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Montemor – o – Velho: Pereira refletiu sobre a “Escola de Comunidade & Comunidade da Escola”

O Celeiro dos Duques de Aveiro, em Pereira, recebeu o encontro “Escola de Comunidade & Comunidade da Escola”, protagonizado pelo Professor José Pacheco, no dia 22 de maio.

A iniciativa, desenvolvida pela escola COMPASSO, juntou a comunidade, entidades, professores, educadores, pais e encarregados de educação num momento de reflexão e partilha de experiências com o professor e pedagogo, fundador da Escola da Ponte, em Portugal, e do Projeto Âncora, no Brasil.

Ao reiterar que “a autarquia montemorense é um parceiro ativo no desenvolvimento de políticas educativas”, a vice-presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Diana Andrade, lembrou “que as situações vividas num passado recente, nomeadamente com a pandemia, ameaçaram o sentido de comunidade que urge recuperar”. Sublinhando que o Município de Montemor-o-Velho “trabalha diariamente em prol de uma educação de excelência e dos jovens alunos/as do concelho”, Diana Andrade reforçou que “a construção de uma escola e de uma comunidade mais fortes são possíveis se cada um de nós der o seu contributo e assumir a sua responsabilidade”.

A Compasso é um projeto de ensino pensado para crianças, jovens e adultos a partir dos 4 meses de idade e dedica-se à prestação de respostas sociais e pedagógicas, nomeadamente, Creche, Jardim de Infância, Centro de Estudos e Academia de Artes.

Cadáver de homem encontrado a boiar no rio Tejo em Lisboa

Corpo já foi removido e será levado para o Instituto Nacional de Medicina Legal para autópsia e identificação.

Um cadáver em avançado estado de decomposição foi encontrado a boiar no rio Tejo, na manhã desta quinta-feira. O alerta foi dado pelas 8h00 e levou à mobilização de meios da Autoridade Marítima para a zona do Mar da Palha, junto ao Parque das Nações, em Lisboa.

De acordo com fonte oficial da capitania do Porto de Lisboa, o corpo pertence a um homem, mas para já não é possível avançar com a identidade ou idade aproximada devido à decomposição. Também se desconhece qual a origem do cadáver, mas a mesma fonte admitiu que poderá ser do homem que desapareceu em Cacilhas há 11 dias.

O corpo já foi removido e será levado para o Instituto Nacional de Medicina Legal para autópsia e identificação. O expediente será remetido ao Ministério Público.

Receita da Mata do Bussaco supera em 20% números de período homólogo de 2022

As receitas da Mata Nacional do Bussaco superam, em 20%, os números registados em período homólogo de 2022, um ano que já tinha sido considerado “o melhor de sempre”, revelou hoje o presidente da Fundação.

“O melhor ano de sempre foi 2022 e estamos a superar, nesta altura do ano, em mais de 20%, as nossas receitas [comparativamente com 2022], que se refletem através da venda de serviços e do número de entradas”, apontou Guilherme Duarte.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Fundação Mata do Bussaco explicou que, desde o início do ano e até ao dia de hoje, foram contabilizadas quase 99 mil entradas, enquanto no ano passado foram registadas 82 mil entradas entre o dia 01 de janeiro e 31 de maio.

“Nestes números não estão contabilizadas as entradas de pessoas que ficam no Palace Hotel do Bussaco e as entradas na Mata depois das 19:00 ou os números seriam ainda maiores”, acrescentou.

Os números registados nos primeiros cinco meses de 2023 são animadores, deixando-o otimista para a segunda metade do ano, que contempla a chamada “época alta” para a visitação à Mata do Bussaco, no entanto, “a qualquer momento tudo pode mudar”.

“Os números, até ao momento, deixam-nos otimista, mas estamos sempre cautelosos. Basta haver um mês de julho, agosto ou setembro, que são os nossos melhores meses, que seja péssimo e poderá infletir tudo aquilo que perspetivamos”, sustentou.

Para Guilherme Duarte, este aumento das receitas reflete “a forte aposta na comunicação, imagem, venda de serviços e testemunho do que se pode oferecer”.

“É importante divulgar e que quem venha goste e recomende. Também temos tido muitas atividades, mais oferta para as pessoas”, realçou.

No seu entender, os viveiros, que estão a ser alvo de uma intervenção que deverá estar concluída dentro de um mês, também irão atrair mais pessoas à Mata Nacional do Bussaco.

“A par disso, temos o Centro Interpretativo, inaugurado há poucos dias, que nos vai trazer mais pessoas”, concluiu.

A Mata do Bussaco, localizada na freguesia do Luso, concelho da Mealhada (distrito de Aveiro), foi classificada como monumento nacional em dezembro de 2017 e é candidata a Património Mundial da UNESCO.

Em janeiro deste ano, a candidatura da Mata Nacional do Bussaco a Património Mundial da UNESCO foi atualizada, passando a “apostar mais na passagem dos carmelitas enquanto elemento diferenciador”.

Segundo a página oficial da Fundação, a Mata Nacional do Bussaco ocupa atualmente cerca 105 hectares e possui uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, com cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis. “É uma das matas nacionais mais ricas em património natural, arquitetónico e cultural, podendo ser dividida em quatro unidades de paisagem: Arboreto, Jardins e Vale dos Fetos, Floresta Relíquia e Pinhal do Marquês”, descreve.

JMJ: Elementos das forças de segurança anunciam protestos para a jornada da juventude

Elementos da PSP, GNR, SEF, guardas prisionais, Polícia Marítima e ASAE decidiram hoje que vão realizar ações de protesto durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontece em Lisboa na primeira semana de agosto.

A decisão foi tomada durante o encontro nacional das forças de segurança, que decorreu em Lisboa e foi organizado pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos e associações mais representativos da área da segurança interna.

“Aquilo que ficou decidido no imediato é a realização de ações de protesto na semana anterior e durante a JMJ”, disse aos jornalistas o secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente, César Nogueira, que é também presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR).

César Nogueira avançou que ainda não está definido quais os protestos que vão realizar, mas garantiu que “serão ações de luta fora do normal”.

“A organização vai ver qual a melhor forma e, com o tempo, vamos ver se o Governo vai acatar as nossas reivindicações”, afirmou, apontando os vencimentos, descontos para os subsistemas de saúde e condições de serviço como os problemas em comum para as forças e serviços de segurança.

Para César Nogueira, “o Governo tem feito ouvidos moucos às reivindicações dos profissionais”.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo líder da Igreja Católica para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto deste ano, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

No final do encontro, perto de uma centena de elementos das forças e serviços de segurança desfilarem entre a avenida D. Carlos I, local onde decorreu a reunião, e a Assembleia da República onde entregaram uma moção com as principais reivindicações.

“Esta moção fala dessas questões principais, vencimentos, subsistemas de saúde e condições de trabalho, será entregue na Assembleia da República para ser distribuída pelos grupos parlamentares para que pressionem o Governo a olhar para nós com olhos de ver e não a dar palmadinhas nas costas a dizer que somos os melhores do mundo e um país muito seguro, mas é às custas dos profissionais que todos os dias estão na rua”, disse.

César Nogueira sustentou que os vencimentos atuais dos elementos das forças e serviços de segurança “não são condizentes com as funções que exercem” e contestou as atualizações que o Governo tem dado, que “são muito abaixo da perda do poder de compra”.

“Queremos que haja uma atualização séria dos valores do sistema remuneratório de cada instituição”, disse, anunciando que hoje foi lançada uma petição pública para exigir que os polícias passem a descontar para os subsistemas de saúde 12 meses e não 14 meses com um valor de 3% em vez dos atuais 3,5%.

O objetivo é que esta petição seja depois entregue na Assembleia da República para ser discutida.

Fazem parte da CCP a Associação dos Profissionais da Guarda, Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Associação Socioprofissional da Polícia Marítima, Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional e Associação Sindical dos Funcionários da ASAE.

Nova ponte do IC2 é “fundamental” para ligar Baixa a Coimbra-B

O arquiteto catalão Joan Busquets, responsável pelo projeto da nova estação ferroviária de Coimbra-B, defendeu hoje que a construção de uma nova ponte do IC2 é “fundamental” para ligar a Baixa da cidade à futura estação.

“Uma alameda [na zona da Casa do Sal que ligue a avenida Fernão de Magalhães a Coimbra-B] com árvores no meio vai permitir abrir aquela zona à cidade e criar a ligação entre a Baixa e a estação. Isso é fundamental. Essa futura estação é uma estação urbana. Sem essa alameda, continua distante da cidade”, disse Joan Busquets, que falava aos jornalistas no final de uma sessão de discussão pública no auditório Laginha Serafim, no Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra.

Para Joan Busquets, essa alameda só se poderá concretizar na sua plenitude com o fim do viaduto do IC2 que passa por cima daquela zona e a criação de uma nova ponte para servir aquela estrada nacional no local onde, neste momento, passa a ponte ferroviária e que será desmantelada, no âmbito da linha de alta velocidade.

O espaço de debate começou por ser ocupado por intervenções protocolares, com intervenções de entidades, líderes dos grupos parlamentares da Assembleia Municipal e especialistas.

Já passadas mais de três horas e ainda sem discussão pública efetiva, mais de metade da plateia que tinha enchido o auditório Laginha Serafim tinha abandonado o espaço.

Apenas por volta das 18:20, quase quatro horas depois do arranque do evento, foi aberta a discussão pública.

Os participantes abordaram questões como a preocupação quanto a uma solução ao tráfego da Casa do Sal e na rotunda do Almegue, o impacto da linha de alta velocidade e a sua nova reconfiguração (passará a ter uma outra ponte com quatro vias em vez das duas atuais e vai atravessar a Mata do Choupal), ou as acessibilidades aos autocarros que passarão a servir-se da futura estação intermodal.

Uma das grandes preocupações manifestadas passou por questionar a real necessidade de uma nova ponte rodoviária ser construída e qual a sua vantagem, apontando para riscos ambientais pela construção afetar a Mata Nacional do Choupal.

A vereadora da Câmara de Coimbra com as pastas do urbanismo e da mobilidade, Ana Bastos, defendeu a opção de se construir uma nova ponte do IC2.

“A nova ponte é essencial para segregar atravessamentos da cidade”, disse, vincando que o plano de pormenor e as várias ideias propostas serão objeto de vários estudos para perceber a sua viabilidade.

Questionada pelos jornalistas sobre as preocupações da população quanto a possíveis impactos no Choupal (há uma petição a defender a sua preservação), Ana Bastos referiu que pediu um relatório aos serviços camarários para identificar as espécies que seriam afetadas pela construção de uma nova ponte rodoviária.

“80% das árvores afetadas são espécies invasoras e depois há alguns pinheiros jovens plantados recentemente”, notou.

A vereadora vincou que a Câmara de Coimbra está preocupada com os impactos no Choupal – que diz que serão maiores na futura ponte ferroviária que servirá a alta velocidade – e que por isso o município já falou com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) no sentido de alargar a Mata Nacional “em direção a oeste”.

Antes das perguntas dos públicos, intervieram três especialistas convidados, com o professor de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, Álvaro Seco, a defender a “variante do IC2”, mas a colocar dúvidas sobre a resolução do tráfego na Casa do Sal, local de entrada e saída de Coimbra.

Já o arquiteto Luís Paulo Sousa propôs, ao invés de uma nova ponte rodoviária, a criação de uma circular regional de Coimbra, aproveitando as vias existentes, e concluir as ligações dessa à circular urbana.

Já o arquiteto e docente José António Bandeirinha considerou que o projeto de Busquets contempla uma infraestrutura que pode “servir verdadeiramente a cidade”, e elogiou o equilíbrio da proposta.

“Se este plano vier a ser feito, será um marco para Coimbra e estaremos perante a presença de uma cidade do século XXI”, vincou.

Leiria é o único hospital do SNS a realizar cirurgia endoscópica transaxilar da tiroide

Um tumor na tiroide retirado através de dois pequenos furos na axila e um outro na zona da aréola, após um trabalho minucioso de uma hora e meia de trabalho, caracterizam a cirurgia endoscópica transaxilar da tiroide, uma intervenção minimamente invasiva.

Leiria é o único hospital do Serviço Nacional de Saúde a realizar esta intervenção à tiroide, que não deixa marcas visíveis e tem uma rápida recuperação.

Pouco passava das 09:30 de dia 15, quando o cirurgião Jaime Vilaça e a sua equipa entraram no bloco operatório, onde a paciente, uma mulher de 28 anos, começou a ser anestesiada.

Dois furinhos na axila e um na zona da aréola permitiram a introdução dos dispositivos, que permitem introduzir uma microcâmara de alta resolução ao interior do corpo e instrumentos altamente delicados.

A lente é os olhos do cirurgião Jaime Vilaça, que vê todo o interior como se estivesse ‘in loco’. Com um trabalho de alta precisão, vai abrindo caminho até chegar ao tumor, retirá-lo para um saco ainda dentro do corpo, puxado pelos dispositivos.

Pelo caminho, é usado um sensor para identificar o nervo da corda vocal e assegurar o melhor dos resultados.

Para assinalar o Dia Mundial da Tiroide, a agência Lusa foi convidada a assistir à cirurgia endoscópica transaxilar no Hospital de Santo André, do Centro Hospitalar de Leiria, que iniciou este tipo de intervenção em setembro de 2022.

“Isto é um tipo de cirurgia minimamente invasiva, que traz vantagens inequívocas para os doentes. Desde logo, uma ótima recuperação e um resultado estético fantástico, porque não se consegue perceber que a pessoa foi intervencionada. Depois, beneficia de todos os grandes benefícios da cirurgia endoscópica: uma imagem amplificada, com uma iluminação otimizada em que conseguimos perceber e ver muito bem todas as estruturas nobres que temos de preservar nesta operação”, explicou Jaime Vilaça, no final da cirurgia.

O especialista iniciou este tipo de intervenção em 2014, no setor privado.

“Hoje, temos mais de 200 casos tratados e iniciámos um programa com o nosso hospital [Leiria] em setembro do ano passado. Já temos aqui cerca de duas dezenas de casos tratados. Os resultados têm sido muito apreciados pelos nossos doentes. Parece-nos que o SNS precisa desta modernidade”, sublinhou.

Segundo Jaime Vilaça, o CHL “está muito empenhado em trazer inovação e educação ao âmbito da cirurgia, com estes avanços que podem trazer uma melhoria muito grande para a recuperação dos doentes e para o seu resultado final”.

As técnicas endoscópicas e as tradicionais são como “um músico que domina a pauta, mas que quer aprender um outro instrumento”.

“Um violino nada tem a ver com o piano. A técnica é toda ela diferente, ainda que a melodia possa ser a mesma, porque o propósito da intervenção é o mesmo”, comparou o cirurgião.

Jaime Vilaça adiantou que, para pessoas jovens, “com uma vida ativa e laboral”, esta cirurgia “tem um grande benefício”, pois tem “uma recuperação rápida, pouca dor e não apresenta cicatriz”.

Assim, não há a “estigmatização de as pessoas saberem a intervenção que foi efetuada”.

“Isso pode ter um impacto importante em termos laborais, no mundo competitivo como hoje é”, realçou.

Natércia Alves, 43 anos, foi uma das primeiras utentes a ser intervencionada por este método em Leiria: “Pensei que seria uma operação tradicional, com o corte no pescoço”, revelou, ao assumir que o facto de ser uma “nova experiência” a deixou algo inquieta, mas confiou.

“A recuperação foi boa. Correu sempre tudo bem. Não tive muitas dores. Como trabalho na parte estética, ajuda um bocadinho e estou contente com os resultados”, disse.

Também José Gomes Soares, 76 anos, o primeiro a ser intervencionado em Leiria, está “satisfeitíssimo” com a cirurgia endoscópica transaxilar da tiroide: “Fiquei com umas pequenas rugas, efeito do nódulo que tinha à volta do pescoço, com cinco centímetros. A recuperação foi boa e estou impecável”.

O diretor clínico, Salvato Feijó, realçou que esta intervenção “vem na sequência de um investimento que o CHL tem feito nos últimos anos na diferenciação, na inovação e a criar condições para atrair capacidade técnica e novos elementos para preencher o quadro hospitalar com técnicas inovadoras”.

Segundo o médico, esta é uma técnica “muito menos interventiva, portanto, é um passo em frente na cirurgia da tiroide, seja ela da patologia benigna seja da patologia maligna”.

No último ano, o serviço de Endocrinologia do CHL fez cerca de 650 punções tiroideias.

“Uma grande percentagem destes doentes tem de ter sequência de intervenção cirúrgica. Temos muitos doentes com patologia tiroideia na região e esta é uma técnica que vai forçosamente ter muito maior expressão. Fizemos uma aposta correta”, reconheceu.

A causa mais frequente desta intervenção é o “nódulo suspeito e tratamento de tumores malignos”.

Segundo Jaime Vilaça, “já foi feita uma cirurgia de ressecção total da glândula tiroideia por via endoscópica, que foi a primeira a fazer-se em Portugal”.

Estima-se que as doenças da tiroide afetem cerca de 10% dos portugueses, com maior incidência no sexo feminino, cerca de 90% dos casos.

Incêndio destrói armazém de plásticos e paletes em Mira

Um armazém de plásticos e paletes na zona industrial do Seixo, em Mira, ficou hoje destruído na sequência de um incêndio, entretanto extinto, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Região de Coimbra.

A mesma fonte adiantou que o incêndio, cujo alerta foi dado às 00:52, no armazém localizado na zona industrial do Seixo e junto à Autoestrada (A) 17, ficou confinado a esta estrutura.

“Ainda temos muitos meios no local para proceder aos trabalhos de rescaldo”, indicou a fonte, pelas 06:30.

No local permaneciam àquela hora 70 operacionais, com o apoio 25 veículos.

Fundão assinala no sábado Dia de África no Centro para as Migrações

 O município do Fundão, com pessoas de mais de vinte nacionalidades acolhidas no Centro para as Migrações, e com imigrantes de 71 países no concelho, comemora no sábado o Dia de África, com um programa aberto a toda a comunidade.

“O Fundão é uma terra de acolhimento e queremos envolver a comunidade em geral para conhecer melhor a vida no continente africano, para quem recebemos partilhar um pouco mais dos seus países de origem, através desta mostra, que é uma iniciativa aberta a todos”, sublinhou hoje, em declarações à agência Lusa, Alcina Cerdeira, vereadora com o pelouro da Ação Social, Inclusão e Igualdade na Câmara do Fundão.

O Dia de África é assinalado internacionalmente em 25 de maio, mas a data é comemorada no sábado no Fundão “para permitir que mais gente participe” num evento que decorrerá entre as 15:00 e as 22:00, no Centro para as Migrações, e que contará com música africana, um desfile de moda, dança e gastronomia de vários países.

O Fundão é uma das Capitais Europeias da Inclusão e da Diversidade 2023, título atribuído este mês pela Comissão Europeia, e é importante fazer esse trabalho de integração também com a comunidade que acolhe.

Segundo Alcina Cerdeira, a celebração do Dia de África vem na sequência “do trabalho feito desde há cerca de dez anos na integração de migrantes”.

A vereadora destacou a importância do conhecimento mútuo e acentuou a importância de o município acolher quem chega, para fazer face ao despovoamento e à necessidade de mão de obra em alguns setores.

“Somos um território desertificado, com um índice de envelhecimento de 328 e precisamos de quem chega para contrariar estas questões”, acentuou Alcina Cerdeira, em declaração à agência Lusa.

Para a vereadora na Câmara do Fundão, no distrito de Castelo Branco, a política adotada beneficia ambas as partes, por o município “transformar a vida das pessoas” e ganhar novos fundanenses.

A autarca realçou a “grande representatividade de pessoas de África” no Fundão, nomeadamente estudantes de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e também refugiados.

Transporte a pedido na Região de Leiria atinge mil reservas e chega agora a Pedrógão Grande

O transporte a pedido da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), que arrancou em janeiro, em Alvaiázere, atingiu mil reservas e chega no dia 01 de junho ao concelho de Pedrógão Grande.

“Pedrógão Grande, que é também um município da Região de Leiria de baixa densidade, foi verificado como um dos municípios prioritários a implementar esta solução de transporte flexível a pedido”, afirmou à agência Lusa o 1.º secretário executivo da CIMRL, Paulo Batista Santos.

O transporte a pedido “MOBI Região de Leiria” é um serviço de transporte público no qual o passageiro pode fazer antecipadamente a reserva da sua viagem, concretamente até às 15:00 do dia anterior, através de uma chamada para o número de telefone 800242526 (de segunda a sexta-feira, entre as 09:00 e as 15:00).

“Realizado com recurso aos operadores locais (táxi), o projeto é financiado pelo PART – Programa de Apoio à Redução, permitindo que o utilizador pague um valor mais reduzido pelo serviço, sendo o restante suportado pela CIMRL”, adiantou a comunidade.

Segundo Paulo Batista Santos, este serviço, já implementado também em Castanheira de Pera, “tem tido grande sucesso”.

“É um balanço muito positivo”, destacou este responsável da CIMRL, referindo que “tem sido um serviço complementar ao atual serviço público de transporte de passageiros através dos autocarros normais”.

Para o 1.º secretário executivo da CIMRL, trata-se de “um serviço bastante cómodo, de proximidade, que vai a casa das pessoas, que procura corresponder àqueles circuitos de maior necessidade (…) e que vai às freguesias mais distantes, aos lugares mais distantes das sedes dos concelhos”.

“Estamos a garantir que os cidadãos daqueles territórios têm as mesmas condições de mobilidade do que tem qualquer cidadão que more, por exemplo, em Leiria ou em Pombal ou na Marinha [Grande], que são cidades que estão mais bem dotadas de transportes públicos”, declarou.

Paulo Batista Santos adiantou que o objetivo é alargar este serviço aos restantes concelhos da CIMRL até ao final do ano, sendo certo que naqueles onde há um serviço de transporte de passageiros mais completo, nomeadamente as áreas urbanas, o “MOBI Região de Leiria” vai ser “orientado para as freguesias mais rurais”.

“É aí que nós temos de responder, ou seja, ligar estas pontas um pouco esquecidas ou menos dotadas deste serviço público de transportes e assegurar que as pessoas desses locais têm esse serviço”, disse, frisando que este é o “objetivo de mobilidade de qualidade”, no qual “as pessoas, cada vez mais, possam usar o serviço público de transportes”, através de táxi ou autocarro, e com ganhos ambientais.

Por outro lado, salientou a importância de o “MOBI Região de Leiria” servir, igualmente, a “camada da população mais idosa, que tem dificuldades de mobilidade”, e garantir que acede, por exemplo, aos serviços públicos.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, António Lopes, realçou a vantagem deste serviço para os munícipes e disse acreditar que vai “permitir um maior fluxo de pessoas à vila e aos serviços na vila”, além de contribuir para uma “melhor qualidade de vida”.

O concelho de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, tinha 3.390 habitantes nos censos de 2021, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

A sessão de lançamento deste serviço em Pedrógão Grande decorre na tarde de sexta-feira, nos Paços do Concelho.

A CIMRL integra os Municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Mata Nacional do Bussaco recebe Festival de Artes para Crianças em junho

Jogos, música, animação, espetáculos e uma quinta pedagógica fazem parte da programação do Catrapim, um festival de artes para crianças que vai invadir a Mata Nacional do Bussaco no final do mês de junho.

“O Festival vai ter uma oferta diversificada e vai ser marcante para a Mata [do Bussaco], onde as crianças também têm espaço. Vamos ter aqui um espetáculo de nível nacional, onde esperamos ter muita gente”, referiu o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Guilherme Duarte.

A quarta edição do Catrapim – Festival de Artes para Crianças vai decorrer na Mata Nacional do Bussaco, nos dias 24 e 25 de junho.

É organizado pela Fundação Mata do Bussaco, em parceria da Câmara Municipal da Mealhada, Junta de Freguesia do Luso, Rei dos Leitões, Alves Bandeira e Escolíadas.

Na apresentação pública do festival, que decorreu hoje de manhã no recém-inaugurado Centro Interpretativo Ambiental da Mata do Bussaco, Guilherme Duarte sublinhou que tentaram “fazer o melhor, gastando menos”, o que obrigou a um “esforço titânico”.

Aos jornalistas, explicou que estima que o festival leve cerca de 30 mil visitas à Mata Nacional do Bussaco, um número semelhante ao registado na última edição do evento que tem como público-alvo as crianças dos 03 aos 12 anos.

O festival, que decorre entre as 14:00 e as 19:00 dos dias 24 e 25 de junho, contará com a presença do Avô Cantigas, com um espetáculo do Zé Mágico, o contador de histórias André Madaleno, teatro infantil da Atrapalharte, teatro de marionetas da Red Cloud e circo da Somnium Entertainment.

Destaque também para a animação de rua dos Voix de Ville, cinema 360º com o Playnetário e o filme Supre Salvador, o ‘showcooking’ com As Receitas da tia Lídia, a Farmácias das Ervas, bem como pinturas faciais.

As mascotes do Festival – o esquilo Catrapim e o Medronho – também serão presença habitual ao longo dos dois dias.

“Uma das grandes novidades desta edição é a quinta pedagógica, que será montada, junto às Portas de Coimbra. Resulta de uma parceria com a Fazenda dos Animais”, vincou Sofia Ferreira, responsável pela organização do evento.

Outra das grandes apostas do Festival de Artes para Crianças “são os jogos de educação ambiental”, estando disponíveis cerca de uma dezena nesta edição de 2023.

“As crianças terão direito a um passaporte que irão carimbar e, no final, será dado um prémio surpresa, a quem completar o passaporte”, concluiu.

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