esta instituição de ensino superior “como o principal motor de rejuvenescimento e de qualificação do tecido social, económico e cultural da região da Guarda e de Seia”.

O programa de Joaquim Brigas para o novo mandato contempla a multiplicação de parcerias com empresas, unidades de saúde, escolas, autarquias, instituições particulares de solidariedade social, clubes desportivos e órgãos de comunicação, entre outras entidades, “para realizar formações de todo o tipo que valorizem e que qualifiquem o capital humano da região da Guarda e de todo o país”.

Na apresentação do seu programa de ação, o presidente agora reeleito comprometeu-se a continuar “a proporcionar aos investigadores e docentes melhores condições de produção de conhecimento e, aos estudantes, perspetivas de sucesso na passagem à vida ativa”.

Atrair estudantes de fora da região e do país é uma prioridade para Joaquim Brigas, que notou que “a demografia assim o obriga”.

“Um instrumento fundamental para acolher estudantes de fora da Guarda são as residências universitárias, área em que o Governo ainda não correspondeu aos apelos do IPG”.

Joaquim Brigas, que é o oitavo presidente do IPG, criado por diploma em 1980, defendeu a necessidade de “construir com urgência”, dentro e fora do ‘campus’ na Guarda, “novos edifícios que deem resposta à carência das residências para estudantes”.

Outra prioridade passa por obter financiamento e construir um novo edifício para a Escola Superior de Saúde no ‘campus’ da Guarda, já que “o sucesso dos cursos desta escola já desatualizaram as atuais instalações há vários anos”.

O presidente do Conselho Geral do IPG, Carlos Martins, salientou que a reeleição de Joaquim Brigas “significa a continuidade de um projeto de reposicionamento e de afirmação da instituição ao nível regional e nacional”.

“Este projeto tem permitido a este Politécnico, não só crescer no número de alunos e na oferta formativa, como promover a coesão territorial e a competitividade empresarial”, declarou Carlos Martins.

Por outro lado, disse esperar que “a presidência do IPG mantenha diálogo permanente com as estruturas empresariais e com as câmaras municipais da região no momento de definir os cursos, adaptando as formações às necessidades da região”.

“A reativação das relações com os agentes locais já permitiu descentralizar as ofertas do IPG, levando as suas formações para mais próximo das pessoas, como aconteceu em Vila Nova de Foz Côa ou em São João da Pesqueira”, apontou Carlos Martins.

O presidente do Conselho Geral do IPG afirmou ainda que “intensificar as ligações com as instituições de ensino superior europeias, sobretudo as espanholas pela proximidade transfronteiriça, é muito importante para a afirmação do Politécnico da Guarda além-fronteiras e para atrair mais estudantes, docentes e investigadores para as suas escolas”.

Atualmente, o Instituto Politécnico da Guarda tem 25 licenciaturas, 10 mestrados e quatro pós-graduações, além de 41 cursos técnicos superiores profissionais. Os alunos são 3.355, o pessoal docente 261 e o pessoal não docente 166.

Solução que evita sofrimento de animais de laboratório vence concurso em Coimbra

Uma solução tecnológica validada cientificamente para a produção de gomas medicamentosas para doseamento oral de substâncias a animais de laboratório venceu a edição deste ano do concurso regional Poliempreende do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC).

O projeto intitulado “HaPILLness” desenvolveu uma “solução inovadora e não invasiva” para administração oral de fármacos a roedores usados em ensaios pré-clínicos de laboratório e que pode “representar o fim de um processo penoso para as cobaias”, afirmou o IPC, numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Os animais de laboratório passam a ter pequenas gomas coloridas que ingerem de forma voluntária, ao invés de lhes ser administrada a dosagem precisa do composto a testar por meio de uma sonda gástrica.

A equipa de trabalho é composta por Sofia Viana, Sara Nunes e Pedro Vieira, num projeto que resulta de uma parceria entre o IPC e a Universidade de Coimbra (UC).

O “HaPILLness” vai agora concorrer a nível nacional com os vencedores apurados nos restantes Politécnicos da rede Poliempreende.

Este projeto vai participar na Semana do Empreendedorismo, a realizar de dia 12 a 15, em Braga, numa organização do Instituto Politécnico do Cávado e Ave.

Os promotores recebem ainda um prémio monetário no valor de 2.000 euros e 12 meses de incubação no INOPOL – Academia de Empreendedorismo do Politécnico de Coimbra, para apoio ao desenvolvimento do projeto e à constituição da empresa.

De acordo com a nota, o concurso regional realizou-se na quarta-feira, no auditório do INOPOL, perante um júri constituído por representantes do CEC – Câmara de Comércio e Indústria do Centro, IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Instituto Pedro Nunes (IPN) e IPC.

A sessão de apresentação dos ‘pitchs’ dos finalistas do concurso contou com um total de 11 projetos, sendo que foram submetidas 24 ideias de negócio de áreas científicas diversas.

O projeto “Luxifer”, desenvolvido por uma equipa de estudantes e docentes do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), conseguiu a segunda posição.

“Trata-se de uma solução IoT para controlo e monitorização inteligente de luminárias LED [sigla em inglês de diodo emissor de luz], através da adaptação do seu funcionamento às necessidades horárias, ambientais e/ou vontade dos utilizadores”.

Já em terceiro lugar ficou o “ARMedLearn”, um ‘software’ de realidade aumentada (RA) para simulação de procedimentos invasivos não cirúrgicos, criado por uma equipa de estudantes do ISEC.

Além dos prémios monetários, ambos os trabalhos terão também acesso a serviços de incubação no INOPOL, assim como a uma rede de contactos e parceiros do ecossistema empreendedor, para alavancar os projetos e dar origem a novas empresas.

Presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota promete refundar Centro de Interpretação

O presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota disse hoje que está a ser preparado um conjunto de intervenções que vão garantir a manutenção e relançamento do projeto do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA), criado há 21 anos.

António Ramalho, que tomou posse como presidente do conselho de administração há um mês, sucedendo a Alexandre Patrício Gouveia, considerou no CIBA, em Porto de Mós, no distrito de Leiria, que “o dever” dos novos órgãos sociais, empossados há um mês, “é assegurar que todo o trabalho realizado nestes 21 anos seja agora refundado em novos projetos e novas iniciativas”.

O processo implicará “o envolvimento da sociedade civil, das universidades, dos visitantes e também de toda a vizinhança, porque é no enquadramento de toda esta região que se quer valorizar o espaço”.

A Fundação Batalha de Aljubarrota homenageou hoje Alexandre Patrício Gouveia, que morreu em 12 de março. Foi inaugurada uma exposição dedicada à vida do primeiro presidente do conselho de administração, que foi gestor e político, tendo integrado nos anos 1980 o governo de Francisco Pinto Balsemão. Também o auditório do CIBA foi batizado com o nome do fundador.

“Alexandre Patrício Gouveia foi, conjuntamente com António Champalimaud, responsável por criar esta nova valorização do espaço de Aljubarrota”, lembrou António Ramalho.

No CIBA, o novo presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota avançou que o objetivo é a “valorização de todo o campo de batalha”, através de “novos percursos e novas atratividades”.

A par disso, a Fundação irá “continuar a apostar na divulgação deste período histórico e sobretudo na importância que este período histórico tem na própria região Centro”, nomeadamente pela constituição da “dinastia de Avis, que de alguma forma foi determinante não só para Portugal como para todo o mundo”. 

António Ramalho prometeu investir na valorização de Aljubarrota enquanto “símbolo de consolidação daquilo que é a identidade portuguesa – um povo que às vezes faz os impossíveis e que resolve os seus grandes valores e valoriza a sua nação”. 

Em Porto de Mós, o presidente da Fundação admitiu desenvolver uma ideia deixada por Alexandre Patrício Gouveia: a constituição do Roteiro das Batalhas da Independência.

“O seu último ato ainda foi a capacidade de fazermos a aquisição do campo de Atoleiros que, juntamente com Trancoso e Aljubarrota, representa o triângulo – ainda temos [a batalha de] Valverde, mas esse fica em região espanhola [perto de Mérida] – que, no fundo, representam as batalhas” essenciais para a independência de Portugal.

A esse roteiro, será possível juntar “muitos outros sítios” relacionados com essa página da história de Portugal. “Porto de Mós, Ourém, Leiria. No fundo, todas essas zonas representaram estas parcelas, bem como as que se verificaram depois, para simbolismo de Aljubarrota, como seja o caso do Mosteiro da Batalha e até o Convento do Carmo”, onde viria a morrer Nuno Álvares Pereira (1360-1431).

António Ramalho falou ainda da relação entre a Fundação e as autarquias e população local, nem sempre pacífica ao longo dos 21 anos do CIBA.

“Vamos trabalhar conjuntamente. Vamos estabelecer pontes e conseguir assegurar que isto seja um motivo de honra para todas as vizinhanças. É isso que caracterizou a capacidade de identificação que Aljubarrota trouxe ao povo português, não há razão nenhuma para que o povo de português não seja um conjunto de vizinhos, e os vizinhos são bons vizinhos”, concluiu.

Presidente da Câmara de Tomar é candidata à presidência do Turismo do Centro

A presidente da Câmara de Tomar e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo é candidata à presidência do Turismo do Centro de Portugal e, caso seja eleita, renunciará às funções autárquicas, disse a própria à agência Lusa.

Anabela Freitas afirmou que tencionava apresentar formalmente a sua candidatura na próxima segunda-feira, durante a inauguração do Centro Interpretativo Tomar Templário, mas, tendo em conta que a sua candidatura foi noticiada hoje pelo Diário de Coimbra, confirmou que concorre às eleições que se realizarão em 26 de julho e que têm já um outro candidato anunciado, o presidente da Câmara Municipal de Mira, Raul Almeida.

A autarca socialista apresenta-se como uma candidata de “continuidade”, salientando que integra atualmente a Comissão Executiva do Turismo do Centro.

O atual presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, impedido de se candidatar a novo mandato, será candidato à presidência da Assembleia Geral, disse.

Pedro Machado disse esta semana à Lusa que deseja uma “transição tranquila”, pois seria prejudicial que “houvesse agora saltos, ou cortes epistemológicos, por assim dizer, naquilo que é o trabalho de afirmação do conhecimento da marca Centro de Portugal”.

Realçando o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, o qual, disse, permitiu o aumento do número de visitantes na região Centro, Anabela Freitas afirmou ser igualmente seu entendimento “que deve haver uma continuidade”, sobretudo numa altura em que está em negociação um novo Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

A autarca invocou a sua experiência neste tipo de negociação, enquanto presidente de uma Comunidade Intermunicipal, e o facto de ter participado na elaboração da estratégia do Turismo Centro Portugal para o próximo QCA.

“Acho que tenho condições para poder desempenhar este papel”, declarou.

Caso seja eleita, Anabela Freitas irá renunciar ao mandato de presidente de câmara, o último que pode exercer, por ser “uma função a tempo inteiro que não é compatível com outras funções”.

“Estou a 100% presidente de câmara, que acumulo como presidente da Comunidade Intermunicipal [do Médio Tejo], e quando ganhar [a eleição] estarei a 100% na Entidade Regional de Turismo do Centro”, afirmou.

A sua candidatura propõe-se atuar em cinco áreas, que se subdividem “numa série de linhas de ação”, disse.

Como primeira área de atuação apontou os Recursos Humanos, para a valorização e qualificação de “todos os intervenientes da cadeia de valor do setor do turismo”, seguindo-se o que designa por “destino/território”, para a “promoção do desenvolvimento integrado do território, sustentado e coeso”.

“A região Centro são 100 municípios, temos municípios do litoral e municípios do interior e é importante delinear políticas que levem à coesão de todos estes 100 territórios, não esquecendo também, que era algo que já tínhamos trabalhado, as alterações climáticas, a sustentabilidade, a coesão e a valorização territorial, até valorizando o que são o conjunto de investimentos que os municípios têm estado a efetuar”, afirmou.

A sua candidatura propõe-se, ainda, trabalhar na diferenciação, estruturando, qualificando e consolidando os produtos turísticos, “e que leva também ao posicionamento da região Centro enquanto destino turístico”.

A quarta área aposta nas plataformas digitais, para, através do marketing digital e relacional, criar “notoriedade” e “conectividade”, no esforço de internacionalização e dinamização junto dos mercados externos.

Finalmente, propõe-se potenciar a captação de investimento turístico para a região Centro, “incentivando a inovação e o empreendedorismo”.

Com estas “cinco linhas de ação”, o objetivo é “atingir essencialmente quatro metas”, nomeadamente, o aumento do número de dormidas, o aumento da estada média, o crescimento da taxa líquida de ocupação por cama e o incremento do ‘revenue per available room’ (métrica de desempenho no setor de hotelaria), afirmou.

A votação para a liderança do Turismo Centro Portugal decorre num colégio que integra os 100 municípios abrangidos, o Turismo de Portugal e ainda cerca de 70 entidades privadas do setor, sendo os mandatos de cinco anos, num máximo de dois.

Agente de execução suspeito de desviar “centenas de milhares de euros” detido em Aveiro

A Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro deteve um agente de execução pela prática dos crimes de peculato, por alegadamente ter desviado “centenas de milhares de euros” ao longo dos anos, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.

Em comunicado, a PJ esclareceu que no âmbito da sua atividade de agente de execução, o detido, aproveitando-se do acesso à movimentação dos valores depositados pelos executados, “procedia à transferência de quantias para a sua conta bancária”, as quais não lhe eram devidas.

“Com este procedimento, logrou locupletar-se com centenas de milhares de euros de que usufruiu ao longo dos anos”, refere a mesma nota.

Segundo a Judiciária, o detido, com cerca de 45 anos, foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de proibição de exercício da profissão.

Stop anuncia greve às avaliações finais de todos os anos de escolaridade

O coordenador nacional do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop) anunciou hoje uma greve às avaliações finais de todos os anos de escolaridade, para além de uma greve a todo o serviço durante a próxima semana.

“Vai haver greve a todos os procedimentos que envolvam avaliações finais, de todos os ciclos e todos os anos de escolaridade. E também, na próxima semana, de dia 05 de junho a 09 de junho, ou seja, a semana inteira, greve de pessoal docente e não docente a todo o serviço, em que não existem serviços mínimos”, anunciou.

Numa conferência de imprensa que decorreu durante a hora de almoço, em frente à Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, André Pestana realçou que estas novas formas de luta foram decididas depois de uma auscultação feita aos profissionais de educação.

“Apelamos, mais uma vez, a que se façam fundos de greve, como se provou que era totalmente legal, para que assim, de uma forma organizada em cada escola, possa ter um maior impacto”, acrescentou.

Aos jornalistas, o dirigente do Stop disse ainda que também já está a ser preparado o início do próximo ano letivo.

“Se o ministro [da Educação] não ceder nas questões principais, será um início de ano claramente diferente do que tem sido habitualmente. De facto, os profissionais da educação não podem continuar a perder direitos e a não serem dignificados”, avisou.

De acordo com André Pestana, os profissionais de educação sentem que “há muito dinheiro neste país que continua a não ser canalizado para o que é realmente importante”, nomeadamente para “os serviços públicos”.

“Nós queremos que a sociedade perceba que nós estamos aqui a zelar por uma escola pública, não de serviços mínimos, mas de excelência, de qualidade”, concluiu.

Projeto desenvolve fachada modular que garante eficiência e produção energética

Um projeto liderado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), de Coimbra, está a desenvolver uma fachada modular capaz de produzir e armazenar energia solar, ao mesmo tempo que garante um isolamento energético altamente eficiente.

O projeto PowerSkin+, com um orçamento global de seis milhões de euros e apoio da Comissão Europeia, está a ser desenvolvido por um consórcio internacional de vários pontos da Europa e liderado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN).

Propõe-se criar uma fachada daquilo que acreditam ser “o futuro dos edifícios”, disse à agência Lusa o coordenador do projeto, Jorge Corker.

Há cerca de 15 dias, a equipa instalou um protótipo na fachada de um dos edifícios do IPN, que será monitorizado e controlado ao longo de um ano para testar a sua eficácia, referiu o também investigador sénior no laboratório de materiais daquela instituição.

O projeto procura que a fachada assegure três valências: um isolamento térmico superior, produção integrada e autónoma de energia limpa com células fotovoltaicas instaladas e o armazenamento de energia, reutilizando baterias de lítio usadas em carros elétricos.

“Juntámos todas as inovações num único produto. É uma espécie de assemblagem holística naquilo que acreditamos ser o futuro dos edifícios”, vincou Jorge Corker.

No caso do isolamento térmico, cuja solução esteve a cargo do IPN, optou-se por desenvolver isolamento “com painéis em vácuo, que já existem no mercado, são altamente eficientes, mas muito caros e produzidos com materiais com uma pegada carbónica muito grande”.

Neste projeto, procurou-se reduzir “o preço dos painéis sem reduzir a performance, utilizando materiais a partir de resíduos de diferentes origens”, aclarou, referindo que a própria inovação está em processo de submissão de uma patente.

Já no caso da produção de energia solar, são usados painéis transparentes, que, no verão, permitem absorver qualquer calor e levá-lo para uma bomba de calor que permite aquecer as águas do edifício ou, no inverno, utilizar a radiação para otimizar a geração de calor dentro do edifício.

“A transição energética terá de se centrar nisto: tornar os edifícios mais isolados, com redução de perdas, a descarbonização do próprio consumo com produção de energia limpa e depois medidas de otimização do consumo elétrico dos edifícios”, realçou.

No projeto, participam entidades e empresas de países como Alemanha, República Checa, Polónia ou Itália.

Ao longo do projeto, será também avaliado o custo-benefício deste tipo de fachada modular, que apesar de poder ser aplicada em qualquer edifício, foi desenhada e criada a pensar em edifícios comerciais e escritórios.

“Não serão soluções baratas, mas acreditamos que poderá ser vantajoso com os ganhos de eficiência energética que os edifícios possam ter na sua operação”, salientou Jorge Corker.

Segundo o responsável, este tipo de solução tanto poderá ser aplicada em novas construções como na reabilitação de edifícios já existentes.

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