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Oliveira de Azeméis prepara criação de Polícia Municipal

A Câmara de Oliveira de Azeméis quer criar um serviço de Polícia Municipal, o que o presidente dessa autarquia do distrito de Aveiro disse hoje ser “mais do que justificado” pela dimensão geográfica, populacional e empresarial do concelho.

Segundo revelou Joaquim Jorge Ferreira à agência Lusa, o processo já foi iniciado com um período de consulta pública que, até ao dia 30, visa recolher contributos para o regulamento de organização e funcionamento dessa força de segurança, cuja constituição terá que ser validada pelo Ministério da Administração Interna.

“Uma polícia municipal é mais do que justificada dado que Oliveira de Azeméis tem 161 quilómetros quadrados de extensão e só dispõe de três postos da GNR, o que não representará mais do que 60 agentes para exercer funções de policiamento num concelho com muita construção, muitas empresas e muitos eventos, como o Mercado à Moda Antiga, o festival 3720, o ‘Há Festa na Aldeia’, o parque de Natal e festas populares como a de La Salette”, declarou o autarca socialista.

Outros fatores que influem nessa pretensão da Câmara são o “crescente vandalismo que se começa a instalar no meio urbano”, a insegurança rodoviária que “é uma preocupação constante”, o número significativo de “viaturas abandonadas na via pública”, a quantidade de animais de companhia a exigir “verificação do registo eletrónico” e a persistente “deposição de resíduos em locais indevidos”, como a extensa mancha florestal do município e os seus rios.

Joaquim Jorge Ferreira afirmou que ainda é prematuro indicar o número exato de operacionais necessários para constituir a nova polícia e o montante concreto do custo que esse serviço terá no orçamento anual da autarquia, mas estima que em causa estejam “cerca de 20 profissionais e uma despesa de 230.000 a 400.000 euros”.

Tudo dependerá do número de fiscais municipais que, integrando atualmente os quadros da Câmara, aceitem transitar para a nova força de segurança. “É que a polícia municipal absorve essas pessoas, mas só se elas aceitarem as novas funções; se os fiscais não quiserem passar a ser polícias, terão que ser transferidos para outros serviços da autarquia”, realçou o presidente.

Em todo o caso, “é a Lei que determina quantos agentes tem a polícia municipal, com base na dimensão geográfica e demográfica do território”, e o cálculo para Oliveira de Azeméis determina um quadro de pessoal com “15 operacionais e quatro ou cinco administrativos”.

A expectativa de Joaquim Jorge Ferreira é, contudo, “que a Polícia Municipal absorva os sete fiscais que a Câmara tem neste momento” — “até para a despesa ser mais pequena”, — e que só 13 profissionais tenham que ser recrutados em concurso público, o que antecederá “vários meses de formação, por uma entidade especialmente certificada para o efeito”.

Seja na ordem dos 230.000 euros, se os fiscais municipais transitarem para a nova polícia, ou em valores mais próximos dos 400.000, se toda a estrutura implicar contratações novas, o certo é que a estimativa orçamental do autarca também abrange fardamento, material informático, mobiliário e viaturas. De fora ficam apenas instalações físicas, já que, no arranque da sua atividade, a nova estrutura “vai coabitar com o Centro Municipal de Proteção Civil, no Parque de La Salette”.

“A fatia de leão do orçamento será a massa salarial, mas, no global, estamos a falar de 150.000 a 170.000 euros a mais do que a Câmara já gasta atualmente com fiscalização, o que não é uma exorbitância para este tipo de projeto”, defendeu Joaquim Jorge Ferreira, propondo-se replicar em Oliveira de Azeméis “o exemplo da Polícia Municipal de Gondomar, cujo modelo é perfeitamente ajustado à realidade do território”.

Acreditando que o assunto irá gerar “consenso político alargado”, o autarca espera que a nova força de segurança possa “iniciar funções no segundo trimestre de 2024”, demonstrando que, “sempre que o Governo não consiga dar resposta a uma necessidade da população, as câmaras municipais, podendo substitui-lo, devem fazê-lo”.

A estrutura local do PSD não está totalmente convicta, mas também não rejeita a proposta.

Referindo que “a informação sobre o tema ainda é muito pouca” e que, ao ser questionado pela oposição, o executivo socialista “foi incapaz de indicar o custo/benefício do projeto”, o presidente da concelhia social-democrata, Nuno Pires, assume-se “expectante pelo desenvolvimento da consulta pública, para perceber se em causa está uma mais-valia para o concelho ou apenas um capricho do presidente da Câmara”.

Palácio da Justiça de Coimbra sem agentes da PSP desde o início do ano

O Palácio da Justiça de Coimbra está, desde o início do ano, sem os agentes da PSP que habitualmente prestavam funções, depois destes se terem reformado, revela a deliberação do conselho de gestão da Comarca de Coimbra.

De acordo com o documento a que a agência Lusa teve acesso, “pelo menos dois elementos da PSP, sendo um deles encarregue de garantir preferencialmente a segurança no Juízo de Instrução Criminal” estiveram “diária e permanentemente em funções no Palácio da Justiça de Coimbra, durante muitos anos”.

No entanto, desde o início do ano, “ambos os agentes policiais, que habitualmente prestavam funções no Palácio da Justiça de Coimbra, deixaram de o fazer, por aposentação”, encontrando-se o edifício “sem os referidos agentes policiais há já quase cinco meses”.

De acordo com a deliberação, com data de 18 de maio, o conselho de gestão da Comarca de Coimbra diligenciou, logo no início de janeiro, junto da Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) e do comandante Distrital de Coimbra da PSP, “pela imediata substituição dos dois agentes”.

“A resposta do Comando Distrital da PSP de Coimbra foi no sentido de se tratar de um serviço remunerado. Ora, em face da recusa da PSP de colocar gratuitamente dois agentes daquela corporação no Palácio da Justiça de Coimbra, exigindo o pagamento da correspondente remuneração, e por se tratar de querela quanto à lei aplicável e sua interpretação a ser resolvida entre os Ministérios da Justiça e da Administração Interna, solicitou-se à DGAJ a superação da descrita situação, no passado mês de fevereiro”, refere.

Segundo o conselho de gestão da Comarca de Coimbra, o Palácio da Justiça continua sem policiamento há cinco meses “o que coloca em perigo o funcionamento do Tribunal” e “a vida e integridade física de magistrados, funcionários, advogados e demais cidadãos” que se deslocam diariamente ao edifício.

“Delibera-se por unanimidade solicitar à DGAJ, com urgência, a superação da descrita situação, autorizando a contratação do referido serviço de policiamento. Delibera-se ainda solicitar ao Conselho Superior de Magistratura a realização das diligências necessárias à superação da apontada carência de meios de funcionamento deste Tribunal”, lê-se ainda.

O Palácio da Justiça de Coimbra dispõe de serviço de segurança privada, com pórtico de segurança instalado, “mas apenas com dois funcionários de segurança, que se revelam insuficientes para garantir a referida segurança das pessoas e instalações”.

“Não apenas pelo seu número, mas também pelas limitações legais da atividade de segurança privada. Daí que se revele absolutamente indispensável a presença permanente e diária, durante todo o horário de funcionamento, da força de segurança policial pública”, informa.

No Palácio da Justiça de Coimbra funcionam, além do Tribunal da Relação e dos serviços do Ministério Público, o Juízo Central Criminal, o Juízo Local Criminal de Coimbra e o Juízo de Instrução Criminal.

O Juízo Central Criminal e o Juízo de Instrução Criminal têm competência territorial em toda a Comarca de Coimbra, que abrange o espaço geográfico dos municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares.

Na tarde de segunda-feira, um homem, que se encontrava detido desde a semana passada, conseguiu escapar aos guardas prisionais que o acompanhavam ao Tribunal de Coimbra, onde iria ser ouvido no âmbito de um processo relacionado com furtos.

O homem foi detido três horas depois pela PSP, na freguesia de São Pedro, concelho da Figueira da Foz.

Dupla de jovens furta veículo na Sertã e acaba constituída arguida

Suspeitos de furto têm apenas 17 anos de idade.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou uma dupla de jovens de 17 anos de idade suspeita de furto de veículo, informou a polícia em comunicado, esta terça-feira.

Ambos foram constituídos arguidos e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Sertã.

Conforme a GNR explica, os polícias receberam uma denúncia de um furto de veículo no interior de uma residência. A viatura foi encontrada a cerca de um quilómetro da residência.

Após a identificação dos alegados autores do crime, a GNR apreendeu a própria viatura, bem como 125 gramas de pólvora, uma caixa de fulminantes, uma pistola de airsoft, um saco de desporto, um telemóvel, um capacete e diverso vestuário e luvas.

Universidade de Coimbra lidera projeto europeu para combater obesidade

Um projeto liderado pela Universidade de Coimbra (UC) e que reúne 18 entidades de oito países europeus vai receber 9,5 milhões de euros, durante cinco anos, para combater a obesidade em crianças e jovens.

Intitulado “Pas Gras” (‘não gorduroso’ em tradução literal), o projeto visa a “redução de riscos metabólicos, determinantes ambientais e comportamentais da obesidade em crianças, adolescentes e jovens adultos” e é coordenado por Paulo Oliveira, investigador e vice-presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC/UC), explicou a Universidade de Coimbra em comunicado enviado à agência Lusa.

Financiado pelo Horizonte Europa – programa-quadro de investigação e inovação da União Europeia -, o “Pas Gras” pretende “desenvolver, ao longo de cinco anos, estratégias interdisciplinares de investigação e inovação capazes de mudar o paradigma da prevenção e do tratamento da obesidade, fornecendo soluções práticas para uma vida saudável na sociedade contemporânea”.

Ainda segundo a UC, a investigação “vai clarificar o papel do estilo de vida, saúde mental, fatores familiares, socioeconómicos e do ambiente no desenvolvimento da obesidade, e a sua interação com as características genéticas e metabólicas de cada indivíduo”.

Com base na análise integrada daqueles múltiplos parâmetros, a Universidade de Coimbra argumentou que será possível “elaborar uma avaliação personalizada e robusta do risco acrescido de sofrer de obesidade e complicações associadas, que incluem, por exemplo, problemas cardiovasculares”.

O estudo terá como públicos-alvo crianças entre os 03 e os 09 anos, adolescentes entre os 10 e os 18 anos e jovens adultos até aos 25 anos, bem como as respetivas famílias, com excesso de peso ou obesidade.

“Paralelamente, o projeto vai estudar mecanismos celulares e moleculares subjacentes ao efeito protetor de componentes da dieta mediterrânica e atividade física. Além disso, vai criar uma campanha internacional que visa o aumento da literacia em saúde e a sensibilização da sociedade para os riscos da obesidade”, frisou a UC.

Citado na nota, o investigador Paulo Oliveira acrescentou que o projeto “vai preencher lacunas críticas no diagnóstico e prognóstico da obesidade e proporcionar um conjunto de ferramentas inovadoras e medidas que possam contribuir para adotar e manter escolhas de estilo de vida” que a contrariem.

Em Portugal, para além da Universidade de Coimbra (representada pelo consórcio Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, que integra o CNC-UC, o Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra e o Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra), são entidades parceiras a Universidade Nova de Lisboa, Associação de Ginástica do Centro, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, o Instituto Pedro Nunes e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

A nível internacional, participam no projeto o Conselho Nacional das Pesquisas e Universidade de Bari (Itália), três entidades alemãs (Mediagnost, Universidade de Martin Luther Halle-Wittenberge e a Universidade Técnica de Munique), a Sociedade Europeia de Investigação Clínica (Países Baixos), Fundação EURECAT (Espanha), o Instituto Nencki de Biologia Experimental (Polónia), o King’s College de Londres (Reino Unido), a Universidade de Uppsala (Suécia).

GNR apreende 24 redes majoeiras ilegais na Figueira da Foz

A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu 24 redes majoeiras ilegais, na sexta-feira, nas praias da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra.

Num comunicado, a GNR referiu que a operação foi levada a cabo pela Unidade de Controlo Costeiro (UCC), através do Destacamento de Controlo Costeiro da Figueira da Foz, no âmbito de uma ação de fiscalização decorrente de um patrulhamento junto à orla costeira.

Nesta intervenção, que tinha como objetivo “controlar a pesca com recurso às redes majoeiras”, os militares da Guarda detetaram “24 redes majoeiras em ação de pesca fora do período permitido”.

Foram elaborados quatro autos de contraordenação, cuja coima pode atingir um valor de 25.000 euros.

A GNR recordou que a utilização das redes majoeiras sem sinalização ou fora dos períodos permitidos constitui um perigo no que respeita à segurança dos banhistas e dos surfistas, “correndo sério risco de ficarem presos nas redes e sofrerem um consequente afogamento”, e que contribui para a “poluição das águas do mar, sendo que muitas vezes estas redes acabam por permanecer nas águas sem serem retiradas”.

Relembrou também que a utilização das redes majoeiras sem sinalização ou fora dos períodos permitidos coloca em causa a “sobrevivência da fauna, uma vez que qualquer tipo de ser vivo que fique preso na rede irá morrer, como já ocorreu em espécies como o golfinho”.

Incêndios. Mais de 150 operacionais testam dispositivo em Porto de Mós

Mais de 150 operacionais participam, no domingo, no concelho de Porto de Mós, num exercício de incêndio rural, disse hoje à agência Lusa o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, Carlos Guerra.

São mais de 150 operacionais que ainda vão ter o apoio de todos os elementos de comando dos corpos de bombeiros”, afirmou Carlos Guerra, adiantando que no exercício participam elementos das corporações de bombeiros, da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da Guarda Nacional Republicana e sapadores florestais.

Carlos Guerra explicou que o Comando Sub-regional realizou, em abril e maio, “um conjunto de ações de formação e de treino operacional no sentido do aprontamento e do aperfeiçoamento das forças para o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) que, durante este período mais crítico de verão, está na sua máxima capacidade”.

Na sequência das ações de formação, que terminaram no fim de semana, o Comando Sub-regional vai realizar o exercício com o objetivo de testar tudo o que foi este processo de aprendizagem, bem como testar as novas funcionalidades das ferramentas tecnológicas, a capacidade de reação e de mobilização e a capacidade de comando e controlo com os diversos elementos de comando dos corpos de bombeiros.

O comandante salientou a importância de treinar todo o processo de formação e treino, e verificar as capacidades, para, na eventualidade de alguma coisa ainda não estar na sua máxima capacidade, haver “tempo para afinar”.

Carlos Guerra reiterou ainda preocupação com o comportamento humano.

“Dos incêndios que já tivemos este ano e não são ainda significativos, mais de 90% têm origem humana”, frisou, considerando existir ainda “muito desleixo nos comportamentos de risco da população”.

O comandante sub-regional realçou, também, existir “alguma dificuldade nos meios humanos”, observando que o seu recrutamento e disponibilidade “começam a ser um problema” que vai ter de ser resolvido “num futuro muito próximo”.

Quanto aos meios materiais, Carlos Guerra acrescentou que a Região de Leiria aguarda a disponibilidade de um helicóptero pesado ‘Kamov’, a sediar em Pombal, reconhecendo que poderia dar “um significativo aumento da capacidade operacional”.

O exercício de incêndio rural, denominado “PORMEX 23”, começa às 06:00, no lugar de Mato Velho, freguesia de Serro Ventoso, e conta com a colaboração com a Câmara Municipal de Porto de Mós. Está previsto terminar pelas 12:00.

A Sub-região de Leiria compreende os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

O Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais, que entrou em vigor no dia 15, vai ter, na Região de Leiria, 509 operacionais, 119 viaturas e três meios aéreos no período de maior empenhamento.

Destes 509 operacionais, 317 são dos bombeiros, 79 da Guarda Nacional Republicana, incluindo-se também a Unidade Especial de Proteção e Socorro, 89 sapadores florestais e 24 elementos da Polícia de Segurança Pública.

Figuras rosa insufladas dançam em ato de “tolerância através do corpo”

Artistas vestidos com fatos insuflados de látex rosa vão percorrer sexta-feira e sábado várias ruas do centro histórico de Santa Maria da Feira, para levar ao festival Imaginarius micro-coreografias que expressam “tolerância através do corpo”.

Essa performance itinerante intitula-se “La grande phrase / A grande frase”, tem produção da Companhia Didier Théron e traz ao Festival Internacional de Teatro de Rua da referida cidade do distrito de Aveiro três bailarinos de anca voluptuosa a lembrar as vénus do Paleolítico, esculpidas em pedra numa evocação de fertilidade ou abundância alimentar.

As figuras de látex chamam-se “gonfles” (palavra francesa traduzível por “inflados”) e constituem o que o fundador e diretor da companhia define como “outra forma de ver o corpo a mover-se e a dançar” — como acontecerá em quatro exibições que, a partir da Igreja dos Loios ou da Praça da República, vão testar volumes e sintonias cromáticas ao longo do caminho.

“Como deuses, os bailarinos têm permissão para entrar e atuar em qualquer espaço público ou privado, o que é também uma mensagem de liberdade. Vendo-os na cidade e seguindo-os pela rua, nós participamos e saboreamos a emancipação face a regras e convenções diárias com que vivemos”, explica Didier Théron à agência Lusa.

Varandas a alturas razoáveis, esplanadas de café, carros estacionados e até os próprios espectadores vão assim alterar-se com a intervenção dos “inflados”, ajudando a demonstrar que “a deformação é um ato de inventividade, é a natureza perturbada, um jogo no modo como se veem as coisas”.

Para esse exercício, a companhia trouxe de França três envelopes com os fatos impermeáveis cor-de-rosa de quatro quilos cada. O enchimento desses trajes demora no mínimo 30 minutos e faz-se com um compressor de ar como o utilizado para encher pneus automóveis, o que justifica que os artistas também se refiram aos “gonfles” como “veículos”.

O rosa dos fatos já foi substituído por diferentes tonalidades noutras apresentações de “La grande phrase”, mas mantém-se como a cor mais emblemática do espetáculo desde a sua estreia em 2013, no Japão, numa escolha determinada por duas razões: “É uma referência à obra artística de Murakami Takashi e também às cerejeiras em flor desse país”.

Cor e forma facilitam, aliás, o humor, como Didier Théron garante com base em testes realizados fora do contexto mais amigável e recetivo das audiências de festivais: “Fizemos experiências nas primeiras performances, atravessando áreas suburbanas não muito hospitaleiras, e estas formas criaram empatias naturais. O redondo sem ângulos, apenas generoso, a mover-se e a mudar, em dinâmica, torna-se engraçado”.

O desafio maior, contudo, é “estabelecer uma ligação ente o movimento dos artistas e os elementos arquitetónicos da cidade”, no percurso entre o ponto de partida e o destino final das performances, assim como “manter o elo entre os próprios bailarinos, de forma a que construam e mantenham o ritmo durante a atuação”.

Mas apesar das reações positivas que “La grande phrase” e idênticas produções francesas vêm gerando em diversos países, Didier Théron afirma que as artes de rua em espaço público representam “uma dimensão que não é valorizada em França” — terra “de académicos” onde diz que há “uma real falta de recursos”.

“Em populações muitas vezes esquecidas ou entre a juventude ignorada, o impacte destes projetos pode ser muito grande, muito forte. A emancipação resultante da arte já não está reservada à elite e há uma verdadeira partilha. No espaço público encontra-se uma audiência que nunca vai a espetáculos em sala e, como essa constitui 90% da população, o potencial é enorme”, realça o coreógrafo.

Esse não é, ainda assim, o principal motivo para Didier Théron se propor agora abrandar a digressão mundial da performance protagonizada pelas vénus rosa. O artista reconhece que os “inflados” assumem “uma dimensão especial no repertório da companhia”, tocando e seduzindo a população “de uma forma que chega a ser desconcertante”, mas quer concentrar mais atuações na sua terra-natal.

A explicação é esta: “Temos um calendário impressionante de espetáculos para fazer na China e na generalidade da Ásia, mas queremos começar a atuar mais em França porque a pegada ecológica das nossas viagens é uma questão a que nós — que usamos o ar — somos sensíveis”.

Homem que se fez passar por membro do ‘staff’ dos Coldplay foi condenado

O Tribunal de Coimbra condenou um homem a uma pena de prisão, suspensa na sua execução, por se ter feito passar por membro do ‘staff’ dos Coldplay, introduzindo pessoas com credenciais falsas em concerto, a troco de dinheiro.

O cidadão estrangeiro foi condenado, na segunda-feira, em julgamento sob a forma de processo especial sumário, a uma pena de prisão de nove meses, suspensa na sua execução pelo período de um ano, e ainda a uma pena de multa de 73 dias, à taxa diária de 5 euros (total de 365 euros).

O homem tinha sido detido em flagrante delito na quinta-feira, por inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), depois de ter conseguido introduzir duas pessoas com credenciais falsas no concerto dos Coldplay, que decorreu no Estádio Cidade de Coimbra.

Apresentando-se com indumentária idêntica à dos demais seguranças do evento – usando blusão, calças, sapatilhas, boné pretos e óculos escuros — conduziu duas pessoas ao interior do recinto, depois de terem passado pelo controlo do perímetro e zona de revista.

A entrada no recinto foi efetuada a troco do pagamento de 75 euros, por pessoa, ao arguido.

A ASAE acabou por identificar essas duas pessoas no recinto, a assistir ao concerto, tendo depois também localizado o arguido.

Para além do crime de falsificação ou contrafação de documento e do crime de usurpação de funções, o homem respondeu ainda pelo crime de venda ou ocultação de produto, em coautoria material, com outro cidadão estrangeiro, pela venda de artigos que ostentavam a marca Coldplay, mas não eram produtos originais.

O Tribunal de Coimbra condenou também este segundo arguido, em julgamento sob a forma de processo especial sumário, a uma pena de multa de 72 dias, à taxa diária de 5 euros (total de 360 euros).

Anadia: Renovação da rede de abastecimento água em Sangalhos

O Município de Anadia está a proceder à renovação da rede de água nas Ruas do Serrado e do Canto, na freguesia de Sangalhos, numa extensão total de cerca de 1140 metros lineares, dando assim continuidade à sua política de reabilitação da rede de abastecimento de água no concelho. A empreitada tem um valor de 67.571,05€, com um prazo de execução de dois meses.

Estas intervenções tornam-se necessárias, uma vez que, por um lado, as condutas encontram-se em fim de vida e degradadas, apresentando roturas, e por outro, pretende-se que haja um reforço da rede.

A empreitada de renovação da rede na Rua do Serrado tem uma extensão de 775 metros lineares, enquanto que na Rua do Canto, a intervenção abrange 365 metros lineares. 

APIN apresenta investimento de 7 milhões em Figueiró dos Vinhos

Figueiró dos Vinhos recebeu, a Sessão Pública de Apresentação dos Investimentos da APIN no concelho.

A apresentação evidenciou o investimento global da APIN de mais de 7 milhões de euros (7.035 382,17 €) no concelho de Figueiró dos Vinhos. Um valor afeto, maioritariamente, à Execução de Redes de Drenagem de Águas Residuais (6.750.000,00 €) e que permitiu o aumento da taxa de cobertura de saneamento de 28% para 55% no concelho.

A APIN referiu também, outros investimentos destinados ao concelho, como a implementação de um projeto na área da Eficiência Hídrica para redução e prevenção de perdas nos sistemas de distribuição e adução de água. Um projeto integrado no Plano Estratégico de Controlo de Perdas do Sistema de Abastecimento de Água, transversal a todo o Sistema APIN, com um investimento global de cerca de 5 milhões de euros.

O evento contou com a presença do Sr. Secretário de Estado do Ambiente, Arq. Hugo Pires, bem como do Vice-Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Eng.º José Carlos Pimenta Machado e representantes de outras Empresas de Sistemas de Gestão de Águas. Além das entidades mencionadas, estiveram também presentes elementos do Conselho de Administração da APIN, da Comissão Executiva da APIN, representantes dos Municípios integrantes do Sistema APIN e Presidentes de Junta das Freguesia do Município de Figueiró dos Vinhos.

O programa de apresentação, iniciado pelas 11h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal, contemplou também a visita às obras em execução, nomeadamente a Empreitada do Sistema de Águas Residuais Domésticas de Santarém e Outras Povoações e ao Reservatório do Projeto Eficiência Hídrica.

Projetos e investimentos que contribuem para melhoria das condições de vida das populações e cuja execução só é possível através da agregação de municípios existente. A associação de Municípios para este fim e a constituição do Sistema APIN, permitiu e continua a permitir o acesso a investimentos vitais e de grande escala, cofinanciados por fundos comunitários, garantindo uma gestão profissional, tecnicamente habilitada e focada exclusivamente neste sector, potenciando a qualidade e equidade do serviço prestado aos cidadãos.

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